Ler e formar leitores no século XXI - relatório

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Relatório realizado no âmbito da formação decorrente do encontro de professores bibliotecários, em Évora, no dia 3 de Julho de 2013.

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Ler e formar leitores no século XXI - relatório

  1. 1. Ler e Formar Leitores no séc. XXI – Desafios digitais Formanda: Rosa Maria Pimentel Barros da Costa, PB do AEVA (Agrupamento de Escolas do Concelho de Viana do Alentejo) Relatório Crítico Parte 1- Comentário crítico à conferência “Desafios Tecnológicos: um jogo de luzes e de sombras, por Ana Bela Pereira Martins No início dos trabalhos, após a sessão de abertura, a plateia escutou, atentamente, Ana Bela Martins, técnica do Gabinete Coordenador da RBE, na sua conferência “Desafios tecnológicos: um jogo de luzes e de sombras”. A razão da escolha desta conferência prendeu-se com a sugestionabilidade do título, que aponta para a dualidade subjacente aos desafios tecnológicos relativos à questão da leitura e das literacias, além de ter sido, quiçá, a conferência/comunicação a que foi prestada mais atenção, pelo facto de ter sido a primeira, da parte da manhã, em que o cansaço por a intensidade do dia e o calor que se fazia sentir foram condicionantes na apreensão dos conteúdos explorados ao longo do dia. Numa época em que cada mais o público principal das bibliotecas escolares se encontra completamente seduzido pelo fenómeno digital, impõe- se questionar quais as vantagens e desvantagens relativas à leitura em suporte tradicional e em suporte digital. É neste contexto que a autora faz a metáfora do “jogo de luz e de sombra”. Vantagens e desvantagens da leitura digital foram assinaladas. Se a leitura em suporte tradicional têm as vantagens que convencionou considerar-se, a leitura em écran apresenta algumas características que alteram o desenvolvimento cognitivo, devido à fragmentação e dispersão subjacentes à leitura em écran. A questão do écran é interessante porque, antes da era digital, quem, alegadamente não gostava de ler, ironizava, dizendo que gostava de ler legendas, em écrans, numa referência clara à televisão e ao cinema. De facto, a rápida sucessão de imagens, o imediatismo e a leitura de hipertextos são a realidade da maioria das nossas crianças e jovens. Novas formas de escrever acompanham os desafios digitais de crianças e jovens, quotidianamente em rede, com telemóveis de última geração, com tablets e WEB 2.0. Todas estas questões apontam para os grandes desafios que se apresentam às bibliotecas escolares, às equipas, aos professores e professoras, de forma a desenvolver-se competências de leitura crítica, com capacidade de transformar informação em conhecimento, para, assim, se contribuir para uma verdadeira sociedade cognitiva.
  2. 2. Ler e Formar Leitores no séc. XXI – Desafios digitais Relatório Crítico Parte 2- Reflexão em grupo sobre a seguinte questão: “Que desafios e problemáticas se colocam em relação ao papel e responsabilidade social de pais, educadores, mediadores de leitura e media neste universo?” Grupo de trabalho: - Catarina da Luz Rento Beirão - Elsa Maria Cabo Malheiro - Francisca de Jesus Rolo Matos - Maria Elisa Calado Pinto - Maria Joaquina Fernandes - Maria Luísa de Mira Bagão -Rosa Maria Pimentel Barros da Costa (autora) A questão escolhida foi elaborada a partir do objectivo enunciado para o encontro “Reconhecer os desafios e problemáticas associadas ao papel e responsabilidade social de pais, educadores, mediadores de leitura e media na era digital.” A dualidade “desafios/problemáticas” foi o mote para a reflexão em grupo sobre o papel e responsabilidade social nos diversos actores intervenientes no processo das novas leituras, das literacias, na era digital, junto ao público-alvo, as crianças e jovens. A construção de uma sociedade cognitiva exige esforço conjunto de escola, famílias, meios de comunicação social, mediadores de leitora no sentido da promoção das competências da leitura, em diversos suportes, sem excluir qualquer deles, evitando preconceitos subjacentes a raízes educativas, claramente ultrapassadas pelo avanço tecnológico que proporcionou a revolução digital, num curto espaço de tempo. Se, por um lado é fundamental evitar-se a infoexclusão, por outro lado, é importante continuar-se a promover a leitura recreativa, ou formal em suportes tradicionais, na medida em que permite o desenvolvimento de competências estruturantes para o pensamento, para a linguagem, para a criatividade, redimensionando os tempos da narrativa, da acção, da estória, da história, o tempo sagrado, o tempo profano… A leitura em suportes digitais veio revolucionar o conceito de leitura, introduzindo novas formas de ler, em suportes digitais, armazenamento virtual, com todas as contingências que estão associadas a estes factores. Neste contexto, é um desafio levar as famílias a acompanhar a fluência das suas crianças e jovens nascidos na era digital, evitando a sua infoexclusão, tomando consciência dos poderosos instrumentos de trabalho que a era digital fornece. Em relação às famílias, constitui, sem dúvida, um desafio a divulgação e a sensibilização para a leitura digital e para a formação de novos leitores, em que poderá ser fundamental a intervenção concertada da BE com uma “escola de pais”. Por outro lado, uma problemática, que constitui um desafio é a questão da associação corrente do digital ao domínio lúdico: como levar crianças e
  3. 3. jovens, assim como as famílias a reverem esta posição, encarando o digital como uma poderosa fonte de informação capaz de gerar conhecimento. A diversificação de grupos de leitura na BE, dar a conhecer novos suportes de leitura, como e readers, será uma nova forma de motivação para a leitura, com a capacidade de captar novos leitores, junto a população escolar, tradicionalmente, não leitora. Assim, desafios fundamentais colocam-se à BE, como promotora da leitura em contexto digital e promotora da WEB 2.0 como instrumento de trabalho e facilitadora das aprendizagens. Sem dúvida, que esta revolução não é isenta de riscos, nomeadamente questões éticas relativas a direitos de autor, a uma utilização honesta de conteúdos intelectuais. Por outro lado, há custos que estão associados à era digital que poderão gerar exclusão, nomeadamente, hardware, software, manutenção, licenças, acesso… Além disso, há que salientar os riscos relativos à segurança: a comunicação online poderá criar situações conducentes a abusos de crianças e jovens por predadores, há o risco das transacções e jogos online, que poderão criar situações económicas incomportáveis para as famílias. Todos os riscos apresentados e discutidos também constituem desafios, que deverão ser aceites e respondidos por quem detém, não só a informação, mas também o conhecimento, que deverá de uma forma honesta e equilibrada contribuir para a educação as nossas crianças e jovens: escolas, bibliotecas, famílias, media deverão conscientemente concorrer para as mesmas finalidades, uma vez que a educação é uma tarefa de toda a comunidade e a leitura, em época digital é factor determinante para sucesso pessoal e social. Assim, pode-se concluir que direitos humanos, igualdade de oportunidades, igualdade de género, uma sociedade equitativa e justa beneficia da capacidade de transformar informação em conhecimento, principalmente nesta era digital.

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