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                            Raquel Viana Gondim
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      e seriadas.” (SEC, 2011 ,p. 21-22).      campo da Economia Criativa”.
                                               (SEC, 2011, p.22)

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A Secretaria da Economia Criativa (2011, p.23) definiu “Economia Criativa a partir
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produção, distribuição/circulação/difusão e consumo/ fruição de bens e serviços
oriundos dos setores criativos, caracterizados pela prevalência de sua dimensão
simbólica”.
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Os desafios da economia criativa brasileira

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Os desafios da economia criativa brasileira
4o Desafio – Infraestrutura de criação, produção, distribuição/circulação e
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Os desafios da economia criativa brasileira
Consolidação das estratégias propostas nas discussões da SEC de acordo com os
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• Retomar a experiência de parceria entre a Secom, MinC, SESC e estatais, ocorrida
  no período de 2009-2010, voltada a circulação de eventos culturais em espaços
  próprios, adaptando e reformulando a experiência no sentido de erradicar o
  problema da concentração regional e de dotação orçamentária;
• Articular e integrar em rede os equipamentos disponibilizados pelo Sistema S com
  o objetivo de dar maior visibilidade aos bens e serviços criativos;
• Aportar recursos logísticos e financeiros de instituições públicas em bens e
  serviços que tenham alcançado determinado patamar de circulação/fruição como
  forma de reconhecimento ao empreendedor criativo;
• Fomentar circuitos itinerantes regionais e nacionais de bens e serviços criativos;
• Fomentar circuitos de redes e coletivos;
Os desafios da economia criativa brasileira

• Instituir contrapartidas sociais dos projetos fomentados pelo MinC e estimular
  esse tipo de contrapartida junto às agências de fomento;
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  Brasileiro);
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  economia criativa com condicionantes/contrapartidas que estimulem a
  circulação e o fortalecimento dos mercados locais;
• Criar um sistema de informações que facilite a interação de diferentes atores em
  favor da divulgação de eventos e ações, circulação, etc.;
• Adequar e aperfeiçoar os marcos legais que venham a favorecer os ciclos de
  produção, circulação/distribuição e consumo/fruição de bens e serviços criativos.
Obrigada!
                    Raquel Viana Gondim, M.Sc.
                    gondim.raquel@gmail.com

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  • 1. Plano Nacional de Economia Criativa Os desafios da economia criativa brasileira 4º Desafio – Infraestrutura de criação, produção, distribuição/circulação e consumo/fruição de bens e serviços criativos Raquel Viana Gondim gondim.raquel@gmail.com Grupo de Pesquisa de Políticas Públicas e Indústrias Criativas - UECE
  • 2. Os desafios da economia criativa brasileira Desafio “0” – um conceito brasileiro de Economia Criativa: Indústrias Criativas Setores Criativos “No Brasil, há associação entre o “*...+ como representativo dos termo ‘indústria’ e as atividades diversos conjuntos de fabris de larga escala, massificadas empreendimentos que atuam no e seriadas.” (SEC, 2011 ,p. 21-22). campo da Economia Criativa”. (SEC, 2011, p.22) Setores criativos: ”*...+ todos aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de valor simbólico, elemento central da formação do preço, e que resulta em produção de riqueza cultural e econômica.” (SEC, 2011, p. 22)
  • 3. Os desafios da economia criativa brasileira A Secretaria da Economia Criativa (2011, p.23) definiu “Economia Criativa a partir das dinâmicas culturais, sociais e econômicas construídas do ciclo de criação, produção, distribuição/circulação/difusão e consumo/ fruição de bens e serviços oriundos dos setores criativos, caracterizados pela prevalência de sua dimensão simbólica”.
  • 4. Os desafios da economia criativa brasileira Desafio “0” – um conceito brasileiro de Economia Criativa Economia do intangível, do simbólico Talentos criativos – individual e coletivos Economia Criativa Bens e serviços criativos Abundância Novos modelos de negócios
  • 5. Os desafios da economia criativa brasileira A ECONOMIA CRIATIVA BRASILEIRA E SEUS PRICÍPIOS NORTEADORES Como aperfeiçoamento do que está posto (inovação incremental), A Economia Criativa Brasileira deve então se quanto como criação de algo constituir numa dinâmica de valorização, totalmente novo (inovação radical). proteção e promoção da diversidade das Tem uma relação direta com a expressões culturais nacionais como forma de identificação de soluções aplicáveis e garantir a sua originalidade, a sua força e seu viáveis, especialmente nos potencial de crescimento. segmentos criativos cujos produtos são frutos da integração entre novas tecnologias e conteúdos culturais. Qual tipo de desenvolvimento se deseja? Promoção da inclusão produtiva da população Quais as bases desse desenvolvimento e como por meio da formação e qualificação ele pode ser construído de modo a garantir profissional e da geração de oportunidades de uma sustentabilidade social, cultural, trabalho e renda. ambiental e econômica em condições Acesso a bens e serviços criativos também semelhantes de escolha para as gerações emerge como premissa para a cidadania. futuras?
  • 6. Os desafios da economia criativa brasileira 1 Desafio – Levantamento de informações e dados da Economia Criativa 2o Desafio – Articulação e estímulo ao fomento de empreendimentos criativos 3o Desafio – Educação para competências criativas 4o Desafio – Infraestrutura de criação, produção, distribuição/circulação e consumo/fruição de bens e serviços criativos 5o Desafio – Criação/adequação de Marcos Legais para os setores criativos
  • 7. Os desafios da economia criativa brasileira 4o Desafio – Infraestrutura de criação, produção, distribuição/circulação e consumo/fruição de bens e serviços criativos É possível ter políticas públicas padronizadas para todos os setores criativos? NÃO! Devido a existência de uma diversidade de práticas culturais, processos produtivos e tecnologias utilizadas. Diversos setores criativos = diferentes contextos e níveis de desenvolvimento. EX.: Distribuição de produtos do Mercado artersão diferente da distribuição dos desenvolvedores de software DESAFIO - construção de políticas que se adéqüem a essas diferentes realidades e necessidades.
  • 8. Os desafios da economia criativa brasileira Consolidação das estratégias propostas nas discussões da SEC de acordo com os desafios da economia criativa brasileira, em foco, o quarto desafio: • Retomar a experiência de parceria entre a Secom, MinC, SESC e estatais, ocorrida no período de 2009-2010, voltada a circulação de eventos culturais em espaços próprios, adaptando e reformulando a experiência no sentido de erradicar o problema da concentração regional e de dotação orçamentária; • Articular e integrar em rede os equipamentos disponibilizados pelo Sistema S com o objetivo de dar maior visibilidade aos bens e serviços criativos; • Aportar recursos logísticos e financeiros de instituições públicas em bens e serviços que tenham alcançado determinado patamar de circulação/fruição como forma de reconhecimento ao empreendedor criativo; • Fomentar circuitos itinerantes regionais e nacionais de bens e serviços criativos; • Fomentar circuitos de redes e coletivos;
  • 9. Os desafios da economia criativa brasileira • Instituir contrapartidas sociais dos projetos fomentados pelo MinC e estimular esse tipo de contrapartida junto às agências de fomento; • Apoiar a circulação/distribuição de bens e serviços dos pontos de cultura; • Multiplicar experiências como o do CRAB (Centro de Referência do Artesanato Brasileiro); • Incentivar a inclusão nos editais das estatais linhas de atuação voltadas para economia criativa com condicionantes/contrapartidas que estimulem a circulação e o fortalecimento dos mercados locais; • Criar um sistema de informações que facilite a interação de diferentes atores em favor da divulgação de eventos e ações, circulação, etc.; • Adequar e aperfeiçoar os marcos legais que venham a favorecer os ciclos de produção, circulação/distribuição e consumo/fruição de bens e serviços criativos.
  • 10. Obrigada! Raquel Viana Gondim, M.Sc. gondim.raquel@gmail.com Grupo de Pesquisa de Políticas Públicas e Indústrias Criativas - UECE