Cultura                                                                                 Ano 9

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Ano 9 - Edição 53 - Mar/2009

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  1. 1. Cultura Ano 9 e lazer por Edição 53 Mar/2009 toda parte Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades A cada esquina Bola em jogo Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa Futebol, um esporte que movimenta lado a lado na Capital classes sociais e etnias Página 4 Página 9
  2. 2. 2 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 Editorial O primeiro “Em Foco” E por que, afinal, iniciar de 2009 saiu do �orno! �ão se o ano com matérias de temática pode dizer que foi uma tarefa fácil cultural? É que a equipe do “Em produzir essa nova versão – que, Foco” sabe do potencial artístico e por sinal, está muito bem trabalha� criativo da região e nada mais justo da. Contudo, o prazer que a equipe que dar espaço aos ar�is�as regio� teve em realizá-la foi compensador. nais para que mostrem seus traba� O tema escolhido como fio condu� lhos e suas idéias. tor do jornal é o universo cultural. Como a cultura é um uni� A equipe do “Em Foco” visitou verso amplo, toda a equipe teve que museus, correu atrás de especia� quebrar a cabeça para encaixar um listas e abordou os mais diferentes pouco de tudo nesta primeira edi� temas, especialmente para você, lei� ção. Assim, você poderá ver nesta tor, amante da cultura, ter um con� nova versão do “Em Foco” um en� teúdo diferenciado. saio fotográfico de cunho artístico O jornalismo, desde sua e ambiental e saberá também um origem, tem evoluído de forma ex� pouco mais sobre a nova tendência pressiva e o “Em Foco” – um jornal que tem feito a cabeça dos jovens, Fotos acadêmico realizado por jovens estu� dantes, futuros jornalistas - está por os animes. A edição traz ainda um roteiro cultural pela Capital paulis� ambientais dentro das mudanças da profissão. ta, um confronto musical entre o Callebe Bueno Em razão disso, você encontrará um cururu e o pop rock, a história de Tiago Praxedes projeto gráfico mais leve e ousado. um hippie e uma reportagem que E é com base nas novas tendências tenta responder se, afinal, futebol �es�e ensaio �o�o� que esta edição busca mostrar que também é cultura. gráfico, buscamos retratar o jornalismo cultural não precisa ser Essas e outras matérias lugares próximos à zona digerido de forma maçante, mas sim você encontrará no decorrer das urbana ou den�ro dela que com prazer, deixando um gostinho próximas páginas. ofereçam refúgio às pesso� de “quero mais”. Boa lei�ura! as que apreciam o contato com a natureza, longe da poluição e ou�ros �a�ores Expediente Reportagem, edição e diagramação Beatriz Buck, Callebe R. Bueno, Camilla que causam desconforto Jornal-laboratório do Curso de Comuni� P. Coelho, Daniel M. Pereira, Felipe A. M. nas cidades. cação Social (Habilitação em Jornalismo) Furlanetti, Fernanda D. Santa Cruz, Hen� �o in�erior de do Instituto Superior de Ciências Aplica� rique M. Andrielli, Italo Ferreira, Ivan F. das (ISCA Faculdades), entidade mantida da Costa, Johelson S. Costa, Karina M. São Paulo, ainda é possível pela Associação Limeirense de Educação Rossi, Ketlyn F. Zabin, Liandra Santa� desfrutar da calmaria da (ALIE). rosa, Lilian D. Geraldini, Lucas C. Filho, natureza sem ter que per� Ano 9 Edição 53 Mar/2009. Lucas N. Del Pietro, Luciana F. Nagata, correr grandes distâncias. Luis Gustavo N. de Souza Ferro, Mariana A. dos Santos, Neliane C. Simioni, Rebeca Exemplos são a Floresta Diretora Geral Rosely Berwerth Pereira R. Barbosa, Roxane E. Regly, Sulamita T. Estadual “Navarro de An� Bela, Tamires R. Gonçalves, Thiago A. drade”, em Rio Claro, e o Coord. Curso de Jornalismo Machado, Tiago P. Praxedes, Tracy E. Horto Florestal de Limeira Milena de Castro Silveira Caetano, Virgilio Gabriel N. Correa. - retratados neste ensaio. Editor Responsável Endereço Essas áreas o�ere� Prof. Rodrigo Piscitelli (Mtb 29073) Rod. SP 147 (Limeira-Piracicaba) cem uma variedade de ati� Km 4 - CEP 13.482-383 - CxP 98 vidades, como espaço para Projeto Gráfico Limeira/SP piquenique, trilhas para ci� Prof. Victor Corte Real Telefone: 55 (19) 3404-4700 clismo e caminhada, além Tiragem: 2.000 exemplares E-mail: jornalismo@alie.br do contato direto com a Impressão: Tribuna Piracicabana Site: www.iscafaculdades.com.br natureza, que proporciona um momento singular.
  3. 3. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 3 Um encontro inexplicável Gustavo Nolasco Crianças carentes interpretam Shakespeare .................................................................................................................................................................. Roxane Regly uma honra. A gente foi chamado para re� Sentimento bom dividido com a presentar a região”, conta Matheus Almeida platéia. “O teatro não me cativava. Agora da Silva, 10. “Eu vou voltar ‘me achando’ de nem consigo explicar a experiência que tive lá”, brinca Gabriela Pereira de Souza, 11. “A vendo essas crianças. Foi emocionante”, sensação é de que estamos pulando para o conta a dona de casa Selma Martins, 35. último degrau”, completa Martins. Alheia a todos esses acontecimen� Fotos: Daniel Martins tos, uma transformação foi acontecendo sem que ninguém soubesse explicar direito. “Antes da peça, a gente não tinha assunto em casa, agora somos como papagaios, só falamos do teatro”, diz a Lady Macbeth. “Eu sou um menino, ainda não sei muita coisa, mas tenho noção das minhas respon� sabilidades”, conta Macduff. “Antes eu era um moleque ‘tontão’, não sabia de nada, poluição, crise... Agora eu penso, olha como o mundo está, a gente tem que ensinar essas coisas para as pessoas”, prega Matheus. O professor sabe que está mudan� do a vida das crianças que participam do “Quem me vê na rua não pensa que eu sou projeto, mas essa parceria trouxe outros atriz”, dispara Francilene Borges, de 12 anos. No pal� frutos. “Elas me ajudaram a fazer as pazes co, ela é Lady Macbeth - a esposa ambiciosa da obra com o teatro”, conta Martins. No dia-a-dia, de William Shakespeare. A menina que empresta o os pequenos decodificam referências cul� corpo e a voz ao texto clássico confidencia que, na turais a que estão expostos e sem querer intimidade do lar, a preferência musical não é tão re� transformam isso em experiência. “Tudo o buscada. “Em casa, meu irmão e eu ouvimos ´black que a gente faz no projeto acaba se tornan� music´ e sertanejo por causa do meu pai”, diz. do parte da realidade deles”, explica. O irmão de Francilene também participa da Parece até que o educador sabia peça. Fábio Vinícius Barbosa, 10, é Macduff – nobre que ensinar por meio da cultura faz parte escocês responsável pela morte de Macbeth. O garoto de um modelo de reforma da educação na se diz apaixonado por tragédias. “Sempre gostei de América Latina e no Caribe proposto pela histórias assim. Quando passa na televisão não tiro o Unesco (organismo das Nações Unidas para olho, estou acostumado”, explica sobre a origem das a Educação e a Cultura). Recentemente, o suas referências para não se assustar com a densidade professor e coordenador geral da Iniciativa shakespeariana. Interamericana de Capital Social, Bernardo Daniel Martins é professor de teatro e lite� Kliksberg, reiterou o que disse em 1992, no ratura. Ele coordena os trabalhos do Núcleo de Vi� lançamento do programa. “A base da refor� vência Teatral, projeto da Oficina Mãe, que fica em ma é promover o ensino por meio da cultu� Iracemápolis. “Elas escolhem o texto, não sou eu, o ra e é isso que fortalece a sociedade”, diz no que eu faço é contar histórias”, diz em relação à prefe� texto “As Chaves Esquecidas do Desenvol� rência das crianças por textos considerados “adultos”. vimento”. “A escolha delas me assustou no começo”, confessa. Assim como o argentino Kliks� Tão surpreendente quanto o tema preferido berg, autor da reforma, Gabriela, antes de da garotada é o convite de um dos maiores festivais fazer parte do projeto, queria ser profes� de teatro do Brasil. No final de março, os atores mi� sora. Depois da experiência no teatro, os rins e o professor embarcam para Curitiba (PR). Eles Cenas do espetáculo “Macbeth” encenado pelos planos mudaram. “Agora não tem jeito, sou vão participar do Festival Internacional de Teatro. “É alunos do Núcleo de Vivência Teatral atriz”, diz.
  4. 4. 4 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 Cultura e lazer a cada esquina Liandra Santarosa Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa lado a lado na Capital ............................................................................................................................. Beatriz Buck Quem deseja se arriscar por 1 - Pinacoteca do Estado 3 - Conjunto Hoteleiro da Rua Mauá terras mais distantes e quer conhecer lu� 2 - Estação da Luz Fonte: www.vivaocentro.org.br gares diferentes dos encontrados na re� Liandra Santarosa gião pode realizar um bom roteiro pela Capital paulista. Em São Paulo, pode-se realizar vários passeios interessantes. O “Em Foco”, por exemplo, propõe um roteiro pela região da Estação da Luz. O passeio começa pela Pinaco� teca do Estado, que apresenta um exten� so acervo de quadros e esculturas, além de outras formas de arte. As pinturas vão do clássico ao contemporâneo. E não é preciso gostar ou entender muito de arte para visitar o local, pois só a arquitetura do prédio já vale a pena. De uma ma� neira ou de outra você vai se render aos Liandra Santarosa encantos do lugar. Acevo da Pinacoteca do Estado Beatriz Buck A pinacoteca é frequentada por pessoas de todas as idades e classes sociais – do Brasil e do Exterior. Para a indiana Chitra e o esposo Sainath, que visitam o Brasil, o complexo de caixas de sons suspensas por cabos de aço no interior de um dos salões chama a atenção. “Talvez o mais interessante”, comenta o casal. Na região, fica também a Esta� Acima: Museu da Língua Portuguesa Esquerda: Estação da Luz ção Pinacoteca, que é na realidade uma extensão da Pinacoteca, com mais qua� Museu da Língua Portuguesa trabalha com audio� como móveis antigos, muitos deles suspen� dros e esculturas. Lá, é possível confe� visual, música, entre outros recursos, para expor sos no ar. Há também trechos de livros, como rir quadros de Tarsila do Amaral, como seu tema. Trata-se de um universo totalmente di� “Dom Casmurro”, que são lidos por intérpretes “Antropofagia”. ferente do de um museu convencional. Lá, o visi� em outras línguas. O prédio onde funciona a esta� tante pode conferir palavras do português que ori� Se você é fã de Machado, é uma ótima ção já foi o Departamento Estadual de ginaram de outros idiomas, como inglês, francês e oportunidade para conhecer melhor a vida do au� Ordem Política e Social (Dops), órgão até mesmo tupinambá. tor. Se você não o conhece, é uma ótima oportu� de repressão política que teve o ápice Para a estudante Maria Ângela dos Santos, nidade para tomar contato com um dos principais de suas atividades no regime militar de 47 anos, o museu é um lugar riquíssimo para escritores brasileiros, pois o museu oferece salas (1964-1985). Por isso, no local também aprender sobre a língua e, mais ainda, aprender aconchegantes para a leitura de seus livros. funciona o Memorial da Resistência, a admirá-la. “Cada vez que você vem aqui, você Aproveite! O Museu da Língua Portugue� que apresenta celas e salas onde foram aprende mais”, comenta. sa e a Pinacoteca têm entrada grátis aos sábados; presas vítimas da ditadura. É mais um No momento, o museu apresenta uma durante os demais dias, o ingresso custa R$ 4, lem� lugar interessante para ser adicionado exposição sobre Machado de Assis. É um “prato brando que estudantes pagam meio entrada. ao roteiro. cheio” para quem é fã do escritor, pois a exposi� E depois de todo esse tour cultural, a dica No entanto, se você se interessa ção traz manuscritos, figuras do autor e de seus do “Em Foco” é parar para repousar no Parque da mais pela língua portuguesa, existe um personagens, bem como objetos que compõem Luz, logo atrás da Pinacoteca. Lá existe um exten� museu inteirinho dedicado a ela. Sim, o o seu mundo e ajudam a dar vida aos seus livros, so espaço verde para se admirar e descansar.
  5. 5. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 5 Vida alternativa Mariana Antonella A história de um homem que buscou uma maneira diferente de ser feliz .................................................................................................................... Karina Rossi Vinte e dois anos, quase cinco Nascido em Santos, litoral de São Paulo, Barros foi saber quanto ganha por mês, pois “de� de estrada. Chinelo Havaianas nos pés, criado em Aracaju, capital de Sergipe. Desde pequeno nun� pende de cada cidade”, mas afirma viver bermuda florida, camiseta do Bob Mar� ca curtiu a vida dita “comum”. Aos 17 anos, conheceu um bem, “como qualquer trabalhador bra� ley, óculos de grau e no cabelo longo grande “brother” (irmão, em inglês), Rodrigo. Foi quem o sileiro”. E como os hippies vivem em bolos cilíndricos que aparentam cor� ensinou a arte de utilizar coisas da natureza para fazer ar� irmandade, um sempre acaba ajudando das pendendo do topo da cabeça: os tesanato. E foi aí que o jovem santista “caiu na estrada”. A o outro. “dreads”. Este é Robson Lira Barros. vontade de viajar e conhecer coisas novas o motivou a viver Sem tatuagem e piercing, que Profissão? Artesão. Saiu de casa aos 18 em liberdade. costumam caracterizar anos e hoje já conheceu mais de 20 es� Até então, ele não sabia o que era o Há pelo menos muitos hippies, Barros tados brasileiros. Chegou até a fronteira movimento hippie. “Foi quando saí de casa se define apenas como do Brasil com a Venezuela e a Guiana que conheci outros como eu”, diz. Frutos de um ano ele não “livre”. Apesar de sua Francesa. E viaja de quê? “De jegue, bi� cicleta, moto, carro, ônibus. Já viajei de um movimento de contracultura dos anos 1960, que se iniciou nos EUA e foi impulsio- volta para casa. pouca idade, acredita ter vivido mais expe- tudo quanto é forma que se pode imagi� nado por músicos e artistas em geral, os hip� E quanto tempo riências do que alguém nar, menos de avião, mas quem sabe um pies defendem o amor livre e a não-violência. de 30 anos. A melhor de dia pode rolar”, conta. Em geral, usam roupas velhas e naturalmente fica em cada lu� todas, segundo ele, foi rasgadas, em oposição ao consumismo, ou então roupas com cores berrantes para fazer gar? “Depende. ter conhecido a Ama� zônia. “Foi a coisa mais apologia à psicodelia, além de diversos outros Um dia, um ano, louca”, define. Aliás, o estilos incomuns. Mas Barros garante que não jovem adorou o Norte segue essa linha à risca. Apenas deseja se “li� seis meses...” do Brasil, com sua fartu� bertar do sistema”. ra de frutas e animais. E Há pelo menos um ano ele não volta para casa. E por viajar tanto, já comeu quase de tudo. quanto tempo fica em cada lugar? “De� Em cada canto, prova a comida típica. pende. Um dia, um ano, seis meses...”. E em Limeira, o que iria almoçar? “Pô! A mãe, a princípio, foi contra a vida Aqui não é a terra da laranja? Vou tomar alternativa do filho. “Coisa de mãe. um sucão e bater um rango em algum Com o tempo ela entendeu”, fala. lugar”, responde. Na cidade litorânea de 536.785 ha� Algum lugar... A expressão traz bitantes, Barros deixou a à tona uma dúvida: onde Barros dormi� mãe e o irmão. O pai ria à noite? A resposta surpreende. “Não mora em outra cida� sei. Muita coisa ainda pode acontecer Mariana Antonella de – eles nunca foram até a noite”. Despreocupado, ele ape� “chegados”. O jovem nas “deixa rolar”. É assim que ele vive, não tem esposa e fi� não se importando com preconceitos, lhos, nem pensa nis� que garante não atingi-lo. “Não sofro so por enquanto. Diz com isso. Sofre quem quer sofrer. Eu que casa e descasa toda já tenho minha ideia formada e não me hora, em toda cidade. deixo atingir pelas coisas que os outros “A vida é assim”, sintetiza. pensam. Sou muito feliz”, garante. Sobrevivendo do artesanato que Para o “Em Foco”, Barros deixa vende, Barros garante que nunca na vida uma mensagem (ou seria um pedido?): passou necessidade. “Graças a Deus”, “Valorizem e prestigiem a arte, a cultura afirma. Em rela� de rua. Queremos apenas passar o lado ção ao dinheiro, positivo da vida. Tentem nos olhar com não tem do que bons olhos, trocar uma ideia, quem sabe reclamar. Diz não assim tenham uma outra visão”.
  6. 6. 6 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 Evandro Ferreira (à esq.), ao lado de seu irmão, “Corvo”, ensina adultos e crianças a arte do desenho Os traços do bom humor Rebeca Barbosa Exemplos do desenho humorístico, charges e caricaturas colorem com alegria a vida das pessoas .........................................................................Thiago Machado As charges e caricaturas sempre estiveram presentes no co� co- No caso de Renato Fabregat, 30, publicitário, cartunista e pro� tidiano das pessoas. Desde jornais e revistas, ou mesmo em exposi� fessor universitário, a paixão pelo desenho também começou na infância. ções e eventos gráficos, os traços e imagens satirizando algum fato “Gosto de dizer que, se não nasci com o lápis na mão, aprendi rapida� ou alguém conhecido do grande público estão lá, esperando por mente a usá-lo. Cresci assistindo a desenho animado e sempre tentando uma boa risada. Apesar dos estilos diferentes, essas duas formas de reproduzir no papel o que eu via na TV”, diz. desenho têm as mesmas finalidades: exaltar o bom humor e provo� Se os desenhos animados servem de influência para os pequenos car o riso. (na idade!) desenhistas, os “grandinhos” são influenciados por artistas Enquanto a caricatura distorce a realidade, exagerando os traços de renome do mundo gráfico, como Laerte (criador da tira “Piratas do e valorizando as características físicas da pessoa ou objeto desenhado, Tietê”), os irmãos Caruso, Aragonés (ilustrador da revista “Mad”), entre tornando-o mais engraçado, a charge se destaca pela representação - em outros. “Gosto de muita coisa e procuro tirar o que há de melhor em forma de desenho - de um assunto atual, podendo ser de fundo político, cada artista, tentando aplicar isso em meu trabalho”, cita Fabregat. esportivo, social, etc. É o que explica Evandro Prates Ferreira, de 33 Ferreira, além de trabalhar diariamente ilustrando matérias para anos, cartunista e ilustrador do “Jornal Cidade”, de Rio Claro. “Desenho o jornal, também ensina adultos e crianças a desenhar, juntamente com desde os 5 anos e, apesar de ser criança à época, meus desenhos eram seu irmão Everaldo, conhecido como “Corvo”. Eles atuam no Studio publicados nos jornais da cidade”, conta. Corvo, em Rio Claro.
  7. 7. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 7 “O Salão do Humor” Um dos principais eventos da arte gráfica não só no Brasil, mas também no mundo, o Salão Interna� cional de Humor de Piracicaba - que neste ano terá sua 36ª edição - é visto como a “hora de mostrar talento” pe� los desenhistas. Ele tem se constituído também em um grande celeiro de no� vos “craques do lápis’. Artistas como Ziraldo, Angeli e Henfil já participa� ram do evento. “Participo do Salão há três anos. Em 2006, participei no esti� lo ‘cartum político’ e no ano passado com uma caricatura da cantora Amy Winehouse”, conta Ferreira. Créditos: Evandro P. Ferreira Com um pouco mais de experiência em eventos desse tipo, participando de todas as edições do Salão desde 1995, Fabregat diz não se importar muito com premiações em exposições. “Premiação só existe uma, o reconhecimento do público. Se eu conseguir tirar um simples sorriso da pessoa que estiver olhando o meu trabalho já me dou por satisfeito”, afirma. Créditos: Evandro P. Ferreira Acima, caricatura da cantora Amy Winehouse e, ao lado, charge do presidente dos EUA, Barack Obama
  8. 8. 8 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 Um desafio além da gravidade Felipe Furlanetti “Street dance” conquista cada vez mais espaço entre os jovens .................................................................................................................................. Johelson Costa Não é à toa que o estudante e ficar de cabeça para baixo e usar os Além de promover a cidada� percussionista Edi Carlos Rodrigues braços como único apoio para o nia, o “street dance” também é uma da Silva, de 19 anos, é apaixonado pelo corpo. “Antes de aprender, o inici� forma de sustento para muitos dançari� “street dance” (dança de rua). O amor ante deve controlar a coordenação nos profissionais. “Recentemente, dois à primeira vista se deu aos 12 anos, motora. Isso envolve passos caden� alunos de Campinas foram seleciona� quando ele sequer pensava em arriscar ciados, que são exercitados de formas dos para participar do musical ´O Rei alguns passos de dança. Desde então, diferentes, utilizando o tronco do Leão´, nos Estados Unidos. Já a turma foram tantos treinos e ensaios corpo e até mesmo a cabeça. Algu� de Limeira tem programada uma turnê que ficou difícil para mas coreografias chegam a ter mais pelas cidades da região e outros estados o percussionista - de oito passos”, descreve. a partir de março”, ressalta o professor. e atual monitor de Conforme Túbero, com seis meses dança - largar o estilo. de treinamento o aluno pode dominar ESTILOS “Se eu não tivesse várias técnicas. No entanto, para chegar LOCKING conhecido a arte da ao nível profissional, são necessários pelo Originado do Funk dança, não sei o menos três anos. “Por ser uma modali� BROOKLYN ROCK (Up Rocking) que seria de mim dade complexa e envolvente, o praticante Movimentos de disputa hoje. É uma ma� de dança de rua tem muita facilidade para POPPING neira de eu me desempenhar qualquer outra modalidade”, Movimento pela contração muscular expressar e comenta o professor. BOOGALOO me divertir”, As roupas coloridas e as batidas frenéticas Movimentos circulares do quadril B-BOYING ou B-GIRLEING declara. do estilo hip hop revelam a característica Valoriza mais a batida Para manter o ritmo e a co� da dança. Os passos são ligeiros e FREESTYLE ordenação motora, Edi diariamente en� fogem da linha tradicional, como Estilo livre saia coreografias e exercícios de “street os do balé ou da dança de salão. dance”. “Como envolve quase que to� De acordo com Túbero, estados dos os membros do corpo, é preciso como Minas Gerais e São Paulo Johelson Costa criar um cronograma de alongamentos e são os que mais atraem seguidores segui-lo corretamente”, explica. Profes� do estilo. “Em Santos, por exemplo, tenho sor de “street dance”, Marcos Túbero, conhecimento de um grupo de cerca de 1,5 mil 45, destaca que o estilo nada mais é que pessoas que praticam a dança de rua. Geral� um dos elementos da cultura hip hop. mente ela é utilizada em projetos sociais como Segundo ele, a dança requer movimentos alternativa para resgatar valores da vida, como rápidos, que desafiam a gravidade, como companheirismo e respeito”, diz. A rua é nossa! ................................................................................................................................................................................................................ Para a socióloga e professora Adriana Pessatte Azzo� território e mostrar ao governo o que Originalmente criado na Jamai� lino, a dança sempre esteve associada ao poder. Segundo ela, eles podem fazer usando o espaço pú� ca e disseminado no Estados Unidos desde a Antiguidade o homem utilizava-se de movimentos blico”, explica. entre as décadas de 1960 e 70, o “street para manifestar algum pensamento. “No Brasil, temos a dan� Sobre a ques�ão do uso da dan� dance” serviu por diversas vezes como ça de rua como uma representação social da periferia, assim ça de rua como instrumento para inclu� um manifesto político por meio da dan� como os grafiteiros utilizam a técnica da pintura para trans� são social, Adriana comenta que isso é ça. Suas coreografias irreverentes e dis� mitir mensagens”, compara. possível, porém com o reconhecimento torcidas chegaram ao Brasil dez anos de� Ela diz ainda que a produção da dança de rua, que da arte e da cidadania. “Além de ser uma pois. Logo o estilo se caracterizou como propõe o uso de roupas chamativas e ritmos agressivos, des� prática saudável, a dança induz o prati� um veículo de informações sociais, polí� perta na sociedade um estereótipo contrário ao pretendido cante a interagir com outras pessoas e a ticas e raciais. pelo estilo. “Eles querem provar que a rua é deles. Demarcar formar grupos”, cita. (FF/JC)
  9. 9. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 9 Cultura verde e amarela Futebol, um esporte que movimenta Ítalo Ferreira classes sociais e etnias .............................................................. Tamires Gonçalves “ Afinal, futebol também é cultura? A lares, passou a ser praticado por pessoas que Para poderem jogar, eles usavam resposta a essa pergunta, para muitos brasilei� a brasilei- moravam em cortiços, que saíram de quartéis e toucas para esconder o cabelo cres- ros, seria “sim, sem dúvida”. Muitos, porém, fábricas. dariam essa resposta sem conhecer o contexto O preconceito racial ainda no início po e se maquiavam com pó-de- histórico em que o futebol surgiu, as dificulda� do futebol no Brasil era algo que preocupava arroz para clarear a pele. Para des e o que lhe garantiu um espaço popular na o criador do chamado jornalismo esportivo, entrarem pela porta da frente, eles sociedade, especialmente no Brasil. Mário Rodrigues Filho, que escreveu “O Ne� Para o professor de futebol do clube gro no Futebol Brasileiro”. A obra relata as tinham que se passar por pessoas Gran São João, Luis Eduardo Ferreira, o fute� dificuldades que os negros enfrentaram para brancas. bol é cultura, pois envolve povos e une classes entrar em grandes clubes - ele conta que os sociais. A afirmação dele se assemelha à de es� primeiros clubes a aceitarem jogadores negros Rabisco tudiosos do assunto. A mescla entre as classes foram Vasco da Gama e Bangu, ambos do Rio Teoria e Prática do Futebol sociais como aspecto cultural é um dos pontos de Janeiro. Para jogar, os negros utilizavam citados por Frederico Coelho em “Futebol e toucas para esconder o cabelo e pó-de-arroz Produção Cultural no Brasil”. O futebol, antes para clarear a pele. exclusivo aos que frequentavam os clubes ou Com o passar do tempo, o preconcei� Os talentosos jogadores são espelho desfrutavam de atividades em colégios particu� to foi substituído pela habilidade e desempe� para muitas crianças, formando seguidores que nho em campo. Ferreira explica que “o fute� tornam o esporte a paixão dos brasileiros. Os “ bol exige um desenvolvimento hábil e regras torcedores surgem dentro das famílias, que car� Um dos primeiros pontos a se a serem cumpridas”. No artigo “Futebol: A regam tradições desde o início do século 20. Construção Histórica do Estilo Nacional”, Pietro Antoni, de 17 anos, confirma destacar na relação entre futebol Antonio Jorge Soares (Centro Federal de Edu� que a paixão pelo esporte veio do berço fa� e cultura é a sua contribuição cação Tecnológica do Rio de Janeiro) e Hugo miliar. “O futebol é uma cultura que passa de decisiva para um processo de Rodolfo Lovisolo (Faculdade de Comunicação geração para geração, ele movimenta a massa e ruptura das rígidas fronteiras do Rio) citam que, na definição do estilo bra� mexe com a paixão”, diz. E é justamente por sileiro de jogar, “as habilidades individuais são isso que tanto o jogador quanto o torcedor entre alta e baixa cultura, entre enfatizadas, tornando a disciplina e o jogo de devem estar atentos às suas responsabilidades. o exclusivo e o popular. equipe secundários”. É por isso que surgiram “Fazer parte de grandes torcidas exige que os os craques, assim chamados por possuírem um torcedores tenham consciência de seus limites Frederico Coelho em “Futebol e talento que combina habilidade, astúcia, impro� e conhecimento da cultura do esporte”, acon� Produção Cul�ural no Brasil” visação e criatividade. selha o professor Ferreira.
  10. 10. 10 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 ................................................................................................................................................................... Lílian Geraldini do PASSADO H á “es�ilos e es�ilos” musicais, uns in� fluenciando outros. E es� tão aí músicas de ritmos antes nunca vistos. O funk carioca, por exemplo, nas� ceu na década de 1990. O rock passou por várias fa� ses desde os anos 50 com Elvis Presley, nos anos 60 com bandas como Beatles e mais tarde com os Rolling Stones, The Doors, Pink Floyd e outras. Além das ros, cita o experiente cururueiro. “O violeiro é a alma do cururu, mas hoje devem ter três ou quatro renomados na região”, comenta. Alessandro Marreira da Silva, 14, está envolvido com o cururu há pelo menos cinco anos. “Aprendi vendo e com o Milo. Gosto bas� Bueno incentiva o jovem violeiro Alessandro, titular do programa “Cururu da Onda” tante, mas não pretendo levar como profissão”, diz ele, que carrega um desafio. “Nenhum can� Abel Bueno, de 76 anos, é cantador para usar como elemento na formação dos ver� tador deixou herdeiro. Agora vai ficar para ele de cururu. Desde os 5 anos ele participava de sos, compostos na hora. “Tem de ser vivo. O incentivar, chamar os amigos”, afirma Bueno. festas de família em que já se cantava a músi� cururu não tem professor. O cantador é como O adolescente é o violeiro oficial de um pro� ca trovada. “O cururu é uma dança religiosa, um carro que não tem peças para reposição”, grama de cururu na Rádio Onda Livre AM, de faz parte do folclore. Era típico da zona rural. salienta Bueno. Piracicaba, todos os domingos pela manhã. Na zona urbana chegou há uns 60 anos”, diz Atualmente, os cururueiros cantam Bueno, irmão de Nhô Serra, um dos grandes em bares. Antes, as apresentações ocorriam nomes do cururu em Piracicaba, falecido nos em barracões de igrejas, tradição que Bueno anos 90. ainda conserva. Ele - que já trabalhou como Constituído de quatro partes funda� taxista e pedreiro, entre outros ofícios - res� Segundo Abel Bueno, o cururu mentais - saudação, louvação, ataque e resposta salta que nunca cantou profissionalmente. “Já nasceu na região de Piracicaba, quando a -, o cururu é uma forma de disputa de versos representei muito Piracicaba. Hoje, ganha-se cidade ainda nem levava esse nome, por realizada em quatro pessoas, dois cantadores alguma coisas pelas apresentações, antes não”, volta do ano 1700. Os nativos, em agra� e dois violeiros. Sempre uma dupla contra a afirma. Para ele, falta incentivo para que essa decimento a pedidos alcançados, faziam outra. Pouco se tem de documentos que com� arte sobreviva. “Temos que caminhar com nos� uma espécie de peregrinação ao Divino provem o surgimento desse estilo, que está se sas próprias pernas. A prefeitura até ajuda, mas Espírito Santo e cantavam uma música extinguindo. “Hoje não temos ouvintes assídu� não destina verba”, acrescenta. com versos rimados, mas sem ter idéia os como antigamente. Para mim, o cururu é re� Para manter a tradição, Bueno dá pa� do que seria. Mais tarde, a música foi de� ligião, mas hoje saiu dessa linha, os cururueiros lestras em faculdades, concede entrevistas para nominada cururu, já que havia um tipo apelam nos versos”, fala Bueno. TVs e jornais e tem um programa na Rádio de comida que era servida nessas pere� Para cantar o cururu, é preciso atender Educadora, de Piracicaba. Apesar disso, diz ele, grinações chamada caruru. alguns requisitos. O cantador legítimo tem que é necessária uma maior divulgação. “E quan� ler muito, saber história, passagens do Evan� do eu morrer?”, questiona. Sim, os cantadores gelho, além de apreciar a natureza, tudo isso estão em extinção, bem como os bons violei�
  11. 11. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 11 ao PRESENTE Lílian Geraldini .............................................................................................................................. Ivan Costa tarra), 24, José Shiavon (teclado), Matheus Ri� “Mudo”. “Disponibilizamos para a galera es� transformações de cada zato (bateria) e Vinicius Meyer (baixo), todos cutar e quando estivermos com um número fase, surgem também es� de 23 anos. O grupo surgiu há cerca de cinco considerável de músicas, gravaremos um CD tilos derivados do original, anos, por iniciativa do vocalista e do tecladista, com letras só nossas”, afirma Vitti. como o punk rock e o rock quando ainda cursavam o Ensino Médio. Des� Os objetivos dos Republicados são alternativo. de então, já sofreu diversas mudanças em sua fazer shows em vários locais e montar um re� Em meio a tantos formação. O nome vem do fato de “republica� pertório maior para utilizar nas apresentações, ritmos e estilos, há pesso� rem” sons de outros artistas. além de ver concluído o CD com músicas pró� as ecléticas que apreciam Os ensaios acontecem todos os sá� prias. “Fazemos shows para amigos em chá� todo tipo de música. Do bados. “A gente ensaia quando não tem al� caras e temos como cachê as cervejas”, brinca pop rock ao cururu. Com� gum problema. Nos últimos tempos, um dos o vocalista. “Mas tocamos também em barzi� pletamente diferentes, am� principais foi a rotatividade de baixistas”, diz nhos, aí cobramos pagamento”, completa. bos têm uma característica Vitti. O grupo gravou um CD, todo de regra� Apesar de optarem pelo rock, os ga� comum: a paixão de seus vações, com a intenção de adquirir experiên� rotos admiram e respeitam outros estilos mu� seguidores. cia de estúdio. E já tem dez músicas de au� sicais. O cururu mesmo é considerado por eles toria própria, ensaiadas, prontas para gravar. um exemplo. “Prefiro muito mais quando é raiz O pop rock dos Republicados também Algumas estão disponíveis na Internet, via a algo comercializado. Acho válido, já que é é exemplo de paixão pela música. Ao contrário My Space. A canção de trabalho chama-se algo relacionado com a cultura”, aponta Vitti. do cururu, cujo ritmo baseia-se na viola, o som dos garotos da banda utiliza outros instrumen� Ivan Costa tos. E até foge um pouco do convencional den� tro do pop rock. A diferença, conta Rubinho Vitti, de 23 anos, está no fato dos integrantes se inspirarem em bandas dos anos 80 e tam� bém gostarem de estilos diferentes. Seus ído� los incluem Jimi Hendrix, Rita Lee e U2, o que transforma tudo em algo eclético e novo. Além de Vitti (vocal e violão), os de� mais Republicados são Felipe Chiarinelli (gui� O rock brasileiro teve início nos anos 50 e 60, mas a sua populariza� ção deu-se nos anos 80. Muitas bandas dessa época, como Engenheiros do Hawaií, Legião Urbana e Os Paralamas do Sucesso, têm suas músicas tocadas como sucessos até hoje e ainda fazem shows por todo o Brasil. Nos anos 70, surgiram nomes como Os Mutantes, Secos & Molhados, além de Raul Sei� xas - considerado um dos ícones do rock nacional. Os Republicados: rock que respeita outros estilos
  12. 12. 12 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 53 Mar/2009 Mangá, o mundo oriental do HQ Camila Paes As histórias em quadrinhos japonesas estão invadindo a cultura jovem .................................................................................................................. Luciana Nagata da capa com a brochura à sua direita (correspondendo à contracapa ocidental). Alguns mangás publicados fora do Japão, porém, possuem a configuração habitual do Ocidente. Além disso, o conteúdo é geralmente impresso em preto-e-branco, contendo esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos. Cada mangá ou anime tem um público espe� cífico, seja para crianças que estão começando a vida escolar, para donas de casa, para homens ou mulheres. De acordo com a proprietária da Shibuya Animê e Cia, Renata de Oliveira, o público-alvo no Brasil desse tipo de expressão cultural são mais os jovens, ao contrário do Japão, em que os mangás atingem todas as faixas. Renata conta que há dois anos sua empresa realiza um evento chamado Animeira, que apresenta as novidades do mundo dos animes. Trata-se de uma feira realizada em Limeira sempre em meados de novembro, que atrai cerca de mil pessoas. Ela reúne atrações como concursos de games, animekê (karaokê de músicas de anime), palestras com dubladores, estandes com produ� tos à venda e muitas outras atrações. O evento não tem um local fixo - as duas últimas edições foram no prédio da antiga Lival. “Na primeira edição, contamos com pa� trocínios. Já a segunda foi mais autônoma, pois Limeira ainda não é muito aberta a esse tipo de festa cultural”, explica Renata. O crescimento dos mangás no Brasil aconteceu Clamp - RGVeda por volta do ano 2000, com o lançamento dos títulos Criado no período Nara, que se estende de 710 a Samurai X, Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. Ar� 794 d.C., o mangá é um gênero da literatura japonesa carac� tistas como os norte-americanos Brian Wood e Becky Takeshi Obata - Death Note terizado por seus quadrinhos. Seus personagens são marca� Cloonan, autor de Demo, são muito influenciados pelo depois se acostuma. Outra coi� dos pelos traços estilizados e olhos grandes, que represen� estilo e têm recebido aplausos por parte de fãs até entre sa que chama a atenção é que os tam a espiritualidade e os sentimentos, além de refletirem os os mais leigos. Um exemplo de mangá norte-americano personagens são mais humanos. hábitos e a cultura oriental. é o Avatar. Geralmente, as histórias em Mangá é nome genérico dado aos desenhos em “O que eu mais gosto nos mangás é a forma quadrinhos (HQs) americanas quadrinhos no estilo japonês impressos em livros ou revis� como são colocados os quadrinhos. Eles são postos fora mostram heróis onipotentes, tas. Quando são criados ou adaptados para o cinema ou ví� de ordem. No começo você se perde um pouco, mas fortes demais e aparentemente deo, os desenhos são chamados de anime, termo que vem do invencíveis”, comenta o publi� inglês “animation”. Agora, quando os personagens saem do citário Jorge Afonso Eddi. papel e das telas e são incorporados pelos fãs, são chamados Ele conta que seu he� de “cosplay”. “Algumas pessoas se vestem para competir rói preferido é o Nekomajin, do em concursos e outras só por diversão”, comenta James dos mangá do Akira Toryiama. “Ele é Santos, sócio da loja Shibuya Animê e Cia. um anti-herói folgado, que sem� Os mangás mais conhecidos são Naruto, Death pre tenta levar vantagem. Mesmo Note, Bleach, Pokemon, Sailor Moon, Dragon Ball e Cava� se mostrando muito egoísta, ele leiros do Zodíaco. Para os mais antigos e aficcionados nessa tem um bom coração. Outra coi� arte japonesa, nomes como Jaspion, Changman, Nacional sa que curto muito no mangá é a Kid, Flashman e até Power Ranger são clássicos. arte, rica em detalhes. O desenho A ordem de leitura de um mangá é a inversa da oci� da capa é estilizado e feito a mão dental, ou seja, da direita para a esquerda, sendo que inicia-se Tite Kubo - Bleach pelo próprio autor”, fala Jorge.

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