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Livros infantis dos mestres literários

Livros infantis dos mestres literários

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Livros infantis dos mestres literários

  1. 1. qOs clássicos literários em formato infantil Editoria de Arte/JC História de dois amores, de Carlos Drummond de Andrade, com ilustrações de Ziraldo (Companhia das Letrinhas) A história da amizade do elefante Osbó e da pulga – melhor, do pulgo, como diz o livro – Pul reúne dois mestres: Drummond, um dos poetas maiores da literatura brasileira, e Ziraldo, cânone da ilustração infantil. Os dois amigos enfrentam aventuras, brigam e se juntam a partir dos amores que surgem para cada um deles. O autor mineiro ainda escreveu livros como Menino Drummond (Companhia das Letrinhas), com versos seus criados para os pequenos leitores. Trem de ferro, de Manuel Bandeira, com ilustrações de Gian Calvi (Global) Assim como na sua poesia vanguardista e memorialista, o poeta pernambucano usava muitas vezes a influência dos refrãos populares nos poemas infantis. Trem de ferro, por exemplo, foi musicado duas vezes por ninguém menos do que Villa-Lobos e Tom Jobim, e imita o barulho que o trem faz ao longo do seu texto. Além desse livro, Bandeira tem para crianças obras como Na Rua do Sabão, Os sinos, A aranha e outros bichos e Berimbau e outros poemas (todos da Global). O batalhão das letras, de Mario Quintana, com ilustrações de Marilia Pirillo (Alfaguara) As formas e as funções das letras do alfabeto são o ponto de partida do poeta gaúcho no seu livro infantil. Em versos, ele vai apresentando os 26 símbolos da escrita, sempre com muito bom humor. A Global Editora ainda possui quatro livros do autor em seu catálogo: Lili inventa o mundo, Sapo amarelo, Sapato furado e Só meu. O silêncio da água, de José Saramago, com ilustrações de Manuel Estrada (Companhia das Letrinhas) “Não creio que exista no mundo um silêncio mais profundo que o silêncio da água”, diz o protagonista da história do Nobel da Literatura português. Famoso por livros como Ensaio sobre a cegueira e Evangelho segundo Jesus Cristo, o autor cria na obra a história de um garoto que sai para pescar e se depara com um peixe forte, quase impossível de se vencer. Para crianças, Saramago ainda escreveu A maior flor do mundo (Companhia das Letrinhas). Quase de verdade, de Clarice Lispector, com ilustrações de Carla Irusta (Rocco) Um dos nomes mais enigmáticos da nossa literatura, Clarice dá voz ao seu cachorro, Ulisses, para criar uma bela história para crianças. Esperto e amigável, o cãozinho vai ditando para a escritora o que viveu no quintal, uma narrativa que é “quase de verdade”. A autora que passou a infância no Recife escreveu títulos infantis como Como nasceram as estrelas, A vida íntima de Laura e A mulher que matou os peixes (todos da Rocco). O diabo na torre de Natal, de Osman Lins, com ilustrações de Marilda Castanha (Companhia das Letrinhas, esgotado) Na narrativa do escritor pernambucano, Capitão Gancho, Chapeuzinho Vermelho, Negrinho do Pastoreio, Super-Homem e Cinderela, entre outros, encontram-se em uma festa de Natal, criando uma fábula que mistura a cultura pop com a elementos populares. O problema é que chega um convidado indesejado no jantar, o diabo, para estragar o encontro na casa das pastorinhas. A terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos, com ilustrações de Jean-Claude Ramos Alphen (Galerinha Record) Já um clássico da nossa literatura infantojuvenil, o volume ganhou uma edição especial neste ano. A história mostra Raimundo, um menino de olho direito preto, olho esquerdo azul e cabeça pelada que cria o mundo de Tatipirun para não se sentir diferente de todos. O velho Graça ainda tem duas edições voltadas para crianças, o conto Minsk e a narrativa O estribo de prata As aventuras do avião vermelho, de Erico Verissimo, com ilustrações de Eva Furnari (Companhia das Letrinhas) O autor de O tempo e o vento também usou sua pena para dialogar com as crianças. Nesta história, ele conta as aventuras de Fernando, um garoto inquieto que ganha um livro e um avião do pai. Entusiasmado com o personagem Capitão Tormenta, o menino decide criar sua própria história e sai para passear pela China, pela Lua e por muitos outros lugares. Erico se dedicou com afinco à literatura infantil, escrevendo livros como Os três porquinhos pobres e O urso com música na barriga (ambos da Companhia das Letrinhas). O menino azul, de Cecília Meireles, com ilustrações de Elma (Global) Uma dos nossos cânones que mais se dedicou à literatura infantil, a poeta criou histórias sensíveis como essa, sempre em versos. A narrativa fala sobre um garoto azul que sonha em ter um burrinho para viver aventuras. Cecilia ainda tem outras obras editadas pela Global, como Ou isto ou aquilo, Canção da tarde no campo, Criança meu amor... e Os pescadores e as suas filhas. A arca de Noé, de Vinicius de Moraes, com ilustrações de Nelson Cruz (Companhia das Letrinhas) Os poemas de Vinicius são clássicos infantis, em boa parte por suas excelentes versões musicadas. A arca de Noé traz 32 poemas, alguns já famosos pelos CDs, mas conta também com preciosidades do boêmio carioca. Ele ainda criou, junto com Toquinho, o verso O poeta aprendiz, que ganhou pela Companhia das Letrinhas uma versão musicada e ilustrada por Adriana Calcanhotto. A bola e o goleiro, de Jorge Amado, com ilustrações de Kiko Farkas (Companhia das Letrinhas) O universo do futebol é explorado pelo escritor baiano através de personagens como o goleiro Bilô-Bilô, nunca respeitado por seus amigos por ser um péssimo defensor. Certo dia, ele conhece a bola Fura-Redes, a alegria dos artilheiros, que vive o dilema de impedir o milésimo gol do Rei do Futebol. Os pequenos leitores ainda podem conferir outra obra de Jorge Amado, O gato malhado e a andorinha sinhá (Companhia das Letrinhas). Cafute e Pena-de-Prata, de Rachel de Queiroz, com ilustrações de Ziraldo (José Olympio) A fábula mostra dois pintinhos de origens diferentes, um criado em galinheiro e outro em um ambiente industrial, uma chocadeira elétrica. Eles se conhecem e, juntos, decidem percorrer o mundo para viver aventuras incríveis. Rachel de Queiroz ainda criou Memórias de menina, com suas lembranças da infância, que também é publicado pela José Olympio. Ismália, de Alphonsus de Guimaraens, com ilustrações de Odilon Moraes(Cosac Naify) Com edição caprichada e artesanal, o famoso poema do autor mineiro ganhou uma edição voltada para crianças. O livro é uma caixa que pede para ser desvendada pelos jovens leitores, como um poema para se tocar e manusear. O bicho alfabeto, de Paulo Leminski, com ilustrações de Ziraldo (Companhia das Letrinhas) O samurai polaco trabalha a fascinação das vinte e três patas do bicho alfabeto nesse livro, que dá uma roupagem infantil com as belas releituras de Ziraldo nos desenhos para alguns versos de Leminski. Ziraldo se atreve até a alguns comentários. No verso “saber é pouco/ como é que a água do mar/ entra dentro do coco?”, ele brinca: “quem falou pro Paulo que a água do coco é salgada?”. Leminski ainda escreveu uma obra para jovens, Guerra dentro da gente (Scipione). A revolta das palavras, de José Paulo Paes, com ilustrações de Angela-Lago (Companhia das Letrinhas) Em uma história que começa em um dicionário, as palavras se unem para combater o mal uso delas, lideradas pela Verdade e pela Mentira. O poeta, tradutor e crítico José Paulo Paes revela nas narrativas para crianças outra face da sua literatura – ele também é autor de Ri melhor quem ri primeiro e Um número depois do outro, ambos da Companhia das Letrinhas.

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