rafabebum.blogspot.com
oi
(poesia: 1930 – 1945)
rafabebum.blogspot.com
rafabebum.blogspot.com
− fim do radicalismo
da fase heroica
Soneto da perdida esperança
Perdi o bonde e a esperança.
Volto...
rafabebum.blogspot.com
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tan...
rafabebum.blogspot.com
a) eu > mundo
Alguma Poesia (1930); Brejo das
Almas (1934)
− postura de irreverência
rafabebum.blogspot.com
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do ca...
rafabebum.blogspot.com
Dante Alighieri
rafabebum.blogspot.com
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do ca...
rafabebum.blogspot.com
rafabebum.blogspot.com
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava...
rafabebum.blogspot.com
eu > mundo
rafabebum.blogspot.com
b) eu < mundo
Sentimento do Mundo (1940); A Rosa
do Povo (1945)
− tematiza a angústia existencial
P...
rafabebum.blogspot.com
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se d...
rafabebum.blogspot.com
b) eu < mundo
Sentimento do Mundo (1940); A Rosa
do Povo (1945)
− tematiza a angústia existencial
N...
rafabebum.blogspot.com
b) eu < mundo
Sentimento do Mundo (1940); A Rosa
do Povo (1945)
− tematiza a angústia existencial
−...
rafabebum.blogspot.com
b) eu < mundo
Sentimento do Mundo (1940); A Rosa
do Povo (1945)
− solução: Fraternidade
rosa = espe...
rafabebum.blogspot.com
c) eu = mundo
O mundo é grande e pequeno.
(“O Caso do Vestido”)
− postura de equilíbrio emocional
C...
rafabebum.blogspot.com
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo...
 O indivíduo “retorcido”
 Terra natal
 Família
 “Amigos”
 Choque social
 Amor “amaro”
 Metalinguagem
 Exercícios l...
rafabebum.blogspot.com
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora,...
rafabebum.blogspot.com
oi
– reproduz a vida no engenho de AL
rafabebum.blogspot.com
Novos Poemas (1929)
rafabebum.blogspot.com
– poesia de inspiração católica;
imagens surreais
“Negra Fulô”
A Túnica Inconsútil (1938)
rafabebum.blogspot.com
Onde nasceu, União dos Palmares-AL
Onde viveu, Maceió-AL
– poesia irônica; paródias
rafabebum.blogspot.com
História do Brasil (1932)
rafabebum.blogspot.com
– poesia com imagens surreais
Gaturamo de Veneza
Mendes, retratado
por Guignard
O Visionário (1941)...
rafabebum.blogspot.com
“A mulher do fim do mundo”
– poesia simbolista: imagens vagas; musicalidade;
tom pessimista
rafabebum.blogspot.com
Viagem (1939), Vaga Música (1942),...
rafabebum.blogspot.com
No meio do mundo faz frio,
faz frio no meio do mundo,
muito frio.
Mandei armar o meu navio.
Volvere...
rafabebum.blogspot.com
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho...
– poesia histórico-lírica: exaltação aos inconfidentes
rafabebum.blogspot.com
Romanceiro da Inconfidência (1953)
− univers...
rafabebum.blogspot.com
Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidênci...
rafabebum.blogspot.com
Por aqui passava um homem
- e como o povo se ria! -
“Liberdade ainda que tarde”
nos prometia.
(“Rom...
rafabebum.blogspot.com
Melhor negócio que Judas
fazes tu, Joaquim Silvério:
que ele traiu Jesus Cristo,
tu trais um simple...
rafabebum.blogspot.com
(“Romance XXXIV ou de Joaquim Silvério”)
Joaquim Silvério dos Reis
Melhor negócio que Judas
fazes t...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

2.º tempo modernista no brasil (poesia)

375 visualizações

Publicada em

Carlos Drummond de Andrade, Jorge de Lima, Murilo Mendes, Cecília Meireles.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
375
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

2.º tempo modernista no brasil (poesia)

  1. 1. rafabebum.blogspot.com oi
  2. 2. (poesia: 1930 – 1945) rafabebum.blogspot.com
  3. 3. rafabebum.blogspot.com − fim do radicalismo da fase heroica Soneto da perdida esperança Perdi o bonde e a esperança. Volto pálido para casa. A rua é inútil e nenhum auto passaria sobre meu corpo. Vou subir a ladeira lenta em que os caminhos se fundem. Todos eles conduzem ao princípio do drama e da flora. Não sei se estou sofrendo ou se é alguém que se diverte por que não? na noite escassa com um insolúvel flautim. Entretanto há muito tempo nós gritamos: sim! ao eterno.
  4. 4. rafabebum.blogspot.com As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. (“Poema das Sete Faces”) − mantêm-se alguma liberdade de expressão; resgata- se um pouco da poesia tradicional
  5. 5. rafabebum.blogspot.com a) eu > mundo Alguma Poesia (1930); Brejo das Almas (1934) − postura de irreverência
  6. 6. rafabebum.blogspot.com No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.
  7. 7. rafabebum.blogspot.com Dante Alighieri
  8. 8. rafabebum.blogspot.com No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.
  9. 9. rafabebum.blogspot.com
  10. 10. rafabebum.blogspot.com João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. (“Quadrilha”)
  11. 11. rafabebum.blogspot.com eu > mundo
  12. 12. rafabebum.blogspot.com b) eu < mundo Sentimento do Mundo (1940); A Rosa do Povo (1945) − tematiza a angústia existencial Perdi o bonde e a esperança. Volto pálido para casa. A rua é inútil e nenhum auto passaria sobre meu corpo.
  13. 13. rafabebum.blogspot.com Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. (“Os Ombros Suportam o Mundo”)
  14. 14. rafabebum.blogspot.com b) eu < mundo Sentimento do Mundo (1940); A Rosa do Povo (1945) − tematiza a angústia existencial Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem sequer as minhas dores. (“Mundo Grande”)
  15. 15. rafabebum.blogspot.com b) eu < mundo Sentimento do Mundo (1940); A Rosa do Povo (1945) − tematiza a angústia existencial − solução: Fraternidade Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. (“Mãos Dadas”)
  16. 16. rafabebum.blogspot.com b) eu < mundo Sentimento do Mundo (1940); A Rosa do Povo (1945) − solução: Fraternidade rosa = esperança Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. (“A Flor e a Náusea”)
  17. 17. rafabebum.blogspot.com c) eu = mundo O mundo é grande e pequeno. (“O Caso do Vestido”) − postura de equilíbrio emocional Claro Enigma (1951); Lição de Coisas (1962)
  18. 18. rafabebum.blogspot.com Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, E nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça E com amor não se paga. Amor é dado de graça, É semeado no vento, Na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários E a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo Bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, Não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, Feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, E da morte vencedor, Por mais que o matem (e matam) A cada instante de amor. (“As Sem Razões do Amor”)
  19. 19.  O indivíduo “retorcido”  Terra natal  Família  “Amigos”  Choque social  Amor “amaro”  Metalinguagem  Exercícios lúdicos  Reflexões metafísicas rafabebum.blogspot.com
  20. 20. rafabebum.blogspot.com E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? (“José”, 1942)
  21. 21. rafabebum.blogspot.com oi
  22. 22. – reproduz a vida no engenho de AL rafabebum.blogspot.com Novos Poemas (1929)
  23. 23. rafabebum.blogspot.com – poesia de inspiração católica; imagens surreais “Negra Fulô” A Túnica Inconsútil (1938)
  24. 24. rafabebum.blogspot.com Onde nasceu, União dos Palmares-AL Onde viveu, Maceió-AL
  25. 25. – poesia irônica; paródias rafabebum.blogspot.com História do Brasil (1932)
  26. 26. rafabebum.blogspot.com – poesia com imagens surreais Gaturamo de Veneza Mendes, retratado por Guignard O Visionário (1941) e outros
  27. 27. rafabebum.blogspot.com “A mulher do fim do mundo”
  28. 28. – poesia simbolista: imagens vagas; musicalidade; tom pessimista rafabebum.blogspot.com Viagem (1939), Vaga Música (1942), Mar Absoluto (1945)
  29. 29. rafabebum.blogspot.com No meio do mundo faz frio, faz frio no meio do mundo, muito frio. Mandei armar o meu navio. Volveremos ao mar profundo, meu navio! No meio das águas faz frio. Faz frio no meio das águas, muito frio. (“Prazo de Vida”) − poesia que explora o sentido de universalidade
  30. 30. rafabebum.blogspot.com Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar. Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas, e a cor que escorre dos meus dedos colore as areias desertas. O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho dentro de um navio... Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça. Depois, tudo estará perfeito: praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos como pedras e as minhas duas mãos quebradas. (“Canção”)
  31. 31. – poesia histórico-lírica: exaltação aos inconfidentes rafabebum.blogspot.com Romanceiro da Inconfidência (1953) − universaliza o tema Liberdade
  32. 32. rafabebum.blogspot.com Atrás de portas fechadas, à luz de velas acesas, entre sigilo e espionagem, acontece a Inconfidência. (...) E os seus tristes inventores já são réus - pois se atreveram a falar em Liberdade (que ninguém sabe o que seja). (...) (Liberdade - essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda!) (“Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência”)
  33. 33. rafabebum.blogspot.com Por aqui passava um homem - e como o povo se ria! - “Liberdade ainda que tarde” nos prometia. (“Romance XXXI ou de Mais Tropeiros”)
  34. 34. rafabebum.blogspot.com Melhor negócio que Judas fazes tu, Joaquim Silvério: que ele traiu Jesus Cristo, tu trais um simples Alferes. Recebeu trinta dinheiros... - e tu muitas coisas pedes: pensão para toda a vida, perdão para quanto deves, comenda para o pescoço, honras, glórias, privilégios. E andas tão bem na cobrança que quase tudo recebes! (“Romance XXXIV ou de Joaquim Silvério”) Joaquim Silvério dos Reis
  35. 35. rafabebum.blogspot.com (“Romance XXXIV ou de Joaquim Silvério”) Joaquim Silvério dos Reis Melhor negócio que Judas fazes tu, Joaquim Silvério! Pois ele encontra remorso, coisa que não te acomete. Ele topa uma figueira, tu calmamente envelheces, orgulhoso e impenitente com teus sombrios mistérios. (Pelos caminhos do mundo, nenhum destino se perde: há os grandes sonhos dos homens, e a surda força dos vermes.)

×