Parte 1 - Introdução

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CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PNEUMOCONIOSE: ORIENTAÇÕES PARA DIAGNÓSTICO E VIGILÂNCIA.

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  • Essafoto é de jateamento de areia. Podemos colocar uma foto da construção civil como construção de túnel
  • É realmente na região de Guanambi
  • Expostos X trabalhadores
  • Deve ser tirado a 3ª coluna
  • Ver como falar
  • COMO NÃO SE APLICA EM 31???
  • Mudar para portaria estadual
  • Parte 1 - Introdução

    1. 1. Parte I Introdução em Pneumoconiose Pneumoconiose Orientações para diagnóstico e vigilância
    2. 2. A Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador/DIVAST vem, ao longo dos anos, desenvolvendo ações de educação permanente voltadas para as equipes dos CEREST, DIRES e da Vigilância à Saúde, visando a qualificação dessas equipes para o desenvolvimento das ações de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador nas regiões de saúde e municípios. Introdução
    3. 3. Objetivos Compreender a doença pneumoconiose e sua relação com o trabalho, identificar critérios para suspeitar casos, encaminhar para diagnóstico diferencial com as demais doenças respiratórias, realizar correta notificação/investigação das pneumoconioses pelos profissionais das unidades de saúde da rede RENAST/BA.
    4. 4. O que é pneumoconiose?
    5. 5. É toda partícula sólida de qualquer tamanho, natureza ou origem, formada por trituração ou outro tipo de ruptura mecânica de um material original sólido, suspensa ou capaz de se manter suspensa no ar. Classificam-se em: poeiras minerais; poeiras vegetais, poeiras alcalinas, poeiras incômodas O que é poeira ?
    6. 6. Toda poeira causa pneumoconiose? Para que ocorra pneumoconiose é necessário que o material particulado seja inalado e atinja as vias respiratórias inferiores em quantidade capaz de superar os mecanismos de depuração (mecanismos de defesa do sistema respiratório).
    7. 7. Toda poeira causa pneumoconiose?  Não. Para alcançar as vias respiratórias inferiores as partículas devem ser menores que 10µm .  As partículas menores que 5µm podem ficar retidas nas vias aéreas inferiores e causar inflamação crônica.  Acima de 10µm são retidas nas vias aéreas superiores
    8. 8. Tipos de poeiras e consequências Riscos Conseqüências Poeiras minerais Ex: Sílica, asbesto, carvão, minerais Pneumoconioses – Silicose (quartzo), asbestose (amianto) e as pneumoconioses dos minerais do carvão Poeiras vegetais Ex: algodão, bagaço de cana de açúcar Bissinose (algodão), bagaçose (cana de açúcar) Poeiras alcalinas Doença pulmonar obstrutiva crônica e enfisema pulmonar Poeiras incômodas Podem interagir com outros agentes nocivos no ambiente de trabalho potencializando sua nocividade
    9. 9. Como se dá a exposição? A exposição ocorre pela inalação de poeiras contendo metais na forma elementar ou na forma de óxidos ou outros sais, ou minerais compostos, com teores de sílica livre variáveis e poeiras orgânicas em ambientes de trabalho.
    10. 10. Poeiras : ferro, bauxita, zinco, manganês, calcário, rochas potássicas e fosfáticas, asbesto, granito, quartzo, feldspato, argilas e outros minerais contendo sílica livre. Quem são expostos? Trabalhadores na mineração e transformação de minerais em geral
    11. 11. Quem são expostos? Trabalhadores em pedreiras
    12. 12. Explosão de pedras com uso de dinamite – gera bastante poeira http://www.google.com.brFoto: Paulo Paiva
    13. 13. Transformação de rochas contendo sílica - Risco de exposição em todas as etapas Extração Britagem - Moagem
    14. 14. Trabalho em túneis ou mineração subterrânea Fotohttp://www.google.com.br/url? sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=ozH3iICIZnGzQM&tbnid=3cnP7kxCnmvBDM:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F %2Fwww.pureaqua.pt%2F79-osmose-reversa-aplicacoes%2F12-supressao- poeira.html&ei=YPX1U7_zFtLnsATI6YH4CQ&psig=AFQjCNEskOUJ1A1ah1C8z4JXNAxseKuQzw&ust=1408714438993268 Na mineração subterrânea há maior risco de adoecimento, quando comparada à exposição a poeiras em mineração de superfície, onde não há enclausuramento.
    15. 15. Quem são expostos? Trabalhadores em Mineração Subterrânea
    16. 16. Quem são expostos ? Trabalhadores na extração do carvão mineral
    17. 17. Quem são expostos? Trabalhadores na indústria naval  Apesar do jateamento de areia estar proibido há mais de 10 anos no Brasil, deve-se atentar para o tempo de latência da doença.  Histórico de exposição pregressa é muito importante. Ainda podemos ter casos de trabalhadores doentes devido a esse tipo de exposição.
    18. 18. Quem são expostos? Trabalhadores na fabricação de tijolos e cerâmicas refratárias - contêm sílica na sua composição Construção civil, fabricação de materiais construtivos e operações de construção pt.wikipedia.org/wiki/Refratário
    19. 19. Quem são expostos? Trabalhadores em marmorarias Corte Polimento
    20. 20. Telhas e caixas d’água Quem são expostos? Trabalhadores na fabricação de materiais de fibrocimento (asbesto / amianto) http://blogdaeternit.com.br/amianto-crisotila/o-que-e-fibrocimento
    21. 21. http://www.google.com.br/url? sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=wWkGITrNNqXKIM&tbnid=yXJ2QPMHT3QCQM:&ved=0 CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fwww.unesp.br%2Fproex%2Finformativo%2Fedicao03dez2001%2Fmaterias %2Famianto.htm&ei=Mt_1U9OWBKy_sQTS5ICQCA&bvm=bv.73231344,d.aWw&psig=AFQjCNEsYpyjUSD_xqQDWj4bWRGh wRA00g&ust=1408708419013224 Trabalhadores na indústria de transformação do amianto: têxtil (tecidos incombustíveis) fabricação de gaxetas, juntas
    22. 22. Trabalhadores na aplicação de pisos de alta resistência que contém sílica. http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http%3A%2F%2F2.bp.blogspot.com%2F_pNo5orRJsBU%2FTKjyiTwx4SI%2FAAAAAAAAAA0%2FYG- 49TMrAW4%2Fs1600%2Fvbuhgrhjgvbhtgbhtbgt.JPG&imgrefurl=http%3A%2F%2Fminasdiferente.blogspot.com %2F2010%2F10%2Fsilicose.html&h=470&w=580&tbnid=GJ6AOhsWEAeStM%3A&zoom=1&docid=_cVD89ZPUqs70M&hl=pt- BR&ei=nM31U6e2FM2dygSun4GYBg&tbm=isch&ved=0CFYQMygzMDM&iact=rc&uact=3&dur=2969&page=3&start=39&ndsp=25 Aplicação de asfalto e pisos de alta resistência
    23. 23. Outras exposições: Garimpos diversos, cavação de poços (de água e outros) www.google.com.br Jornal Cajueiro – Notícias de Nordestina e do mundo -12/02/2014 Pode-se encontrar atividades de garimpo ilegal, trabalho de crianças em mineração e outras situações críticas e graves ...
    24. 24. Que fatores e situações podem indicar risco de ocorrência de Pneumoconiose para trabalhadores em sua região?  Para que possa responder essa pergunta, é importante que você e a equipe responsável pelas ações de vigilância disponham de informações que permitam conhecer e analisar o perfil produtivo, perfil epidemiológico e o mapeamento de riscos da sua região. Orientações Técnicas para Ações de Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho. SESAB/SUVISA/DIVAST. Salvador, 2012.
    25. 25. ? Qual o perfil produtivo e a situação de saúde no seu território ? Possui mineração? Pedreiras? Marmorarias? Qual o histórico epidemiológico em relação às doenças respiratórias no seu território? Há registro de casos de Pneumoconiose? Importância de conhecer o perfil produtivo da sua Região
    26. 26. Perfil produtivo e a situação de saúde no seu território de abrangência  Conhecer o perfil produtivo do município torna- se fundamental para que se possa identificar os possíveis riscos a que os trabalhadores estão expostos.  Faz-se necessário conhecer os setores, número de trabalhadores inseridos e a possível relação entre as atividades produtivas e as doenças relacionadas ao trabalho.
    27. 27.  Os ramos produtivos e agravos identificados devem ser reavaliados periodicamente, sendo possível a incorporação de outros ou a retirada de alguns desses, a cada novo plano de ação. Orientações Técnicas para Ações de Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho. SESAB/SUVISA/DIVAST. Salvador, 2012.  Que fatores e situações podem oferecer risco de Pneumoconiose para os trabalhadores em sua região?
    28. 28. Mineração na Bahia Projeto especial de marketing salvador - Bahia terça-feira 31/5/2011
    29. 29. Mineração na Bahia A Bahia é o quinto produtor brasileiro de bens minerais, registrando uma produção da ordem de R$ 2,1 bilhões em 2011. Com um território cuja diversidade geológica é muito grande, extraindo aproximadamente 40 substâncias minerais, a Bahia figura como um dos três principais alvos de interesse para a prospecção mineral no país, especialmente para minerais metálicos como ferro, ouro, alumínio, cobre entre outros. Mais informações? www.cbpm.com.br
    30. 30. Cobre, ouro, níquel, ferro, urânio, vanádio, talco, rochas ornamentais, rochas calcárias, argila, salgema e pedras preciosas. Principais Produtos Minerais na Bahia
    31. 31. Situação de Saúde Veja um exemplo Em seguida você pode ver um exemplo de situação de saúde que ocorre no município de Bom Jesus da Serra, situado na Região de Saúde de Vitória da Conquista, que tem um histórico de mineração (amianto) no seu perfil produtivo.
    32. 32. Foto da Usina da Mina de São Félix do Amianto – Bom Jesus da Serra Atividade de 1940 a 1967 Análise minerológica 1998: presença de anfibólios do tipo tremolita e crisotila Maior produção 4.000 toneladas / ano Total: 538 trabalhadores (Bagatin, 2000)
    33. 33. Vista parcial - 2008 Entrada da área da mina, com casa de moradores e estrada pavimentada com rejeitos de amianto Fazenda São Félix do Amianto Bom Jesus da Serra
    34. 34. Cava da mina com paredão com rejeitos de amianto - Junho 2008 . O lago é fruto do intenso processo de mineração, muitas vezes utilizado hoje como área de recreação.
    35. 35. Estimativas do número de “expostos” na Mina de São Félix, BJS, Bahia 538 ex-trabalhadores (formais) + familiares = cerca de 2.152 pessoas “ Praticamente todos os familiares trabalhavam na mina, sendo apenas o chefe da casa contratado. As crianças extraíam o mineral manualmente, colocavam em pequenos sacos e vendiam à empresa...” (Bagatin, 2000) Relatório final: “Morbidade e Mortalidade entre Trabalhadores Expostos ao Asbesto na Atividade de Mineração – 1940-1996”. Coord. Prof. Ericson Bagatin, Unicamp, 2000
    36. 36. Resultados da busca ativa pelos Agentes Comunitários de Saúde Estimativa de pessoas potencialmente expostas – exposição ocupacional e ambiental Bom Jesus da Serra 320 pessoas; 89 ex- trabalhadores Poções 256 expostos Caetanos 15 expostos Total Cerca de 600 pessoas a serem avaliadas
    37. 37. Dependendo do tipo da poeira (agente etiológico) existem várias variantes da doença. Tipos de Pneumoconiose
    38. 38. Pneumoconiose - Agentes etiológicos e processos patológicos que ocorrem no pulmão Fonte: Pneumoconioses - Protocolo de Complexidade Diferenciada, Ministério da Saúde, 2006. Quando a sílica está vinculada a outro tipo de minério
    39. 39. Como vocês viram existem diferentes tipos de pneumoconiose. Nesse curso iremos dar destaque às silicoses e às asbestoses, porque são as pneumoconioses de maior prevalência no estado da Bahia. Elas serão estudadas na II e III parte desse curso. A parte IV desse curso aborda a notificação de Pneumoconiose no SINAN. Pneumoconiose - Agentes etiológicos e processos patológicos que ocorrem no pulmão
    40. 40. Alguns dados epidemiológicos
    41. 41. Brasil Os dados epidemiológicos sobre Pneumoconioses no Brasil são escassos e referem-se a alguns ramos de atividades em situações focais. Os dados disponíveis sobre ocorrência de silicose, por exemplo, dão uma ideia parcial da situação de risco relacionada a esta Pneumoconiose. A maior casuística nacional de silicose provém da mineração de ouro subterrânea de Minas Gerais, na qual já foram registrados cerca de quatro mil casos. Saúde do Trabalhador Protocolos de Complexidade Diferenciada, MS, 2006.
    42. 42. Dados Epidemiológicos - Brasil Saúde do Trabalhador Protocolos de Complexidade Diferenciada, MS, 2006. Esses dados devem ser atualizados, considerando-se as mudanças nos processos de trabalho.
    43. 43. Dados Epidemiológicos - Brasil Saúde do Trabalhador Protocolos de Complexidade Diferenciada, MS, 2006.
    44. 44. ATENÇÃO Estudos epidemiológicos em vários países mostram que o risco de ocorrência de Pneumoconiose ainda é um problema mundial, tanto nos países desenvolvidos, quanto naqueles em desenvolvimento. É provável que nos países em desenvolvimento as condições de trabalho e a precariedade dos controles ambientais e da exposição levem a um maior risco de adoecimento. Saúde do Trabalhador Protocolos de Complexidade Diferenciada, MS, 2006.
    45. 45. ATENÇÃO A mortalidade por silicose em países como França, Itália, Holanda, EUA, Canadá e Finlândia decresceu muito nas últimas décadas. Entretanto, ainda têm sido relatadas epidemias de silicose nesses países. Na África do Sul, a estimativa de ocorrência de silicose entre mineiros era de 20 a 30%, na década de 90. Saúde do Trabalhador Protocolos de Complexidade Diferenciada, MS, 2006.
    46. 46.  A essa elevada taxa associa-se o elevado risco de tuberculose e as altas prevalências de infecção pelo HIV.  Pesquisadores em países como China, Índia e Brasil têm publicado resultados de estudos com alta prevalência de Silicose, demonstrando a existência do problema e a necessidade de melhoria no diagnóstico e no controle de exposição. O prognóstico muda de acordo com a fase em que a doença se encontra. ATENÇÃO
    47. 47. ATENÇÃO  É de suma importância que se faça o diagnóstico precoce das Pneumoconioses nos serviços de saúde e nas empresas, providenciando o imediato afastamento do trabalhador das atividades e do ambiente em que ocorre a exposição.  Quanto mais rápido identificar e afastar o trabalhador da exposição, melhor será o prognóstico da doença.  Trabalhadores diagnosticados em estágios avançados terão pior prognóstico, manejo clínico mais difícil, pior qualidade de vida e menor sobrevida.
    48. 48. Na Bahia, a notificação de casos de pneumoconiose é incipiente ou inexistente na maioria dos municípios. Notificação de Pneumoconiose na Bahia Dra. Eliane Sales – Médica do Trabalho, Epidemiologista
    49. 49. Casos de Pneumoconiose notificados no SINAN, por Região de Saúde, Bahia, 2011. Fonte: SINAN-Net, DIVAST, 2011.
    50. 50. Distribuição de casos de Pneumoconiose notificados no SINAN, por Região de Saúde e município notificante, Bahia, 2007-2014. Região de Saúde Município Número de Casos Brumado Ibipitanga 1 Camaçari Camaçari 2 Feira de Santana Feira de Santana 1 Guanambi Caetité 2 Itaberaba Itaberaba 1 Itabuna Itabuna 2 Jequié Jequié 1 Salvador Salvador 62 Serrinha Conceição do Coité 3 Santaluz 1 Teixeira de Freitas Medeiros Neto 1 Valença Camamu 1 Vitória da Conquista Vitória da Conquista 2 TOTAL 80 Fonte: SINAN-Net. Sistema de Informações de Agravos de Notificação, DIS, DIVAST/NISAT. Dados extraídos em outubro de 2014.
    51. 51. Pneumoconioses na Bahia  Ao serem analisados os municípios e respectivas Regiões de Saúde verifica-se que as regiões de Salvador e Serrinha apresentaram os maiores quantitativos de registros de Pneumoconiose, considerando valores acumulados entre os anos de 2007 e 2014.
    52. 52. Descrição do perfil de adoecimento por Pneumoconioses na Bahia  Para a região de Salvador, foram registrados 62 casos, todos referentes ao município de Salvador, o que pode denotar que o diagnóstico e fechamento do nexo causal tem ocorrido na capital do Estado.  Para a região de Serrinha foram registrados quatro casos, um no município de Santa luz e três casos no município de Conceição do Coité.  Outros casos ocorreram nas regiões de Camaçari, Brumado, Feira de Santana, Guanambi, Itaberaba, Itabuna, Jequié, Teixeira de Freitas, Valença e Vitória da Conquista.
    53. 53. Classe Atividade Econômica - CNAE 2.0 Nº CASOS 26301 FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE CONCRETO, CIMENTO, FIBROCIMENTO, GESSO E ESTUQUE 7 14109 EXTRAÇÃO DE PEDRA, AREIA E ARGILA 5 13242 EXTRAÇÃO DE MINÉRIO DE METAIS PRECIOSOS 8 45217 EDIFICAÇÕES (RESIDENCIAIS, INDUSTRIAIS, COMERCIAIS E DE SERVIÇOS) 4 75116 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM GERAL 2 14290 EXTRAÇÃO DE OUTROS MINERAIS NÃO-METÁLICOS 2 19313 FABRICAÇÃO DE CALÇADOS DE COURO 1 26417 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS CERÂMICOS NÃO-REFRATÁRIOS PARA USO ESTRUTURAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1 45292 OBRAS DE OUTROS TIPOS 1 52698 OUTROS TIPOS DE COMÉRCIO VAREJISTA 1 01619 ATIVIDADES DE SERVIÇOS RELACIONADOS COM A AGRICULTURA 1 45497 OUTRAS OBRAS DE INSTALAÇÕES 1 74993 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PRESTADOS PRINCIPALMENTE ÀS EMPRESAS NÃO ESPECIFICIDAS ANTERIORMENTE 1 Não Informada ou Não se Aplica 45 TOTAL 80 Fonte: SINAN-Net. Sistema de Informações de Agravos de Notificação, DIS, DIVAST/NISAT. Dados extraídos em outubro de 2014. Distribuição de casos de Pneumoconiose notificados no SINAN, por Classe de Atividade Econômica – CNAE 2.0, Bahia, 2007-2014.
    54. 54. Comentários  Atentem para o fato de que as atividades marcadas em verde são atividades que não têm relação com Pneumoconiose. Provavelmente, foi feito registro da ATIVIDADE ATUAL.  Quando fazemos a investigação de Pneumoconiose devemos pesquisar a HISTÓRIA OCUPACIONAL completa do trabalhador; pois, em muitos casos a OCUPAÇÃO ATUAL não é aquela responsável pela EXPOSIÇÃO A POEIRA.
    55. 55. SUS ATENÇÃO E VIGILÂNCIA DAS PNEUMOCONIOSES NO SUS
    56. 56. Diagnóstico de Pneumoconiose
    57. 57. Leitura Radiológica
    58. 58. O que é uma leitura radiológica – Classificação OIT?  É um método de referência para a análise de radiografias convencionais de tórax - Classificação Radiológica da OIT, cuja última versão é de 2000. Ela permite que as radiografias sejam interpretadas e codificadas de uma forma padronizada, pela utilização de radiografias padrão comparativas e folhas de registro apropriadas.  As alterações radiológicas são sumarizadas com informações sobre a identificação do paciente e da radiografia, qualidade da chapa, alterações de parênquima pulmonar, alterações de pleura e símbolos, que denotam alterações associadas ou não às pneumoconioses.
    59. 59. O que é uma leitura radiológica?  A leitura radiológica é realizada pelo médico que tenha um treinamento específico e adequado para fazê-lo. Entretanto, é importante que outros profissionais de saúde tenham acesso a algumas informações básicas.  As informações completas estão disponíveis no protocolo de pneumoconiose e um vídeo com informações simplificadas estão disponíveis no material de apoio.
    60. 60. O profissional de saúde ao atender um trabalhador ou ex- trabalhador de áreas onde há risco potencial de doença, deve solicitar as informações sobre o acompanhamento da sua saúde. De acordo com a Norma Regulamentadora de Segurança e Medicina do Trabalho - NR-7 - Portaria Ministério do Trabalho nº 3.214/1978 (BRASIL, 1978), a empresa deve manter acompanhamento radiológico e funcional periodicamente para todos os trabalhadores expostos a poeiras minerais. Atenção e Vigilância das Pneumoconioses no SUS
    61. 61. Portanto, uma forma de acompanhamento pela rede e os programas do SUS é a verificação dos laudos funcionais respiratórios e as avaliações da telerradiografia do tórax periodicamente. No caso de trabalhadores informais expostos, estes deverão ser encaminhados à rede básica de saúde para avaliação da necessidade de investigação clínica. Atenção e Vigilância das Pneumoconioses no SUS
    62. 62. Atenção e Vigilância das Pneumoconioses no SUS - Sílico-Tuberculose Existe uma associação entre exposição à sílica e tuberculose. Os trabalhadores expostos à sílica tornam-se mais suceptíveis para o desenvolvimento de tuberculose. É necessário que, no atendimento a pacientes portadores de tuberculose, se investigue se há exposição ocupacional à sílica e se há quadro de silicose associado – fazer busca ativa de casos. Na anamnese, sempre coletar a história ocupacional, Observar o tempo de latência da doença Investigar exposições passadas
    63. 63. De acordo com o Manual de Controle da Tuberculose no Brasil (BRASIL, 2002), a busca de casos de tuberculose na comunidade deve ser feita em “todas as pessoas que apresentem tosse e expectoração por três semanas ou mais, através do exame bacteriológico [...]”. No caso de indivíduos com história de exposição a poeiras minerais, o profissional de saúde deve estar atento para a possibilidade de associação de tuberculose com pneumoconiose, ou mesmo pneumoconiose isolada. Atenção e Vigilância das Pneumoconioses no SUS- Sílico/Tuberculose
    64. 64. No âmbito do programa da tuberculose, devem ser incluídas as informações ocupacionais na ficha de investigação do paciente, uma vez que a exposição à sílica é um fator de risco para o desenvolvimento da tuberculose. Atenção e Vigilância das Pneumoconioses no SUS- Sílico/Tuberculose
    65. 65. O tratamento da Sílico-tuberculose deve seguir o consenso do tratamento da Tuberculose isolada; porém, é de grande importância que o paciente seja reconhecido como exposto ou como pneumoconiótico, uma vez que isto irá incorrer em cuidados especiais após a alta-cura. Às vezes, se trata repetidas vezes como Tuberculose, sem resultados, um caso que é somente Silicose. Atenção e Vigilância das Pneumoconioses no SUS- Sílico/Tuberculose
    66. 66. Responsabilidade compartilhada entre o Estado e o Município Ações de Saúde Organização da Atenção à Saúde Os níveis de atenção, serviços de saúde e procedimentos necessários para Atenção à Saúde dessa população envolvem a: Atenção Básica, Atenção Especializada (média e alta complexidade) e Vigilância à Saúde.
    67. 67. Linhas de Atuação da Saúde  Informar à população trabalhadora e geral sobre riscos e formas de proteção  Organizar a rede de atenção à saúde – busca ativa / diagnóstico / tratamento e reabilitação física/funcional  Executar as ações de vigilância em ST, incluindo vigilância de ambientes e processos de trabalho  Articular-se com outros setores e integrar políticas públicas no território  Contribuir para o desenvolvimento econômico socialmente e ambientalmente sustentável
    68. 68. Processo de Busca Ativa de Casos  Definições para a busca ativa pelos ACS: Identificação de pessoas potencialmente expostas, no passado e atualmente (considerar o período de latência)  Familiares dos ex-trabalhadores expostos ao amianto (o trabalhador levava poeira para casa – roupa suja do trabalho)
    69. 69.  Pessoas com exposição ambiental: freqüenta o local da mina; utilizou pedras para construção na casa; mora ou morou próximo  Buscar no sistema de informação (SIM,SINAN,SIH) informações sobre o município da região . E também alimentar o sistema de informação. Processo de Busca Ativa de Casos
    70. 70. • Busca ativa de casos pelos ACS • Cadastramento da população potencialmente exposta • Consulta médica e da equipe da ESF • Avaliação de saúde dos expostos e aplicação de protocolo • Ficha e fluxo de atendimento aos expostos • Encaminhamentos e acompanhamento de saúde • Levantar questionamentos na AT através de capacitações das unidades de saúde de toda a equipe, intensificando a notificação.
    71. 71. Atenção Especializada – Média Complexidade Consultas com Especialistas: Médico do Trabalho Pneumologistas Exames complementares: Raio X Tórax - padrão OIT Espirometria Outros, se necessário
    72. 72. Agora que vocês já conhecem um pouco sobre Pneumoconiose, vocês já podem acessar as partes II,III e IV desse curso para aprender mais sobre doenças relacionadas ao amianto e a sílica e como notificar os casos de Pneumoconiose no SINAN.

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