FORMAÇÃO DOCENTE XERA DO VIRTUAL:NOVOS PARADIGMASSônia PETITTOMestre em Educação pela UNESP de Marília - SP
OBJETIVO DASOFICINASrepensar acapacitaçãopedagógica doprofessorenvolvendo a suaformação técnico-científica, prática,pedagó...
 Constantes críticas sobre a atuação dos educadores em exercício,sem que se pense no social ou no óbvio: o mundo está em ...
CONTEÚDO Existe a necessidade de uma transformação do ambiente escolardessa nova era, que identificamos como sendo a Era ...
Podemos observarque geração doHomem Virtual secaracteriza: pela facilidade com que ohomem obtém a informaçãoque precisa, ...
Desenvolver o sensocrítico do aluno Mais do que ensinar é necessário que seoriente essa geração a saber manipular ainform...
Cabe àEscola a capacitação permanente doeducador, que deve ter possibilidadde obter a informação precisa eatualizada sobr...
Competências do trabalho docente Sabemos também que otrabalho docenteenvolve competênciasmúltiplas quetranscendem o domín...
Formação Técnico-Científica domínio técnico do conteúdo a ser ensinado, específicoda disciplina que o professor ministra....
Formação Prática se refere ao conhecimento que o professor deve ter daprática profissional para a qual está formando os s...
Formação Pedagógica De acordo com Balzan (1988) e Barros & Silva (1993), amaior parte das críticas ao processo de ensino ...
 Portanto, a formação didática abrange mais do que aaprendizagem de um conjunto de técnicas a serem utilizadas emsala de ...
Mesmo afirmando que a interação professor-aluno é um processo fundamental, Barros &Silva (1993) reconhecem a importância d...
Vamos nos remeter, enfim, ao paradigmadesse processo estimulado pelos meios decomunicação de massa, em especial pelocomput...
REFERÊNCIASBRASIL. Lei n. 9394, 20 dez. 1996. Leide Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional. Diário Oficial, Brasília, n. 2...
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Formação docente x era do virtual

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Sônia PETITTO
Mestre em Educação pela UNESP de Marília - SP

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Formação docente x era do virtual

  1. 1. FORMAÇÃO DOCENTE XERA DO VIRTUAL:NOVOS PARADIGMASSônia PETITTOMestre em Educação pela UNESP de Marília - SP
  2. 2. OBJETIVO DASOFICINASrepensar acapacitaçãopedagógica doprofessorenvolvendo a suaformação técnico-científica, prática,pedagógica, política bem como as tecnologias dainformação que impõe mudanças no paradigma daprodução e divulgação do conhecimento.
  3. 3.  Constantes críticas sobre a atuação dos educadores em exercício,sem que se pense no social ou no óbvio: o mundo está em constantetransformação e a Educação não pode perder o compasso dessetempo... Desde 1990, quando o Brasil participou da Conferência Mundial deEducação para Todos, em Jomtien na Tailândia, a Educação noBrasil não foi vista mais com o mesmo olhar. pela Organização dasNações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Fundodas Nações Unidas para a Infância (Unicef), Banco Mundial (BM) ePrograma das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), coma participação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, tinhacomo principal preocupação a[...]satisfação das necessidades básicas deaprendizagem para todos, capazes de tornaruniversal a educação fundamental e deampliar as oportunidades de aprendizagempara crianças, jovens e adultos (BRASIL,1997, p. 14).
  4. 4. CONTEÚDO Existe a necessidade de uma transformação do ambiente escolardessa nova era, que identificamos como sendo a Era do HomemVirtual, cuja geração do século XXI já pertence, pois, além de viver nummundo irreal, propagado pelas mídias, esse homem é virtual - não é oque acredita ser e sim o que o fazem acreditar que seja - cabendo àEscola o papel de mediadora na descoberta de sua identidade(PETITTO, 2003, p. 22).Segundo Lévy (1996, p. 12-15), avirtualização nada mais é do que:[...] um processo de transformaçãode um modo de ser num outro [...]a pura e simples ausência daexistência.
  5. 5. Podemos observarque geração doHomem Virtual secaracteriza: pela facilidade com que ohomem obtém a informaçãoque precisa, pois antes, parater acesso a ela eranecessário despender muitotempo e dinheiro, tornando-senecessário o deslocamento depessoas até os locais onde osfatos ocorriam, para que,algum tempo depois, elesfossem divulgados.Hoje, no momento exato emque acontece um fato,podemos presenciar ahistória acontecendo diantede nossos olhos, na tela doaparelho de televisão denossa sala, através dascâmeras de vídeoconectadas ao satélite.
  6. 6. Desenvolver o sensocrítico do aluno Mais do que ensinar é necessário que seoriente essa geração a saber manipular ainformação de maneira correta, comcriticidade, com autonomia consciente. Para isso, o educador deve estarpreparado, acompanhar a evolução,saber como é esse novo homem que sentanos bancos da Universidade para aprender- outro paradigma em transformação –quando temos o aluno chegando à sala deaula com informações atualizadas, obtidasatravés dos canais de TV a cabo, da TVtradicional, jornais e revistas, Internet. Informações essas que nem sempre o educador tem acesso, pela faltade tempo em buscá-las - pois a maioria dos docentes ministra aulas em váriasinstituições, deslocando-se de uma para outra, sem tempo para suaatualização - ou por não possuir recursos financeiros que possibilitem acompra dos instrumentos que irão oferecer a informação atualizada sobre oassunto que está sendo discutido.
  7. 7. Cabe àEscola a capacitação permanente doeducador, que deve ter possibilidadde obter a informação precisa eatualizada sobre o assunto abordadcom seus alunos, podendo ter acesa ela tanto através dos meios decomunicação de massa maispopulares como TV a cabo, quantopela navegação na teia da grande rque interliga computadores em todomundo – a Internet. E, mais que isso, precisa serorientado na utilização desseaparato tecnológico, tanto para siquanto para o uso com seus alunosprojetos pedagógicos.
  8. 8. Competências do trabalho docente Sabemos também que otrabalho docenteenvolve competênciasmúltiplas quetranscendem o domíniode conhecimentos oua capacitaçãocientífica. Esse domíniorepresenta condiçãoimportante, mas nãosuficiente, para queocorra a aprendizageme, nesse sentido, énecessário refletir sobrea questão da formaçãoprofissional do docente,envolvendo todo umconjunto dehabilidades.Tais habilidades se traduzem em:
  9. 9. Formação Técnico-Científica domínio técnico do conteúdo a ser ensinado, específicoda disciplina que o professor ministra. Ele deveráassumir sempre uma postura de permanentecuriosidade, crítica, insatisfação e busca do novo. Acerteza de que o conhecimento é histórico e deveacompanhar o movimento da realidade. Portanto,[a] pesquisa é, ao mesmo tempo, princípiocientífico e educativo. Temos a tendência de verapenas o lado científico, esquecendo que auniversidade também é lugar de educação. O quequalifica esta educação é mediar-se pela produçãocientífica e vice-versa. (DEMO, 1993, p. 144)
  10. 10. Formação Prática se refere ao conhecimento que o professor deve ter daprática profissional para a qual está formando os seusalunos. Cortês & Huerga (1986, p.77) afirmam que, para oprofessor,[...]é necessário um profundo domíniodo conteúdo de sua matéria de ensino,um conhecimento substancial dasciências que a embasam e, além disso, ariqueza da experiência adquiridacumulativamente em sua atividadeprofissional específica.
  11. 11. Formação Pedagógica De acordo com Balzan (1988) e Barros & Silva (1993), amaior parte das críticas ao processo de ensino estácentrada na didática do professor, confirmadas emrelatórios de diversas pesquisas. Frases do tipo: adidática dos professores deixa muito a desejar,aparecem freqüentemente. O problema da didática ganha dimensões quando seconsidera que ela não se restringe às relações que têmlugar na sala de aula, dizendo respeito à definição deobjetivos, à relação de conteúdos, à distribuição deatividades, ao processo de avaliação, enfim, aoplanejamento dos cursos e à elaboração de programasdas diferentes disciplinas.
  12. 12.  Portanto, a formação didática abrange mais do que aaprendizagem de um conjunto de técnicas a serem utilizadas emsala de aula, dependendo da concepção que se tem sobreeducação, do tipo de aluno que se quer formar e com que seconta para trabalhar. É preciso repensar o trabalho de ensino como um todo e oprofessor como educador (ENCONTRO, 1990). Por outro lado, não podemos esquecer que o avanço da tecnologiada informação vai propiciar uma mudança no paradigma daprodução e da divulgação do conhecimento. Conseqüentemente,isto fará repensar no papel tradicional do professor que, aliás,jamais perderá a sua função de mestre, pois “[...] a qualidadedo aluno é função, antes de tudo, da qualidade do seu mestre(GOMES, 1992, p. 4)”. A escola não será a única fonte de informações mas, nãoperderá seu valor tradicional. Como bem assinala Mello (1998, p.3),[...] ele [o professor] será cada vez menos um guardiãode conceitos e passará a ser um facilitador daintegração e da significação, no contexto do ensino,de conhecimentos acessíveis pelos mais diferentesmeios.
  13. 13. Mesmo afirmando que a interação professor-aluno é um processo fundamental, Barros &Silva (1993) reconhecem a importância dosaparatos tecnológicos ......... e a sua influência sobre o fazer didático-pedagógico, colocando que a Universidadeprecisa acompanhar e participar dos avanços dacivilização, de forma ágil e flexível; fomentando a pesquisa, desenvolvendo deforma interdisciplinar novas metodologias,com o apoio de tecnologia disponível paraassessorar seus departamentos nas suasnecessidades didáticas específicas.
  14. 14. Vamos nos remeter, enfim, ao paradigmadesse processo estimulado pelos meios decomunicação de massa, em especial pelocomputador: ter acesso à informação não garantea transformação da mesma emaquisição de conhecimento, cabendoao educador bem qualificado - atravésde constante capacitação e/ouatualização - trabalhar conceitosmetodológicos de ensino-aprendizagempara que o aluno tenha subsídios nofortalecimento de suas descobertas econsiga transformar a informação - umdado virtual - em conhecimentoadquirido, em saber incorporado, críticoe consciente.
  15. 15. REFERÊNCIASBRASIL. Lei n. 9394, 20 dez. 1996. Leide Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional. Diário Oficial, Brasília, n. 248,p.27833-27841, 1996. Seção 1.BRASIL. Ministério da Educação e doDesporto. Parâmetros CurricularesNacionais, v. 1 e 8. Brasília: MEC/SEF,1997.LÉVY, P. O que é o virtual? . São Paulo:Editora 34, 1996.PETITTO, S. Projetos de trabalho eminformática: desenvolvendocompetências. Campinas-SP: Papirus,2003.UNESCO. Pesquisa sobre a política demudança e desenvolvimento emeducação superior. Trad. A.R. Bissoli.França: s.ed., 1995.

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