O Capital Intelectual No Sector Hoteleiro PortuguêS

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O Capital Intelectual No Sector Hoteleiro PortuguêS

  1. 1. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português Um Guia de Boas Práticas de investimento na formação
  2. 2. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>Descrição dos objectivos gerais do estudo </li></ul><ul><li>1 - Identificar o estado da gestão do capital intelectual em três unidades hoteleiras representativas do sector a nível nacional </li></ul><ul><li>2 - Criar e aplicar um modelo de medição do capital intelectual em cada estudo de caso, com o objectivo identificar-se-á o impacto do investimento na formação na criação de valor no negócio. </li></ul>
  3. 3. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>3 - Produzir um enquadramento técnico para a criação e utilização de modelos de medição do capital intelectual para o sector hoteleiro, definindo boas práticas e tipologias de investimento na formação benéficas para a criação de valor neste segmento de actividade económica. O produto final será um guia de boas práticas de investimento na formação para o sector hoteleiro </li></ul>
  4. 4. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>Objectivos específicos do estudo </li></ul><ul><li>1 - A nível nacional, ainda não existe nenhum estudo até à data, elaborado nesta perspectiva. Ao ser realizado, poderão ser desbravadas novas formas de qualificação do capital humano e de aumento da produtividade no sector hoteleiro, uma das âncoras estratégicas para a competitividade do turismo português a nível mundial </li></ul>
  5. 5. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>2 - Caracterização geral dos modelos de medição de capital intelectual a nível internacional, a fim de identificar as formas como estão ser desenvolvidos e aplicados, o seu impacto no aumento da qualificação, rentabilidade e produtividade, e as formas de avaliação do impacto da formação na criação de valor no negócio </li></ul>
  6. 6. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>3 - Caracterização geral da aplicação de modelos de medição do capital intelectual em Portugal, a fim de identificar as formas como estão sendo adoptados pelas organizações, o seu impacto no aumento da qualificação, rentabilidade e produtividade, e as formas de avaliação do impacto da formação na criação de valor no negócio, aferindo qual o seu posicionamento competitivo face à concorrência internacional </li></ul>
  7. 7. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>4 - Investigação dos modelos de medição de capital intelectual existentes, procedendo à escolha do mais adequado ao universo do sector hoteleiro </li></ul><ul><li>5 - Criação de um modelo de medição e respectivos indicadores de capital intelectual em três unidades hoteleiras representativas do sector de cinco estrelas a nível nacional – uma situada na Região de Lisboa, uma situada na Região do Algarve e uma localizada na Região Autónoma da Madeira –, de acordo com as suas especificidades </li></ul>
  8. 8. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>6 - Medição do capital intelectual de cada unidade hoteleira, com o objectivo de identificar o impacto e o nível de contributo da formação na criação de valor do negócio; identificar as práticas de formação correlacionadas com a criação de valor no negócio, em termos quantitativos </li></ul>
  9. 9. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>7 - Concepção e edição de um guia de boas práticas de desenvolvimento de modelos de medição de capital intelectual no sector hoteleiro, focados na avaliação do impacto da formação na criação de valor para o negócio. A finalidade é servir como ferramenta de apoio credível aos responsáveis de recursos humanos das unidades hoteleiras nacionais no aumento da qualificação e da eficácia das políticas de desenvolvimento das suas forças de trabalho </li></ul>
  10. 10. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>Metodologia do estudo </li></ul><ul><li>1 - VAIC – medição da eficiência do capital intelectual aplicado na organização </li></ul><ul><li>2 - ROI da Formação (por competências críticas do negócio) </li></ul><ul><li>3 – Comparação entre o VAIC e o ROI da Formação </li></ul><ul><li>4 - Levantamento das Boas Práticas de Formação </li></ul><ul><li>5 - Scorecard de Formação e Capital Intelectual </li></ul><ul><li>6 – Guia de Boas Práticas de Investimento na Formação </li></ul>
  11. 11. 1 - Conceito de Coeficiente Intelectual do Valor Acrescentado (VAIC)* - Indica a eficiência da criação de valor de todos os recursos detidos pela organização (Capital Estrutural, Capital Humano e Capital Empregue). Expressa a habilidade intelectual de uma empresa, de uma economia regional ou nacional na utilização desses recursos *Conceito criado por Ante Pulic, Câmara de Comércio da Croácia e Universidade de Graz (Áustria), com base no trabalho desenvolvido por Leif Edvinsson O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  12. 12. A necessidade de uma nova contabilidade empresarial «A contabilidade , cujos fundamentos foram lançados por Luca Pacioli [o criador da contabilidade] há quase 500 anos atrás, estão a passar à história. Para conseguir dar um passo em frente, ele propõe: O objectivo principal do sistema de medição, de contabilidade e de comunicação da informação nas empresas e ao nível das economias nacionais e dos sectores industriais é facilitar aos executivos e aos políticos a tomada de decisões de alocação de recursos . O que precisamos agora é de um novo sistema, ou pelo menos paralelo, que complemente os indicadores financeiros » In «Corporate Longitude», Leif Edvinsson, 2003 O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  13. 13. O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português <ul><li>Na economia do conhecimento… </li></ul><ul><li>… o Capital Intelectual é tomado como um activo na perspectiva da organização, da mesma forma que o Capital Empregue (e os seus subtipos, Capital Físico e Financeiro) </li></ul><ul><li>… os Recursos Humanos, na era da Economia do Conhecimento, passam a ser considerados um recurso (gerador de valor futuro) na contabilidade da organização </li></ul><ul><li>… nem sempre a evolução das receitas operacionais de uma organização corresponde a uma igual evolução da sua criação de valor </li></ul><ul><li>… na economia actual, uma organização só está realmente a criar valor, se a eficiência na utilização dos recursos tiver uma evolução positiva. Se esta evolução for descendente, a empresa está a destruir o seu Valor Acrescentado </li></ul><ul><li>Ante Pulic, 2002 </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Um novo paradigma de valor – breve explicação </li></ul><ul><li>Ante Pulic começa por retirar o Capital Humano e o Capital Estrutural (isto é, o Capital Intelectual da organização) dos Custos Operacionais, reflectidos tradicionalmente na Demonstração de Resultados da organização, para os activos da folha de Balanço </li></ul><ul><li>Esta transposição permite isolar o Valor Acrescentado na Demonstração de Resultados, conferindo à empresa uma medida de verificação da Criação de Valor na sua própria contabilidade regular </li></ul><ul><li>O Valor Acrescentado assume a função de variável de referência para a medição da eficiência na utilização dos recursos aplicados </li></ul><ul><li>Através da medição da eficiência na aplicação dos recursos, é obtida a Eficiência Intelectual na Criação de Valor Global </li></ul>O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  15. 15. <ul><li>Indicadores utilizados no cálculo do VAIC </li></ul><ul><li>- Valor Acrescentado (VA): Output (Rendimento Total) - Input (Todos os custos relacionados com a compra de bens e serviços ao mercado, excepto as despesas relacionadas com o pessoal) </li></ul><ul><li>Capital Humano (CH): despesas gerais com o pessoal (salários, educação, formação); nesta análise é considerado como investimento e não custo, e por isso não é mais parte substancial do Input. </li></ul><ul><li>Capital Estrutural (CEST): resultado da performance passada do Capital Humano (organização, licenças, patentes, imagem de marca, normas de qualidade, relacionamento com os clientes) </li></ul><ul><li>- Capital Empregue (CEMP): todos os activos materiais e financeiros </li></ul>O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  16. 16. <ul><li>Método de cálculo do VAIC </li></ul><ul><li>Eficiência do Capital Humano (ECH=VA/CH): indicador que mostra quanto VA é criado por cada unidade monetária investida em CH </li></ul><ul><li>Eficiência do Capital Estrutural (ECEST=CEST/VA): indicador que mostra a parte de CE na criação de valor </li></ul><ul><li>Eficiência do Capital Intelectual (ECI=ECH+ECEST): indicador que mostra quão eficientemente o CI criou valor </li></ul><ul><li>Eficiência do Capital Empregue (ECEmp=VA/CEMP): indicador que mostra quanto VA é criado por cada unidade monetária investida em CEmp </li></ul><ul><li>- Coeficiente do Valor Acrescentado Intelectual (VAIC = ECI+ ECEMP): indica a eficiência da criação de valor de todos os recursos (soma de todos os indicadores anteriores). Expressa a habilidade intelectual de uma empresa, de uma economia regional ou nacional. </li></ul>O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  17. 17. <ul><li>2 - ROI da formação (por competências críticas do negócio) </li></ul><ul><li>Medição do ROI da formação realizada em 2002, 2003 e 2004, apenas aquela dirigida para a criação e reforço de competências críticas do negócio (vendas e atendimento ao cliente, por exemplo) </li></ul>O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  18. 18. <ul><li>Para o cálculo do ROI da formação são necessários quatro passos: </li></ul><ul><li>1 - Identificação dos benefícios do programa de formação (aumento de vendas, aumento da satisfação dos clientes, p.e.) </li></ul><ul><li>2 - Converter benefícios em valor monetário (€) </li></ul><ul><li>3 - Contabilizar os custos do programa de formação </li></ul><ul><li>4 - Comparar os benefícios monetários com os custos do programa </li></ul>O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  19. 19. 1ª Medida do ROI da Formação: Rácio dos Benefícios/Custos da Formação (€) = Benefícios monetários da formação Custos da formação O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  20. 20. 2ª Medida do ROI Formação : Eficiência da formação na criação de valor (%) = Benefícios líquidos da formação (*) Custos da formação (*) Benefícios da formação - custos da formação O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português x100
  21. 21. 3 - Comparação dos valores de eficiência do VAIC com os valores do ROI da formação para… … identificar a estimativa de impacto da formação na criação de valor no negócio Exemplo: se a tendência do VAIC da organização for crescente, mas o ROI da formação for baixo, podemos inferir que embora o capital intelectual esteja a ser bem aplicado, esse resultado não advém da formação realizada O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  22. 22. 4 – Levantamento das Boas Práticas de Formação - Inquérito a aplicar aos quadros e colaboradores das três unidades hoteleiras O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  23. 23. 5 – Scorecard de Boas Práticas de Formação e Capital Intelectual Com a informação recolhida pelo inquérito, elaborar um pequeno scorecard que permita ser utilizado como uma ferramenta de gestão da formação e do capital intelectual da unidade hoteleira O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português
  24. 24. 6 – Guia de Boas Práticas de Investimento na Formação O Capital Intelectual no Sector Hoteleiro Português

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