Um exemplo de resolução de problemas

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Um exemplo de resolução de problemas

  1. 1. Um exemplo de Resolução de Problemas. A minhoca gosta de claro ou de escuro?No projeto Ciranda, a resolução de problemas é uma perspectiva inseridaem todos os eixos. Aqui, um exemplo ilustrativo de uma atividade na área de Natureza e Sociedade.A situação-problema da qual parte uma atividade pode ser, por exemplo a vida dasminhocas. Ao invés de simplesmente „ensinar‟ as características desses animais, aprofessora lança perguntas provocativas, como: “onde elas vivem?”; “Têm patas?”;“Têm olhos?”; “Será que as minhocas gostam de claro ou do escuro?”.A professora não apenas ouve a resposta das crianças, mas pede que justifiquem, eassim verifica o argumento ou raciocínio envolvidos. Pode sugerir, então, que aspróprias crianças comprovem qual é a melhor resposta. O educador verifica o queelas propõem ao desafio: “o que podemos fazer para saber se as minhocas gostamou não do escuro?”.Essa é a situação-problema, em que a professora vai conduzir uma investigaçãocientífica, sempre a partir das propostas das crianças, ajudando-as a organizar asideias, registrá-las em um papel e sistematizá-las, de forma adequada à faixaetária. Essa é uma etapa fundamental, que proporciona diversas experiênciaseducativas e de expressão.Na perspectiva de resolução de problemas, não há apenas um único caminho a seradotado pelo professor. Um desdobramento possível é que o professor proponha aconstrução de um minhocário como „campo de testes‟. Essa construção é mais doque uma brincadeira ou experiência. Na verdade, as crianças estão produzindo ummodelo para a investigação científica.As crianças participam ativamente. O minhocário pode ser feito em uma garrafagrande, aquário ou outro suporte. Sua construção permitirá um novo salto nainvestigação... Aqui surge uma primeira resposta a tantas questões. As minhocas
  2. 2. gostam, sim, de escuro pois ficam frequentemente sob a terra – dado que pode serconstatado pelas crianças.Depois de alguns dias, as crianças poderão observar, entre outras coisasinteressantes, os túneis cavados pelas minhocas e a sua atividade de revolverem osolo; a terra jogada para fora dos túneis pelas minhocas; a subida à superfície,quando a terra estiver encharcada pela água e a reprodução das minhocas. Nessecaso, poderão ser observados casulos de ovos em volta do corpo de algumas dasminhocas ou “saquinhos de ovos” colocados, em geral, presos a pequenosgravetos.É um rico material que a professora explora. Todas as observações das crianças sãoimportantes.As crianças poderão relacionar, nesse caso, o comportamento observado ànecessidade que as minhocas têm de respirar: ao encharcar o solo, a água ocupa olugar do ar, de que as minhocas necessitam para respirar e que elas absorvem porintermédio da pele e de pequenos orifícios.Por fim, a professora já tem a base para levar as crianças a ampliarem osconhecimentos, extrapolando para outros ambientes e situações. Por exemplo, aobservação que fizeram ao que acontece nos jardins depois que chove muito ou aoque fazem os pescadores quando querem recolher minhocas no jardim.Assim, o que poderia ter sido uma simples aula para alunos passivos, tornou-seuma jornada científica de descobertas que produziu, sobretudo, crianças motivadasa aprender e a investigarhttp://colecaociranda.blogspot.com.br/2012/04/um-exemplo-de-resolucao-de-problemas.htmlAlgumas dicas para estimular a curiosidade dascrianças
  3. 3. O estímulo ao pensamento das crianças não é algo restrito à escola. Em casa,a postura dos pais é determinante para levar as crianças a investigarem,buscando respostas para as perguntas que a todo o tempo formulam1. Nunca ache que as crianças são como „potes vazios‟ que progressivamentevão sendo completados com conhecimento. Desde que nascem, as criançastêm sua forma de ver o mundo e constroem suas ideias a respeito de tudo oque acontece. Com as experiências, o aprendizado, o amadurecimento, suasideias vão ficando mais complexas. Isso é aprender.2. Por isso, não julgue o que seus filhos dizem como algo que não deve serlevado em conta. O que eles falam é fruto de uma curiosidade infinita sobreas coisas e as pessoas, que e deve sempre ser estimulada.3. O cérebro é como nossos músculos: quanto mais estimulado, mais responde.Quando mais passivos e menos exigidos, mais limitados ficam. Estimule seufilho a explicar o que pensou e como pensou, a contar o que aprendeu e comoaprendeu. Isso mostra a ele que você valoriza ideias e conhecimento, doiselementos fundamentais no conhecimento humano.4. Incentive sempre a comunicação. Não antecipe a fala do seu filho. Deixeque verbalize a pergunta da forma mais completa que conseguir. Nós, emnosso imediatismo, muitas vezes cortamos a expressão das crianças eantecipamos o que elas pediriam ou perguntariam.5. Tente utilizar minimamente a resposta padrão dos adultos quando ouveuma pergunta das crianças: “nem adianta, você não vai entender, você não écapaz”. As crianças são muito observadoras, estabelecem muitas relações, sãocapazes de resolver muitos problemas – e todo adulto já teve a chance deperceber isso.6. É possível também colocar à disposição das crianças brinquedos maisestimulantes. Há muitas lojas de brinquedos educativos. Procure aqueles quedão mais liberdade de criação para as crianças, os jogos de memória eraciocínio. Há muitas opções tão acessíveis quanto os brinquedos mais comunsdo mercado. É possível, também, construir brinquedos com as crianças - e issopode ser muito divertido.
  4. 4. 7. Por fim, lembre-se sempre de ter algum tempo para conversar com seusfilhos, mesmo os de pouca idade. Muitos adultos pensam que as crianças nãoprecisam disso. Ao contrário: quanto mais os adultos conversam com ascrianças, maiores são os reflexos sobre o vocabulário, o estímulo aopensamento e o fortalecimento dos vínculos afetivos. Tudo isso cria umambiente mais propício para a aprendizagem.UM BOM PROBLEMAUm dos marcantes diferenciais da proposta do Projeto Ciranda é a ênfase naresolução de problemas.Muitos adultos certamente se lembrarão de seu tempo de escola, e pensarãoque as crianças vão despender longas horas fazendo contas e tentandosolucionar problemas numéricos. Se este é seu caso, vale a pena ler até o fimeste texto. Assim, entenderá que resolução de problemas, dentro da ótica doCiranda, ébem mais do que lidar com números, e não seresume à Matemática.A proposta da Resolução de Problemas do material utilizado pelas crianças daEducação Infantil assemelha-se mais ao que todos nós vivemos na vida real:ao nos depararmos com uma situação desafiadora.Buscamos formas de enfrentá-la. Investigamos os caminhos, procuramos olharde diferentes ângulos, lançamos mão de conhecimentos de diversas áreas e denossa experiência de vida. Nem sempre há uma pergunta clara, arrumadinha,
  5. 5. nem uma só resposta. Assim, na escola, enquanto resolvem problemas, ascrianças podem desenvolver um conjunto de habilidades cognitivas,que as ajude a aprender mais e melhor os conceitos fundamentais em todasáreas envolvidas.Elas aprendem fazendo suposições, testando ideias e reformulando-as quandonecessário, tirando conclusões. Nesse processo, aprendem a pensarcomo “pequenos cientistas”.Um exemplo pode estar em um simples jogo de boliche. Se as criançasencontram tudo arrumado e as regras definidas, são pouco estimuladas apensar. Mas, se desde o início, são provocadas a construir e a organizar asgarrafas, discutindo acerca da melhor posição, a ordem dos jogadores, comovão contar e marcar os pontos (se ainda não dominam os números)... aí há umuniverso de descobertas a serem feitas, muitas estratégias a serem criadas.É um processo muito importante para o desenvolvimento – afinal, bemsabemos, a vida não tem respostas prontas para tudo

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