Evolução do pensamento geográfico

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A evolução da ciência geográfica, suas principais correntes do pensamento e suas características.

Publicada em: Tecnologia, Turismo
  • mestrado at geografo of rio de janeiro
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  • Professor gostei do seu trabalho, quero lhe informar que adicionarei algumas imagens e adaptar a minha proposta de trabalho. E solicitar nessas alterações sejam cedidas e posteriormente divulgadas aqui no slideshare. Aguardo sua autorização.
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Evolução do pensamento geográfico

  1. 1. SISTEMATIZAÇÃO DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO
  2. 2. I - O que é a geografia? <ul><li>É a ciência responsável pela simples descrição da Terra (do grego: geo = Terra; grafia = estudo); </li></ul><ul><li>Ciência que explicar as diferenças entre os lugares . Para isso, precisamos estudar as relações espaciais responsáveis por tais diferenças; </li></ul><ul><li>É a ciência que procura compreender o Homem como transformador do espaço natural.( Espaço Geográfico ) </li></ul>
  3. 3. II.CORRETES DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO <ul><li>Escola do determinismo </li></ul><ul><li>fundada por Friedrich Ratzel (alemão); </li></ul><ul><li>“ o Homem como produto do meio” </li></ul><ul><li>“ Idéia de espaço vital”; </li></ul><ul><li>justificou o expansionismo alemão; </li></ul><ul><li>As condições de desenvolvimento e do </li></ul><ul><li>subdesenvolvimento é fruto do meio; </li></ul><ul><li>È uma corrente geográfica tradicional. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Escola do Possibilismo </li></ul><ul><li>Escola francesa; </li></ul><ul><li>Fundada por Paul Vidal de La Blache , </li></ul><ul><li>Afirmar que a Natureza exerce influência sobre o Homem, mas este pode escolher e modificar o ambiente natural conforme suas possibilidades técnico-científicas; </li></ul><ul><li>Tinha o propósito de combater a escola alemã e justificar o colonialismo afro-asiático francês. </li></ul><ul><li>“ O subdesenvolvimento pode ser superado com o contato entre gêneros de vidas diferentes”. </li></ul>
  5. 5. Escola pragmática ou teorética <ul><li>Inseriu: </li></ul><ul><li>Surgiu após a 2 guerra mundial; </li></ul><ul><li>Metodologia científica; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de teorias; </li></ul><ul><li>Técnicas estatísticas e matemáticas </li></ul><ul><li>A abordagem sistêmica; </li></ul><ul><li>“ O subdesenvolvimento é uma fase obri gatória a ser superada para atingir o desenvolvimento”. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Método Regional de Hartshorne. </li></ul><ul><li>Emerge na Europa e nos Estados unidos; </li></ul><ul><li>Embora o método regional tenha merecido a atenção dos estudiosos desde o século XVIII e XIX, somente a partir da década de 40 do </li></ul><ul><li>século XX, ganhou maior evidência; </li></ul><ul><li>Estudos das diferenciações das áreas; </li></ul><ul><li>passa a fazer um estudo particularizado de cada área. É preciso criar uma geografia de nível regional para saber o potencial de cada região para melhor explorá-las de maneira. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Geografia Crítica </li></ul><ul><li>nos anos 60; </li></ul><ul><li>Movimento de renovação da geografgia; </li></ul><ul><li>É conhecida como a geografia do mundo sub- desenvolvido; </li></ul><ul><li>Seus principais teóricos foram, os geógrafos franceses Pierre George e Yves Lacoste. No Brasil, destaca o nome de Milton Santos; </li></ul><ul><li>O conhecimento científico deve servir como “arma” para mudar a situação vigente; </li></ul><ul><li>O subdesenvolvimento é fruto de um processo, histórico, de situação de colônia, no passado, </li></ul><ul><li>e de economia periférica, no presente. </li></ul>
  8. 8. III. Princípios Metodológicos <ul><li>Princípio da Extensão (Ratzel): É preciso delimitar o fato a ser estudado , localizando-o na superfície terrestre. </li></ul><ul><li>Princípio da Analogia (Ritter e La Blache): É necessário comparar o fato ou área estudada com outros fatos ou áreas da superfície terrestre buscando as semelhanças e diferenças; </li></ul><ul><li>Princípio da Conexidade ( Brunhes): Estabelece que os fatos geográficos físicos ou humanos nunca aparecem isolados há sempre elos de interdependência. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Princípio da Causalidade </li></ul><ul><li>(Humboldt): Segundo este princípio, é preciso se estabelecer as causas e as conseqüências dos fatos. Ele é a base da Geografia Moderna. </li></ul><ul><li>Princípio da Atividade (Jean Brunhes): Para este princípio, os fatos têm caráter dinâmico e mutável, o que implica conhecer o passado para entender o presente e, se possível prever sua evolução. </li></ul>
  10. 10. IV. Campo de Estudo <ul><li>Podemos dividir a Geografia em: </li></ul><ul><li>Geografia Geral: preocupa-se com os fenô-menos sob uma dimensão mundial; </li></ul><ul><li>Geografia Regional: Prende-se ao estudo de uma área restrita da superfície terrestre; </li></ul><ul><li>Geográfica Física: estuda o espaço natural; </li></ul><ul><li>Geografia Humana: Analisa o homem e seu relacionamento com o meio geográfico; </li></ul><ul><li>Geográfica Econômica: Estuda a produção, circulação e distribuição de riquezas. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Geografia física é subdividida em: </li></ul><ul><li>Geomorfologia – o relevo e suas formas. </li></ul><ul><li>Climatologia – estuda o clima </li></ul><ul><li>Hidrologia – estuda as águas superficiais. </li></ul><ul><li>Cartografia – representa em mapas, os fatos geográficos. </li></ul><ul><li>Biogeografia – estuda a distribuição dos animais e vegetais na superfície terrestre. </li></ul>
  12. 12. Geografia humana é subdividida em: <ul><li>Geografia da População – distribuição, composição e mobilidade; </li></ul><ul><li>Geografia Urbana –cidade e suas funções </li></ul><ul><li>Geografia Agrária – estuda as atividades primárias ligadas ao meio rural. </li></ul><ul><li>Geografia das Indústrias – distribuição industrial e os fatos ligados ao setor; </li></ul><ul><li>Geografia dos Serviços – as atividades ligadas ao setor terciário da economia. </li></ul>
  13. 13. Ciências Afins CIÊNCIAS AFINS GEOGRAFIA CARTOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA CLIMATOLOGIA GEOMORFOLOGIA HIDROGRAFIA BIOGEOGRAFIA <ul><li>GEOGRAFIA HUMANA </li></ul><ul><ul><li>POPULAÇÃO </li></ul></ul><ul><li>URBANA </li></ul><ul><li>AGRÁRIA </li></ul><ul><li>INDÚSTRIA, ETC </li></ul><ul><ul><li>GEOPOLÍTICA </li></ul></ul><ul><li>GEOGRAFIA POLÍTICA </li></ul>POLÍTICA <ul><ul><li>ASTRONOMIA </li></ul></ul><ul><ul><li>BIOLOGIA </li></ul></ul><ul><ul><li>FÍSICA </li></ul></ul><ul><ul><li>GEOLOGIA </li></ul></ul><ul><ul><li>QUÍMICA </li></ul></ul><ul><ul><li>ECONOMIA </li></ul></ul><ul><ul><li>ESTATÍSTICA </li></ul></ul><ul><ul><li>HISTÓRIA </li></ul></ul><ul><ul><li>MATEMÁTICA </li></ul></ul><ul><ul><li>SOCIOLOGIA </li></ul></ul>
  14. 14. <ul><li>CONCLUSÃO </li></ul><ul><li>Não podemos compreender esse momento atual da geografia se não tivermos uma visão mais abrangente do seu desenvolvimento no tempo. </li></ul><ul><li>procuramos estabelecer o seguinte esquema seqüencial da fase tradicional (pré-1950), e Nova Geografia, até a Geografia Radical (pós- 1950) </li></ul>

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