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  1. 1. 1 Contrato ATER/INCRA/PROSAFRA nº 15000/14 JULGAMENTO DE GADO LEITEIRO TÉCNICO RESPONSÁVEL: RAFAEL SOARES DIAS rafaelsoareszootec@hotmail.com (62) 92675013 (Claro) (62) 81301505 (Tim) (62) 86330418(Oi)
  2. 2. 2 JULGAMENTO DE GADO LEITEIRO Técnico Responsável: RAFAEL SOARES DIAS rafaelsoareszootec@hotmail.com INTRODUÇÃO Neste texto o objetivo é apresentar conceitos que abrangem a prática de julgamento de gado leiteiro pelo escore corporal. Serão abordados conceitos sobre o que é escore corporal, o que é julgamento de gado leiteiro, quais os requisitos importantes para se julgar um gado leiteiro, a influência da genética, o manejo do gado leiteiro, a alimentação do gado leiteiro, a estatura do gado, o ângulo da garupa, a largura da garupa, as pernas posteriores com vista lateral e traseira, o ângulo dos cascos, a inserção do úbere anterior, a altura do úbere posterior, a largura do úbere posterior, a profundidade do úbere, o comprimento das tetas e por fim o escore corporal do gado de corte. O QUE É ESCORE CORPORAL? O escore corporal é a maneira pela qual o produtor avalia toda sua criação e, ao mesmo tempo a maneira como ele define seus planos de engorda, bem como seus planos de reprodução almejando um resultado definitivo. É preciso determinar esse escore corporal através de alguns estágios da vida dos animais como, por exemplo, desmame. Durante esse período é preciso determinar o escore tanto dos bezerros quanto das mães, visto que bezerros fracos que possuem mães gordas é revelado pouca habilidade dessa
  3. 3. 3 mãe quanto a maternidade, pois geralmente as vacas que estão na primeira cria estão mais magras. Dos 30 a 60 dias pós-desmame, é preciso avaliar as vacas para ver se elas estão reagindo bem pós-parto, pois as vacas que estão magras precisam se recuperar ou então serem descartadas. Os 90 dias do pré-parto é o último prazo para determinar quais são as vacas que apresentam uma magreza para o parto e que portanto, precisam ser recuperadas imediatamente. É preciso avaliar o parto das vacas as quais tiveram o parto magras dificilmente voltaram a poder ciclar novamente. Na Estação de Monta, dependendo do escore das fêmeas é necessária a implantação do desmame precoce. Sendo assim, o escore corporal são dados em notas que variam de 1 a 9, sendo que notas de 1 a 3 denominam animais magros que estão com costelas de fora; notas de 4 a 6 denominam animais que não apresentam grande deposição de gordura, mas suas costelas não estão de fora; notas de 7 a 9 denomina animais gordos, sendo eles recomendados para a reprodução, visto que os mesmos possuem excesso de gordura. O QUE É JULGAMENTO DE GADO? O julgamento de gado pode ser comparado a uma arte, onde a perfeição irá depender das aptidões, bem como dos conhecimentos dos julgadores. O julgamento é definido como sendo uma arte a qual determina as qualidades que o animal tem, onde se pode comparar as qualidades do animal que está sendo julgado com as do tipo ideal ou até mesmo as de uma padrão reconhecido. A eficiência do julgamento aumenta conforme a observação e os estudos que são adquiridos através das práticas constantes de julgamento.
  4. 4. 4 QUAIS OS REQUESITOS PARA JULGAR UM GADO? Para julgar um gado são levados em consideração alguns elementos essenciais. O conhecimento da raça que está em julgamento, visto que o julgador precisa saber com propriedade as características que são ideais para essa raça, bem como os defeitos que trazem a desclassificação do gado. Também a observação apurada da raça, ou seja, é preciso que haja uma observação bem apropriada. A maioria dos erros cometidos durante os julgamentos são por conta de uma observação mal feita, sendo que essa observação consiste em uma avaliação observando como o gado é realmente. Também o bom senso é um requisito importante, visto que o avaliador deve ter bom senso e habilidade nas comparações, pesando bem as características do animal irá alcançar o objetivo final que é uma avaliação e um julgamento lógico e justo. Assim como a coragem e a honestidade também são importantes, visto que julgando o animal de maneira consciente e cientifica não há como o jurado deixar se influenciar por opiniões de pessoas de fora, pois assim sua decisão será séria. A avaliação do gado leiteiro segue o padrão de força leiteira (22%), garupa (10%), pernas e pés (26%) e sistema mamário (42%). A força leiteira avalia A INFLUÊNCIA DA GENÉTICA A genética do gado pode favorecer a alta produtividade leiteira. Muitos produtores investem em melhoramento genético para garantir um padrão de qualidade ou aumento da produção. O cruzamento do gado deve ser acompanhado por um especialista. Cruzar raças diferentes ou animais de
  5. 5. 5 baixa produção de leite ou animais com defeitos de aprumos podem gerar problemas futuros nas novas crias. MANEJO DO GADO LEITEIRO O gado leiteiro passa por todo um manejo, porém esse manejo é tido como todas as tarefas que são desempenhadas com os animais, onde se tem como meta final a produção eficaz dos mesmos. Atualmente se tem incluído ao termo de manejo o conceito de máxima produção, bem como da eficiência do uso de equipamentos e instalações. O manejo do gado leiteiro não pode ser estabelecido por normas padronizadas, nem tampouco ser destinada a qualquer tipo de rebanho, visto que o manejo varia conforme o tipo do gado, o local em que se encontra o gado, o estágio de tecnologia que é atingido pelo criador do gado, dentre outras características as quais visam a alta produtividade do gado através de um bom desempenho com seu manejo. ALIMENTAÇÃO DO GADO LEITEIRO A dieta dos bovinos precisa de nutrientes os quais são utilizados visando a manutenção, o crescimento, a reprodução e a produção dos mesmos na forma de leite ou de carne. É preciso manter uma alimentação adequada e balanceada do ponto de vista nutricional, bem como econômico. Para tanto, se faz necessário e importante um sistema de alimentação bem equilibrado e que traz retorno, sendo ele baseado em proteína, energia, minerais e vitaminas. Essa combinação dos nutrientes levando em conta a composição química dos alimentos é realizada através de tabelas as quais já existem para facilitar a combinação.
  6. 6. 6 A combinação tida como ideal na formulação da dieta adequadas dos animais seguem um padrão que já se compra formulado pelas fábricas de ração, que podem ser realizadas manualmente ou com auxílio de programas de computadores. ESTATURA DO GADO A estatura do gado leiteiro também deve ser avaliada. A medida é feita dos cascos das patas traseiras até a lombar. A medida ideal 1 m 50 cm ou 1,50 cm. A medida extremamente baixa é de 1 m 30 cm ou 1,30. Essas medidas são para o gado acima de 40 meses. Por isso a estatura também deve levar em conta a idade do gado leiteiro. Também é importante saber que o ideal no escore corporal é o nivelamento da linha superior em 3 cm, ou seja, o ideal é o gado ser 3 cm mais alto próximo a cabeça do que a garupa. ÂNGULO E LARGURA DA GARUPA Esse ângulo da garupa possui uma relação para com o desempenho de reprodução da vaca, sendo ele relacionado com a drenagem adequada do útero. A pontuação ideal é o 5, pois quando as pontas dos ísquios variam de 3 a 5 cm, sendo eles então mais baixos que as pontas do íleos. A capacidade que a vaca apresenta para um parto facilitado, tem relação com a largura da garupa, porque quanto mais larga a garupa mais fácil será o nascimento do bezerro.
  7. 7. 7 PERNAS POSTERIORES – VISTA LATERAL E TRAZEIRA A pessoa responsável pela classificação irá avaliar a curvatura na região do jarrete, onde será traçado de forma imaginária uma linha que vai da articulação coxo-femural até o casco, passando pelo meio da perna. Precisa-se considerar como pontuação ideal para essa característica o 5, que é denominado por intermediária, sendo com pernas levemente curvas, onde o animal possa caminhar com facilidade. ÂNGULO DOS CASCOS E JUNTAS TRASEIRAS A característica do ângulo dos cascos é avaliada de acordo com a observação do ângulo que se forma entre a frente do casco e o solo, formando um ângulo de 56 graus. Também é importante observar se as juntas do gado leiteiro é muito grossa. Quanto mais grossa mais prejudicial. Quanto mais extremamente plano e limpa melhor. INSERÇÃO DO ÚBERE ANTERIOR É preciso que essa inserção seja suave e firme para com o abdômem, sendo que a inserção ideal é a realizada extremamente forte. ALTURA E LARGURA DO ÚBERE POSTERIOR Essa altura aponta o potencial de capacidade que a vaca tem de produção de leite, sendo a observação feita através da distância que há entre a vulva e o lugar onde termina o tecido secretor.
  8. 8. 8 A largura do úbere posterior também é uma forma de indicação de potencial produtivo da vaca, sendo os úberes extremamente largos os mais ideais. PROFUNDIDADE DO ÚBERE É preciso levar em consideração o número de partos já realizados e também a idade do animal. Esta profundidade é medida pelo piso do úbere, que é a base dos tetos, relacionado ao jarrete. Os úberes considerados baixos precisam ser evitados, visto que os mesmos são mais suscetíveis a traumatismos e infecções, porém eles podem indicar uma maior capacidade de produção. Mas, os úberes considerados mais rasos não suportam altas produções. COMPRIMENTO DAS TETAS Para medir o comprimento das tetas é necessário buscar uma base do peito larga, onde há uma separação ampla dos membros anteriores, visto que dessa forma indicará uma maior área pulmonar e cardíaca. ESCORE CORPORAL DO GADO DE CORTE A avaliação do escore corporal é a mesma coisa que dizer a avaliação da condição corporal. Esse escore é obtido através de uma avaliação visual e também tátil do animal por um profissional qualificado. Porém, há diferentes classificações de escores, visto que as mesmas variam no conceito, na topologia dos pontos que estão em observação e na espécie do animal que está em avaliação.
  9. 9. 9 As notas dos escores são dadas de acordo com a quantidade de reservas teciduais, mais especificadamente da gordura e dos músculos em algumas partes do corpo do animal. Para realizar essa avaliação nos bovinos de cortes são utilizadas duas escalas, sendo uma com escores avaliados de 1 a 5 e a outra com escores avaliados de 1 a 9. Na primeira escala os escores são assim definidos: 1 – caquético ou emaciado, onde há total visibilidade das costelas; 2- Magro, onde os ossos estão salientes ao extremo; 3- Médio ou Ideal, onde tem-se uma cobertura de músculos visíveis; 4- Gordo, onde a cobertura de músculo está bem visível; 5- Obeso, onde todo o corpo está coberto e aparem grande camadas de gordura. Na segunda escala os escores são assim definidos: 1- como debilitada; 2- como pobre; 3- como magra; 4- no limite; 5- como moderada; 6- como moderada boa; 7- como boa; 8- como gorda; 9- como extremamente gorda. REFERÊNCIAS http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Leite/LeiteSudeste/alimentacao .html http://www.bovinos.ufpr.br/Aula%2004%20GP.pdf http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/37279/1/Circular57.pdf http://www.bovinos.ufpr.br/C%C3%B3pia%20de%20Aula%2004%20- %20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20Conforma%C3%A7%C3%A3o%20Vacas%20Leiteir as.pdf http://www.cpt.com.br/cursos-bovinos-gadodeleite/artigos/melhoramento-genetico- bovinos-leiteiros-promove-aumento-produtividade-atividade-leiteira Rafael Soares Dias – Zootecnista – CRMV 01459/Z

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