Psicologia Hospitalar e Cuidados Paliativos

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Esclarecimentos a respeito de o que são, quando e como são aplicados os cuidados paliativos e quais seus objetivos, visando um panorama geral da Psicologia Hospitalar, documentando a importância do apoio psicológico no ambiente hospitalar e/ou diante a enfermidade e a função dos profissionais na área.

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Psicologia Hospitalar e Cuidados Paliativos

  1. 1. PSICOLOGIA HOSPITALAR e CUIDADOS PALIATIVOS
  2. 2. Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte. FREUD, Sigmund
  3. 3. A morte é um tema que, por um lado, fascina e, por outro, aterroriza a humanidade. O fato mais desconcertante é que a morte é um lugar inacessível aos que estão vivos. E sobre ela tanto doutrinas filosóficas quanto religiosas vêm debruçando-se em reflexões, na tentativa de explicar, clarear e entender seu objetivo. (MENDES, LUSTOSA, ANDRADE, 2009).
  4. 4. Durante muitos séculos, por toda a Idade Média, a morte era entendida com naturalidade, fazendo parte do ambiente doméstico, chamada também de “morte domada” (Ariès, 1981). A morte era ritualizada, comunitária e enfrentada com dignidade e resignação. A partir de então, o doente, chamado na época de moribundo, tomava suas próprias providências e a morte ocorria em uma cerimônia pública, organizada e presenciada pelo próprio indivíduo em processo de morte.
  5. 5. O hospital como meio terapêutico surge no final do século XVIII, ao mesmo tempo em que a medicina surge como ciência do indivíduo (Foucault, 1994). Agora o hospital se torna uma instituição administrada e controlada pelos médicos, passando a ser referência na área da saúde, da vida, do sofrimento e também da morte. Surge então, a medicalização social através dos métodos diagnósticos e terapêuticos, pela indústria farmacêutica e pelos equipamentos médicos. A medicina passa a ser responsável, na figura do médico, e através dos progressos técnicos, pelo prolongamento da vida.
  6. 6. A partir do século XX, a morte modernizada pode ser qualificada por cinco características: um ato prolongado gerado pelo desenvolvimento tecnológico, um fato científico gerado pelo aperfeiçoamento da monitoração, um fato passivo já que as decisões pertencem aos médicos e aos familiares e não ao enfermo, um ato profano por não atender a crenças e a valores do paciente e finalmente um fato de isolamento já que o ser humano morre socialmente em solidão (Menezes, 2004).
  7. 7. CUIDADOS PALIATIVOS Temos um destino em comum: nascer e morrer; sofrer e poder ser feliz... MORIN, Edgar Os cuidados paliativos têm como estrutura uma nova forma de gestão da morte, assegurando, através de uma prática multiprofissional sobre as necessidades do doente, principalmente quanto ao controle da dor. Assim, conceitos pertinentes, como o da bioética, englobam sempre o bem estar daqueles que sofrem tanto, como nas doenças crônicas.
  8. 8. Neste quadro, o presente trabalho vem tratar a psicologia hospitalar como modalidade pedagógica frente os personagens deste cenário de dor e sofrimento quanto às atitudes diante da morte, proporcionando uma melhor maneira do paciente e cuidadores de resolverem pendências e expressarem emoções ao vivenciarem sua própria finitude. Seu grande desafio é a de permitir ao paciente uma vida com mais qualidade diante da própria morte.
  9. 9. Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. JUNG, Carl
  10. 10. Como manter a vida diante de um quadro que suscita a morte? Até que ponto, essa vida ainda absorverá os cuidados oferecidos neste momento que emerge dor e sofrimento? Por essas e tantas outras questões entende-se ser a psicologia hospitalar uma ferramenta em cuidados paliativos necessária não com o intuito de “salvar vidas”, mas sim em proporcionar “boas mortes” a partir de uma humanização do morrer.
  11. 11. A dor humana não cabe na casa das palavras. MELO Segundo Pessini (2002), o cuidado da dor e do sofrimento é a chave para o resgate da dignidade do ser humano neste contexto crítico, como a morte. A problemática da dor e do sofrimento não é pura e simplesmente uma questão técnica, mas sim de uma das questões éticas contemporâneas de primeira grandeza.
  12. 12. Pois que a morte é inevitável para o nascido, tão inevitável como o nascimento para o morto. Por isso, pelo inevitável, não tens de chorar. BaghavadGita O sofrimento suscita compaixão, isto é, empatia traduzida em ação humanizada e não somente uma exclamação anestesiadora de consciência: “que pena” ou “que dó”. A indiferença, simplesmente, é um fator desumanizante que aumenta, ainda mais, a dor e o sofrimento. O sofrimento suscita respeito, o qual igualmente gera temor, medo, porque se vê, como que num espelho, toda fragilidade, vulnerabilidade e mortalidade, dimensões da própria existência humana.
  13. 13. Culturalmente, costuma-se ver a doença como um castigo e a morte como um fim trágico, avassalador, que rouba a vida. Desmistificar esses conceitos é tarefa imprescindível, pois doença e morte fazem parte do currículo da vida, sendo esta última a que finaliza o ciclo da própria vida. Ela é necessária e, em muitas vezes, proporciona o derradeiro descanso, após um longo período de sofrimento.
  14. 14. Os Cuidados Paliativos não dizem respeito primordialmente a cuidados institucionais, mas trata-se, fundamentalmente, de uma filosofia de cuidados que pode ser utilizada em diferentes contextos e instituições. Pode ocorrer no domicílio da pessoa portadora de doença crônico-degenerativa ou em fase terminal, na instituição de saúde onde está internada ou no hospice, uma unidade específica dentro da instituição de saúde destinada exclusivamente para esta finalidade (Pessini, 2004).
  15. 15. O termo Cuidado Paliativo é usado, de um modo geral, para designar a atenção multiprofissional a pacientes fora de possibilidades terapêuticas, ou seja, atenção dispensada a pacientes fora de tratamento curativo.
  16. 16. Temos um destino em comum: nascer e morrer; sofrer e poder ser feliz... MORIN, Edgar Para se definir a prática dos cuidados paliativos é fundamental que se tenha uma abordagem multidisciplinar que produza uma assistência harmônica, onde o foco é amenizar e controlar os sintomas de ordem física, psicológica, social e espiritual e não de buscar a cura de determinada doença. O PSICÓLOGO NA EQUIPE DOS CUIDADOS PALIATIVOS
  17. 17. Segundo Sampaio e Löhr: (...) A psicologia é uma das profissões da saúde cuja inclusão em equipes de acompanhamento de pacientes com câncer é regulamentada por lei. A Portaria nº 3.535 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União em 14 de outubro de 1998, determina que toda equipe responsável pelo tratamento de pessoas com câncer tenha, entre seus profissionais, um psicólogo (Sampaio & Löhr, 2008, p.56).
  18. 18. Atuando no tratamento de pacientes com diagnóstico de câncer, o psicólogo se empenha por minimizar os efeitos causados pela doença, de modo a facilitar a reintegração desse paciente à sociedade e a uma rotina mais próxima possível da que se tinha antes do diagnóstico. Desse modo, evita-se o surgimento de complicações de ordem psicológica que possam interferir no campo profissional, afetivo e social tanto do sujeito em tratamento quanto na de seus familiares (Sampaio & Löhr, 2008).
  19. 19. Trabalhar a questão da morte como um processo natural, requer que se tenha estabelecido entre o paciente e o psicólogo um vínculo de confiança, pois as fantasias acerca deste tema e do desejo de imortalidade é o ponto primordial para a ressignificação da intensa experiência que é o processo de terminalidade da vida, que a partir do diagnóstico da doença se torna ainda mais presente.
  20. 20. Destaca-se portanto, a importância do psicólogo integrado à equipe de Cuidados Paliativos, o quanto a atuação desse profissional promove a melhora da qualidade de vida de pacientes que se encontram em tratamento de uma doença tão agressiva como o câncer, reduzindo os agentes estressores que geram sofrimento e angústia, devido às mudanças que o tratamento provoca na rotina diária não só desses pacientes, mas também de seus familiares.
  21. 21. A família representa para a maioria das pessoas um esteio de suma importância tanto no que tange á estruturação de seus vínculos afetivos quanto nos referenciais de apoio e segurança. FAMÍLIA
  22. 22. 1 . O sistema mobiliza-se na intenção de resgatar seu estado anterior; 2. O sistema paralisa-se frente ao impacto da crise; 3. O sistema indentifica benefícios com a crise e se mobiliza para mantê-la; REAÇÕES DA FAMÍLIA DIANTE A INTERNAÇÃO E A DOENÇA
  23. 23. O artigo ressalta a importância de se permitir morrer humanamente, sem incorrer em processos prolongados, resgata a dignidade deste em seu momento final, ajudando--o a enfrentar a morte. Sabemos que a morte é parte integrante e inevitável da própria vida. Uma boa qualidade de vida, portanto, deveria incluir a experiência da morte como algo absolutamente normal. PSICOLOGIA E ÉTICA em CUIDADOS PALIATIVOS
  24. 24. Cuidados que mantêm o respeito a integridade da pessoa buscam garantir: 1) que o paciente seja mantido livre de dor tanto quanto possível, de modo que possa morrer confortavelmente e com dignidade; 2) que o paciente receberá continuidade de cuidados e não será abandonado ou sofrerá perda de sua identidade pessoal; 3) que o paciente terá tanto controle quanto for possível no que se refere a tomada de decisões (autonomia) a respeito de seu cuidado e lhe será dada a possibilidade de recusar qualquer intervenção tecnológica prolongadora da vida; 4) que o paciente será ouvido por uma pessoa, em seus medos, pensamentos, sentimentos, valores e esperanças; 5) que o paciente poderá escolher onde deseja morrer.
  25. 25. PSICOLOGIA E ÉTICA em CUIDADOS PALIATIVOS E a pergunta que se faz sempre é: com que direito omitir o fato da morte de alguém? Para se ter uma melhor acuidade em relação a estes pacientes, é necessário que a equipe que esta cuidando destes faça a distinção entre a dor que este paciente esta sentindo e o sofrimento que lhe está causando.
  26. 26. PSICOLOGIA E ÉTICA em CUIDADOS PALIATIVOS Na fase de diagnóstico, a atuação do psicólogo pode ajudar a facilitar o ajustamento psicológico do paciente e de sua família quanto na comunicação deste. Ajudando a quebrar o silêncio que pode se instalar, quando às vezes a informação é bloqueada por familiares, os quais consideram que é melhor manter o paciente sem esta informação. O objetivo final do atendimento psicoterápico somado ao atendimento no Hospice é dar mais qualidade de vida nos dias que restam ao paciente e não simplesmente dar--lhe mais dias de vida. O psicólogo, diante da terminalidade busca, portanto, qualidade de vida; trabalhando as questões do sofrimento, amenizando ansiedade e depressão diante da morte para o paciente, a sua família e a equipe médica envolvida.
  27. 27. PSICOLOGIA E ÉTICA em CUIDADOS PALIATIVOS Quanto maior for a integração, melhor é a apreensão e compreensão da ética. A psicologia e a ética juntas podem contribuir muito para os estudos e reflexões de uma boa morte, para que não seja reduzida simplesmente a um processo biológico que permita morrer sem dor. O amparo ao paciente terminal, à sua família e à equipe médica é importante; todos se beneficiam quando se toma consciência do processo do morrer. E esse processo de decisão sobre as opções de conduta aos pacientes terminais requer conhecimento, portanto, dos princípios éticos que norteiam a Bioética: autonomia (ou autodeterminação), beneficência (bem estar, prevenir ou remover mau ou dano, ajudar ou beneficiar os outros), não maleficência (não causar dano) e justiça.
  28. 28. PSICOLOGIA E ÉTICA em CUIDADOS PALIATIVOS Para que o princípio de autonomia exista na relação paciente/profissional é necessário que o paciente tenha independência de vontade e ação, significando assim que ele tenha o controle de sua capacidade ética. Este princípio depende da revelação cuidadosa da verdade sobre seu diagnóstico, da troca de informações sobre o estado de saúde do paciente, sobre as possíveis opções de conduta, sobre o planejamento do tratamento, sobre as implicações de sua tomada de decisão e ainda também sobre as expectativas futuras. Por outro lado, esse revelar a verdade para o paciente se relaciona diretamente com a habilidade de uma comunicação honesta e compassiva por parte dos profissionais envolvidos, inclusive é de fundamental importância o saber ouvir o que o paciente tem a dizer.
  29. 29. PSICOLOGIA E ÉTICA em CUIDADOS PALIATIVOS Reconhecer, ainda, que o direito e a capacidade do paciente de decidir por si mesmo está de acordo com seus valores, cresças e principalmente plano de vida. Os responsáveis pelo Hospice, na situação que estamos analisando, constituem uma comunidade moral e, portanto, para alcançar o êxito desejado há necessidade de diálogo permanente entre todos os responsáveis, os próprios pacientes e seus familiares. Sobressai, aqui o papel do psicólogo na manutenção desse diálogo. Diálogo esse que permite lidar com as emoções conflitantes, levando toda a equipe de profissionais envolvidos, os pacientes e seus familiares a ter um equilíbrio de vida interior e um grau de adaptação à realidade presente na situação. Compreendendo a nós mesmos, enriquecemos a nossa personalidade e como resultado temos uma melhor qualidade de vida.
  30. 30. ALUNOS DE PSICOLOGIA E A EDUCAÇÃO PARA A MORTE Mais de 100 cursos didáticos, experienciais ou mistos, foram identificados por Durlak e Riesenberg (1991) e citados por Kovács (2002), até o ano 1970, nos Estados Unidos. Os cursos que incluem programas vivenciais permitem que os participantes examinem seus sentimentos e preocupações com relação à morte e o morrer, utilizando-se o role-playing e a dramatização. Esses cursos incluíam visitas a cemitérios, cuidados a pacientes terminais, confecção do próprio atestado de óbito e exercícios com fantasias de morte.
  31. 31. A autora relata ainda que, de acordo com Kastenbaum e costa (1997), os temas desenvolvidos nos cursos sobre a morte e o morrer abordavam o desenvolvimento emocional e cognitivo dos participantes e suas atitudes frente à morte, os pacientes terminais e os processos de morrer, os suicídios, lutos, perdas e a morte ligada a comportamentos e estilos de vida.
  32. 32. Nas escolas, há a necessidade de abordar o tema da morte, sendo exigida essa preparação do psicólogo escolar. No âmbito familiar, a perda de uma pessoa significativa ou de um animal de estimação demanda cuidados, especialmente com crianças. No contexto organizacional, o psicólogo vê-se frente à morte nos acidentes de trabalho e nas tentativas de suicídio, situações que necessitam de intervenção psicológica.
  33. 33. Parece haver uma negação da morte no currículo do curso de Psicologia. É preciso considerar que se está preparando profissionais para o mercado de trabalho, no qual estarão em contato constante com a morte, nos consultórios, hospitais, escolas ou nas empresas. A negação e a repressão da morte, para Kovács (2003), são mecanismos de proteção, porque permitem que se viva em um mundo de fantasia no qual a imortalidade se faz presente. A negação surge como uma defesa para não se entrar em contato com essa fragilidade universal. Parece ser mais fácil não falar sobre a morte do que ter que encarar a própria finitude. O processo do luto também sofreu transformações, como se fosse proibido expressar os sentimentos pela dor da perda.
  34. 34. Alguns tabus já estão sendo superados, segundo Hennezel e Leloup (2001), e a noção de acompanhamento terapêutico do paciente terminal começa a se tornar uma prática mais freqüente para os profissionais da área da saúde. Muitos estão se conscientizando de que acompanhar uma pessoa amiga às portas da morte, em seus momentos finais, é uma tarefa que cabe a todos, é uma questão de solidariedade. Não deixá- la sozinha nesse momento de transição é estar do seu lado, segurando sua mão, sendo um guia pelos caminhos desse mundo desconhecido.
  35. 35. Os hospitais, nos dias de hoje, não estão preparados para acolher, lidar e acompanhar as pessoas que têm doenças incuráveis, como observam Hennezel e Leloup (2001). É a partir das aflições dos profissionais de saúde perante o sofrimento dos pacientes e de suas famílias que surgem os questionamentos, a exigência de uma formação específica e a necessidade de também serem apoiados nessa árdua tarefa.
  36. 36. Pensar na finitude é algo assustador e insuportável, por isso é necessária certa dose de negação da morte, uma quase certeza, uma fé ou esperança de que não nos atingirá, pois só assim se pode sobreviver, de acordo com Zaidhaft (1990). É necessário ter uma crença, religiosa ou científica, que explique o ser e a sua existência no mundo. A fé religiosa, para Imara (1996), é importante para a pessoa evoluir criativamente e transformar sua vida, enfrentando os dissabores diante da morte, independentemente de qual seja o real conteúdo da sua fé.
  37. 37. Em seus dados de pesquisa, Tonetto e Rech (2001) verificaram que uma das maiores dificuldades encontradas pelos profissionais de Psicologia foi com relação às implicações emocionais, à ressonância interna ao lidar com o paciente terminal, por mais elaborados que estivessem os conflitos e lutos do terapeuta. Para poder lidar com essas emoções, é importante que o terapeuta esteja constantemente se revendo, passando por um processo psicoterápico.
  38. 38. O desejo dos alunos foi aliar a teoria à prática, poder vivenciar situações de morte e ter espaços de discussão e supervisão. Um outro aspecto importante questionado foi em relação ao despreparo dos professores em lidarem com esse tema polêmico e difícil de ser abordado. Esses também não tiveram em sua formação referências, discussões e bibliografia sobre o tema.
  39. 39. BIOÉTICA O surgimento da Bioética foi uma exigência das situações decorrentes dos fatos até aqui analisados e, sobretudo, da revolução científica e tecnológica. O termo, um neologismo derivado das palavras gregas bios (vida) e ethike (ética), passou a ser utilizado na década de 1970, quando surgiu nos Estados Unidos. Na Europa, na década de 1980 e nos países em desenvolvimento a partir da década de 1990. Discute- se seus fundamentos epistemológicos, sua abrangência temática, mas sua maior preocupação é prover a qualidade de vida. Por esta razão é que foi inicialmente definida segundo Torres (2003), como a ciência da sobrevivência humana.
  40. 40. EUTANÁSIA x MISTANÁSIA x DISTANÁSIA A condição humana inclui a morte como ato final da vida, quaisquer que sejam as condições sociais, psíquicas, culturais ou econômicas em que tenha se desenvolvido, independentemente do sucesso que o indivíduo tenha alcançado ou das frustrações que tenha vivido. A morte iguala a todos, a despeito de credo, status social, idade, ideologias, nacionalidade etc., mostrando a fragilidade da vida e o quanto o ser humano é solitário no morrer. Entende-se que ninguém foge à morte e ninguém pode morrer por outro.
  41. 41. Diante disso, surgem questionamentos éticos como, por exemplo, se um doente, em fase terminal de um câncer, sofrendo dores insuportáveis, tem o direito de pedir que o matem. Se este for o caso, o médico tem o direito ou ainda, o dever de atender ao seu pedido? A vida tem valor sagrado ou intrínseco? Este valor é absoluto? Qual o critério a ser usado na deliberação destas questões: direitos, princípios, valores? A estas questões segue-se o problema da permissividade ou não da eutanásia. Várias são as consequências de uma política de permissão da eutanásia, em nível social, moral, psicológico e econômico. Percebe-se que a questão da eutanásia tornou-se um problema importante nos dias atuais.
  42. 42. Os defensores da eutanásia enfatizam a questão da qualidade de vida do paciente, considerando fútil e até mesmo imoral prolongar vidas sem qualidade, sem condições dignas de serem vividas. Defendem que, nessas circunstâncias, estabelecer critérios que levem a uma possível prática da eutanásia voluntária, não significa desrespeitar a vida considerada sagrada, pois as condições da existência natural já teriam se esgotado.
  43. 43. Dentro da prática médica e dos sistemas de saúde costuma-se ocorrer um evento que é confundido com a eutanásia, sendo por muitos teóricos chamado de eutanásia social: trata-se da mistanásia. O paciente é levado à morte por abandono, erro médico ou má prática da medicina, seja por motivos econômicos, sociais ou científicos. Esta prática é impregnada de maldade, tanto nos motivos que levam à sua prática quanto à intenção de quem a realiza.
  44. 44. Assim, o conceito de eutanásia passa não só por uma transformação de ordem conceitual, mas também jurídica. Esta transformação acarreta fundamentalmente o problema da distinção entre o que é lícito e o que não é, entre o que é liberdade para morrer e o que é o dever de salvar vidas, bem como o direito de viver e/ou de uma boa morte. Quando a terapia médica não consegue mais a restauração da saúde, tratar para curar torna- se uma futilidade. Daí o imperativo ético de parar o que é inútil, fútil, intensificando-se os esforços para manter a qualidade de vida. Cuidar é parte do tratamento, e esquecer-se disto faz cair na obsessão da vida biológica, na obstinação terapêutica da distanásia (Pessini, 1999).
  45. 45. A ortotanásia, segundo a visão de alguns autores, é a terceira via entre a eutanásia e a distanásia, pois oferece ao paciente as condições necessárias para o entendimento de sua finitude e o prepara para partir em paz e sem sofrimento.Essa prática não apressa e nem prolonga o processo de morrer, mas proporciona condições de vida durante esse período, aliviando todos os tipos de sofrimentos (físico, espiritual e emocional) e permitindo um maior contato com as pessoas queridas do seu convívio a fim de proporcionar a despedida sem culpas e dúvidas.
  46. 46. A ortotanásia, segundo a visão de alguns autores, é a terceira via entre a eutanásia e a distanásia, pois oferece ao paciente as condições necessárias para o entendimento de sua finitude e o prepara para partir em paz e sem sofrimento.Essa prática não apressa e nem prolonga o processo de morrer, mas proporciona condições de vida durante esse período, aliviando todos os tipos. Do ponto de vista histórico, a morte vem assumindo diferentes enfoques e expressões nas mais diversas civilizações. Enquanto em algumas culturas o morrer é encarado como um ato de viver cotidiano, nas quais as pessoas se preparam para a própria morte, na cultura moderna prevalecem as atitudes de negação, evitando até mesmo a abordagem do tema, como forma de defesa aos sentimentos e temores que a palavra evoca. O tabu da morte acaba por impedir a realização de procedimentos mais humanizados e significativos no contexto da saúde contemporânea. Estar à frente da morte não imuniza o homem da angústia diante da finitude existencial, nem tão pouco alivia a dor inerente aos processos de luto necessários à elaboração das perdas e à dissipação dos medos evocados pela morte. Com isso, vê-se a necessidade da humanização no atendimento e sobre o papel consciente do próprio paciente, cujos direitos e a autonomia devem ser respeitados. Diante da defesa paliativista, o paciente tem o direito de recusar tratamentos quando sente que a sua qualidade de vida está ameaçada para que possa finalizar a sua existência com dignidade, da maneira como se deseja. Porém, é perceptível na sociedade contemporânea, a dificuldade de se encarar a morte desta maneira. de sofrimentos (físico, espiritual e emocional) e permitindo um maior contato com as pessoas queridas do seu convívio a fim de proporcionar a despedida sem culpas e dúvidas. CONCLUSÃO
  47. 47. Nasce uma sabedoria a partir da reflexão, aceitação e compromisso com o cuidado da vida humana no adeus final: os cuidados paliativos. Estes têm, como estrutura, uma nova forma de gestão da morte, assegurando sua prática sobre as necessidades do doente em fase terminal, fora de possibilidades terapêuticas, principalmente quanto ao controle da dor, indo além, quanto ao controle da dor total (Menezes, 2004). No enfrentamento da falência do corpo e da saúde, surge a necessidade de estabelecer uma significação para a vida ainda possível. É como se a morte necessitasse de um novo sentido, o que é encontrado nos procedimentos paliativistas, quando estes tomam uma postura pedagógica, conforme Menezes (2004), pela aceitação da morte através da construção de novos significados. Saber que a morte é inevitável não exime o sujeito da dor deste momento. Além dos cuidados físicos, os profissionais de saúde precisam aprender a cuidar dos aspectos emocionais. O paciente precisa de um suporte profissional adequado para poder se sentir acolhido e seguro para enfrentar com dignidade o momento da morte. Busca-se, de fato, a dignidade humana em todas as etapas da vida, o que inclui a morte. Afinal, se em vida se viveu com base em princípios e valores, este merece morrer com os mesmos princípios e valores. Por isso, segundo Kovács (2008), o bom cuidado é sempre vinculado a uma equipe multidisciplinar afinada, sintonizada e harmônica, da qual o psicólogo é parte integrante.
  48. 48. O psicólogo tem por função entender e compreender o que está envolvido na queixa, no sintoma e na patologia, para ter uma visão ampla do que está se passando com o paciente e ajudá-lo a enfrentar esse difícil processo, bem como dar à família e à equipe de saúde subsídios para uma compreensão melhor do momento de fase final da vida. Seu papel parte do princípio de educar os personagens deste cenário de dor e sofrimento, quanto às atitudes diante da morte, bem como sobre a melhor maneira de resolver pendências e expressar emoções. Como profissional de saúde, o psicólogo tem, portanto, que observar e ouvir pacientemente as palavras e silêncios, já que ele é quem mais pode oferecer, no campo da terapêutica humana, a possibilidade de confronto do paciente com sua angústia e sofrimento na fase de sua doença, buscando superar os momentos de crise como a morte. Na verdade, a atuação em cuidados paliativos fica entre dois limites opostos, onde, de um lado, a convicção profunda de não abreviar a vida, de outro, a visão de não prolongar a agonia, o sofrimento e a morte. Assim, entre o não matar e o não prolongar, situa-se o cuidar. Como se é ajudado para nascer, o homem precisa ser também ajudado no momento do morrer. Com base no trabalho exposto, fica evidente a necessidade de atuação de psicólogos nas equipes em cuidados paliativos nos hospitais. Fica claro que sua atuação consiste em facilitar o processo de cuidar paliativamente, cuja preocupação central é dar qualidade de vida na morte, além de propiciar ao paciente e seus familiares uma possibilidade de escuta de suas necessidades. E assim, ao invés de fazer restar mais vida sem qualidade, dar mais vida aos dias que ainda restam.
  49. 49. MÚSICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM TRABALHO INTEGRANDO PSICOLOGIA E MUSICOTERAPIA NO APOIO A PACIENTES EM CASOS TERMINAIS A musicoterapia também tem sido um grande ponto de apoio para pacientes em estado terminal e consequentemente para seus familiares, que notam uma mudança considerável no comportamento do paciente e maior participação e colaboração durante todo o processo. É ainda apresentado por parte dos familiares maior satisfação por notar que seu ente querido está sendo bem tratado e acolhido naquele ambiente, que por si só, já não é tão aconchegante assim. Há também a possibilidade de auxiliar no processo da elaboração do luto para aqueles que estão mais próximos do paciente e que acompanham a intervenção. Ela vem favorecendo um espaço para que se expressem os anseios, medos e esperanças. É utilizada, quando se trata do ambiente hospitalar, com pacientes em atendimento ambulatorial ou internação, estimulando a expressão de sentimentos, colaborando com a recuperação física, mental e emocional, inclusive através do acolhimento e da presença do terapeuta.
  50. 50. PROGRAMAS DE HUMANIZAÇÃO EM HOSPITAIS Psicólogo Hospitalar também é livre para criar Programas de Humanização nos hospitais junto à equipe multidisciplinar. Primeiramente é preciso fazer um projeto parecido com um projeto de pesquisa, para ser aprovado pela diretoria da respectiva instituição.
  51. 51. SALA DE ESPERA HUMANIZADA EM HOSPITAIS INFANTIS Programa Sala de Espera Humanizada em Pronto-Socorro Infantil tem o objetivo de proporcionar um ambiente mais agradável na Sala de Espera do Pronto-Socorro Infantil, estagiários utilizam métodos lúdicos terapêuticos voltados ao contexto hospitalar, voltados à: Hospitalização; Medicação; e à percepção do Adoecer.
  52. 52. Os sofrimentos humanos têm facetas múltiplas: nunca se encontra outra dor do mesmo tom. Ésquilo CUIDADOS ESPECIAIS AO ÓBITO Programa é focado no acolhimento aos familiares em todo o processo de luto (pré e pós-óbito), enfocando aspectos emocionais, éticos, sociais e legais.
  53. 53. VISITAS DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO Tem como intuito de proporcionar ao paciente internado a oportunidade de manter contato com seu próprio animal de estimação, a fim de entreter, motivar e melhorar a qualidade de vida. Desta forma, por meio da recreação, é possível modificar a percepção do paciente para o que está vivendo tirando o foco da dor e proporcionando um efeito terapêutico tanto para ele quanto aos seus familiares.
  54. 54. DESFILES DE HISTÓRIAS DE VIDA DOS PACIENTES Resgatar de forma lúdica e descontraída, a autoestima dos pacientes. E também com a estratégia de enfatizar a importância da prevenção precoce do câncer, a adesão ao tratamento e a importância da família e do cuidador no processo de enfrentamento da doença.
  55. 55. “SUPERFÓRMULA” PARA COMBATER O CÂNCER Com o objetivo de contribuir para que os pacientes da Oncologia Pediátrica tenham mais motivação para lutar contra o câncer durante o tratamento, o A.C. Camargo Câncer Center, em parceria com a agência JWT Brasil, desenvolveu uma campanha e transformou o departamento na nova Sala da Justiça. Os recipientes de quimioterapia da Pediatria ganharam uma nova roupagem sendo envoltos por cápsulas baseadas nos uniformes de personagens como Batman, Lanterna Verde, Mulher Maravilha, entre outros. As capas são fáceis de manusear e esterilizar, seguindo todos os padrões hospitalares e a ala da pediatria do hospital também ganhou nova decoração: a sala de brinquedos virou a Sala da Justiça, portas e corredores foram decorados com o tema, e a fachada ganhou uma entrada exclusiva para pequenos heróis.
  56. 56. “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.” Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.
  57. 57. “Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.” Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. Todos homens lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.
  58. 58. “Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.” Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.
  59. 59. “Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.” Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.
  60. 60. “Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.” Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.
  61. 61. Cet article retrace l’émergence récente d’une discipline médicale : les soins palliatifs. Ils concrétisent une nouvelle manière d’appréhender la réalité sociale et professionnelle du mourir. Cette médecine spécialisée dans la prise en charge des malades en fin de vie est étroitement liée à l’autonomisation de cette période de la maladie présentée comme relevant d’une expertise spécifique. C’est ce mouvement de constitution d’une entité médicale particulière que l’article analyse, en essayant de comprendre le processus de segmentation qui a permis l’ouverture d’un domaine de compétences au sein du monde médical. En traçant les contours d’un nouveau domaine d’intervention et d’une nouvelle pratique, les promoteurs des soins palliatifs cherchent à affirmer une définition commune de leur objet et l’instauration de normes et de valeurs de référence dans la prise en charge des situations terminales.
  62. 62. Palliativ vård som ges till patienter med komplexa symtom eller vars livssituation medför särskilda behov, och som utförs av ett multiprofessionellt team med särskild kunskap och kompetens i palliativ vård. Patienten kan få specialiserad palliativ vård inom en specialiserad palliativ verksamhet, eller inom en verksamhet som bedriver allmän palliativ vård med stöd från ett palliativt konsultteam.
  63. 63. However, palliative care has traditionally been delivered late in the course of disease to patients who are hospitalized in specialized inpatient units or as a consultative service for patients with uncontrolled symptoms. Previous studies have suggested that late referrals to palliative care are inadequate to alter the quality and delivery of care provided to patients with cancer. To have a meaningful effect on patients’ quality of life and end-of-life care, palliative care services must be provided earlier in the course of the disease.
  64. 64. Dra. Maria Goretti Sales Maciel é médica, com formação em Medicina da Família e da Comunidade, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo (SP).Dra. Dalva Yukie Matsumoto é médica oncologista, coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) de São Paulo (SP).
  65. 65. A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.
  66. 66. PORTO, Gláucia; LUSTOSA, Maria Alice. Psicologia Hospitalar e Cuidados Paliativos.Rev. SBPH, Rio de Janeiro , v. 13, n. 1, jun. 2010 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S151608582010000100007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 17 jun. 2015. FERREIRA, Ana Paula de Queiroz; LOPES, Leany Queiroz Ferreira; MELO, Mônica Cristina Batista de. O papel do psicólogo na equipe de cuidados paliativos junto ao paciente com câncer*. Rev. SBPH, Rio de Janeiro , v. 14, n. 2, dez. 2011 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582011000200007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 17 jun. 2015. CASTRO, Déborah Azenha de. Psicologia e ética em cuidados paliativos. Psicol. cienc. prof.,Brasília , v. 21, n. 4, p. 44-51, Dec. 2001. Available from <http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S141498932001000400006&lng=en&nrm=iso>. access on 17 June 2015. JUNQUEIRA, Maria Hercília Rodrigues; KOVACS, Maria Júlia. Alunos de Psicologia e a educação para a morte. Psicol. cienc. prof., Brasília , v. 28, n. 3, p. 506-519, 2008. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932008000300006&lng=en&nrm=iso>. access on 17 June 2015. MENEZES, Janaína Maria de; LOPES FILHO, José Carlos da Silva. Música e Cuidados Paliativos: Um Trabalho Integrando Psicologia e Musicoterapia no Apoio a Pacientes Diagnosticados com Doenças Terminais. 2015. Disponível em: <http://psicologado.com/atuacao/tanatologia/musica-e-cuidados- paliativos-um-trabalho-integrando-psicologia-e-musicoterapia-no-apoio-a-pacientes-diagnosticados-com-doencas-terminais>. Acesso em: 24 jun. 2015. FERNANDES, Felipe. 5 PROGRAMAS DE HUMANIZAÇÃO EM HOSPITAL QUE VOCÊ PRECISA CONHECER. 2015. Disponível em: <http://mundodapsi.com/5-programas-humanizacao/>.Acesso em: 24 jun. 2015. USP, Redação. A médica que prescreve poesia na lida diária com a morte. 2012. Disponível em: <http://www5.usp.br/10424/a-medica-que- prescreve-poesia-na-lida-diaria-com-a-morte/>.Acesso em: 24 jun. 2015. VARELLA, Drauzio. Cuidados Paliativos. 2011. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/cuidados-paliativos/>. Acesso em: 24 jun. 2015. SANTOS, Claudia T. D., SEBASTIANI , Ricardo W. (1996). Acompanhamento Psicológico com a pessoa portadora de doença crónica. In: ANGERAMI- CAMOM, Valdemar (Org.). E a psicologia entrou no hospital. São Paulo: Pioneira. REFERÊNCIAS
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  68. 68. Assim como um dia bem aproveitado proporciona um bom sono, uma vida bem vivida proporciona uma boa morte. Leonardo da Vinci

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