MORTE E MORRER

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Pesquisa apresentada durante a disciplina de Psicologia Hospitalar pelos alunos do 8º período do curso de Psicologia do Unilavras no ano de 2013.

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MORTE E MORRER

  1. 1. Contextualização do tema A morte X o avanço científico A contemporaneidade X O conflito existencial e o medo de morrer( o temor da morte) Atitudes diante da morte e do morrer Rafael Rafael Almeida Iracema Elias Keila Cristina Natany Moraes Rayane Evellyn
  2. 2. Não tenho medo da morte, mas sim medo de morrer. Qual seria a diferença? você há de perguntar. É que a morte já é depois que eu deixar de respirar. Morrer ainda é aqui, na vida, no sol, no ar. Ainda pode haver dor ou vontade de mijar. A morte já é depois, já não haverá ninguém. Como eu aqui agora pensando sobre o além. Já não haverá o além, o além já será então. Não terei pé nem cabeça, nem fígado, nem pulmão. Como poderei ter medo se não terei coração? Não tenho medo da morte, mas medo de morrer, sim! A morte é depois de mim. Mas quem vai morrer sou eu, o derradeiro ato meu, e eu terei de estar presente, assim como um presidente, dando posse ao sucessor. Terei que morrer vivendo sabendo que já me vou. Então nesse instante sim, sofrerei quem sabe um choque... um piripaque, ou um baque, um calafrio ou um toque. Coisas naturais da vida, como comer, caminhar, morrer de morte matada, morrer de morte morrida. Quem sabe eu sinta saudade, como em qualquer despedida.
  3. 3. Diversas situações em que indivíduos por algum motivo deparam com a morte, seja ele um moribundo ou um ente que acompanha o estágio final de alguém querido. A medicina e a educação visando boas práticas progrediu nas últimas décadas. Cresce a população idosa, uma parcela que procura enfrentar a solidão e o isolamento em que vivem.
  4. 4. As mudanças ocorridas nas últimas décadas são responsáveis pelo crescente medo de morrer. Em nosso inconsciente, a morte nunca é possível quando se trata de nós mesmos. É inconcebível morrer de causa natural ou idade avançada. A morte está ligada a uma ação má, a um acontecimento medonho.
  5. 5. A criança vê a morte como algo não permanente, como um desagrado passageiro, porém quando cresce, percebe que nem os desejos mais fortes, não tem força suficiente para tornar possível o impossível. Com isso, desaparece o medo de ter contribuído para a morte de um ente querido e, consequentemente some a culpa, mas, o medo de morrer permanece “escondido”, só enquanto não for fortemente despertado. Uma criança de cinco anos que perde a mãe tanto se culpa pelo desaparecimento dela, como se zanga porque ela a abandonou.
  6. 6. O relacionamento humano e interpessoal vem perdendo cada vez mais espaço na nossa sociedade. A tecnologia aqueceu e acelerou o desenvolvimento da humanidade, só que infelizmente, esfriou e enfraqueceu as relações afetivas. Com o avanço rápido da tecnologia e novas conquistas científicas, os homens tornaram- se capazes de desenvolver novas armas aumentando seu poder de destruição em massa. Assim, somos forçados a lidar com a morte em grande escala em várias oportunidades, onde não paramos para refletir sobre tal condição e muitas vezes em nosso subconsciente, agradecemos por não ter acontecido conosco. Não pensamos em nossa própria morte. Não somos capazes de enfrentar essa possibilidade.
  7. 7. Na maioria das vezes a equipe médica não desenvolve o hábito de esclarecer o paciente sobre a sua real situação, se esquivando da responsabilidade de comunicar-lhes os rumos do tratamento, como se essa atitude fosse diminuir tal sofrimento. Porém, o que foi percebido foi justamente o contrário, os pacientes desejavam relatar suas experiências, suas angústias e anseios diante da morte. A autora realizou um trabalho com auxílio dos padres e estudantes, coletando inúmeros relatos e depois discutindo- os sob perspectivas, religiosas, filosóficas e psicológicas, buscando avaliar o fenômeno sob diferentes visões. Através dessas entrevistas foi feita uma sequência de fases pelas quais o paciente passa, diante da morte e do morrer.
  8. 8. A família do paciente - mudanças no lar e efeitos sobre a família. Terapia com os doentes em fase terminal Pira
  9. 9. AFLIÇÃO INICIAL NA QUAL O PACIENTE EM FASE TERMINAL E OBRIGADO A SUBMETER PARA DEIXAR ESTE MUNDO. UMA PESSOA COMPEREENSIVA NÃO TERÁ DIFICULDADES EM DETECTAR A CAUSA DA DEPRESSÃO.A MELHOR AÇÃO COM AS PESSOAS QUE ESTÃO TRISTES E TENTAR ANIMA-LAS E ENCORAJA- LAS.
  10. 10. “Não tenho medo da morte porque cada coisa tem seu tempo. O que estou fazendo, me tratando, é cumprir a minha parte com responsabilidade. Não estou entregue. Estou entregue a quem sempre estive: às mãos de Deus”. (José Alencar)
  11. 11. • Fase terminal: a interação da família com a equipe é fundamental para ajudar o paciente; • O apoio familiar, amigos íntimos e médicos de confiança ajudarão positivamente na reação do paciente, ou seja, proporcionar-lhe um ambiente harmonioso; • A comunicação entre os familiares é de suma importância, não havendo segredos e possibilitando a aceitação da morte por ambas as partes; • Esclarecer e solucionar desavenças entre o paciente e seus familiares, ou seja, culpa sentimento de falhas de uns para com os outros;
  12. 12. • A acomodação dos familiares ou acompanhantes do paciente deve ser confortável e é relevante quanto troca de experiências com outros familiares que estão atravessando o mesmo processo; • É importante ressaltar que o paciente nessa fase sensível percebe o ambiente que o permeia; • Os familiares, equipes de saúde devem se ater ao sofrimento do paciente tendo uma postura pautada na sensibilidade e empatia;
  13. 13. O significado pessoal da morte muda de acordo como amadurecimento emocional e cognitivo da pessoa. 
  14. 14. • Diminuir o medo da morte e levar a preparação para o processo de morrer. • Compreensão da morte do ponto de vista pessoal. • Ajudar a lidar com pessoas (paciente, familiar e equipe) diante do morrer. • Preparação para enfrentamento do inevitável.
  15. 15. A Morte é a única certeza que temos. Vemos neste fenômeno biológico natural, uma certeza carregada de símbolos que vão desde a biologia às ciências sociais, pois o conceito de Morte passou por grandes transformações no decorrer do tempo e seguirá até onde existirmos sendo investigada. A Tanatologia é a ciência que estuda e aborda a morte, dentro das esferas humanas, seja no contexto sociocultural, histórico ou psicológico.
  16. 16. A família de um motoboy porto-riquenho assassinado Em abril de 2010 protagonizou uma cerimônia fúnebre insólita na qual o corpo sem vida do jovem aparecia montado em uma motocicleta. O cadáver embalsamado foi colocado em cima da sua moto esportiva. Ao que parece, foi o próprio rapaz que, ainda em vida, pediu a seus familiares que o velassem desta forma tão pouco usual. O cadáver foi exposto ao público, que o visitou em massa durante dois dias. No entanto, não foi enterrado com a moto, que está avaliada em 14.000 dólares.
  17. 17. “Eu quero morrer em paz, durante o sono, como o meu avô, e não gritando aterrorizado, como os seus passageiros...” (neto do finado motorista) • KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer: o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes • www.ebah.com.br/content/ABAAABLIUAC/1652 3193-resumo-sobre-a-morte-morrer • http://fla.matrix.com.br/jung/revista/morte.htm • http://literatortura.com/2013/06/a-sete-palmos- da-terra-alguns-fatos-e-curiosidades-sobre-a- certeza-indesejavel/

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