Doenças transmitidas por mosquitos

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Aula sobre mosquitos e algumas doenças parasitarias transmitidas por eles

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Doenças transmitidas por mosquitos

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL Campus Realeza MOSQUITOS Rafael Berbec
  2. 2. CULICÍDEOS: MOSQUITOS • Três gêneros de importância médica: Anopheles, Aedes, Culex. • Grupo com mais de 3.000 espécies. • Encontrados em todo o mundo. • Nome Comum: Mosquitos • Classe Parasitária: Insecta • Filo: Arthropoda • Classe: Diptera • Ordem: Hexapoda
  3. 3. DISTRIBUIÇÃO NO MUNDO  O intercâmbio de espécies de mosquitos e de diferentes tipos de arboviroses se inicia com as navegações.  O avanço do homem sobre as florestas também é outro fator (urbanização dos mosquitos)  Nas cidades do mundo moderno os mosquitos de encontraram condições muito favoráveis para uma rápida expansão
  4. 4. HISTÓRICO  Os mosquitos são insetos da Família Culicidae, conhecidos também como pernilongos, muriçocas ou carapanãs  São insetos voadores  Em parte das espécies as fêmeas são hematófagas  Estima-se que existam mais de 3.000 espécies conhecidas, em todo mundo  São encontrados no mundo inteiro e podem transmitir inúmeras e sérias doenças ao homem e aos animais domésticos  Os mosquitos causa incomodo as pessoas (trabalho, casa e lazer)  No Brasil, o combate à febre amarela e malária, nos anos 30 e 40, contribuíram muito para o maior conhecimento dos mosquitos brasileiros  As 3 primeiras espécies de foram descritas em no século XVIII, e alguns aspectos gerais de seu ciclo biológico também foram então conhecidos
  5. 5. BIOLOGIA  Mosquitos sofrem metamorfose completa  O seu desenvolvimento ocorre em 4 estágios  Os 3 primeiros estágios são aquáticos, dependem necessariamente da presença de água  O último estágio, o adulto alado, não ocorre no meio aquático  Seu ciclo biológico compreende as seguintes fases: ovo, quatro estágios larvais, pupa e adulto
  6. 6. 1ª Fase: POSTURA DOS OVOS  Cada fêmea põe de 250 a 400 ovos (100 a 150 de cada vez, em 4 a 5 posturas consecutivas, espaçadas de 5 a 7 dias)  Os ovos podem ficar soltos ou agrupados, formando uma espécie de barquinho flutuante Ovos de Culex spp. Estrutura na forma de “balsa”
  7. 7. 2ª fase: NASCIMENTO DAS LARVAS  Os ovos se transformam em larvas depois de 36 horas a uma semana  Nascem larvas sem patas, que se movem na água mediante contrações  Por necessitarem de ar, passam parte do tempo à superfície, respirando por um tubinho Culex Anopheles
  8. 8. 3ª fase: TRANSFORMAÇÃO EM PUPA  Mudam de pele 3 vezes  Na 3ª muda, a larva transforma-se em pupa  A pupa não permanece imóvel (é muito ativa)  A pupa fica perto da superfície da água para respirar  Quando perturbada, mergulha até o fundo do recipiente ou depósito em que se encontra  A larva se transforma em pupa no prazo de 5 a 7 dias, dependendo da temperatura
  9. 9. 4ª fase: MOSQUITO ADULTO:  Após 2 dias abre-se a pupa e dela sai um mosquito adulto  Ele fica apoiado na casca da pupa até secar e amadurecer as asas  O mosquito adulto procura sempre, um abrigo para descansar; quer ao sair da pupa, quer após o repasto  Os machos voam primeiro e pousam na vegetação próxima onde aguardam as fêmeas para copularem  Vivem de 1 a 2 meses  Em geral, os mosquitos voam entre 800 e 1.000 m
  10. 10. Leishmaniose • Doença Causada por Protozoários do gênero Leishmania. • Considerada uma zoonose. • Transmitida por Flebotomíneos do gênero Lutzomyia . • As variedades mais encontradas são a Leishmaniose Visceral e a Leishmaniose Tegumentar.
  11. 11. Transmissão: • Transmitida ao homem por meio da picada do inseto vetor (Lutzomyia longipalpis). • Mosquito de hábitos noturnos e vespertinos. • Tamanho de 2-3 mm. • Pilosos. • Coloração cor-palha ou castanha-clara. • Durante o dia permanecem em lugares úmidos.
  12. 12. Ciclo de Vida
  13. 13. Leishmaniose Visceral
  14. 14. Leishmaniose Visceral • Conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun. • Infecciosa mas não contagiosa. • Acomete vísceras, como fígado e baço podendo ocasionar o aumento de volume abdominal.
  15. 15. Sintomas • • • • • Febre; Aumento do volume do fígado e do baço; Emagrecimento; Complicações cardíacas e circulatórias; Quando não tratada evolui, podendo levar a morte de 90% dos doentes;
  16. 16. Tratamento • • • • Medicamentos a base de antimônio. Repouso. Boa Alimentação. Fármaco: antimoniato de N-metil glucamina (Glucantime)
  17. 17. Prevenção • Medidas que visem reduzir o contato homemvetor. • Uso de mosqueteiros (com malha fina) • Uso de repelentes. • Manejo ambiental (limpeza de quintais, terrenos e praças) • Evitar a permanência de animais domésticos dentro de casa.
  18. 18. Leishmaniose Tegumentar (Cutânea)
  19. 19. Leishmaniose Tegumentar (Cutânea) • Doença infecciosa, não contagiosa. • Provoca úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. • Lesões mais frequentes no nariz, boca e garganta.
  20. 20. Tratamento • • • • Medicamentos a base de antimônio. Repouso. Boa alimentação. Em animais é feita a eutanásia.
  21. 21. Febre Amarela • Doença infecciosa aguda, não contagiosa. • Causada por um Flavivírus • Transmitida pela picada da fêmea do Aedes aegypti.
  22. 22. Vetor • • • • • • • Mosquitos de cor rajada. Com hábitos crepusculares. Somente a fêmea é hematófaga Prefere Ambientes Domiciliares. Ovipõe em qualquer recipiente com água. Sobrevivência dos ovos em locais secos. Hematófagia de humanos.
  23. 23. Sintomas • • • • Febre alta. Mal estar. Dores de cabeça e musculares. Nas formas graves podem ocorrer hemorragias. • Comprometimento dos rins, fígado pulmões e coração.
  24. 24. Tratamento: • Não existem tratamentos específicos, basicamente recomenda-se o repouso, hidratação e uso de antitérmicos que não contenham acetilsalícilico.
  25. 25. Prevenção • Vacinação pelo menos dez dias antes de viajar para áreas de risco • Usar calças e camisas que cubram a maior parte do corpo. • Uso de repelentes. • Uso de mosqueteiros. • Erradicação do inseto vetor.
  26. 26. Dengue • Dengue é uma doença febril aguda; • causada por um vírus, podendo evoluir para cura ou morte. • Transmitida por mosquito fêmea (Aedes aegypti) infectado. • Possui 4 sorotipos (DEN-1, 2, 3, 4). • O Município de Realeza é infestado por esse tipo de mosquito.
  27. 27. • A doença é transmitida durante a picada do mosquito, Aedes aegypti contaminado. • A fêmea do mosquito pica a pessoa infectada, mantém o vírus em sua saliva e o retransmite em novas picadas. • Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento. • Suscetibilidade a doença é universal.
  28. 28. Dengue Hemorrágico • Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. • No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento que ocorrem em vários órgãos do corpo. • Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte
  29. 29. Sintomas do Dengue Hemorrágico Os sintomas da dengue hemorrágica no início da doença são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre, com maior freqüência, quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alarme: • Dores abdominais fortes e contínuas. • Vômitos persistentes. • Pele pálida, fria e úmida. • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas. • Sonolência, agitação e confusão mental. • Sede excessiva e boca seca. • Pulso rápido e fraco. • Dificuldade respiratória. • Perda de consciência
  30. 30. Tratamento da Dengue • Não existe tratamento específico para dengue. • Não existe vacine contra a Dengue. • Procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência; • Ingerir líquidos – (soro caseiro, sucos, e água em abundância); • Repouso.
  31. 31. Filariose Linfática • Doença causada pelo verme nematóide Wulchereria bancrofti. • Transmitida pelo mosquito Culex quiquefaciatus. • Locais de parasitismo: • Vasos linfáticos (adultos) e sanguíneos (larvas) • Tecido subcutâneo.
  32. 32. Morfologia • Corpo delgado de cor branco leitoso. • Dimorfismo sexual:  Machos: Extremidade afilada  Fêmea: Vulva localizada próxima a extremidade anterior. • Microfilárias: movimentação ativa na corrente sanguínea do hospedeiro. • Larvas: encontradas no vetor.
  33. 33. Ciclo Biológico • Ingestão da microfilária pelo mosquito. • Crescimento da larva em 1º, 2º e 3º estágio. • Sobrevivência de 4 à 8 anos.
  34. 34. Ações no corpo do hospedeiro • • • • Dilatação dos vasos linfáticos. Derramamento de linfa. Aumento do volume dos órgãos. Esclerose da derme.
  35. 35. Sintomas • • • • • • • • Presença de microfilárias no sangue. Febre e mal estar. inchaço na virilha; calafrios; febre; manchas avermelhadas na perna e no escroto; urina leitosa ou sanguinolenta. Elefantiase: casos com mais de 10 anos de parasitismo.
  36. 36. Tratamento • O tratamento pode incluir quimioterapia, para atacar vermes adultos. • Ivermectina (Mectizan) • Mebendazol • Levamisole • Cirurgia para recuperar os membros afetados.
  37. 37. Difiláriose Canina (verme do coração) • Considerada uma zoonose. • Causada pelo filarídio Dirofilaria immitis . • Transmitida por mosquitos fêmeas do gênero Culex pipiens. • Os machos adultos de Dirofilaria atingem os 12 a 20 cm de comprimento por 0,7 a 0,9 mm de diâmetro, enquanto as fêmeas adultas chegam a medir 25 a 30 cm de comprimento por 1 a 1,3 mm.
  38. 38. Sintomas • Lesões causadas por este parasita ao nível do coração e vasos sanguíneos próximos a este. • Tosse. • Falta de ar. • Diminuição de peso. • Coloração escura da língua. • Aumento do volume abdominal.
  39. 39. Diagnóstico • O diagnóstico pode ser feito de duas formas:  Através de um esfregaço de sangue, observado ao microscópio, para tentar detectar a presença de microfilárias;  Através da recolha de uma amostra de sangue para detectar a presença de antigénios de parasitas adultos. Este teste só deve ser efetuado cerca de 6 a 7 meses após a infeção.
  40. 40. Tratamento • Fármaco específico para destruir os parasitas adultos (adulticida) • Medicados com antibióticos, antiinflamatórios e, eventualmente, com uma dieta especial.
  41. 41. FIM

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