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Ginástica Artística 
Histórico 
Foram os antigos gregos, os primeiros a praticar a ginástica como atividade 
esportiva e não apenas como forma de treinamento militar. No Império Romano e 
durante toda a Idade Média, os exercícios físicos ficaram restritos à função militar, aí 
incluídos à caça e os torneios. Só com o Renascimento os exercícios físicos, beneficiados 
pela redescoberta dos valores gregos, voltaram a despertar interesse maior. 
No século XVIII, a ginástica era vista com um carisma artístico, sendo vulgares as 
exibições de escolas e associações desportivas, desenvolvendo também a sua vertente 
competitiva. A organização da ginástica nestes moldes e a criação das regras e aparelhos 
de ginástica aconteceu em 1811 na Alemanha, através da intervenção do professor 
Friedrick Ludwig Jahn. Este abriu o primeiro campo de ginástica de Berlim e 
rapidamente a idéia passou para outras cidades alemãs. O número de praticantes deste 
desporto aumentou exponencialmente, potenciando a exportação da ginástica para 
outros países. 
A criação da Federação Internacional de Ginástica em 1881, abriu caminho para a 
realização das primeiras provas internacionais da modalidade, que foram os Jogos 
Olímpicos de 1896. A primeira edição dos campeonatos mundiais realizou-se em 
Antuérpia em 1903. A complexidade dos aparelhos e das modalidades foi aumentando 
ao longo do tempo, nomeadamente a introdução da competição olímpica feminina em 
1928. 
No Brasil, a ginástica surgiu no início do século XIX, trazida por imigrantes 
Professor Reginaldo Pazinatto 1
europeus, em geral mestres de dança. As aulas de dança foram o primeiro passo para a 
prática de ginástica. Os homens, na mesma época, faziam ginástica no Exército, com 
base em princípios da ginástica sueca. 
Ginástica Artística - Provas 
Esta condição, varia muito de acordo com o nível de cada competição (categorias 
dos atletas); porém em geral, em cada prova se realizam dois conjuntos de exercícios: 
um chamado de obrigatório, que é igual para todos os competidores e definido pelo 
órgão responsável pela competição; e outro criado pelo atleta, chamado de livre, 
composto por pelo menos onze partes. 
O primeiro conjunto é julgado exclusivamente do ponto de vista de sua execução, 
ou seja, a figura do ginasta, a fluência do desempenho e a harmonia entre as partes do 
exercícios. No segundo conjunto, avalia-se o grau de dificuldade dos movimentos, bem 
como a originalidade e a beleza da composição. 
Cada modalidade de exercício tem regras e regulamentos próprios para a 
contagem dos pontos, que são distribuídos entre as notas de Dificuldade, 
Combinações/Ligações, Execução e Originalidade. 
O ginasta comete falta ao cair do aparelho, perder o equilíbrio, manter as pernas 
e/ou os braços encurvados, executar movimentos com pouca extensão ou desenvoltura, 
fazer uma manobra extra para se equilibrar ou concluir subitamente um movimento. 
Provas Masculinas 
A ginástica masculina inclui o exercício de solo, barra fixa, barras paralelas, 
cavalo com alça, cavalo sem alça e argolas. 
A barra fixa é feito com aço polido, tem 2,4m de comprimento por 2,8cm de 
diâmetro e fica a 2,5m de altura em relação ao solo. Diferentes exercícios são feitos de 
forma contínua nesse aparelho principalmente à base de balanço (oscilação) e 
retomadas. 
As barras paralelas são duas barras de madeira (ou fibra) com 3,50m de 
comprimento, colocados a uma distância que varia de 42cm a 52cm uma da outra, a uma 
altura de 1,95m. Os exercícios nas paralelas combinam diversos movimentos, mas 
Professor Reginaldo Pazinatto 2
principalmente largadas e balanços. 
O cavalo com alças é um aparelho coberto de couro, com 1,60m de comprimento, 
35cm a 37cm de largura e 1,10 de altura, com duas alças de madeira de 12cm de altura 
colocadas a uma distância de 40cm a 45cm uma da outra. O ginasta, seguro nas alças, faz 
movimentos contínuos de balanços circulares, de tesoura e com as pernas juntas 
(volteio). 
O cavalo sem alça é o mesmo aparelho anterior, com quatro diferenças: retiram-se 
as alças, aumenta-se a altura para 1,3m, apresenta-se um trampolim ou uma cama 
elástica diante do cavalo, onde apoiam-se as mãos para saltar e terminar em posição 
firme sobre um colchão posto a frente deste. Atualmente, as competições internacionais 
utilizam de uma plataforma de salto (Pégasus) com outras especificações, e que é 
também utilizado na ginástica feminina, em substituição ao cavalo sem alças. 
As argolas são aros de madeira ou de fibra de vidro, com 18cm de diâmetro 
externo, suspensas por correias de uma altura de 5,5m, elas mesmas a 2,5m do solo, e 
50cm de distância entre si. A prova combina movimentos de impulso, força e 
flexibilidade. 
Na ginástica de solo, os exercícios são executados numa área quadrada, recoberta 
por um tatame quadrado de 12m x 12m, com mais 01 metro de faixa de segurança, em 
feltro ou outro material semelhante. A apresentação da série deve durar entre 50 e 70 
segundos. Os exercícios exploram velocidade, flexibilidade, força e equilíbrio na 
execução de saltos, giros e provas de elasticidade. 
Provas Femininas 
A ginástica feminina envolve exercícios em trave de equilíbrio, barras 
assimétricas, cavalo sem alça, solo. 
A atleta pode iniciar os exercícios na trave de equilíbrio, parada ou correndo. A 
trave é de madeira forrada com espuma e coberta com couro ou vinil. Tem 5m de 
comprimento por 10cm de largura e fica a 1,2m do solo. A apresentação pode durar de 
70 a 90 segundos e deve incluir movimentos em toda a extensão do aparelho. 
As barras assimétricas são paralelas e colocadas sobre suportes. A largura de 
ambas as barras é semelhante, com 2,40m. A barra menor é ajustável e pode ficar de 
1,4m a 1,6m do solo. A outra tem altura de 2,20m a 2,30m. Elas devem estar afastadas 
uma da outra em pelo menos 1,00m. Neste aparelho predominam exercícios de 
Professor Reginaldo Pazinatto 3
suspensão e vôo e são utilizados como posição passageira os movimentos de apoio. A 
ginasta deve trocar de barras, girando e executando movimentos elegantes e 
harmônicos. 
O cavalo sem alça é igual ao dos homens, só que mais baixo (1,2m). O exercício é 
o mesmo, mas o cavalo é colocado transversalmente. Pode-se incluir acrobacias no 
trampolim antes do salto. Assim como na ginástica masculina, já admite-se em 
competições internacionais, uma nova plataforma de salto (Pégasus). 
Os exercícios de solo se diferenciam dos masculinos por serem executados com 
música e durarem de 70 a 90 segundos. 
Ginástica Rítmica 
INTRODUÇÃO 
A história nos mostra que a Ginástica Rítmica é um esporte recente, muito 
complexo e que teve seu início na necessidade e competência de um grande profissional 
em querer desenvolver a percepção musical através de movimentos corporais 
expressivos e contextualizados. 
É interessante como a Ginástica Rítmica cada vez mais praticada no mundo e em 
constante reestruturação procura aprimorar a estreita relação entre a perfeição técnica e 
a arte de executar movimentos expressos através da música. 
OBJETIVO: 
Analisar através do da história o desenvolvimento da Ginástica Rítmica no Brasil 
e no mundo e perceber suas características e especificidades, 
Professor Reginaldo Pazinatto 4
ESPORTE E O DESPORTO 
O ser humano é complexo na sua constante necessidade de transformar, de 
buscar o novo, o diferente e principalmente na arte de criar meios que possam ocupar o 
seu tempo dando vazão ao seus sentimentos, motivando-o para continuar a viver e 
perceber-se importante no percurso natural da vida . E nesta louca necessidade comete 
muitos erros, mas também muitos acertos. 
O esporte é um meio criado, estruturado e conquistado pelo homem para 
somatizar ao seu tempo mais empolgação, brilho, socialização, determinação, 
supremacia na arte de promover-se e trabalhar o próprio corpo, além da glória de sentir-se 
campeão e elite no momento da disputa. 
Quando falamos em desporto devemos analisá-lo como uma balança que deve 
pesar o positivo e o negativo. Resultado da busca do equilíbrio interior de cada pessoa 
ou grupo de pessoas que faz do esporte parte de sua vida, ou até mesmo um meio de 
vida com maior ou menor qualidade e intensidade. O esporte tem a magnitude de 
divertir, de arrebatar corações, de unir povos, incluir mas também tem o poder de 
excluir e oprimir. 
É empolgante falar de esporte, torna-se poesia, meio de vida e transcendência. 
A G.R. surgiu desta necessidade básica da busca pelo novo. 
GINÁSTICA RÍTMICA 
Ginástica Rítmica ou G.R., é uma modalidade especificamente feminina, encanta 
pelo fato de aliar a arte potencial do movimento expressivo do corpo, com a técnica da 
utilização ou não de aparelhos a ela característicos, somados a interpretação de uma 
música. É um esporte arte que empolga, motivado pela competição e desejo de chegar a 
perfeição. 
Caracterizou-se por substituir os movimentos mecânicos pelos orgânicos, os 
métricos pelos rítmicos e os de força pelos dinâmicos. A leveza, o ritmo, a fluência e a 
dinâmica trouxeram amplas possibilidades de se desenvolver a agilidade, a 
flexibilidade, a graça e a beleza dos movimentos. 
O movimento é algo inato ao ser humano. E a ginástica tem na prática dos 
movimentos o seu objetivo principal. Um dos papéis da Ginástica Rítmica é ajudar no 
Professor Reginaldo Pazinatto 5
desenvolvimento, aprimoramento e melhoria das categorias motoras (estabilização, 
locomoção, manipulação). Isto incorpora uma ampla série de experiências de 
movimentos, para que as crianças desenvolvam e refinem suas habilidades motoras, 
além de promover o desenvolvimento dos domínios cognitivo, afetivo e social, a 
Ginástica Rítmica favorece a essa compreensão, pois é uma modalidade que tem o ritmo 
como um dos seus fundamentos. 
A Ginástica Rítmica, visa desenvolver o corpo em sua totalidade. É 
fundamentada no aprimoramento dos movimentos naturais do ser humano, no 
aperfeiçoamento de suas capacidades psicomotoras, no desenvolvimento das qualidades 
físicas e do ritmo, podendo também ser considerada como uma forma de trabalho físico, 
artístico e expressivo. 
A Ginástica Rítmica não existe a tanto tempo assim e merece de acordo com 
Bárbara Lafranchi, técnica da seleção brasileira de Ginástica Rítmica a interessante 
definição e interpretação: A G.R como um Esporte-arte. 
Evolução histórica 
Um dos primeiros relatos acerca do princípio da atividade física associada ao 
ritmo vem de Russeau (1712-1778), que realizou um estudo sobre o desenvolvimento 
técnico e prático da ginástica para a educação infantil. Foi por meio dos trabalhos de 
Muts (1759-1839), considerado um dos pioneiros da ginástica, que se obteve o 
desenvolvimento das atividades ginásticas relacionadas ao fortalecimento do indivíduo 
e também com o propósito de proporcionar saúde e preparação para a guerra. 
O lado artístico da Ginástica Rítmica teve suas raízes lançadas por Delsarte (1811- 
1871), que caracterizou o seu trabalho pela busca da expressão dos sentimentos através 
dos gestos corporais. Dalcroze (1865-1950), pedagogo suíço e professor de música, 
iniciou a prática de exercícios rítmicos como meio de desenvolvimento da sensibilidade 
musical através dos movimentos do corpo. Realizou diversos estudos fisiológicos dos 
quais concluiu a existência da íntima relação entre harmonia dos movimentos e seu 
dinamismo, entre o equilíbrio e os diversos estados do sistema nervoso central, 
exercendo ampla influência na formação das escolas de dança e no desenvolvimento da 
Educação Física. 
Posteriormente, Bode (1881-1971), aluno de Dalcroze, apregoava que o mais 
Professor Reginaldo Pazinatto 6
importante era o fluir do movimento e seu caráter natural e integral. Desenvolveu-se 
então, um sistema cujo o objetivo era demonstrar através dos movimentos, os diversos 
estados emocionais do indivíduo. Somou-se a isto, a música, a utilização de aparelhos 
com a finalidade de ornamentar a apresentação e as características femininas. Foi Bode, 
considerado criador da Ginástica Rítmica, quem estabeleceu os princípios básicos da 
mesma, os quais até hoje são consideradas importantes e seguidos. 
Suas teorias são fundamentadas no princípio da contração e relaxamento, que é a 
própria essência do movimento humano e forma a unidade do ritmo corporal. Quanto 
ao espaço explorou as direções e planos em todas as suas possibilidades, o que constitui 
a base da variação dos deslocamentos na ginástica rítmica atual. Introduziu a ginástica 
de expressão e o trabalho em grupos, destacando a colaboração e harmonia das 
participantes. 
Duncan (1878-1929), seguidora de Bode, adaptou o sistema à dança e o levou a 
antiga União soviética e lá iniciou o ensino desta nova atividade como esporte 
independente e com manifestações competitivas. 
O alemão Medau, estudou os exercícios rítmicos e iniciou a introdução de 
aparelhos como a bola, as maças e o arco, dando o primeiro passo para a utilização dos 
parelhos nos exercícios femininos 
A prática da Ginástica Rítmica 
A Ginástica Rítmica começou a ser praticada desde o final da Primeira Guerra 
Mundial, mas não possuía regras específicas nem um nome determinado. Várias escolas 
inovavam os exercícios tradicionais da Ginástica Artística, misturando-os com música. 
A então Ginástica Rítmica, esporte independente, passa a ser chamada de 
Ginástica Moderna (1962), em reconhecimento pela Federação Internacional de Ginástica 
(F.I.G.). Mais tarde em 1975, passa a ser denominada de Ginástica Rítmica Desportiva, 
estabelecendo-se definitivamente sua característica competitiva. 
A Ginástica tornou-se um esporte olímpico oficial em 1984, somente com 
competições individuais. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, incluiu-se as 
competições de conjunto. 
Em 1946, na Rússia, surge o termo “rítmica”, devido a utilização da música e da 
dança durante a execução dos movimentos. 
Professor Reginaldo Pazinatto 7
Em 1961, alguns países do Leste Europeu organizaram o primeiro campeonato 
internacional da modalidade. No ano seguinte, a Federação Internacional de Ginástica 
( FIG) reconheceu a Ginástica Rítmica (G.R.) como um esporte. A partir de 1963 
começaram a ser realizados os primeiros campeonatos mundiais promovidos pela FIG. 
Os aparelhos utilizados na Ginástica Rítmica como a corda, a bola e o arco foram os 
primeiros aparelhos a serem trabalhados, as maças e a fita foram elaborados e 
desenvolvidos no ano de 1966. 
Em 1984, a G.R. já reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional foi 
introduzidos nos Jogos Olímpicos daquele ano. No entanto, as melhores ginastas do 
mundo provenientes dos países do Leste Europeu, ficaram fora da competição devido o 
boicote liderado pela ex. - União Soviética. Assim a primeira medalha Olímpica do 
esporte ficou com a canadense Lori Fung. Em Seul- 1988, o esporte conquistou o público 
e se popularizou. Em Barcelona – 1992, Aleksandra Timoshenko, competindo pela 
Comunidade dos Estados Independentes foi a vencedora. Em Atlanta – 1996, a 
Federação Internacional de Ginástica (FIG) introduziu a competição de conjuntos nos 
Jogos Olímpicos. A Espanha conquistou a primeira medalha Olímpica desta categoria, 
ficando campeã no naipe individual a ucraniana Ekaterina Serebyanskaya. Nos Jogos de 
Sidney – 2000 a Rússia confirmou seu favoritismo. 
A Ginástica Rítmica no Brasil 
No Brasil, a atual Ginástica Rítmica, teve várias denominações diferentes, 
primeiramente denominada de Ginástica Moderna, Ginástica Rítmica Moderna, e sendo 
praticada essencialmente por mulheres, passou a ser chamada de Ginástica Feminina 
Moderna. E a seguir, por decisão da Federação Internacional de Ginástica, passou a 
denominação de Ginástica Rítmica Desportiva, e hoje, finalmente Ginástica Rítmica. 
O Brasil participou da estréia olímpica da G.R. em Los Angeles –1984 com a 
ginasta Rosana Favilla, que não se classificou para a final. Em Barcelona 1992, Marta 
Schonharst conseguiu a 41ª colocação entre as 43 ginastas que disputaram o evento. Nos 
Jogos de Sidney, em 2000, o conjunto brasileiro conseguiu o seu melhor resultado em 
uma Olimpíada ficando em oitavo lugar. Outra grande conquista do Brasil na G.R. foi a 
medalha de ouro nos Jogos pan-americanos de Winnipeg, Canadá, em 1999. A Seleção 
Professor Reginaldo Pazinatto 8
brasileira responsável pela conquista treina na UNOPAR (Universidade do Norte do 
Paraná), em Londrina, o maior centro de treinamento de G.R. no país. 
Características da Ginástica Rítmica 
A Ginástica Rítmica caracteriza-se pelo alto nível de exigência coordenativa das 
atletas. Simetria e bilateralidade são fundamentais para seu êxito, porém existe ainda o 
aspecto artístico, ou seja, as apresentações das atletas são avaliadas por árbitras, 
portanto, o desempenho físico e técnico podem ser suplantados por uma interpretação 
subjetiva. 
A G.R tem dois naipes de competição: Individual e de Conjunto. Nos 
campeonatos individuais das categorias juvenil e adulta, a ginasta obrigatoriamente 
participa de quatro provas (aparelhos) dos cinco. Esses aparelhos são definidos a cada 
ciclo olímpico. 
Os Elementos Corporais são a base indispensável dos exercícios individuais e 
conjuntos. Os elementos corporais podem ser realizados em várias direções, planos, com 
ou sem deslocamento, em apoio sobre um ou dois pés, coordenados com movimentos 
de todo o corpo. Fazem parte dos elementos corporais obrigatórios: andar, correr, saltar, 
saltitar, balancear, circunduzir, girar, equilibrar, ondular, executar pré acrobáticos, 
lançar e recuperar sendo que os exercícios devem ser acompanhados por estímulo 
musical . Os exercícios são avaliados de acordo com o Código de Pontuação por árbitras 
devidamente licenciadas com brevês obtidos em testes de qualificação. 
Corda 
Caracteriza-se por balanços, círculos, rotações, figuras com movimentos tipo "oito", lan-çamentos 
e capturas da corda. Os ginastas também saltam e saltam com a corda aberta 
ou dobrada, segura por ambas as mãos. A corda é feita de linho ou material sintético; 
proporcional ao tamanho da ginasta. 
Professor Reginaldo Pazinatto 9
Arco 
Os movimentos mais comuns com o arco incluem balanços, rolamentos, lançamentos e 
capturas, giros, incursões no arco, rotações do arco no chão e rotações do arco ao redor 
da mão e outras partes do corpo. O mais impressionante aqui está nos altos lançamentos 
e nas técnicas complexas para pegar o arco de uma forma diferente a cada momento. O 
arco é feito de madeira ou plástico, possui diâmetro interior de 80-90cm e peso mínimo 
de 300 gramas. 
Bola 
Ondas, círculos, lançamentos e capturas, movimentos com a bola equilibrada na mão, 
saltos e giros com a bola no chão e ao longo de partes do corpo são os movimentos mais 
comuns desta especialidade. A bola é feita de borracha ou material sintético, e seu diâ-metro 
é 18-20cm e o peso mínimo é 400 gramas. 
Maças 
Balanços, círculos grandes, círculos pequenos, moinhos, lançamentos e capturas, e bati-das 
rítmicas são os movimentos mais comuns. As maças são feitas de madeira ou mate-rial 
sintético, com cerda de 40-50cm de comprimento, e seu peso é de 150 gramas cada; a 
cabeça da maça deve ter no máximo 3cm. Têm a aparência de garrafas invertidas. 
Fita 
São incluídas nas rotinas de fitas, espirais, balanços, círculos, lançamentos e capturas, e 
movimentos com figuras tipo 'oito'. A fita deve permanecer em movimento constante-mente. 
A fita possui uma vareta que é feita de madeira ou material sintético e tem diâ - 
metro máximo de 1cm, por 50-60cm de comprimento; a fita é feita de cetim ou material 
semelhante com largura de 4-6cm por 6 m de comprimento; o peso da fita deve ser de no 
mínimo 35g. 
Professor Reginaldo Pazinatto 1
Ginástica Laboral 
História 
A modalidade surgiu como forma de prevenção contra os problemas causados 
pelas lesões de esforço repetitivo e demais distúrbios osteomusculares relacionados ao 
trabalho. 
O primeiro vestígio desta idéia vem da Polônia, datado de 1925 com o nome 
"Ginástica de Pausa". Anos depois, surgiu na Holanda e na Rússia. Na década de 60, 
atingiu outros países da Europa e principalmente o Japão, onde ocorreu a consolidação e 
a obrigatoriedade da GLC - Ginástica Laboral Compensatória. No Brasil, a semente 
brotou em 1973, na escola de educação Feevale com um projeto de Educação Física 
Compensatória e Recreação no qual a escola estabelecia uma proposta de exercícios 
baseados em análises biomecânicas (MARCHESINI, 2001). 
Foi também por volta de 30 anos atrás que um jovem médico americano tentava 
fazer entender a classe médica que corridas radicais previnem os males da vida 
sedentária (problemas cardíacos, obesidade, entre outros). Keneth Cooper entende ter 
trazido para a medicina o conceito de exercício que dá saúde e alegria às pessoa 
(MARCHESINI, 2002). 
A ginástica laboral está suprindo, ao menos em partes, esta necessidade de um 
"espaço de liberdade", de uma quebra de ritmo, na rigidez e na monotonia do trabalho. 
Além disto, a organização do trabalho ataca primeiro e maciçamente a vida mental dos 
indivíduos. O desgaste neste aspecto é bem maior devido a todo o esforço para manter-se 
sob controle. Assim ao começarem a participar da ginástica, os trabalhadores 
descobrem que é um momento, talvez o único do dia. Onde podem ser eles mesmos de 
forma integrada, expandindo o corpo, a mente e o espírito. É possível, então, relaxar e 
abrir mão do autocontrole, livres de risco de acidentes, erros e tensão decorrentes. 
Podem sair das posturas automatizadas, conversar com seus colegas e desligar das 
pressões aliviando o stress. A ginástica laboral preenche também uma carência de 
atenção e valorização das pessoas, sendo percebida como uma diferença da empresa 
para com elas e um sinal de humanização do ambiente de trabalho.Hoje parece 
dispensável relacionar atividade física e promoção de saúde. 
Atualmente, não se continua competitiva no mercado a empresa que não se volta 
Professor Reginaldo Pazinatto 11
à qualidade de vida de seus funcionários, visto que a produtividade é diretamente 
proporcional à saúde do indivíduo. E é no âmbito de se promover saúde mental, 
amenizando o estresse, e física, combatendo os males como sedentarismo e esforços 
repetitivos que a tecnologia proporciona, é que a ginástica laboral tem sido uma 
importante alavanca nesse processo. 
Conceito de Ginástica Laboral 
Ginástica laboral é a prática voluntária de atividade física, realizada pelos 
trabalhadores coletivamente, no próprio local de trabalho, durante a sua jornada diária, 
visando melhorar a condição física do trabalhador. 
Tem como objetivo fortalecer determinadas musculaturas muito exigidas durante 
a jornada de trabalho, o que faz prevenir problemas posturais e lesões que, além de 
trazerem riscos aos funcionários, representam custos operacionais para a empresa. 
Esta Ginástica não leva o trabalhador ao cansaço, por ser de curta duração. A 
Ginástica Laboral contribui para a prevenção e recuperação das chamadas "doenças do 
trabalho" (LER e DORT) promovendo o bem estar e melhorando as relações 
interpessoais. 
Atividades Praticadas 
Existem hoje no mercado vários formatos de programas de ginástica laboral, e ao 
se escolher um determinado tipo de programa deve ser levado em consideração a 
realidade de cada empresa. Todo programa de ginástica laboral deve ser desenvolvido 
após avaliação criteriosa de todos fatores do ambiente de trabalho e individual dos 
trabalhadores. 
O programa de ginástica laboral poderá ser aplicado em toda a empresa, 
iniciando nas áreas críticas de trabalho. Os exercícios são elaborados e aplicados de 
acordo com as exigências físicas laborais sobre as várias estruturas 
osteomusculoligamentares dos trabalhadores. As formas de aplicação são: antes do 
início das atividades de trabalho, aquecendo o corpo e preparando-o para exercer a 
atividade laboral; durante a jornada de trabalho, com objetivo de distensionar e 
compensar a musculatura sobrecarregada pelo trabalho; após a jornada de trabalho, com 
Professor Reginaldo Pazinatto 1
o objetivo de relaxar a musculatura e diminuir as tensões musculares provocadas pelo 
trabalho. Segundo Marquesini (2002), há três tipos de ginástica laboral: 
· Preparatória: Ginástica com duração geralmente de 5 a 10 minutos 
realizada antes do início da jornada de trabalho. Tem como objetivo 
principal preparar o funcionário para sua tarefa, aquecendo os grupos 
musculares que irão ser solicitados nas suas tarefas e despertando-os para 
que se sintam mais dispostos ao iniciar o trabalho. 
· Compensatória: Ginástica com duração geralmente de 10 minutos, 
realizados durante a jornada de trabalho, interrompendo a monotonia 
operacional e aproveitando pausas para executar exercícios específicos de 
compensação aos esforços repetitivos e às posturas inadequadas solicitadas 
nos postos operacionais. 
· Relaxamento: Ginástica com duração geralmente de 10 minutos, baseada 
em exercícios de alongamento realizados após o expediente, com o objetivo 
de oxigenar as estruturas musculares envolvidas na tarefa diária, evitando 
o acúmulo de ácido láctico e prevenindo as possíveis instalações de lesões. 
Este programa é executado por profissionais de educação física que vão às 
empresas diariamente aplicar as séries de exercícios. 
Todo o processo precisa ser avaliado, para isso uma equipe trimestral vai até a 
empresa e realiza uma pesquisa, enfocando o posto de trabalho (ergonomia), a área 
clínica, e se estão gostando do programa. Com a pesquisa pronta, é feito um 
mapeamento, normalmente no formato de gráficos e tabelas, que são apresentados à 
diretoria, para que avalie os resultados. Estes podem dar um novo direcionamento tanto 
na aplicação dos exercícios quanto na melhoria do ambiente de trabalho. 
Benefícios da Ginástica Laboral 
A Ginástica Laboral propicia benefícios fisiológicos, psicológicos, sociais e 
empresariais: 
· Fisiológicos: 
Professor Reginaldo Pazinatto 1
Promove a sensação de disposição e bem estar para o trabalho. 
Combate e previne doenças profissionais, sedentarismo, estresse, depressão, 
ansiedade. 
Melhora a flexibilidade, a coordenação e a resistência, promovendo uma maior 
mobilidade e melhor postura. 
Diminui as inflamações e traumas. 
Diminui a tensão muscular desnecessária. 
Diminui o esforço na execução das tarefas diárias. 
· Psicológicos: 
Favorece a mudança da rotina. 
Reforça a auto-estima e melhora a auto-imagem. 
Mostra a preocupação da Empresa com seus funcionários. 
Melhora a capacidade de atenção e concentração no trabalho. 
Desenvolve a consciência corporal. 
Combate tensões emocionais. 
Finalidade 
A ginástica laboral tem a finalidade de melhorar a postura corporal, reduzir a 
incidência de doenças como Ler e Dort, reduzir a fadiga, aumentar a disposição para o 
trabalho, estimular a prática de atividade física e melhorar o clima organizacional, 
através da integração dos funcionários do setor. 
Professor Reginaldo Pazinatto 1

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História da Ginástica Artística

  • 1. Ginástica Artística Histórico Foram os antigos gregos, os primeiros a praticar a ginástica como atividade esportiva e não apenas como forma de treinamento militar. No Império Romano e durante toda a Idade Média, os exercícios físicos ficaram restritos à função militar, aí incluídos à caça e os torneios. Só com o Renascimento os exercícios físicos, beneficiados pela redescoberta dos valores gregos, voltaram a despertar interesse maior. No século XVIII, a ginástica era vista com um carisma artístico, sendo vulgares as exibições de escolas e associações desportivas, desenvolvendo também a sua vertente competitiva. A organização da ginástica nestes moldes e a criação das regras e aparelhos de ginástica aconteceu em 1811 na Alemanha, através da intervenção do professor Friedrick Ludwig Jahn. Este abriu o primeiro campo de ginástica de Berlim e rapidamente a idéia passou para outras cidades alemãs. O número de praticantes deste desporto aumentou exponencialmente, potenciando a exportação da ginástica para outros países. A criação da Federação Internacional de Ginástica em 1881, abriu caminho para a realização das primeiras provas internacionais da modalidade, que foram os Jogos Olímpicos de 1896. A primeira edição dos campeonatos mundiais realizou-se em Antuérpia em 1903. A complexidade dos aparelhos e das modalidades foi aumentando ao longo do tempo, nomeadamente a introdução da competição olímpica feminina em 1928. No Brasil, a ginástica surgiu no início do século XIX, trazida por imigrantes Professor Reginaldo Pazinatto 1
  • 2. europeus, em geral mestres de dança. As aulas de dança foram o primeiro passo para a prática de ginástica. Os homens, na mesma época, faziam ginástica no Exército, com base em princípios da ginástica sueca. Ginástica Artística - Provas Esta condição, varia muito de acordo com o nível de cada competição (categorias dos atletas); porém em geral, em cada prova se realizam dois conjuntos de exercícios: um chamado de obrigatório, que é igual para todos os competidores e definido pelo órgão responsável pela competição; e outro criado pelo atleta, chamado de livre, composto por pelo menos onze partes. O primeiro conjunto é julgado exclusivamente do ponto de vista de sua execução, ou seja, a figura do ginasta, a fluência do desempenho e a harmonia entre as partes do exercícios. No segundo conjunto, avalia-se o grau de dificuldade dos movimentos, bem como a originalidade e a beleza da composição. Cada modalidade de exercício tem regras e regulamentos próprios para a contagem dos pontos, que são distribuídos entre as notas de Dificuldade, Combinações/Ligações, Execução e Originalidade. O ginasta comete falta ao cair do aparelho, perder o equilíbrio, manter as pernas e/ou os braços encurvados, executar movimentos com pouca extensão ou desenvoltura, fazer uma manobra extra para se equilibrar ou concluir subitamente um movimento. Provas Masculinas A ginástica masculina inclui o exercício de solo, barra fixa, barras paralelas, cavalo com alça, cavalo sem alça e argolas. A barra fixa é feito com aço polido, tem 2,4m de comprimento por 2,8cm de diâmetro e fica a 2,5m de altura em relação ao solo. Diferentes exercícios são feitos de forma contínua nesse aparelho principalmente à base de balanço (oscilação) e retomadas. As barras paralelas são duas barras de madeira (ou fibra) com 3,50m de comprimento, colocados a uma distância que varia de 42cm a 52cm uma da outra, a uma altura de 1,95m. Os exercícios nas paralelas combinam diversos movimentos, mas Professor Reginaldo Pazinatto 2
  • 3. principalmente largadas e balanços. O cavalo com alças é um aparelho coberto de couro, com 1,60m de comprimento, 35cm a 37cm de largura e 1,10 de altura, com duas alças de madeira de 12cm de altura colocadas a uma distância de 40cm a 45cm uma da outra. O ginasta, seguro nas alças, faz movimentos contínuos de balanços circulares, de tesoura e com as pernas juntas (volteio). O cavalo sem alça é o mesmo aparelho anterior, com quatro diferenças: retiram-se as alças, aumenta-se a altura para 1,3m, apresenta-se um trampolim ou uma cama elástica diante do cavalo, onde apoiam-se as mãos para saltar e terminar em posição firme sobre um colchão posto a frente deste. Atualmente, as competições internacionais utilizam de uma plataforma de salto (Pégasus) com outras especificações, e que é também utilizado na ginástica feminina, em substituição ao cavalo sem alças. As argolas são aros de madeira ou de fibra de vidro, com 18cm de diâmetro externo, suspensas por correias de uma altura de 5,5m, elas mesmas a 2,5m do solo, e 50cm de distância entre si. A prova combina movimentos de impulso, força e flexibilidade. Na ginástica de solo, os exercícios são executados numa área quadrada, recoberta por um tatame quadrado de 12m x 12m, com mais 01 metro de faixa de segurança, em feltro ou outro material semelhante. A apresentação da série deve durar entre 50 e 70 segundos. Os exercícios exploram velocidade, flexibilidade, força e equilíbrio na execução de saltos, giros e provas de elasticidade. Provas Femininas A ginástica feminina envolve exercícios em trave de equilíbrio, barras assimétricas, cavalo sem alça, solo. A atleta pode iniciar os exercícios na trave de equilíbrio, parada ou correndo. A trave é de madeira forrada com espuma e coberta com couro ou vinil. Tem 5m de comprimento por 10cm de largura e fica a 1,2m do solo. A apresentação pode durar de 70 a 90 segundos e deve incluir movimentos em toda a extensão do aparelho. As barras assimétricas são paralelas e colocadas sobre suportes. A largura de ambas as barras é semelhante, com 2,40m. A barra menor é ajustável e pode ficar de 1,4m a 1,6m do solo. A outra tem altura de 2,20m a 2,30m. Elas devem estar afastadas uma da outra em pelo menos 1,00m. Neste aparelho predominam exercícios de Professor Reginaldo Pazinatto 3
  • 4. suspensão e vôo e são utilizados como posição passageira os movimentos de apoio. A ginasta deve trocar de barras, girando e executando movimentos elegantes e harmônicos. O cavalo sem alça é igual ao dos homens, só que mais baixo (1,2m). O exercício é o mesmo, mas o cavalo é colocado transversalmente. Pode-se incluir acrobacias no trampolim antes do salto. Assim como na ginástica masculina, já admite-se em competições internacionais, uma nova plataforma de salto (Pégasus). Os exercícios de solo se diferenciam dos masculinos por serem executados com música e durarem de 70 a 90 segundos. Ginástica Rítmica INTRODUÇÃO A história nos mostra que a Ginástica Rítmica é um esporte recente, muito complexo e que teve seu início na necessidade e competência de um grande profissional em querer desenvolver a percepção musical através de movimentos corporais expressivos e contextualizados. É interessante como a Ginástica Rítmica cada vez mais praticada no mundo e em constante reestruturação procura aprimorar a estreita relação entre a perfeição técnica e a arte de executar movimentos expressos através da música. OBJETIVO: Analisar através do da história o desenvolvimento da Ginástica Rítmica no Brasil e no mundo e perceber suas características e especificidades, Professor Reginaldo Pazinatto 4
  • 5. ESPORTE E O DESPORTO O ser humano é complexo na sua constante necessidade de transformar, de buscar o novo, o diferente e principalmente na arte de criar meios que possam ocupar o seu tempo dando vazão ao seus sentimentos, motivando-o para continuar a viver e perceber-se importante no percurso natural da vida . E nesta louca necessidade comete muitos erros, mas também muitos acertos. O esporte é um meio criado, estruturado e conquistado pelo homem para somatizar ao seu tempo mais empolgação, brilho, socialização, determinação, supremacia na arte de promover-se e trabalhar o próprio corpo, além da glória de sentir-se campeão e elite no momento da disputa. Quando falamos em desporto devemos analisá-lo como uma balança que deve pesar o positivo e o negativo. Resultado da busca do equilíbrio interior de cada pessoa ou grupo de pessoas que faz do esporte parte de sua vida, ou até mesmo um meio de vida com maior ou menor qualidade e intensidade. O esporte tem a magnitude de divertir, de arrebatar corações, de unir povos, incluir mas também tem o poder de excluir e oprimir. É empolgante falar de esporte, torna-se poesia, meio de vida e transcendência. A G.R. surgiu desta necessidade básica da busca pelo novo. GINÁSTICA RÍTMICA Ginástica Rítmica ou G.R., é uma modalidade especificamente feminina, encanta pelo fato de aliar a arte potencial do movimento expressivo do corpo, com a técnica da utilização ou não de aparelhos a ela característicos, somados a interpretação de uma música. É um esporte arte que empolga, motivado pela competição e desejo de chegar a perfeição. Caracterizou-se por substituir os movimentos mecânicos pelos orgânicos, os métricos pelos rítmicos e os de força pelos dinâmicos. A leveza, o ritmo, a fluência e a dinâmica trouxeram amplas possibilidades de se desenvolver a agilidade, a flexibilidade, a graça e a beleza dos movimentos. O movimento é algo inato ao ser humano. E a ginástica tem na prática dos movimentos o seu objetivo principal. Um dos papéis da Ginástica Rítmica é ajudar no Professor Reginaldo Pazinatto 5
  • 6. desenvolvimento, aprimoramento e melhoria das categorias motoras (estabilização, locomoção, manipulação). Isto incorpora uma ampla série de experiências de movimentos, para que as crianças desenvolvam e refinem suas habilidades motoras, além de promover o desenvolvimento dos domínios cognitivo, afetivo e social, a Ginástica Rítmica favorece a essa compreensão, pois é uma modalidade que tem o ritmo como um dos seus fundamentos. A Ginástica Rítmica, visa desenvolver o corpo em sua totalidade. É fundamentada no aprimoramento dos movimentos naturais do ser humano, no aperfeiçoamento de suas capacidades psicomotoras, no desenvolvimento das qualidades físicas e do ritmo, podendo também ser considerada como uma forma de trabalho físico, artístico e expressivo. A Ginástica Rítmica não existe a tanto tempo assim e merece de acordo com Bárbara Lafranchi, técnica da seleção brasileira de Ginástica Rítmica a interessante definição e interpretação: A G.R como um Esporte-arte. Evolução histórica Um dos primeiros relatos acerca do princípio da atividade física associada ao ritmo vem de Russeau (1712-1778), que realizou um estudo sobre o desenvolvimento técnico e prático da ginástica para a educação infantil. Foi por meio dos trabalhos de Muts (1759-1839), considerado um dos pioneiros da ginástica, que se obteve o desenvolvimento das atividades ginásticas relacionadas ao fortalecimento do indivíduo e também com o propósito de proporcionar saúde e preparação para a guerra. O lado artístico da Ginástica Rítmica teve suas raízes lançadas por Delsarte (1811- 1871), que caracterizou o seu trabalho pela busca da expressão dos sentimentos através dos gestos corporais. Dalcroze (1865-1950), pedagogo suíço e professor de música, iniciou a prática de exercícios rítmicos como meio de desenvolvimento da sensibilidade musical através dos movimentos do corpo. Realizou diversos estudos fisiológicos dos quais concluiu a existência da íntima relação entre harmonia dos movimentos e seu dinamismo, entre o equilíbrio e os diversos estados do sistema nervoso central, exercendo ampla influência na formação das escolas de dança e no desenvolvimento da Educação Física. Posteriormente, Bode (1881-1971), aluno de Dalcroze, apregoava que o mais Professor Reginaldo Pazinatto 6
  • 7. importante era o fluir do movimento e seu caráter natural e integral. Desenvolveu-se então, um sistema cujo o objetivo era demonstrar através dos movimentos, os diversos estados emocionais do indivíduo. Somou-se a isto, a música, a utilização de aparelhos com a finalidade de ornamentar a apresentação e as características femininas. Foi Bode, considerado criador da Ginástica Rítmica, quem estabeleceu os princípios básicos da mesma, os quais até hoje são consideradas importantes e seguidos. Suas teorias são fundamentadas no princípio da contração e relaxamento, que é a própria essência do movimento humano e forma a unidade do ritmo corporal. Quanto ao espaço explorou as direções e planos em todas as suas possibilidades, o que constitui a base da variação dos deslocamentos na ginástica rítmica atual. Introduziu a ginástica de expressão e o trabalho em grupos, destacando a colaboração e harmonia das participantes. Duncan (1878-1929), seguidora de Bode, adaptou o sistema à dança e o levou a antiga União soviética e lá iniciou o ensino desta nova atividade como esporte independente e com manifestações competitivas. O alemão Medau, estudou os exercícios rítmicos e iniciou a introdução de aparelhos como a bola, as maças e o arco, dando o primeiro passo para a utilização dos parelhos nos exercícios femininos A prática da Ginástica Rítmica A Ginástica Rítmica começou a ser praticada desde o final da Primeira Guerra Mundial, mas não possuía regras específicas nem um nome determinado. Várias escolas inovavam os exercícios tradicionais da Ginástica Artística, misturando-os com música. A então Ginástica Rítmica, esporte independente, passa a ser chamada de Ginástica Moderna (1962), em reconhecimento pela Federação Internacional de Ginástica (F.I.G.). Mais tarde em 1975, passa a ser denominada de Ginástica Rítmica Desportiva, estabelecendo-se definitivamente sua característica competitiva. A Ginástica tornou-se um esporte olímpico oficial em 1984, somente com competições individuais. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, incluiu-se as competições de conjunto. Em 1946, na Rússia, surge o termo “rítmica”, devido a utilização da música e da dança durante a execução dos movimentos. Professor Reginaldo Pazinatto 7
  • 8. Em 1961, alguns países do Leste Europeu organizaram o primeiro campeonato internacional da modalidade. No ano seguinte, a Federação Internacional de Ginástica ( FIG) reconheceu a Ginástica Rítmica (G.R.) como um esporte. A partir de 1963 começaram a ser realizados os primeiros campeonatos mundiais promovidos pela FIG. Os aparelhos utilizados na Ginástica Rítmica como a corda, a bola e o arco foram os primeiros aparelhos a serem trabalhados, as maças e a fita foram elaborados e desenvolvidos no ano de 1966. Em 1984, a G.R. já reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional foi introduzidos nos Jogos Olímpicos daquele ano. No entanto, as melhores ginastas do mundo provenientes dos países do Leste Europeu, ficaram fora da competição devido o boicote liderado pela ex. - União Soviética. Assim a primeira medalha Olímpica do esporte ficou com a canadense Lori Fung. Em Seul- 1988, o esporte conquistou o público e se popularizou. Em Barcelona – 1992, Aleksandra Timoshenko, competindo pela Comunidade dos Estados Independentes foi a vencedora. Em Atlanta – 1996, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) introduziu a competição de conjuntos nos Jogos Olímpicos. A Espanha conquistou a primeira medalha Olímpica desta categoria, ficando campeã no naipe individual a ucraniana Ekaterina Serebyanskaya. Nos Jogos de Sidney – 2000 a Rússia confirmou seu favoritismo. A Ginástica Rítmica no Brasil No Brasil, a atual Ginástica Rítmica, teve várias denominações diferentes, primeiramente denominada de Ginástica Moderna, Ginástica Rítmica Moderna, e sendo praticada essencialmente por mulheres, passou a ser chamada de Ginástica Feminina Moderna. E a seguir, por decisão da Federação Internacional de Ginástica, passou a denominação de Ginástica Rítmica Desportiva, e hoje, finalmente Ginástica Rítmica. O Brasil participou da estréia olímpica da G.R. em Los Angeles –1984 com a ginasta Rosana Favilla, que não se classificou para a final. Em Barcelona 1992, Marta Schonharst conseguiu a 41ª colocação entre as 43 ginastas que disputaram o evento. Nos Jogos de Sidney, em 2000, o conjunto brasileiro conseguiu o seu melhor resultado em uma Olimpíada ficando em oitavo lugar. Outra grande conquista do Brasil na G.R. foi a medalha de ouro nos Jogos pan-americanos de Winnipeg, Canadá, em 1999. A Seleção Professor Reginaldo Pazinatto 8
  • 9. brasileira responsável pela conquista treina na UNOPAR (Universidade do Norte do Paraná), em Londrina, o maior centro de treinamento de G.R. no país. Características da Ginástica Rítmica A Ginástica Rítmica caracteriza-se pelo alto nível de exigência coordenativa das atletas. Simetria e bilateralidade são fundamentais para seu êxito, porém existe ainda o aspecto artístico, ou seja, as apresentações das atletas são avaliadas por árbitras, portanto, o desempenho físico e técnico podem ser suplantados por uma interpretação subjetiva. A G.R tem dois naipes de competição: Individual e de Conjunto. Nos campeonatos individuais das categorias juvenil e adulta, a ginasta obrigatoriamente participa de quatro provas (aparelhos) dos cinco. Esses aparelhos são definidos a cada ciclo olímpico. Os Elementos Corporais são a base indispensável dos exercícios individuais e conjuntos. Os elementos corporais podem ser realizados em várias direções, planos, com ou sem deslocamento, em apoio sobre um ou dois pés, coordenados com movimentos de todo o corpo. Fazem parte dos elementos corporais obrigatórios: andar, correr, saltar, saltitar, balancear, circunduzir, girar, equilibrar, ondular, executar pré acrobáticos, lançar e recuperar sendo que os exercícios devem ser acompanhados por estímulo musical . Os exercícios são avaliados de acordo com o Código de Pontuação por árbitras devidamente licenciadas com brevês obtidos em testes de qualificação. Corda Caracteriza-se por balanços, círculos, rotações, figuras com movimentos tipo "oito", lan-çamentos e capturas da corda. Os ginastas também saltam e saltam com a corda aberta ou dobrada, segura por ambas as mãos. A corda é feita de linho ou material sintético; proporcional ao tamanho da ginasta. Professor Reginaldo Pazinatto 9
  • 10. Arco Os movimentos mais comuns com o arco incluem balanços, rolamentos, lançamentos e capturas, giros, incursões no arco, rotações do arco no chão e rotações do arco ao redor da mão e outras partes do corpo. O mais impressionante aqui está nos altos lançamentos e nas técnicas complexas para pegar o arco de uma forma diferente a cada momento. O arco é feito de madeira ou plástico, possui diâmetro interior de 80-90cm e peso mínimo de 300 gramas. Bola Ondas, círculos, lançamentos e capturas, movimentos com a bola equilibrada na mão, saltos e giros com a bola no chão e ao longo de partes do corpo são os movimentos mais comuns desta especialidade. A bola é feita de borracha ou material sintético, e seu diâ-metro é 18-20cm e o peso mínimo é 400 gramas. Maças Balanços, círculos grandes, círculos pequenos, moinhos, lançamentos e capturas, e bati-das rítmicas são os movimentos mais comuns. As maças são feitas de madeira ou mate-rial sintético, com cerda de 40-50cm de comprimento, e seu peso é de 150 gramas cada; a cabeça da maça deve ter no máximo 3cm. Têm a aparência de garrafas invertidas. Fita São incluídas nas rotinas de fitas, espirais, balanços, círculos, lançamentos e capturas, e movimentos com figuras tipo 'oito'. A fita deve permanecer em movimento constante-mente. A fita possui uma vareta que é feita de madeira ou material sintético e tem diâ - metro máximo de 1cm, por 50-60cm de comprimento; a fita é feita de cetim ou material semelhante com largura de 4-6cm por 6 m de comprimento; o peso da fita deve ser de no mínimo 35g. Professor Reginaldo Pazinatto 1
  • 11. Ginástica Laboral História A modalidade surgiu como forma de prevenção contra os problemas causados pelas lesões de esforço repetitivo e demais distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. O primeiro vestígio desta idéia vem da Polônia, datado de 1925 com o nome "Ginástica de Pausa". Anos depois, surgiu na Holanda e na Rússia. Na década de 60, atingiu outros países da Europa e principalmente o Japão, onde ocorreu a consolidação e a obrigatoriedade da GLC - Ginástica Laboral Compensatória. No Brasil, a semente brotou em 1973, na escola de educação Feevale com um projeto de Educação Física Compensatória e Recreação no qual a escola estabelecia uma proposta de exercícios baseados em análises biomecânicas (MARCHESINI, 2001). Foi também por volta de 30 anos atrás que um jovem médico americano tentava fazer entender a classe médica que corridas radicais previnem os males da vida sedentária (problemas cardíacos, obesidade, entre outros). Keneth Cooper entende ter trazido para a medicina o conceito de exercício que dá saúde e alegria às pessoa (MARCHESINI, 2002). A ginástica laboral está suprindo, ao menos em partes, esta necessidade de um "espaço de liberdade", de uma quebra de ritmo, na rigidez e na monotonia do trabalho. Além disto, a organização do trabalho ataca primeiro e maciçamente a vida mental dos indivíduos. O desgaste neste aspecto é bem maior devido a todo o esforço para manter-se sob controle. Assim ao começarem a participar da ginástica, os trabalhadores descobrem que é um momento, talvez o único do dia. Onde podem ser eles mesmos de forma integrada, expandindo o corpo, a mente e o espírito. É possível, então, relaxar e abrir mão do autocontrole, livres de risco de acidentes, erros e tensão decorrentes. Podem sair das posturas automatizadas, conversar com seus colegas e desligar das pressões aliviando o stress. A ginástica laboral preenche também uma carência de atenção e valorização das pessoas, sendo percebida como uma diferença da empresa para com elas e um sinal de humanização do ambiente de trabalho.Hoje parece dispensável relacionar atividade física e promoção de saúde. Atualmente, não se continua competitiva no mercado a empresa que não se volta Professor Reginaldo Pazinatto 11
  • 12. à qualidade de vida de seus funcionários, visto que a produtividade é diretamente proporcional à saúde do indivíduo. E é no âmbito de se promover saúde mental, amenizando o estresse, e física, combatendo os males como sedentarismo e esforços repetitivos que a tecnologia proporciona, é que a ginástica laboral tem sido uma importante alavanca nesse processo. Conceito de Ginástica Laboral Ginástica laboral é a prática voluntária de atividade física, realizada pelos trabalhadores coletivamente, no próprio local de trabalho, durante a sua jornada diária, visando melhorar a condição física do trabalhador. Tem como objetivo fortalecer determinadas musculaturas muito exigidas durante a jornada de trabalho, o que faz prevenir problemas posturais e lesões que, além de trazerem riscos aos funcionários, representam custos operacionais para a empresa. Esta Ginástica não leva o trabalhador ao cansaço, por ser de curta duração. A Ginástica Laboral contribui para a prevenção e recuperação das chamadas "doenças do trabalho" (LER e DORT) promovendo o bem estar e melhorando as relações interpessoais. Atividades Praticadas Existem hoje no mercado vários formatos de programas de ginástica laboral, e ao se escolher um determinado tipo de programa deve ser levado em consideração a realidade de cada empresa. Todo programa de ginástica laboral deve ser desenvolvido após avaliação criteriosa de todos fatores do ambiente de trabalho e individual dos trabalhadores. O programa de ginástica laboral poderá ser aplicado em toda a empresa, iniciando nas áreas críticas de trabalho. Os exercícios são elaborados e aplicados de acordo com as exigências físicas laborais sobre as várias estruturas osteomusculoligamentares dos trabalhadores. As formas de aplicação são: antes do início das atividades de trabalho, aquecendo o corpo e preparando-o para exercer a atividade laboral; durante a jornada de trabalho, com objetivo de distensionar e compensar a musculatura sobrecarregada pelo trabalho; após a jornada de trabalho, com Professor Reginaldo Pazinatto 1
  • 13. o objetivo de relaxar a musculatura e diminuir as tensões musculares provocadas pelo trabalho. Segundo Marquesini (2002), há três tipos de ginástica laboral: · Preparatória: Ginástica com duração geralmente de 5 a 10 minutos realizada antes do início da jornada de trabalho. Tem como objetivo principal preparar o funcionário para sua tarefa, aquecendo os grupos musculares que irão ser solicitados nas suas tarefas e despertando-os para que se sintam mais dispostos ao iniciar o trabalho. · Compensatória: Ginástica com duração geralmente de 10 minutos, realizados durante a jornada de trabalho, interrompendo a monotonia operacional e aproveitando pausas para executar exercícios específicos de compensação aos esforços repetitivos e às posturas inadequadas solicitadas nos postos operacionais. · Relaxamento: Ginástica com duração geralmente de 10 minutos, baseada em exercícios de alongamento realizados após o expediente, com o objetivo de oxigenar as estruturas musculares envolvidas na tarefa diária, evitando o acúmulo de ácido láctico e prevenindo as possíveis instalações de lesões. Este programa é executado por profissionais de educação física que vão às empresas diariamente aplicar as séries de exercícios. Todo o processo precisa ser avaliado, para isso uma equipe trimestral vai até a empresa e realiza uma pesquisa, enfocando o posto de trabalho (ergonomia), a área clínica, e se estão gostando do programa. Com a pesquisa pronta, é feito um mapeamento, normalmente no formato de gráficos e tabelas, que são apresentados à diretoria, para que avalie os resultados. Estes podem dar um novo direcionamento tanto na aplicação dos exercícios quanto na melhoria do ambiente de trabalho. Benefícios da Ginástica Laboral A Ginástica Laboral propicia benefícios fisiológicos, psicológicos, sociais e empresariais: · Fisiológicos: Professor Reginaldo Pazinatto 1
  • 14. Promove a sensação de disposição e bem estar para o trabalho. Combate e previne doenças profissionais, sedentarismo, estresse, depressão, ansiedade. Melhora a flexibilidade, a coordenação e a resistência, promovendo uma maior mobilidade e melhor postura. Diminui as inflamações e traumas. Diminui a tensão muscular desnecessária. Diminui o esforço na execução das tarefas diárias. · Psicológicos: Favorece a mudança da rotina. Reforça a auto-estima e melhora a auto-imagem. Mostra a preocupação da Empresa com seus funcionários. Melhora a capacidade de atenção e concentração no trabalho. Desenvolve a consciência corporal. Combate tensões emocionais. Finalidade A ginástica laboral tem a finalidade de melhorar a postura corporal, reduzir a incidência de doenças como Ler e Dort, reduzir a fadiga, aumentar a disposição para o trabalho, estimular a prática de atividade física e melhorar o clima organizacional, através da integração dos funcionários do setor. Professor Reginaldo Pazinatto 1