Projetos bem sucedidos de educação

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Projetos bem sucedidos de educação

  1. 1. II COPPEM Campinas, 4 a 7 de julho de 2011 Projetos bem sucedidos de educação moral: em busca de experiências brasileiras I Raul Aragão Martins UNESP - Campus de São José do Rio Preto raul@ibilce.unesp.br - 17 3221 2317 Apoio: CNPq
  2. 2. Educação em valores: em busca de projetos brasileiros em escolas públicas Equipe de pesquisadores: Maria Suzana S. Menin (coordenadora); Maria Teresa C. Trevisol (vice-coordenadora); Alessandra de Morais Shimizu; Denise Tardeli; Elisana Machado; Juliana Zechi; Heloisa M. Alencar; Leonardo Lemos de Souza; Luciana S. Borges; Mario Sergio Vasconcelos; Patrícia Bataglia; Raul Aragão Martins; Solange Mezzaroba; Ulisses Ferreira Araújo; Valéria Amorim Arantes de Araújo.
  3. 3. Histórico, objetivos e finalidade Planejamento e execução: Grupo de Trabalho Psicologia da Moralidade da Associação Nacional de Pós-Graduação em Psicologia – ANPEPP. Investigar experiências bem sucedidas de Educação Moral, ou Educação em Valores, em escolas públicas brasileiras de segundo ciclo do ensino fundamental e ensino médio de 2000 à atualidade. Divulgar essas experiências. Duração de 2 anos.
  4. 4. Método Elaboração de um questionário, composto de dados sociodemográficos e 24 questões. Versão impressa e eletrônica: disponível em http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=iq_2fRlB_2b4KccI xWSDlSfsPYRaBq8xZqdaGJ2DkNmSxYY_3d Convite para as(os) coordenadoras(es) pedagógicas(os) e diretoras(es), professoras(es) de escolas públicas de diferentes regiões do Brasil respondessem o questionário.
  5. 5. Método A escola deve dar Educação Moral? Por que? Como? (Representações sociais). Relato de experiências: descrição geral, finalidades, conteúdos, meios empregados, participantes, o tempo de duração, relações da experiência com a comunidade extraescolar. Segundo momento da pesquisa: visitas às escolas que se destacaram.
  6. 6. Questões teórico-metodológicas iniciais O que seria uma boa Educação Moral? Como descobrí-las? Desde Piaget (1930/1996, 1932/1977) – Autonomia como fim e como meio. PCN (1998) que defendem a Ética como tema da educação Autores brasileiros atuais: Aquino, Araújo, 2000; Araújo, 1996 e 2000; Dias, 2005; La Taille, 2006 e 2009; Menin, 1985, 2002 e 2007; Tognetta, 2003, 2007; Tognetta, Vinha, 2007; Vinha, 2000; D´Aurea-Tardeli, 2003; Trevisol, 2009
  7. 7. Questões teórico-metodológicas iniciais Sintetizando o que há de comum entre os autores brasileiros: A crença de que a escola deve imbuir-se do compromisso em educar moralmente seus alunos, não delegando essa tarefa apenas à família; Esta educação deve ter como finalidade o fortalecimento de valores considerados universalizáveis, como os de justiça, igualdade, liberdade, respeito, tolerância à diversidade, solidariedade, cooperação e outros que compõem a atual declaração dos Direitos Humanos e que se coadunam com uma convivência pacífica e democrática entre as pessoas; Esta educação não deve se limitar a uma disciplina específica, mas ser, de preferência, transversal aos programas curriculares, alcançando o maior número possível de espaços e de participantes escolares e mesmo da comunidade e tendo continuidade na escola pelas várias séries e anos;
  8. 8. Questões teórico-metodológicas iniciais Nesta educação devem ser explicitados, discutidos e reconstruídos e não simplesmente transmitidos, valores, regras e princípios que norteiam o como viver numa sociedade justa e harmoniosa, mesmo que a sociedade atual não se mostre, muitas vezes, assim; Todos concordam que essa educação se dê por meios baseados no diálogo, na participação, no respeito, enfim, procedimentos e estratégias que se coadunem com a construção de indivíduos autônomos; E, finalmente, essa educação deve resultar num adoção consciente e autônoma de valores morais de modo que os mesmos passem a fazer parte da personalidade – moral – dos alunos.
  9. 9. Participantes (geral) 894 questionários respondidos (preenchimento incompleto e desigualdade na representação dos estados) Porcentagem de questionários respondidos por estados 35 30 25 20 15 10 5 0 %
  10. 10. Participantes (Noroeste do estado São Paulo) Coordenador Diretor Professor f f f f % Araçatuba 2 1 1 4 19,0 Araraquara 0 1 0 1 4,8 Fernandópolis 0 1 1 2 9,5 Marília 3 1 0 4 19,0 Presidente Prudente 0 0 1 1 4,8 São José do Rio Preto 6 1 2 9 42,9 Sertãozinho 0 0 1 1 4,8 11 5 5 21 100,0 Total Total
  11. 11. Resultados São favoráveis para que a escola ministre a Educação Moral ou de Valores. Justificativas: a) por considerarem que a escola deve ser um instrumento de formação integral do aluno; b) Educação Moral é um meio de formar o ser humano com uma consciência cidadã, baseada no respeito ao próximo.
  12. 12. Resultados Como se dar essa educação a) Deve ser dada no conjunto das disciplinas, ou seja, sendo inseridas no próprio cotidiano escolar. b) Houve também a defesa de que este trabalho seja desenvolvido por profissionais específicos, como psicólogos, filósofos, dentre outros.
  13. 13. Resultados Temas trabalhados: o respeito ao próximo, direitos e deveres, solidariedade, sexualidade e prevenção. Estes temas foram classificados em quatro grupos, mas a metade das escolas trabalhou somente com um deles e somente uma delas com os quatro. f % 17 23,6 Direitos humanos 4 5,6 Formação cultural 6 8,3 Saúde 6 8,3 39 54,2 72 100,0 Formação de valores Não informado
  14. 14. Resultados Os temas foram trabalhados principalmente por meio de atividade teórica, via elaboração e leituras de textos. Em seguida foram as atividades práticas, que envolveram palestras, debates e seminários. Duas escolas também falaram na construção de material de apoio, mas não especificaram que tipo de material foi produzido. A maior parte delas trabalhou somente um tipo de atividade f % Atividade teórica 17 43,6 Atividade prática 10 25,6 Elaboração de material de apoio 3 7,7 Não informado 9 23,1 39 100,0
  15. 15. Resultados Origem da proposta: para atender as necessidades surgidas devido a problemas e desafios ocorridos no cotidiano escolar. Mudanças: os respondentes notaram diferenças na rotina escolas depois da realização das experiências, tais como: melhora no relacionamento entre os alunos, menores conflitos e violência na escola, maior percepção dos direitos e deveres do próximo pelos sujeitos atingidos e ainda, melhora na relação entre alunos e funcionários. Avaliação das experiências: realizada pelos próprios participantes, principalmente a própria direção da escola. Formação e orientação: poucas escolas receberam formação, e quando ocorreu foi dada pelas Diretorias de Ensino.
  16. 16. Considerações finais Através dos resultados notamos que apesar do senso comum caracterizar a moral como algo alheio em nossa atualidade, as escolas ainda se preocupam e em sua maioria, participam e desenvolvem projetos e experiências nessa área. Apesar de toda a dificuldade encontrada no Ensino Público, estas escolas, que foram as participantes desta pesquisa descrita, estão depositando certo empenho em realizar Experiências em Educação Moral e Valores. Notamos assim, que é possível driblar os problemas nas escolas públicas e realizar atividades que trazem benefícios não só à escola, mas também aos alunos e principalmente, à comunidade escolar.
  17. 17. Considerações finais As experiências foram realizadas a partir da própria necessidade escolar e avaliadas, em sua maioria, pelos profissionais da escola. Apesar da carência de formação em Educação Moral, Cidadania ou Direitos Humanos, fica claro que é possível a realização de projetos na área, ou seja, iniciativas da própria escola podem ser eficazes, mostrando assim, que não é necessário que as escolas adiem a realização de experiências de Educação Moral por não terem tido formação específica para isso, pelo contrário, as próprias necessidades do cotidiano escolar, podem mover projetos que tragam a verdadeira formação, orientação e Educação Moral.

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