Séc. XIX, final
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Paul Gauguin , Paisagem em Osny
 Não chega a
todos
 Não responde a
questões
metafísicas
 Surge o
Decadentismo
(vanguarda
simbolista de
tom pessimista)
...
 Aversão ao espírito científico
 Busca de vivências vagas e pré-
lógicas; o “eu profundo”
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Cristai...
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Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfam...
Tempestade, de Wiliam Turner, reflete este mundo nevoento,
nebuloso e quase incorpóreo que os simbolistas tanto valorizam
...
 Nova linguagem: neologismos;
vocabulário litúrgico; sintaxe
incomum
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Cróton selvagem, tinhorão las...
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Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebent...
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 Obsessão pelo branco
(pureza, misticismo)
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Mãos de finada, aquelas mãos de neve,
De tons marfíneos...
 Mergulho na caótico, no
vago, no ilógico, no
inefável...
 Figuras de linguagem:
metáfora, sinestesia,
aliteração, asson...
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Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas...
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Eugênio de Castro
Oaristos
Um Sonho
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, o cele...
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Antônio Nobre
― poesia neorromântica:
tematiza o saudosismo, a
melancolia
Ai do Lusíada, coitado,
Q...
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Ó virgens que passais, ao Sol-poente,
Pelas estradas ermas, a cantar!
Eu quero ouvir uma canção ard...
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Camilo Pessanha
Clepsidra (relógio dágua)
― tematiza a transitoriedade
― tom de dor, de desalento
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Passou o outono já, já torna o frio...
- Outono de seu riso magoado.
Álgido inverno! Oblíquo o sol,...
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No Brasil: a partir de 1893
Cruz e Sousa
― poesia: Broquéis (1893),
Faróis, Últimos Sonetos
― poesi...
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Cruz e Sousa: evolui de um aspecto individual
para o universal
Deus meu! Por uma questão banal da q...
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Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando ...
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Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, f...
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Carnais, sejam carnais tantos desejos,
Carnais, sejam carnais tantos anseios,
Palpitações e frêmito...
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Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas...
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Alphonsus de Guimaraens
(Afonso Henrique da Costa Guimarães)
― poesia: D. Mística, Câmara Ardente,
...
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A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas ...
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Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
N...
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E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que ...
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― morte é redenção, não horror
― outros temas: amor, Virgem Maria
Foi-lhe a vida um eterno mês de m...
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Museu Casa Alphonsus de
Guimaraens. Mariana-MG
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Simbolismo

  1. 1. Séc. XIX, final rafabebum.blogspot.com Paul Gauguin , Paisagem em Osny
  2. 2.  Não chega a todos  Não responde a questões metafísicas  Surge o Decadentismo (vanguarda simbolista de tom pessimista) rafabebum.blogspot.com Ralph Eugene Meatyard
  3. 3.  Aversão ao espírito científico  Busca de vivências vagas e pré- lógicas; o “eu profundo” rafabebum.blogspot.com Cristais diluídos de clarões alacres, Desejos, vibrações, ânsias, alentos Fulvas vitórias, triunfamentos acres, Os mais estranhos estremecimentos...
  4. 4. rafabebum.blogspot.com Cristais diluídos de clarões alacres, Desejos, vibrações, ânsias, alentos Fulvas vitórias, triunfamentos acres, Os mais estranhos estremecimentos... ........................... Tudo! vivo e nervoso e quente e forte, Nos turbilhões quiméricos do Sonho, Passe, cantando, ante o perfil medonho E o tropel cabalístico da Morte... (Cruz e Sousa)
  5. 5. Tempestade, de Wiliam Turner, reflete este mundo nevoento, nebuloso e quase incorpóreo que os simbolistas tanto valorizam rafabebum.blogspot.com
  6. 6.  Nova linguagem: neologismos; vocabulário litúrgico; sintaxe incomum rafabebum.blogspot.com Cróton selvagem, tinhorão lascivo, Planta mortal, carnívora, sangrenta, Da tua carne báquica rebenta A vermelha explosão de um sangue vivo.
  7. 7. rafabebum.blogspot.com Cróton selvagem, tinhorão lascivo, Planta mortal, carnívora, sangrenta, Da tua carne báquica rebenta A vermelha explosão de um sangue vivo. Nesse lábio mordente e convulsivo, Ri, ri risadas de expressão violenta O Amor, trágico e triste, e passa,lenta, A morte, o espasmo gélido, aflitivo...
  8. 8. rafabebum.blogspot.com
  9. 9.  Obsessão pelo branco (pureza, misticismo) rafabebum.blogspot.com Mãos de finada, aquelas mãos de neve, De tons marfíneos, de ossatura rica, Pairando no ar, num gesto brando e leve, Que parece ordenar, mas que suplica. (Alphonsus de Guimaraens)
  10. 10.  Mergulho na caótico, no vago, no ilógico, no inefável...  Figuras de linguagem: metáfora, sinestesia, aliteração, assonância, onomatopeia, maiúscula alegorizante rafabebum.blogspot.com
  11. 11. rafabebum.blogspot.com Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do Amor, constelarmante puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas ... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
  12. 12. rafabebum.blogspot.com Eugênio de Castro Oaristos Um Sonho Na messe, que enlourece, estremece a quermesse... O sol, o celestial girassol, esmorece... E as cantilenas de serenos sons amenos Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos... Em Portugal: a partir de 1890
  13. 13. rafabebum.blogspot.com Antônio Nobre ― poesia neorromântica: tematiza o saudosismo, a melancolia Ai do Lusíada, coitado, Que vem de tão longe, coberto de pó. Que não ama, nem é amado, Lúgubre Outono, no mês de Abril! Que triste foi o seu fado! Antes fosse pra soldado, Antes fosse próprio Brasil...
  14. 14. rafabebum.blogspot.com Ó virgens que passais, ao Sol-poente, Pelas estradas ermas, a cantar! Eu quero ouvir uma canção ardente, Que me transporte ao meu perdido Lar. (Antônio Nobre)
  15. 15. rafabebum.blogspot.com Camilo Pessanha Clepsidra (relógio dágua) ― tematiza a transitoriedade ― tom de dor, de desalento Imagens que passais pela retina Dos meus olhos, porque não vos fixais? Que passais como a água cristalina Por uma fonte para nunca mais!...
  16. 16. rafabebum.blogspot.com Passou o outono já, já torna o frio... - Outono de seu riso magoado. Álgido inverno! Oblíquo o sol, gelado... - O sol, e as águas límpidas do rio. Águas claras do rio! Águas do rio, Fugindo sob o meu olhar cansado, Para onde me levais meu vão cuidado? Aonde vais, meu coração vazio? Ficai, cabelos dela, flutuando, E, debaixo das águas fugidias, Os seus olhos abertos e cismando... Onde ides a correr, melancolias? - E, refratadas, longamente ondeando, As suas mãos translúcidas e frias...
  17. 17. rafabebum.blogspot.com No Brasil: a partir de 1893 Cruz e Sousa ― poesia: Broquéis (1893), Faróis, Últimos Sonetos ― poesia em prosa: Missal (1893), Evocações
  18. 18. rafabebum.blogspot.com Cruz e Sousa: evolui de um aspecto individual para o universal Deus meu! Por uma questão banal da química biológica do pigmento ficam alguns mais rebeldes e curiosos fósseis preocupados, a ruminar primitivas erudições, perdidos e atropelados pelas longas galerias submarinas de uma sabedoria infinita, esmagadora, irrevogável! Mas, que importa tudo isso?! Qual é a cor da minha forma, do meu sentir? Qual é a cor da tempestade de dilacerações que me abala? Qual a dos meus sonhos e gritos? Qual a dos meus desejos e febre?
  19. 19. rafabebum.blogspot.com Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. ― visão pessimista e espiritualista
  20. 20. rafabebum.blogspot.com Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?! ― poesia impulsiva e sensual
  21. 21. rafabebum.blogspot.com Carnais, sejam carnais tantos desejos, Carnais, sejam carnais tantos anseios, Palpitações e frêmitos e enleios, Das harpas da emoção tantos arpejos... Sonhos, que vão, por trêmulos adejos, A noite, ao luar, intumescer os seios Lácteos, de finos e azulados veios De virgindade, de pudor, de pejos... Sejam carnais todos os sonhos brumos De estranhos, vagos, estrelados rumos Onde as Visões do amor dormem geladas... Sonhos, palpitações, desejos e ânsias Formem, com claridades e fragrâncias, A encarnação das lívidas Amadas!
  22. 22. rafabebum.blogspot.com Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do Amor, constelarmante puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas ... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume... ― tom vago e musical
  23. 23. rafabebum.blogspot.com Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henrique da Costa Guimarães) ― poesia: D. Mística, Câmara Ardente, Setenário das Dores de N. Senhora, Pastoral dos Crentes do Amor e da Morte ― tematiza constantemente a morte (projeção do amor pela prima Constança)
  24. 24. rafabebum.blogspot.com A lua, que lhe foi mãe carinhosa, Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la Entre lírios e pétalas de rosa. Os meus sonhos de amor serão defuntos... E os arcanjos dirão no azul ao vê-la, Pensando em mim: - "Por que não vieram juntos?" ― tematiza constantemente a morte (projeção do amor pela prima Constança morta)
  25. 25. rafabebum.blogspot.com Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar...
  26. 26. rafabebum.blogspot.com E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar... (“Ismália”)
  27. 27. rafabebum.blogspot.com ― morte é redenção, não horror ― outros temas: amor, Virgem Maria Foi-lhe a vida um eterno mês de maio Cheio de rezas brancas a Maria, Que ela vivera como um desmaio. Tão branca assim! Fizera-se de cera... Sorriu-lhes Deus e ela que lhe sorria, Virgem voltou como do céu descera. Constança
  28. 28. rafabebum.blogspot.com Museu Casa Alphonsus de Guimaraens. Mariana-MG
  29. 29. rafabebum.blogspot.com
  30. 30. Largo do Pelourinho, Mariana-MG

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