Humanismo

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Humanismo

  1. 1. Um Período de TransiçãoContexto HistóricoAperfeiçoamento da imprensa - graças a ela impulsiona-se o saber Inicia-se o mercantilismo “Europa” – Impulsionando a expansão marítimaA burguesia se desenvolve e expande Na Itália - características da cultura Greco-romana são reavivadas Teocentrismo X Antropocentrismo Ascensão do Absolutismo A ciência ganha espaço
  2. 2. Decadência do sistema Feudal• As guerras pelo controle de terras• A fome• As epidemias• O surgimento da Burguesia (Renascimento comercial)• Feudalismo  Mercantilismo• Êxodo rural  Surgimento de cidades portuárias• A economia de subsistência  Atividades comerciais
  3. 3. Origens do pensamento HumanistaTrata-se de um movimento intelectual italiano - final do séc. XIII e irradiou por quase toda a EuropaIntelectuais gregos, refugiaram-se na Itália, difundemuma nova visão de mundo (mais antropocêntrica) deencontro à visão teocêntrica medieval (1453).Caracteriza-se por uma nova visão do homem em relaçãoa Deus e a si mesmo.Razão: a nova realidade social e econômica da época.Razão Teocentrismo x Antropocentrismo
  4. 4. Na LITERATURA recupera-se os ideais clássicos e na ARTE os seusmodelos – fontes de inspiração ricas e valorizadas.A renovação da LITERATURA, das ARTES e da CIÊNCIA – recebeu onome de RENASCENTISMO. Francesco Petrarca (Arezzo, 20 de14 Versos Inventor - SONETO - Poema Julho de 1304 - Arquà Petrarca, 19 de Julho de 1374) Pai Inspirou a filosofia humanista que levou à do humanismo Renascença. Petrarca acreditava no valor prático e na moral dos estudos da História e da Literatura antigas Isto é: O estudo do pensamento e da ação humanas.
  5. 5. 1 A nomeação de Fernão O retorno de Francisco Sá de 14 Lopes a cronista-mor Miranda da Itália, quando 53 da Torre do Tombo, introduziu uma nova estética, o 24 em 1434 . Classicismo, em 1527. 7Marco cronológico Um movimento cultural a par do estudo e da imitação dos clássicos. Fez do homem o objeto do conhecimento, reivindicando para ele uma posição de importância no contexto do universo, sem, contudo, negar o valor supremo de Deus.
  6. 6. Um período sincréticoTrata-se da transição entre a literatura TROVADORESCA (oral) e oRENASCIMENTO - séc. XVI (classicismo). Conviviam entre si o velho e onovo conviviam entre si. Características do Renascimento Antropocentrismo Hendoísmo Otimismo Universalidade racionalismo Espírito crítico
  7. 7. A produção Poética dos nobres Historiográfica de Fernão Lopes Atividade teatral de Gil Vicente Historiografia Portuguesa: Fernão Lopes • União do literário e do histórico. • Crônica histórica. • Imparcialidade na visão dos acontecimentos. • Interesse pelo lado humano dos acontecimentos que determinaram a história critica o rei e os nobres em seus textos. • Causas econômicas e psicológicas do processo histórico. • Estilo coloquial. • Retrato psicológico dos personagens.Fernão Lopez
  8. 8. Prosa Registravam a vida dos personagens e Crônicas acontecimentos históricos. Cronistas - encarregados de organizar documentos/narrativas sobre ahistória de Portugal cronologicamente. Verificar a autenticidade dos fatoshistóricos, suas causas ou conseqüências, até então nunca feitos. Função de transmitir ensinamentos sobre  Prosa doutrinária práticas diárias e a vida. A prosa doutrinária no sentido de orientar o fidalgo no convívio social e no adestramento físico para a guerra (escrita por monarcas). O culto do esporte, principalmente o da caça, ocupava o primeiro lugar nessa pedagogia pragmática.
  9. 9. Relatos dos feitos heróicos de um Novelas de cavalaria cavaleiro.Poesia As formas fixas do Trovadorismo foram abandodaas, Perdeu-se o acompanhamento musical (Poesia recitada), Adquiri um ritmo próprio, Passou a ser apresentada em reuniões e e festas da corte, Seu principal ambiente - palácio ou castelo, "Poesia Palaciana".
  10. 10. Poesia Estrutura Predomínio - redondilhas 5 sílabas (redondilha menor), ou formal 7 sílabas (redondilha maior) Satíricas = os temas principais eram a vida na TEMAS corte e as conseqüências indesejáveis da expansão ultramarina. De sofrimento = coita; súplica triste e Apaixonada. (Nota-se como as características trovadorescas ainda permanecem) As poesias desse período foram reunidas, em 1516, por Garcia de Resende; " encontramosO cancioneiro geral 286 poetas (dentre eles, o próprio Garcia de Resende) com mais de mil composições.
  11. 11. Teatro Português de Gil Vicente Encenações de caráter RELIGIOSO e PROFANO Mistério ArremedoReligioso Profano Milagre Pantomima Moralidade Farsa
  12. 12. TeatroGil Vicente – fundador do teatro português, atuouna Corte de 1502 até 1537, seu trabalho documenta as transformações pelas quais o paísPassou.Principais obras:- A Farsa de Inês Pereira;-O Auto da Lusitânia;- O auto da barca do inferno, e- outros. Gil Vicente
  13. 13. Características do Teatro Vicentino Seu teatro tem caráter popular e se utiliza de Temas da idade média. foi homem de coragem, que não hesitou em denunciar com lucidez, mordacidade e sentido de humor os abusos, hipocrisias e incoerências que estavam a sua volta. Suas personagens não apresentam características particularizadas, ao contrário, são generalizações, estereótipos, que representam toda categoria profissional ou uma classe social (personagens-tipo) (povoam suas peças as alcoviteiras, os fidalgos, os frades, os judeus, os médicos charlatões).
  14. 14. A produção teatral de Gil Vicente divide-se em três fases: - Primeira Fase – marcada pelos traços medievais e pela influência espanhola de Juan del Encina. São desta fase: O Monólogo do Vaqueiro, o Auto Pastoril Castelhano, o Auto dos Reis Magos, entre outros. - Segunda Fase – aparecem a sátira dos costumes e a forte crítica social. São desta fase: Quem tem farelos?, O Velho da Horta, o Auto da Índia e a Exortação da Guerra. - Terceira Fase – aprofundamento da crítica social através da tragicomédia alegórica, da variedade temática e lingüística, é o período da maturidade expressiva. São desta fase: A Trilogia das Barcas(Auto da Barca do Inferno; Auto da Barca da Glória, Auto da Barca do purgatório), a Farsa de Inês Pereira, o Auto da Lusitânia.
  15. 15. F ragmento do Auto da B arca do InfernoDiabo: [...] entrai! Eu tangerei! Frade: Ah corpo de Deus consagrado!Frade: Por minha lá tenho eu Pela fé de Jesu Cristoe sempre a tive de meu. que eu nom posso entender isto!Diabo: Fezestes bem que é fermosa. Eu hei de ser condenado?!e não vos punham lá grosa Um Padre tão namoradono vosso convento santo? e tanto dado a virtude!Frade: E eles fazem outro tanto!... Assi Deus me dê saúdeDiabo: Que cousa tão preciosa! que eu estou maravilhado!Entrai Padre reverendo! Diabo: Nom cureis de mais detença!Frade: Para onde levais gente? Embarcai e partiremos.Diabo: Para aquele fogo ardente Tomareis um par de remos.que nom temeste vivendo. Frade: Nom ficou isso na avença.Frade: Juro a Deus que nom te entendo! Diabo: Pois dada está já a sentençaE este hábito nom me val?Diabo: Gentil Padre mundanal,a Berzebu vos encomendo!
  16. 16. Gil Vicentevivo A obra de Gil Vicente permanece viva ao longo dos séculos. Em 1955 Ariano Suassuna dramaturgo, romancista e poeta brasileiro, escreve a peça o Auto da compadecida , em forma de auto, em três atos. Baseado na Obra de Gil Vicente.
  17. 17. O AUTO DA COMPADECIDACOM Matheus Nachtergaele
  18. 18. O PAGADOR DE PROMESSAS (1960)(Dias Gomes) – 1/10 títulos - Vest. 2010Sinopse – Zé-do-Burro, homem simples, fez uma promessa à Sta. Bárbara, curar seu burro. Nicolau fica bom e Zé tenta cumprir a promessa (levar uma enorme cruz ao altar da Igreja de Sta. Bárbara no dia da santa. Chegando lá, Zé e sua mulher, Rosa, encontram-na fechada. A partir daí, os interesses locais se voltam para o pequeno caso, e cada segmento social da cidade quer tomar partido da situação da forma que puder.Dias Gomes desenvolve uma severa crítica aos rígidos princípios de setores da Igreja e da sociedade que julgam e condenam desconhecendo as raízes históricas e sociais dos próprios cultos.
  19. 19. TAREFAS• Livro – leitura – p. 94 a 101• Livro – exercícios – p. 98 e 102• Atividades extras: - Assistir : “O auto da compadecida” - Ler : “O pagador de Promessas” (Dias Gomes)
  20. 20. Glossário• Antropocentrismo - é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o Homem.
  21. 21. Glossário• Burguesia é uma classe social que surgiu na Europa na Idade Média (séculos XI e XII) com o renascimento comercial e urbano. Dedicava-se ao comércio de mercadorias e prestação de serviços ( atividades financeiras).• Cruzada - movimentos militares, de caráter parcialmente cristão, que partiram da Europa Ocidental e cujo objetivo era colocar a Terra Santa (Palestina - Jerusalém sob a soberania dos cristãos. Estes movimentos estenderam-se entre os séculos XI e XIII, época em que a Palestina estava sob controle dos turcos muçulmanos . Os povos locais viam estas peregrinações armadas como
  22. 22. Glossário• Conquista de Ceuta, cidade islâmica no Norte dÁfrica , por tropas portuguesas sob o comando de João I de Portugal, deu-se a 22 de Agosto de 1415.• As causas e origens da conquista de Ceuta não são hoje suficientemente claras: uma das razões, a Causa Bélica, teria sido a oportunidade dos infantes (D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique) serem armados cavaleiros por um feito de guerra.
  23. 23. Glossário• Dinastia - uma sucessão de soberanos, pertencentes à mesma família, por diversas gerações. A Dinastia de Avis foi a segunda dinastia a reinar em Portugal. Teve início no final da crise de 1383-1385 , quando o Mestre da Ordem de Avis, D. João, filho natural de el-rei D. Pedro I, foi aclamado Rei nas Cortes de Coimbra.
  24. 24. Glossário• Feudalismo - um modo de organização social e político baseado nas relações servo- contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano E predominou na Europa durante a Idade Média.• Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a um pedaço de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros .
  25. 25. Glossário• Fidalgo ( filho-de-algo), passa então a designar a camada social não titulada que tinha o estatuto de nobre hereditário , juntamente com os titulares , os senhores de terras, com jurisdição. Porém é necessário compreender que este fidalgo genérico, não titulado, subentende "de linhagem" na coloquialidade.• A fidalguia, na Monarquia Portuguesa, constituía uma categoria social e jurídica própria. Depois de D. Afonso V, todos os reis criaram categorias formais de fidalgos, inscritos nos livros reais em três categorias diversas na sua importância, fidalgos esses que integravam indiscutivelmente a nobreza hereditária do reino.• Aos novos fidalgos, não de linhagem nem de solar, chegados à fidalguia por mercê do soberano, era dado um pouco depreciativamente pelos seus pares o nome de fidalgos do Livro .
  26. 26. Glossário• Período Sincrético - Na história das religiões, o sincretismo é uma fusão de concepções ... Categoria: Religiões sincréticas, conceitos religiosos ...• Teocentrismo (do grego θεóς, theos, "Deus"; e κέντρον, kentron, "centro") é a teoria segundo a qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado por Ele e por Ele é dirigido. Opõe-se ao Antropocentrismo e ao Humanismo. Pensamento que dominou a Idade Média, sendo depois sucedido pelo pensamento antropocêntrico.

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