Odontologia - Bioética e genética

1.621 visualizações

Publicada em

Odontologia - Bioética e genética, segundo o código de ética na odontologia.

Publicada em: Saúde e medicina
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Odontologia - Bioética e genética

  1. 1. Bioética e Genética Amanda Santana Carlos Leite Gabriela Hentges Gian Lucas Lorena Hentges Raurício Vital Tainara Lima
  2. 2. Introdução Bioética X Genética • Isolamento e clonagem de genes para a substituição de genes defeituosos é hoje uma forma de terapia. • Novas técnicas vão modificar notavelmente o tratamento médico no futuro. – Biologia molecular – Engenharia genética – Medicina preditiva
  3. 3. Introdução • Em que medida o bem da humanidade é melhor atingido com novas formas de vida por meio da engenharia genética? • É eticamente adequado diagnosticar doenças sem cura ? • É eticamente adequado testar indivíduos portadores assintomáticos, com risco apenas para a prole?
  4. 4. Introdução • É eticamente adequado realizar testes em pacientes com possibilidade de doenças degenerativas de início tardio ? • É justo incentivar, por meio do SUS, as terapias gênicas de grande custo em fetos ou recémnascidos com doenças de alto risco quando grande parte da população não tem garantidas as suas necessidades de saúde mais elementares?
  5. 5. O que é Bioética ?? É uma ética aplicada, que visa “dar conta” dos conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde do ponto de vista de algum sistema de valores (chamado também de “ética”).
  6. 6. Nos dias de hoje o desafio mais imediato da bioética, vem das descobertas da genética
  7. 7. Etapas mais importantes na engenharia genética • 1956- Descoberta dos cromossomos humanos como estruturas fundamentais e portadores de material genético • 1965- primeira fusão entre células humanas e murídeas com a passagem de genes para os cromossomos humanos
  8. 8. Etapas mais importantes na engenharia genética 1967- diagnóstico pré-natal no campo genético 1969- descoberta da enzima endonuclease de restrição 1970- síntese do primeiro gene artificial 1978- nasce a primeira criança in vitro 1981- nasce os primeiros ratos por clonagem
  9. 9. Algumas áreas para qual a engenharia genética se volta:      Mapeamento Isolamento Identificação dos genes patogênicos Clonagem Transferência
  10. 10. 2. Níveis e Finalidades da Intervenção
  11. 11. Níveis de Intervenção da Genética • A Intervenção pretende chegar a uma modificação no patrimônio genético e pode ser: – Em nível de células somáticas – Em nível de células germinais – Em nível dos próprios embriões durante as primeiras fases de desenvolvimento. “A importância ética da própria intervenção muda de acordo com cada um desses níveis.”
  12. 12. Nível Células Somáticas • Intervenção voltada para a modificação de algumas de suas degenerações ou defeitos • Suponhamos que se consigam corrigir os defeitos genéticos da anemia mediterrânea nas células hematopoéticas de tal modo que se produzam células normais, que mutiplicando-se substituam as defeituosas
  13. 13. Nível Células Germinais • A intervenção de modificação na linha de células germinais fica excluída de fato pela impossibilidade , ao menos no momento atual de guiar a inserção do gene correto. • A experiência não terapêutica com o embrião humano é gravemente ilícita na ótica da bioética personalistas, independentemente da finalidade perseguida ( Alteração do patrimônio genético fisiológico ou também aprimoramento das possibilidades futuras da ciência
  14. 14. Nível Embriões em fase de Desenvolvimento • A hipótese de intervenção no embrião humano reveste-se de um caráter ainda mais delicado pelo fato de haverf um grande risco de comprometimento da vida do embrião ou do seu futuro biológico em sentido genético • Apresentam-se maiores problemas éticos quando essse procedimento é programaticamente previsto com a finalidade experimental.
  15. 15. Finalidades • Podem se classificar as finalidades de intervenção no campo genético: - Finalidades Diagnósticas - Finalidades Terapêuticas - Finalidades Produtivas - Finalidades Alterativas - Finalidades Experimentais (destrutivas)
  16. 16. Finalidades Diagnósticas • Além do diagnóstico genéticos pré-natal, desenvolvem-se aplicações á respeito do adulto com a finalidade de confirmação de doenças de origem supostamente genética, na frase pré-matrimonial e pré-concpcional para se avalia o risco que correm os potenciais portadores sãos de procriar filhos doentes, na área civil para a confirmação da paternidade, na área penal para identificar o réu de delitos
  17. 17. Finalidades Terapêuticas • No campo genético, toda vez que forem justificáveis, devem ser entendidas como referidas ao sujeito sobre quem se intervém, mas não com a previsão de sacrificar alguém em beneficio de algum outro. A terapia genética pode ser projetada sobre células somáticas(sistema linfático , células do sangue, células da medula óssea da linha germinal ou ainda sobre o embrião precoce.
  18. 18. Finalidades Produtivas • Na engenharia genética já é exercida no campo farmacológico para a produção de hormônios, como a insulina humana, o interferon, as vacinas bacterianas , virais e parasitárias, e o fator humano VIII para a hemofilia de tipo A, estando em cursos novos desdobramentos. • A técnica prevista é a do DNA recombinante.
  19. 19. Finalidades Alterativas • Hipótese da perspectiva alternativa (em que a alteração significa não uma modificação terapêutica, mas eletiva e seletiva) em âmbito humano ou em âmbito animal e vegetal para a criação de espécies modificadas ou de classes de indivíduos resultantes de engenharia.
  20. 20. Finalidades experimentais (destrutivas) • Posição empirista e pragmática que procura uma adaptação das normas vigentes ás novas situações. • Âmbito recorrente do pensamento empírico • Não aceitam p. ex, o critério do respeito pelo embrião quando julgam necessária a destruição de embriões para chegar ao escopo de fazer progredir a pesquisa científica em campos qualificativos e ricos de esperanças para o bem da humanidade.
  21. 21. 3. Normas Éticas Especiais • Biotecnologia: Toda técnica que utiliza organismos vivos ou suas partes para fazer ou modificar produtos. • • • • Técnicas inovadoras Revolução no tratamento de doenças Desenvolvimento e melhoria de alimentos Novos medicamentos para aplicação em humanos e animais
  22. 22. A primeira condição de ética: Avaliação do risco "Avalia-se que a introdução de microorganismos modificados no ambiente acaba tendo de 10 a 20% de efeitos negativos.“ • Falta de inimigos naturais • Nocividade a outros organismos • Destruição direta de ecossistemas • É necessário a ética como principal requisito para que não haja riscos para a saúde e para o meio ambiente.
  23. 23. A segunda condição de ética É que haja uma verdadeira utilidade para o bem da sociedade atual sem prejuízo para a futura.
  24. 24. Terceira condição de ética É necessário igualmente que haja uma adequada informação do público para dissipar falsos temores ou para informar sobre as reais vantagens.
  25. 25. 4. Terapia Gênica • Introdução de um gene em células humanas, para prevenir ou curar uma condição • Dois tipos de terapia gênica: – Em células somáticas: células quer formam tecidos ou órgãos (não estão envolvidos na reprodução) – Em células germinativas: responsáveis pela formação de gametas
  26. 26. • Na terapia gênica em células somáticas: – Pretende-se devolver a normalidade das células defeituosas do individuo doente. • Na terapia gênica em células germinativas: – A modificação esperada no genoma do sujeito que será concebido ou já concebido, bem como a de seus descendentes.
  27. 27. A terapia gênica germinal é excluída por 2 principais motivos: • Os métodos atuais não permitem atingir o resultado e apresenta riscos incontroláveis. • Pelo fato de respeito a vida e igualdade • Até mesmo a terapia gênica somática é considerada de risco, pois são experimentais e está vinculada a riscos e mutações induzidas.
  28. 28. • O CNB estabelece várias condições, entre elas: – Doença grave com pouca expectativa de vida. – Doença na qual não existe terapia alternativa – A engenharia genética visa aumentar e melhorar a qualidade dos produtos ou até construir novos.
  29. 29. • Precisa-se levar em conta que uma possibilidade não terapêutica como escolha de características • físicas ou intelectuais, não irá ofender o principio de igualdade, seria como um "filho construído".
  30. 30. 5. Diagnóstico Pré-natal “Quais os princípios que deveriam nortear a alteração do genoma de um ser ainda não nascido?”
  31. 31. Diagnóstico Pré-natal • Detecção de defeitos – Aceitar o nascimento com déficit – Interromper a gravidez • Aborto de fetos malformados
  32. 32. Métodos de Diagnóstico Pré-natal • Não Invasivo: Cultivo de células em terreno artificial – Não altera a integridade física do embrião • Invasivo: Extração de tecidos do embrião – Uma parte é conservada e implantada – Outra é eliminada
  33. 33. História e Indicações Médicas • O Diagnóstico Genético Pré-Natal – 1968/69 – Aperfeiçoamento de técnicas • Código Deontológico - 1979 – Garantir a liberdade da mulher de ter acesso ou não ao diagnóstico
  34. 34. Código Deontológico -Indicações 1. Idade da mãe superior a 36 anos 2. Presença de filho com Síndrome de Down 3. Presença de filho com defeito do fechamento do tubo neural - anencefalia
  35. 35. 6. Técnicas para o diagnóstico prénatal 1- Ecografia: Conhecido também como ultrasonografia. – Técnica não invasiva e não revela anomalias genéticas ou cromossômicas. – Mostra apenas malformações externas – Pode preparar uma terapia logo após o nascimento
  36. 36. Técnicas para o diagnóstico pré-natal 2- Fetoscopia: É uma técnica invasiva. Permite observar o feto no interior do saco amniótico. – Detecta anomalias como lábio leporino e a fenda palatina, também torna possível obter – uma amostra de sangue fetal e verificar a existência de doenças sanguíneas congênitas. – Realiza-se no período entre a 18ª e a 20ª semana de gravidez
  37. 37. Técnicas para o diagnóstico pré-natal 3- Placentocentese: Retira-se o sangue do feto da placa corial, através da punção da placenta. – Comporta um alto risco de interrupção da gravidez, por isso esse exame não é mais usado.
  38. 38. Técnicas para o diagnóstico pré-natal 4- CVS Retirada das vilosidades coriais: Consiste em retirar tecidos diretamente do feto. – É bastante preciso para diagnosticar anormalidades cromossômicas como a síndrome de Down. – Sua maior vantagem é o fato de poder ser realizado mais cedo -- entre a 10ª e a 12ª semana de gravidez.
  39. 39. Técnicas para o diagnóstico pré-natal • 5- Amniocentese: Diagnostica síndromes cromossômicas, também revela o sexo do bebê e a maturidade dos pulmões dele. – Consiste na retirada de uma amostrado do liquido amniótico. A indicação para o exame é o fato de a mãe apresentar um risco maior de ter um bebê com síndromes. No segundo trimestre, já há líquido amniótico suficiente dentro do útero para que os especialistas possam retirar uma amostra adequada sem colocar muito em risco o bebê, antes disso o risco de aborto é alto.
  40. 40. Técnicas para o diagnóstico pré-natal 6- Cordocentese: É um exame de diagnóstico feito por volta das 18 semanas de gestação. Também conhecido como amostra de sangue fetal – este exame serve para detectar alguma deficiência cromossômica no bebê ou suspeita de contaminação por rubéola e toxoplasmose tardia na gravidez. Neste exame é retirada uma amostra de sangue do bebê a partir do cordão umbilical com a ajuda da ultrassonografia para minimizar o risco de erros.
  41. 41. 7. Indicações Éticas sobre o diagnóstico genético Pré-Natal • As doenças genéticas apresentam pequena probabilidade de cura e, portanto, indução do abordo seletivo é frequente • Problema ético surge em relação a família, em função dos especialistas que colaboram
  42. 42. Orientações Éticas em Relação ao Portador de uma Malformação • 1: posição daqueles que acham óbvio, com fundamento no raciocínio de custos/benefícios • 2: Comum entre os de mentalidade empirista e utilitarista difundida por toda a parte • 3: posição da igreja protestante, expressa pela conselho ecumênico das igrejas • 4: posição de alguns movimentos pela vida
  43. 43. • 5: posição que está aberta ao diagnóstico prénatal, mas por determinadas condições: – Consolida o fato, biológica e racionalmente – O fato de apresentar o feto malformado e portador de doença não diminui, antes agrava, no plano objetivo, e afronta a vida
  44. 44. Cooperação Formal ou Material • Formal: existe a participação do plano de fatos • Material: Direta ou indireta – Direta: ação de quem colabora estabelece uma unidade colaborativa – Indireta: ação do agente principal
  45. 45. Situações de Casos do diagnóstico Genético Pré-Natal • Quem compartilha a atitude abortiva intencional da mulher • Screening: Interrupção voluntária da gravidez
  46. 46. Comissão Ministerial • Na ética reconhece o direito a vida • O diagnóstico pré-natal tranquiliza a mãe • O CNB registra as posições divergentes em questão de diagnóstico pré-implantatório
  47. 47. Bioética e Genética Amanda Santana Carlos Leite Gabriela Hentges Gian Lucas Lorena Hentges Raurício Vital Tainara Lima

×