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24. MONNI, Kirsi. LEAD ARTICLE:          31. TREBELS, Andreas H. Uma
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Pele e Ossos: Um olhar contemporâneo para o movimento

  1. 1. Pele e Ossos: Um olhar contemporâneo para o movimento1 Kiran - Giordani Gorki Queiroz2 1 Ensaio escrito como um dos produtos finais da Pesquisa Teórico/Prática “Pele e Ossos”. Projeto premiado com o Prêmio Klauss Vianna de Dança 2008. 1 Ensaio produzido para a pesquisa prática Pele e Ossos, da Cia. Etc., através do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, realizada entre janeiro e junho de 2008. 2 Bacharel em Fisioterapia pela “Hogeschool van Amsterdam – European School of Physiotherapy”, pesquisador do movimento, professor de dança contemporânea, coreógrafo e integrante da Cia. Etc.
  2. 2. Ao iniciar este projeto, eu conceito inicial do projeto, não tinha muita certeza de como mergulhamos nesta pesquisa eu poderia ajudar no seu com muito entusiasmo e desenvolvimento e execução. Fui dedicação. convidado pelos participantes da Cia. Etc. a oferecer orientação Uma pesquisa é um como fisioterapeuta sobre os processo de construção do aspectos anatômicos, fisiológicos conhecimento que tem como e biomecânicos do movimento, metas principais gerar novos dentro da pesquisa conhecimentos e/ou corroborar 2 teórico/prática Pele e Ossos, que ou refutar algum conhecimento eles haviam iniciado com o já existente. É basicamente um espetáculo Corpo-Massa: Pele e processo de aprendizagem tanto Ossos em 2007, pesquisa esta, do indivíduo que a realiza contemplada pelo Prêmio quanto do ambiente na qual ele Funarte de Dança Klauss está inserido. A pesquisa como Vianna. Além disso, eu deveria atividade regular também pode dar aulas de dança ser definida como o conjunto de contemporânea para o grupo, atividades orientadas e assim como, para os planejadas pela busca de um participantes das duas oficinas conhecimento. Ao contrário do oferecidas durante o projeto, grande desenvolvimento nas direcionadas a bailarinos e áreas das Ciências Naturais, atores da cidade do Recife. No Humanas e Exatas, a pesquisa decorrer do processo, entretanto, em Arte, e mais especificamente no intuito de poder melhor em Dança, parece ter ficado um desempenhar minhas funções, pouco defasada, e por isto, vem tive que me aprofundar nos tentando nas últimas duas temas pertinentes à pesquisa, décadas recuperar o tempo tais como: o bailarino em seus perdido. Creio que isto se deva a aspectos anatômicos, múltiplos fatores. Entre eles eu fisiológicos, cinesiológicos, gostaria de citar a mudança de biomecânicos e filosóficos; a paradigma que vem ocorrendo pedagogia em dança, o bailarino na Dança, a qual somente enquanto atleta e artista, seu recentemente, nestes últimos processo de formação e trinta anos, a dança aprimoramento técnico, técnicas acompanhando outras artes de educação somática e passa a ter um enfoque mais metodologias de pesquisa em conceitual. Outro fator dança. À medida que eu me importante é o surgimento no aprofundava nestes assuntos, âmbito internacional, neste através da revisão bibliográfica, mesmo período, dos cursos muitas questões começaram a universitários em Dança que surgir, e com elas a necessidade estimulariam a reflexão, o de tentar respondê-las. O grupo questionamento e a pesquisa. então aceitou os meus Outro ponto que em minha questionamentos e juntamente opinião também contribuiu para com os que já faziam parte do um certo atraso do interesse
  3. 3. pela pesquisa em dança é a primários dos movimentos, com extrema subjetividade que lhe é foco na função dos exercícios e característica, o que dificulta não em sua forma. Gostaríamos uma abordagem mais objetiva também de investigar como dentro dos parâmetros clássicos estas técnicas influenciam o da pesquisa e, não menos tônus muscular, a percepção importante, a dificuldade de que o bailarino tem de si mesmo estabelecer metodologias durante a execução de seus coerentes, eficientes e eficazes. movimentos e de como isto interfere no seu processo 3 No caso da Dança, é criativo. comum observar que os estudos geralmente usam metodologias O ponto de partida para a de outras áreas para responder abordagem deste a seus questionamentos. questionamento foi a seqüência Pesquisas que buscam respostas de exercícios apresentada à ou elucidações sobre conceitos companhia por um de seus como signo e significado integrantes, José W Júnior. Esta geralmente se apropriam de “aula” foi elaborada pela metodologias advindas da coreógrafa e bailarina francesa semiótica, enquanto Marianne Isson com a qual este questionamentos sobre o corpo integrante da Cia. Etc. trabalhou na dança usam metodologias por três anos. para pesquisa em Antropologia ou Filosofia. No caso do corpo- A minha função neste atleta e do treinamento em processo foi analisar esta dança, geralmente são seqüência de exercícios, pelo abordadas metodologias de prisma da Anatomia, da pesquisas produzidas nos Cinesiologia e da Biomecânica, campos da Educação Física e tentar identificar a função de Pedagogia. cada um deles dentro de uma ordem coerente e sistemática, e A presente pesquisa adaptá-los de forma a achar compromete-se a tentar uma máxima eficácia para sua encontrar respostas para aplicação aos corpos dos algumas perguntas que bailarinos da companhia. Para inquietam os integrantes desta que os participantes do projeto companhia ou, pelo menos, não assumissem um papel trilhar caminhos que nos passivo neste processo, decidi conduzam a elas. A pergunta- introduzi-los no conhecimento chave que desencadeou uma da Anatomia, da Cinesiologia e série de questionamentos se da Biomecânica através de aulas refere à aplicabilidade e teóricas, tentando, desta forma, efetividade das técnicas de incentivar a reflexão e o dança existentes na questionamento sobre estes contemporaneidade que focam assuntos numa tentativa de nos ossos e nas articulações elucidar sua importância para a como iniciadores e executores dança, para o dançarino, e
  4. 4. sobretudo, para o projeto em O mundo contemporâneo andamento. tende à interdisciplinaridade, ao híbrido, à aglutinação e soma de Durante este processo, conceitos e valores para chegamos a um ponto onde nos formação de novos. Estamos na perguntamos se o que época da reciclagem. Tendo isto estávamos fazendo era em vista, acredito que a melhor realmente pesquisa, pois não forma de estimular e desenvolver conseguíamos enquadrar nossa metodologias de pesquisa em metodologia em nenhum dos arte também seja aglutinar 4 exemplos supracitados. Através conhecimentos e métodos já do estudo de métodos de estabelecidos, para reciclá-los e pesquisa, conseguimos adaptá-los às nossas identificar que algumas necessidades atuais. características do nosso trabalho encaixavam-se em algumas Na função de pedagogo em metodologias já estabelecidas. dança, há algumas questões que Enquadramos o nosso método me acompanham já há muitos como pesquisa aplicada, pois anos. Como posso ajudar o tínhamos como objetivo gerar bailarino a melhor desempenhar conhecimentos para aplicação sua função de intérprete-criador, prática dirigidos à solução de levando em consideração tanto o problemas específicos aspecto técnico quanto o envolvendo realidades e artístico de seu treinamento? interesses locais. Quanto à Quais as atividades e práticas forma de abordagem, podemos que devem ser oferecidas ao qualificá-la como pesquisa bailarino em seu processo de qualitativa, devido ao fato de formação e aprimoramento considerarmos a existência de profissional, e que possam uma relação dinâmica entre ajudá-lo a desempenhar da mundo real (o nosso processo) e melhor forma possível o seu sujeito (integrantes da pesquisa), ofício? Como contribuir mais assim como a análise subjetiva eficientemente para sua desta relação e dos dados formação, levando em coletados. Para nós, o processo consideração que, na condição foi o foco principal. Quanto aos de um “corpo-atleta” ele precisa objetivos, enquadramo-nos na desenvolver habilidades físicas pesquisa exploratória, pois específicas para a dança e ao tentávamos nos aprofundar em mesmo tempo proteger-se de um conhecimento que ainda não lesões e, na condição de um dominávamos. Quanto ao “corpo-artista”, precisa exercitar procedimento técnico, e desenvolver sua criatividade, classificamos nosso processo sua sensibilidade, e sua como pesquisa-ação, por capacidade de reflexão sobre a tentarmos achar a resolução de arte que pratica? um problema coletivo. Comecei a dar aulas de dança moderna e
  5. 5. contemporânea e trabalho de maneira de executar o corpo para atores em meados movimento. dos anos 80 e, nesta época, eu achava que a maioria dos Os estudantes e professores tinha pouco profissionais, na maioria das embasamento teórico no que diz vezes, não eram estimulados a respeito a Anatomia, improvisar e desenvolver seu Cinesiologia e Pedagogia. As potencial criativo e artístico, aulas, em sua grande maioria, sendo usados apenas como eram apenas repetição de repetidores que tinham como objetivo básico a perfeição na 5 exercícios aprendidos em workshops e oficinas com outros repetição. Outro ponto que acho professores que também não importante é a ausência de eram tão bem informados sobre estímulo ao ato da reflexão, seja estes assuntos. O resultado ela de cunho artístico, estético, disto foi que muitos dos ou filosófico de uma maneira bailarinos da minha geração mais ampla. Nos últimos 20 acabaram adquirindo lesões de anos, porém, devido ao caráter crônico, por razão de surgimento de diversos cursos práticas não fundamentadas nas de graduação em dança, este leis biomecânicas que regem o quadro vem se transformando e corpo humano. tanto os criadores como os intérpretes vêm buscando novas Além do aspecto técnico do formas de abordar os aspectos ensino de dança, percebo que, técnicos, pedagógicos e artísticos no aspecto artístico e criativo, da dança. Vejo como tendência até pouco tempo, a grande atual a pesquisa, a reflexão, o maioria das aulas tinha um questionamento e a reciclagem formato bastante hierarquizado, de conceitos e práticas em ou seja, o professor apresenta os dança, no intuito de melhor exercícios e as variações entender e aprimorar esta arte coreográficas, e os bailarinos tão complexa e cheia de apenas as reproduzem, especificidades. buscando apenas a imitação da forma, pois, na maioria das Existem muitas vezes, os próprios professores proposições acerca da melhor não sabem a função dos forma de desenvolver as exercícios. Era como se a dança habilidades físicas e artísticas do não acontecesse no corpo do bailarino. A maioria delas, bailarino, mas sim no espelho. entretanto, parte da Segundo Llopart Castro (2007: compreensão básica de que 124): aulas de dança – sejam de balé clássico, moderno ou No ensino da dança atual, ainda contemporâneo - são suficientes. predomina a imitação do Não podemos esquecer que movimento perfeito, deixando-se atletas de outras modalidades de lado a percepção de cada no intuito de melhorar o seu indivíduo em relação à sua desempenho na sua atividade
  6. 6. específica, apropriam-se de outras técnicas e praticam-nas A educação somática é um campo paralelamente de acordo com teórico e prático que se interessa pela consciência do corpo e seu suas necessidades individuais. movimento. Muito embora o campo Acredito que, no caso do exista há mais de um século na bailarino contemporâneo, é Europa e na América do Norte, a importante que ele também volte denominação “educação somática” o seu olhar para outras práticas foi criada em 1995 pelos membros do Regroupement pour l’Éducation que possam ajudá-lo a Somatique (RES) em Montreal, desenvolver e aprimorar seu Canadá. Sob a denominação de 6 potencial técnico e artístico. educação somática reagrupam-se diferentes métodos, dentre os Questionar e investigar quais se destacam: Antiginástica, Pilates, Técnica de Alexander, formas coerentes e efetivas de Feldenkrais, Eutonia, Ginástica treinar o bailarino, respeitando Holística etc. todas as suas necessidades, é de vital importância para o Alguns estudos, Velloso desenvolvimento e (2006), Fortin& Long (2005), amadurecimento de habilidades Long (2002), Eddy (2006), necessárias à profissão, sejam Woodruff (1999), advogam que a elas físicas (capacidade aeróbica, integração de técnicas de força, equilíbrio, coordenação educação somática às técnicas etc.), ou artísticas (criatividade, de dança pode prover um expressividade, reflexão etc.). caminho no qual bailarinos possam, através de um Percebo, ainda, que, de aprimoramento da percepção forma geral, os bailarinos sabem sensorial de seus movimentos, muito pouco sobre o seu estar mais aptos para as instrumento de trabalho: o diversas demandas da prática da corpo. Este conhecimento pode dança contemporânea. Nas ajudá-los a utilizar seus corpos técnicas de Educação Somática com mais consciência e eficácia, o foco não é no corpo como prevenindo lesões. À medida que instrumento, um corpo na 3ª os bailarinos se interessarem pessoa, mas no corpo como sede pela Anatomia e pela da subjetividade e link com a Cinesiologia aplicadas à dança, consciência do individuo. O será mais fácil para eles importante não é o movimento entender os seus corpos, o que o corpo realiza, mas sim, movimento e as suas leis, como este movimento acontece; favorecendo a diminuição do quais suas qualidades internas e número de lesões que acometem o que se sente durante este estes artistas. Outro tipo de movimentar-se. trabalho que pode ajudar bastante os bailarinos a melhor O que significa dançar com se conhecerem, e a seus corpos, os ossos? É apenas uma são as, hoje, conhecidas como imagem, mais poética que técnicas de educação somática. objetiva, sem fundamento ou Segundo Bolsanello (2006: 100) aplicação prática? Qual a
  7. 7. sensação que este dançar me importante que a forma que o proporciona? Este dançar com os corpo assume enquanto o ossos reflete-se no meu executa. Se tentarmos chegar a movimento e no meu processo uma forma perfeita baseada no criativo? Isto interfere na criação corpo de outra pessoa (uso do da minha poética? Como? espelho) ou em um corpo ideal para a dança, iremos dificultar o Estas perguntas processo de programação de nortearam podo o nosso sinergias musculares naturais processo de pesquisa. Através da pelo córtex cerebral e cerebelo, 7 prática nas aulas ministradas ao será difícil aprimorar a nossa grupo e da reflexão sobre as interocepção, ou seja, a sensações sentidas por nós e percepção interna do pelos participantes das oficinas movimento, que é abertas, relatadas em diário, essencialmente individual e conseguimos identificar que o intransferível. foco da atenção nos ossos e articulações aumenta a 2. Menos é mais! consciência do movimento e Na perspectiva da ajuda o bailarino a se enraizar percepção interna (somática), e no seu corpo, aprofundando o do contato mais profundo com o contato consigo mesmo. movimento, abordamos a lei do Constatamos também, que os menor esforço como um modo movimentos se tornam mais para alcançar um melhor fáceis de executar e mais fluidos. desempenho cinestésico, que O cérebro não trabalha seria alcançado através da comandando músculos eliminação das chamadas individuais, ele trabalho “contrações parasitas”, ou seja, movimentando segmentos trabalho muscular corporais, os ossos, através de desnecessário ou sem função sinergias musculares. Quando para um determinado nos concentramos em movimento. Isto irá conferir estabelecer relações entre estes uma maior eficiência a segmentos os músculos ficam movimentação do bailarino. livres de tensões desnecessárias e o corpo como um todo Descobrir uma consegue se mover com mais dança/movimentação na qual o facilidade e fluidez. corpo/intérprete possa ser o mais funcional possível, tanto Existem dois conceitos com relação à técnica quanto fundamentais que norteiam esta com relação à expressividade, pesquisa: poderá talvez ajudar os 1. Forma segue função! bailarinos a atingir este nível de Na natureza, a forma desempenho no qual o corpo é sempre segue uma função. No encarado como um meio e não treinamento do bailarino, a como um fim em si mesmo. função de um determinado exercício deveria ser mais
  8. 8. Aprender a reconhecer como denominação para padrões de tensão qualquer tipo de processo em desnecessários e tentar eliminá- dança. Na montagem de los através do uso da respiração espetáculos, no desenvolvimento e do movimento focado nos de linguagens próprias, na ossos e nas articulações, podem investigação de métodos de levar o corpo a se mover de uma ensino, em estudos forma mais econômica e eficaz, coreográficos, no podendo assim desempenhar questionamento de valores melhor sua função enquanto culturais, entre tantos outros. 8 “corpo dançante”, ou “corpo que Vejo aqui três pontos se move”. importantes para considerar: primeiramente, existe no Durante a pesquisa, bailarino contemporâneo, a durante a nossa revisão necessidade do um bibliográfica, tentamos achar embasamento tanto teórico uma literatura que também quanto prático através da tivesse como proposta a pesquisa; em segundo lugar, a abordagem de alguns destes dificuldade encontrada em se questionamentos. Através dos desenvolverem metodologias trabalhos que encontramos, nós específicas para abordar percebemos que tais temas de questionamentos surgidos no pesquisa sobre o corpo, o seio desta comunidade artística movimento, sobre o bailarino na (bailarinos, coreógrafos, sua função de artista e atleta, professores, etc.) talvez seja um assim como pedagogia em empecilho para muitos e, em dança, ainda não foram terceiro lugar, é preciso ter amplamente abordados por cuidado com a tendência pesquisadores de dança. A contemporânea de se maioria dos artigos encontrados glamourizar e fashionizar a tudo, em nossa revisão bibliográfica e transformar mos o conceito de abordava estes temas pelo viés pesquisa em apenas mais uma da Fisioterapia, da Pedagogia, da palavra muito usada em sem Educação Física, etc. Talvez signififado real. porque, na Dança como campo da pesquisa, ainda não existam Ao final deste processo metodologias amadurecidas tenho muito mais perguntas do através do processo empírico. A que respostas. Sei que achamos maioria dos pesquisadores ainda um caminho para tentar está tentando delimitar respondê-las: o questionamento, questões/problemas pertinentes a reflexão e a pesquisa. Temos a à especificidade da Dança e intenção de dar continuidade a achar metodologias coerentes e este processo através de outro efetivas para abordá-las. projeto no qual desejamos aplicar os resultados A palavra “pesquisa” tem encontrados, ou seja, a aula, a sido muito usada, quase um maior número de bailarinos. banalizada, nos últimos anos Queremos, com isto, verificar se
  9. 9. esta forma de abordagem do Muitas pesquisas ainda treinamento em dança pode precisam ser feitas nesta área; ajudá-los em seus processos metodologias precisam ser individuais, como intérpretes- testadas e melhor definidas, com criadores e como isto acontece. questionamentos e objetivos Aqui nos deparamos com a mais claros e relevantes para a dificuldade de se estabelecer comunidade da dança. índices e parâmetros para serem utilizados em pesquisas futuras. O que devemos utilizar para 9 identificar os efeitos desta técnica nos corpos e nas Referências: subjetividades dos bailarinos? Quais os melhores métodos para 1. ABRÃO, Elisa. As relações entre coleta de dados? Como validar arte e tecnologia: a dança as nossas escolhas e os nossos híbrida do Cena 11. In: Revista métodos? Que modelos Pensar a Prática, vol. 10, no. 2, metodológicos seguir? 2007. 2. ASSUMPÇÃO, Andréa Christina Rufino. Balé clássico e a dança Acredito que para contemporânea na formação estimular o interesse pela humana: caminhos para a pesquisa em dança é necessário emancipação. Paraná: Pensar a fomentar projetos que tenham Prática 6: 1-19, Jul./Jun. 2002- como foco o processo reflexivo 2003. sobre a ação criadora, seja ela 3. BARKER, Sarah. (1991). A cênica ou pedagógica. É através técnica de Alexander: deste exercício de indagação e aprendendo a usar seu corpo reflexão que podemos para obter a energia total. São desenvolver, consolidar e Paulo: Summus Editorial, 1991. aprimorar epistemologias e 4. BOLSANELLO, Débora. metodologias que melhor sirvam Educação somática: o corpo enquanto experiência. Rio aos questionamentos sobre a Claro, Motriz, v.11 n.2 p.99-106, dança, favorecendo, assim, um mai./ago. 2005. aprofundamento e um 5. BRAGA, Marcos Moreira; reconhecimento desta arte tão BRAGA, Denise Botelho de repleta de especificidades como Oliveira. Manual para uma “área específica do elaboração de artigos conhecimento”. científicos. FAMATH, Niterói, RJ, 2007. Estamos no começo desta 6. CASTRO, Daniela Liopart. O jornada. Terminar esta pesquisa aperfeiçoamento das técnicas com tantas perguntas foi o de movimento em dança. Porto resultado mais proveitoso que Alegre, Movimento; v.13, n. 01, poderíamos ter. Agora temos a p.121-130, janeiro/abril de 2007. certeza da relevância de projetos 7. CLIPPINGER, Karen Sue. Dance como este e esperamos que mais Anatomy and Kinesiology. indivíduos e grupos se Illinois; Human Kinetics, 2007. interessem por este tema.
  10. 10. 8. Da SILVA, Maria Graziela 16. GODARD, Hubert. Gesto e Mazziotti Soares & SCHWARTZ, percepção. In: SOTER, Silvia, Gisele Maria. Por um ensino PEREIRA, Roberto (orgs.). Lições significativo da dança. de dança. No. 3. Rio de Janeiro: Movimento - Ano VI - Nº 12 - UniverCidade, 2002. pp. 11-35. 2000/1. 17. GREEN, Jill, Ph.D. Foucault and 9. DA SILVA, Maria Graziella the Training of Docile Bodies Mazziotti Soares e SCHWARTZ, in Dance Education. The Gisele Maria. A Expressividade Journal of the Arts and Learning na Dança: Visão do Special Interest Group of the Profissional. Revista MOTRIZ - American Education Research 10 Volume 5, Número 2, Association. 2002-2003 Volume Dezembro/1999. 19, Number 1. 10. DIBOIS, Kitsou. Analogy 18. KATZ, Helena (1994). Um. Dois, between Training for Dancers Três. A Dança é o Pensamento and Problems of Adjustmnet to do Corpo. FID Editorial, 2005. Microgravity: An Evaluation of 19. LAWRENCE, W.G. (2008). LEAD the Subjective Vertical in ARTICLE: choreography and Dancers. Paris. Acta creativity. Astronautica Vol. 25, No. 8/9, (http://choreograph.net/articles pp. 605-613, 1991. /choreography-and-creativity) 11. DINIZ, Isabel Cristina Vieira 20. LONG, Warwick. Sensing Coimbra (2004). Programa de Difference: Student and Dança Experimental. Anais do Teacher Perceptions on the 2º Congresso Brasileiro de Integration of the Feldenkrais Extensão Universitária. Belo Method of Somatic Education Horizonte – 12 a 15 de setembro and Contemporary Dance de 2004. Technique. New Zealand, Tese 12. DYCHTWALD, Ken. para o mestrado em Educação CORPOMENTE: uma síntese Física na Universidade de dos caminhos do oriente e do Ontago, Dunedin, New Zealand. ocidente para a auto- 2002. consciência, saúde e 21. MCKECHNIE, Shirley. crescimento pessoal. São Movement as Metaphor: The Paulo: Summus Editorial, 1984. Construction of Meaning in the 13. ECO, Humberto. Como se faz Choreographic Art. Apresentado uma tese. São Paulo: na 7a Conferência Internacional Perspectiva, 21 ed. 2007. sobre Música, Percepção e 14. EDDY, Martha (2006). The Cognição, Sydney, Australia. Practical Application of Body- July 2002. Mind Centering® (BMC) in 22. MIRANDA, Regina. CORPO- Dance Pedagogy. New York: ESPAÇO: aspectos de uma Journal of Dance Education geofilosofia do corpo em Volume 6, Number 3 2006. movimento. Rio de Janeiro: 15. FORTIN, Sylvie & LONG, 7Letras, 2008. Warwick. Percebendo 23. MOEHLECKE, Vilene e Diferenças no Ensino e na FONSECA, Tânia M. Galli (2005). Aprendizagem de Técnicas de Da Dança e do Devir: O corpo Dança. Movimento, Porto Alegre, no Regime Sutil. Revista do v. 11, n. 2, p.9-29, maio/agosto Departamento de Psicologia - de 2005. UFF, v. 17 - nº 1, p. 29-44, Jan./Jun. 2005
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