Programa da chapa cadm 2012

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Programa da chapa cadm 2012

  1. 1. Programa e propostas da Chapa CADM 2012O que é o CADM?O CADM é a representação legítima dos estudantes do curso de Administração. Tem a funçãode levar as demandas dos estudantes para todas as instâncias da Universidade, mobilizar osalunos com relação às diversas questões políticas, principalmente no que concerne àEducação, realizar atividades de integração acadêmica, além de ser um espaço onde osestudantes possam se sentir à vontade para expor suas críticas ao curso e debater osproblemas que enfrentamos cotidianamente, buscando soluções.Contamos com a participação dos alunos para cumprir esses objetivos e avançar na melhoriado nosso curso, da nossa Universidade, em defesa de uma Educação pública, gratuita e dequalidade. Por isso, lançamos essa chapa, renovada e mais representativa, para darcontinuidade à atual gestão do CADM. E a sua participação nessa eleição nos dará mais apoio elegitimidade para construirmos um CADM cada vez mais forte, democrático e representativo.Relação dos alunos com o CADMAchamos que, desde a 1ª gestão do CADM, a relação com os alunos do curso tem melhorado.O CADM, hoje, está mais presente no cotidiano do estudante de ADM, e tem membros namaioria dos períodos do curso, o que facilita a comunicação e a interação do CADM com osalunos. Mas achamos que ainda temos muito que avançar. É importante que cada aluno,independente de seus posicionamentos, entenda o CADM como seu e acompanhe a suaatuação, participando das reuniões e atividades, trazendo sugestões e críticas, para quepossamos discutir e melhorar.A participação dos alunos é fundamental para que todas as melhorias e propostas que o CADMapresenta possam se concretizar.Balanço político da última gestãoEsse último ano foi atípico para a nossa Universidade e, mais ainda, para o nosso curso. Devidoa anos de descasos dos governos, a inquestionável incapacidade dos gestores universitários e acrescente insatisfação dos professores com as condições oferecidas para o ensino, foideflagrada uma histórica greve em todas as universidades federais do país.Pela primeira vez em muitos anos, o curso de ADM aderiu a uma greve. Tanto os professores,quanto os técnicos e os estudantes. Estes últimos, impulsionados pelo CADM, aprovaram agreve em uma assembleia que contou com mais de 100 alunos. Além do reajuste no valor dasbolsas e no aumento da quantidade oferecida, nós entendemos que houve uma vitória políticamuito importante nessa greve: mesmo que não tenhamos conquistado todas as nossasdemandas, fortalecemos o Movimento Estudantil, defendendo um projeto de educação querealmente garanta qualidade e dificultando a política de precarização que o governo temimplementado ao longo dos últimos anos, principalmente através do REUNI. O Movimento
  2. 2. Estudantil ganhou muita força com essa greve, tanto com a formação do CNGE (ComandoNacional de Greve Estudantil) quanto com o fortalecimento da ANEL como uma entidadedemocrática, representativa e de luta, em detrimento da UNE, que tentou desmobilizar agreve negociando a portas fechadas com o Governo Federal.Na UFRJ, além de refletir o mesmo processo que ocorreu nacionalmente, temos alguns pontosem que tivemos avanços, mas que ainda estão em aberto. O ex-Canecão, antiga reivindicaçãodo DCE da UFRJ, foi ocupado durante a greve, pelos estudantes, com intensa participação doCADM, por mais de 40 dias. Isso reabriu a discussão sobre aquele local e, no último dia 29/11,avançamos mais um pouco na construção de um projeto para o ex-Canecão, ao garantir, deforma preliminar, que ele seja público e com controle exclusivo da Universidade. Hoje estamospressionando a Reitoria para que ele seja revitalizado e passe a funcionar o mais rápidopossível.Em setembro do ano passado, após intensa mobilização dos estudantes, que ocuparam oCONSUNI (Conselho Universitário) por 4 sessões seguidas, conseguimos que fosse aprovada aconstrução do Bandejão na PV, que deveria ser concluída no final de 2012. Mas, mesmo comessa aprovação, a Reitoria tem tentado, de maneira proposital, sabotar o andamento doprojeto de construção, adiando sua conclusão para 2015. Para revertermos isso, precisamos demuita participação dos alunos, além de articular toda a Universidade.Para além dos muros da Universidade?A atuação do CADM não deve se limitar apenas à Universidade. É importante, também,atuarmos em outros espaços que atingem os interesses dos estudantes. E, atualmente, nacidade do Rio de Janeiro, há uma mobilização latente acerca do recente anúncio de aumentodas passagens de ônibus para R$ 3,05, prevista para janeiro de 2013. Este fato tem provocadoa articulação do movimento estudantil com os movimentos sociais, com vistas a barrar esseaumento. Entendemos a importância disso na vida universitária, pois a maioria dos alunosnecessita pegar ônibus pra chegar à Universidade e esse aumento atinge, principalmente, osestudantes de baixa renda e cotistas. E a atual gestão do CADM participou, desde o primeiroato, dessa luta. A nossa chapa tem como objetivo, se dedicar, também, aos temas que estãoalém dos muros da Universidade, mas que atingem diretamente a vida dos estudantes.No Brasil, há um grande alvoroço da mídia e dos governos acerca da realização dosmegaeventos: Copa do Mundo e Olimpíadas. Mas, na realidade, o que temos observado é umgrande desrespeito aos direitos trabalhistas, obras superfaturadas e executadas comcondições mínimas de trabalho, além de ataques ambientais, como é o caso da usina de BeloMonte, a construção de alguns estádios para a Copa e a reconstrução de obras do Pan-americano de 2007. Além dos problemas relacionados diretamente com as obras, temos,também, como consequência da política de higienização urbana, processos de remoçõesexecutadas de forma brutal, sem oferecer alternativas dignas aos moradores, pelos governosmunicipais e estaduais, como é o caso da tribo Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul, ou emcomunidades do Rio de Janeiro, como no entorno do Maracanã e na Zona Oeste.
  3. 3. Mas, também, não podemos nos esquecer que a nossa luta para a garantia de direitos aosestudantes e pelo fim da precarização da educação é uma luta internacional, que se soma àsmobilizações estudantis nos países europeus, no Canadá e no Chile, só para citar algunsexemplos. Pois, nos últimos anos, devido à crise financeira internacional, têm-se atacado, emdiversos países, muitos dos direitos historicamente conquistados, piorando a qualidade deensino, o que se soma ao grave quadro atual de alta taxa de desemprego entre os jovens.Estes são temas sobre os quais tanto a faculdade de ADM, quanto outros diversos cursos danossa Universidade, devem refletir, já que a Universidade tem como objetivo, além daprodução do conhecimento, a sua aplicação na sociedade, visando a sua melhoria.A ADM que temos!Nos últimos períodos, nós temos assistido à realocação das aulas de ADM, que antes ocorriamno Palácio Universitário, para outros prédios do campus, como o Anexo do Serviço Social, oAnexo do CFCH e o Anexo do CCJE, além dos containers “provisórios” instalados no Campinho.Isso tem gerado diversos transtornos aos alunos da ADM, pois hoje estudamos em salasprecárias, sem espaço para alocar as nossas turmas, com pilastras no meio das salas. Issodificulta o andamento das aulas e, por muitas vezes, impede que os alunos possam assisti-laspor simples falta de espaço. Com isso, tornou-se rotineiro os alunos terem que carregarcarteiras de uma sala para outra e professores serem obrigados a aplicar provas em dois oumais dias diferentes, pois não é possível realizar provas em salas tão lotadas. Ainda, valeressaltar a condição dos containers que, além de também não oferecer a estrutura adequada,tem um custo para a Universidade de R$ 16 mil por mês por cada módulo (sala de aula). Porisso é fundamental lutarmos pela volta de nossas aulas ao Palácio, não só pelas condiçõesprecárias dos demais prédios, mas também para retomar a identidade do curso, que eralocalizado no Palácio. Isso aproximaria os alunos que hoje estão dispersos pelo campus e nãose identificam mais com o próprio espaço do CADM, por estarem estudando longe dele. Essasituação é um reflexo da forma como é conduzida a escolha das salas, através do Condomíniode Salas da PV, onde o nosso Coordenador tem participação. Ele é o responsável pela reservadas nossas salas e não tem sido capaz de garantir as salas do Palácio.Como se não fosse suficiente, ainda temos diversos problemas com nossos professores. Algunsproblemas novos, e outros antigos que se agravaram. Diversos professores têm faltado às suasaulas sem, sequer, avisar/justificar a ausência ao Departamento e, muito menos, aos alunos,transformando suas idas à Universidade em vão. Na maioria dos casos, os professores nãooferecem reposição da matéria perdida, fazendo com que o aprendizado não seja o ideal.Inclusive, muitos não cumprem a carga horária mínima estabelecida para a disciplina,tornando possível, baseada em resoluções do CEG (Conselho de Ensino de Graduação), a suaanulação por requisição de qualquer aluno. Não menos importante é a ampla falta de didáticade muitos professores. E, mais ainda, é a falta de interesse com que muitos parecem tratar assuas aulas, tornando disciplinas essenciais para a nossa formação em meras disciplinas-fantasmas, onde nenhum conteúdo é, de fato, desenvolvido. Além disso, alguns professores,com a clara intenção de punir ou frustrar os alunos, exigem conteúdo além do quenormalmente seria cobrado, fazendo com que os alunos se tornem receosos a expor qualquer
  4. 4. posicionamento contrário aos seus métodos. Somando-se a isso, temos visto recentementecasos onde as duas turmas (A e B) são alocadas no mesmo horário, na mesma sala e com omesmo professor. Ou seja, numa sala onde caberiam 70 alunos, por exemplo, são alocados140. Com isso, o professor, na prática, não cumpre com a quantidade de horas que deveriadedicar às aulas. E isso é acordado com a Coordenação do Curso que burla o sistema SIGA paraconseguir alocar mais alunos do que a sala suporta.Ainda mais preocupante que tudo o que foi listado acima, são alguns absurdos que acontecemno nosso curso. Entre diversos casos, vemos professores que estabelecem o encerramento desuas disciplinas com grande antecipação em relação ao calendário oficial. Além disso, existe aabsurda situação de professores delegando a condução de suas disciplinas a monitores, muitasvezes irregulares, que não cumprem os requisitos estabelecidos pela Universidade para asmonitorias como, por exemplo, a realização de provas e o registro desses monitores junto aoDepartamento. Isso reflete uma imoralidade em relação à boa-fé dos alunos que se dispõem aauxiliar o professor, com vistas a melhorar a sua formação. Em outros casos é notória a faltade caráter e respeito de alguns professores aos alunos, e à instituição, ao vender as suasdisciplinas a pessoas que não tem nenhum vínculo oficial com a UFRJ e com a própria matéria.Sim, pois infelizmente chegamos ao absurdo de professores que não querem dar aulascontratarem pessoas por fora para ministrá-las em seu lugar. E o Departamento, por sua vez,se abstém de combater essas práticas.Essas situações listadas acima, além de serem preocupantes, contam, direta ou indiretamente,com a conivência ou incapacidade de nossos Departamento e Coordenação de Curso. Todosesses problemas levantados já foram apresentados a eles por diversos alunos, incluindomembros do CADM. Mas, até o momento, não houve nenhuma tentativa clara de solucioná-los. Entendemos que, em alguns casos, de fato, a resolução desses problemas não se limita aointeresse (ou falta de interesse) do Departamento e da Coordenação. Lamentamos, noentanto, a falta de vontade em expor de maneira clara todos esses problemas aos alunos ebuscar a solução pelo conjunto da ADM. Já em relação à FACC, além da devolução de R$ 100mil à União no ano passado, alegando-se que os funcionários não saberiam realizar licitações,no retorno às aulas, após a greve, alterou o calendário oficial. Repudiamos a extrema falta deplanejamento e organização por parte da FACC, tendo em vista que essa mudança provocoudiversos problemas, entre eles: os professores não puderam planejar o encerramento doperíodo passado de forma correta; não será oferecida aos alunos a carga horária total dasdisciplinas, sendo possível apenas cumprir cerca dos 75% necessários para que a disciplina sejaconsiderada válida (e, na prática, em muitos casos, nem os 75% serão cumpridos); além deficarmos deslocados do calendário oficial e dos prazos para atos acadêmicos, como inscrição,trancamentos, etc. E nada disso foi colocado de maneira clara para os alunos, nem foigarantida a presença de seus representantes para tratar sobre o tema antecipadamente edebatê-lo democraticamente.Queremos deixar claro aqui, também, que há exceções entre os professores. Uma parceladestes é muito comprometida e esforçada com a melhoria do curso ou, pelo menos, com omelhor aproveitamento possível de suas aulas. É fundamental, para avançarmos na solução ecombate à atual situação do nosso curso, a maior participação dos alunos que o compõem,refletindo sobre seu papel nessa Universidade e o quanto podem atuar junto com o CADM.
  5. 5. Para tanto, é importante romper com essa cultura individualista, que é muito forte em nossocurso, como foi no caso, graças à quebra de pré-requisitos, da inscrição de alunos emdisciplinas fora do seu período, causando a expulsão de outros. Nessa ocasião, alguns alunosjogaram a culpa em seus próprios colegas, esquecendo-se que os problemas foram causadosdevido à ineficiência do Departamento e da FACC. Todas essas situações estão diretamenterelacionadas a tudo o que foi apontado neste material, desde o problema mais amplo daprecarização da educação pública, passando pelos professores e chegando à atuação doDepartamento, repercutindo no desempenho dos alunos.Combate às OpressõesPodemos afirmar que na sociedade em que vivemos, apesar de muitos alegarem o contrário,ainda existe racismo, machismo e homofobia. Isso se comprova quando nos deparamoscotidianamente nos noticiários com casos de mulheres estupradas no caminho do trabalho,incursões policiais em favelas que resultam na morte de inúmeros jovens negros ehomossexuais assassinados pelo simples fato de existirem. E quando analisamos os dadosestatísticos, essas opressões parecem ainda mais assustadoras!Analise à sua volta. Pense no campus da sua Universidade. Quantos negros você vê além dostrabalhadores terceirizados da limpeza, por exemplo? Poucos, não é?! Apesar de serem amaioria da população brasileira, negras e negros representam pouco mais de 3% dosestudantes nas universidades públicas. Em contrapartida, são maioria na população carceráriado país (cerca de 90%), nas comunidades e bairros da periferia e nos postos de trabalho maisprecários. Não é à toa, portanto, que afirmamos que a pobreza no Brasil tem cor: e ela é negra.Sem ter acesso a uma educação pública, gratuita e de qualidade, os negros e negras de nossopaís não conseguem cargos e salários melhores no mercado de trabalho, o que lhes impede demelhorar seu padrão de vida. E é por entender que somente com a entrada de mais negras enegros na Universidade será possível avançarmos no combate ao racismo e na melhoria dascondições de vida dessa população. Assim, o CADM defende a existência de cotas raciais nasuniversidades públicas de todo o país e que estas estejam acompanhadas pelas políticas deassistência estudantil necessárias à permanência desses estudantes na Universidade.Segundo o Mapa da Violência 2012 do Instituto Sangari, de 1980 a 2010 foram assassinadascerca de 91 mil mulheres no Brasil, sendo 43,5 mil só na última década e a violência domésticaé a maior causa de morte e invalidez de mulheres com idades entre 16 e 44 anos. Além disso,quando conseguem ingressar no mercado de trabalho, as mulheres brasileiras recebem cercade 30% a menos do que homens, exercendo as mesmas funções. Sendo, para elas, quaseimpossível assumir cargos de chefia e presidência nas empresas, devido às idéias: de que afunção natural da mulher é cuidar do lar, dos filhos e do marido; de que mulheres são seresfrágeis e muito irracionais, não sendo, pois, suficientemente capazes de assumir cargos queenvolvam a tomada de decisão; e de que as mulheres são apenas objetos de satisfação sexualdos homens, o que justifica o assédio que sofrem todos os dias em seus locais de trabalho – namaioria das vezes, por homens que lhes são hierarquicamente superiores. O CADM discordaveementemente destas ideias machistas que impõem às mulheres a condição de inferiores eacredita que homens e mulheres devem ter igualdade de direitos e salários. Propõe-se,
  6. 6. portanto, a combater o machismo existente em nossa Universidade, mas principalmente emnosso próprio curso. Quantas vezes não nos deparamos com o machismo na sala-de-aula?Quantas vezes não vemos diariamente professores fazerem piadinhas com as alunas? O nossocotidiano no curso também é machista. Muitas vezes não nos damos conta, mas na hora derealizar um trabalho em grupo, sobra pras mulheres escrever e revisar o texto, enquanto queos homens elaboram a idéia e apresentam o trabalho. Quando um professor pede ajuda paradistribuir um material para os alunos na sala, por exemplo, quantas vezes ele pede a umamulher e quantas vezes ele pede a um homem? O machismo se faz presente nesses casos, emque o trabalho e a opinião de mulheres são colocadas como menos importantes do que aopinião de homens. E é fundamental lutar contra essa realidade e não a tomarmos comonatural.O Brasil é o país que mais mata LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis) nomundo, contando com mais de 300 LGBTs são assassinados a cada ano por motivaçãohomofóbica. Entretanto, a homofobia ainda não é considerada crime simplesmente porque ogoverno, para não perder o apoio dos setores conservadores, negligencia a situação dramáticados LGBTs em nosso país e finge não ver a violência brutal que sofre esse setor da sociedadeem todas as esferas da sua vida. Pois, na grande maioria dos casos, a opressão homofóbicacomeça dentro da própria família. No mercado de trabalho, ou mesmo dentro da própriaUniversidade, os LGBTs são obrigados a se esconder sob o padrão socialmente aceito, isto é, aheterossexualidade, para não serem excluídos, ridicularizados, agredidos e até demitidos porsua orientação sexual. O CADM acredita que a luta LGBT deve ser a luta de todos. Defendemosa criminalização da homofobia, o fim do extermínio de LGBTs e a extensão total de direitos aessa população.Compreendemos que as opressões estão refletidas em casos mais extremos, como alguns dosque foram acima citados, mas que há outros, tão sutis, que se tornam quase imperceptíveis aolhos desatentos – pode ser uma piada, um comentário ou mesmo uma propaganda. Eassumimos, desde a última gestão, o compromisso de combater cotidianamente as ideologiasopressoras que encontramos na sociedade e, consequentemente, no curso de Administração,por acreditarmos que é dessa maneira que alcançaremos uma sociedade em que todossejamos realmente livres e iguais e por entendermos que o gestor tem um papel fundamentalnessa construção, já que a organização não só reflete a sociedade como também tem acapacidade de transformá-la.EventosDesde 2012 o CADM vem crescendo muito no quesito de eventos, e pretendemos quecontinue crescendo na futura gestão. Pois a formação acadêmica não se dá apenas dentro dasala-de-aula, mas também com atividades extra-curriculares e a participação em eventos,atividades e debates, que acontecem todos os dias em algum canto da UFRJ. Com isso, criamoso Luau ADM. A 1ª edição, em julho de 2012, foi pequena, mas a 2ª edição, em novembro de2012, já foi um grande sucesso, com mais de 200 pessoas na Praia Vermelha. A idéia do LuauADM não é, e nunca será, de lucrar com a festa. O que priorizamos é trazer diversão e integraro curso em uma festa que acontecerá uma vez por período para relaxar a galera do estresse
  7. 7. das aulas e provas. O lucro que porventura possa vir da realização do luau, como aconteceunessa segunda edição, é incorporado pelo caixa do CADM, o que também nos ajuda a realizarmelhorias e financiar outras iniciativas.Outro projeto importante que estamos desenvolvendo é o Natal Solidário. A iniciativa consisteem desenvolver campanhas de doações junto aos alunos do curso para dar apoio a projetossociais da nossa cidade. Queremos fazer da solidariedade uma tradição no nosso curso. Porisso, além do Natal Solidário estamos pensando em outros projetos deste tipo. Inclusive, aprimeira edição desse projeto está acontecendo ainda nesta semana, então não deixe departicipar!A idéia da nossa chapa, quanto a eventos, não é de apenas produzi-los, mas também ajudar aconstruir outros eventos do Campus da Praia Vermelha, em conjunto com os outros CA’s da PVe com DCE. É o caso da Juquinhada, que acontece a cada duas semanas, às quintas-feiras,perto do sujinho, e sempre com um importante tema político diferente. Outro eventomarcante no nosso campus é o Samba do DCE, que acontece toda quinta-feira no DCE. Alémdesses eventos festivos, também temos nos incorporado em outros, como, por exemplo, aSemana da Consciência Negra, que se realizou mês passado na PV e à qual nos incorporamos.A nossa chapa não quer se limitar apenas a esses eventos. Ao longo do ano temos a intençãode desenvolver vários eventos culturais, como é o caso da MAP (Mostra Artística do Palácio),que foi uma iniciativa do CADM e está caminhando para a sua 3ª edição, com a participaçãodos demais cursos do Palácio.Portanto, entendemos a realização de eventos como algo fundamental, tanto no sentidocultural, político ou festivo. E todas essas iniciativas não são apenas realizadas para os alunosde ADM, mas queremos que todos se incorporem a esses eventos, para que possamos fazer detodos eles um sucesso! Para isso, procurem o CADM e dêem suas sugestões. Queremos quetodos estejam trabalhando conosco para construir o curso de qualidade que desejamos.Estrutura, Finanças e sala do CADMEm 2012 o CADM passou por uma reforma que modificou os locais dos móveis e objetos,melhorando, e muito, sua distribuição espacial, para poder acolher ainda mais alunos no nossocompacto espaço. Pintamos as paredes e a porta do CADM, colocamos um mural cominformativos na parede do CA e fizemos aquisições de eletrodomésticos novos para o CADM:microondas, geladeira e cafeteira. Também trocamos a fiação interna do CADM, resolvendoum problema que estava sendo postergado há muito tempo pela FACC.Nossa chapa pretende continuar administrando o espaço do CADM com fins de deixá-lo cadavez mais aconchegante e convidativo para os alunos do curso de Administração, seja paraestudar, descansar, ler ou apenas conversar com seus amigos. Vale lembrar que o espaço físicodo CADM pertence a todos, e por isso deve ser cuidado com carinho por todos nós do curso.Outra conquista importante da nossa última gestão foi a reestruturação da área de finanças doCADM. O CADM agora conta com um sistema organizado e eficiente de contabilidade, todas as
  8. 8. saídas e entradas de capital realizadas pelo CADM são anotadas e suas notas fiscais sãodevidamente guardadas, facilitando assim o controle de todas as suas operações fiscais.Consideramos fundamental garantirmos a independência financeira do CADM. Ou seja,promover a arrecadação e o aumento de receitas do CADM por meios próprios, sem ter quedepender da Universidade, de empresas ou outras organizações. Nossa independênciafinanceira é o que garante a nossa independência política. É o que garante que nós possamosatuar diretamente a favor dos estudantes da ADM, pois não temos rabo preso com ninguém. Ésomente dessa forma que poderemos realizar os projetos que almejamos.Temos, ainda, como um dos princípios da nossa chapa a transparência. Sendo assim, todas asnossas atas de reuniões são colocadas no blog do CADM, e qualquer estudante do curso deAdministração da UFRJ pode pedir para ver o livro caixa do CADM.ComunicaçãoComo já mencionado, a aproximação de cada estudante e a construção do CADM por todos éde extrema importância para o fortalecimento da luta pelas melhorias do nosso curso, danossa Universidade e da educação pública como um todo.Com o objetivo de aprimorar essa aproximação e estabelecer transparência em nossos atos,estamos trabalhando para a melhoria das ferramentas de comunicação do CADM. Entre asações destaca-se a criação do Blog (cadmufrj.blogspot.com.br): com o intuito de ser umareferência para os estudantes e demais interessados no curso de ADM e nas atividades doCentro Acadêmico de Administração.Lá podem ser encontradas as informações e documentos gerais sobre o nosso curso(fluxograma, contatos dos professores, formulários importantes), sobre os órgãos e conselhosda universidade, informações sobre bolsas e monitorias, divulgação das atividades doMovimento Estudantil, do DCE e da Praia Vermelha; além da cobertura fotográfica eaudiovisual de eventos como a recepção dos calouros, Luau, etc; No blog, estão sendoreunidas informações sobre o CADM, como a lista com os nomes e contatos de seus membros,divulgação das datas de reuniões e atas das reuniões passadas.Também há o perfil no Facebook (facebook.com/UFRJ.CADM) e o e-mailcontato.cadm@ufrj.br: esses meios facilitam a interação por estarem bem acessíveis edisponíveis para esclarecimentos, sugestões e denúncias.Com os meios disponíveis, faz-se necessário que o hábito pela busca na informação sejadesenvolvido e convocamos a todos para a contribuição e participação no CADM, seja atravésdestes meios, procurando algum membro, ou principalmente através das reuniões que sãoabertas a todos os alunos.Nossas Propostas
  9. 9. Político- Externo:1) Ampliar atuação junto aos demais movimentos que compartilham dos nossos objetivos paraa melhoria da educação pública e melhoria da nossa sociedade.2) Construir e apoiar a ANEL e suas campanhas nacionais, por entendermos que essa é umaentidade democrática e representativa, construída pela base das universidades e que defendeos interesses dos estudantes. Com isso, participar de seu 2º Congresso Nacional, além de seusdemais fóruns.3) Dar seguimento à luta pela permanência do curso na PV, com estrutura de qualidade, econtra a aplicação do REUNI.4) Articular-nos com os outros cursos para garantir a conquista do ex-Canecão e a abertura doBandejão da PV.- Interno:1) Lutar pelo retorno das aulas de ADM para o Palácio.2) Buscar sanar, com o apoio dos estudantes, os problemas de salas de aula, professores,horários e inscrição em disciplina junto ao Departamento. E denunciar a falta de resoluçãodesses problemas aos colegiados superiores da Universidade.3) Queremos abrir uma discussão com toda a comunidade acadêmica sobre a grade curriculardo curso de ADM, para discutirmos se ela condiz com as nossas expectativas.4) Manter ativa a participação do representante do CADM na COAA, buscando defender osinteresses dos alunos.5) Propor a realização de um seminário que conte com a ampla participação de professores,alunos e funcionários do Departamento para que possamos expor os problemas do curso ebuscar, conjuntamente, formas de solucioná-los.Combate às opressões1) Fomentar e dar apoio a grupos de auto-afirmação construídos pelos setores oprimidos denosso curso, em especial os LGBTs, visando aprofundar o debate sobre o tema, além dedesenvolver ações para levar esse debate para o conjunto do curso.2) Intensificar o trabalho com a camisa de combate às opressões, lançada pelo CADM noperíodo 2012.2.3) Abrir a discussão sobre cotas raciais, que entendemos como uma medida progressiva paraampliar o número de negras e negros na Universidade, visando combater a desigualdade racialque persiste em nossa sociedade.4) Participar de eventos e espaços de discussão promovidos por movimentos sociais, ou pelaUniversidade, que tratem sobre o tema das opressões.
  10. 10. 5) Combater o assédio cometido contra as alunas, que acontece de forma recorrente por partede professores e alunos.6) Incorporar-nos à campanha do DCE pela ampliação das vagas da Creche Universitária paraas mães estudantes. As creches devem estar presentes em todos os campi, inclusive na PV.Estrutura e Finanças1) Dar seguimento à manutenção e ao melhoramento do espaço do CADM.2) Reverter a atual situação de afastamento dos alunos do espaço do CADM. Sabemos que issoé um reflexo da retirada das nossas aulas do Palácio, mas é fundamental que os alunosentendam o espaço do CADM como seu, onde possam estudar, almoçar, conversar e convivercom os demais alunos do curso.3) Reativação da CantinADM.4) Gerar receita financeira para o CADM através da venda de camisas, adesivos, etc, e daparticipação em eventos da Universidade, como o Arraiá. Não temos uma renda fixa, portantoé fundamental garantirmos nossa independência financeira e o equilíbrio das contas do CADM.Eventos1) Promover a integração entre os estudantes da UFRJ, mas principalmente entre os alunos donosso curso, através de eventos culturais, festivos e esportivos. Entre eles: 1. Juquinhada e Samba do DCE, que são realizados conjuntamente com o DCE e os demais CA’s, e trazem temas políticos atuais. 2. Recepção aos calouros, trazendo discussões políticas e sobre a Universidade e integrando-os à vida acadêmica, através de: Manual dos calouros, palestras e a cobertura dos eventos com vídeos e fotos. 3. Luau da ADM, que já contou com duas edições. Nosso compromisso é que o próximo seja ainda melhor, com maior organização e interação entre os alunos. 4. MAP (Mostra Artística do Palácio), que foi uma iniciativa do CADM e hoje já extrapolou o curso e está sendo organizada pelo Conselho de CA’s da PV. 5. Natal Solidário, que tem como intuito apoiar projetos sociais, envolvendo os alunos do curso nas campanhas de doações.Comunicação1) Além da participação do email do CADM nos grupos de email das turmas, a frequenteutilização do Facebook, com envio de textos e divulgação de eventos e atividades, tambémcriamos o blog. Queremos ampliar a sua utilização, explorando ainda mais essa ferramenta,que é fundamental para articulação do curso e para aproximar os alunos e o CADM.2) Ampliar a transparência da nossa atuação no cotidiano da faculdade e a divulgação dosmateriais produzidos pelo CADM. Além disso, pretendemos sempre informar, através do blog,as datas de nossas reuniões e as atas, para que todos os alunos possam participar e se inteirarsobre as decisões tomadas pelo CADM.
  11. 11. Membros1º Período: Levi Preto.2º Período: Francisco Felix, Gabriel Diniz, Igor Dantas, Rodrigo Cardoso, Thaís Oliveira eVanderleia Sousa.3º Período: Alex Moreira, Evellyn Souza, Jéssica Freitas, Léo Dourado e Rafael Dias.4º Período: Giselle Rodrigues, Pedro Torres e Priscilla Pinel.5º Período: Bruno Carvalho, Bruno Rodrigues, Fernando Rios, Gabriel Vilaça, Leonam Souza,Rodrigo Coelho e Thomas Vidal.6º Período: Ronald Lopes.7º Período: Allan Lima, Eduardo Pereira, Hiury Rubens e José Victor Mamede.9º Período: Lílian Freitas.

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