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Citomegalovírus

1 de 27
INFECÇÕES CONGÊNITAS
CITOMEGALOVÍRUS
        Dr. Rafael Frederico Bruns
  Departamento de Tocoginecologia UFPR
CITOMEGALOVÍRUS


   CITOMEGALOVÍRUS
                          Principal Infecção
Gênero: Cytomegalovirus    Congênita (1%)
Família: Herpesviridae




   PRIMOINFECÇÃO vs
INFECÇÃO RECORRENTE

                                 Fonte: Google Images
CITOMEGALOVÍRUS


        EPIDEMIOLOGIA
     INFECÇÃO AGUDA NA GRAVIDEZ: 2,1%
                               Azevedo PF et al., Rev Bras Ginecol Obstet 2005



 TRANSMISSÃO VERTICAL OCORRE EM 30% DOS CASOS




        Fonte: Google Images          Abdel-Latif PF et al., N Engl J Med 2010
CITOMEGALOVÍRUS

       EPIDEMIOLOGIA
        DADOS NORTE AMERICANOS



   40.000 GESTANTES SOROCONVERTEM/ANO

 7.000 RNs COM SEQUELA NEUROLÓGICA/ANO



                          Fowler PF et al., N Engl J Med 1992
CITOMEGALOVÍRUS

   TRANSMISSÃO VERTICAL
   PRIMOINFECÇÃO       INFECÇÃO RECORRENTE

CONTAMINAÇÃO FETAL    CONTAMINAÇÃO FETAL
     30 A 40%              1 A 2,2%
                                   Brandão RS et al., Femina 2003



   TRANSMISSÃO INTRA-UTERINA É MAIOR NO
            TERCEIRO TRIMESTRE
                          Bodéus M et al., J Clinical Virology 2010
CITOMEGALOVÍRUS

    TRANSMISSÃO VERTICAL

  CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS SÃO MAIS SEVERAS
 QUANDO A INFECÇÃO OCORRE ANTES DE 20 SEM

  1 TRIMESTRE   2 TRIMESTRE          3 TRIMESTRE

   SEQUELA       SEQUELA                SEQUELA
   35 A 40%       8 A 25%                0 A 7%


                              Azam AZ et al., Obstet Gynecol 2001

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Citomegalovírus

  • 1. INFECÇÕES CONGÊNITAS CITOMEGALOVÍRUS Dr. Rafael Frederico Bruns Departamento de Tocoginecologia UFPR
  • 2. CITOMEGALOVÍRUS CITOMEGALOVÍRUS Principal Infecção Gênero: Cytomegalovirus Congênita (1%) Família: Herpesviridae PRIMOINFECÇÃO vs INFECÇÃO RECORRENTE Fonte: Google Images
  • 3. CITOMEGALOVÍRUS EPIDEMIOLOGIA INFECÇÃO AGUDA NA GRAVIDEZ: 2,1% Azevedo PF et al., Rev Bras Ginecol Obstet 2005 TRANSMISSÃO VERTICAL OCORRE EM 30% DOS CASOS Fonte: Google Images Abdel-Latif PF et al., N Engl J Med 2010
  • 4. CITOMEGALOVÍRUS EPIDEMIOLOGIA DADOS NORTE AMERICANOS 40.000 GESTANTES SOROCONVERTEM/ANO 7.000 RNs COM SEQUELA NEUROLÓGICA/ANO Fowler PF et al., N Engl J Med 1992
  • 5. CITOMEGALOVÍRUS TRANSMISSÃO VERTICAL PRIMOINFECÇÃO INFECÇÃO RECORRENTE CONTAMINAÇÃO FETAL CONTAMINAÇÃO FETAL 30 A 40% 1 A 2,2% Brandão RS et al., Femina 2003 TRANSMISSÃO INTRA-UTERINA É MAIOR NO TERCEIRO TRIMESTRE Bodéus M et al., J Clinical Virology 2010
  • 6. CITOMEGALOVÍRUS TRANSMISSÃO VERTICAL CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS SÃO MAIS SEVERAS QUANDO A INFECÇÃO OCORRE ANTES DE 20 SEM 1 TRIMESTRE 2 TRIMESTRE 3 TRIMESTRE SEQUELA SEQUELA SEQUELA 35 A 40% 8 A 25% 0 A 7% Azam AZ et al., Obstet Gynecol 2001
  • 7. CITOMEGALOVÍRUS SEQUELAS Mais dano neurológico que: 25% Meningite Bacteriana Rubéola Congênita de todas deficiências auditivas Herpes Simplex Stratton KN et al., National Academy Press 2001 Morton CC et al., N Engl J Med 2006 EM 1999 O INSTITUTE OF MEDICINE DEFINIU COMO PRIORIDADE A CRIAÇÃO DE VACINA PARA CMV
  • 8. CITOMEGALOVÍRUS A SINTOMATOLOGIA É CONSEQUÊNCIA DA DISFUNÇÃO PLACENTÁRIA EFEITO DOS ANTICORPOS CIRCULANTES Maidji E et al., Am J Pathology 2010 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS REVERTEM NOS PRIMEIROS MESES DE VIDA Restrição de Crescimento, Lesão Hepáticas, Alterações Hematológicas e Esplenomegalia MUITOS RNs SÃO ASSINTOMÁTICOS APESAR DA VIREMIA Adler S, Infect Dis Obstet Gynecol 2011
  • 9. CITOMEGALOVÍRUS A SINTOMATOLOGIA É CONSEQUÊNCIA DA DISFUNÇÃO PLACENTÁRIA TERAPIA COM IMUNOGLOBULINA ESTÁ ASSOCIADA COM REDUÇÃO DA INFLAMAÇÃO PLACENTÁRIA E ALTERAÇÕES ULTRASSONOGRÁFICAS Maidji E et al., Am J Pathology 2010 Nigro G, N Engl J Med 2005 La Torre R, Clinical Infect Diseases 2006
  • 10. CITOMEGALOVÍRUS TERAPIA COM IMUNOGLOBULINA 29 SEMANAS 34 SEMANAS VL = 12 mm VL = 8 mm Nigro G et al., Prenat Diagnosis 2008
  • 11. CITOMEGALOVÍRUS COM SEM IMUNOGLOBULINA IMUNOGLOBULINA 29 semanas 21 semanas 72 mm 41 mm 33 semanas 35 semanas 50 mm 78 mm Nigro G et al., Prenat Diagnosis 2008
  • 12. CITOMEGALOVÍRUS PACIENTE DE RISCO PRINCIPAL FATOR DE RISCO CONTATO COM CRIANÇAS ABAIXO DE 3 ANOS
  • 13. CITOMEGALOVÍRUS PACIENTE DE RISCO PRINCIPAL FATOR DE RISCO CONTATO COM CRIANÇAS ABAIXO DE 3 ANOS
  • 14. CITOMEGALOVÍRUS INTERVENÇÕES (1)ASSUMIR QUE CRIANÇAS ABAIXO DE 3 ANOS TEM CMV NA URINA E SALIVA (2)LAVAR AS MÃO APÓS: TROCA DE FRALDAS, ROUPAS, ALIMENTAÇÃO OU BANHO, BRINQUEDOS, ETC (3)NÃO COMPARTILHAR COPOS, PRATOS UTENSILHOS, NÃO DORMIR NA MESMA CAMA, ETC...
  • 15. CITOMEGALOVÍRUS SUGESTÃO DE RASTREAMENTO DETERMINAR STATUS IMUNE - NENHUMA SOROLÓGICO PRECOCEMENTE INTERVENÇÃO GESTANTE SUSCETÍVEL ALTO RISCO BAIXO RISCO (CRIANÇA ATÉ 3 ANOS) SOROLOGIA MENSAL ATÉ O ULTRASSOM MORFOLÓGICO 2T ULTRASSOM MORFOLÓGICO 2T SOROCONVERSÃO OU ALTERAÇÃO NO ULTRASSOM Adler S, Infect Dis CONSIDERAR ADMINISTRAÇÃO DE IMUNOGLOBULINA Obstet Gynecol 2011
  • 16. CITOMEGALOVÍRUS ACHADOS ULTRASSOM INFECÇÃO CMV E FOLLOW-UP N = 600 ALTERAÇÃO NO ULTRASSOM ULTRASSOM NORMAL N = 51 N = 549 NORMAL INFECTADO INFECTADO INFECTADO N = 28 N = 23 N = 131 N = 418 INFECÇÃO POR CMV N = 154 SENSIBILIDADE 15% / ESPECIFICIDADE 93% Guerra B et al., Am J Obstet Gynecol 2008
  • 17. CITOMEGALOVÍRUS ACHADOS ULTRASSOM MAIS COMUNS INTESTINO HIPERECOGÊNICO VENTRICULOMEGALIA Guerra B et al., Am J Obstet Gynecol 2008
  • 18. CITOMEGALOVÍRUS A RNM PODE MELHORAR NOSSA CAPACIDADE DE PREDIZER O PROGNÓSTICO? Picone O et al., Prenatal Diagnosis 2008
  • 19. CITOMEGALOVÍRUS A RNM PODE MELHORAR NOSSA CAPACIDADE DE PREDIZER O PROGNÓSTICO? Sensibilidade Especificidade VPP VPN Método (%) (%) (%) (%) US 85.7 85.3 70.6 93.5 RNM 42.9 91.2 66.7 79.5 US e RNM 88.9 93.3 88.9 93.3 US e/ou RNM 86.7 84.8 72.2 93.3 Benoist G et al., Ultrasound Obstet Gynecol 2008
  • 20. CITOMEGALOVÍRUS A RNM PODE MELHORAR NOSSA CAPACIDADE DE PREDIZER O PROGNÓSTICO? Sensibilidade Especificidade VPP VPN Método (%) (%) (%) (%) US 85.7 85.3 70.6 93.5 RNM 42.9 91.2 66.7 79.5 US e RNM 88.9 93.3 88.9 93.3 US e/ou RNM 86.7 84.8 72.2 93.3 Benoist G et al., Ultrasound Obstet Gynecol 2008
  • 21. CITOMEGALOVÍRUS QUAL A EFICÁCIA DA IMUNOGLOBULINA? 55 GESTANTES CMV+ NO LÍQUIDO AMNIÓTICO SEM IMUNOGLOBULINA INTERRUPÇÃO IMUNOGLOBULINA N=31 N=10 N=14 SINTOMÁTICO AO SINTOMÁTICO AO NASCER: NASCER: 1 (3,2%) 7 (50%) Nigro G et al., N Engl J Med 2005
  • 22. CITOMEGALOVÍRUS QUAL A EFICÁCIA DA IMUNOGLOBULINA? http://www.biotest.de/ww/en/pub/investor_relations/news/newsdetails.cfm?newsID=1025191
  • 23. CITOMEGALOVÍRUS SUMÁRIO
  • 24. CITOMEGALOVÍRUS SUMÁRIO GRUPO DE RISCO = CONTATO COM CRIANÇAS MENORES DE 3 ANOS
  • 25. CITOMEGALOVÍRUS SUMÁRIO GRUPO DE RISCO = CONTATO COM CRIANÇAS MENORES DE 3 ANOS REPENSAR A NECESSIDADE DE SCREENING
  • 26. CITOMEGALOVÍRUS SUMÁRIO GRUPO DE RISCO = CONTATO COM CRIANÇAS MENORES DE 3 ANOS REPENSAR A NECESSIDADE DE SCREENING APESAR DAS ALTERAÇÕES ULTRASSONOGRÁFICAS PREDIZEREM O ACOMETIMENTO FETAL A SENSIBILIDADE É BAIXA

Notas do Editor

  1. \n
  2. Incidência varia por país (Desenvolvido 1 em 1000). Brasil pode chegar a 7%.\nApresenta Latencia, sendo reativado por imunossupressão\n
  3. SINTOMÁTICOS AO NASCIMENTO (10%) -> 80 A 90% COM SEQUELA\nASSINTOMÁTICOS (90%) -> 15% COM SEQUELA\n
  4. \n
  5. trasmissão vertical 35% no 1T; 73% no 3T\n
  6. \n
  7. NÃO HÁ CONSENSO NA LITERATURA COM RELAÇÃO AO RASTREAMENTO\nALGUNS PAÍSES FAZEM RASTREAMENTO OUTROS NÃO\n\n
  8. \n
  9. \n
  10. \n
  11. \n
  12. CRIANÇAS ABAIXO DE 2 ANOS DISSEMINAM CMV NA SALIVA E URINA POR 18 MESES!\n
  13. \n
  14. IgM e IgG\nIgM repositiva nas re-infecções, tem falso positivo e fica positivo até 12 meses após infecção\nAvidez do IgG permanece baixa até 20 semanas após infecção (avidez alta é > 60%)\nPCR do líquido tem quase 100% de sensibilidade mas não é preditivo de sequela\n
  15. SE CONSIDERARMOS FETOS SINTOMÁTICOS A SENSIBILIDADE SOBRE PRA 21%\n
  16. \n
  17. 11 casos de sem anormalidade, a RNM confirmou não existir anormalidade\n13 casos com alteração extra-cerebral, a RNM observou alteração em 6, mudnaod o prognóstico\n
  18. melhor VPP é quando alteração aparece no US + RNM\n
  19. \n
  20. \n
  21. \n
  22. \n
  23. \n
  24. \n