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Cenário e evolução do mercado cultural;
oportunidades de negócios para gestores
     e empreendedores criativos.


          Fábio de Sá Cesnik
              Advogado
Introdução
- Políticas Culturais no Brasil: lado social e lado
  econômico. Falta de política clara para cada
  lado;
- Deficiência na organização das políticas
  começa na Constituição Federal e seus
  balizadores;
- Papeis do Estado em matéria de cultura;
- Papeis do Setor Privado em matéria de
  cultura;
- O surgimento dos incentivos no Brasil e a
  mudança de mercado.
- (Conceitos iniciais)
 

         PANORAMA DE MERCADO
              Visão geral

    1) Dados da PricewaterhouseCoopers
           2)Mercado audiovisual
           3)Incentivos federais
Global Entertainment & Media
     Outlook 2011-2015
     PricewaterhouseCoopers
A era do consumidor digital
       Uma nova indústria de entretenimento e mídia colaborativa emerge
                              da recessão global

1) O entretenimento global e os gastos de mídia crescerão a
uma taxa anual composta (TAC) de 5,7%, superando a
taxa projetada anteriormente de 5%;
2) A indústria dos EUA deve bater uma TAC de 4,6%,
ante projeção do ano passado de 3,8%.
3) A rápida mudança tecnológica também está
criando novas oportunidades em alguns segmentos da
mídia.
4) Há uma necessidade para empresas de mídia
e entretenimento na era digital para criar conteúdo que
pode ser disponibilizado em múltiplas
plataformas, que "cria múltiplas oportunidades
de monetização.“ (Vide Brasil com a nova Lei 12.485)
A era do consumidor digital
                          (continua)
5) Os EUA continuarão a ser o maior mercado de mídia no
mundo ao longo do período da previsão da PwC
(2012-15), enquanto a China vai ultrapassar
a Alemanha como o número 3 e um pouco mais perto
do número desafiador 2 do Japão até 2015.
6) O negócio Internet irá impulsionar a expansão da
indústria nos EUA com um ganho de 12,2% para a
publicidade na Web e crescimento de 7,8% nos serviços
de acesso à Internet.
7) Assinaturas de TV e taxas de licença vão
aumentar 5,6% impulsionado por taxas mais elevadas de
assinantes, e no cinema e publicidade (comentar Brasil)..
A era do consumidor digital
                         (continua)
8) Em 2015 a publicidade na internet, que representou US$
26 bilhões no ano passado, poderia ultrapassar a indústria
cinematográfica.
9) A Am. Latina será a região que mais cresce durante os
próximos cinco anos, com aumento projetado composto de
10,5% anual. Asia-Pacífico será o
próximo a 6,5%. EMEA irá expandir-se a 5,2 %. América do
Norte aumentará 4,7%.Doze países já tinham gasto mais de
US $ 25 bilhões em 2010. Dos países de ponta, a China e o
Brasil será o mais rápido crescimento ao longo
dos próximos cinco anos, com
aumentos anuais projetados compostos de 11,6% e 11,4%,
respectivamente.
A era do consumidor digital
                          (continua)
10) O mercado de filmes está sendo impulsionado pelo 3D,
Blu-ray e do crescente mercado eletrônico. A proliferação de
tablets, penetração da banda larga, expansão e velocidades
mais rápidas de banda larga está a contribuir para um
aumento nos gastos de TAC de 5,9%. Ásia-Pacífico
e América Latina serão as regiões que mais crescem.
11) A Internet será o segmento de publicidade que mais
cresce durante os próximos cinco anos, ultrapassando os
jornais em 2012 para se tornar a segunda categoria de
publicidade atrás da televisão.Gastos digitais em geral
aumentarão 12,9% em 2010, em comparação com os 2%
de aumento em gastos não-digitais. O
compartilhamento digital aumentará para 33,9% em 2015.
A era do consumidor digital
                           (continua)
12) Os Gastos Digitais vão aumentar em uma TAC de
11,5% projetada durante os próximos 5 anos, em
comparação a 3,3% para os gastos não
digitais. Representando apenas um quarto do mercado, o
digital irá gerar 59% do total de crescimento da
despesa durante os próximos cinco anos.
13) A banda larga é um fator-chave de gastos digital e tende a
ser ampliada. Am. Latina e Ásia Pacífico são atualmente as
regiões com menor penetração de banda larga e,
portanto, as regiões com maior potencial de crescimento. Ao
longo dos próximos 5 anos vão dobrar as residências com
banda larga na América Latina e na Ásia-Pacífico crescerão em
75%. O crescimento do acesso móvel à Internet é também um
importante fator de gastos com todas as
regiões experimentando um crescimento significativo até
2015.
A era do consumidor digital
                          (continua)
14) O número de assinantes de acesso móvel vai mais que
dobrar em EMEA e Ásia-Pacífico, vai mais que triplicar na
América do Norte e vai aumentar em mais de 400% na
América Latina durante os próximos cinco anos.
Muitos consumidores esperam cada vez mais conteúdo
para ser livre.
15) Convencer as pessoas a pagar será difícil e requer
uma profunda compreensão do queo valor dos
consumidores.
Experiência, conveniência e qualidade são os principais
ingredientes que são importantes para os consumidores na
escolha do menu de conteúdo e apresentação.
Outros fatores são a participação e privilegio. Os
consumidores gozam de um papel ativo na definição do
seu conteúdo, além de eles agora exigirem privilégios
para "furar a fila" e obter acesso antecipado ao conteúdo.
A era do consumidor digital
                        (continua)
16) O desafio para as empresas é transformar esses
atributos (5) conveniência,experiência, qualidade,
participação e privilégio - em relações sustentáveis e
rentáveis desenvolvidos com o consumidor,
oferecendo vantagens, que superam a capacidade de
atração de conteúdo gratuito ou pirata.
Estabelecimento de conteúdo e compromisso da marca é a
metade da equação. A outra é a mecânica de como as
pessoas vão pagar pelo conteúdo ou experiência
aprimorada.
17) Vários modelos estão sendo tentados,
incluindo freemium, micropagamentos e venda de
acesso fornecido para o mesmo conteúdo numa variedade
de plataformas.
A era do consumidor digital
                          (continua)
18) Ao mesmo tempo, uma significativa mudança está
surgindo longe de pagamentos os modelos que
envolvem compra e "possuir" conteúdo que está
armazenado em um dispositivo e para pagar pelo direito
de consumi-lo como "alugado" a base via streaming a partir
de serviços baseados em nuvem (iCLoud etc).
19) A migração do consumidor para dispositivos
inteligentes está aumentando como upgrades de rede sem
fio que permitem velocidades mais rápidas de download e os
mercados para dispositivos inteligentes e
aplicativos móveis estão agora dirigindo um ao outro.
Bem como a impulsionar os aplicativos móveis, o
crescimento do smartphone é um motor importante da
despesa móvel.
A era do consumidor digital
                           (continua)
20) Este crescimento explosivo nesses vários tipos
de dispositivos móveis vai continuar por cinco anos, assim a
chave para os produtores de conteúdo é colaborar com os
outros jogadores: operadores, fornecedores de aplicações, ou
gateways de interface amigável de pagamento.
Isto irá permitir dar o escopo maior possível para moldagem de
seus modelos de pagamento em torno do que o consumidor
quer, para influenciar o quanto o consumidor gasta.
A digitalização vai abrir muitas mais grandes
oportunidades para novos tipos de serviços, modelos de
negócios, sinergias de colaboração e relações de consumo.
Avanços em todas essas áreas estão surgindo diariamente na
parte de trás da inundação contínua por inovação em
dispositivos, métodos de entrega e preços.
A era do consumidor digital
                         (CONCLUSÃO)
21) Caminhos para o sucesso dessa indústria emergente:
Digital: a digitalização rápida e acelerada de elementos,
incluindo conteúdos, processos de negócios e inovação de
produtos. As mídias sociais, a mobilidade e a explosão
de aplicativos já tiveram impactos profundos que continuarão
a crescer.
Demanda: Os consumidores estão
habilitados, conectados, capazes de influenciar grandes
comunidades de pessoas, e pronto a desempenhar um papel
cada vez maiscolaborativo no desenvolvimento de produtos e
serviços.
Dados: a proliferação de conteúdos digitalizados, acesso à
web e mídias sociais oferecem a capacidade de extrair
e analisar informações detalhadas / contextual que não estava
disponível anteriormente. Dados é a chave para a
interface entre os consumidores, a experiência de conteúdo
e marcas, bem como à inovação.
 

    DADOS DE MERCADO -
       AUDIOVISUAL
A. Worldwide and US Domestic
           MPAA
US/CANADA B.O. 2001-2010
–   Focus 2011 World
European Audiovisual Observatory
–   Focus 2011 Latin America
European Audiovisual Observatory
 

    INCENTIVOS FEDERAIS
Números Rouanet - Evolução

                      Lei de Diretrizes
                                                  Lei Orçamentária Anual
                       Orçamentárias


                      1.354.423.600,00               1.328.587.944,0




 
De acordo com informações do Ministério da Cultura, atualizadas até 29 de fevereiro de
2012, foram incentivados 3.547 projetos culturais no ano de 2011, com um montante captado
de R$ 1.262.766.464,44, referente aos aportes financeiros realizados pelos incentivadores
pessoas físicas e jurídicas, junto à instituição financeira até o dia 31 de dezembro de 2011.
Números Rouanet - Evolução
Ano           Qtde Apres.   Qtde Aprov.   Qtde Apoio.      Vl.Apresentado         Vl. Aprovado          Vl. Apoiado
1993                  19            10             2       18.710.859,87       13.969.236,77            21.212,78
1994                  74            91             7       98.228.196,17      114.775.297,55           533.751,57
1995               1.378            69           153      767.885.258,48       96.043.243,26        41.668.264,65
1996               3.773         2.552           624     2.130.370.530,80    1.612.596.208,73      195.030.104,41
1997               7.535         3.011         1.299     3.694.960.473,06    1.528.013.048,41      330.880.156,33
1998               6.559         3.669         1.258     3.005.725.978,41    1.590.098.542,21      310.451.086,40
1999               8.281         3.346         1.221     3.403.419.394,93    1.495.505.214,92      311.002.975,35
2000               6.406         3.174         1.292     2.710.416.568,51    1.382.569.111,80      462.246.528,32
2001               8.393         2.840         1.539     3.352.307.615,43    1.359.242.185,05      514.189.879,32
2002               8.969         4.476         1.527     4.125.303.358,95    2.271.888.163,89      483.186.432,36
2003               7.163         4.222         1.543     3.901.944.691,33    1.937.670.619,59      463.146.242,91
2004               7.637         5.304         2.040     5.034.827.391,28    2.536.717.914,78      594.258.632,38
2005              12.552         6.739         2.475     8.171.275.147,30    3.251.816.189,95      890.761.853,84
2006               9.766         6.997         2.928     6.127.225.022,67    3.489.017.305,99      931.625.865,30
2007              11.972         6.876         3.229     7.689.261.607,32    3.491.268.734,96     1.229.839.995,45
2008              10.813         7.212         3.158     9.195.156.092,41    4.170.378.315,42     1.095.602.856,14
2009               9.182         5.015         3.037     8.898.542.529,66    3.085.993.523,68     1.125.007.224,18
2010              13.517         7.752         3.405     7.630.031.163,83    5.390.069.872,60     1.446.746.157,57
2011              14.065         7.952         3.679     6.933.096.265,48    5.554.512.203,87     1.335.536.538,73
2012               4.794         2.775         1.141     2.621.951.035,14    2.126.972.942,20      239.023.627,53
Total Geral     152.848         84.082        35.557    89.510.639.181,00   46.499.117.875,60    12.000.759.385,60
OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO
 

    1) OTIMIZAÇÃO DO USO DA CARGA
      DE INCENTIVO FEDERAL E DAS
    ALTERNATIVAS DE FINANCIAMENTO
- FNC (Lei nº
8.313/91)                        Mecanismos de                           - FICART (Lei nº
                                                                         8.313/91)
-Subvenções do Poder            Financiamento ao
Público                                                                  -Conversão da
                                   audiovisual                           Dívida Externa (Lei
- Programas públicos
                                                                         nº 10.179/01)
em geral
                                                                         -Crédito (BNDES)


    RECURSOS
    PÚBLICOS                               Investimento
                                           com                  INVESTIMENTO
                                           Incentivo fiscal           PRIVADO

                                  INCENTIVO
                                      FISCAL
-Mecenato (Lei nº 8.313/91)
-Leis Mendonça – SP (Lei 10.923/90)        -Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93)-Artigo 1º
-Lei Municipais e Estaduais de Incentivo   -FUNCINE (MP nº 2.228/01)
(PROAC/Governo do Estado de SP)
 

    2. NOVA LEI DO SERVIÇO DE
      ACESSO CONDICIONADO
Questões regulatórias relevantes
• Telecom: liberdade de atuação no
  mercado

 Até a Lei n° 12.485 empresas
 concessionárias de serviço de
 telecomunicações apenas podiam
 podiam prestar serviço de TV a
 Cabo uma vez comprovado o
 desinteresse por outras empresas
 (ausência de resposta a Edital
 relativo a uma determinada área
 de prestação de serviço).
Cotas de Programação e Cotas
de Canal

• Cotas de Programação
  Nos canais de espaço
  qualificado, no mínimo 3h30
  (três horas e trinta minutos)
  semanais dos conteúdos
  veiculados no horário nobre
  deverão ser brasileiros e integrar
  espaço qualificado, e metade
  deverá ser produzida por
  produtora brasileira
  independente
Cotas de Programação e Cotas
     de Canal
• Cotas de Canal
  Em todos os pacotes ofertados ao assinante, a cada 3 (três)
  canais de espaço qualificado existentes no pacote, ao
  menos 1 (um) deverá ser canal brasileiro de espaço
  qualificado.
  Da parcela mínima de canais brasileiros de espaço qualificado,
  pelo menos 1/3 (um terço) deverá ser programado por
  programadora brasileira independente.
  A empacotadora estará obrigada a cumprir o disposto no caput
  até o limite de 12 (doze) canais brasileiros de espaço qualificado.
  Dos canais brasileiros de espaço qualificado a serem veiculados
  nos pacotes, ao menos 2 (dois) canais deverão veicular, no
  mínimo, 12 (doze) horas diárias de conteúdo audiovisual brasileiro
  produzido por produtora brasileira independente, 3 (três) das
  quais em horário nobre.
Obs:As empacotadoras que ofertarem pacotes distribuídos por
  tecnologias que possibilitem distribuir, no máximo, pacotes com
  até 31 (trinta e um) canais estarão obrigadas a cumprir a cota até
  o limite de 3 (três) canais.
Cotas de Programação e de Canal:
     Implementação e vigência
• Implementação
   Nos 2 (dois) primeiros anos de vigência da Lei, as cotas
   de canal e as cotas de programação serão reduzidos
   nas seguintes razões:
       2/3 (dois terços) no primeiro ano de vigência da
   Lei;
       1/3 (um terço) no segundo ano de vigência da Lei.
 Início da vigência em 180 dias da publicação da Lei

• Vigência: As cotas de programação e de canal deixarão
  de viger após 12 (doze) anos da promulgação desta
  Lei.
 

    3. OS FUNDOS INCENTIVADOS COMO
     FORMA DE CRIAR “CULTURA DE SE
          INVESTIR EM CULTURA”
FUNCINES – Fundos de Financiamento
a Indústria Cinematográfica (Até 3%
do IR devido)
Os FUNCINES foram criados pela Medida Provisória nº
2.228/01 e são regulados pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM).
Pelo fundo podem ser apoiados projetos projetos de
produção de obras audiovisuais brasileiras independentes
realizadas por empresas produtoras brasileiras; construção,
reforma e recuperação das salas de exibição de propriedade
de empresas brasileiras; aquisição de ações de empresas
brasileiras para produção, comercialização, distribuição e
exibição de obras audiovisuais brasileiras de produção
independente, bem como para prestação de serviços de
infra-estrutura cinematográficos e audiovisuais; projetos de
comercialização e distribuição de obras audiovisuais
cinematográficas brasileiras de produção independente
realizados por empresas brasileiras; e projetos de infra-
estrutura realizados por empresas brasileiras.
Resumo dos fundos existentes
                                                                            VALOR DO PL
N°      DENOMINAÇÃO DO FUNDO         ADMINISTRADOR                   DATA     (R$ mil)     N° DE COTAS
                                     BNY MELLON SERVICOS
      1 CINE AA FUNCINE              FINANCEIROS DTVM S.A.   31/12/2011         1.025,02                  1

      2 FATOR FUNCINE - FUNCINE      BANCO FAT OR SA         31/12/2011         4.035,10                 64

        FUNCINE - BRB BRASÍLIA
      3 FUNCINE                      BRB DTVM SA             31/12/2011         4.743,51          4.303.354

                                     BNY MELLON SERVICOS
      4 FUNCINE - FUNCINE ANIMA SP   FINANCEIROS DTVM S.A.   31/12/2011         6.391,49             6.299


        FUNCINE ELO PERFORMA -       BNY MELLON SERVICOS
      5 FUNCINE                      FINANCEIROS DTVM S.A.   31/12/2011             0,00                  0

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      8 FUNCINE LACAN - MIXER        FINANCEIROS DTVM S.A.   31/12/2011             0,00                  0
                                     BRL T RUST
                                     DISTRIBUIDORA DE
      9 FUNCINE RIO 1 - FUNCINE      T ÍT ULOS E VALORES     31/12/2011         6.625,09                 602


        INVESTIMAGE 1 FUNDO DE
        FINANCIAMENTO DA INDUSTRIA
        CINEMATOGRAFICA NACIONAL -   BNY MELLON SERVICOS
     10 FUNCINE                      FINANCEIROS DTVM S.A.   31/12/2011           431,44                 17
                                     RIO BRAVO
        RIO BRAVO CINEMA I - FUNDO   INVESTIMENTOS -
        DE FINANCIAMENTO DA          DISTRIBUIDORA DE
        INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA    T IT ULOS E VALORES
     11 NACIONAL - FUNCINE           MOBILIARIOS LT DA       31/12/2011        16.648,65             1.326



        VIRTU - SCHURMANN CINEMA I   BNY MELLON SERVICOS
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                                     TOTAL:                                    55.326,58                  -
 

    4. USO DOS DEMAIS INCENTIVOS
      ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE
          FORMA CONJUGADA
Leis estaduais de incentivo
As leis estaduais permitem o abatimento dos valores aportados
em projetos culturais do ICMS devido. Particularidades:
   •Tabela progressiva para estabelecer limite de abatimento.
   Exemplos: SP,MG, RS, PB, AP.
   •Abatimento integral dos valores aportados, respeitados o
   limite individual e o global. Exemplos: SP, SC, PE
   (FUNCULTURA).
   •Contrapartida do patrocinador. Exemplos: MG – 20%, RS –
   25%, SC – 20% ou 50%, BA – 20% a 35%, RN 20%, CE –
   20% ou 50%, PI – 30% ou 50%,PA - 20%, RR – 20%, GO –
   50%, AP – 20%; RJ (20, 40% e 60%).
   •Três modalidades de incentivo: doação, patrocínio e
   investimento. Exemplos: SC, CE, PI, AC.
   •Cadastramento do patrocinador. Exemplos: SP, BA, PE.
 

    5. CONHECER PROFUNDAMENTE OS
      INCENTIVOS PARA USÁ-LOS DE
         FORMA COMPLEMENTAR,
     INDEPENDENTE DE ABATIMENTO
              INTEGRAL
Comparativo artigo 18 x 26
    No mecanismo do art. 18, o valor máximo a ser aportado corresponde a
     4% do Imposto de Renda devido, ou seja, temos a seguinte fórmula: 4%
     IR = aporte máximo. Se a estimativa para o exercício de 2009 de IRPJ
     corrente do patrocinador que está sob o regime fiscal de lucro real for de
     R$ 100.000.000,00, por exemplo, o valor máximo do aporte, para fins de
     abatimento fiscal, será de R$ 4.000.000,00.

       Todavia, no âmbito do art. 26, o valor máximo do aporte é calculado por
        meio do percentual de dedução possível. No caso de patrocínio, os 4% do
        IR que podem ser abatidos correspondem aos 30% do total de recursos
        que podem ser aportados: 4% IR = 30% patrocínio. No exemplo acima,
        o valor de R$ 4.000.000,00 corresponde a 30% do aporte, o que nos leva,
        por meio de uma simples conta matemática, ao aporte máximo R$
        13.333.333,33, em números aproximados.

                         ARTIGO 26 (30%)      ARTIGO 18 (100%)
IR devido                    100.000.000,00       100.000.000,00
4% do IR                       4.000.000,00         4.000.000,00    * Abatimento real de
Aporte máximo                 13.333.333,33         4.000.000,00    64%, em função do
Abatimento                    8.533.333,33*         4.000.000,00    lançamento como
                                                                    despesa operacional
Contrapartida do
                               4.800.000,00                 0,00
patrocinador
 

    6. O USO DE INCENTIVO PELA
           PESSOA FÍSICA
Pessoa Física

- Limite de 6% do Imposto de renda devido
- Artigo 18 – abatimento integral
- Artigo 26 – abatimento de:
    60% se patrocínio
    80% se doação
- Artigo 1º - Lei 8685/93 – abatimento integral
- Lei 11438/06 – esporte – abatimento integral
- Funcines – abatimento integral
- Artigo 1ºA - Lei 8685/93 – abatimento integral
- Fundo da Infância e Adolescência – ab.integral
 

     6. CRIATIVIDADE NA CRIAÇÃO DE
    MAIS ALTERNATIVAS PARA CAPTAR
                RECURSOS
Sites de Referência (Governo)
       www.cultura.gov.br (Min.
               Cultura)
Sites de Referência (Governo)
 www.ancine.gov.br (ANCINE)
Contatos:
                          cesnik@cqs.adv.br


São Paulo – SP                         Rio de Janeiro – RJ
Rua Senador Pádua Sales, 114           Av. Rio Branco, 133 – Sala 1401
CEP 01229.010 – Pacaembu               CEP 20040.006 – Centro
Telefone (11) 3660.0300                Telefone (21) 2522.0400
Fax (11) 3660.0447                     Fax (21) 2522.3571


Brasília – DF
SAUS - Quadra 3 - Bloco C - Sala 612
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Oportunidades no mercado cultural brasileiro

  • 1. Cenário e evolução do mercado cultural; oportunidades de negócios para gestores e empreendedores criativos. Fábio de Sá Cesnik Advogado
  • 2. Introdução - Políticas Culturais no Brasil: lado social e lado econômico. Falta de política clara para cada lado; - Deficiência na organização das políticas começa na Constituição Federal e seus balizadores; - Papeis do Estado em matéria de cultura; - Papeis do Setor Privado em matéria de cultura; - O surgimento dos incentivos no Brasil e a mudança de mercado. - (Conceitos iniciais)
  • 3.   PANORAMA DE MERCADO Visão geral 1) Dados da PricewaterhouseCoopers 2)Mercado audiovisual 3)Incentivos federais
  • 4. Global Entertainment & Media Outlook 2011-2015 PricewaterhouseCoopers
  • 5. A era do consumidor digital Uma nova indústria de entretenimento e mídia colaborativa emerge da recessão global 1) O entretenimento global e os gastos de mídia crescerão a uma taxa anual composta (TAC) de 5,7%, superando a taxa projetada anteriormente de 5%; 2) A indústria dos EUA deve bater uma TAC de 4,6%, ante projeção do ano passado de 3,8%. 3) A rápida mudança tecnológica também está criando novas oportunidades em alguns segmentos da mídia. 4) Há uma necessidade para empresas de mídia e entretenimento na era digital para criar conteúdo que pode ser disponibilizado em múltiplas plataformas, que "cria múltiplas oportunidades de monetização.“ (Vide Brasil com a nova Lei 12.485)
  • 6. A era do consumidor digital (continua) 5) Os EUA continuarão a ser o maior mercado de mídia no mundo ao longo do período da previsão da PwC (2012-15), enquanto a China vai ultrapassar a Alemanha como o número 3 e um pouco mais perto do número desafiador 2 do Japão até 2015. 6) O negócio Internet irá impulsionar a expansão da indústria nos EUA com um ganho de 12,2% para a publicidade na Web e crescimento de 7,8% nos serviços de acesso à Internet. 7) Assinaturas de TV e taxas de licença vão aumentar 5,6% impulsionado por taxas mais elevadas de assinantes, e no cinema e publicidade (comentar Brasil)..
  • 7. A era do consumidor digital (continua) 8) Em 2015 a publicidade na internet, que representou US$ 26 bilhões no ano passado, poderia ultrapassar a indústria cinematográfica. 9) A Am. Latina será a região que mais cresce durante os próximos cinco anos, com aumento projetado composto de 10,5% anual. Asia-Pacífico será o próximo a 6,5%. EMEA irá expandir-se a 5,2 %. América do Norte aumentará 4,7%.Doze países já tinham gasto mais de US $ 25 bilhões em 2010. Dos países de ponta, a China e o Brasil será o mais rápido crescimento ao longo dos próximos cinco anos, com aumentos anuais projetados compostos de 11,6% e 11,4%, respectivamente.
  • 8. A era do consumidor digital (continua) 10) O mercado de filmes está sendo impulsionado pelo 3D, Blu-ray e do crescente mercado eletrônico. A proliferação de tablets, penetração da banda larga, expansão e velocidades mais rápidas de banda larga está a contribuir para um aumento nos gastos de TAC de 5,9%. Ásia-Pacífico e América Latina serão as regiões que mais crescem. 11) A Internet será o segmento de publicidade que mais cresce durante os próximos cinco anos, ultrapassando os jornais em 2012 para se tornar a segunda categoria de publicidade atrás da televisão.Gastos digitais em geral aumentarão 12,9% em 2010, em comparação com os 2% de aumento em gastos não-digitais. O compartilhamento digital aumentará para 33,9% em 2015.
  • 9. A era do consumidor digital (continua) 12) Os Gastos Digitais vão aumentar em uma TAC de 11,5% projetada durante os próximos 5 anos, em comparação a 3,3% para os gastos não digitais. Representando apenas um quarto do mercado, o digital irá gerar 59% do total de crescimento da despesa durante os próximos cinco anos. 13) A banda larga é um fator-chave de gastos digital e tende a ser ampliada. Am. Latina e Ásia Pacífico são atualmente as regiões com menor penetração de banda larga e, portanto, as regiões com maior potencial de crescimento. Ao longo dos próximos 5 anos vão dobrar as residências com banda larga na América Latina e na Ásia-Pacífico crescerão em 75%. O crescimento do acesso móvel à Internet é também um importante fator de gastos com todas as regiões experimentando um crescimento significativo até 2015.
  • 10. A era do consumidor digital (continua) 14) O número de assinantes de acesso móvel vai mais que dobrar em EMEA e Ásia-Pacífico, vai mais que triplicar na América do Norte e vai aumentar em mais de 400% na América Latina durante os próximos cinco anos. Muitos consumidores esperam cada vez mais conteúdo para ser livre. 15) Convencer as pessoas a pagar será difícil e requer uma profunda compreensão do queo valor dos consumidores. Experiência, conveniência e qualidade são os principais ingredientes que são importantes para os consumidores na escolha do menu de conteúdo e apresentação. Outros fatores são a participação e privilegio. Os consumidores gozam de um papel ativo na definição do seu conteúdo, além de eles agora exigirem privilégios para "furar a fila" e obter acesso antecipado ao conteúdo.
  • 11. A era do consumidor digital (continua) 16) O desafio para as empresas é transformar esses atributos (5) conveniência,experiência, qualidade, participação e privilégio - em relações sustentáveis e rentáveis desenvolvidos com o consumidor, oferecendo vantagens, que superam a capacidade de atração de conteúdo gratuito ou pirata. Estabelecimento de conteúdo e compromisso da marca é a metade da equação. A outra é a mecânica de como as pessoas vão pagar pelo conteúdo ou experiência aprimorada. 17) Vários modelos estão sendo tentados, incluindo freemium, micropagamentos e venda de acesso fornecido para o mesmo conteúdo numa variedade de plataformas.
  • 12. A era do consumidor digital (continua) 18) Ao mesmo tempo, uma significativa mudança está surgindo longe de pagamentos os modelos que envolvem compra e "possuir" conteúdo que está armazenado em um dispositivo e para pagar pelo direito de consumi-lo como "alugado" a base via streaming a partir de serviços baseados em nuvem (iCLoud etc). 19) A migração do consumidor para dispositivos inteligentes está aumentando como upgrades de rede sem fio que permitem velocidades mais rápidas de download e os mercados para dispositivos inteligentes e aplicativos móveis estão agora dirigindo um ao outro. Bem como a impulsionar os aplicativos móveis, o crescimento do smartphone é um motor importante da despesa móvel.
  • 13. A era do consumidor digital (continua) 20) Este crescimento explosivo nesses vários tipos de dispositivos móveis vai continuar por cinco anos, assim a chave para os produtores de conteúdo é colaborar com os outros jogadores: operadores, fornecedores de aplicações, ou gateways de interface amigável de pagamento. Isto irá permitir dar o escopo maior possível para moldagem de seus modelos de pagamento em torno do que o consumidor quer, para influenciar o quanto o consumidor gasta. A digitalização vai abrir muitas mais grandes oportunidades para novos tipos de serviços, modelos de negócios, sinergias de colaboração e relações de consumo. Avanços em todas essas áreas estão surgindo diariamente na parte de trás da inundação contínua por inovação em dispositivos, métodos de entrega e preços.
  • 14. A era do consumidor digital (CONCLUSÃO) 21) Caminhos para o sucesso dessa indústria emergente: Digital: a digitalização rápida e acelerada de elementos, incluindo conteúdos, processos de negócios e inovação de produtos. As mídias sociais, a mobilidade e a explosão de aplicativos já tiveram impactos profundos que continuarão a crescer. Demanda: Os consumidores estão habilitados, conectados, capazes de influenciar grandes comunidades de pessoas, e pronto a desempenhar um papel cada vez maiscolaborativo no desenvolvimento de produtos e serviços. Dados: a proliferação de conteúdos digitalizados, acesso à web e mídias sociais oferecem a capacidade de extrair e analisar informações detalhadas / contextual que não estava disponível anteriormente. Dados é a chave para a interface entre os consumidores, a experiência de conteúdo e marcas, bem como à inovação.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.   DADOS DE MERCADO - AUDIOVISUAL
  • 21. A. Worldwide and US Domestic MPAA
  • 22.
  • 23.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28. Focus 2011 World European Audiovisual Observatory
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35. Focus 2011 Latin America European Audiovisual Observatory
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.   INCENTIVOS FEDERAIS
  • 44. Números Rouanet - Evolução Lei de Diretrizes Lei Orçamentária Anual Orçamentárias 1.354.423.600,00 1.328.587.944,0   De acordo com informações do Ministério da Cultura, atualizadas até 29 de fevereiro de 2012, foram incentivados 3.547 projetos culturais no ano de 2011, com um montante captado de R$ 1.262.766.464,44, referente aos aportes financeiros realizados pelos incentivadores pessoas físicas e jurídicas, junto à instituição financeira até o dia 31 de dezembro de 2011.
  • 45. Números Rouanet - Evolução Ano Qtde Apres. Qtde Aprov. Qtde Apoio. Vl.Apresentado Vl. Aprovado Vl. Apoiado 1993 19 10 2 18.710.859,87 13.969.236,77 21.212,78 1994 74 91 7 98.228.196,17 114.775.297,55 533.751,57 1995 1.378 69 153 767.885.258,48 96.043.243,26 41.668.264,65 1996 3.773 2.552 624 2.130.370.530,80 1.612.596.208,73 195.030.104,41 1997 7.535 3.011 1.299 3.694.960.473,06 1.528.013.048,41 330.880.156,33 1998 6.559 3.669 1.258 3.005.725.978,41 1.590.098.542,21 310.451.086,40 1999 8.281 3.346 1.221 3.403.419.394,93 1.495.505.214,92 311.002.975,35 2000 6.406 3.174 1.292 2.710.416.568,51 1.382.569.111,80 462.246.528,32 2001 8.393 2.840 1.539 3.352.307.615,43 1.359.242.185,05 514.189.879,32 2002 8.969 4.476 1.527 4.125.303.358,95 2.271.888.163,89 483.186.432,36 2003 7.163 4.222 1.543 3.901.944.691,33 1.937.670.619,59 463.146.242,91 2004 7.637 5.304 2.040 5.034.827.391,28 2.536.717.914,78 594.258.632,38 2005 12.552 6.739 2.475 8.171.275.147,30 3.251.816.189,95 890.761.853,84 2006 9.766 6.997 2.928 6.127.225.022,67 3.489.017.305,99 931.625.865,30 2007 11.972 6.876 3.229 7.689.261.607,32 3.491.268.734,96 1.229.839.995,45 2008 10.813 7.212 3.158 9.195.156.092,41 4.170.378.315,42 1.095.602.856,14 2009 9.182 5.015 3.037 8.898.542.529,66 3.085.993.523,68 1.125.007.224,18 2010 13.517 7.752 3.405 7.630.031.163,83 5.390.069.872,60 1.446.746.157,57 2011 14.065 7.952 3.679 6.933.096.265,48 5.554.512.203,87 1.335.536.538,73 2012 4.794 2.775 1.141 2.621.951.035,14 2.126.972.942,20 239.023.627,53 Total Geral 152.848 84.082 35.557 89.510.639.181,00 46.499.117.875,60 12.000.759.385,60
  • 47.   1) OTIMIZAÇÃO DO USO DA CARGA DE INCENTIVO FEDERAL E DAS ALTERNATIVAS DE FINANCIAMENTO
  • 48. - FNC (Lei nº 8.313/91) Mecanismos de - FICART (Lei nº 8.313/91) -Subvenções do Poder Financiamento ao Público -Conversão da audiovisual Dívida Externa (Lei - Programas públicos nº 10.179/01) em geral -Crédito (BNDES) RECURSOS PÚBLICOS Investimento com INVESTIMENTO Incentivo fiscal PRIVADO INCENTIVO FISCAL -Mecenato (Lei nº 8.313/91) -Leis Mendonça – SP (Lei 10.923/90) -Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93)-Artigo 1º -Lei Municipais e Estaduais de Incentivo -FUNCINE (MP nº 2.228/01) (PROAC/Governo do Estado de SP)
  • 49.   2. NOVA LEI DO SERVIÇO DE ACESSO CONDICIONADO
  • 50. Questões regulatórias relevantes • Telecom: liberdade de atuação no mercado Até a Lei n° 12.485 empresas concessionárias de serviço de telecomunicações apenas podiam podiam prestar serviço de TV a Cabo uma vez comprovado o desinteresse por outras empresas (ausência de resposta a Edital relativo a uma determinada área de prestação de serviço).
  • 51. Cotas de Programação e Cotas de Canal • Cotas de Programação Nos canais de espaço qualificado, no mínimo 3h30 (três horas e trinta minutos) semanais dos conteúdos veiculados no horário nobre deverão ser brasileiros e integrar espaço qualificado, e metade deverá ser produzida por produtora brasileira independente
  • 52. Cotas de Programação e Cotas de Canal • Cotas de Canal Em todos os pacotes ofertados ao assinante, a cada 3 (três) canais de espaço qualificado existentes no pacote, ao menos 1 (um) deverá ser canal brasileiro de espaço qualificado. Da parcela mínima de canais brasileiros de espaço qualificado, pelo menos 1/3 (um terço) deverá ser programado por programadora brasileira independente. A empacotadora estará obrigada a cumprir o disposto no caput até o limite de 12 (doze) canais brasileiros de espaço qualificado. Dos canais brasileiros de espaço qualificado a serem veiculados nos pacotes, ao menos 2 (dois) canais deverão veicular, no mínimo, 12 (doze) horas diárias de conteúdo audiovisual brasileiro produzido por produtora brasileira independente, 3 (três) das quais em horário nobre. Obs:As empacotadoras que ofertarem pacotes distribuídos por tecnologias que possibilitem distribuir, no máximo, pacotes com até 31 (trinta e um) canais estarão obrigadas a cumprir a cota até o limite de 3 (três) canais.
  • 53. Cotas de Programação e de Canal: Implementação e vigência • Implementação Nos 2 (dois) primeiros anos de vigência da Lei, as cotas de canal e as cotas de programação serão reduzidos nas seguintes razões: 2/3 (dois terços) no primeiro ano de vigência da Lei; 1/3 (um terço) no segundo ano de vigência da Lei. Início da vigência em 180 dias da publicação da Lei • Vigência: As cotas de programação e de canal deixarão de viger após 12 (doze) anos da promulgação desta Lei.
  • 54.   3. OS FUNDOS INCENTIVADOS COMO FORMA DE CRIAR “CULTURA DE SE INVESTIR EM CULTURA”
  • 55. FUNCINES – Fundos de Financiamento a Indústria Cinematográfica (Até 3% do IR devido) Os FUNCINES foram criados pela Medida Provisória nº 2.228/01 e são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Pelo fundo podem ser apoiados projetos projetos de produção de obras audiovisuais brasileiras independentes realizadas por empresas produtoras brasileiras; construção, reforma e recuperação das salas de exibição de propriedade de empresas brasileiras; aquisição de ações de empresas brasileiras para produção, comercialização, distribuição e exibição de obras audiovisuais brasileiras de produção independente, bem como para prestação de serviços de infra-estrutura cinematográficos e audiovisuais; projetos de comercialização e distribuição de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de produção independente realizados por empresas brasileiras; e projetos de infra- estrutura realizados por empresas brasileiras.
  • 56. Resumo dos fundos existentes VALOR DO PL N° DENOMINAÇÃO DO FUNDO ADMINISTRADOR DATA (R$ mil) N° DE COTAS BNY MELLON SERVICOS 1 CINE AA FUNCINE FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 1.025,02 1 2 FATOR FUNCINE - FUNCINE BANCO FAT OR SA 31/12/2011 4.035,10 64 FUNCINE - BRB BRASÍLIA 3 FUNCINE BRB DTVM SA 31/12/2011 4.743,51 4.303.354 BNY MELLON SERVICOS 4 FUNCINE - FUNCINE ANIMA SP FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 6.391,49 6.299 FUNCINE ELO PERFORMA - BNY MELLON SERVICOS 5 FUNCINE FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 0,00 0 FUNCINE LACAN - DOWNTOWN BNY MELLON SERVICOS 6 FILMES FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 14.344,77 14.048 FUNCINE LACAN - DOWNTOWN BNY MELLON SERVICOS 7 FILMES II FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 1.081,50 1.156 BNY MELLON SERVICOS 8 FUNCINE LACAN - MIXER FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 0,00 0 BRL T RUST DISTRIBUIDORA DE 9 FUNCINE RIO 1 - FUNCINE T ÍT ULOS E VALORES 31/12/2011 6.625,09 602 INVESTIMAGE 1 FUNDO DE FINANCIAMENTO DA INDUSTRIA CINEMATOGRAFICA NACIONAL - BNY MELLON SERVICOS 10 FUNCINE FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 431,44 17 RIO BRAVO RIO BRAVO CINEMA I - FUNDO INVESTIMENTOS - DE FINANCIAMENTO DA DISTRIBUIDORA DE INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA T IT ULOS E VALORES 11 NACIONAL - FUNCINE MOBILIARIOS LT DA 31/12/2011 16.648,65 1.326 VIRTU - SCHURMANN CINEMA I BNY MELLON SERVICOS 12 FUNCINE FINANCEIROS DTVM S.A. 31/12/2011 0,00 0 TOTAL: 55.326,58 -
  • 57.   4. USO DOS DEMAIS INCENTIVOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE FORMA CONJUGADA
  • 58. Leis estaduais de incentivo As leis estaduais permitem o abatimento dos valores aportados em projetos culturais do ICMS devido. Particularidades: •Tabela progressiva para estabelecer limite de abatimento. Exemplos: SP,MG, RS, PB, AP. •Abatimento integral dos valores aportados, respeitados o limite individual e o global. Exemplos: SP, SC, PE (FUNCULTURA). •Contrapartida do patrocinador. Exemplos: MG – 20%, RS – 25%, SC – 20% ou 50%, BA – 20% a 35%, RN 20%, CE – 20% ou 50%, PI – 30% ou 50%,PA - 20%, RR – 20%, GO – 50%, AP – 20%; RJ (20, 40% e 60%). •Três modalidades de incentivo: doação, patrocínio e investimento. Exemplos: SC, CE, PI, AC. •Cadastramento do patrocinador. Exemplos: SP, BA, PE.
  • 59.   5. CONHECER PROFUNDAMENTE OS INCENTIVOS PARA USÁ-LOS DE FORMA COMPLEMENTAR, INDEPENDENTE DE ABATIMENTO INTEGRAL
  • 60. Comparativo artigo 18 x 26  No mecanismo do art. 18, o valor máximo a ser aportado corresponde a 4% do Imposto de Renda devido, ou seja, temos a seguinte fórmula: 4% IR = aporte máximo. Se a estimativa para o exercício de 2009 de IRPJ corrente do patrocinador que está sob o regime fiscal de lucro real for de R$ 100.000.000,00, por exemplo, o valor máximo do aporte, para fins de abatimento fiscal, será de R$ 4.000.000,00.  Todavia, no âmbito do art. 26, o valor máximo do aporte é calculado por meio do percentual de dedução possível. No caso de patrocínio, os 4% do IR que podem ser abatidos correspondem aos 30% do total de recursos que podem ser aportados: 4% IR = 30% patrocínio. No exemplo acima, o valor de R$ 4.000.000,00 corresponde a 30% do aporte, o que nos leva, por meio de uma simples conta matemática, ao aporte máximo R$ 13.333.333,33, em números aproximados. ARTIGO 26 (30%) ARTIGO 18 (100%) IR devido 100.000.000,00 100.000.000,00 4% do IR 4.000.000,00 4.000.000,00 * Abatimento real de Aporte máximo 13.333.333,33 4.000.000,00 64%, em função do Abatimento 8.533.333,33* 4.000.000,00 lançamento como despesa operacional Contrapartida do 4.800.000,00 0,00 patrocinador
  • 61.   6. O USO DE INCENTIVO PELA PESSOA FÍSICA
  • 62. Pessoa Física - Limite de 6% do Imposto de renda devido - Artigo 18 – abatimento integral - Artigo 26 – abatimento de: 60% se patrocínio 80% se doação - Artigo 1º - Lei 8685/93 – abatimento integral - Lei 11438/06 – esporte – abatimento integral - Funcines – abatimento integral - Artigo 1ºA - Lei 8685/93 – abatimento integral - Fundo da Infância e Adolescência – ab.integral
  • 63.   6. CRIATIVIDADE NA CRIAÇÃO DE MAIS ALTERNATIVAS PARA CAPTAR RECURSOS
  • 64.
  • 65. Sites de Referência (Governo) www.cultura.gov.br (Min. Cultura)
  • 66. Sites de Referência (Governo) www.ancine.gov.br (ANCINE)
  • 67. Contatos: cesnik@cqs.adv.br São Paulo – SP Rio de Janeiro – RJ Rua Senador Pádua Sales, 114 Av. Rio Branco, 133 – Sala 1401 CEP 01229.010 – Pacaembu CEP 20040.006 – Centro Telefone (11) 3660.0300 Telefone (21) 2522.0400 Fax (11) 3660.0447 Fax (21) 2522.3571 Brasília – DF SAUS - Quadra 3 - Bloco C - Sala 612 CEP 70.070.934 Telefone (61) 3225.7843 Fax (61) 3225.7843