O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.
Camões Miguel Torga
Nem tenho versos, cedro desmedido
Da pequena floresta portuguesa!
Nem tenho versos, de tão comovido
Que fico a olhar de longe tal grandeza.
Quem te pode cantar, depois do Canto
Que deste à pátria, que to não merece?
O sol da inspiração que acendo e que levanto
Chega aos teus pés e como te arrefece.
Chamar-te génio e justo, mas é pouco.
Chamar-te herói, é dar-te um só poder.
Poeta dum império que era louco,
Foste louco a cantar e louco a combater.
Sirva, pois, de poema  este respeito
Que te devo e professo,
Única nau do sonho insatisfeito
Que não teve regresso!
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Joanafonseca Tiago Afonso8 A

1.080 visualizações

Publicada em

Publicada em: Tecnologia, Espiritual
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Joanafonseca Tiago Afonso8 A

  1. 1. Camões Miguel Torga
  2. 2. Nem tenho versos, cedro desmedido
  3. 3. Da pequena floresta portuguesa!
  4. 4. Nem tenho versos, de tão comovido
  5. 5. Que fico a olhar de longe tal grandeza.
  6. 6. Quem te pode cantar, depois do Canto
  7. 7. Que deste à pátria, que to não merece?
  8. 8. O sol da inspiração que acendo e que levanto
  9. 9. Chega aos teus pés e como te arrefece.
  10. 10. Chamar-te génio e justo, mas é pouco.
  11. 11. Chamar-te herói, é dar-te um só poder.
  12. 12. Poeta dum império que era louco,
  13. 13. Foste louco a cantar e louco a combater.
  14. 14. Sirva, pois, de poema este respeito
  15. 15. Que te devo e professo,
  16. 16. Única nau do sonho insatisfeito
  17. 17. Que não teve regresso!

×