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Em 1545, o papa Paulo III convocou o Concílio

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  1. 1. É A crise do feudalismo A partir do século XI até o XV, a Europa passou por profundas transformações econó› micas, politicas e sociais, que levaram a desagregação do feudalismo e ao nascimento de um novo modo de produçao. o capitalista, que progressivamente seria estruturado. Os principais acontecimentos que definiram essa crise foram: as cruzadas e o renascimento comercial e urbano. AS CRUZADAS As cruzadas foram expedições militares organizadas com o apoio da Igreja. Tinham a finalidade de combater os turcos seldjucidas, nue dominovam os lugares santos dorcristia; nismo e impediam a peregrinaçao de cristãos a Terra Santa. O movimiento cruzadisla ocor- reu entre 1095 e se: estendeu até 1270, num total de oito cruzadas. Também se constituíram no grande movimento religioso e politico que en_- “ volveu a crislandade Ocidental, o Imperio Bizantino e o Império Árabe. impli› cando em guerra entre as religiões cristã ocidental e muculmana oriental. As primeiras Cruzadas ("rsi: iu(iw. r. ._. ,¡. ¡/. -: ('unil<rlr. 'irzw, '>i'r' Nil 44,'. 'Itl17'r'«' HlÍsuiii 'l Hi! i "li ii¡ Uumhi 'ul' linlFl' No final dessa grande guerra, os Impérios Bizanv vos à extrema miséria u à fome. Nesse proces- tino o Arabe estavam desgastados política ›_› econo- 5o. muitos nobres também ficaram sem terras, micamente e enfrentavam uma franca fiêCñdõllLirji. pois somente o filho prírnogénito possuia di- Os fatores que colaboraram para o movimegto das roitos de Iierança e isuceusáo; cruzadas foram: » ÓzfSÊJO de lucro dos comerciantes dasicidades » crescimento populacional que a Europa Jivia italianas de venela, Güviova e Pisa. Os comer- desde o seculo XI. A populaçao servil aumunta- riantes italianos viam nas cruzadas urna opor- va e a produção não conseguia acompanhar o tunidade de se tornarem hegemónicos no co- rnesmo ritmo de crescimento, lwando os ser- mércio do . Mediterrâneo. 45
  2. 2. O HI-: plxiltwntu um mit-n foi n: -wprnI^»r. .Isv-. :1 win terrr-? nío de mir-ares de crvatãos, ue qu : a morreram rm (Omhafu- da* tmn. ou Cr doerwça, Na ççungvgi. ~ pmvjv va; (Ius-Jtlwá. ínturísíflcf" ram-se . as relavçúve; cnmerchis com n Uria-Ice, íazen- do pmgrççfà- 51. ! enmlblicfaf italianaí. Houve um in- Uemento da thculaçao murmtàru. 0 gomêrt a za-: prcndíu-se pelo norceste da Euro- pa, pLluz- Lapa-a tJ-J Saiu-J¡ o' xwlo n'>'. .~' do Flows. !as cidade'. gumà-nca: ae unnm Íormardo ligas. entre .15. nuns. .a mai? imnnrtanie foi a Iíqa Hanãeátíca, cujo objetivo u u aunhuiu JJ mms da @Lu-muitu- dos produtos. -"Í7V]I_t| [?ÍI* w. . IIILAJJZ- u--víutlhuuwq m n rohru za que 3a cndiuwdoa» rn-zpíciando n hprtalecímento do 90cm real, 211m* . HÍTP'TY« m Franca v- na : Haun- . '. xm3~n3uuu~ "uçcuuu , ,~ ¡amu-uu- ção pulmu e plucurava delnmtw' reino. estendcrxav, o 36m pia-Jar ; i pais. Au FcÍVêÍ ãncíai, msn vw nnair. .a s-: cíacíadr- tri-cí- cional rc-unml. n' Lunurltul v' 'IWLJYVJLIÍZJÚ'. mu. : ›. .agricola, ruia 7'! - nt. ,e mtu su--wedadg IYIGÚEÍHE, co- mwcínl v: unram, (nm rãírne mrnic que ee tic-Fm um c (um puastmltdacúL do. ›'U“ULIZÍ| Ú«J~'I. sum-l Plone' momento, nasceu a classz- burguesa. ! cru L-svtlralzza- I» tavritórín do nxqião 5M eo ATIVIDADES 1. 'I, ;›¡~, . xI-; n : Lu-lu ps1' - Mwlnav . .~ qu, LU " I. ; ~ w -H "›¡nII« 2. Assuma e as qLesmjau- c: veia: - nÍc, -f_n mm» um. ; 4 H'. I'. '|Htv' 11-¡ 513?. -' H7.: mr. a v 'I c: .¡›= í:wnw›. «nt; › çjçlulav: :Jrãl da Etwcçwa_ deávje c' 'mu 'n Tri! , . -. na r1959- rm Íilvu-. I v-mn: ._ r*. w-; w_w_. ~.lr_'_zLh; n31' C, 'I| Í"- um' v' ¡ r-lgpwy; tr I r 'ofehãssc d; lgr-; qa err um* : av as IIJFIÍ: IQltZ-_MJS Izulc oca e ana: na; ~ . m n 'll-. lÍvlr-Hn_I_: 'Ít~VlY›'[›: ÍHI¡Il1Ill'_JI"h| -M| vllít. 1.¡ m1,; u; - . .k-rg «' v; tar-Em í ' . a 2 . 'nr”zv. ¡c~nt. '_. ã ! Ju H1 vL-_mtm [II lx); (Hmh); .-_. n^ 'fg w. '1v; ;_'›_. _ x) qngn? IlVHr-jhu J-'_¡'_. 4'; 11;', ¡r_'--_. a L-FhI-gf DBÇBO a . uz-FUSEÍÉIY'. ll | n ah; «qo n; - lu _ma du', «-_| H'Ltl-, “ - mu, Upl' _. ¡_nçj_«_-' 3. Cap 2- r: !puta u trecho que nrmtra Quo'- houve r-ntnwro um. 'o'~': .'-. r= e: 'IIWILZIJ nm»- -uormírn 1. rn Imfle. ; 4. ffolccue V_ : e fa¡ 'v-EWCÂãÚPIr: e F, E9 fc faíñ: l I ix* v z. '.~.1.1='. t^n"nft 'un 'un XI¡¡ÍH"ÚV' “7"L"| Í'. 'IVY'E"I'Í1IK1"vIIWWUH'1'. " ~I Í 1' ""›' h I l ! +5 curada: 'onalozpercnw n C-: Nj-Ef m r-vbreza, qn- 'Niegu 1 *~r1.m. _leu _Asa _rm r. 'í › A5 cruzadas. erdraquaceran' . e ¡watvere qu: . tr›r: ›~. 'n: :.p. away. .. ..znLi. . u far- Í¡1Ítf'. -IÍ'^'IH| ;I an) gnt-Jc: um¡ A5 : vurajas ccwtrburam nara o evraqpacnwwerncv do 46 4» #L 'jah '. Tum
  3. 3. 0 RENASCWAEEJTO COMERCIAL E URBANO No periodo final das cruzada r, c-; tarva ocorrendo na Europa uma série de ¡Lovrções tecnicas irrrporttrn- tes, que pcrnritiraru grande aunreirlri da produçao, como, por exemplo, :r substituição do . ararlrr de ma deira pelo dr: ferro. As inovações tecnológicas possibilitaram¡ um au- mento da produção com menor uso rlr: rnãrcr-de-obra. Para poder sobreviver, diversos camponews rrrrrrrmtr- ram a desbravar terms incultas do llftítil), como os pàntanos e as florestas. Esse dusbravamento »r rn- nhecido como arroteamento. Os senhores fraude/ iris, ao perceberem que os arro teamentos podiam fazer crescer suas rondas, incenti- varam os trabalhadores. Começaram a arrendar para os camponeses as areas de reserva do fr-rrdo. Como os instrumentos de trabalho eram de melhor qualidade, os camponeses consequiraru produzir nrais. Os senhores feudais e os servos “Óízñljrtini a ven- der a prodtrção excíecleànte nos rnrsrcados lo» air. . A po- pulação e o consumo aumentavam qrarlativrgrmente, intensificando as trocas. Com isso_ muitas pess, .f1á. passaram a viver do corrrercio e do artesanato. en- quanto a rrrooda voltava a ter importancia. Aos pou cos. as estradas tornaram-se movimentadas o' novos povoados surgiram em torno rlelas. Nos pontos de cruzamento das rotas de comercio, i às margens dos rios ou perto du Fortalezas, começa- ram a surgir mercados temporários: as feiras medie- vais. Elas reuniam os mercadores de diferentes pon- tos da Europa, que realizavam o comercio de seus produtos e operações financeiras. Os senhores feudais incentivavam a realização desses mercados em suas terras, interessados na : err- da que poderiam obter com os impostos que cobra vam dos mercadores. Ofereciam proteção r; LOiJlãValll várias taxas: de entrada no local, para armar as bar- racas, de saida, etc. As feiras tinham seu proprio polirrarnorrrrr, leis, tribunais e moeda. Contrariamente ; r imposição da Igreja, que condenava o lucro n: a usura, l'lr'**r*rrfü mer- cados eles eram praticados. Surgiu . r figura do , cam- bista, que trocava 0 dinheiro do comerciante pela mÍieÍa oficial da feira e realizava empréstimos. Re- corriam ao crédito os camponeses, os proprietários que tinham tido má colheita e os mercadores que precisavam expandir seus negócios. Foi a necessidade de crédito que deu origem às casas barrcarias. 47 As cidades medievais, cercadas de muralhas de proteção, eram dânñlllllldddb burgos. Neles vivia a nraioria dos rornr-rciantes r. : artesãos, que faziam ou xrendiarn as mercadorias. Como muitas ("Ídddrjs : :ituavam-se dentro das ter- ras dou nobres, tinham de p-. rgar tributos. O lucro também era obtido pela supervalorização do [Modulo, que os burquosus conrpravam por preços rrrodico: do . artes-Cro › aumentar/ am o seu valor na hora rli '. *r“rli. l. As corporações de ofício 03 artesaos estavam_ associados em corporações de oficio. A corporação rorrgregava profissionais de urrra rncsnra atividade, controlava a quantidade. a qualidade o preço do prrrrítlln. , Lunirladrg de prr›ri_r, rç§ro era a oficina, cujo proprie- tario era o oia-tdo: Lrrtesáo, o : tono da matéria-prima P dos instrrrrrrentrir. dir/ trabalho. O mestre era ajudado pelos oliriaix, lillros ou parentes, que recebiam re- rnullrjroçãn por ¡nrnada de trabalho, f) oficial era um trabalhador especializado que poderia abrir seu pró- orio r-rnpror-ndimentri, caso a corporação o autorizas- se. Tambem ! Wlâtid o aprendiz, aquele que estava aplülltitilldü um oficio. . W No século Xlll, a situaçao dos artesãos se modifi- Lou, pois os mestre'. rnrneçaram a concentrar em suas mam rrrrrlr-r r» capital, impedindo a ascensão dos oficiais o aprendizes. O desenvolvimento do comércio resultou na valo- rização do uso do dinheiro. Para os nobres compra- rem as mercadorias produzidas pelos artesãos, neces- sitavam de moeda. Assim, corrrcçaram a aumentar a cobrança dos tributos aos camponeses e exigiram o pagamento um dinheiro. Organização política da cidade A rjrladr- era admirrfistrada por um orgão do gover- no, a Assembleia de Magistrados. Os cidadaos esco- llriam os seus governantes e os seus conselhos, cujas funçoes eram executiva e legislativa. Somente os ricos, portanto, os burgueses, tinham direito [a cidadania. O nucleo central que mandava na cidade era forrriarlo pela burguesia (grandes comerci- antes e artesãos). A arrecadação do tributos estava prevista na lei municipal r: 05 recursos destinavarrr-se à urbanização, a defesa militar w . i construçao de prédios públicos. O conselho municipal também controlava a cunha- gerrr de moedas.
  4. 4. ATIVIDADES 1_ Exmunuje u-g 15-. : gnu. ._. 4955.2.. . »Irvl-_Htliv tw 'nuvlufg u: ocrrrqt: : na Europa, a par. : Mw ; r-v. . ra ›_ v: .mr-u mr «ia ; opuíãc r; 7.. ¡r-: m : :vn (rj-Vu _) p-: tárzrafçn _JLJE ; ›= rr-rl n› a; ¡rwn-y›-. w'~1«. ~u'ner'›ro do : :memo : cw 3. ! ÍHLJ-_nns V. nf* 'ur verdndeu. ; o; F_ -n m: 1d-- y I o t7:: 5:; :turmas remix t- rea; an' ~: :-: ' " »a cnrvcfce-; u rc-alnrado? un suas terms. t- O; se, :motas feucLu-_z nntawt. «.-ç-w. ;zon lãà¡ 79,33 du rruc-rrrado- › 'n sua › t--tmu par. : uma com r. uulwurw: : '1›- vam. I n S. ¡Ig›r. ¡r“v1 nvertanñ. '~. "W1ÇvE'ísr“: = *na cantos. de : Iuzamento L'. ~.= '_í rotas dv_- comarca) c! l I~ Nas ? asus met¡ aver_ ta'. :a«. ^a«s«= » uLiuw n. n uma a azar -Ju ; enem ror L trios p--w I«: ›Jr›: :-¡. a Burgos t) Cumbislà. › Ferraz d 'Írx9»_~r. *;ac- de c» . .tn_- G. Os-: é sua¡ ; yumão “Trluv _ urgavwa; ;.~«, t.)cv da. «ímruaruçáes de ohcno? 6. Cm. : o; ram-una. ; qu. ; ; arm 13m": a rn nnígnc; da r: :: Ã _. ÇI›_›. '›: - a ñdmirurglraçê_ 'n na 'Laje rrv 1~". ~¡ 48
  5. 5. É AS MONAROUIAS MEDIEVAIS Entre os séculos XI e XV, os monarrsas empreende- ram lutas com o apoio da burguesia, para Iencerem os opositores internos - a nobreza proprietaria de terras - e os externos - as outras ¡ISÇÕGS em forma- ção. Foram momentos decisivos para a formação das fronteiras e do sentimento de nacionalidade, A descentralização politica do periodo feudal alterou-se com o renascimento comercial e urbano, pois a burguesia passou a rei-nndicar um poder poli- tico centralizado e forte, que resolvesse as dispari- dades entre o campo e a cidade e unificasse a moe- da, o sistema de pesos e medidas e as leis. Os monarcas mogdiievais precisavam da ajuda fi- nanceira da classe mercantil para formar exércitos, submeter a nobreza, limitar a ação da Igreja e forta- lecer o próprio poder. Eles tinham um duplo proble- ma a resolver: cumprir os compromissos com a bur- guesia e superar o poder politico da nobreza rural. A aliagragg; uesírngnarquja ioi um fator pre- ponderante ã centralização do poder e ã conseqüente formação dos Estados nacionais. Essa ailiança signifi- cava a supremacia dos interesses da cidade sobre os do campo contrariando, portanto, a tradicional e conservadora nobreza rural. França Na França, Felipe IV, o Belo (1285-1314), com o apoio da burguesia, conseguiu a consolidação do po- der real. Para obter verbas, u rei expulsou da França osjudeus e os banqueiros italianos, confiscando suas propriedades. Além disso, para lançar tributos sobre as terras da Igreja, convnrrizi, em 1302, pela primei- ra vez, o Parlamento frances. Esse ficou conhecido como Estados Gerais, pois seus componentes perten- ciam às três principais camadas sociais: nobreza, cle- ro e burguesia. Nos Séculos XIV e XV, a Monarquia Pãacional Fran- cesa foi consolidada com a Guerra dos Cem Anos, que reduziu sensivelmente o poderzpoliticoñe económico dos senhores feudais. lnglaterra No processo de formação da Monarquia Nacional Inglesa, destacou-se o rei João Sem Terra (1199- 1216), cujo mandato foi marcado por disputas contra o rei da França, Filipe Augusto, contra o papa Inocêncio III e contra os nobres da Inglaterra. Foi derrotado por todos os seus adversários, sendo obri- gado a assinar, em 12H, ajvlaqna Carta. Por esse 49 documento, o monarca se comprometia a: respeitar os direitos dos nobres e da Igreja, evitar os abusos da administração e da justiça e não estabelecer impos- tos sem o prévio consentimento dos seus vassalos. Seu sucessor, Henrique III (1216-1272), preten- deu governar a Inglaterra de modo absoluto e, por isso, violou algumas disposições da Magna Carta. Essa violação gerou uma nova revolta por parte dos nobres, que, após vencê-lo, obrigaram-no a assinar os Estatutos de Oxford, pelos quais se comprometia a governar de acordo com o Conselho dos Barões. Du- rante o reinado de Henrique III houve, pela primeira vez, a convocação do Parlamento inglês, com a parti- cipação dos barões, do clero e da nascente burguesia. Espanha Na península Ibérica, a Guerra da Reconggista le- vou ã formação de reinos CÍÊÍãÕ-Y; que, no final do século XI, eram: Leãí Caila, Aragão e Navag. No final do século XII, os reinos cristãos já haviam ocu- pado mais da metade do território peninsular. O reino deáçagela, a partir do século XIV, e o de Aragão, a partir do século XV, passaram a ser gover- nados por uma mesma dinastia: a Dinastia Trastà- mara. D. Fernando, o último rei dessa dinastia em Aragão, casou-se com Dona Isabel, rainha de Castela e Leão. Em 1479, com a coroação de D. Fernando como rei de Aragão teve início a união das Coroas hispãnicas. Ponugal Um nobre francês, o conde Henrique de Borgo- nha, colaborou com o rei de Leão, Afonso Vl, na luta contra os mouros e este, em reconhecimento, ofere- ceu-lhe em casamento sua filha, Dona Tereza, e a posse do Condado Portucalense, região entre os rios Nlinho e Douro. 0 conde Henrique de Borgonha expandiu o seu dominio até o sul do Douro. Seu filho e sucessor, D. Afonso Henriques, continuou a luta pela posse de novas terras e, em 1139, declarou a independência do condado. Nascia, assim, o reino de Portugal. A dinastia de Borgonha governou de 1139 até 1385, periodo que se caracterizou por uma economia ligada às atividades agrárias: pela importação e ex- portação de produtos agrícolas: pelos choques cons- tantes entre o rei e a nobreza, e pela extrema miséria da população que trabalhava nas terras dos nobres. Houve a expansão do território português em direção ao sul, atingindo a atual configuração geográfica.
  6. 6. (I r- inn mr' mr Grimm o "ÂVÍJYV 3' Nu-JIY: Jun' '. Dom 1a: munM-urc' 51:1 dos, 'einos cvlstaos d» Navarra_ Aragão « tono › No ; ut c, pemnsnxe os mc-urrr. -inc- cnmínowa-m 0"' rute-riso trrrizàrzu › t-. wrtñr i ~ urtlnin. U mp4 u; down; uma a~ zlluuêo do territo- r r nrcvuva, v › ; i-; Jla mz_ ; Sr ZJ. I'. '._'rI'. z' : :mar-in prezicarwerute umrtado t» regiao ü: bruma_ 'orLuceL Naifa_ gozado. 1* casam c›r*t"c'm-'n°. r [m rn. ._d0› do scLulo XIV, tuna grande Iragéd .1 : nnfn "viação . m. r 1, a abaãou a Europa. a Peito_ N_gqra_(1§_ó8_). rvntJnd-r; mai: d. " um : erço de sua EIOIEUÍBÇÊO. A eita taxa de mortalidadu provocou ulm escassez du nràowâL--obru ›: rgao uvou o 'Li D. Afonso W, em 1349, a obrigar n povo a [HUIHUI rrmi'. n40* mesma: qanhoa anteriores à Peste Piegra. Essa atitude do rei guiou insatisfação socúl_ L drug). - do) 1370, arma-ram »mirins conflitos armarios entre o reino de Portugal e o de Castela. Esses fatos des-gostavam cada vez mais ou monarca; e. Lm 1385, 3 Revolução de Aun: w-wuguruu outro rnomurvto n- monarquia portuguesa, mais centralizada e vincula- da 'i neccerrte burauêzía cnmerrial. 1_ i_v; l|lywj | b. I 1* r 'J | _ i »aTWIÍUaÚÍ-; S '. 'o~rr: ,:j'_~<' - 5:: - trñí *alfa V_ 1:2' r; F_ A ; mrrr do 5.4x" tr. "LL com* n desewvolvumerzo do comérc a s. : das croata; c ajude' da r. .:~L: 'e. 'u _mrmarntr_ -I u ¡«_r' ml ›rru r_-*'_J IÍNÚFIW 3 C Jf›'1t. t”-.5¡8_ Em? ITITrZCLZBKvE m¡ ! M1 -ñúvmr 'i ÍñrTü ÇWT-ÍEQEFSE SEUH negjc 33. _'_', ¡:n«, rr1r¡. ;., :rrvr-, I ("an a anda 1 nanccva na : Passe- marcantr? , 'rrorsrcds inscreva; ruruum Dor_ :1Lut1"", a' r_ ou. ur ›, u 101114. ? HJ - Ugrvv _ -w| rrr_r'r: _. : irúhufrfãrñ um" ¡hãrñm *Fani rJrf: n›'-. =.o. =. e. níéííifiaã ^ 1.371¡ r_-¡_' 7¡ 0'11" 59H53, 3.¡ EÍÉH' 1 al ança bu-'rguesra-m-: srvaruu -_~ rezu : ou 'iu curlra-'rzauéào do corso' u-_lu lu n; r ' Ir . u. U4; L'. ›.¡^JL'L› I' unthwz» 50
  7. 7. M¡ _ * - I. r - I! ¡ fÍ-nfñã : IT : TH . ' 4 w L . ~ n' _ 'r ,4 ¡| w_'*_'L, n_ 7 [T 4' ' ÍÍ"" P95", 1 4. ¡, , -In. ._¡ ¡_. , »u ' w 1 v uma¡ n H u A F ' rulir r 711m¡ ¡ »x , nr mn. P' E" - › 1' x 1 11I'? .1-Í-Ivv¡~'¡ ' ü: í. _.: u-3-J _I v' v 5 ¡› 4-'wl». v"u'w' ~¡ x1' '* w 'a 9.1' rv '-1 H I A GUERRA DOS CEI/ l ANOS A [ÍIRTJÚJ 'Juvm LÍ" . |. ~. r . BUM ' rw . í. z' m: n ÍJGÍrÍF". »un Úfmñn' Fe: raiar: : rn'. ¡das Qluhñ' n t2. . À w < i. . . t. . U »In - r 1,' the'. í. M15, m* e-_guiujA fo¡ pasa Ha¡ u ! mp ¡: ~._»¡ao,1¡¡~. 1 _ »xr › « ; m n: : Irwrw: ›:'. ›2* 9 x-çndidí an"" cr. inqlmes, Ítm gemia' 3 (Íikfr-UÍF enin- »'23 'm um 'uí- 'Mazda Wii. I". :¡w? §.2g, -¡; c, lunar. dQfu. ; foi . gumgig c. ; ; pc', .1¡. _g', ~u): ' f . ui~ m ~! « u n~ : H i , vz w' u, v;~~'. '›~"~¡ca a mrnrtn nntnque1ra_errumaín &Esss (serão. U-l * ud: 'r ri , w 'mz H1' . 4: 2 d; H. tiva 0311153' dv twut u ' I um' í v n «N Ah w. axu-An_ do". ,JCCVÍQCIWLHÍUE desta-za- 'çads pc_Lsl. '1gluL~_r'u, uu, _I. ' u' ' . r . v, u , - u ' «m u lã pãfñ F YGÇÊO UPCCM rhr. wI- i1. 4' ›, . j I! 'u 'w 5'- 'T *Í 2:1! 4; In u I' L-LIILL: d; p_', L:_ Lvuufuvwcg, :uu ¡u_¡; s:"t. ud- rmâuculu KID', mu; darimou grande Url prcblema d= 'c. ›r¡-': ^;^~. » : u ' rn_ : tic : u [um . m u: ›:. ¡¡¡; ¡;aa3 gurup, , 'ÇjÍÇUÍj-; L quç bw* títtlLlu ›<'-t1›w"«¡, ›vo: ›.: - * H u; ' rI-Í wa' 4 'IJI' J_ à? 'I -- ^u-, .- d p~:2;u1'. i:7ham mvr-rrdo rei Feíipo_ 1X", o E-UÍC'. rn »Lam rw «ÍFJF «1› mam. ; 1 ¡amÍria ¡L- 4"-H_-;1L¡ um : wdvç -QQLJyJLwL Comte; m'«: r«. .t'*r›; _ u . w . »1 ' w¡ v» 11 v › ~ -_ «JE-r. a Qua. Inzvd-J o: :ara-og term: mto d; Í-. xu. N' ; Llu l. d; u . íun-. ›, . at. Arm: : '›; «u.1: . m-se nuie ewgents' de ea. : líbemade: ÉÍYEÍÍD' 3D tm? ? Irznaiz, 'ÃI' ? r «Tr-WW n"? "x ~'ll't'. w" , n ã Fúrn': nr, '.~ n fÍl'I'Í(fw1"lld¡: ,'-I'¡LN_ Lu; uvjdngü; g; ?Sã-E SÍIL. .¡Ç~'wIí› * »Iugwuxw u ' s» 4 L4 241,4. u 1-- Eua'. TJÍuuxndwçx _enhous f-. -aau nasceram a ro franca; nim palm-w » Ljpwc* : mí w» . w mr' m: :inrx run'. m'. l-*fvüí- « 12 busca dc r-PÉO'. 'FU'- ÚcfTAÍL' L1-- '~ ¡. o A Í, ¡.I_. JL'«IÍ›JvJL. L. 1.2252. Ç", .°°': .'J; ÉL'› seaultou Em 1337. a . Hang duLI' m¡ 7u~ «'« z Ir: : il-. fflíl, Wu qrahzie rec-alta co'. C. ãTE. _'cT“: “.rÇ-'. , (Hfiadrc No Ínicio. Os Í"'G't"1,-'r Fvfíílnw. x ¡Iwu '~ t ~'r »v 7h f” ul. :u: <"'[§JI1Í: Jç: !L| . : a Jau ; ao (1.35 pl. fIlc-; Uzgu v: 'Jí- . lu 'uuLww-J' 'w = .um e " dewntaua ›: líder assaasínadn. @da um ; anzpcnew t F' m_- rwm v' 'm 7 r Fr¡ imã, .qamr. h r¡ «pu rom -~. ~': u~ f. - um. louvseanw u›: ~_. -c›| '._c= . u. : 1 _É A_ / h . _ 5:. ) aujo; í. .u1'. .JvJ: -s Íünnl; mteaas, 4a J'Diví¡L'c. '¡"'›, b_ e " " y¡ rriwv na wznvslr. m que-"fóíssm dülfllP-*ÚW* “ " * w ^ wlI¡¡__t'l'IJ| l-z du. : pujgr tea. . ; um à : mmação os ltuJL-a, pruuru. d- bo. ; part-g a: : nc-bnra ? Pudalt No imcio no : e-culo ' J 2.4 -Efñíajln : x: - ! ÇÃÉÚ m. un_ f. «m d›. t'w«z›_-vuu. › da; XN', n= fr-'w dtUf-'Vf ci| « › f f u I lu; m: ;guvm apav- . eu 14.17.; 5 . Í M- 1'77'- ›, 'irmaçêun dm ÍFWHUHHÍIÍ nsrír›n4.. o qm- "v. -u~ 'UNB ! me W ÚÍTIS em V “u _x ' a = ._n_›; t› u. ; -mruaâitutçucv do: Latedos ? nacionais vuda po' Dm; ;DTM Ir- 4% v 7 'wruét u inqlêr. ;hertzr 'r França fa: cnn- Í ' V Íiuvv~. 'l'1 ¡vmbull mu; un 1153. u'. Lugo; tunumm SCQUÍU lvruuil m¡ viu r_ iu 3 m” °° ° '- l. uma! ~r›: "ruth, arrnswrdo : Cm n lfrñeñn Bizantino. . rg' N o _s 7 " ' : 7 ' YU¡ 51
  8. 8. A Guam¡ das Dum Ho; a-~ frudmsmo), que tinha curvo simbolo um› 103a bran- . Xpua ›: - tgrfrín) d. ) G-uum das Cem anos, ã situa- ca, e Yuri: (ligada . nos Intefrãgva nurcantis). CUJU çãu cconâmwm d. . Ingtrrurra : ra muito díHcíL A per- símbolo eu uma rosa vermçirxa. c* dr--L "Itaú n. : França e a paralísuçáo do comércio Em 11.85. Henrique: Íudor, ÚêSfâ-ñdz-HÍ" dos Lan- co v flmdve: PnfñQlJECt-Lrth ainda mais a nobreza. caster. mas casado com uma muiruu G' Íwrrliiia Yuri Ac mezmo tcmuú. ocomu a dispqtjjçáa sucessão pós ñm ' guçrra. tomando-su ru d: lnghrarr: (um o m t_' : rm smjlçí-: nzre as famWÉ-: :s Lancaster (Írrgaaa no titulo de Henriquu VU. ATIVIDADES 1. ; na rir '.1'›__')ÍA_ '. › re5p~3nsa'u'ei. -. ("M-r GU' 'ra c: : Cem ano¡ rua/ azia entre Irr; 1mm ›; 7m v: : «1337-1-153¡ dl b¡ 7. Aminsêe_ r. um 'MD carreta a r I A Guerra don Crrm JUL". - dsspenor: o : mwumemu da rtarrrcñal Jada rar_- Ingla- 'EH'- ›" Fúnçd ru f I à Guerra ms Cwm . mc-s conmbwn pah; _r deczdênc-w no fa; IJ; v: J I à. Euwrr : lou Cem anos ? awauuru-_u u centrarzarxao : :o ¡JC-JL! 'eau c- 'Í t A Guerra der-z Cem ; onc- lurçz- Euvcrm rum» crise agrçaLa r- ¡, ›r~_'~u«. -_›u 'educa jr .1. pupuí nã: e 1 ! luií. _ m5 questoes mt. J CÚÍÍÉÍUB. 3. L-_ure-z. ;m Ç-: tmcerru try-tc», nana-r) 3.1.: u-umuo sobre a h : torta dr; _surra íltfar. : 244_ Ud t' a QUÉÊHSÔ ¡ÇÍÚÍÍuÍLI A ¡ÍJLJÍYÀYI! u: , Duas Rosas cctmntm u para o ? onalecirrwewzrn de uma ¡Lnastcñ nxuvyrd F r_ riu' ; sua fcw 1 ' I Eorrtvúrr na França l* › Sina** na Irm -tuu c. I , Ivhnçioca, em Clorença r) t J Iudvr. , w; lnalame 52
  9. 9. ô_ O Estado IVIOÚBÍDO e o Renascimento A idéia de um mundo moderno, que se opusesse ao medieval, afirmou-se inicialmente no Renasci- mento, significando um tempo novo, com novas práticas e idéias. A expressão Renascimento surgiu no século XVI, época em que se menosprezou o pe- riodo medieval e se aproveitou o conhecimento e as concepções clássicas para adequa-los a um novo mundo mercantil e urbano. Nesse mesmo momento, formava-su o Estado Moderno, de regime político monárquico. AS MONAROUIAS ¡WODERDJAS Entre os séculos XV e XVI, formaram-se as Monar- quias Modernas c» nacionais, que congregavam as par- ticularidades em nome do nacional. Nascia o Estado- nação moderno. Esse processo histórico revelou que o poder real se impunha de forma global, nacional, superando os poderes locais e o poder supranacional da Igreja Ca- tólica, que se enfraquecia, pois o Estado como nação era a entidade total. A nação, enquanto grupo de pessoas, estava uni- da pelos costumes, tradições, história comum, porém coube à lingua exprimir o sentimento e o pensamen- to nacional. A criação da prensa de tipos móveis, por John Gutemberg, por volta de 1450, facilitou a difusão de livros e jornais e contribuiu para a transmissão dos valores nacionais, que acentuavam o sentimento na- cional. As primeiras manifestações da imprensa escri- ta remontam ao século XVI. Dessa forma, construiu-se a identidade nacional. A nação vivia num espaço determinado, o território nacional, onde repousava a comunidade nacional. cujo monarca se tornava sua expressão máxima. Para cumprir o seu papel, o monarca centralizou o poder nas mãos e os principais meios foram: » pacto social e politico, que gerou a união en~ tre a monarquia e a burguesia nacional; » a arrecadação de tributos e a emissão de moe- da única, substituindo as moedas dos nobres feudais; » a formação de exércitos permanentes, a serviço do poder real, que suplantavam as milícias lo- cais dos nobres; 53 » a expansão dos dominios do rei, que em nome da nação expandia seus dominios, guerreando com outras nações ou absorvendo áreas colo- niais: a organização politico-administrativa e judici~ ária centralizada, pela qual o monarca impós sua dominação sobre amplos espaços sociais e geográficos. França Na França, o processo histórico de construçao do Estado Moderno remonta ao século X, quando Felipe II (1180-1223) subiu ao poder, lutando contra os grandes senhores feudais. Esse rei organizou um con- selho para assessora-lo e nomeou funcionarios. Ini› ciou a formação de um exército nacional francês, que superou as milícias locais. Todavia, nos século XIV e XV, a Monarquia Nacional Francesa foi consolidada com a Guerra dos Cem Anos, que reduziu sensivel- mente o poder politico e económico dos senhores feudais. Inglaterra Na Inglaterra, o processo de formação do Estado Moderno teve inicio no século XII, quando o rei Henrique II (1154-1189) estabeleceu um poder poli- tico vigoroso. Para alcançar seu objetivo, lutou con- tra a nobreza feudal, destruindo seus castelos. Alem disso, nomeou juizes reais, que tinham autoridade judiciária sobre todas as partes do reino. Todavia, foi somente com Henrique VH, no século XV, que ocor- reu a consolidação do poder real. Península Ibérica Na península Ibérica, surgiu o primeiro Estado ti- picamente moderno: Portugal, após a Revolução du Avis, em 1385, quando D. João I inaugurou uma md narquia centralizada e vinculada à nascente burgue- sia comercial. Já o processo de formação do Estado espanhol tem seu momento decisivo a partir do casa- mento dos reis católicos Fernando e Isabel, marcando a união das coroas hispãnicas.
  10. 10. 1. O 'TlJFLÍJ ATIV| DAO ES Ass rula- o : i-i›: :.'; . r. : I «n: :«_›ri». :.~ l| _J. _riir_i qu_ _. _r ÇJLIL. _a_ i li_l_li_'. '._' 1:_ >ii_. v._, jr; i _ri a II l -aiírtir ÍTWJ ; J r'. _irir~: :- -3 if" neopi h i l iFTWiÇí' r* Parada P-litisw-"r ll* 'mr -l I l p: 'rr cr' -Í ›'- pf: 'Ni' I iii i"" ~ v 'ii iii -i - 1» tupi; i. _i "ggíirgirjí 'J l I 'viirlfi ií': ::i: i:c~. "iICi i3.) pis. ) 'I «o l~_i › a. , ', ;lui . 2. Cope o par-_-r; iulc› da mczirii, vii-_r ir c ria-rain- l: Lair: Mlziderno 3. [Mimi I›~i^, .'. '. LLÍJIJI I z do l -icr o_ r. im' ' I »in de “Hd , ».: L" 4. CC-ÍCJJ». V : c iu! 'JEltÍuÍJtlÍ e 31.3 ii: ñ 'i L» v 5. Oo. ; : › ¡_r¡3.-_'. P' F. M: 'r -- -. .«; al c. : perl-adia »^n; -:««: i¡›. ~.-7i l ¡iirninrm nv; irirrii- nim. ¡ifdljrlliii c; _ i. . mu . v »J ; - I A rrg-igiisliyi"-^ii_i; iir_i ; z- *mui i _n.1, , Mivv-IJLJ, ral. .- r-, r__: i«l; inairer'irem "IHÍHTPÉIL ; e a-iüii ; i YIFWÍÇWFCF¡ Iii '›Í= ewiqiii da r; : Í: icrmeçan r anne-ir. ' I A comuna um. : COFi-&lvílurií-E: IJ». um tam'. ici na ; iovzl 'Clrtt ui. : pritwgevvaa r l i7 U lfijliFmñ = i- illil -l it¡ 11;: L. " riiueu. , l Ffiilñ eneir : :i . iiiii ai) ÍI_-I ig. .iii I i' i- mr : :ato-ç lui; v. I H -Jiaizoú 'Jd ÇWgiÍi-kl : fu i-ili"r"i. ic. ›.-i; ^› a ; Jiiil iu r* i_ r 'cá facilitou a ci ruisã: C2 liuus HVLx/ iãlã pci' 'Qiuletrrl' . _,. ..›. .J. "EÍ°L»I"II'- "ÍVM finIIÍ 'Írlfiio _g ui_lll_l_íL"_i iuirriiiig. :wiing '_: çitlrva a qu' | i_¡'. :r: i”i' I* Ti 'ir'lfi~"= f
  11. 11. 0 REÊ| HSCIÍ(JEÍ 'T0 a ¡ . . ;ç': ' . . « (Íripelzi . Wrlírirr. ml ' Basílica di' São Paim. no Varirauu, rui/ ie um __ . conjunto de Illüglllñtlhl' : :frescos dr' IWÍCÍIl'ÍUIIgI'ÍU. 0 rrrlirru pinmu im ! i'm ¡wnrn (Yi/ HU (l iÍu ("riuçíiii I / FUH- /5/2). r¡ uiqrivltÍu. 0 Renascimento foi um movimento artistico-cultural, que ocorreu na Europa, nos sécu- los XV e XVI, em decorrência do desenvolvimento economico. Iniciou-se na Itália e espa- lhou-se por alguns paises. Era um movimento leigo e burguês, de renovação cultural, que transformava o homem no centro dos acontecimentos. Esse movimento era protegido e impulsionado pela burguesia e pela realeza, os quais possuíam recursos suficientes para patrocinar as atividades artísticas. Os burgueses mandavam construir grandes palácios. decorados por pintores e escultores que, em suas obras, interpretavam as aspirações da classe burguesa. CikRikCfEíilSTlCrrS DO RlÍi '¡= .SCl. ~.. Ei 'T0 Humanismo Movimento intelectual e literário, ocorrido entre os séculos XIV e XVI, que buscava a valorização do ho- mem, sica g a partir da recuperação da antiga tradição clás- reco-romana. Os principais fundamentos eram: inspiração na tradição da Antigüidade clássica greco-romana: adoção de textos e dos princi- pios artisticos clássicos como modelo das pro- duções; valorização do homem: adotou-se a defesa do homem, protagonista da sua própria história, com uso do livre-arbítrio: uso da Razão frente à Revelação: uso do racio- cinio lógico, do método da experimentação, para atingir o conhecimento pleno. r- criticismo: defesa da liberdade do homem ex- pressa pela leitura crítica da realidade social, histórica e cultural. Entre os humanistas destacaram-se: )) Petrarca: escreveu o poema épico De África, que versa sobre a Segunda Guerra Púnica. Boccaccio: escritor da obra Decamerão, onde são descritos os costumes e os tipos populares do periodo renascentista. 55 Dante Alighieri: escreveu a Divina Comédia. uma viagem através do Inferno, do Purgatório, até atingir o Paraiso. Erasmo de Roterdã: o autor do Elogio da loucu- ra, uma critica aos excessos da sociedade, como as superstições, o fanatismo e os abusos do clero. Procurou conciliar o racionalismo renascentista com o cristianismo e, para isso, propôs a reforma da Igreja Católica. Defendia a liberdade do pensamento e a tolerância. Thomas Morus: autor da Utopia, que imaginou uma organização sociopolitica ideal. Thomas Campanella: em sua obra A Cidade do Sol preconizou o método experimental. Nicolau Maquiavel: autor de O Príncipe, obra que faz exposição e análise dos fundamentos do Estado moderno. Na obra, a personagem central, o principe, tinha permissão de usar qualquer artifício para obter os resultados que desejava para o seu Estado, por isso, adotou a máxima: "Os fins justificam os meios", ou seja. ele poderia usar de todos os meios de que dis- punha para impor a sua autoridade.
  12. 12. Anlropoccmrígmo Oposvçao ea tencenrrisn-. o ¡nudi-: v-al_ cesiocando Deu-t. do cu-: ru (p, unrxersçy, .xdoçdn do 0 honrum un sua lugar. O homem pasmva ser . a mediu; a1: tudu; us cosas: Classiciimo Er. - a valorização da língua. lituratura e ane cãâssica: (gícgu : latzm)_ torta; ;mundu de ínspizeçuo aos artistas e pensadores renascentistas. Naturalkmn Os artistas renusccntistas procuraram estudar. curmuc r represennr w numca, ne- gando a¡ míaññcaçõcs mudiuvaís. ATIVIDADES 1. Colacua V. sr; - . . quuêláo 4: wrdsvrra . ra a F_ c» 'rn í M, 3. I Â' O Rqnusr_ memo *ru a rvWVFz* w. em. , _ m_ c. ›. u_ .1› w '› »nuca CC~PL'IJLJ~,4J 3-_ <› 'rjn rw l , v O Rrj^"n3.~, ~: wrnunu: m urna ¡i~"vC"›'í)| Iñ0 rwlmW' n: : ›¡~ z! -. ›« «JL-run o, :Jam 'aín-: rrn FAJHTIXLLHÍIR Lar V. ; : gaja pa: _n45 r-. l , Ú HPRIHSIZ FFEWIU ! Lu u wi. ; Lu q -u 21¡ ; da' M. : H w mui I «a '_ v 'v a fe : :uma na rara-a d I l O Híenãinjaltljlllt) fra _rn fr't. =.. vru›; ~r'. r~ , :¡1i~: ¡:›: §~y mg, :, «_«r1›j'z'_¡ a «. zàr mv3cerr'. r.'1 n] truwuh_ u ( l É' R°r': '1_-. «“, r|'e3"nr› Up; u¡ gpn _ r~l'~, “4:i. ?FFVIEH P. ” í' ' '-'. :~. _ j) ~ . I ' t I O RPn. a=, :“-¡r~1r-nto1. m¡ ur. wcwr-¡earruw -~r1I, ¡ur'r›~r. › ¡ma! n ›_ -: »Lulu u w #JT ? ã J FC": .crêÍtí-*Jll-JÍ YR" v? "NW '_l7 . _|. _'_: _rrü 'n ›: r ' r-›f~-'~~v-4. n37.” - . gx , n 2. U que tm u Hu'»°-, ní~_. n.u? 3. Assumir .45 (xuust-iyea : tweeter-t O Hurnunwaurwrs IL-z-; a 2:1': cara: :r›= xc; 'w, ..a. =. a °. 'O »Jülrguçãu u: herman'. e da nrnw- w U 4 0 Uocawçào a: : automaHsm-J da | n'v= ru -. I | CEÍPHS rir) li-urnv-. ri1nr* 'r u; _. w¡, .¡¡. _,. g _m j, Mrs» , '-, '”-' ú I 'r valcwzaçán rm '(177' l. "11mr'l n ' , ›_, r _ w: ›_ . q. t», a | " 2193398 FH 'i1'1›°fI5.,1!'°~eÇ'~"JI_vl"v'= I;~v'1, Çn¡~; 'I'J': ]-i1f'! ;T" (e: í IF¡ wrap¡ 1 a3!" n › . › n ›_1 do 'wre-amztr n 55
  13. 13. ¡- P934' : c r i . Bucci'. ;rs 2.» l l v: Dame Alighieri l i Ffâumúl 11+ ? mercê i r «r ¡rürrtLJis/ ;irus i l L -. r' 'IL L 'Li-'smr : f: loucura Urcoís Decir memso Ú. v De? 'riu Chnéons A irma. . 'i um Mucuiv. rv-; vl UJLNCW: no : :eu : vro O Frfri. :ip›. =. C'Ê: '›E. *I'. '.1F'ÍI) - r~ ; 'Die UDC: 'accé pera-ata a nfiuéncia de sua: : . r1›= ..r«. .r.7 meire e Q, ¡r"<'TP: fr conversa 54;: ncwicual amo, raceonaianrti, si. ) H . ' r 0 RENASCWEPJTO ITALIANO “Jo Firm do século X15'. o rnovimanto renascen- PSL: aainçva : penas a literatura. No começo do sécu- ào seguinte atingiu as mes, reunindo Humanismo, ›n'. iDp0IZ-, "1l~'¡1fi': U, (ÍvJÊnÍLÍBMO L Naturaliamo. 'Li pintura. destacaram-se Giotto e Cimabue, am- bos substituiram c- simboiismo monástíto por temas i da . Natureza. !la escuixura. destacou-se Niccoio Pizarro. in Lidar: : du Fimunçu, no principio do século XV, arcuitctcú com: Fllíppo Brunelleschl e Leo Battista Alberti. deferderam que a primeira qualidade do ho› mu# -Àí ' inteligência. . ils-nr cu; arquitulo, Brunclleschi trabalhou como escultor junto com Donatello, foi s. Roma ettudar 'Cr1rJ'L. 'Í'›'¡b'›I. |Z: ' da -: »nirzaçás renascentisia foram' '. F1C-C$nIfl. ~_. VY"I0 Cemialrx-*BÇÊO ooln coi-c-rw-snro saci-ari. ; esta 57 u¡ "i rar ir-ri* 4:1. unIrc-ocv: Lin tr: :: m0, natura? ramo narra. tacuantrisvo, rndi-: idualísmo _ ; Janine-sao iwzruisrgco os monumentos antigos. Pmíetou a (IJGJÍJ do Bati: térío de Sant. "- Mrsríi dci Hori¡ vn¡ “ÚÍ-. HÇJ. Lco Bmmsta Alberti recuperou os pvzncipéos da : irupcw ção na arquitetura. A obra de Donatello (escultor *ter an) w numa» lízou pelo monurr-: mwiiamcn indivisuahavnn e uxpr-: a- sao psicológica. D pintor Masacdo óe<tacou~<e n46. ! o-nrir5r; I1I.1Ç. '*r, r da anatomia do corpo Ilumina. flo-um LHCUYDU a aua escola pictúrica com Sandro Botlicelli ¡. - sua gio- riosa versão uu Nascimento de Vénus. No século XVI. artistas de Florença iPvVÍi-'Ti n es- pirito renascentista . a Roma, inaugurando unir voam
  14. 14. tendência artística. A arte perdia o ar de leveza e simplicidade para se transformar em obras grandiloqüentes e, por vezes, luxuosas. Afinal, urgia que se mostrasse a cristandade o poder e a glória da sede do papado - considerado o poder universal indestrutivel. Dessa forma, a Igreja se transformava em mecenas da arte renascentista. Leonardo da Vinci, florentino, também foi para Roma. Pintor, es- cultor, engenheiro, músico, filósofo, poeta, preocupou-se com novas técnicas pictóricas, tão bem retratadas na Santa Ceia e na Gioconda, a Mona Lisa. Outros artistas também se dirigiram para Roma. Michelangelo, tam- bém Florentino, foi pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e poeta. Dei- xou à humanidade um legado importante de esculturas como: Moisés. Pietá e David. Na pintura, imortalizou-se com a decoração do teto da Capela Sistina (no Vaticano). -* f" ú $'*. :J Iz- - , . v , Í 7.' l v. '~~~ * '. _VI_ - . , “v” ; Í 'o N . _' l "“ 'j' . i _'. -."' D. " “' f ' , l” 'a ' : J x r ' r I t i7 ' ug: ,-~ s 3 v 'c - , m* ^ . . › '_› 7-- _ s'. l ' _ l J- , N, _ --~; ›~ . x . ,t g «v _ - ' ~ . u, y . - p , ›_ F t ' í"- x " x'. .› v. w -l. -^ 5 g : zwewiciêin m : uaiwziiriizcrai ¡ l l i 'v 'iv . ,-344 / i/Âfí' ' N. . Acima, u (iu-turulzr ou . Manu Lim. dc Leonardo da Vinci e. :x0 Iudn, Nuscirruvari: dr Véuux. dc Sandro Botlicelli. 0 Renascimento se espalhou pelos países europeus, destacando-se: ›> Na Alemanha, Jan Van Eyck autor da tela 0 casal Arnolñní, obra-prima que conseguiu efeitos notáveis na simetria, nas cores e nos detalhes e encontrou uma forma de reprodu- ção do real de maneira impressionante. w Na França, o destaque coube aos escritores Rabelais, com Gargântua, e Montaigne, com Ensaios, que adquiriram foros de literatura nacional. Na Inglaterra, o destaque ficou por conta de William Shakespeare, o notável dramaturgo que imortalizou obras como Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, Otelo e Ricardo III. Na Espanha, alguns nomes famosos desse periodo são: Miguel de Cervantes Saavedra, o autor de Dom Quixote de la Mancha; os pintores Velázquez, autor da obra As Meninas, e El Greco, pintor de 0 Enterro do Conde de Orgaz; Em Portugal, o conteúdo renascentista foi seguido por Luis Vaz de Camões, que escreveu o poema da epopéia portuguesa, Os Lusíadas, e pelo dramaturgo Gil Vicente, o criador do teatro português, com obras como Auto da Alma a a trilogia satirica Barca do Inferno. 58 . ..v-i
  15. 15. ATIVIDADES i. :a-. -.--›«: .~› . Cars-teme, ii un sua obra tic-marie que "oa *ns 1431"' : ari-i -35 _ me as. t; Lair: pur~e'iu i i i-ia obra A Cidade do 5o. '. DÍLTCOHZOU : f: “Frita i; zgp-_viiir'i~r'i', .i ç l Ii~_ni'. '-. í- “v1C: 'ii~°. ij M e 'imaweal _ l I Éncfavei. D, Cwiifrale 0'. ? ? a hiaiiciii i I ? ia sua cara Utopia iai. : di: UTI' a soutieuzaaia deal 2. lji'*i'it*ii« ré- de BCDTCD C511 u toxic. 'a ler-fanfic» c_ Uiwui: t- ificrw: nãiuiu' 3_ gm , ir cita di); ;aljllJlqiÚÍfq = -.il: 'irñ; ~'. ' El 'JI k Lu _ ljeiuiar-tu- u. Shaâescgiuwa 1:3 ñióoi; V¡ / “Je : eu JI_ _ e 'Jar' b, ;i _ 59
  16. 16. l As Reformas religiosas No século XVI, a Cristandade Ocidental passou por alterações profundas, as quais geraram novas igrejas cristãs. Até aquele momento, a Igreja Católica era hegemônica, porém, a partir dali teve a sua suprema- cia abalada e a sua organização alterada. A essa rup- tura da unidade religiosa deu-se o nome de Reforma ou Reforma Protestante, iniciada na Alemanha por Martinho Lutero. DS PRECURSDRES DA REFORMA Alguns católicos já defendiam a reforma católica. No século XIV, o inglês John Wyclif. professor da Universidade de Oxford, defendeu a diminuição da importância do clero e propunha a simplificação da missa e a secularização dos bens da Igreja. No século XV, Jan Huss, professor da Universidade de Praga, criticava os excessos do clero e a hierar- quia da Igreja, também defendia que os cultos deve- riam ser feitos na lingua local, para que os fiéis pu- dessem entendé-los e deles participar. ANTECEDEMTES DAS REFORMAS ; Naninha Line' m. . x1- A Reforma foi um movimento de caráter religioso, politico e económico, fruto das condições que caracterizaram a época moderna. Vejamos os principais fatores que levaram a esse movimento: » enfraquecimento da autoridade papai, provocado por conflitos entre papas e impe- radores: v v luxo exagerado em que viviam papa e bispos; » despreparo de muitos clérigos, que haviam conseguido seus cargos de maneira irre- gular; » descumprimento do voto de castidade por parte de vários sacerdotes; venda de cargos da Igreja, de relíquias religiosas falsas e de indulgências (indul- gência era o perdão, em parte ou na totalidade, do castigo temporal do pecado. Inicialmente, esse perdão era conseguido através de ações caridosas, preces, parti- cipação nas lutas para combater os infiéis. Mas a Igreja, pretendendo angariar di- nheiro, passou a vende-la por enormes quantias). Além desses fatores, também é preciso considerar o choque entre o agostinismo e o tomismo. Santo Agostinho (354-430) dizia que o destino do homem estava totalmente nas mãos de Deus. Seu conceito de salvação, baseado na predestinação, foi aceito por todos os reformadores do século XVI. Em contraposição, Santo Tomás de Aquino afirmava que Deus dotara o homem de li- vre-arbítrio, com o poder de escolher o bem e afastar o mai, auxiliado pela graça divina. O tomismo havia sido incorporado à teologia oficial da Igreja Catolica, a partir do século XIII. A Igreja, condenando a usura e o lucro desmedida e pregando o justo preço, desagra- dava profundamente a burguesia. 60
  17. 17. ¡Lwz- mmbém o desejo de muito: príncipes e reis de se apossarum da'. :unas e rique- za. ; m Igreja e n recaentnmentn cnnm o'. tvibuws impostos pelo papa. formação do Estudo ¡nudcmo r o aprofundamento do espírito de nação contribuiu pm qu; :nu-ama governante": não admitissem mais a interferência papai nos nugocios do Eatwo. ATIVIDADES l. Fmurru» -« »^«| ngm: - 'mv' HJ' csvrmenm c “eírmaz Z. É( c4u, V JF: E¡ uraV-Wfau) hj '. '›_<I[1,1Ç$| _' lu ›_ F_ : JE for farsa_ r f 'Hj' - : :uu »nfiuwsrnuram c- muv nm-ntc refnrm 7X8 do *Ajlju o , wn Íorum I ~ -'; '›7'| " ITCI u. ? qcjar 9mm rv-uz. ~ Lung¡ Í I 'he rh (2.1 ». ~_H .1'. - vv; vmuztlcc-C. ua ! ehüurâí rã! gnosài. Íãlñsgz. e": m: uujpnum; ~. I'_y ~ I vaI~f<e~ a - I : :nu-gnu na. : terras da lgrsqa, re »Neem-anna w I 7 Ll'e; mreçvrr UC» c| =<rvrv z; - dêsr-n-w'›r. ru°= »«rm ¡j-w w-'H 1;" ›: _| ; uno 3. ^- N. ) à* . a QLÊÍÀÃNI ¡Nüfruíc m Um m . ~ um *Lez- ; ao os precursores da Reforma »f- ceír-nrilam I › . :: Tnr-! tflnaçàrã da 112643 a ru-; enurquaw ru ! grega Cuiólc; r 1 I _- n. .. gí-: Ú Uma-JI . .a CCT¡ seus : Jgmaa e azcrarñernuas, o term no (L. mgrur uma -í : íefiaât : a . _ a u 5 SE2.J13.'II›Ç. ]IJ cãis. :Ms-J ›. . leu ,3-,1 ›, u u: : u: Iwgua 'acal nc: cuarç. a¡ I › › . u d¡ n n_ ÍC--uxl ras ~__«H«: L, ~; a suuressac da van-d. : ce rum W-. uw ~ À REFURHCÀ LUTERAi-! A ho aéuulo XT! , 1 ÃltFTr-: TIÊIE não era um Estado czntrnlizado. Campanha-se dr- prínrípodns, ducudos, cnndados. um». Hvw: : -_- outro; Lurilúrios, dentro dos Iimtus d: : ¡W220! reino da Europa criará. o Sacra Império F-Íer›ano-6e: mãn"co, cuja ímpcnvânr «m ulLr to por um: .ar. -;«~rrnblnE«- formam pule alta nobreza. ('t'htuWÍl*~. hJ. _| Digi. . A fragmentação pulitícw colaboravn pan que o ; miar da Iqrcfa fosse muito qnindv . O. sutoliduü» pa 61 nal. por scr unlvcrsal. pfutícamilñtn umfícava todos os alemães. Na maior part: - do Sam) Innp-ívío dcacnvolvia-se a agricultura. ainda com caracteristicas feudais, onde a lgrqe detinha a propriedade de um ÍHÇD da; tn-ms. A atividade comercial COUCURLIEVwE-t; ap-_ms no lito- ral non» -- nu suduslc. N. : Alemanha, o kider do movimento reformísta foi o monge agosñniano Martinho lutcro. professor da
  18. 18. Uníversíánde dr'- 'u'ut= rr. entt~rq. que sr, 'woltuu Lurllru . r venda do? rndulg-z«ci. asv. autoozuda pulo papa Leão X, um $517, J fím de unter fundos para terminar a construção da 'rc-va Basilrca de São Padro. lutero añ- . rou nas nona'. :a Cñtñdrrl c» 'NíttcruLLrg . rs 95 lu- ses, -; .r~ quer rxpum . .a sua doutrina, mas não evi» dtncma um rcmpímcníü dehnitírxo com a Igreja. As principais rear". que Lutero (Ítfcndio orem: .« mlvawo pcíd f-l: aomentL a fé em Deus asse- gurave n graça divina; reconherímento de apenas dois aacvumcntos: o tnti-; nvnn u ru utrcnríst' : .: Brblu- . z unica fonte da fé e todos os cris- tãos deveriam comoreendé-la e interposta-lu: ar. praticas -vlrgíous simptcs c com devoção; rgtzçao da h-iurarquía ectesíástica e o celíbato co clero. A doutrina nrterana : atendeu-sn: com bastante ra- pido: :: or toc¡ n ›â-: rn. sn9s. r_ Muitos príncipes e no- bros, rnuressaioa nas terras da Iqreía. aderiram . m luterankmo. iniciando uma qfuñdc ruvoltu. confus- rsndo 55» i-Uoà rvquuzos. íarntcnr os camponeses tor- nururfr-sr. lutcrenos e se revoltaram. im 1520. o zap? , tam: : IIÍ Huhjrldllwgtül¡ LUUJU. qu; QUEÍMOU 3 bula de r”', -¡'frI1'r'. H1ÍÇrG th¡ p-_rçg pública_ P311 qu' Fla' : L ÍLÍhJI- 112;, o Irr. :r~_:3cnrC3r1ns'. 'com 'rocou u Diet. : cr Worms. Mar. Lutero mamãe-unir: ÍÍr me na sua posição. sendo ronrh and. : 0 IuYerAnT-; mo (orrLí-'ruaxvr Jungando. Em 1529, pula DHL. : do Spin_ ¡rcou uefrvda 1 mlrrànria 5,; nova reâãgião, porém mmer-h- no'. (sumiu: (JUL _za l: - nhanr-na . adotado. Dust; furou, írcava c-rcrz-'da a sur r: -r-: paq. =ç1;r. Este decisão provocou protector. dos puzujnigv, d. ; Lutero, razão peão em: p. ~-: .rr. '~rn r au thnrrnuos de protestnntua. Ém 1530, Filipe f-Éelanchton rvdiqru uma ¡rn-Faaco de fé denominada Confissão dc Augaburgo, c-rrcí; cs- war-m os orirclprus c. : doutrina lutcrana. Um ano der-oie, o: nrírrípes lutaranc-r. w' : :um , ç contra o mperador Carlnr. V, furu. :ndo , - Liga de Smatknde. Esse conflito ÊQÍYÍ-_IÍLL I'm mac-Indo em 1555, nu-. vnúo fui 'ssirnch s. Paz de Auqsburqo. E14 representar o triunfo d: Hüvd r_l)"lrglllr: coligir-aa pois se enabr-lr-cw-. r que: meu. pwnua. "JLLUTMITBHB a reh~ giao g suguir. ATIVIDADES 1 I_ _r n_ 'lo Exú-IC' o trecho que fala sobe a rr'garn. naç. à-g rj. ; . à n_»r~. r_. rru. ›_ r ; o : em : r 7. Flu ou, o 06430.3' da igreja ara ta: grarde na ! Hero uma Corrolsza @Jr rruzv-r parto: riu *muro Imper o deaenvoluwa-rze 1 , _W r ? M255 A55 na! ? a questão ccrrrets . cmd». o lrzrcu_ dutnnña a , _ 1: 'Jg ›: v:›rr' “EFBÊÃÍE- N! " i4 411m5 1 Fr 'nm va n~<›"~; :s_tv. ~ Úu Huhrm. ; de Luta-ro *ou I l Basilica r: : Sao Puuro LI I I' L' I l Piu/ CTB 00°. amparar» 2 ; uz-nda de rrzimgencñza d&u'. 'r'_1IE; Í.j1 f; ›r_: ~:_r “upa Lga f. para (Errar ; r 'rpIJJCuL-: :àu do teatro srakaspearrano 'ra r-'xlcrvn-n' ; _ u¡ r r v- 62 - FCIfIÊTIr ' r¡ cr acue entre o agostmismo e tnTri-: -': ¡r› c-Dnlr. ; , r lqrgw ¡r'_› hqlgngr' . üuturvgg,
  19. 19. 'IF Luteri¡ c. L: '|_'~_1*_. : fa: bcaa obras 'pñnterrrarhz-a" para É U [ÍL- ; n u 1 mr. a › › v u: mr; r» v f» w' L I t . El'. '.3~; 'xp m: : f' t-í- = n_ . l'. n 1:1. 1 v rn a ¡Ht-. LY<'<'Ê Il a * 'm1, '- í1I_~P: WÇ›. : 'n _AIH 5. L uv: 1 a . u ›¡ ›'-'~T. . 'N' (aff. É. :.; |1|| 'J_"TV* * LUTÊWÍ' 5. Í--m 2 ^ En_ _. _:›_v q) : qu: _›u 'u 7 *TF"77I" A nf. ¡'1"]I'› _A RÍÉHJH LÍi-LVI¡ N33¡ As idéias ; L Lutuu mrÍussrLvurJru outro'. ¡How- pvtrutcs. IPÍCAIWWYBF na Íãuí-xz, Ulrxco Zwnghn de: : Inifp g um rwv» l¡l'; ',VÍUIv^"Í/ .'u LvÍrvqgu) ntt-z-vc êxito felativo na part. . nmlu; daqwla n -íJ [uma m : téntürà rir; ml UEYWÉTPFJEZFM cf-'üíicoz ELTILWJuE pm. : guura tcJQWCPLJ A5 prirciçnaís caracter &th; da now rfrutrin: religrass : fFTTI . justíñcacao pel: - fé: rcjmçgo ao (LíÚJ-'Í-T. " r. '~°í: .n': combate à '; ~.r›_= r.2çã-; m» ¡maggng «- nsgap u do 'HÍFII nas reliquae a : o poder d: mm. A obu d; L-; tnglüp 'Em (Oñtílmnda po. : um fnnteír. , Quão Cnlvmo. ELE , tropa-gnu a: : duut¡ m ml' Gwy- Airu n¡ 5.nçn. Eatre seus . weceiu-r. YeíiqIL-sos. denta- : tam-su a salvação 'não dçpuzru. ; Úu f; uu m; abr u. pott- o 'tamem já Wait: : predestínadu aaluuzçña 01.' . I | .C°|7C›l_l'u: Ç-7LI, ' 63 1_ , l[e_'ÍI. ,u^_'30 dg. B*hlia (c-mo uniu-w . xnfe da ver- uam: axclpaào d: culto aos santos ›; às Imagms: :; ;a›nhwr_. ;- . nn rçlibnto -rleriral í- a autorsdade DHUJ' manutenção cos sacremertos do bdtxamo v. da : uLAr-sP-f: justificação de u: ura. Ís douzriu' c züsínist. v lcvc qrsn-fy ¡ceirção entre os burguesa, preaczpmus (um ~ vuipvzngau d: lr a- balha e cn riqueza, conquistada por ¡n-; io do trab. ? [ro (Ífjyfjivífíí pm (Ir-nã. A Reforma cuÃUÚHSld lcvu *JLuiLdÇLU um *JJÍÍGS patses da Europa. ? h F: m-; v - : '05 Pnísnz-r. Baixnz, o: caivínistas eram : autuados d: hugucnotes; m Inglaterra. dc pudtnv nos, e: na Estaria : fo: - presbiterianos.
  20. 20. l. , 7.. N. U-N5'_'*. ÓC' : ;r. =g. u". :e. analcse a: propos-guias I N_ e ATIVIDADES Cv» ! WH rn* '- «Invtr-unr. "NHL cu v~çv'orrnucíu'us Lui-aro. Zvuirxgloc» e Ca win-a f II e assrmlue . a opçrao [: r_: "r›_". u FW: 13W* n; i rcnrezs a masaa camp-gru3s. :u_ o; omwtuz-; azu Á1I¡. "“: I'l. 'b, ucalüeram calm Wewdáa a; ru- 'UÍUTVIàLiS da Martirho . utera 7217 'ln Augi. l“›U'no c-'Jr ; tudu 4a. - um . uma 0 dzveno de es: : her sua ral 3 : :aveia ser : açude pelos SUÚÍÍDS I ñ 0.5". : Cv: Sp w : ucorhcctu o lutaramasrno. apesar : :e proibir a : :na :1rvCJ; T›Ff1e. _1,. a ' 1› se forem wercddeirus as prccrcmçoc; t. H HI L~ c - se fcrern verdadeiras scheme az. (NCDOFAÇFJFLE, l u; ll o I - 'ZH frrem vur: J.. odo. ~Iu5 : :Inn-mtu us cwzaosoções l e ll! c I v ; e fc'em verdaderaâ Sfirvw-. ñíñ . a5 (. 'D. FI3~. «~I, ,'rL°veír, ll « Ile Êulv~~ __. ._. ; uzruunu. ;barrada a: : questões corretas 'n = I O -: ¡I-. *|rnsr"n«'› fru . n n L-D-ylgÇg-; I um luluturwgrwm. n; Suíça pg- _Ian Huss, I: I I U çawnnismc prega a salvação ; vaia ç«. ›.d~›srw›. «,~.7«; - c I I f¡ '. '.H3()fIEFsÇFu_~ dv) lmuulraç. , d_ «ncj regrada e do orogresac malewal : :eterna- . - da'. melo cai-/ uvsrryn comum-Jan¡ para 'o õcuxgJã-J u. ; burquuzs; J ugnrn-. a de 'JÍiL-. nu d 1 O raluwniamc: ser ~ .4 n: .': ';« mm: or.1«. *u›. u›u. .« .10 'q-. zc tuhrr: una 'vez au; - alerr j: : w 'mu' o : rat-alho ¡usW : eva a usura r-: Ivnnstas foram chamado', :Jo E Ja Eacc: _-, ca: :alwmstas eram o; _ : Ju Innetcrru, fecabaram o rome de Cs caiu vu-. .lq uc-; Hqverrw u Corra um-; IC W. 'Ju 'JLVUJ : Ie A 'Í¡4L'«. |É›"F7Ii ca"'. ~.. ~.: sr. e tem ; Nuno's acaraçao c. «.'›. '.'›_~ o; nreoiupudo: com a valonzução do 64
  21. 21. ñA assumam mcucmqn ; w Rrñw w. w zw' l w w4;w ' ww FmIANI-H iu gvwgwwwwlgar 'e 'v n, 35 ÃVJüfI? ;IRÓZL mr. " w ; r g w¡ . w u. Il5Í7j›I›'I'-dl. íl7| w w": w, . u wwwwygsa ruwm ¡tlnwbrlgv w Íiwí w M' Iw . w: o_' IÍIw rwilhí . 'ÕÍUIHIO LI_| 'I wVJDL-'IUY1'w'| vÍw*: ;,[3_ . w w . í w, _ wwÍ I. ? 'wwonarwin *nim Lw. _w_v'_. r_w_ a reuniu m wlwwa' code- : Is ' w " " -"'^w¡° I* uzimual n rur- p-vrnti. c; r-. u~ y. .w w: ;Ç ' H w1.w ; w w; , Weill'. wÍuI ¡wwnjgr rea, B3-'r'-. ê|1clIwL^Lr; ,J _wnzarfr_ r-lrttw ¡- w w. w.~ l -wroffwnfwz www, ~_. ..wj, , www . ~ *vvêrãu upwur¡ w u . .m1 llujlllí~ da rrorwtrihw »guga w: - ¡IJ w'wí. w›, .ww_w ? w *I w 1.. w www '*p, 'dw'l' 0 'nL-'Im CIU'. ÇwICN/ Cw « ítw íww ww wnwqãwa : rc hu u w dezerwwwnrww uxtrçfaw: da; mw 142.5; rcmzw r ›z'w': . vt» ' ! w 'w * › *FNT -w ww ; w vw wmrrwrí-¡Jwn | .-'5;w35, vendeu m. !um d: der-z mq-_w C-; m 1'» VH " 'ww w ¡w_w ¡ww p' M. ,ww mw Iww Lu nuârrí í- wwwm ~: _wg¡w: ›: vnêuww wwww ul w w w -. www¡ Í# wi: w' , w wwrntgu; armar. rhgí, ;J_': Tr'ff. '.. n QJILILL¡ . g ¡_¡. ;¡_I u) ›_ vWWl . _w"w '1IZ2H"'wnw1_ tt_ : i9 fwiwín. ›! v'-lJL“*qr-', ':'q; n] › _ , 'um zxrçwwgxww = rwwww u, «ww : iu: vw 'nwwwn' n w' w C¡'o›”*. f='~. ':3~|1 , c w : u'g'a dj ví . ›.w w, w| ,›; -l'w_. J pmé n U 41.' ›: -'E'l' : HUN lWÍzfwnz Mw_ Ia, Flw-j. ? ÍÍ 'I 'UT . - MHLIILBBÀD . .ãff 'I' wl' UT x. ? P7 Für *ln . w › ' r-; rtt- 7:": 'o w w' Ato - ? ALIM ltllgJã Í' CÍ: '. ¡xw w wCJÍ-L, de Supremacia, ;w «uw ›r' 'www w J-_I wírnrw . w. -;| ÍL'L m: '. motel( --'- uwêdv. Êunltnru Õ ¡wrw : Tw (HJ-w L1. hm_ wiw' Ív-I wr www mw¡ u m lnrlh' d. ? Íw; LJ I"¡wI_, ww'1I_'l'w- . n9,›. ww1w' w «1- 'Ir ' . wwunw- a. . daí' f¡ c . ulvuçao Liz-Í? fa ~ w ru [ERC rt¡- mu( ' 'm da v# FW ' 4M' 4 ww_ ww. ww ' w _ ww ; ›t-au1»~: ~l¡I. II_J›3. ATIVIDADE , _, !r __ › ›_, ¡, _ ç ›_ nr | | www w f ¡ . 'I í rcwzwnw* u f w w w L 'r H , w w n J w w* , 'u', gar; w' › w w¡ f¡ ww w ww 1.3 ' w » w I Wma¡ 1P 7 FL *› Jw w c . ¡, w , '. w w . ww w w x. _w www' w w 'w u' w 1 w › w 6- *' - w Ií w, w › ~E C 1.1:¡ ' b _í v ' *' w «gw r ww Í wI 'i w. w 1', 1 Â REFORMA CATOLICA 2'¡ um; u; çogçâwe' rafmwaw¡ ; Lu wfuaww y A; pHTP' 1-1 -w-: ggviojruu-í efe-twrr: : IIL-; IYLLJWY '13 ll' | |.J-_ w. : u Iryw IÃHFDÍ w Lspanva. Cu. r›- w, wttwlicos, F›= r11rw1w'› - l-wbgl, www. - 'Í' wwawwwentr» 'w- -~ ~¡_: ww : o : votem whw w w w "r : i-: nsmw w wçfurrx. ao cl-znw_ wwltw'! ngl_lu. «l -_ ITTÚFEÍWFW' uuwww. ücw 1'- "qww _ww . lww (If r-íw' «w (nnuw Rclor- tr. ~, ›w fm Lwcwzgwíuáf. 'vrque . ~ ! gngwz n; Eszan-*w rm na mw Rc-fonnw Catolica_ ':1U'qif“- .1. ›*_'| (w ww d: : ; iz- win. : A' Hunt», do Esíadw Dra. ; www. ,w": :¡ra, as Í.1ÍÇi. iw'| uw. °5 m¡ Iw Hu ›l› lrarwm : rw ! tum dia 15h11
  22. 22. Em 1545, o papa Paulo III convocou o Concílio 'de Trento para posicionar-se ante as criticas pro- testantes. Os bispos estiveram reunidos de 15/45 a 1547, de 1551 a 1552 e. por fim, de 1562 a 1563. 0 Concílio optou pelo revígoramento da espiritua- lidade, para isso: » condenou a doutrina protestante da justifica- ção pela fé: _w proibiu a intervenção dos príncipes nos assun- tos eclesiasticos e a acumulação de beneficios, pois confirmava que o papa e os bispos deti- nham os poderes outorgados por Jesus Cristo a São Pedro e aos apóstolos; » definiu o pecado original; ›~ manteve os sete sacramentos, o celibato cleri- cal e a indissolubilidade do matrimônio, o cul- to aos santos - com procissões e rezas - e as relíquias; » disciplinou a formação e regrou a vida dos pa- dres, por meio dos seminários; » confirmou que o dogma está fundado nas Sa- gradas Escrituras, cabendo somente à Igreja Católica o poder de interpreta-lo, e na tra- dição: REFORMA CATÓLICA e ARTE aArmocA Estilo artistico e literário, que se seguiu ao Renascimento e prolongou-se, na Europa e Amé- rica, pelos séculos XVII e XVIII, estreitamente vinculado à Reforma Católica. A religiosidade é um traço predominante desse estilo. A pintura barroca caracterizou-se pelo exage- ro na expressão dos sentimentos. Na construção das igrejas, predominou a sobriedade externa, a riqueza dos ornatos internos. Na Itália, o arqui- teto Gian Lorenzo Bernini se destacou ao proje- tar a praça de São Pedro, no Vaticano. A escultura foi marcada pela movimentação das formas, pelo realismo, porém o destaque es- tava na expressão de emoções violentas, impri- mindo dramaticidade nas imagens. Ao lado. A dlprtvlçâr! «lu Crrlwu. pintura de Caravaggio. 66 confirmou a missa como o centro do culto é, no momento da eucaristia, a presença real de (risto: determinou a publicacao de um resumo da doutrina cristã - o catecismo. Alem dessas decisões, houve a elaboração do Index, catálogo dos livros proibidos aos católicos e o restabelecimento rios Tribunais da Santa Inquisição, adotando o nome de Tribunal do Santo Oficio, cuja fi- nalidade era reprimir as heresias, porem acabou se tornando um orgão de repressão que combateu a liber- dade individual e instituiu o terror. As pessoas acusa- das eram sujeitas à tortura para confessar sua culpa. Para o exito da Reforma Catolica foi de grande im- portáncia a participação da Companhia de Jesus, fun- dada em 1534, porem reconhecida somente em 1540. Essa ordem se empenhou decisivamente na reor- ganização da Igreja Catolica. apoderou-se da tarefa de educação de importantes setores da sociedade e por meio dela conibatia o protestantismo, reafirmando to- dos os dogmas catolicos. Outro trabalho importante da Companhia de Jesus foi o da conversão ao cato- licismo de grande parte dos povos indigenas e africa- nos no continente americano, recem-descoberto. r. ALAÍIJ A_ um. U-Piztil¡

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