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Ottman (1994) define o consumidor verde como sendo aquele indivíduo que procurabasear seu consumo apenas em produtos que c...
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Figura 2: Gráfico ilustrativo da questão 2        No gráfico percebemos que todas as agências entrevistadas disseram já te...
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CARVALHO, Lúcia. Anotações da disciplina de Pesquisa em Propaganda, ministrada naFaccat, 2003.CHIAVENATO, Idalberto. Intro...
PICHE, Cláudia. Sustentabilidade, um conceito desconhecido. IdéiaSocial, São Paulo,Gazeta Mercantil, 10-04-2007.REIS, Maur...
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Artigo Ecopropaganda

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Artigo do meu Trabalho de Conclusão do Curso de Publicidade e Propaganda, nas Faculdades Integradas de Taquara, sobre Ecopropaganda.

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Artigo Ecopropaganda

  1. 1. A ECOPROPAGANDA NO VALE DO PARANHANA E SERRAGAÚCHA: O POSICIONAMENTO DAS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADEE SEUS CLIENTES FRENTE À PROTEÇÃO AMBIENTAL RAFAEL MOELLER HARTZ1RESUMOUm estudo criterioso foi desenvolvido com a intenção de conhecer o envolvimento dasagências de publicidade e propaganda do Vale do Paranhana e Serra Gaúcha com aEcopropaganda, tendência que vêm se intensificando nos últimos anos nesta área profissional,dadas as mobilizações sociais em torno do tema ambiental. Neste sentido, foi feito um estudobibliográfico sobre o assunto, tendo como objetivo conhecer a Ecopropaganda e ocomportamento que o consumidor tem diante dessa nova forma de comunicação. Em seguida,foi realizado um levantamento descritivo que procurou conhecer o posicionamento dasagências da Região em relação à Ecopropaganda e o grau de envolvimento de seus clientescom preservação ambiental. Depois da análise realizada, foi possível perceber os desafios aserem enfrentados pelas agências de publicidade da região, com destaque à necessidade destasse atualizarem para desenvolverem trabalhos que visem a sustentabilidade e a preservaçãoambiental. Salienta-se ainda a necessidade de maior envolvimento das agências depublicidade e propaganda do Vale do Paranhana e Serra Gaúcha com a causapreservacionista, unindo a vontade de preservação com ações efetivas em prol do meio-ambiente.Palavras-chave: Ecopropaganda. Responsabilidade ambiental. Agências de Publicidade ePropaganda.ABSTRACTA careful study was developing with the intention of discovering the involvement ofParanhana’s Valley and Gaucho saw propaganda and advertising agencies with theEcopropaganda, coming trend is intensifying in recent years in this business area, given thesocial mobilization around the environmental theme. In this sense, has done a bibliographicstudy on the subject, with the objective to know the Ecopropaganda and behavior thatconsumers have faced this new form of communication. Then, there was a descriptive surveywhich sought to know the position of the agencies of the Region in relation to Ecopropagandaand degree of involvement of its customers with environmental preservation. After theanalysis, it was possible to understand the challenges being faced by advertising agencies inthe region, emphasizing the necessity of updating is to develop work aimed at sustainabilityand environmental preservation. It is also the need for greater involvement of agencies foradvertising and propaganda Paranhana’s Valley and Gaucho saw concerned with thepreservation, uniting with the desire to preserve effective actions in support of theenvironment.1 Acadêmico do Curso de Publicidade e Propaganda /FACCAT - rafaelhartz@gmail.com
  2. 2. Keywords: Ecopropaganda. Environmental liability. Publicity and Advertising Agencies.1 INTRODUÇÃO Após a chegada dos portugueses a região que hoje é o Brasil, começava um períodode exploração e de extração da mata nativa. Era o começo da degradação ambiental que aolongo de décadas se materializaria de tal forma que hoje é um problema grave no Brasil, comoem todo o mundo. Hoje se observa que a “onda” ecológica está presente na mídia, mas ainda parcialmente longeda mente do cidadão. Muitas empresas estão se articulando a tal modismo, mostrando açõespreservacionistas para todos verem. Importa-nos perguntar e refletir sobre esse novo posicionamentopor parte das empresas: estariam as empresas aproveitando a oportunidade para se posicionar nomercado e incrementar vendas, frente à comoção preservacionista ecológica que ensaia tomar conta domundo? Já as empresas, que estão verdadeiramente comprometidas com a responsabilidade ambientalpodem fazer as seguintes perguntas: o que fazer para atender mais as questões ambientais? Comodevem agir, uma vez que no atual sistema, além de manter a boa imagem, precisam continuarproduzindo e obtendo lucro? O objetivo desse estudo é aprofundar conhecimentos sobre a chamada Ecopropaganda,verificando como esta vem evoluindo no mercado publicitário do Vale do Paranhana e Serra Gaúcha. Para justificar esse estudo, o autor ratifica que foi mobilizado pela crença de preservaçãoambiental necessária para se ter um futuro ecologicamente sustentável. Sua preocupação é com achamada “onda verde” que está presente na mídia.2 REFERENCIAL TEÓRICO Hoje, preservar, além de importante está na moda. E algumas empresas acordaram -pelo menos publicitariamente – para a questão ecológica. São empresas fazendo suasembalagens de papel reciclado; são indústrias plantando árvores para amenizar os efeitos queseus atos podem acarretar a natureza; são estabelecimentos comerciais promovendo osprodutos que não agridem o meio ambiente, etc. Claro que não podemos negar que toda ação
  3. 3. a favor da preservação é válida e, neste ínterim, é difícil separar as que o fazem por realmenteestarem engajadas na causa das que simplesmente se promovem com tal atitude. Mainon (1994), apud Giacomini Filho (2004), afirma que essas atitudes, da busca de umcaminho único para a humanidade, já ocorria em 1972, com a realização da primeira grandeconferência internacional sobre o meio ambiente, a Conferência de Estocolmo, que chamou a atençãodo mundo para a gravidade da situação ambiental. Vinte anos após a Conferência de Estocolmo,acontece, em junho de 1992, no Rio de Janeiro, Brasil, a Conferência Internacional sobre MeioAmbiente e Desenvolvimento Sustentável, que ficou conhecida como a Rio-92 e Eco/92. Hoje, a preservação é necessária para garantir-nos um futuro ambientalmentesustentável. No entanto, quando ouvimos falar em conscientização ecológica, preservaçãoambiental, respeito ao meio ambiente poderíamos lembrar dos “ecochatos”, que costumamnos incomodar com aquela conversa sobre preservação. Segundo Giacomini Filho (2004), podemos classificar a tipologia comportamentaldos indivíduos diante do assunto “ecologia”, da seguinte forma: Ecoterroristas – Podempraticar atos ilícitos em nome da causa.; Ativistas – Integram grupos de preservação eprocuram agir dentro da lei; Vanguardistas – São intelectuais, políticos e líderes de opiniãopreocupados com a causa; Ecoempreendedores – São empreendedores que encaram a questãoecológica como parte de seu projeto de vida profissional e pessoal; Ecolight – Procuramqualidade de vida, praticando ações ambientais; Ecochatos – ai está ele – São os queconsideram o meio ambiente prioritário. Procuram impor sua conduta a todos; Críticos – Sãoos descrentes de um futuro melhor.; Tradicionalistas – Consideram que a mídia e as pessoasexageram nos problemas ambientais; Eucologistas – São individualistas e não tem apreservação na sua agenda; Apáticos – São indiferentes ou esperam que alguém faça algumacoisa pelo meio ambiente e quando fazem, criticam a ação; Nativos – Interagem com o meioambiente de forma a compor um ecossistema sustentável; Ecopredadores – Tratam comdescaso os danos ambientais, dando importância apenas para as atividades “produtivas”. Dessa maneira torna-se indispensável entender o que se passa na cabeça do indivíduoenquanto consumidor. Para isso é necessário recorrer aos estudos feitos por Michael R.Solomon (2002), que afirma ter o consumidor a característica de necessitar dos grupos dereferência para formar suas opiniões.
  4. 4. Os protagonistas da causa ambiental têm na propaganda um instrumento poderosopara comunicar, difundir, persuadir e disseminar idéias relacionadas à preservação,recuperação, prevenção e ao equilíbrio de recursos ecológicos. A Ecopropaganda é aferramenta adequada, já que tem a missão de difundir a ideologia preservacionista para umadeterminada audiência. O produto verde fica dependente da aceitação do cidadão para que tenha êxitocomercial. Nessa oportunidade deve agir o profissional de comunicação que presumidamentedeverá estar preparado para lidar com cada um destes consumidores. Ainda em relação à publicidade verde, Giacomini Filho (2004) nos propõe ummodelo que pode apontar o resultado interativo deste novo segmento no contexto da culturaorganizacional das empresas. Um anunciante pode posicionar-se como: Verde assumido –tem uma cultura proativa ambiental e propaga ações e produtos utilizando fatores ecológicos;Verde, mas não espalhem – que caracteriza-se por ser voltado para o meio ambiente, masrecusa-se a fazer publicidade; Eu, verde? – é a organização que não se vê atuando na áreaambiental; Vejam-me verde – caracteriza a empresa que não tem cultura ecológica, mas querser reconhecida pelo mercado como praticante dessa área.3 PUBLICIDADE, PROPAGANDA E ECOPROPAGANDA A propaganda, hoje, é responsável pelo sustento de boa parte da mídia e éinseparável do setor de negócios e de produção. Segundo Sant’Anna (1998), publicidade é tornar público um fato, uma idéia.Propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias. De acordo com Malanga(1977), a Propaganda pode ser conceituada como: atividades que tendem a influenciar ohomem, com o objetivo religioso, político ou cívico. Propaganda, portanto, é a propagação deidéias, mas, sem finalidade comercial.
  5. 5. 3.1 Ecopropaganda A Ecopropaganda já está presente em nossas vidas, mesmo que não saibamosidentificá-la. GIACOMINI FILHO (2004), enfatiza que ela é uma das formas especializadasda propaganda, como a propaganda política, religiosa, ideológica, institucional e outras.Considerado o criador da terminologia “Ecopropaganda”, Giacomini Filho destaca ainda ospostulados da mesma: Universalização – em que a entidade tenta mostrar que o assuntoecológico, mesmo localizado, deve interessar a todos. Exemplo: cuide do seu lixo;Transferência – em que o atendimento aos interesses da entidade ecológica se insere nosinteresses de uma coletividade. Exemplo: a força do Partido Verde; Liderança – sustentadapor pessoas que personalizam a causa, por exemplo, Chico Mendes, José Lutzenberger;Ameaça – pode ser uma empresa, uma lei, uma tecnologia ou até uma entidadegovernamental, que, com seus atos ou atributos, ameaçam o meio ambiente e devem serneutralizadas. Exemplo: ataque as empresas responsáveis pela tecnologia dos transgênicos;Repetição – consiste na redundância da informação para ser mais bem percebida entendida ouenfatizada. Exemplo: “martelar” uma idéia na cabeça dos funcionários ou alunos; Controle –seriam formas de controle do fluxo de comunicação, algo que pode ser exemplificado pelasentidades ambientais quando monitoram projetos; - Contrapropaganda – tem a finalidade deneutralizar, dissuadir ou desfazer uma outra propaganda. Como exemplo, o ataque à propostade transposição do rio São Francisco; Dissimulação – em que o discurso indireto ou implícitopode ser mais bem aceito, introjetado, com efeito mais prolongado. Exemplo: o uso de umamarca de uma entidade ambiental por um artista. Portanto, entende-se como forma de Ecopropaganda “toda manifestação relacionadacom a sustentabilidade ambiental, como, por exemplo, obra literária, embalagens, anúncios,produtos e serviços, discursos, programas na mídia, internet, material de comunicaçãoempresarial, etc.”. (GIACOMINI FILHO, 2004,p.28) Algumas empresas perceberam, independente das exigências legais, umaoportunidade de negócio. A Faber Castell (www.faber-castell.de, acessado em agosto de2007), empresa alemã fundada em 1761, possui 15 fábricas de lápis ao redor do mundo. Elautiliza madeira própria cultivada em Minas Gerais, no Brasil, para garantir a preservação dosrecursos naturais e a qualidade de seus 1.8 milhões de lápis fabricados anualmente.
  6. 6. Outro exemplo interessante é o da Aracruz Celulose, empresa brasileira consideradaa maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto. As operações florestais daAracruz alcançam os Estados do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.São aproximadamente 242 mil hectares de plantios próprios de eucalipto, intercalados com121 mil hectares de reservas nativas de propriedade da empresa, que são mantidas intocáveispara assegurar o equilíbrio do ecossistema. Para se desenvolverem, indústrias estão investindo mais na sua imagem que na linhade produção. Partindo do proposto por Kotler, entende-se que um dos motivos pelo qual asempresas estão investindo na qualidade ambiental é o marketing. Ou, como preferem chamaralguns profissionais, o marketing verde ou marketing ambiental e a necessidade dereconhecimento pela população. Hoje é possível encontrar no mercado produtos com selos ou rótulos que se referem acaracterísticas específicas, como “reciclável”, “baixo consumo de energia”,etc. Outros,indicam que o produto causa menos efeito ao meio ambiente, dentro de uma dada categoria(os selos verdes). A Rotulagem Ambiental é um assunto também tratado através daInternational Standardization Organization (ISO), uma organização não-governamental,sediada em Genebra, fundada em l947, como o objetivo de ser o fórum internacional denormalização. Passados onze anos desde a oficialização da Norma ISO 14001, o assuntoainda gera polêmica. Segundo Reis (1996), podemos dizer que a empresa detentora docertificado ISO 14001 não garante com isso total isenção de agressão ao meio-ambiente, jáque, pode-se implantar ou adotar a ISO em apenas um setor da empresa. Dessa forma ainda éimpossível afirmarmos que uma empresa com certificado ISO 14001 é totalmentecomprometida com o meio-ambiente e sim tem a intenção de mostrar isso aos seusconsumidores. 4 O CONSUMIDOR Segundo Oliveira (2002), a sociedade moderna está mais atenta ao comportamentodas empresas: as pessoas têm preocupações com o meio ambiente, com a segurança e com aqualidade de vida e dos produtos. Mas, estaria o consumidor disposto a pagar um valor maisalto por mercadorias e serviços e coeficientes?
  7. 7. Ottman (1994) define o consumidor verde como sendo aquele indivíduo que procurabasear seu consumo apenas em produtos que causem o menor impacto ao meio ambiente, ouseja, aqueles que buscam conscientemente causar um impacto nulo ou favorável ao meioambiente e à sociedade. Outro fator a ser entendido é que os consumidores têm limites aserem considerados, em termos de preço e conveniência. Eles desejam produtos que sejamadequados ao meio ambiente, mas não comprometam seu estilo de vida, sua renda mensal. 5 PESQUISA A análise realizada até aqui, cria uma série de questionamentos que necessitam deproblematização empírica para serem tomados como referência. Para tentar vislumbrar o quepensam os publicitários do Vale do Paranhana e Serra Gaúcha frente à nova tendência depreservação ambiental, criamos um instrumento de pesquisa que foi aplicado junto àsagências de publicidade da região e teve o objetivo de perceber o posicionamentopreservacionista dessas empresas e de seus clientes. Para realizar este levantamento o autor usou-se da internet e enviou o instrumento depesquisa de forma eletrônica, assim como recebeu o retorno da mesma forma. O questionáriofoi entregue a duas agências de publicidade e propaganda do município de Taquara, duas deIgrejinha, duas de Três Coroas, estas da Região do Vale do Paranhana. Também forampesquisadas uma de Gramado e outra de São Francisco de Paula, caracterizando a SerraGaúcha e totalizando oito agências de publicidade e propaganda no Estado do Rio Grande doSul, Brasil. O levantamento de dados ocorreu na primeira semana de setembro de 2007 ealém do questionário foram tomadas as seguintes informações: respondente, idade eformação: - Agência A, homem, diretor, 30 anos, formado em Publicidade e Propaganda,cursando MBA em Marketing ; Agência B, mulher, diretora, 27 anos, cursando Publicidade ePropaganda; Agência C, homem, diretor, 28 anos, formado em Publicidade e Propaganda,cursando MBA em Marketing; Agência D, mulher, diretora, 32 anos, formada em Publicidadee Propaganda, cursando MBA em Marketing; Agência E, homem, diretor administrativo, 34anos, formado em Turismo, cursando MBA em Marketing; Agência F, homem, diretor, 33anos, formado em Publicidade e Propaganda; Agência G, mulher, diretora, 29 anos, cursandoRelações Públicas; Agência H, mulher, atendimento, 29 anos, formada em publicidade epropaganda.
  8. 8. Do universo pesquisado, 50% foram homens e os outros 50%, mulheres, com idademédia de 30 anos. Em sua maioria (75%), formados em Publicidade e Propaganda, sendo que87,5% são responsáveis pelas agências.5.2 Análise dos Dados A pesquisa teve como primeira questão: seus clientes alguma vez já solicitaramalgum material pedindo que fosse trabalhada a questão ambiental? 8 100% 7 6 5 4 Sim Não 3 2 1 0% 0 Questão 1 Figura 1: Gráfico ilustrativo da questão 1 De acordo com o percebido no gráfico acima podemos constatar que das 8 agênciasde publicidade entrevistadas, 100% disse já ter sido solicitada por seus clientes a fazer algumapeça publicitária que destacasse a preservação ambiental. A segunda questão queria saber: vocês, enquanto agência, já ofereceram algummaterial aos seus clientes que tivesse o objetivo de ajudar a preservar o meio ambiente?
  9. 9. Figura 2: Gráfico ilustrativo da questão 2 No gráfico percebemos que todas as agências entrevistadas disseram já ter oferecidoalgum material que mostrasse uma preocupação ambiental por parte das empresas.Infelizmente, é impossível chegar a algum resultado inquestionável com a análise da resposta,já que não se conhece o real objetivo das agências quando ofereceram esse materialambientalmente responsável para seu cliente. Em terceiro fez-se a seguinte pergunta: Se sim, como os clientes reagiram? Figura 3: Gráfico ilustrativo da questão 3 Quanto à reação dos empresários podemos perceber que apesar de, como mostra ográfico 1, todos conhecerem a necessidade de preservação do meio ambiente, 25% teriarecusado fazer algum material que demonstrasse responsabilidade ambiental e 37,5% teriareagido hesitante diante da proposta. A questão quatro queria saber: seus clientes demonstram preocupação com o meioambiente mesmo que não tenham o costume de usar material (folder, flyer, papelaria, etc.)ambientalmente correto?
  10. 10. Figura 4: Gráfico ilustrativo da questão 4 Aqui talvez se pode mostrar a face enunciada dos empresários, onde 75% afirmampreocupação ambiental, mas não investem em mudanças simples dentro de sua própriaempresa. Ainda podemos visualizar que 25% não se preocupam com o meio ambiente. Ainda sobre a preocupação ambiental, na quinta questão foi perguntado: se sim,quantos? Figura 5: Gráfico ilustrativo da questão 5 Este gráfico mostra que 33,3% das agências de publicidade disseram que menos dametade de seus clientes demonstram preocupação ambiental; 33,3% afirma que metade sepreocupa e 33,3% diz que mais da metade de seus clientes se preocupam com a questãoambiental. Na sexta questão perguntou-se: sua agência e/ou profissionais conhece(m) esta novatendência da propaganda, a propaganda ecológica?
  11. 11. Figura 6: Gráfico ilustrativo da questão 6 Aqui as agências foram questionadas sobre conhecerem essa nova tendência dapropaganda e do marketing, a chamada Ecopropaganda e Marketing Verde. Todas agênciasafirmaram conhecer o assunto. Em sétimo lugar questionou-se: Se sim, você acha que sua agência está preparadapara trabalhar com a Ecopropaganda? Figura 7: Gráfico ilustrativo da questão 7 Estes resultados mostram que apesar das agências e/ou profissionais conhecerem oassunto, 62,5% afirma ter capacidade de trabalhar com essa nova forma de propaganda e37,5% afirma não estar preparada para essa nova proposta. Na questão 8, sobre o envolvimento na causa ambiental quis-se saber: Qual é oengajamento de sua agência e/ou profissionais em relação à questão ambiental?
  12. 12. Figura 8: Gráfico ilustrativo da questão 8 Nesta questão queria se conhecer um pouco sobre o comprometimento ecológico daagência e seus profissionais. Descobri que 37,5% delas afirmaram ter pouco envolvimentocom a ecologia, 50% disse ter algum e 12,5% afirmou ter total engajamento. Os valores maissignificativos (87,5%) dizem respeito a algum ou pouco envolvimento ambiental. E por fim perguntou-se: existe interesse de sua agência em desenvolver algumtrabalho voluntário de conscientização ambiental para alguma instituição sem fins lucrativosou organização não governamental? Figura 9: Gráfico ilustrativo da questão 9 Nesta questão as agências entrevistadas afirmaram que todas (100%), se solicitadas,ajudariam instituições sem fins lucrativos ou organizações não governamentais a sepromoverem.
  13. 13. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Há algum tempo que a preocupação ambiental é tema de discussão mundial, mas esteassunto nunca foi tão comentado como agora. Giacomini Filho (2004) destaca que o comportamento do público é decisivo e muitasvezes essa história de preservação tem efeito contrário quando chega aos ouvidos dapopulação. Para amenizar tais ações é que entra em cena a propaganda e aquiespecificamente, a propaganda ecológica. A questão ambiental envolve mudança de paradigmas, de linguagem, de estruturas.As empresas começam a adotar o Marketing Ambiental e junto a elas começam a trabalhar asagências de publicidade com a Propaganda Ecológica – a Ecopropaganda. Mas estaria essecírculo completo? Buscando esclarecer essas questões foi realizado o levantamento objeto destamonografia. O objetivo deste instrumento era procurar entender um pouco do que se passa nomercado publicitário do Vale do Paranhana e da Serra Gaúcha quando o assunto é aresponsabilidade ambiental. Em relação à pesquisa, um dos resultados mais importantes obtidos, foi o destacadopela sétima questão que perguntou se as agências estavam preparadas para trabalhar com apropaganda ecológica. Mais da metade disse estar preparada, no entanto 37,5% afirmou nãoestar. Este dado é considerado muito importante, pois anteriormente, na primeira questão, asagências afirmam que 100% de seus clientes já solicitaram algum material ambientalmenteresponsável. O fato é que essa questão se explica quando é analisado também o resultado daoitava questão que questionou a agência sobre o seu engajamento na questão preservacionista.Os mesmos 37,5% afirmaram ter praticamente nenhum envolvimento ambiental. Aqui levanta-se as seguintes questões: ou existe um simples “fazer ecológico”, ouseja sem a preocupação de estar fazendo correto. Esta questão abre ainda a possibilidade deum estudo posterior acerca de um possível despreparo das agências da região do Vale doParanhana e Serra Gaúcha com esse novo nicho de mercado que é a Ecopropaganda. Para medir o envolvimento das agências de publicidade e propaganda deveríamosadotar como comparativo entre idéia e ação o modelo mostrado por Giacomini Filho (2004) .Nessa classificação, desejaríamos que todas agências e conseqüentemente seus clientes
  14. 14. fossem “verde assumido”, pois com ações proativas a preservação estaria garantida. Segrande parte das agências fossem “verde, mas não espalhem” nosso meio ambiente jáagradeceria e seria sustentável. Por fim, cabe aos futuros publicitários quebrar paradigmas, mudar essa realidade.Além de ser uma necessidade, ser ambientalmente responsável faz bem. Bem para o meioambiente, para a sociedade e para você mesmo, afinal somos responsáveis pelo mundo quedeixaremos para nossos descendentes. Nessa nova realidade é que deve se apresentar aEcopropaganda e fazer, em tempo, as mudanças necessárias. REFERÊNCIASALMEIDA, Josimar ... [et al]. Planejamento Ambiental: caminho para participaçãopopular e gestão ambiental para o nosso futuro comum: uma necessidade, um desafio.Rio de Janeiro: Thex Editora Ltda, 1999.ANDRADE, Sueli Amália. Educação Ambiental - curso básico à distância Unidade I –considerações gerais sobre a problemática ambiental. Ministério do Meio Ambiente, 2ªedição ampliada, Brasília, 2001.ARAÚJO, Lais Záu Serpa de. Aspectos éticos da pesquisa científica. Pesquisa OdontologiaBrás, 2003; 17 (Supl. 1).ARENS, William F. Contemporary Advertising. McGraw Hill, New York: 2002.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 14001 -Sistemas de Gestão Ambiental – diretrizes gerais sobre princípios sistemas e técnicas deapoio. Rio de Janeiro, 1996._____________. NBR IS0 14001: 1996, Sistema de Gestão Ambiental - Especificações eDiretrizes para uso. Rio de Janeiro, 1996._____________. NBR IS0 14004: 1996, Sistema de Gestão Ambiental – Diretrizes Geraissobre princípios, sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro, 1996._____________. NBR IS0 14024: 1996, Rotulagem e Declarações Ambientais - Tipo IRotulagem Ambiental, Princípios e Procedimento. Rio de Janeiro, 1996.CAIRNCROSS, Frances. Meio ambiente: custos e benefícios. Tradução de Cid KnipelMoreira, São Paulo : Nobel, 1992.
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