Lisboa-Casablanca

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O que sabemos sobre Marrocos?

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Lisboa-Casablanca

  1. 1. Casablanca tem 3,6 milh ões de habitantes, cerca de tr ês vezes e meia mais do que Lisboa .
  2. 2. Estas raparigas s ão pedras preciosas, s ão flores, especiarias das ilhas odor íf eras ou cor ça s dos bosques. Em idade de andarem na escola, elas participam no entanto do tempo em que n ão havia emergido ainda a mulher mam íf era (nem “o leite da ternura humana”, como seguidamente se escreveu). O que as liga à – e as exclui da – ordem social, como um cord ão umbilical, é essa palavra que a um tempo é marca na carne e signo de perten ç a uma ordem, a palavra cicatriz.
  3. 3. Dia 9 de Julho é um dos feriados nacionais em Marrocos. Comemora-se o Dia da Juventude.
  4. 4. Essa inoc ên c ia desconcertante, essa eternidade maravilhada, tal como as estrelas mortas h á milh ões de anos mas das quais continuamos a receber a luz, nimbar ão sem que eu o saiba, com uma luz doce, invis ível , impalp áv e l, a fronte das raparigas-flores.
  5. 5. O meridiano traçado sobre Casablanca é o mesmo que passa junto a É v ora, atravessa a Serra da Estrela, corre perto de Vila Real de Tr ás - os-Montes.
  6. 6. Rosa comportava-se com a sua jovem amiga tal como lhe era permitido pelo seu estatuto de rapariga cicatriz, de rapariga marcada. A marca dela localizava-se mesmo ao princ íp io do seio esquerdo, no preciso local em que nascem e divergem os dois rios nutrientes b ás i cos, vitais, do vale feminino, o vermelho e o branco.
  7. 7. As autoestradas entre Fez e Taza e entre Rabat e Casablanca foram constru íd as por empresas portuguesas.
  8. 8. O motorista de t á xi, bravo pai de fam íl ia mas tagarela como uma gralha, desatou a rir-se. Ele admirava aquelas raparigas da noite que tinham coragem, algumas das quais se defendiam melhor do que os homens. Pisou o a acelerador e p ôs o s eu velho mas ainda s óli do ve íc ulo – um Plymouth – numa velocidade infernal, pelo que menos de meia hora depois Sofia se achava diante do portal envidraça d o e iluminado do aeroporto.
  9. 9. É poss ív el sair de Lisboa, partindo do aeroporto da Portela, às 14h05 e chegar a Casablanca, ao aeroporto Mohamed V, às 15h35 (hora local). O voo dura uma hora e dez minutos menos do que é preciso para chegar ao Funchal.
  10. 10. Zapata, tal como o ilustre mexicano da lenda, tornara-se invenc í vel. N ão era um cavalo branco o que ele montava, mas uma soberba ég u a negra, domada, d ócil. Tinha a seu lado uma rapariga-flor, uma menina do seu pa ís , uma n úmida. Haviam voltado a ser n ómadas , tal como tinham feito durante s éc u los os seus antepassados, os Nomados, os N úmidas. Diante deles, as fronteiras abrir-se-iam como as flores.
  11. 11. 618 quil óme tros separam Lisboa de Casablanca. Aproximadamente a mesma dist ân c ia que separa Faro de Braga.
  12. 12. O que sabemos sobre os marroquinos, sobre os seus h ábitos, os seus desejos? O que sabemos da literatura de Marrocos?
  13. 14. As Meninas da Num ídia Mohamed Leftah S ÉRIE MEDITERRÂNEO Num bordel de Casablanca, Rosa, Alm íscar da noite, Yasmin, Pequena Amêndoa, Nectarina e as suas companheiras começam uma noite de trabalho. Muito jovens, de uma beleza que contrasta com a sordidez do local, esperam, sob o olhar dos proxenetas Spartacus e Zapata, que a madrugada lhes traga os melhores clientes, «os homens dos poços». À medida que a noite avança, assistiremos ao perigoso jogo do poder e da sobrevivência e aos ritos de passagem deste universo subterrâneo e claustrofóbico, que alguns tentarão por todos os meios abandonar. As meninas da Numídia, romance de estreia de Mohamed Leftah e a primeira das suas obras a ser publicada em Portugal, é um relato cru e poético, que revela um escritor secreto e raro. «Mohamed Leftah é um hino ao romance.» Le Monde «Uma escrita ágil, crua e poética.» Libération 163 páginas | PVP 15,50
  14. 15. Mohamed Leftah Marrocos, 1946-Cairo 2008 « Mohamed Leftah nasceu em 1946 em Marrocos, em Ceuta, e estudou em Casablanca. Em Maio de 1968 era engenheiro em Paris e, enquanto as pedras eram arrancadas da calçada, entregava-se à poesia e ao álcool Passada a celebração, tornou-se informático, jornalista literário e escritor. Escreveu sempre em segredo, sem a preocupação de ser lido, até que em 2006 a editora francesa La Différence começou a publicar o conjunto das suas obras - um tesouro a que finalmente temos acesso. Mohamed Leftah era um homem de cultura. As suas referências iam de Ibn Battûta a Rimbaud, Levinas ou Todorov. Mas, diferente dos outros intelectuais, não negava os demónios interiores. Ia, muito pelo contrário, ao seu encontro. Sabia que a ascensão ao sublime passa por caminhos ínvios. E que os santos nem sempre desdenham de bordéis antes de subir ao altar». Serge Sanchez, Magazine Littéraire. «Mohamed Leftah é um hino ao romance.» Le Monde

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