“ Peregrinação” TORGA, Miguel Coimbra, 17 de Setembro de 1953.
“ Corro o mundo à procura dum poema
Que perdi não sei quando, nem sei onde.
Chamo por ele, e a voz que me responde
Tem o timbre da minha, desbotado.
Às vezes no mar largo ou num deserto
Parece-me que sim, que o sinto perto
Da inspiração;
Mas sigo afoito em cada direcção,
E é o vazio passado
Acrescentando…
Areia movediça ou solidão
Teimoso lutador, não desanimo.
Olho o monte mais alto e subo ao cimo,
A ver se ao pé do céu sou mais feliz.
Mas aí nem sequer ouço o que digo;
O silêncio de Orfeu vem ter comigo
E nega os versos que afinal não fiz. ”
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Ines Alexandre Beatriz Grilo8 B

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  1. 1. “ Peregrinação” TORGA, Miguel Coimbra, 17 de Setembro de 1953.
  2. 2. “ Corro o mundo à procura dum poema
  3. 3. Que perdi não sei quando, nem sei onde.
  4. 4. Chamo por ele, e a voz que me responde
  5. 5. Tem o timbre da minha, desbotado.
  6. 6. Às vezes no mar largo ou num deserto
  7. 7. Parece-me que sim, que o sinto perto
  8. 8. Da inspiração;
  9. 9. Mas sigo afoito em cada direcção,
  10. 10. E é o vazio passado
  11. 11. Acrescentando…
  12. 12. Areia movediça ou solidão
  13. 13. Teimoso lutador, não desanimo.
  14. 14. Olho o monte mais alto e subo ao cimo,
  15. 15. A ver se ao pé do céu sou mais feliz.
  16. 16. Mas aí nem sequer ouço o que digo;
  17. 17. O silêncio de Orfeu vem ter comigo
  18. 18. E nega os versos que afinal não fiz. ”

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