Universidade Estadual do Piauí – UESPI
Campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira
Clínica Escola de Odontologia – CEO
Bachar...
• Amanda Lopes
• Bruna Mouzinho
• Lara Lysle
• Raphael Machado
• Valéria Sena
Acadêmicos
Histologia do Esmalte
• Cristais de Hidroxiapatita
são grandes, orientados e
acondicionados dentro de
uma estrutura semelhante a
um bastão.
Intr...
• Apropriadas para duas funções principais: mastigação e
proteção da dentina e polpa.
• Cinco vezes mais duro que a dentin...
• Baixo conteúdo orgânico adaptado para suportar ataques
ácidos cariogênicos.
• Cor:
Características físicas
Azulado
Branc...
• Relativamente impermeável.
• Esmalte superficial menos permeável que o profundo.
• Esmalte oclusal mais duro e menos per...
• Componente cristalino do esmalte
• Hidroxiapatita, carbonatos e metais.
• Incorporação de elementos aos quais o indivídu...
• Matriz orgânica do esmalte
• Material orgânico, junto com a água, está distribuídos
entre os cristais.
• Possível papel:...
• Bastão de esmalte
• Unidade estrutural básica do esmalte.
• Representa o “caminho mineralizado” percorrido pelo
amelobla...
• Bastão de esmalte
Elementos estruturais do esmalte
Elementos estruturais do esmalte
• Junção amelodentinária
• Natureza festonada e resultante aumento da área
superficial, capacitam as duas matrizes distint...
Elementos estruturais do esmalte
• Fuso do esmalte
• Originam-se da JAD.
• Formados na fase de diferenciação da amelogênese.
• Na formação da camada inicia...
Elementos estruturais do esmalte
• Tufos de esmalte
• Originados da JAD.
• Aparência de tufos de grama.
• Formados durante o desenvolvimento do processo de...
• Tufos de esmalte
• Persistem à desmineralização.
• Conteúdo orgânico (falha).
• Igualmente possível que possam funcionar...
Elementos estruturais do esmalte
• Lamelas do esmalte
• Finas folhas de material orgânico que se estendem por
toda espessura do esmalte.
• Correm de incisa...
Elementos estruturais do esmalte
• Rachaduras no esmalte
• Mesma aparência das lamelas.
• Material orgânico encontrado são produtos bucais,
principalmente ...
• Estriações transversais
• Correm em ângulos retos com o eixo dos bastões.
• Cortes que corram paralelos aos mesmos.
• Re...
Elementos estruturais do esmalte
• Estrias de Retzius
• Aparência semelhante aos anéis de crescimento de
árvores.
• Corte transversal.
Elementos estruturai...
• Aparência semelhante aos anéis de crescimento de
árvores.
• Corte transversal.
Elementos estruturais do esmalte
• Estrias de Retzius
• Também representam linhas de crescimento e assim
como os anéis das árvores, não são linhas verdadei...
• Estrias de Retzius
• Formam finas saliências na superfície do esmalte.
• Periquimácias.
• Formadas no limite entre um gr...
Elementos estruturais do esmalte
• Esmalte nodoso
• Resulta de mudanças de trajetória ou de orientação dos
bastões de esmalte.
• Acredita-se que seu padrão...
• Bandas de Hunter-Schreger
• Melhores observadas na luz refletida.
• Série de bandas curvas alternadas claras e escuras.
...
Histologia da Dentina
• Formada principalmente pelos
produtos de secreção dos
odontoblastos.
• Protege a polpa e sustenta o
esmalte.
Introdução
• Tecido vital.
• Os odontoblastos desempenham um papel estrutural na
formação da matriz dentinária e os neurônios conduze...
• Responsável parcialmente pela cor da coroa do dente.
• A sua composição lembra o osso mas difere por não conter
células ...
• Capacidade reparadora limitada.
• Dentina fisiológica nova ou reparadora pode ser adicionada
suas faces mais profundas.
...
• Possui constituintes inorgânicos e orgânicos.
• 70% mineral.
• 20% matriz orgânica.
• 10% água.
Composição da matriz den...
• Não tem composição uniforme por todo o dente.
• Pode variar em sua composição orgânica como também em
sua dureza e conte...
• Essa diferença pode estar relacionada com a localização
anatômica e/ou com o grau de esclerose dentinária.
• O alto cont...
• Embora outros minerais sejam encontrados na matriz
dentinária, a hidroxiapatita Ca10(PO4)6(OH)2 é o principal
componente...
• A proporção de cálcio/fosfato varia na dentina peritubular e
intertubular.
• O alto conteúdo mineral torna a mais dura d...
• Colágeno é o maior constituinte.
• Colágeno tipo I em maior quantidade que os tipos V e VI.
Matriz orgânica
• As macromoléculas não-colagenosas da dentina podem ser
classificadas em várias categorias genéricas.
• Entre as proteína...
• A sialoproteína dentinária é uma proteína fosforilada,
altamente glicosada, que contém grandes quantidades de
ácido siál...
• As glicoproteínas acidíferas são ricas em carboidratos e
contém grupos acidíferos.
• As duas proteínas mais proeminentes...
• Lipideos existem como um menor componente.
• Fosfolipideos podem participar da mineralização.
• Proteínas do plasma: alb...
• As vesículas matriciais são estruturas membranosas que
brotam de células, como os odontoblastos.
• As vesículas matricia...
• Apresenta:
• Conteúdo tubular;
• Processos odontoblásticos;
• Fibras nervosas.
Dentina
Figura 2.3: Estrutura da Dentina....
• São canalículos ocos que atravessam a dentina e alojam os
prolongamentos odontoblásticos.
Túbulos dentinários
Figura 2.4...
• A configuração do túbulos
indica o trajeto seguido pelos
odontoblastos durante a
dentinogênese.
Túbulos dentinários
Figu...
• São cônicos e ramificados.
• A porção mais estreita e a ramificação mais pronunciada
ocorrem próximo à JAD/ JCD.
Túbulos...
• Apresentam um diâmetro maior e estão mais intimamente
unidos, próximo a polpa.
Túbulos dentinários
Figura 2.7: Localizaç...
• Fibras nervosas –
“Envolvem parcialmente o
processo odontoblástico”.
Túbulos dentinários
Figura 2.8: Fibra nervosa encon...
Classificação da Dentina
CLASSIFICAÇÃO
Localização
Padrão de Mineralização
Padrão de Desenvolvimento
Classificação da Dentina
Localização:
Dentina do Manto
Dentina Circumpulpar
Dentina Peritubular
Dentina Intertubular
• Dentina mais próxima à JAD da coroa.
• Consiste em fibras colágenas grandes que correm
perpendicularmente a JAD.
• Não e...
Dentina do manto
Figura 2.9: Dentina do manto e dentina circumpulpar.
• A maior parte da dentina subjacente a dentina do manto;
• Delineia a câmara pulpar;
• As fibras colágenas são menores e ...
Dentina circumpulpar
Figura 2.10: Dentina do manto e dentina circumpulpar.
• Dentina circundante e mais próxima a cada túbulo.
Dentina peritubular
Figura 2.11: Dentina peritubular observada em cort...
• É hipermineralizada.
• Ausência de colágeno.
• Em termos de desenvolvimento:
Dentina peritubular
Formada no interior
do ...
• Sob desmineralização a
dentina intratubular
praticamente desaparece.
Dentina peritubular
Bainha de Neuman =
zona entre a...
• Dentina localizada entre os túbulos dentinários.
Dentina intertubular
Figura 2. 13: Dentina intertubular observada em co...
Dentina intertubular
“Consiste em uma rede firmemente entrelaçada de
fibrilas de colágeno do tipo I nas quais os cristais
...
Classificação da Dentina
Padrão de Mineralização
Dentina Interglobular
Camada Granulosa de Tomes
Dentina Esclerótica
• Áreas de dentina não mineralizadas ou hipomineralizadas.
Dentina interglobular
Figura 2.14: Dentina interglobular. A, co...
• Região da dentina onde os calcosferitos não chegam a
fundir-se numa massa homogênea.
• Frequentemente observada logo aba...
Camada granulosa de Tomes
Figura 2.16: Corte por desgaste
longitudinal da camada granulosa de
Tomes.
Resultado de pequenas...
• Constituída por túbulos dentinários que se tornaram
obliterados com material calcificado.
Dentina esclerótica
Figura 2.1...
• A dentina assume uma aparência vítrea e torna-se
translucida.
• Comum no terço apical da raiz.
Dentina esclerótica
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Classificação da Dentina
Padrão de Desenvolvimento
Dentina Primária
Dentina Secundária
Dentina Terciária
Dentina primária e secundária
Alteração da
deposição de
dentina primária
para secundária
Mudança no
trajeto do túbulo
dent...
Dentina primária e secundária
Figura 2.19: Corte por desgaste de dentina mostrando os túbulos
dentinários acentuadamente c...
• Resultado de processo patológico.
• Ex.: Cárie.
Dentina terciária
Destruição da
camada
odontoblástica
Migração das
célul...
• O limite entre a dentina secundária e terciária é abrupto.
Dentina terciária
Figura 2.20: Dentina reacional. Entre a den...
Dentina terciária
Rápida morte dos
odontoblastos velhos
TDs associados não se
tornam escleróticos
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Dentina terciária
Figura 2.21: Dentina terciária. Observe os traços mortos sobrejacentes a
dentina reacional. Note a denti...
• Linhas incrementais de crescimento
• Indicam a deposição diária de dentina.
Outros aspectos estruturais
Figura 2.22: Mic...
Histologia da Polpa
• A polpa dentária consiste num tecido conjuntivo frouxo
derivado das células da crista neural ou de células
ectomesenquim...
Introdução
Zona odontogênica
Polpa propriamente dita
Zona odontogênica
Introdução
• Fibroblastos;
• Odontoblastos;
• Células perivasculares;
• Pericitos;
• Células de Schwann;
• Células endoteliais;
• Cél...
• Células pulpares com extremidades
diferenciadas, polarizadas, derivadas da
crista neural do crânio.
• Sintetiza e secret...
Odontoblastos
Odontoblastos
• Células mais numerosas
encontradas na polpa dentária.
• Sintetiza e degrada a matriz
extracelular pulpar.
Fibroblastos
• Encontradas na polpa dentária intimamente associada à
vascularização.
• Proliferam em resposta a uma exposição iatrogêni...
• Também estão intimamente associados com os vasos
sanguíneos na polpa.
• São células progenitoras para odontoblastos de s...
• Envolvem os processos nervosos com uma bainha de
mielina.
• Muitas células de Schwann são necessárias para recobrir um
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• Revestem a luz dos vasos sanguíneos pulpares e contribuem
com a lamina basal para a produção de colágeno.
• Proliferam a...
• Rompimento da camada odontoblástica e lesão às células,
inicia sinais quimiotáticos.
• Complexos juncionais entre os odo...
• Primeiro dia:
• Odontoblastos reorganizaram e restabeleceram suas
membranas plasmáticas;
• Esses odontoblastos começam a...
• Quinto dia:
• Complexos juncionais comunicantes e oclusivos se
restabelecem;
• Quantidade de matriz extracelular produzi...
Histologia do Cemento
• Tecido calcificado que recobre as raízes dos dentes
• Similar ao osso.
• Origem ectomesenquimática.
Cemento
Cemento
• Não apresenta canais de Havers.
• Não apresenta vasos sanguíneos e nervos na sua matriz.
• É mais delgado na junção amel...
• Limitado a superfície radicular.
• Em 30% dos dentes, encontra o esmalte em uma ponta
aguda; e, em 10%, existe um pequen...
• Pesquisas recentes têm confirmado uma camada de
cemento intermediária na superfície das raízes.
• Camada amorfa de mater...
Cemento Intermediário
• A camada incial de cemento depositada no cemento
intermediário é acelular.
• Quanto mais espesso o cemento, maior o núme...
Cemento Celular e Acelular
• O cemento é depositado incrementalmente, com uma nova
camada cementóide sendo depositada enquanto a camada
anterior é ca...
Cemento Celular e Acelular
• Próximo a superfície, elas desenvolvem longos processos
que se encontram nos canalículos irradiando-se do corpo
celular
...
Cemento Celular e Acelular
• Ambos, o cemento celular
e acelular, são depositados
incrementalmente, com
essas linhas sendo mais
altamente mineralizad...
• Sua superfície tem aparência de numerosos feixes de fibras.
• Os feixes de fibras aparecem por toda a superfície da raiz...
Características Superficiais do Cemento
• Resistência a reabsorção.
Características Superficiais do Cemento
• Resistência a reabsorção.
Características Superficiais do Cemento
• Com a idade, a superfície do cemento torna-se irregular.
• Grandes quantidades de cemento podem aparecer na zona
apical....
Envelhecimento do Cemento
• São corpos calcificados de cemento encontrados tanto
aderidos à superfície da raiz quanto livres no ligamento
periodonta...
Cementículos
• AVERY, James K. et al. Desenvolvimento e histologia bucal. 3ª ed.
Porto Alegre: Artmed, Liv. Santos, 2005.
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Histologia do Esmalte, Dentina, Polpa e Cemento

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Seminário de Escultura abordando o tema Histologia do Esmalte, Dentina, Polpa e Cemento.

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Histologia do Esmalte, Dentina, Polpa e Cemento

  1. 1. Universidade Estadual do Piauí – UESPI Campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira Clínica Escola de Odontologia – CEO Bacharelado em Odontologia Histologia do Esmalte, Dentina, Polpa e Cemento Escultura
  2. 2. • Amanda Lopes • Bruna Mouzinho • Lara Lysle • Raphael Machado • Valéria Sena Acadêmicos
  3. 3. Histologia do Esmalte
  4. 4. • Cristais de Hidroxiapatita são grandes, orientados e acondicionados dentro de uma estrutura semelhante a um bastão. Introdução Altamente mineralizado (96%) Acelular Matriz proteica Ausência de colágeno
  5. 5. • Apropriadas para duas funções principais: mastigação e proteção da dentina e polpa. • Cinco vezes mais duro que a dentina. • Resistência à fratura: arranjo entrelaçado dos cristais de hidroxiapatita nos bastões e pelo firme suporte pela dentina. • Componente orgânico: direciona o crescimento do cristal. Características físicas
  6. 6. • Baixo conteúdo orgânico adaptado para suportar ataques ácidos cariogênicos. • Cor: Características físicas Azulado Branco Amarelado
  7. 7. • Relativamente impermeável. • Esmalte superficial menos permeável que o profundo. • Esmalte oclusal mais duro e menos permeável que o cervical. Características físicas
  8. 8. • Componente cristalino do esmalte • Hidroxiapatita, carbonatos e metais. • Incorporação de elementos aos quais o indivíduo foi exposto durante a fase de desenvolvimento (cariostáticos ou cariogênicos). Características físicas
  9. 9. • Matriz orgânica do esmalte • Material orgânico, junto com a água, está distribuídos entre os cristais. • Possível papel: unir os cristais ou os bastões. • Proteínas e lipídios; produtos liberados por ameloblástos. • Componentes exógenos. Albumina Características físicas
  10. 10. • Bastão de esmalte • Unidade estrutural básica do esmalte. • Representa o “caminho mineralizado” percorrido pelo ameloblasto. • Cruzam-se uns com os outros. • Progridem a partir da JAD para a superfície. • Comprimento proporcional à espessura do esmalte. • Buracos de fechadura ou pá de remos – padrão 3 (corte transversal). Elementos estruturais do esmalte
  11. 11. • Bastão de esmalte Elementos estruturais do esmalte
  12. 12. Elementos estruturais do esmalte
  13. 13. • Junção amelodentinária • Natureza festonada e resultante aumento da área superficial, capacitam as duas matrizes distintas a entrelaçarem-se. • Proteínas – centros de enucleação para mineralização. Elementos estruturais do esmalte
  14. 14. Elementos estruturais do esmalte
  15. 15. • Fuso do esmalte • Originam-se da JAD. • Formados na fase de diferenciação da amelogênese. • Na formação da camada inicial do esmalte: extensões terminais do túbulo dentinário. • Dentes maduros: estruturas bulbosas encontradas na JAD. • Bordas incisais ou cúspides. • Profundos, não são sítios de cárie. Elementos estruturais do esmalte
  16. 16. Elementos estruturais do esmalte
  17. 17. • Tufos de esmalte • Originados da JAD. • Aparência de tufos de grama. • Formados durante o desenvolvimento do processo de Tomes e durante a elaboração inicial do esmalte. • Frequentes, regulares e periódicas, em fileiras. Elementos estruturais do esmalte
  18. 18. • Tufos de esmalte • Persistem à desmineralização. • Conteúdo orgânico (falha). • Igualmente possível que possam funcionar para ancorar dentina a esmalte e/ou distribuir forças da mastigação. Elementos estruturais do esmalte
  19. 19. Elementos estruturais do esmalte
  20. 20. • Lamelas do esmalte • Finas folhas de material orgânico que se estendem por toda espessura do esmalte. • Correm de incisal para cervical. • Formadas como resultados de falha local no processo de maturação (estresse na matriz durante a mineralização). • Possível área de permeabilidade (cárie oculta). Elementos estruturais do esmalte
  21. 21. Elementos estruturais do esmalte
  22. 22. • Rachaduras no esmalte • Mesma aparência das lamelas. • Material orgânico encontrado são produtos bucais, principalmente (Composição da película salivar, placa ou detritos alimentares). Elementos estruturais do esmalte
  23. 23. • Estriações transversais • Correm em ângulos retos com o eixo dos bastões. • Cortes que corram paralelos aos mesmos. • Relação com o ciclo de atividade de 24h dos ameloblastos. • Estruturas de repetição (2 a 6µm) Elementos estruturais do esmalte Aparência de escada aos bastões
  24. 24. Elementos estruturais do esmalte
  25. 25. • Estrias de Retzius • Aparência semelhante aos anéis de crescimento de árvores. • Corte transversal. Elementos estruturais do esmalte
  26. 26. • Aparência semelhante aos anéis de crescimento de árvores. • Corte transversal. Elementos estruturais do esmalte
  27. 27. • Estrias de Retzius • Também representam linhas de crescimento e assim como os anéis das árvores, não são linhas verdadeiras. • Apesar da aparência, em cortes longitudinais vê-se que não são linhas paralelas. • Espaçamento entre elas maior e não tão constante como em transversais (5 a 10 dias). • Aparência criada na fase secretora da amelogênese. • É proposto que elas podem impedir a progressão da cárie no esmalte. Elementos estruturais do esmalte
  28. 28. • Estrias de Retzius • Formam finas saliências na superfície do esmalte. • Periquimácias. • Formadas no limite entre um grupo de ameloblástos que pararam de secretar matriz e outro grupo que continuam secretando. • Superfície delicadamente enrugada. Elementos estruturais do esmalte
  29. 29. Elementos estruturais do esmalte
  30. 30. • Esmalte nodoso • Resulta de mudanças de trajetória ou de orientação dos bastões de esmalte. • Acredita-se que seu padrão de deposição fortaleçam o esmalte. Elementos estruturais do esmalte
  31. 31. • Bandas de Hunter-Schreger • Melhores observadas na luz refletida. • Série de bandas curvas alternadas claras e escuras. Elementos estruturais do esmalte Bastões cortados longitudinalmente: parazonas. Secção transversal: diazonas.
  32. 32. Histologia da Dentina
  33. 33. • Formada principalmente pelos produtos de secreção dos odontoblastos. • Protege a polpa e sustenta o esmalte. Introdução
  34. 34. • Tecido vital. • Os odontoblastos desempenham um papel estrutural na formação da matriz dentinária e os neurônios conduzem as informações sensoriais. • O componente principal da matriz dentinária é o colágeno. Introdução
  35. 35. • Responsável parcialmente pela cor da coroa do dente. • A sua composição lembra o osso mas difere por não conter células aprisionadas ou vasos sanguíneos e não ser continuamente remodelada. Introdução
  36. 36. • Capacidade reparadora limitada. • Dentina fisiológica nova ou reparadora pode ser adicionada suas faces mais profundas. Introdução
  37. 37. • Possui constituintes inorgânicos e orgânicos. • 70% mineral. • 20% matriz orgânica. • 10% água. Composição da matriz dentinária
  38. 38. • Não tem composição uniforme por todo o dente. • Pode variar em sua composição orgânica como também em sua dureza e conteúdo mineral em diferentes áreas do dente. Composição da matriz dentinária
  39. 39. • Essa diferença pode estar relacionada com a localização anatômica e/ou com o grau de esclerose dentinária. • O alto conteúdo orgânico e o fluido no interior dos túbulos dentinários permite que ela se deforme suavemente. Composição da matriz dentinária
  40. 40. • Embora outros minerais sejam encontrados na matriz dentinária, a hidroxiapatita Ca10(PO4)6(OH)2 é o principal componente inorgânico. Matriz inorgânica
  41. 41. • A proporção de cálcio/fosfato varia na dentina peritubular e intertubular. • O alto conteúdo mineral torna a mais dura do que o cemento ou o osso e mais macia do que o esmalte. Matriz inorgânica
  42. 42. • Colágeno é o maior constituinte. • Colágeno tipo I em maior quantidade que os tipos V e VI. Matriz orgânica
  43. 43. • As macromoléculas não-colagenosas da dentina podem ser classificadas em várias categorias genéricas. • Entre as proteínas não-colagenosas, a fosfoproteína dentinária é a principal constituinte. • Está associada ao colágeno na frente de mineralização. Matriz orgânica
  44. 44. • A sialoproteína dentinária é uma proteína fosforilada, altamente glicosada, que contém grandes quantidades de ácido siálico. • As proteínas Gla desempenham um papel significativo na mineralização. • A decorina, tem sido encontrado frequentemente na dentina. Matriz orgânica
  45. 45. • As glicoproteínas acidíferas são ricas em carboidratos e contém grupos acidíferos. • As duas proteínas mais proeminentes são: a osteonectina e osteopontina. Matriz orgânica
  46. 46. • Lipideos existem como um menor componente. • Fosfolipideos podem participar da mineralização. • Proteínas do plasma: albuminas plasmáticas e glicoproteínas. Matriz orgânica
  47. 47. • As vesículas matriciais são estruturas membranosas que brotam de células, como os odontoblastos. • As vesículas matriciais servem como sítios nucleadores para o fosfato de cálcio. • Contem nucleotídeos e algumas proteínas, incluindo anexina V e fosfatase alcalina. Papel das vesículas matriciais na mineralização da dentina
  48. 48. • Apresenta: • Conteúdo tubular; • Processos odontoblásticos; • Fibras nervosas. Dentina Figura 2.3: Estrutura da Dentina. D E N T I N A
  49. 49. • São canalículos ocos que atravessam a dentina e alojam os prolongamentos odontoblásticos. Túbulos dentinários Figura 2.4: Imagem de microscopia eletrônica por varredura. Os prolongamentos odontoblásticos (Odp) seguem no interior dos túbulos dentinários (cabeças de seta).
  50. 50. • A configuração do túbulos indica o trajeto seguido pelos odontoblastos durante a dentinogênese. Túbulos dentinários Figura 2.5: Corte por desgaste mostrando a curvatura primária em formato de S dos túbulos dentinários na coroa e o seu trajeto retilíneo na raiz.
  51. 51. • São cônicos e ramificados. • A porção mais estreita e a ramificação mais pronunciada ocorrem próximo à JAD/ JCD. Túbulos dentinários Figura 2.6: Ramificações terminais dos túbulos dentinários na dentina radicular (A) , na dentina coronal (B). (C) Eletromicrografia de varredura mostrando as ramificações.
  52. 52. • Apresentam um diâmetro maior e estão mais intimamente unidos, próximo a polpa. Túbulos dentinários Figura 2.7: Localização e tamanho dos túbulos dentinários na JAD (A) na polpa (B). A B
  53. 53. • Fibras nervosas – “Envolvem parcialmente o processo odontoblástico”. Túbulos dentinários Figura 2.8: Fibra nervosa encontrada no interior do túbulo dentinário.
  54. 54. Classificação da Dentina CLASSIFICAÇÃO Localização Padrão de Mineralização Padrão de Desenvolvimento
  55. 55. Classificação da Dentina Localização: Dentina do Manto Dentina Circumpulpar Dentina Peritubular Dentina Intertubular
  56. 56. • Dentina mais próxima à JAD da coroa. • Consiste em fibras colágenas grandes que correm perpendicularmente a JAD. • Não existe uma camada verdadeira de dentina do manto na raiz. Dentina do manto
  57. 57. Dentina do manto Figura 2.9: Dentina do manto e dentina circumpulpar.
  58. 58. • A maior parte da dentina subjacente a dentina do manto; • Delineia a câmara pulpar; • As fibras colágenas são menores e mais aleatoriamente orientadas. Dentina circumpulpar
  59. 59. Dentina circumpulpar Figura 2.10: Dentina do manto e dentina circumpulpar.
  60. 60. • Dentina circundante e mais próxima a cada túbulo. Dentina peritubular Figura 2.11: Dentina peritubular observada em corte por desgaste à microscopia eletrônica.
  61. 61. • É hipermineralizada. • Ausência de colágeno. • Em termos de desenvolvimento: Dentina peritubular Formada no interior do túbulo Dentina Intratubular
  62. 62. • Sob desmineralização a dentina intratubular praticamente desaparece. Dentina peritubular Bainha de Neuman = zona entre as dentina inter e intratubular Figura 2.12: Micrografia eletrônica de um corte desmineralizado mostrando tanto a perda mineral como o baixo conteúdo orgânico da dentina intratubular.
  63. 63. • Dentina localizada entre os túbulos dentinários. Dentina intertubular Figura 2. 13: Dentina intertubular observada em corte por desgaste à microscopia eletrônica.
  64. 64. Dentina intertubular “Consiste em uma rede firmemente entrelaçada de fibrilas de colágeno do tipo I nas quais os cristais de hidroxiapatita estão depositados”.
  65. 65. Classificação da Dentina Padrão de Mineralização Dentina Interglobular Camada Granulosa de Tomes Dentina Esclerótica
  66. 66. • Áreas de dentina não mineralizadas ou hipomineralizadas. Dentina interglobular Figura 2.14: Dentina interglobular. A, corte por desgaste; B, corte desmineralizado corado por hematoxilina-eosina; C, corte desmineralizado impregnado com nitrato de prata.
  67. 67. • Região da dentina onde os calcosferitos não chegam a fundir-se numa massa homogênea. • Frequentemente observada logo abaixo da dentina do manto. Dentina interglobular Calcosferitos = focos esféricos de hidroxiapatita Figura 2.15: Dentina interglobular
  68. 68. Camada granulosa de Tomes Figura 2.16: Corte por desgaste longitudinal da camada granulosa de Tomes. Resultado de pequenas áreas hipomineralizadas de dentina Pequenos espaços aprisionados que se formam ao redor dos túbulos dentinários
  69. 69. • Constituída por túbulos dentinários que se tornaram obliterados com material calcificado. Dentina esclerótica Figura 2.17: Microscopia eletrônica de varredura mostrando as terminações fechadas do túbulos esclerosados.
  70. 70. • A dentina assume uma aparência vítrea e torna-se translucida. • Comum no terço apical da raiz. Dentina esclerótica Figura 2.18: Dentina esclerótica na área apical da dentina radicular de um corte por desgaste. A ausência de túbulos (preenchidos por dentina esclerótica) causa esta aparência transparente.
  71. 71. Classificação da Dentina Padrão de Desenvolvimento Dentina Primária Dentina Secundária Dentina Terciária
  72. 72. Dentina primária e secundária Alteração da deposição de dentina primária para secundária Mudança no trajeto do túbulo dentinário Os túbulos são mais irregulares na dentina secundária
  73. 73. Dentina primária e secundária Figura 2.19: Corte por desgaste de dentina mostrando os túbulos dentinários acentuadamente curvados enquanto atravessam a dentina secundária.
  74. 74. • Resultado de processo patológico. • Ex.: Cárie. Dentina terciária Destruição da camada odontoblástica Migração das células da polpa Diferenciação das células da polpa Deposição de matriz de dentina desorganizada Aprisionamento das células na matriz Dentina terciária
  75. 75. • O limite entre a dentina secundária e terciária é abrupto. Dentina terciária Figura 2.20: Dentina reacional. Entre a dentina reacional e a dentina secundária existe uma pronunciada linha cálcio- traumática. Linha cálcio-traumática
  76. 76. Dentina terciária Rápida morte dos odontoblastos velhos TDs associados não se tornam escleróticos TDs ficam cheios de ar
  77. 77. Dentina terciária Figura 2.21: Dentina terciária. Observe os traços mortos sobrejacentes a dentina reacional. Note a dentina reparadora revestindo a dentina reacional. Dentina terciária
  78. 78. • Linhas incrementais de crescimento • Indicam a deposição diária de dentina. Outros aspectos estruturais Figura 2.22: Microrradiografia das linhas incrementais na dentina. Taxa diária de deposição: - aprox. 4 µm
  79. 79. Histologia da Polpa
  80. 80. • A polpa dentária consiste num tecido conjuntivo frouxo derivado das células da crista neural ou de células ectomesenquimáticas. • Funções: • Odontogênica; • Nutritiva; • Sensorial; • Defensiva. Introdução
  81. 81. Introdução Zona odontogênica Polpa propriamente dita Zona odontogênica
  82. 82. Introdução
  83. 83. • Fibroblastos; • Odontoblastos; • Células perivasculares; • Pericitos; • Células de Schwann; • Células endoteliais; • Células mesenquimais indiferenciadas. Células da polpa
  84. 84. • Células pulpares com extremidades diferenciadas, polarizadas, derivadas da crista neural do crânio. • Sintetiza e secreta as fibras e a matriz extracelular da pré-dentina e biomineraliza a dentina. Odontoblastos
  85. 85. Odontoblastos
  86. 86. Odontoblastos
  87. 87. • Células mais numerosas encontradas na polpa dentária. • Sintetiza e degrada a matriz extracelular pulpar. Fibroblastos
  88. 88. • Encontradas na polpa dentária intimamente associada à vascularização. • Proliferam em resposta a uma exposição iatrogênica da polpa dentária. Células perivasculares
  89. 89. • Também estão intimamente associados com os vasos sanguíneos na polpa. • São células progenitoras para odontoblastos de substituição. Pericitos
  90. 90. • Envolvem os processos nervosos com uma bainha de mielina. • Muitas células de Schwann são necessárias para recobrir um único axônio. Células de Schwann
  91. 91. • Revestem a luz dos vasos sanguíneos pulpares e contribuem com a lamina basal para a produção de colágeno. • Proliferam após a exposição pulpar numa tentativa de neovascularizar a área lesada durante o processo de cicatrização da ferida. Células endoteliais
  92. 92. • Rompimento da camada odontoblástica e lesão às células, inicia sinais quimiotáticos. • Complexos juncionais entre os odontoblastos adjacentes são rompidos. • Espaços intercelulares tornam-se preenchidos por fluido e proteínas derivadas do plasma. • Inicio da cascata da coagulação. Cicatrização após preparo cavitário
  93. 93. • Primeiro dia: • Odontoblastos reorganizaram e restabeleceram suas membranas plasmáticas; • Esses odontoblastos começam a secretar componentes da matriz extracelular. • Terceiro dia: • Funções metabólicas ainda não sincronizadas; • Complexos de junção oclusiva e comunicante não estão restabelecidos. Cicatrização após preparo cavitário
  94. 94. • Quinto dia: • Complexos juncionais comunicantes e oclusivos se restabelecem; • Quantidade de matriz extracelular produzida pelos odontoblastos começa a decrescer. • Décimo quarto dia: • Resposta inflamatória está terminada; • Camada odontoblástica está restabelecida. Cicatrização após preparo cavitário
  95. 95. Histologia do Cemento
  96. 96. • Tecido calcificado que recobre as raízes dos dentes • Similar ao osso. • Origem ectomesenquimática. Cemento
  97. 97. Cemento
  98. 98. • Não apresenta canais de Havers. • Não apresenta vasos sanguíneos e nervos na sua matriz. • É mais delgado na junção amelocementária e gradualmente aumenta de espessura em direção a ponta da raiz. Cemento
  99. 99. • Limitado a superfície radicular. • Em 30% dos dentes, encontra o esmalte em uma ponta aguda; e, em 10%, existe um pequeno intervalo entre os dois. Cemento
  100. 100. • Pesquisas recentes têm confirmado uma camada de cemento intermediária na superfície das raízes. • Camada amorfa de material não-colágeno, sem processos odontoblásticos ou cementócitos. Cemento Intermediário
  101. 101. Cemento Intermediário
  102. 102. • A camada incial de cemento depositada no cemento intermediário é acelular. • Quanto mais espesso o cemento, maior o número de lacunas presentes. Cemento Celular e Acelular
  103. 103. Cemento Celular e Acelular
  104. 104. • O cemento é depositado incrementalmente, com uma nova camada cementóide sendo depositada enquanto a camada anterior é calcificada. • Enquanto o cementóide se calcifica, cementoblastos são incorporados no interior do cemento. Cemento Celular e Acelular
  105. 105. Cemento Celular e Acelular
  106. 106. • Próximo a superfície, elas desenvolvem longos processos que se encontram nos canalículos irradiando-se do corpo celular • Os cementócitos das camadas profundas do cemento apresentam poucas organelas e estão em estágio de degeneração. Cemento Celular e Acelular
  107. 107. Cemento Celular e Acelular
  108. 108. • Ambos, o cemento celular e acelular, são depositados incrementalmente, com essas linhas sendo mais altamente mineralizadas do que aquelas do cemento adjacente. Cemento Celular e Acelular
  109. 109. • Sua superfície tem aparência de numerosos feixes de fibras. • Os feixes de fibras aparecem por toda a superfície da raiz. • Quanto mais delgado o cemento, mais superficialmente as fibras penetram na matriz. Características Superficiais do Cemento
  110. 110. Características Superficiais do Cemento
  111. 111. • Resistência a reabsorção. Características Superficiais do Cemento
  112. 112. • Resistência a reabsorção. Características Superficiais do Cemento
  113. 113. • Com a idade, a superfície do cemento torna-se irregular. • Grandes quantidades de cemento podem aparecer na zona apical. • Uma superfície radicular mais velha é menos povoada com feixes de fibras do que uma superfície radicular mais nova. Envelhecimento do Cemento
  114. 114. Envelhecimento do Cemento
  115. 115. • São corpos calcificados de cemento encontrados tanto aderidos à superfície da raiz quanto livres no ligamento periodontal. • São classificados como livres, aderidos ou embebidos. • Resposta ao trauma local ou à hiperatividade, e aparecem em grande quantidade em idosos. Cementículos
  116. 116. Cementículos
  117. 117. • AVERY, James K. et al. Desenvolvimento e histologia bucal. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, Liv. Santos, 2005. • NANCI, A. Ten Cate Histologia Oral – desenvolvimento, estrutura e função. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. • Centro de Ciências da Saúde UFPB, Morfologia da Dentina. Disponível em: <http://www.ccs.ufpb.br/morfologia/Dentina%20texto.pdf> • Histologia oral UFF, Dentina. Disponível em: <http://www.histologiaoraluff.blogspot.com.br/2012/11/dentina.html> Referências Bibliográficas
  118. 118. Obrigado pela Atenção!

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