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O Princípio Responsabilidade

da obra de :

Hans Jonas
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Unidade I: Transformação Da Essência
Da Ação Humana
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Exemplo da antiguidade
Características ...
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I.

Exemplo da Antiguidade

Coro de Antígona:
Muitas são as coisas prodigiosas sobre a terra
mas nenhuma mais prodigios...
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à mais velha das deusas, à Terra
eterna e infatigável, ano após ano ele lhe
rasga o ventre com a charrua, obrigandoa a ...
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Doma a fera agressiva acostumada à
luta, coloca a sela no cavalo bravo, e
mete a canga no pescoço do furioso
touro da m...
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Na criação que o cerca, só dois mistérios
terríveis, dois limites. Um, a morte, da qual em
vão tenta escapar. Outro, se...
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Homem e Natureza
 Terra percebida como regenerativa e imperecível
 Apesar de sua engenhosidade ilimitada, homem é
peq...
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II.

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Características das Éticas
Anteriores

não havia a questão do impacto futuro da técnica
ética era pe...
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III.

Novas Dimensões da
Responsabilidade

Vulnerabilidade da natureza
 Caráter acelerado e cumulativo das inovações
...
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IV.

Tecnologia Como “Vocação”
Da Humanidade

Homo faber prevalece sobre homo sapiens
 cria a partir do criado
 prep...
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V.

Velhos e Novos Imperativos

• dever de continuar a humanidade?
• futuro calculável forma a dimensão incompleta da
...
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VI.

Formas Anteriores de Éticas
Orientadas para o Futuro:
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Na religião, o
presente é
composto por
preceitos de
conduta para
obter
compensação no
futuro; não é
causa do futuro
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O homem político quer
que suas obras
permaneçam, mas sua
esfera de atuação, na
concepção prémoderna, é o presente
Utopia Moderna:
Marxismo
 Usar a técnica para
criar uma sociedade
ideal no futuro
 A ação se faz tendo
em vista um futur...
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VII.

O Homem Como Objeto
Da Tecnologia

Prolongação da vida
 Mudança de atitude face à morte
 Medicina e prolongaçã...
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VIII.

Dinâmica “Utópica” do
Progresso Técnico

• Tecnologia tornou os projetos utópicos
executáveis, mas o saber não ...
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IX.

O Vazio Ético

Qual a ética necessária à ação na civilização
tecnológica?
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Exemplo CPFL: Parceria
Máquina, Homem, Natureza
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... a sirene mudou a percepção. Silêncio de todos;
aquele barulho dizia que máquina também nasce e
que engenheiro pode...
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Os homens estavam todos com o sorriso
amarelo de uma emoção difícil deles mesmos
perceberem. Eles então pareciam não d...
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Uma sirene cortou os ares, assim que cortaram a fita.
Muitas casas passaram a ter mais luz à disposição.
Muitos disfar...
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O Princípio Responsabilidade

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Hans Jonas
POWERPOINT:
DIREÇÃO: JORGE FORBES
PRODUÇÃO: RODRIGO ABRANTES
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A transformação da essência da ação humana

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A apresentação faz uma introdução à obra do filósofo alemão Hans Honas, O Princípio Responsabilidade, uma das referências para se desenvolver uma ética para a civilização tecnológica.

Publicada em: Educação
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A transformação da essência da ação humana

  1. 1. 1
  2. 2. 2 O Princípio Responsabilidade da obra de : Hans Jonas
  3. 3. 3 Unidade I: Transformação Da Essência Da Ação Humana 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Exemplo da antiguidade Características das éticas anteriores Novas dimensões da responsabilidade Tecnologia como vocação da humanidade Velhos e novos imperativos Formas anteriores de éticas orientadas para o futuro O homem como objeto da técnica Dinâmica utópica do progresso técnico e exigências da responsabilidade Vazio ético
  4. 4. 4 I. Exemplo da Antiguidade Coro de Antígona: Muitas são as coisas prodigiosas sobre a terra mas nenhuma mais prodigiosa do que o próprio homem. Quando as tempestades do sul varrem o oceano, ele abre um caminho audacioso no meio das ondas gigantescas que em vão procuram amedrontá-lo:
  5. 5. 5 à mais velha das deusas, à Terra eterna e infatigável, ano após ano ele lhe rasga o ventre com a charrua, obrigandoa a maior fertilidade. A raça volátil dos pássaros captura, muita vez, em pleno vôo. Caça as bestas selvagens e atrai para suas redes habilmente tecidas e astuciosamente estendidas a fauna múltipla do mar, tudo isso ele faz, o homem, esse supremo engenho.
  6. 6. 6 Doma a fera agressiva acostumada à luta, coloca a sela no cavalo bravo, e mete a canga no pescoço do furioso touro da montanha. A palavra, o jogo fugaz do pensamento, as leis que regem o Estado, tudo ele aprendeu, a si próprio ensinou. Como aprendeu também a se defender do inverno insuportável e das chuvas malsãs. Vive o presente, recorda o passado, antevê o futuro. Tudo lhe é possível.
  7. 7. 7 Na criação que o cerca, só dois mistérios terríveis, dois limites. Um, a morte, da qual em vão tenta escapar. Outro, seu próprio irmão e semelhante, o qual não vê e não entende. Se não resiste a ele, é esmagado. Se o vence, o orgulho o cega e vira um monstro que os deuses desamparam. Só o governante que respeita as leis de sua gente e a divina justiça dos costumes mantém sua força porque mantém sua medida humana. Em mim só manda um rei: o que constrói pontes e destrói muralhas. Tradução: Millôr Fernandes
  8. 8. 8 Homem e Natureza  Terra percebida como regenerativa e imperecível  Apesar de sua engenhosidade ilimitada, homem é pequeno diante da natureza Criação da Cidade  Vida social não afetava a natureza
  9. 9. 9 II. 1. 2. 3. 4. Características das Éticas Anteriores não havia a questão do impacto futuro da técnica ética era pensada numa base de relações de indivíduo para indivíduo homem não era objeto da técnica transformadora ética era orientada por princípios que a mantinham restrita ao presente
  10. 10. 10 III. Novas Dimensões da Responsabilidade Vulnerabilidade da natureza  Caráter acelerado e cumulativo das inovações tecnológicas criam situações diante das quais o pensamento tradicional é impotente Direito ético da natureza?  Integrar a biosfera no conceito de bem humano Nota: certezas naturais não são as mesmas
  11. 11. 11 IV. Tecnologia Como “Vocação” Da Humanidade Homo faber prevalece sobre homo sapiens  cria a partir do criado  prepara o que será capaz de fazer  muda a qualidade da ação humana, muda a política Cidade universal como segunda natureza  distinção entre natural e artificial desaparece
  12. 12. 12 V. Velhos e Novos Imperativos • dever de continuar a humanidade? • futuro calculável forma a dimensão incompleta da responsabilidade
  13. 13. 13 VI. Formas Anteriores de Éticas Orientadas para o Futuro:
  14. 14. 14 Na religião, o presente é composto por preceitos de conduta para obter compensação no futuro; não é causa do futuro
  15. 15. 15 O homem político quer que suas obras permaneçam, mas sua esfera de atuação, na concepção prémoderna, é o presente
  16. 16. Utopia Moderna: Marxismo  Usar a técnica para criar uma sociedade ideal no futuro  A ação se faz tendo em vista um futuro do qual não se beneficiarão nem os atores, nem as vítimas, nem os contemporâneos 16
  17. 17. 17 VII. O Homem Como Objeto Da Tecnologia Prolongação da vida  Mudança de atitude face à morte  Medicina e prolongação da vida DECISÃO Controle do comportamento  Uso de medicamentos contornam as formas humanas para tratar problemas humanos Manipulação genética  Homem quer ser senhor de sua própria evolução
  18. 18. 18 VIII. Dinâmica “Utópica” do Progresso Técnico • Tecnologia tornou os projetos utópicos executáveis, mas o saber não acompanha os efeitos da transformação tecnológica • Necessidade de uma ética da responsabilidade correspondente ao nosso poder de transformação
  19. 19. 19 IX. O Vazio Ético Qual a ética necessária à ação na civilização tecnológica?
  20. 20. 20 Exemplo CPFL: Parceria Máquina, Homem, Natureza
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  22. 22. 22 ... a sirene mudou a percepção. Silêncio de todos; aquele barulho dizia que máquina também nasce e que engenheiro pode ser mãe. Enquanto o som da sirene decaía, começava a subir o dos fogos; todos rojões de um só tipo. A fumaça branca dos estouros lentamente desenhava no céu azul bandeirinhas brancas de benesses; fadas derramando sobre a estação seus melhores votos.
  23. 23. 23 Os homens estavam todos com o sorriso amarelo de uma emoção difícil deles mesmos perceberem. Eles então pareciam não dar muita bola, como se houvesse uma indiferença que o costume traz. As mulheres, as poucas ali presentes, não acham aquelas peças de aço e fios em nada parecidas com um recém nascido. Mal sabem elas que os homens também não acham um recém nascido em nada parecido com uma pessoa.
  24. 24. 24 Uma sirene cortou os ares, assim que cortaram a fita. Muitas casas passaram a ter mais luz à disposição. Muitos disfarçaram o choro emocionado por tanta beleza. Um transformador de luz pode transformar gente. Jorge Forbes, Transformando a Luz.
  25. 25. 25 O Princípio Responsabilidade da obra de : Hans Jonas POWERPOINT: DIREÇÃO: JORGE FORBES PRODUÇÃO: RODRIGO ABRANTES
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