Ed22abril08

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Ed22abril08

  1. 1. Revista Canavieiros - Abril de 2008 1
  2. 2. 2 Revista Canavieiros - Abril de 2008
  3. 3. Editorial Bom desempenho O s fornecedores da Canaoeste entregaram na última safra 11,9 milhões de toneladas, um aumento de 7% em relação ao período anterior. O aumento na produção deve-se principalmente à ampliação de área, já que houve queda na produtividade por conta de fatores climáticos. Para o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, apesar de não haver mais área nova para expansão na região de Ribeirão, o desempenho dos fornecedores foi importante. Para a nova safra, no entanto, a estimativa é de uma queda de 5,4% na produtividade, reflexos da seca no segundo semestre de 2007, de acordo com o Programa Cana IAC. O entrevistado deste mês é o deputado federal Duarte Nogueira. Para ele, o projeto de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso não traz nenhum dispositivo que trate ou beneficie o agronegócio. Ele ressalta que, além da carga tributária que recai sobre o setor ser sufocante, o governo ainda editou a Medida Provisória 413, que eleva alíquotas de impostos cobrados sobre o setor sucroalcooleiro. “Acho que a lógica do governo foi a de que se o setor está bem, vamos cobrar mais dele. É assim que os burocratas desse governo pensam”. O Ponto de Vista deste mês é do presidente da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Luiz Aubert Neto. Em seu artigo “As oportunidades batem a nossa porta”, Aubert Neto fala sobre um projeto ambicioso e, ao mesmo tempo, fundamental e estratégico para as nossas pretensões de manter a liderança internacional nas áreas da bioenergia e do agronegócio: o Projeto Cidade Energia Abimaq. Ele também lembra que há mais de 14 anos a ABIMAQ promove a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina: Agrishow. Um evento já consagrado pela cadeia do agronegócio, principalmente pelas tecnologias de ponta apresentadas anualmente na feira. A seção Notícias da Copercana traz uma reportagem sobre o Dia de Campo sobre plantio direto de amendoim, que contou com o apoio da cooperativa, e também a participação da Copercana no II Concana, em Uberaba. Nas páginas da Canaoeste, o leitor poderá conhecer a nova ala pediátrica do Netto Campello e a campanha do silêncio, que espera criar um ambiente ainda melhor no hospital. A Cocred divulga o balanço do show beneficente em prol do Hospital do Câncer de Barretos, organizado pelo Cocred em Ação, em parceria com a Copercana e Canaoeste. O destaque deste mês vai para a Agrishow 2008. O evento, que acontece entre os dias 28 de abril e 3 de maio, deve superar a edição de 2007, tanto em público quanto em faturamento. De acordo com a organização, esta previsão de melhora devese, principalmente, ao aumento do número de expositores e no interesse mundial pelo etanol. Na editoria “Culturas de Rotação”, o gerente da Unidade de Grãos da Copercana, Augusto Paixão, fala sobre o bom momento para comercialização do amendoim. O artigo técnico desta edição é sobre colheita mecanizada. O consultor da Canaoeste, Cléber Moraes, assina o texto “Introduzindo qualidade nos serviços de colheita mecanizada”. A Canavieiros traz, ainda, os prognósticos climáticos do dr. Oswaldo Alonso, os artigos sobre legislação do dr. Juliano Bortoloti, dicas de português, indicação de livros, agenda de eventos, repercutiu, classificados e muito mais. Boa Leitura! Conselho Editorial Revista Canavieiros Abril de 2008 Revista Canavieiros -- Abril de 2008 3
  4. 4. Indice EXPEDIENTE Capa CONSELHO EDITORIAL: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Canaoeste eleva produção de cana na safra 2007/08 Fornecedores, na maioria pequenos e médios, entregam 11,9 milhões de toneladas, 13,2% do total entregue pelos canavieiros independentes paulistas Pag. Pag. 20 EDITORA: Cristiane Barão – MTb 31.814 JORNALISTA RESPONSÁVEL: Carla Rossini – MTb 39.788 DESTA DESTA QUES OUTRAS Entrevista CONSECANA COLABORAÇÃO: Marcelo Massensini REPERCUTIU DIAGRAMAÇÃO: Rafael H. Mermejo Pag. Duarte Nogueira 15 Deputado Federal “Carga Tributária sobre o agronegócio é sufocante” Pag. Pag. 05 Pag. 22 INFORMAÇÕES Pag. SETORIAIS 26 Ponto de vista FOTOS: Carla Rossini Marcelo Massensini LEGISLAÇÃO COMERCIAL E PUBLICIDADE: (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br DEPARTAMENTO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO: Ana Carolina Paro, Carla Rossini, Daniel Pelanda, Letícia Pignata, Marcelo Massensini, Rafael Mermejo, Roberta Faria da Silva. Pag. Luiz Aubert Neto 28 Pag. 30 ARTIGO TÉCNICO Pag. 32 CULTURA DE ROTAÇÃO Presidente da ABIMAQ As oportunidades batem à nossa porta Pag. Pag. Notícias 08 08 Pag. 10 Copercana - Copercana participa de congresso em Uberaba - Copercana apóia evento sobre plantio direto Notícias 12 Canaoeste - Netto Campello Hospital & Maternidade inaugura nova ala de pediatria Notícias COPERCANA Pag. SEGUROS 34 CULTURA Pag. 36 AGENDE-SE Pag. Pag. 37 Pag. 38 CLASSIFICADOS 16 Cocred - Cocred em Ação promove show em prol do Hospital do Câncer de Barretos Pag. Destaque Agrishow 2008 Revista Canavieiros terá, pela primeira vez, um estande na feira 4 4 Revista Canavieiros - Abril de 2008 Pag. Pag. 24 IMPRESSÃO: São Francisco Gráfica e Editora TIRAGEM: 10.000 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. ENDEREÇO DA REDAÇÃO: Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 www.revistacanavieiros.com.br
  5. 5. Entrevista Duarte Nogueira Deputado Federal “Carga “Carga Tributária Tributária sobre o sobre o agronegócio agronegócio é sufocante”, é sufocante”, diz Nogueira diz Nogueira Da redação E m seu primeiro mandato de deputado federal, Duarte Nogueira já se destaca que entre os parlamentares de oposição ao governo. Foi designado vice-líder da bancada do PSDB e tem assento em comissões técnicas importantes: das Comissões de Agricultura, Finanças e Tributação, e de Fiscalização Financeira e Controle. Para ele, o projeto de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso não traz nenhum dispositivo que trate ou beneficie o agronegócio. Ele ressalta que, além da carga tributária que recai sobre o setor ser sufo- cante, o governo ainda editou a Medida Provisória 413, que eleva alíquotas de impostos cobrados sobre o setor sucroalcooleiro. “Acho que a lógica do governo foi a de que se o setor está bem, vamos cobrar mais dele. É assim que os burocratas desse governo pensam”. Ele acredita que a solução para o impasse da reforma legal seja a realização do Zoneamento Econômico Ecológico. Acha que a adesão dos fornecedores independentes ao Protocolo Agroambiental foi um grande passo dado pelo governo paulista e pelo se- tor. “As cooperativas e associações terão um papel importante também nesse momento porque elas são os instrumentos que o produtor dispõe para superar as dificuldades e para se fortalecer”, diz. Nogueira iniciou sua trajetória política em 1995, quando foi eleito deputado estadual, aos 30 anos. De lá para cá foram três mandatos na Assembléia Legislativa e foi nomeado duas vezes secretário de Estado: da Habitação, entre 95 e 96, e da Agricultura, de 2003 a 2006. A seguir, a entrevista que ele concedeu à Canavieiros. Revista Canavieiros - Abril de 2008 5
  6. 6. Entrevista Canavieiros: Qual a avaliação que o senhor faz do Protocolo Agroambiental, assinado pela indústria, em junho, e pelos fornecedores, no início de março? Duarte Nogueira: Faço uma avaliação positiva. Hoje há uma pressão planetária sobre a questão ambiental, um consenso sobre a necessidade de se buscar meios para garantir o desenvolvimento sustentado. E penso que, nesse aspecto, o setor sucroalcooleiro brasileiro passou a ser observado com lupa pelos demais países pela posição de vanguarda que ocupa na produção de biocombustíveis e também pelo potencial que representa dentro do comércio internacional. A queima da cana para o corte manual é uma espécie de “calcanhar de Aquiles” do setor e tem suscitado muitas críticas e colocações equivocadas de organismos e imprensa internacionais. Acho que foi um grande passo dado pelo governo e pelo setor. hoje um dos mais promissores do agronegócio nacional, na última safra houve queda nos preços, sentida com maior intensidade pelos pequenos e médios. Mas, acho que a adesão ao protocolo em si já é uma demonstração de força desses produtores e também de comprometimento. Como disse em pronunciamento que fiz no plenário da Câmara no dia seguinte à assinatura do protocolo, acho que as cooperativas e associações terão um papel importante também nesse momento porque elas são os instrumentos que o produtor dispõe para superar as dificuldades e para se fortalecer. “ rada. E por quê? Porque o governo falhou no planejamento. Canavieiros: Quais seriam as falhas do Programa Nacional de Biodiesel? Nogueira: O programa foi concebido prevendo desoneração tributária apenas para a regiões Norte, Nordeste e Semi-Árido e apostou na produção de biodiesel a partir da palma e mamona. Não foram consideradas a região Centro-Sul do país, que é o maior mercado consumidor de diesel, e nem outras matérias-primas. Com o aumento nas cotações de soja, que é a matéria-prima mais utilizada, os custos de produção aumentaram e, por isso, as indústrias estão paralisando a produção. Daqui a pouco pode haver problemas no fornecimento de biodiesel. “Acho que o produtor não pode ser penalizado e nem tachado de inimigo do meio ambiente. Ele é absolutamente responsável em sua atividade” Canavieiros: As diretrizes do protocolo, que antecipa os prazos para o fim da queima, acabarão elevando os custos para o produtor de cana, no momento em que eles também amargam perda de renda... Nogueira: Sim. Embora o setor seja 6 Revista Canavieiros - Abril de 2008 Canavieiros: Como o senhor avalia a atuação do governo nessa questão dos biocombustíveis? Nogueira: Sempre digo que o governo já ajuda não atrapalhando. O sentimento que temos é que o governo não tem plano algum para o setor. Falta estratégia, um ordenamento nesse processo de expansão do setor. Veja o caso dos Estados Unidos. Lá a Lei Agrícola, a Farm Bill, prevê investimentos em pesquisa, um cronograma de reembolso, um detalhamento e acompanhamento do crescimento do setor e isso é importante porque orienta o governo a investir em infra-estrutura e localizar os gargalos. O Brasil detém hoje a mais competitiva tecnologia para produção de etanol da cana, mas não poderemos nos surpreender se, daqui a algum tempo, os Estados Unidos já tiverem tornado viável a produção de etanol a partir da celulose e passarem à nossa frente. No caso do biodiesel, o governo preferiu considerar o programa apenas como um meio de estimular a agricultura familiar ao invés de tratá-lo como estratégico e os resultados estamos vendo aí: a mistura de 2% passou a ser compulsória em janeiro e a maior parte das usinas, muitas delas inauguradas pelo presidente Lula, está pa- Canavieiros: O setor tem se manifestado contrariamente à MP 413, que transfere a cobrança do PIS e do Cofins das distribuidoras para as produtoras de etanol. Qual a sua opinião? Nogueira: Essa Medida Provisória na verdade foi mais um pacote de maldades que o presidente Lula baixou mesmo depois de ter negado que elevaria qualquer alíquota de imposto. Foi uma MP editada no dia 28 de dezembro, no apagar das luzes de 2007, e que está na fila para ser apreciada pela Câmara. Apresentamos emendas a essa MP alterando o texto e reduzindo as alíquotas de forma a beneficiar o produtor e o consumidor de etanol. Ao elevar as alíquotas de um determinado elo, toda a cadeia acaba sendo prejudicada. Acho que a lógica do governo foi a de que se o setor está bem, vamos cobrar mais dele. É assim que os burocratas desse governo pensam. Canavieiros: Em relação à reforma tributária, que começou a ser discutida no Congresso, qual o impacto que as modificações terão sobre o agronegócio? Haverá redução de impostos? Nogueira: Eu tive a oportunidade de debater o projeto de reforma tributária com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda,
  7. 7. Entrevista Canavieiros: Há prazo para a re- opinião sobre o assunto e a sua preBernard Appy, no Cosag (Conselho Superior do Agronegócio) da Fiesp. forma tributária ser aprovada e en- visão para a solução do impasse. Nogueira: Acho que a melhor forO Manoel Ortolan, que é membro do trar em vigor? Nogueira: O governo calcula que ma de se resolver esse impasse, que conselho, estava conosco. E lá apresentei que a reforma que o setor pro- seja aprovada no ano que vem. Mas, vem desde 2001, quando foi editada a dutivo tanto almeja atende a três re- mesmo que seja, demorará para entrar medida provisória que alterou os perquisitos: simplificação do sistema tri- em vigor. Os prazos para implantação centuais de cobertura florestal nas probutário, eliminação de distorções, das alterações são longos: as mudan- priedades, além das APPs (Áreas de Preservação Permanente), é por como a guerra fiscal, redução da carga tributária ...a reforma que o setor produtivo tanto meio da realização do Zoneamento Econômico Ecológico e que seja focada na comalmeja atende a três requisitos: para a definição do percentual petitividade. E, nesse simplificação do sistema tributário, a ser recomposto e as localidasentido, o projeto apresentado pelo governo é eliminação de distorções, como a guerra des onde será ou se será necessário recompor. Já há um reextremamente tímido. Alifiscal, redução da carga tributária... latório pronto para ser votado, ás, o projeto não traz neque prevê o zoneamento, mas nhum dispositivo que trate ou beneficie o agronegócio. A ças mais extensas, como a reforma do o embate em torno dele é o que atrasa carga que recai sobre o setor é sufo- ICMS, só entrarão em vigor no 8º ano a sua votação. Eu acompanhei o resulcante: o custo fiscal total para o pro- após a promulgação da emenda, as tado do seminário que a Canaoeste redutor rural pessoa física corresponde mudanças nos impostos federais só alizou no ano passado em Ribeirão para discutir essa questão e compartilho de 20% a 32,5% da receita e, no caso no 2º ano. das preocupações dos produtores. do produtor rural pessoa jurídica, de 12,28% a 48,80%. Já na agroindústria, Canavieiros: O senhor é membro Acho que o produtor não pode ser peo custo fiscal total no mercado inter- da Comissão de Agricultura e, com nalizado e nem tachado de inimigo do no varia de 12,28% a 51,90% e para as certeza, tem acompanhado a discus- meio ambiente. Ele é absolutamente são sobre a reserva legal. Qual a sua responsável em sua atividade. que exportam, de 8,63% a 42,65%. “ Revista Canavieiros - Abril de 2008 7
  8. 8. Ponto de Vista As oportunidades batem à nossa porta Luiz Aubert Neto* N a década de 70 a indústria brasileira de máquinas e equipamentos era a 5ª maior do mundo, hoje é a 14ª. Nestes quase 40 anos, nosso setor de bens de capital além de perder competitividade foi ultrapassado por países de economias menores. Países que, neste mesmo período, deram um salto de qualidade e tornaram-se verdadeiras potências industriais. É fácil constatar, e não é coincidência, que os países que nos ultrapassaram eram ou, principalmente, tornaram-se nações desenvolvidas. Muito menos coincidência ainda é o fato de todos eles terem investido pesadamente em educação, na qualificação profissional e em tecnologia. Diferentemente do Brasil, estes países perceberam muito rapidamente que o mundo cada vez mais globalizado passaria a conjugar inovação tecnológica com competitividade e que estes dois fatores seriam determinantes para a sobrevivência ou a morte das suas indústrias. Da mesma forma, também perceberam que o setor de bens de capital era estratégico para garantir o fortalecimento e o dinamismo dos seus parques industriais. Isso explica, em grande parte, por que as novas potências econômicas mundiais também são hoje grandes fabricantes de máquinas e equipamentos. Um bom exemplo é a China que, mesmo não sendo ainda uma nação desenvolvida, já exporta máquinas para todo o mundo, desbancando fornecedores tradicionais de bens de capital como Japão, Itália, França e Suíça. Estas constatações são particularmente importantes neste instante que o governo brasileiro prepara-se para lançar uma nova Política Industrial. Antes de tudo, e tendo como 8 Revista Canavieiros - Abril de 2008 base o que foi antecipado pela imprensa, é necessário reconhecer que a proposta elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior - MDIC, com participação destacada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, deverá contemplar grande parte das reivindicações do setor privado e certamente trará avanços significativos, como é o caso do reconhecimento estratégico da indústria de máquinas e equipamentos, da desoneração dos investimentos em bens de capital (um absurdo tributário, que somente o Brasil pratica) e o alongamento dos financiamentos para máquinas (enquanto a média mundial é de 10 anos com juros de 5% a.a. no Brasil as linhas do FINAME são de 5 anos com juros de 15% a.a.). Outro aspecto importante da nova Política Industrial são os incentivos à Inovação Tecnológica, uma decisão que vem ao encontro daquilo que dissemos antes, porém, cabe questionar como avançaremos nesta área tão vital para a nossa competitividade sem, ao mesmo tempo, adotarmos uma efetiva Política Nacional de Educação? Basta ver os últimos resultados do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, para sabermos que o real desafio brasileiro está, em primeiro lugar, na qualificação do ensino básico e, em segundo, na elevação do nível de escolaridade (a média nacional é de 5 anos enquanto nos países desenvolvidos situa-se entre 10 e 12 anos) estas medidas sim, representariam um verdadeiro salto em termos de inovação tecnológica. Outro fator que deve ser destacado da nova Política industrial diz respeito aos incentivos às áreas e setores em que somos, e que devemos continuar sendo, líderes mundiais, como é o caso da bioenergia. Este tema, além de atualíssimo, é uma oportunidade especial para o nosso País, face à enorme experiência que temos nesta área. Enquanto o restante do mundo ainda discute as excepcionais vantagens do combustível à base de cana-de-açúcar, o Brasil parte de um patamar sólido representado por mais de 350 usinas, todas elas com tecnologia 100% nacional, e um imenso mercado de milhões de veículos movidos à álcool de cana. A ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, atenta aos desafios da bioenergia está desenvolvendo um projeto ambicioso, denominado Cidade Energia ABIMAQ. Vale lembrar que a
  9. 9. Ponto de Vista O projeto Cidade Energia ABIMAQ é uma iniciativa pioneira dos fabricantes de máquinas e equipamentos que objetiva a criação de um pólo de inovação, pesquisa e desenvolvimento de bens de capital voltados às bioenergias e que pretende tornar-se referencial tecnológico do mundo. Ao mesmo tempo, na Cidade Energia ABIMAQ será o maior centro de eventos do interior do Estado de São Paulo voltado para a difusão de máquinas e equipamentos, inclusive será o endereço definitivo da Agrishow. sas pretensões de manter a liderança internacional nas áreas da bioenergia e do agronegócio. O Brasil é riquíssimo em recursos naturais, especialmente em água e solos propícios à agricultura, ao mesmo tempo, convive com carências sociais gravíssimas. Na outra ponta, o mundo precisará, cada vez mais, de alimentos. Para aproveitar este momento tão especial temos que transformar essas vantagens em oportunidades comerciais e, principalmente, em novos empregos. O caminho certo é agregar cada vez mais valor à nossa imensa produção agrícola, ao invés de exportar grande parte dela “in natura”. Esta decisão, muito mais que uma Política Industrial, é a Revolução Industrial que todos nós almejamos e a indústria nacional já provou que tem competência de sobra para responder a este desafio. Sem dúvidas este é um projeto ambicioso e, ao mesmo tempo, fundamental e estratégico para as nos- *Presidente da ABIMAQ Associação Brasileira da Indústia de Máquinas e Equipamentos nossa entidade promove, há mais de 14 anos, a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow. Um evento já consagrado pela cadeia do agronegócio, principalmente pelas tecnologias de ponta apresentadas anualmente na feira. Revista Canavieiros - Abril de 2008 9
  10. 10. Notícias Copercana Copercana participa de congresso em Uberaba Marcelo Massensini Concana 2008 termina com recorde de público, parceiros e alto nível de palestras dual e à Agência Nacional do Petróleo - ANP Petrobrás. O Concana é uma realização da Fazu - Faculdades Associadas de Uberaba, da Uniube - Universidade de Uberaba e da CanaCampo Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido. Representantes do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred, o diretor Pedro Esrael Bighetti, o cooperado Ademir Ferreira de Melo Júnior e o presidente da Canacampo, Silvio de Castro Cunha A Copercana participou, entre os dias 31 de março e 3 de abril, do Concana 2008 - II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana. O evento, realizado na cidade mineira de Uberaba reuniu alguns dos mais respeitados especialistas do setor sucroalcooleiro do Brasil e do mundo. As discussões giraram em torno de questões científicas, tecnológicas, ambientais, logísticas, fiscais, trabalhistas, sociais, políticas e de mercado relacionadas à cadeia produtiva da cana. O Congresso reuniu mais de 1.500 pessoas ligadas às áreas empresarial, científica, acadêmica e técnica, bem como representantes do setor público. Foi sede, também, da Audiência Pública onde deputados estaduais da Comissão de Políticas Agropecuárias e Agroindustriais discutiram, com os participantes, os impactos e as oportunidades geradas com a expansão do setor sucroalcooleiro. Após acompanharem dezenas de palestras, reuniões e debates sobre o setor, os participantes apontaram os clamores da classe e os entraves da atividade e decidiram produzir um documento, que ressalta as principais necessidades do setor. O documento será enviado aos governos Federal, Esta- COPERCANA A Copercana, que no ano passado inaugurou uma filial na cidade, participou do congresso com um estande, que recebeu visitas de inúmeros representantes da cadeia produtiva de cana, açúcar e álcool. O diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, ressalta que a região de Uberaba tem grande potencial de crescimento no que diz respeito ao setor sucroalcooleiro. "Estamos aqui para divulgar o nome da cooperativa aos produtores locais e mostrar a importância do cooperativismo para atividade", diz Bighetti. O presidente da Copercana, Antônio Eduardo Tonielo, também considera que "a região de Uberaba tem tudo para se tornar referência na produção de cana". Segundo ele, as discussões em pauta no Concana são de imensa valia para o crescimento do setor. Ciclo de Palestras D urante o mês de março foi realizado o primeiro Ciclo de Palestras da filial da Copercana em Uberaba. Durante três semanas consecutivas, fornecedores filiados à cooperativa e representantes de usinas, destilarias e associações da região participaram das reuniões que discutiram assuntos de interesse dos produtores. “As palestras tiveram um formato interativo para que todos pudessem expor experiências e posicionamentos quanto às práticas inerentes à cultura da cana-de-açúcar”, explica o engenheiro agrônomo responsável pela filial de Uberaba, Flávio Guidi. 10 Revista Canavieiros - Abril de 2008 Entre os assuntos tratados: a utilização de defensivos de acordo com o portifólio de produtos das empresas palestrantes; a importância do manejo varietal; controle de pragas; otimização de herbicidas, entre outros. As palestras contaram com a participação do presidente da cooperativa, Antonio Eduardo Tonielo, do diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, do gerente de comercializaçao, Frederico José Dalmaso e do gerente do Depar- tamento Técnico da Canaoeste, Gustavo de Almeida Nogueira. A Copercana contou com o apoio das empresas: Bayer, Dow, Basf, DuPont e FMC, que custearam as palestras e ofereceram um coquetel ao final do evento.
  11. 11. Notícias Copercana Copercana apóia evento sobre plantio direto Marcelo Massensini Dia de Campo realizado na Usina Cerradinho apresentou resultados de experimentos que comprovam a eficiência e sustentabilidade da prática A Copercana, a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento – através do Apta Centro Norte – e a Usina Cerradinho realizaram no dia 27 de março, na sede da usina em Catanduva, um dia de campo sobre a “Colheita de Amendoim em Plantio Direto sobre Palhada de Cana crua”. Mais de cem produtores e técnicos da área participaram. O evento foi aberto pelo presidente da Usina Cerradinho, Luciano Sanches Fernandes, e o diretor, Luis Antonio Paiva. Os dois falaram sobre as experiências realizadas na usina e importância de se dominar a técnica do plantio direto sobre a palhada. “Além da rotação de cultura melhorar consideravelmente a qualidade da cana, é uma forma de aumentar a renda. Temos que aproveitar esse momento em que os grãos estão em alta para viabilizar nosso negócio”, explica Luciano Sanches. Em seguida, o gerente da Unidade de Grãos da Copercana (Uname), Augusto César Strini Paixão, falou sobre a história da cooperativa e esclareceu o trabalho feito pela Copercana nos últimos anos no que diz respeito ao amendoim. Paixão falou sobre as facilidades financeiras e estruturais oferecidos aos cooperados e o tratamento dado ao produto, que segue os padrões internacionais de qualidades. Mais de 100 pessoas assistiram a palestra do pesquisador do Apta Agronômos da Copercana e Canaoeste participaram do Dia de Campo O gerente ainda deu um panorama geral a respeito do mercado do grão no país e no mundo. “O Brasil ainda produz pouco amendoim, existe uma demanda estrangeira enorme e nós podemos pegar uma fatia”, disse Paixão. O evento contou com uma palestra do pesquisador da Apta, Denizart Bolonhesi, um dos maiores especialistas sobre plantio direto no Brasil. Ele mostrou resultados de inúmeros experimentos onde foram cultivados soja, milho e amendoim sobre a palhada da cana-de-açúcar, sem haver prejuízos nem queda na produtividade. “Hoje buscamos formas de se fazer agricultura de maneira sustentável”, garante. Já no campo foram feitas demonstração de semeadoras para plantio direto em palhada de cana crua e de operações de arranquio e recolhimento m áreas de plantio direto e preparo convencional. Duas empresas do ramo, MIAC e Jumil, foram parceiras na realização do Dia de Campo. As máquinas apresentadas são fabricadas pelas duas empresas. Segundo Fábio Eduardo de Campos Queiroz, engenheiro agrônomo da Usina Cerradinho, este evento deve conscientizar os produtores da região sobre a importância da rotação de culturas e mostrar que é possível adotar o plantio direto de amendoim com alta produtividade e bons resultados. “Em parceria com as empresas nós queremos mostrar que a colheita com os equipamentos desenvolvidos e utilizados atualmente é possível. O plantio direto de amendoim também trará redução de custos com as etapas de preparo de solo e combate às pragas”, acrescentou Queiroz. Empresas apresentaram o que há de mais moderno na área Revista Canavieiros - Abril de 2008 11
  12. 12. Notícias Canaoeste Netto Campello Hospital & Maternidade inaugura nova ala de pediatria Carla Rossini Um espaço alegre, colorido, diferente, onde crianças soltam a imaginação e esquecem que estão num hospital C om a inauguração da nova ala de pediatria do Netto Campello Hospital & Maternidade, na manhã do dia 24 de março, a direção do hospital dá um passo à frente na humanização e qualidade do atendimento e dos serviços prestados em saúde infantil. Numa área de 350 m2, totalmente climatizada, também foi inaugurada uma brinquedoteca, que vai receber diariamente pacientes que estejam internados no Netto Campello e oferece brinquedos, jogos e TV com home theater. Segundo a terapeuta ocupacional do Netto Campello, Cíntia Sicchieri Toniolo, a hospitalização é uma experiência traumática, que pode causar impacto considerável no cotidiano da criança e de sua família, promovendo um confronto com situações de dor e procedimentos invasivos, o que causa muitas vezes apatia, inatividade e problemas no desenvolvimento infantil. A desorganização na realização das tarefas da vida diária, de lazer e escolar é um fator que causa muita ansiedade na criança podendo ocorrer também uma despersonalização destes pacientes. 12 Revista Canavieiros - Abril de 2008 “A criação de brinquedotecas em ambientes hospitalares tem como objetivos oferecer à criança e a seus acompanhantes meios que possibilitem a continuidade do desenvolvimento infantil e também melhorar a interação entre as crianças e diminuir os medos das intervenções hospitalares. Através do brincar, que é a principal atividade do cotidiano da criança, a ansiedade causada pela internação é diminuída, facilitando assim o processo de recuperação. Além de este ser um meio de interação entre profissionais e pacientes”, explica Cíntia. Para o administrador do Netto Campello, Marcos Lopes Fernandes, “é necessário tornar o ambiente hospitalar o Cíntia Sicchieri Toniolo, terapeuta ocupacional do Netto Campello mais próximo possível do ambiente familiar para promover maior bem-estar à criança hospitalizada. Dessa forma, a diretoria do Netto Campello não mediu esforços para construir a nova ala de pediatria e a brinquedoteca”, finaliza Marcos. O Netto Campello Hospital e Maternidade foi fundado em 1.955 e é reconhecido como um dos melhores hospitais de Sertãozinho e região. A brinquedoteca vem de encontro com os interesses da diretoria em tornar o hospital cada dia mais adequado aos seus usuários.
  13. 13. Revista Canavieiros - Abril de 2008 13
  14. 14. Notícias Canaoeste Silêncio é fundamental Silêncio é fundamental Marcelo Massensini Netto Campello Hospital & Maternidade inicia campanha de conscientização sobre a importância do silêncio nas dependências da instituição O Netto Campello Hospital & Maternidade iniciou em abril uma campanha pelo silêncio no seu interior e arredores. Para auxiliar na conscientização, foram espalhados cartazes que ensinam aos funcionários e visitantes como se portar adequadamente nas dependências do hospital e em suas imediações. Usando o slogan: “O Silêncio ajuda a Curar”, a administração do Netto Campello espera diminuir a quantidade e a intensidade dos barulhos que incomodam e até atrapalham o tratamento dos pacientes da instituição. “Como a própria campanha diz, o silêncio é sinal de carinho e atenção, mas é também sinal de respeito. Um ambiente silencioso é extremamente 14 Revista Canavieiros - Abril de 2008 necessário para o tratamento de diversas doenças”, diz Marcos Lopes Fernandes, gerente administrativo do hospital. Pesquisas já comprovaram os efeitos negativos da poluição sonora para a saúde das pessoas, principalmente as que estão internadas nos hospitais. Além das conversas habituais nos corredores, os ruídos provenientes de aparelhos como telefones e ventiladores geram incômodo nos pacientes e prejudicam a concentração, tão importante para os profissionais da saúde. Estudos demonstram que esses fatores, somados ao som do trânsito nas imediações dos hospitais, podem aumentar a sensibilidade dos pacientes à dor e acelerar os batimentos cardíacos. “A redução dos níveis de ruído auxilia na recuperação dos pacientes, diminuindo o estresse que, naturalmente, atinge as pessoas internadas”, explica Lopes, que espera contar com a participação dos médicos e demais funcionários do Netto Campello. “Tanto no hospital quanto nas ruas, as pessoas e profissionais da saúde podem colaborar com ações simples, como evitar buzinas, o uso de celular ou conversar em um tom de voz elevado”, completa. Por se tratar de uma ação humanizadora, a iniciativa não exige maiores investimentos financeiros, mas sim a sensibilização e conscientização da população e das pessoas que circulam no ambiente intrahospitalar no dia-a-dia.
  15. 15. Consecana Notícias Canaoeste CIRCULAR Nº 17/07 DATA: 08 de abril de 2008 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo A qualidade média da matéria-prima entregue pelos Fornecedores de Cana do Estado de São Paulo, na Safra 2007/ 2008 foi a seguinte: Cana processada: 89.822.417 toneladas; Pol da Cana = 14,86; Pureza do Caldo = 86,91; Fibra da Cana =12,78; ARC = 0,55; ATR = 146,57 e Fator K = 0,9982. A seguir, informamos a curva de comercialização do Açúcar de Mercado Interno (ABMI), Açúcar de Mercado Externo Branco (ABME), Açúcar de Mercado Externo VHP (AVHP), Álcool Anidro (AAC), Álcool Hidratado (AHC), Álcool Anidro Industrial (AAI), Álcool Hidratado Industrial (AHI), Álcool Anidro Exportado (AAE) e Álcool Hidratado Exportado (AHE), praticada na safra 2007/2008. A alíquota de IPI apurada pelo CEPEA foi de 3,8223% ajustando o fator para cálculo do preço líquido do Açúcar de Mercado interno (ABMI) de 0,82111 para 0,82251. A seguir informamos o mix de produção e comercialização, os preços de faturamento do açúcar nos mercados interno e externo, do álcool anidro e hidratado, carburante, outros fins e exportado e os respectivos preços líquidos médios do Kg de ATR, em R$/kg, por produto, para efeito do ajuste final da safra 2007/2008. O preço médio estadual do kg de ATR é de R$ 0,2443. Revista Canavieiros - Abril de 2008 15
  16. 16. Notícias Cocred Cocred em Ação, Copercana e Canaoeste promovem show em prol do Hospital do Câncer de Barretos Marcelo Massensini Apresentação do cantor Leonardo reuniu mais de mil pessoas e arrecadou R$ 250 mil. eventos como este para ajudar o hospital”, disse o presidente do Hospital do Câncer, Henrique Prata. O cantor Leonardo, presidente do Hospital do Cancêr de Barretos, Henrique Prata e o presidente da Copercana e Cocred, Antônio Eduardo Tonielo O show, organizado pelo Cocred em Ação, Copercana e Canaoeste, arrecadou R$ 250 mil para o hospital e foi aberto somente para convidados. Toda a renda será revertida para o a fundação Pio XII. “Nós, que estamos aqui hoje e temos uma situação financeira melhor, temos quase uma ‘obrigação’ de ajudar uma causa tão nobre como esta”, disse Antônio Eduardo Tonielo, presidente da Copercana e Cocred, em seu discurso de agradecimento durante o show. O que você faz para transformar o mundo em um lugar melhor de se viver? Algumas pessoas doam comida, algumas dinheiro, outras apenas o seu tempo e dedicação, cada um ajuda como pode, dentro de suas limitações. Porém, nem todos 16 Revista Canavieiros - Abril de 2008 que possuem condições costumam ajudar, o que, felizmente, não é o caso dos empresários de Sertãozinho, que constantemente estampam as primeiras páginas dos jornais, participando de acontecimentos em prol dos mais necessitados. Desta vez, o evento foi um show do cantor Leonardo e os beneficiados são todos os pacientes – e familiares – que utilizam o Hospital do Câncer de Barretos. Mais de mil pessoas lotaram o salão do Clube de Campo Vale do Sol, em Sertãozinho, para ouvir antigos e novos sucessos do cantor, que sempre se preocupou com a causa. “O Leonardo é um dos artistas mais participativos em A Cocred sempre preocupada em apoiar eventos beneficentes, criou em 2007 o “Cocred em Ação”, que visa angariar fundos em prol de entidades assistenciais das cidades onde a cooperativa de crédito está inserida, arcando com todos os custos de estrutura e divulgação do evento. A arrecadação é revertida para as entidades. No ano passado cinco eventos foram realizados beneficiando 47 entidades. Em 2008, a Cocred iniciou as atividades com a apresentação do cantor Leonardo. Segundo Prata, existem outros shows em prol do hospital, mas nenhum nos moldes do organizado pela cooperativa. O cantor elogiou a iniciativa de Tonielo e agradeceu a presença de todos. “Estão todos de parabéns, essas ações são importantes para muitas pessoas”, elogia Leonardo. Toninho Tonielo também agradeceu “com muito orgulho a cada um de todos os presentes que prestigiam o evento, em especial toda a equipe de diretores, funcionários e colaboradores das entidades Copercana, Canaoeste e Cocred, que não mediram esforços para promover e realizar
  17. 17. Notícias Cocred este acontecimento, que já é tradicional em nossa região como um evento assistencial e beneficente”. Segundo ele, aquele não era apenas um dia de festa, mas sim um dia para salvar vidas. O Hospital do Câncer de Barretos é mantido pela solidariedade de todos que conhecem o atendimento oferecido à população carente. Noventa e oito por centro dos atendimentos são feitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Pacientes de 27 Estados e 1.296 municípios já foram atendidos. Em ape- nas um dia são servidas 6.000 refeições, atendidos 2.400 pacientes e lavados 2.000 quilos de roupas. O hospital está classificado entre as nove melhores instituições de saúde brasileiras e desde 1998 o local é considerado centro de referência no tratamento do câncer. Sandra, Leonardo e Pedro Esrael Bighetti Sandra, Leonardo e Manoel Ortolan Neli, Leonardo, Toninho Tonielo e Henrique Prata Livia, Maria José, Leonardo e Thaís Revista Canavieiros - Abril de 2008 17
  18. 18. Notícias Cocred Balancete Mensal Cooperativa de Crédito dos Plantadores de Cana de Sertãozinho BALANCETE - Fevereiro/2008 Valores em Reais 18 Revista Canavieiros - Abril de 2008
  19. 19. Revista Canavieiros - Abril de 2008 19
  20. 20. Reportagem de Capa Canaoeste eleva produção Cristiane Barão O s 3.356 fornecedores da Canaoeste foram responsáveis pela entrega de 11,9 milhões de toneladas de cana na safra 2007/08, que se encerrou em 31 de março, volume 7% superior à anterior, quando entregaram 11,1 milhões de toneladas. Em sua maioria, os produtores são pequenos e médios: quarenta e cinco por cento deles forneceram até 5.000 toneladas e 33%, até 1.000 toneladas e 12% estão na faixa de até 10 mil toneladas. Assim, a Canaoeste foi responsável por 13,2% de toda a cana entregue pelos fornecedores paulistas independentes, que foi de 89,8 milhões de toneladas, de acordo com o Consecana. O aumento na produção deve-se principalmente à ampliação de área. Houve queda na produtividade por conta de fatores climáticos, também observados na média estadual. Para o presi- 20 Revista Canavieiros - Abril de 2008 Fornecedores, na maioria pequenos e médios, entregam 11,9 milhões de t dente da Canaoeste, Manoel Ortolan, apesar de não haver mais área nova para expansão na região de Ribeirão Preto, o desempenho dos fornecedores foi crescente. “O desafio do produtor de áreas tradicionais, como a de Ribeirão Preto, é o crescimento vertical. No entanto, a safra passada foi de queda nos índices de produtividade, mas ganhamos em área nova, com a entrada de novos produtores”, disse. Número de Associados por quant Quantidade de Cana entregue p De acordo com a Unica, houve queda no volume de cana processada pela indústria paulista. O Estado de São Paulo respondeu por 68,7% da moagem de cana da região Centro-Sul nesta safra, o que representou uma queda em relação aos 70,9% verificados na 06/07. “Esta foi à safra mais longa das últimas cinco. E o aproveitamento de tempo ficou muito semelhante ao da anterior, com apenas 11 dias a mais de moagem”, afirmou Pádua, acrescentando que, mesmo com um canavial mais jovem, a produtividade agrícola caiu. De acordo com o Consecana, a quantidade média de ATR ficou em 146,56 quilos por tonelada, menor do que na anterior, que foi de 150, 86 kg/ton. O produtor recebeu em média, R$ 35,80 por tonelada, 30% menos do que na safra anterior.
  21. 21. Reportagem de Capa de cana na safra 2007/08 toneladas, 13,2% do total entregue pelos canavieiros independentes paulistas tidade de cana entregue - Safra 07/08 or por Extrato de Quantidade Entregue Safra 2008/09: queda de produtividade A safra canavieira 2008/2009 tem início oficialmente a partir de primeiro de maio, mas algumas usinas já iniciaram a colheita. É o caso da Santelisa Vale, de Sertãozinho, que iniciou o seu período de safra na primeira semana de abril. A estimativa inicial da usina é de processamento de 18 milhões de toneladas de cana, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A produção de açúcar deve atingir 25 milhões de sacas de 50 kg e a de álcool 770 milhões de litros. Também devem ser co-gerados 420 mil Mwh de energia elétrica no ano, a partir do bagaço, o suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Os dados finais da safra, divulgados pela Unica, apontam que no Centro-Sul foram moídas 431,1 milhões de toneladas, um aumento de 15,8% sobre os 372,8 milhões de toneladas do ano anterior. A produção de açúcar atingiu 26,2 milhões de toneladas, 1,46% superior aos 25,8 milhões de toneladas de 2006/07. O crescimento da produção de etanol, por sua vez, foi de 26,6 % nesta safra, chegando a um total de 20,3 bilhões de litros. Na safra anterior, foram gerados 16,1 bilhões de litros de etanol. Os números impressionam, mas nem tudo são flores na safra de se inicia. Os reflexos da seca no segundo semestre de 2007 e os dias menos ensolarados nos últimos três meses do ano passado podem ser responsáveis pela queda de produtividade da nova safra. Segundo estimativa feita pelo Programa Cana IAC, a expectativa é de uma pro- dutividade 5,4% menor em relação à safra anterior. No entanto, segundo o pesquisador do Programa Cana IAC, Maximiliano Salles Scarpari, a expectativa é de que essa queda na produtividade restrinja-se apenas ao início dessa safra. Ele afirma também que a produção brasileira não será afetada por conta das novas áreas em outros Estados. Revista Canavieiros - Abril de 2008 21
  22. 22. Repercutiu “Hoje há mais pessoas comendo. Os chineses comem, os indianos comem, os brasileiros comem. E as pessoas vivem mais”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negando que exista vínculo entre a alta dos preços – principalmente dos alimentos – e a produção de biocombustíveis. “No caso do Brasil, não há substituição da produção de alimentos por etanol. Da área plantada, a cana usa menos de 4% do território. Com a modernização das áreas de pastagem, com mais produtividade, liberando a área de pastagem, não é preciso usar área nenhuma mais para elevar a produção de cana no país”. Do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge “O novo regime só beneficia as distribuidoras, que terão mais poder de mercado, e enfraquece a cadeia produtiva”. Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Canade-Açúcar (Unica), sobre a MP 413/08 “As cooperativas estão sempre ajudando os produtores através de financiamentos, repasses de insumos, orientação técnica e nunca vão deixar de ajudar”. Do presidente da Copercana e Cocred, Antônio Eduardo Tonielo ao Cocredinfo. “Enquanto o mundo inteiro está dando isenções para substituir energia fóssil por energias limpas, esta medida do governo pode tirar do país a grande oportunidade de se transformar em uma plataforma mundial de produção álcool”. Do deputado federal Mendes Thame (PSDBSP), sobre a MP 413/08 22 Revista Canavieiros - Abril de 2008 “Esse temor de que os bicombustíveis irão comprometer a produção de alimentos e provocar o aumento da fome, como pregam alguns, não encontra respaldo. É normal que, numa discussão, surjam posições extremas. Mas é preciso esclarecer a questão para não cairmos naquela velha história de que uma mentira repetida reiteradas vezes pode se transformar em uma verdade absoluta. Do presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan
  23. 23. Revista Canavieiros - Abril de 2008 23
  24. 24. Destaque AGRISHOW 2008 Marcelo Massensini Revista Canavieiros terá, pela primeira vez, um estande na feira A 15ª edição da Agrishow Ribeirão Preto será aberta no próximo dia 28 e se estende até 3 de maio. O evento, considerado o terceiro mais importante do mundo e o maior da América Latina, deve superar a edição de 2007 em público e faturamento. A estimativa é que mais 135 mil pessoas visitem a feira, 2,5 mil vindos de outros países da América Latina, Europa, Estados Unidos e Ásia e o restante de todas as regiões produtoras de cana, grãos e frutas. Os 745 expositores (85 a mais que 2007) apresentarão na feira aproximadamente 3.000 produtos da mais avançada tecnologia mundial. Quase 10% deles vêm do exterior e prometem exibir modernas e inéditas tecnologias dentro do segmento do agronegócio. A feira terá 12.500 vagas de estacionamento e a área de alimentação terá estrutura para comportar 8,5 mil. Estima-se que mais de 5.000 pessoas sejam envolvidas com a montagem da feira e que 25 mil prestarão serviços durante a sua realização. A exemplo das edições anteriores, a feira deve receber correspondentes dos principais veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros. A Revista Canavieiros terá, pela primeira vez, um estande no pavilhão coberto da feira, onde os leitores poderão se informar sobre as últimas notícias do setor. Vista aérea da Agrishow 2007 Dos 240 hectares de área da fazenda onde tradicionalmente se realiza a Agrishow, 100 ha serão destinados aos campos de demonstrações dinâmicas. Serão mais de mil demonstrações durante a feira, abrangendo as culturas de café, cana-de-açúcar, milho, feijão, soja e forrageiras. De acordo com a organização da feira, a estimativa de crescimento devese, principalmente ao aumento do número de expositores, ao cenário de crescimento do setor agropecuário, à confiança depositada na economia brasileira, no interesse mundial pelo etanol Mais de 135 mil pessoas devem visitar a feira 24 Revista Canavieiros - Abril de 2008 e às novidades tecnológicas que serão apresentadas pelos expositores. A Agrishow é uma realização da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e conta com o apoio da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e SRB (Sociedade Rural Brasileira). A Agrishow Ribeirão Preto acontece no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste – Anel Viário, Km 321 – Ribeirão Preto SP. O horário de funcionamento será das 8h às 18h. Serão realizadas mais de mil demonstrações de campo na edição de 2008
  25. 25. Revista Canavieiros - Abril de 2008 25
  26. 26. Informações Setoriais CHUVAS DE MARÇO e Prognósticos Climáticos e Prognósticos Climáticos No quadro abaixo, são apresentadas as chuvas do mês de março de 2008. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Assessor Técnico Canaoeste Na médias das observações (última linha), as chuvas de MARÇO deste ano ficaram próximas da média histórica. Abaixo das respectivas normais climáticas, foram as chuvas anotadas em Jaboticabal, Dumont, C.E. Moreno, CFM, Monte VerdeSeverínia, Usinas da Pedra e São Francisco, evidenciando irregularidade das distribuições das chuvas nesta região. Mapa 1: Água Disponível no Solo entre 13 a 16 de MARÇO de 2008. O Mapa 1, ao lado, mostra claramente que o índice de Água Disponível no Solo, a 50cm de profundidade, no período de 13 a 16 de MARÇO, apresentava-se como médio a crítico na faixa Bauru - Sorocaba e no extremo Sudoeste do Estado de São Paulo; enquanto que, nas faixas Leste e Norte do Estado, a Disponibilidade Hídrica do Solo mostrava-se favorável. 26 Revista Canavieiros - Abril de 2008
  27. 27. Informações Setoriais Mapa 2: Água Disponível no Solo ao final de MARÇO de 2007. Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resume o prognóstico climático consensuado entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de abril e maio. Ainda permanecem os efeitos do fenômeno La Niña (contrário ao El Nino), que corresponde ao esfriamento da superfície das águas do Oceano Pacífico, ao longo da faixa equatorial. Quanto mais próximo da costa oeste da América do Sul, na altura do Equador e Peru, mais sensíveis serão os efeitos das condições climáticas para o Brasil, como se pode observar pelos noticiários agro-meteorológicos, sobre as freqüentes (até intensas)chuvas na faixa Norte e Nordeste do Brasil. Mapa 3: Água Disponível no Solo, a 50cm de profundidade, ao final de MARÇO de 2008. · Na Região Centro Sul, a temperatura média poderá ficar próxima da normalidade climática; · Quanto às chuvas para os meses de abril e maio, prevê-se que estas poderão “ficar” próximas às médias históricas nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste (Estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e estreita faixa norte do Estado de São Paulo). Na maior parte de São Paulo e dos Estados da Região Sul, as chuvas poderão ser inferiores às respectivas normais climáticas; · Como referência:- as médias históricas das chuvas, pelo Centro Apta-IAC, para Ribeirão Preto e municípios vizinhos são de 70mm em abril e 55mm em maio. · Considerando-se as previsões pela SOMAR Meteorologia, com a qual a CANAOESTE mantém convênio para a sua região de abrangência, as chuvas de abril poderá “ficar” quase próxima à média histórica, mas em maio as chuvas poderão ser até 60% inferiores às respectivas normais climáticas. A CANAOESTE recomenda continuar os cuidadosos monitoramentos da broca que está causando sérios danos à cultura canavieira e controlar biologicamente, com as vespinhas Cotesia flavipes. O Mapa 2, mostra que, em MARÇO de 2007, a Disponibilidade Hídrica do Solo encontrava-se crítica na faixa Centro-Norte. Em MARÇO de 2008, Mapa 3, o baixo índice de Água Disponível no Solo concentrou-se na faixa Centro-Oeste do Estado de São Paulo. Já na faixa leste do Estado, a Disponibilidade de Água estava alta. Sua Associação lembra ainda que, nesta região, em função do histórico climático e das recentes previsões pelo INMET, INPE e SOMAR, o seguro período de plantio de cana de ano e meio, sem irrigação, “expira” nesta primeira quinzena de abril. Chuvas salvadoras (acima da média) em abril e maio não estão previstas. Logo, efetuar plantios tardios será apostar “alto” contra os elevados custos de plantio e de produção, comparativamente aos atuais e limitantes preços da cana. Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos CANAOESTE mais próximos. Revista Canavieiros - Abril de 2008 27
  28. 28. Legislação Prazo para comunicação de área ciliar de propriedades acima de 2 (dois) mil hectares encerra-se dia 30/04/2008 E m respeito à Resolução nº 42/ 2008, da Secretaria do Meio Ambiente Paulista, esta enviou correspondência para cerca de 650 (seiscentos e cinqüenta) proprietários rurais que possuem áreas superiores a 2 (dois) mil hectares, para que comuniquem até o próximo dia 30 de abril, a situação das áreas de preservação permanente locadas nas suas propriedades. A norma exige que o comunicado a ser feito à Secretaria deverá ter formato digital, constando a situação atual do local, se está ou não cercado e em que estado se encontra a vegetação ciliar. Tal levantamento tem o objetivo precípuo de levantar as áreas de preservação permanente paulistas, no sentido de recuperá-las, através do Projeto Ambiental Estratégico Mata Ciliar, no prazo de até 25 anos, o que dará ao Estado uma cobertura vege- tal nativa da ordem de 5,1 milhões de hectares, 20% do território de São Paulo, contra as 14% atuais, segundo dados da própria secretaria (www.ambiente.sp.gov.br). Referida resolução estabelece, também, que o comunicado a ser feito pelo proprietário, desde que possua propriedades ou posses rurais com área igual ou superior a 2.000 (dois mil) ha, áreas exploradas por empresas florestais do setor de papel e celulose e áreas marginais a reservatórios administrados por empresas de energia e saneamento, deverão ser entregues impreterivelmente até o dia 30 de abril de 2008. Já as propriedades ou posses rurais com área entre 500 e 2.000 ha., o prazo se encerra em 30 de setembro deste ano. As propriedades menores, com área entre 200 e 500 ha., têm prazo até 30 de setembro de 2009. “As propriedades canavieiras poderão fazer seus comunicados juntamente com os requerimentos de queima da cana, de acordo com o previsto na Resolução SMA 12/05. Juliano Bortoloti - Advogado Departamento Jurídico Canaoeste Os demais proprietários ou arrendatários rurais poderão efetuar suas comunicações por meio da inscrição das áreas ciliares no Banco de Áreas Disponíveis para Recuperação Florestal, instituído pela resolução SMA 30/07. As usinas que ainda não fizeram a comunicação podem fazê-lo enviando as informações junto com os planos de ação do protocolo agroambiental”, segundo veiculado no saite da própria Secretaria do Meio Ambiente (www.ambiente.sp.gov.br). Câmara Ambiental do Setor Sucroalcooleiro E m reunião realizada no último dia 08 de abril, no Centro de Tecnologia Canavieira, na Cidade de Piracicaba, foram retomados os trabalhos da Câmara Ambiental do Setor Sucroalcooleiro, órgão colegiado da Secretaria do Meio Ambiente – SMA, constituído em 2002 no âmbito da CETESB, de caráter consultivo, que tem como meta promover a melhoria da qualidade ambiental por meio da interação permanente entre o poder público e o setor produtivo do Estado. Na verdade, se trata de um canal de diálogo e discussão entre os diversos órgãos ambientais estaduais e o setor produtivo. 28 Revista Canavieiros - Abril de 2008 Na referida reunião, já com novo regimento formulado, ficaram definidas as novas representações por parte do setor produtivo e público e, também, as novas prioridades de discussão dos temas em prol do meio ambiente, dentre os quais destaca-se a confecção da Guia de Boas Práticas de Produção Mais Limpa, para orientar empresas e produtores quanto a questões de meio ambiente, que será semelhante aos que já existem para outros setores. Foram criados, ainda, grupos de trabalho para discutir o protocolo agroambiental, o licenciamento ambiental e a destinação dos resíduos. Na referida reunião, esteve presente o advogado da CANAOESTE, Dr. Juliano Bortoloti, representando a ORPLANA, integrantes da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, dentre os quais destacamos o engenheiro Ricardo Viegas, coordenador do programa “Etanol Verde”, o engenheiro Otávio Okano, diretor de Controle de Poluição da CETESB, além de diversos gerentes regionais da CETESB. Também estiverem presentes demais representantes do setor produtivo (ÚNICA, BIOCANA, UDOP, etc.).
  29. 29. Revista Canavieiros - Abril de 2008 29
  30. 30. Artigo Técnico Introduzindo qualidade nos serviços de colheita mecanizada A té a introdução do Sistema de Pagamento de Cana pelo Teor de Sacarose – PCTS, o preço da tonelada de cana-de-açúcar era fixo e igual para qualquer matéria-prima, independentemente do teor de açúcar da mesma. O PCTS trouxe inúmeros benefícios para o setor, colocando o Brasil na ponta tecnológica da seleção de variedades adaptadas e com alta produção de açúcar para as condições de nossa combinação de solo, clima e relevo. Em 1998, foi criado o CONSECANA e modificada a metodologia de pagamento de cana, introduzindo algumas adequações ao antigo sistema e transformando a formação do preço da cana, que ao invés de ser antecipado, passou a ser formado ao longo da safra e sem as antigas distorções decorrentes das variações de preços que ocorriam até a comercialização da produção. Assim não é novidade para o setor a introdução de melhorias que levem à modificação de preços fixos, como no caso da tonelada de cana, para preços variáveis, que incluam a qualidade da matéria-prima. Atualmente, os serviços de colheita mecanizada são cobrados a um determinado preço fixo que, basicamente, se mantém constante independentemente das condições da lavoura a ser colhida. É preciso que seja encontrada uma forma de variar o custo de colheita mecanizada em função das condições apresentadas pela lavoura, ou seja, sistematização da área e colheitabilidade da matéria-prima. É de longa data que especialistas em colheita mecanizada sugerem algumas práticas importantes e que reduzem os custos de colheita mecanizada, proporcionando maior eficiência aos sistemas de colheita e melhorando a qualidade da matéria-prima obtida no campo e levada à unidade industrial. 30 Dentre os fatores que interferem nos custos de colheita estão: · Espaçamento; · Comprimento da Linha de Trabalho; · Nivelamento do terreno; · Alinhamento de plantio; · Colheitabilidade: - Tombamento da cana; - Tamanho do tolete; - Diâmetro do tolete; - Quantidade de palha e folhas; · Regulagem da colhedora; · Habilidade e treinamento do operador. Abaixo são apresentados os componentes básicos de uma colhedora de cana-de-açúcar. É possível distinguirse em uma colhedora, duas estruturas bem distintas: a primeira parte que realiza o corte de pontas, tombamento e o corte de base e uma segunda, que faz a picação em toletes e posteriormente a limpeza de palha. Cleber Moraes - consultor de planejamento e controle agrícola da Canaoeste terminada quantidade de palha na cana, tem uma capacidade limite para receber, picar e limpar toletes, isto é, se alimentarmos a segunda etapa da colhedora com muita cana (maior velocidade), esta cana não será recepcionada pelos rolos alimentadores, voltará, será cortada novamente pelo corte de base e produzirá mais perdas de colheita. Diante disto é preciso equilibrar velocidade da colhedora com produtividade do talhão, e situação de colheitabilidade da cana, isto é, quantidade de palha e tombamento da cana principalmente. Hipoteticamente e de uma forma nada prática, poderíamos fazer a colheita da Mas, estando ajustada a velocidacana com uma colhedora mais simples, de de colheita de uma determinada área, que tivesse apenas a primeira parte e, ainda há outros aspectos que podem em seguida, levarmos esta cana para ser influenciar os custos de produção como picada e limpa em outro equipamento. comprimento da linha de trabalho, mais Fizemos esta distinção entre estas duas conhecido como tiro de talhão. Quanetapas do processo de colheita, porque, to menor o comprimento do tiro do tapara uma mesma velocidade de colhei- lhão, maior a quantidade de manobras ta, teremos quantidades de cana dife- que a colhedora fará e, durante a marentes indo para a segunda parte da co- nobra, há consumo de combustível, lhedora dependendo Figura 1: Estrutura de uma colhedora de cana da produtividade do Órgãos Ativos de Colheita Órgãos Ativos de Alimentação, canavial, pois proPicação e Limpeza dutividades diferentes implicam em quantidade de cana diferente por metro linear de sulco. Perceba-se também que a segunda parte da colhedora, para um determinado talhão, dada uma de- Revista Canavieiros - Abril de 2008 Adaptado de Jorge L. M. Neves
  31. 31. Artigo Técnico contagem de horas de trabalho, mas a colhedora não está colhendo cana, portanto é tempo perdido e com custos adicionais embutidos. renças significativas e, do nosso ponto de vista, em grande parte, justificáveis pelas diferenças de condições dos canaviais quanto à sistematização. Mas a questão é: quanto representam estes custos no custo total de colheita mecanizada? Fizemos uma pequena pesquisa no setor sucroalcooleiro, na qual nos reservamos o direito de preservar nossas fontes, e encontramos prestadores de serviços e unidades industriais com custos e/ou preços de colheita, isto é, valores para a cana colhida mecanicamente e posta no caminhão, portanto sem o transporte, que variaram na safra passada (2.007/ 08) de R$ 7,50 (sete reais e cinqüenta centavos) a 13,00 (treze reais por tonelada). Vale ressaltar que custo é bem diferente de preço, pois na prestação de serviços, com a emissão de nota fiscal, são pagos impostos e isto se acresce ao valor final. O equilíbrio de oferta e demanda deste tipo de serviço também afeta a formação de preços. Contudo, independentemente das diferenças entre custo e preço, existem dife- Buscando contribuir para a evolução do setor, em especial, para a redução dos custos de colheita mecanizada, sem, de forma alguma, buscar fechar questão quanto ao assunto, visto que outros técnicos poderão ter visões e parâmetros bem diferentes dos obtidos em nossa pesquisa, desenvolvemos uma planilha eletrônica relativamente simples, que a partir de poucos dados, permite uma avaliação prévia do custo de colheita mecanizada para uma dada condição do canavial. Devido à precariedade dos dados obtidos, muitos valores foram estimados a partir do conhecimento prático de colegas mais experimentados em colheita mecanizada e que, portanto, carecem de uma aferição mais precisa. A figura 2 apresenta os principais parâmetros utilizados. Figura 2 – Dados Básicos do Modelo A figura 3 apresenta a tela principal de entrada de parâmetro - Colheita Mecânica. Merece um detalhamento a variável Condição do Canavial. Utilizamos cinco níveis de condição do canavial, a saber: · Muito ruim, · Ruim, · Bom, · Muito bom e · Ótimo. Neste item seriam avaliadas as condições de colheita como: · Tombamento da cana; · Nivelamento do Terreno; · Quantidade de palha. Para cada condição do canavial foi determinada uma velocidade de alimentação do sistema de limpeza e picação. Isto é: · Muito ruim – 55 t/h, · Ruim – 60 t/h, · Bom – 65 t/h, · Muito bom – 70 t/h e · Ótimo – 75 t/h. A velocidade de trabalho foi determinada pela velocidade de alimentação do sistema de limpeza e picação dividida pela produtividade do canavial em Kg/m ou t/Km, visto que em condições menos favoráveis onde, por exemplo, o desponte não funcione, a velocidade de trabalho deve ser menor, pois o sistema de limpeza estará sobrecarregado. Segundo nossas avaliações, mantendose constante todas demais variáveis (figuras 2 e 3) e mudando-se apenas o comprimento da linha de trabalho de 300 m para 1.200 m, no modelo acima, chegaríamos a um preço (inclui 10% de impostos) de colheita de R$ 7,68 (sete reais e sessenta e oito centavos) contra um preço de R$ 10,91 (dez reais e noventa e um centavos) para talhões de 300 m de tiro. Parece-nos possível melhorar a forma com que são determinados os preços de colheita mecanizada e com o objetivo de auxiliar e abrir a discussão sobre o assunto, estamos disponibilizando esta planilha de trabalho para todos através do endereço www.mmoraes.agr.br/colmec e estamos à disposição para discutirmos o assunto, avaliarmos eventuais correções na planilha e adequarmos o modelo para permitir um avanço na colheita mecanizada, de forma a contribuir para a evolução do setor. Novamente, nosso objetivo não é parametrizar ou arbitrar os preços de colheita mecânica de cana, mas permitir aos prestadores de serviços e unidades industriais variarem os preços de colheita mecanizada, reduzindo o valor para as condições mais favoráveis ou elevando para as menos favoráveis e, assim caminhar para uma adequação da área agrícola para a obtenção de custos menores e maior retorno econômico. Na planilha eletrônica disponibilizada estão todos os parâmetros utilizados e cálculos efetuados. A planilha é protegida para evitar alterações em fórmulas, mas é possível identificar-se todas as fórmulas utilizadas. Empresas interessadas em discutir e avançar nesta questão poderá contatar-nos através do email: cleber@mmoraes.agr.br. Por telefone ligue para (16) 3946-3300 ramal 2101. Revista Canavieiros - Abril de 2008 31
  32. 32. Cultura de Rotação Amendoim: preço anima produtores Carla Rossini Com cotações em alta, safra brasileira pode chegar a 300 mil toneladas A falta de chuvas em setembro e outubro de 2007 acabou atrasando o início do plantio de amendoim na região de Sertãozinho. Mas esse fator não atrapalhou as expectativas geradas em relação à colheita: 300 mil toneladas devem ser colhidas no Brasil até o final de maio. Deste total, a Copercana vai receber 28 mil toneladas – 9,3% do total do grão produzido no país. “São 1,7 milhões de sacas de amendoim beneficiado que atenderão os mercados interno e externo”, explica o gerente da UNAME (Unidade de Grãos da Copercana), Augusto César Strini Paixão. Desde a safra 2006/2007, a Copercana em parceria com 42 produtores de amendoim, implantou um sistema que visa melhorar a qualidade do produto produzido pelos cooperados. Para obter sucesso com o projeto, a cooperativa investiu R$ 25 milhões na safra passada. “Esse ano já conseguimos excelentes resultados e a produção que recebemos está em ótimas condições de comercialização”, afirma Augusto. Segundo o gerente da UNAME, 11,5 mil hectares foram plantados pelos cooperados que fazem parte do projeto. Impulsionados pelos excelentes preços praticados em meados de 2007 – US$ 800 a tonelada – os produtores investiram no plantio e se deram bem: no início de abril, a tonelada estava cotada em US$ 1.700, um aumento de 112,5%. “São diversos fatores que levaram o amendoim a sofrer essa valorização, mas os principais são o aumento no consumo interno da China e o fato de os Estados Unidos terem iniciado a importação”, explica Augusto. Em 2007, os produtores que entregaram o amendoim na Copercana receberam R$ 26,30 por saca. Neste ano, a expectativa é que haja valorização. “Como o preço de venda aumentou, os produtores também terão remuneração melhor”, complementa o gerente. Para continuar estimulando a produção e ajudando a solucionar problemas comuns dos cooperados, a Copercana mantém convênios com universidades e instituições de pesquisa. Desde o ano passado, a cooperativa também faz a compostagem com os resíduos oriundos do amendoim, na época da colheita. “Por meio da compostagem diminuímos os resíduos que chegam à cooperativa. Pesquisas estão sendo realizadas para podermos utilizar a compostagem como adubo em plantações”, Augusto César Strini Paixão, gerente da Uname define Augusto, que completa: neste ano, a Copercana, em parceria com a MIAC (Indústria de Colheitadeiras de Amendoim), está regulando os equipamentos dos produtores em que as análises apontam grande quantidade de resíduos. Um técnico da Copercana e um da MIAC vão até a lavoura e regulam o equipamento para obtermos melhor qualidade durante a colheita”. Augusto finaliza afirmando que a colheita é o momento de maior atenção na safra de amendoim. “Precisamos fazer todo o processo de rastreabilidade de forma impecável porque dele vai depender a boa comercialização do produto”. Processo de separação de resíduos Armazenamento de grãos informatizado 32 Revista Canavieiros - Abril de 2008
  33. 33. Revista Canavieiros - Abril de 2008 33
  34. 34. 34 Revista Canavieiros - Abril de 2008
  35. 35. Revista Canavieiros - Abril de 2008 35
  36. 36. Biblioteca Cultura Cultivando a Língua Portuguesa “GENERAL ÁLVARO TAVARES CARMO” "Glifosato: Alguns aspectos da utilização do herbicida glifosato na agricultura" Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português Antonio J. B. Galli Marcelo C. Montezuma 1) Pedro disse: - A pauta da reunião de hoje será: combate a dengue. Dessa forma não haverá o combate. Renata Carone Prezado amigo leitor o tópico gramatical é crase. Sborgia* Darei uma dica somente para o exemplo acima: Uma maneira de saber se há crase é substituir a palavra feminina por outra masculina. Se o resultado for AO : significa que há a presença de preposição A e o artigo O. Ex.: Combate ao fumo, combate ao câncer, combate ao Mal de Alzheimer. Usando a regra acima o correto é COMBATE À DENGUE. 2) Compras... Compras! Expressão muito bem-vinda para os verdadeiros e assumidos consumidores. Cito a Ana com sua feliz compra. Os sapatos comprados por Ana custou x “CADA”. A Língua Portuguesa não está feliz como Ana. Dica útil e fácil: CADA: pronome indefinido, precisa ser usado sempre acompanhado de outro termo. O que não pode, segundo as gramáticas normativas, é vir sozinho na frase, como no exemplo acima. Nesses casos, prezado amigo leitor, é comum acrescentar a palavra UM ou UMA Conforme o contexto. Exemplo correto: custou X CADA UM. 3) Indo direto ao ponto: não há vírgula entre sujeito e verbo (regra básica) Exemplo incorreto: Pedro, trabalhou hoje. Exemplo correto: Pedro trabalhou hoje. Mas o problema está quando há parênteses ou travessões entre o núcleo (palavra principal) do sujeito e o verbo. Vamos exemplificar: Ex.: incorreto - O relator x , “quer acabar” com o fechamento do processo. Ex.: correto - O relator x quer acabar com o fechamento do processo. Dica útil: Faça, prezado amigo leitor, frases mais curtas sempre que possível. Você tornará a leitura mais clara e contornará problemas de vírgula. PARA VOCÊ PENSAR: “Cal’-te, que poderá ser Que ‘ame a Páscoa vêm os Ramos’. Não te apresses tu, Inês. ‘Maior é o ano que o mês’: Quando te não precatares, Virão maridos a pares, E filhos de três em três.” Gil Vicente Maior é o ano que o mês No excerto acima, da “Farsa de Inês Pereira”, a mãe volta da missa e, não encontrando Inês trabalhando, dá-lhe o conselho. E Inês, sábia, deixa claro suas intenções : “Porém, não hei-de casar / Senão com homem avisado / Ainda que pobre e pelado, / Seja discreto em falar”. 36 Revista Canavieiros - Abril de 2008 “ Outono: Estação da bruma e da doce abundância, grande amiga do sol que tudo amadurece.” John Keats * Advogada e Prof.ª de Português e Inglês Mestra—USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Consultora de Português, MBA em Direito e Gestão Educacional, escreveu a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras) com Miriam M. Grisolia A evolução da urbanização, o crescimento da população humana, o avanço tecnológico na produção e conservação de alimentos, dos meios de transporte, do controle de plantas daninhas, pragas, fungos e organismos indesejáveis em residências foram praticamente exponenciais, sendo a conquista mais rápida que a capacidade de entendimento de seus efeitos ambientais, sociais e econômicos no longo prazo. Com os pesticidas, devido à sua natureza declaradamente tóxica, os cuidados foram maiores que para outros produtos, como tintas, aditivos de alimentos e outros. No entanto, há ainda muito a ser entendido sobre o comportamento desses produtos no ambiente. Deste modo, consideramos que esta obra, elaborada para esclarecer resultados de pesquisa sobre o comportamento ambiental do glifosato, seja extremamente pertinente, pois essa é uma molécula de importância fundamental na competitividade de nossa agricultura. Considerando que o glifosato vem sendo utilizado no Brasil desde 1978 em numerosas condições de agricultura, áreas urbanas, manutenção de estradas e ferrovias, envolvendo inúmeras formulações comerciais, produzidas por empresas com diferentes níveis tecnológicos, não há evidências cientificamente comprovadas de impactos importantes no ambiente. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone (16)3946-3300 - Ramal 2016
  37. 37. Agende-se Maio de 2008 TECNOLOGIA PARA AMOSTRAGEM DE SOLO Data: 01 a 03 de maio de 2008 Local: Instituto Agronômico, Centro Avançado da Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Cana, IAC, Anel Viário Contorno Sul, km 321 – Ribeirão Preto – SP Temática: Público-Alvo: profissionais das ciências ambientais e agrárias, administradores e gerentes de fazendas Coordenadores:Afonso Peche Filho, Moises Storino e Jener F.L. de Moraes Mais Informações: (19) 3231-5422 (R.159) XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS Data: 04 a 08 de maio de 2008 Local: Centro de Artes e Convenções da Ufop – Ouro Preto – MG Temática: O XXVI CBCPD e o XVIII Congreso de la Asociación Latino-americana de Malezas - ALAM, programados para o período de 4 a 8 de maio de 2008, serão realizados na belíssima cidade barroca mineira de Ouro Preto, nas dependências do Parque Metalúrgico - Centro de Artes e Convenções da UFOP. Os congressos estão sendo realizados pela Embrapa Milho e Sorgo e pela Universidade Federal de Ouro Preto. Mais Informações: (31) 3779-1086 8º CURSO DE PASTAGENS SOB IRRIGAÇÃO Data: 06 a 08 de maio de 2008 Local: Centro de Treinamento de R.H. na Esalq/USP – Piracicaba – SP Temática: Potencial de utilização de pastagens irrigadas e suas conseqüências sobre o sistema de produção da fazenda. Stress hídrico e sua relação com a qualidade da forragem. Propriedades físicas do solo e sua relação com a produtividade e manejo da irrigação. Bases técnicas para a escolha, estabelecimento e dimensionamento de sistemas de irrigação. Manejo da irrigação em sistemas rotacionados de pastagens. Utilização de fertilizantes em sistemas de pastagens irrigadas. Simulação da viabilidade econômica de um sistema de pastagens irrigadas com pivô. Mais Informações: (19) 3417-6604 IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE ENSINO DE SOLOS Data: 15 a 17 de maio de 2008 Local: Anfiteatro da Engenharia e Dependências do Depto de Solos da ESALQ/USP - Av. Pádua Dias, 11 – Piracicaba – SP Temática: Serão apresentados: o Painel de experiências de educação e divulgação científica em solos; Oficinas de trocas de saberes e fazeres; Oficina de Campo (solos, paisagem e meio ambiente); Grupos de Trabalho para discussão e proposição de ações nas questões de percepção pública de solos e abordagem do tema na educação básica e superior; Painel dos desafios: solo e Educação Ambiental e interação com Escolas e material didático e para-didático; Discussão e aprovação do documento da Comissão de Ensino de Solos da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. Mais Informações: (19) 3417-6604 TREINAMENTO EM “FORMAÇÃO DE AUDITORES INTERNOS AMBIENTAIS - NBR ISO 14001:2004” Data: 15 de maio a 21 de junho de 2008 Local: Associação de Egenheiros e Arquitetos de Piracicaba, na Rua Ipiranga, 166 – Centro – Piracicaba – SP Temática: Formação de avaliadores (auditores) internos para o cumprimento dos requisitos normativos específicos da norma NBR ISO 14001, versão mais atual, como também a obtenção de evidências ligadas ao desempenho ambiental de uma organização com vistas a avaliação do grau de sua conformidade. Mais Informações: (19) 3417-6604 CICLO DE PALESTRA DE FITOSSANIDADE Data: 20 de maio de 2008 Local: Instituto Agronômico - IAC- Faz. Sta Elisa, Prédio de Fitopatologia. Av. Theodureto de Camargo, 1500 – Campinas – SP Temática: Público-Alvo: Pesquisadores, alunos de pós-graduação e graduação, técnicos. Coordenador: César Pagotto Stein; Margarida Fumiko Ito Mais Informações: (19) 32315422 (R.159) Revista Canavieiros - Abril 2008 Revista Canavieiros - Fevereiro dede 2008 37
  38. 38. Vende-se Vende-se Silagem de cana hidrolizada. 400 à 450 to- - 01 MB-2214/88, turbo, ótimo estado neladas, as quais se encontram em fazenda à - 01 VW-22-160/86, turbo, traçado 17 km da cidade de Franca. Tratar pelo com - 01 Chevrolet D-70/84, traçado, reJosé Eugênio ou Ricardo pelo telefone (16) formado 3143-1140, em h/c. - 01 Caçamba p/ esparramar torta de filtro Tratar com João Carlos pelo telefone (16) Vende-se 9137-8389 ou 3957-1254 - 01 caminhão MB 2635 ano 1996 - 01 pulverizador Jatão semi-novo Vende-se - lâmina e concha hidráulica traseira para trator Caminhão ano 80 turbinado, hidráulico, roTratar com Wilson pelo telefone (17) 9739-2000 doar, suspensor, interclima, cara preta, com gaiola de boi. Tratar com Junior Gazoti pelo Vende-se telefone (18) 9749-5042 ou pelo e-mail: - 01 Valtra BM 110/4 ano 2004, trator com juniorgazoti@hotmail.com 3600 horas, R$ 65.000,00 - 01 Ford 8830/4 ano 94 com Super-ReduVende-se tor, trator revisado, R$ 50.000,0. - 01caminhão Ford 21000 motor MWM - 01 NH TL 90/4 ano 2000, cabinado com urb, com carroceria graneleira. Raridade. 3000 horas, R$ 60.000,00. - 01caminhão Ford 21000, truck, com carTratar com José Paulo Prado pelo telefone roceria graneleira, turbo, hidráulico, rodas rai(19) 3541-5318 adas, 10 pneus radiais, novo, super-conservado. Raridade. Vende-se Tratar com Wladimir pelo telefone (16) MB 2318 ano 1998 traçado, no chassi, 3664-1535 ou 8141-3813 pronto para trabalhar. Tratar com Patito pelo telefone (16) 9187-1897 ou 9187-1901. Vende-se 1 Grade niveladora 32x20 Pitcin; Vende-se 1 Enleirador de amendoim, -01 112E - 82, traçada, câmbio 10 marchas, 1 Grade aradora 14x20 Baldan; 10 pneus ressolados novos, motor câmbio e 1 Plantadeira JM 2900 Exacta com 6 linhas diferencial a toda prova, bomba, bico e turbina Jummil; revisados, com carroceria de cana tipo paliteira. 1 Pulverizador Jatao 600 Export Jacto; Radiador novo, trabalhando na Destilaria Alcí- 1 Cultivador tipo gradinhas para cana. dia (podendo ficar com a vaga). "Baixei o preço Semi-novos. Todos com preços especiais. para vender mesmo". Valor R$ 70.000,00. Tratar com Carlos Biagi pelo telefone (16) - 01 Julieta Canavieira FNV 86 com pneus 3946-4200. 1/2 vida ressolados. Valor R$ 25.000,00. Vende-se - 01 Julieta Canavieira FNV 93 Novissima com pneus. Valor R$ 35.000,00. Tratar com Roberto ou João Ortiz pelo telefone (18) 3263-2053 ou 9102-6677 Vende-se Caminhão MB 2635 traçado, pneu 70% (original), com ou sem gaiola cana inteira. Transfere leasing Itaú, 26 prestações de R$ 4.600,00. Possui fotos. Tratar com Hugo pelo telefone (66) 9988-4267 Vende-se - 01Julieta canavieira ano 93, FNV, com sistema de freio de estacionamento, com 8 pneus 295 1/2 vida, sem ressolagem (são novos), freio traseiro feito recentemente. Medidas 2.60 x 7,60. Valor R$ 35.000,00 -01 Carroceria de cana tipo paliteira, com chapel de proteção de cabine e 6 catracas laterais. Valor R$ 5.000,00. Ambos aceito troca por veículo no valor de tabela como parte do pagamento. Tratar com Silvio César pelo telelefone (18) 3263-2676 ou 9109-3711 Vende-se 01 plantadeira JUMIL JM 2880 8/7, ano 2004. Nova. Tratar com Marcio Sarni pelo telefone (16) 3946-4200. Vende-se Vende-se Ford cargo 2831, traçado, ano 2005/06 com ou sem reboque canavieiro 2 eixos. Aceito troca. Tratar com Welton pelo telefone:(34) 9168-2086 Vende-se Vendo ou troco um Ford Cargo 2831, traçado, ano 2005. Com ou sem reboque canaviei- 01 plantadeira TATU PST PLUS 7/7, ano 01 plantadeira JUMIL JM 2880 10/9, ano ro. Urgente! Tratar com Vicente pelo telefo- 2004. Nova. Tratar com Marcio Sarni pelo 2004. Nova. Tratar com Marcio Sarni pelo telefone (16) 3946-4200. ne (34) 9102-5798 telefone (16) 3946-4200. 38 Revista Canavieiros - Abril de 2008
  39. 39. Revista Canavieiros - Abril de 2008 39
  40. 40. 40 Revista Canavieiros - Abril de 2008

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