Arquitetura de Informação: desafios do profissional bibliotecário num mercado emergente

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ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO: DESAFIOS DO PROFISSIONAL
BIBLIOTECÁRIO NUM MERCADO EMERGENTE APRESENTAÇÃO REALIZADA NO IX CINFORM - ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA DA INFORMAÇÃO - SALVADOR 2009

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Arquitetura de Informação: desafios do profissional bibliotecário num mercado emergente

  1. 1. DESAFIOS DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO NUM MERCADO EMERGENTE Salvador 2009 Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa da Informação
  2. 2. <ul><li>Rafael Marinho </li></ul><ul><li>( [email_address] ) </li></ul><ul><li>Regina S. S. Tonini </li></ul><ul><li>( [email_address] ) </li></ul>
  3. 3. Você consegue assimilar toda a informação de que precisa?
  4. 4. Explosão e Ansiedade da Informação Segundo a University of California, cinco exabytes (5.000.000.000.000 Mbytes) de informação nova foram produzidos no mundo apenas no ano de 2002, equivalente a 800 MB para cada habitante da terra. Em Julho de 2008, o Google anuncia que os seus Googlebots encontraram 1,000,000,000,000 (um trilhão) de páginas na web http ://
  5. 5. Conceitos de Arquitetura de Informação
  6. 6. Conceitos de Arquitetura de Informação Arquitetura de informação é a arte e ciência de organizar e rotular Web sites, Intranets, comunidades online e software para dar suporte à usabilidade e facilidade de obtenção de informações, e também, como uma comunidade emergente de profissionais focada em trazer princípios de design e arquitetura para o ambiente digital. INSTITUTO DE ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO. Arquitetura de informação . Disponível em: <http://iainstitute.org/pt/ > Acesso em: 19 maio 2009.
  7. 7. Conceitos de Arquitetura de Informação O design estrutural de ambientes de informação compartilhados. A combinação dos esquemas de organização, de rotulação de busca e de navegação dentro de websites e intranets. A arte e a ciência de dar forma a produtos e experiências de informação para suportar a usabilidade e a findability . Uma disciplina emergente e uma comunidade de prática focada em trazer princípios do design e arquitetura ao espaço digital. MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information Architecture for the world wide web . 3.ed. Sebastopol; Califórnia: O’Reilly, 2006.
  8. 8. Essa importância pode ser observada nos requisitos para a construção das páginas na web, um projeto de criação de um site envolve diversas etapas cuidadosamente estruturadas para atingir o seu objetivo de levar a informação certa ao usuário que a busca. Um dos motivos para se utilizar Arquitetura de Informação vem do fato de que as informações normalmente encontram-se dispersas nas organizações, bem como no conteúdo disponibilizado nos web sites destas. Importância da Arquitetura de Informação
  9. 9. Importância da Arquitetura de Informação
  10. 10. Importância da Arquitetura de Informação
  11. 11. Importância da Arquitetura de Informação A arquitetura de informação afeta diretamente os custos de encontrar uma informação e de não encontrá-la, os custos de construção e manutenção dos websites , os custos de treinamentos de funcionários e até a valorização da marca.
  12. 12. Investimentos em TI <ul><li>A Internet foi a mídia que mais cresceu no Brasil em 2008, pelo segundo ano consecutivo, registrando um aumento de 44% nos investimentos publicitários. Em fevereiro desse ano, os investimentos já chegaram à casa de 39% de participação, mostrando que o mercado está aquecido face à crise. A associação estima que, até o final de 2009, a Internet atingirá um volume de quase R$ 1 bilhão em investimentos publicitários. </li></ul>IAB Brasil ( Interactive Advertising Bureau Brasil) – www.iabbrasil.com.br
  13. 13. Investimentos em TI NIELSEN NORMAN GROUP. Strategies to enhance the user experience . Disponível em: <http://www.nngroup.com/> Acesso em 21 mar. 2009.
  14. 14. Como tudo começou... <ul><li>Criou o termo “Arquitetura de Informação” em 1976 em uma tentativa de combater ansiedade de informação. </li></ul><ul><li>Formação em arquitetura e especialista em design gráfico. </li></ul>RICHARD SAUL WURMAN <ul><li>Introduziram a Arquitetura de Informação no design de websites. </li></ul><ul><li>Fundaram a Argus em 1994, primeira empresa a empregar conceitos de </li></ul><ul><li>arquitetura de informação no design de websites. </li></ul><ul><li>Formação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. </li></ul>LOUIS ROSENFELD e PETER MORVILLE 1991 1997 2005 1998 2002 2005
  15. 15. Os 3 círculos da Arquitetura de Informação Documentos, formatos/tipos, objetos, metadados e estruturas existentes. Audiências, tarefas, necessidades, comportamento de busca de informações, e a experiência deste, além do vocabulário. Objetivos da organização, políticas, tecnologia e cultura.
  16. 16. Softwares para Arquitetos de Informação
  17. 17. Softwares para Arquitetos de Informação <ul><li>Os profissionais não devem ficar presos ao uso desses softwares. Uma boa dose de criatividade e inovação faz muito mais efeito que o simples uso de programas. </li></ul>
  18. 18. Perfil dos Arquitetos de Informação <ul><li>Profissional jovem, que vive nos grandes centros metropolitanos do país e ainda está descobrindo seu campo de trabalho. </li></ul><ul><li>Formação predominante na área de humanas e desenvolveram seus conhecimentos sobre Arquitetura de Informação de maneira autodidata. </li></ul><ul><li>Quase metade dos profissionais não segue qualquer metodologia em seus projetos. Entre os que seguem, a maioria utiliza metodologias próprias desenvolvidas com base em suas experiências e estudos autodidatas. </li></ul>
  19. 19. Perfil dos Arquitetos de Informação
  20. 20. Perfil do Arquiteto de Informação <ul><li>Atividades mais executadas pelos arquitetos de informação: </li></ul><ul><li>Wireframe </li></ul><ul><li>Benchmarking </li></ul><ul><li>Mapa do site ou sitegrama </li></ul><ul><li>Fluxo de navegação </li></ul><ul><li>Inventário de conteúdo </li></ul><ul><li>Protótipo em papel e digital </li></ul><ul><li>Retorno sobre investimento (ROI) </li></ul><ul><li>Análise heurística </li></ul><ul><li>Teste de usabilidade </li></ul><ul><li>Taxonomia e vocabulário controlado </li></ul><ul><li>Cardsorting </li></ul><ul><li>Análise de webmetrics e analytcs </li></ul><ul><li>Focus group </li></ul><ul><li>Search Engine Optimization </li></ul><ul><li>Entrevista </li></ul>
  21. 21. Perfil do Arquiteto de Informação <ul><li>O Arquiteto de Informação é o profissional que organiza o conteúdo para que as pessoas encontrem as informações com facilidade. </li></ul>
  22. 22. O que é preciso para ser um Arquiteto de Informação? <ul><li>Para atuar em AI é desejável, mas não é imprescindível que o indivíduo possua cursos ou uma formação voltada para a web, o que verdadeiramente importa é que o profissional seja um heavy user , goste de estudar, de se aprimorar cada vez mais e complemente se conhecimento tácito no local de trabalho. </li></ul>Bill Gattes Henry Ford Machado de Assis José Saramago Walt Disney Woody Allen
  23. 23. O que é preciso para ser um Arquiteto de Informação? Sobra bastante espaço para autodidatas devido ao pequeno número de cursos focados na área e a literatura em língua portuguesa ainda é escassa, mas, as listas de discussão e comunidades web complementam e facilitam o acesso aos conteúdos e trocas de experiências entre os arquitetos de informação do mundo inteiro.
  24. 24. O que é preciso para ser um Arquiteto de Informação?
  25. 25. Desafios do Bibliotecário em Arquitetura de Informação A tecnologia ainda é vista com olhos desconfiados por grande parte dos profissionais da Biblioteconomia. A internet, especialmente, é um desafio que poucos se propõem a enfrentar.
  26. 26. Desafios do Bibliotecário em Arquitetura de Informação Com isso o profissional acaba por perder grandes oportunidades no mercado que se revela na web, porém, o grande desafio para o bibliotecário está muito mais associado à postura profissional frente à tecnologia do que ao acumulo de competências para a execução do trabalho. De forma geral, os bibliotecários mantêm uma relação de amor e ódio com a tecnologia da informação.
  27. 27. Bibliotecários e TI: uma relação de amor e ódio Profissionais da informação mantêm uma relação de amor e ódio com a tecnologia. Nós amamos Tecnologia da Informação porque essa área nos fez necessários ao exigir a criação e conexão de enormes quantidades de conteúdo, aplicativos e processos. Nós odiamos Tecnologia da Informação porque ela ameaça constantemente substituir a necessidade por nosso trabalho.
  28. 28. Bibliotecários e TI: uma relação de amor e ódio Qualquer pessoa que tenha assistido ao filme Desk Set , de 1957, (traduzido para o Brasil como “Amor Eletrônico”) percebe essa difícil relação entre homens e máquinas, e o temor dos profissionais de biblioteconomia diante do ‘cérebro eletrônico’ que viria para lhes roubar as funções.
  29. 29. Oportunidades para o Profissional Bibliotecário em AI Os profissionais da informação devido a sua formação e competências profissionais têm maiores possibilidades de obter sucesso nessa área, pois, desde sempre os bibliotecários criam mecanismos que propiciam a organização e ampla disseminação da informação com valor agregado, trabalhando com hierarquia, categorização, mapeamento de fluxo, facilidade de uso e acesso à informação.
  30. 30. Oportunidades para o Profissional Bibliotecário em AI “ Como fica claro na primeira edição, Peter e eu insistimos em demonstrar o valor da Biblioteconomia e da Ciência da Informação para os webdesigners . Desde então, desenvolvemos uma perspectiva muito mais interdisciplinar sobre arquitetura da informação. É claro que os bibliotecários têm muito a oferecer à prática de Arquitetura da Informação.” Louis Rosenfeld
  31. 31. Oportunidades para o Profissional Bibliotecário em AI É possível observar que o profissional da informação com os conhecimentos básicos de biblioteconomia quando associados àqueles de tecnologia da informação, é o profissional com maior competência para organizar as informações que lhe são confiadas.
  32. 32. Oportunidades para o Profissional Bibliotecário em AI Em 2008, a AIflA-pt ofertava pelo menos uma vaga por semana. “ o cenário é promissor: não faltam vagas nessa área, e os salários podem chegar a 12 mil reais”. Sendo que a média salarial é de 3 mil e seiscentos, com variações que dependem do tamanho da empresa, região do país e da experiência do profissional.
  33. 33. Mas...
  34. 34. Nem tudo é perfeito...
  35. 35. Conclusão Hoje, as áreas do conhecimento estão separadas por uma linha muito tênue e seus profissionais se deparam com novos cenários. Competências e habilidades os profissionais da informação já possuem para atuar em diversas áreas. Afinal para o bibliotecário a informação é seu negócio, seu objeto de estudo e sua vida seja na web ou fora dela.
  36. 36. Conclusão Cabe ao bibliotecário repensar algumas atitudes frente às tecnologias da informação e comunicação, bem como aproveitar a grande demanda por profissionais que tenham como foco principal a informação e o usuário, o interesse em facilitar o acesso deste a grande biblioteca universal: a internet
  37. 37. Conclusão
  38. 38. Conclusão
  39. 39. Obrigado! Rafael de Barros Marinho [email_address] www.bibliotecariovirtual.co.cc Merci et au revoir !

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