Gestão da Inovação - MABE + IED

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Trabalho de conclusão apresentado no 4º módulo do curso de extensão em Gestão da Inovação @ IED SP - 2011.

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Gestão da Inovação - MABE + IED

  1. 1. GESTÃO DA INOVAÇÃOsexta-feira, 9 de novembro de 12
  2. 2. 1. BRIEFING 2. METODOLOGIA 3. PÚBLICO SUMÁRIO 4. DESIGN UNIVERSAL 5. CONSULTORIA 6. CONCLUSÃOsexta-feira, 9 de novembro de 12
  3. 3. 1. BRIEFINGsexta-feira, 9 de novembro de 12
  4. 4. 1. BRIEFING MABE + IED Existe hoje uma escassez de produtos que atendam a certas necessidades especiais de um público que possui pequenas ou grandes limitações físicas. O setor de eletrodomésticos se mostra carente de recursos que possam surprir tal demanda, uma vez que estes consumidores, formados em sua maioria por idosos e deficiente físicos, têm bastante dificuldade de manusear tais aparelhos. Preocupado com esta insuficiência, o grupo Mabe procurou o Instituto Europeo di Design (IED) para criar uma parceria buscando pesquisar oportunidades e criar soluções inovadoras que possam reparar tal negligência e descaso do mercado em atender esta fração de consumidores. Estas respostas devem ainda assegurar a viabilidade do negócio e tornar a produção possível dentro de uma realidade tangível.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  5. 5. 2. METODOLOGIAsexta-feira, 9 de novembro de 12
  6. 6. 2. METODOLOGIA IMERSÃO NA MARCA Foi feita uma visita no show room da MABE onde pode ser feita uma análise dos diversos produtos das 3 marcas (GE, Continental e Dako) que constituem o grupo. Procurou-se também visitar lojas e websites para averiguar maior diversidade de produtos e recursos. BENCHMARKING Outros grupos foram investigados afim de se certificar das soluções existentes, dificultando cruzar caminhos ja percorridos por outras marcas, garantindo assim o potencial inovador das ideias que surgirão. COLETA DE DADOS Algumas outras informações tiveram que ser pesquisadas para dar suporte ao trabalho e fortalecer a defesa das oportunidades levantadas no processo. ETNOGRAFIA Enfim, visitou-se 1 Associação e 2 casas onde pudemos entrar em contato com o público para observar, entrevistar e entender suas relações com os produtos, coletando o máximo de informações possível.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  7. 7. sexta-feira, 9 de novembro de 12
  8. 8. 3. PÚBLICOsexta-feira, 9 de novembro de 12
  9. 9. 3. PÚBLICO POPULAÇÃO BRASILEIRA 190MI Cálculos apontam para a existência de 1,1 milhões de cegos no Brasil (0,6% da população estimada) e cerca de 4milhões de deficientes visuais sérios. fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia - 2009 1,1MI (0,6%)sexta-feira, 9 de novembro de 12
  10. 10. 3. PÚBLICO Por questões sociais conhecidas, a cegueira na população brasileira distribui-se da seguinte forma estatística: 765mil 414mil 48mil Regiões de Regiões de Regiões de razoavel boa economia pobre economia economia e e com bons e com pobres com pobres serviços de serviços de saúde serviços de saúde saúdesexta-feira, 9 de novembro de 12
  11. 11. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIAsexta-feira, 9 de novembro de 12
  12. 12. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIA MARKIANO CHARAN FILHO Diretor Presidente da ADEVA Atentou para o fato de que o avanço tecnológico tem sido inimigo dos cegos quando deveria ajudar. Os painéis digitais foram feitos sem qualquer preocupação para este público, pois não têm quaisquer feedback, tanto tátil quanto auditivo. - Dificuldade no uso do micro-ondas, pois o painel é plano, não tem como identificar os botões. - Dificuldade para regular o termostato do refrigerador. - Procura manter as coisas sempre no mesmo lugar, de preferência com tampa. - No freezer, é difícil diferenciar os produtos congelados. - Não cozinha, mora com a mãesexta-feira, 9 de novembro de 12
  13. 13. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIA DONA LIZETE 80 anos, dona de casa Perdeu a visão aos 40 anos Ativa na cozinha, hoje possui empregada que lhe ajuda diariamente, mas ainda cozinha ou assistencia boa parte da comida feita em casa. Suas maiores dificuldades são paineis digitais, com destaque para o micro-ondas. Conta da dificuldade de um painel com superfície lisa, sem qualquer relevo, pois não consegue se orientar.é necessário feedbacks que ajudem no manuseio. No fogão as válvulas giratótias ajudam, porém sem marcações para identificar os índices de temperatura, continuar desorientada. Levantou a questão da limpeza, os cegos têm grande dificuldade de identificar alguns tipos de sujeiras quando estas não possuiem odores ou tem pouca textura. Quando vai à loja comprar um produto novo, testa todos e escolhe o que melhor se adaptar. Porém tem sua marca predileta.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  14. 14. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIA - No fogão, primeiro procura onde está a trempe, põe a mão na boca, coloca a panela e acende o fogo. - Para facilitar, usa sempre as bocas da frente. - Os botões tem formato que ajudam a saber a temperatura. - Marca o tempo no relógio de pulso, que fala as horas. - Sabe que o forno está aceso pelo calor, mas não sabe qual temperatura está usando. - No micro-ondas, com botões planos, aperta qualquer um para ligar, abre a porta para desligar. Para saber se está quente, abre e experimenta, sente a temperatura. - No refrigerador, não saber regular a temperatura. - No freezer, não sabe o que está congelado. Procura lembrar a embalagem. - Na máquina de lavar, vai girando o botão e através do som, reconhece se está enchendo, batendo ou centrifugando.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  15. 15. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIAsexta-feira, 9 de novembro de 12
  16. 16. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIA ZILDA E JOSÉ BISPO Ela, 45 anos, cega desde os 13 Ele, 59 anos, cego desde os 16 Casados, ambos trabalham em hospitais com radiologia. Completamente independentes, moram sozinhos e tem uma empregada que vai 3 vezes na semana para auxiliar na limpeza da casa. Dependem dos sons para se orientarem e o silêncio torna- se importante para que não percam seus referênciais. Como todos os relatos, condemam o uso inconsequente da tecnologia e se sentem prejudicados pela digitalização dos eletrodomésticos. Utilizam vários recursos para adaptar os produtos à suas necessidades e sentem-se frustrados com tal descaso. Na loja a decisão de compra está na facilidade de operação que o produto oferece. A marca fica em segundo plano.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  17. 17. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIA FOGÃO - Zilda fez um bolo, provando que não tem dificuldade de adaptação. - O fogão tem acendimento automático. - A localização da trempe inicialmente é pelo tato. Quando está quente, localiza pelo calor. - Usa o som do gás como indicativo de funcionamento. REFRIGERADOR - Dificuldade para regular a temperatura. - Tudo está sempre no mesmo lugar e organiza os alimentos em potes. MICRO-ONDAS E MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS - Modelo analógico que gira, mais fácil de operar - Paineis lisos ou touchscreen tornam os produtos quase impossíveis de serem usados.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  18. 18. 3. PÚBLICO: ETNOGRAFIAsexta-feira, 9 de novembro de 12
  19. 19. 4. DESIGN UNIVERSALsexta-feira, 9 de novembro de 12
  20. 20. 4. DESIGN UNIVERSAL Design Universal se trata do design de produtos e ambientes usáveis por todas as pessoas, na maior extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  21. 21. 4. DESIGN UNIVERSAL: PRINCÍPIOS USO IGUALITÁRIO 1 O design é útil e vendável para pessoas com diversas habilidades; FLEXIBILIDADE DE USO 2 O design acomoda uma grande extensão de rpeferências e habilidades individuais; USO SIMPLES E INTUITIVO 3 Design de fácil compreensão, independente da experiência, conhecimento, idioma ou nível de educação do usuário;sexta-feira, 9 de novembro de 12
  22. 22. 4. DESIGN UNIVERSAL: PRINCÍPIOS INFORMAÇÃO PERCEPTÍVEL 4 O design comunica a informação necessária de maneira efetiva ao usuário, independente de condições ambientais ou habilidades sensoriais do usuário; TOLERÂNCIA A ERRO 5 O design minimiza perigo e consequências adversas de ações acidentais ou não-intencionais; BAIXO ESFORÇO FÍSICO 6 O design pode ser usado de maneira eficiente e confortável com o mínimo de esforço; TAMANHO E ESPAÇO PARA ACESSO E USO 7 Tamanho e espaço apropriados são providos para dar acesso, alcance, possibilidades de manipulação e uso, independente de tamanho, postura ou nível de mobilidade do usuário;sexta-feira, 9 de novembro de 12
  23. 23. 5. CONSULTORIAsexta-feira, 9 de novembro de 12
  24. 24. 5. CONSULTORIA Na fase de etnografia percebemos que os deficientes Baseando-se na filosofia do DESIGN UNIVERSAL, o visuais possuem um nível elevado de independência. Suas grupo optou por trabalhar soluções inclusivas, melhorias limitações são dribladas por outros recursos que utilizam de acessibilidade que facilitem o manuseio dos produtos para adaptar os produtos às suas necessidades. não só dos cegos, mas também do público idoso, pessoas com baixa visão e não-alfabetizados. Possuem um círculo grande de amizade e a propaganda boca a boca sobre produtos tem grande poder. A decisão O caminho escolhido opta por resoluções de baixo custo da compra está na facilidade de operação que o produto que possibilitam uma implementação imediata e atingir oferece. O preço e a marca ficam em segundo plano. uma parcela relativamente grande de consumidores. Uma vez que as medidas não terão um impacto grande Embora a escolha dependa da facilidade do uso e a na produção, provavelmente não influenciará no preço, capacidade de adaptação seja grande, o nível de tornando o consumo viável. insatisfação e frustração do público é enorme. O projeto deve ser considerado então como um guia de design para inclusão, e pode ser aplicado em todas as marcas do grupo MABE, fazendo assim com que seus produtos possuam excelência em Acessibilidadesexta-feira, 9 de novembro de 12
  25. 25. 5. CONSULTORIA Dificuldade: Painéis lisos de membrana encontrados em microondas, máquinas de lavar roupa e louças, fogões e geladeiras. São lisos, sem texturas ou saliências, dificuldade de identificar os botões através do tato e pouco feedback ou resposta confusa pro usuário. Soluções: - Dispositivo giratório, sempre que possível, com clique e relevos indicativos; - Funções principais com relevo em braille; - Indicação do número 5 para orientação sobre os números; - Audio descrição, audio feedback para estágios do processo de cozimento, congelamento, lavagem, etc;sexta-feira, 9 de novembro de 12
  26. 26. 5. CONSULTORIA Dificuldade: Painéis digitais touch screen encontrados em microondas, e alguns refrigeradores. São lisos, sem texturas ou saliências, difíceis de identificar os comandos através do tato, nenhum feedback tatil e resposta sonora confusa. Soluções: - Recurso audio descritivo; - Leitura ao passar o dedo, acionamento com duplo clique; - Película removível em braille.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  27. 27. 5. CONSULTORIA Dificuldades específicas: REFRIGERADOR 1) Regulagem da temperatura (manípulo não permite saber qual número está) 2) Identificação dos produtos congelados 3) Esbarrar e derrubar potes sem tampa Soluções: - Manipulo com indicativo de direção; - Manipulo com clique; - Números em relevo; - Botões (1, 2, 3, 4 e 5) para níveis; - compartimentos diferenciados com descrições em braille; - Presilhas diferenciadoras (frango, carne moída, bife, peixe, etc.) - Abas nas prateleiras (tipo bandeja)sexta-feira, 9 de novembro de 12
  28. 28. 5. CONSULTORIA Dificuldades específicas: FOGÃO 1) Localização da trempe / centralização da panela na boca; 2) Regulagem de temperatura; 3) Manipulação do forno e chamas do fogão. Soluções: - Manipulos com indicativos de direção e identificador de níveis; - Grafismos com relevos indicando os estágios; - Timer com resposta auditiva e clique para níveis de minutos; - Sonorizador para notificar forno ligado ou apagado; - Saliência nas extremidades das trempes para centralizar panelas à boca do fogão.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  29. 29. 5. CONSULTORIA OUTROS Em suma, o uso do braille deve ser incentivado. Seja na implementação direta dentro do processo de produção do produto ou como kit complementar que acompanhe a venda. Os cegos têm grande dificuldade de utilizar o produto por completo. Dificilmente eles têm noção de todas as funções de um produto, sendo privados de todos os recursos os quais compraram. Todos os eletrodomesticos devem acompanhar um CD de audio especial com instruções de uso para cegos. Se possível, um manual em braille.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  30. 30. 6. CONCLUSÃOsexta-feira, 9 de novembro de 12
  31. 31. 6. CONCLUSÃO Os deficientes visuais não necessitam de produtos específicos pois se adaptam com facilidade. Os pontos críticos identificados podem ter soluções que fazem a inclusão dos cegos e também portadores de outras deficiências, idosos e analfabetos. Ações e Oportunidades: 1) Criar campanhas que promovam os produtos e divulguem suas características de acessibilidade. 2) Orientação em loja no momento da venda que indique os produtos com facilidade de uso para este público. 3) Fazer parcerias com associações para deficientes visuais, promovendo eventos e cursos utilizando os novos eletrodomesticos e assim disseminando os beneficios dos produtos. A MABE deve ser a embaixadora da acessibilidade, se destacar no mercado como empresa inovadora e socialmente consciente.sexta-feira, 9 de novembro de 12
  32. 32. “A gente enxerga o que ouvimos e o que sentimos” (Zilda) OBRIGADO!sexta-feira, 9 de novembro de 12
  33. 33. sexta-feira, 9 de novembro de 12

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