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A semiótica

  1. 1. A SEMIÓTICA A ciência de todos os sistemas de signos
  2. 2. Semiótica e Sistemas Inteligentes Curso de Pós graduação-FAAC-UNESP Adenil Alfeu Domingos
  3. 3. Detalhes do Curso E-mail - adenil@faac.unesp.br – Sala 02 - A – Tel- 32344590 (residencial) – 31036066 ou 6063 (departamento) – Celular 96215583 (014) • Grupo de Estudos – GETESP • Reunião – 2as.feiras – 19 às 21:30 • Local : sala de reunião do DCS
  4. 4. Bibliografia Básica • Winfried Nöth - “Handbook of Semiotics” - Indiana University Press, 1995 • Charles S. Peirce - “Collected Papers of Charles S. Peirce” e Writtings • Santaella,L. Imagem. Coginição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras. 1999 • Aplicações Semióticas. • Machado, I. Escola de Semiótica: a experiência de Tártu- Moscou para o estudo da cultura. São Paulo,Ateliê Editorial, 2003 • Greimas e Courtés. Dicionário de Semiótica. São Paulo: Cultrix, 1978 • SUÁREZ, Lizet Liñero. Conhecimento sensorial: uma análise segundo a perspectiva semiótica computacional. Mestrado – Unicamp. 2000 (orientação de Ricardo Ribeiro Gudwin
  5. 5. A semiótica dos sistemas inteligentes • A semiótica apresenta uma teoria sólida e promissora para a representação e uso de diferentes tipos de conhecimentos em sistemas naturais e artificiais • A Semiótica computacional não trata da análise tecnológica dos aparelhos, p. ex., mas de tipos de conhecimentos elementares em sistemas inteligentes • Tenta responder perguntas como quais os tipos de sensores utilizados por sistemas artificiais
  6. 6. Ementa Prevista • Inteligência, Conhecimento e Entendimento – Precursores na Filosofia • Aristóteles, Scoto, Descartes Locke, Leibniz, Kant – Movimentos Filosóficos Pertinentes • Metafísica, Monadologia, Estruturalismo, Construtivismo, Pós-Modernismo, Semiótica Semiótica: que é ? Do que trata ? Quem usa? – Histórico da Semiótica e as semióticas • Semiótica Peirceana – Fundamentos • Ontologia, fenomenologia, faneroscopia, categorias
  7. 7. Ementa Prevista • Semiótica Peirceana – Definição de signo, Tipos de Signos, Tricotomias básicas, 10 classes de signos • Outros Modelos de Signos – Comparação entre diferentes propostas semióticas • Biosemiótica; Semiologia; Semiótica Francesa – Umwelt, Endosemiose, Exosemiose • Semiótica e Sistemas Inteligentes – O modelo de Meystel, o modelo de Pospelov, o modelo de Deacon e o modelo de Gudwin – Semiótica Computacional e ferramentas de desenvolvimento
  8. 8. Sistemas Inteligentes • Sistemas Inteligentes – sistemas que exibem um comportamento considerado inteligente • Definições na Literatura filosófica – existem em profusão, desde as mais ingênuas, até as mais elaboradas e detalhadas – polêmicas – incompletas • Palavra-Chave – Inteligência – O que é isso ?
  9. 9. Inteligência • O que é inteligência ? • Ela Conhecimento; raciocínio; pensamento; idéias – Capacidade de: – A) resolver problemas – B) compreender uma situação – C) planejar o futuro e realizar ações de modo que os plano se concretizem – D) aprender coisas novas – E) atingir objetivos – F) determinar objetivos
  10. 10. A bioluminescência: vírus inteligentes • Processo bioquímico utilizado por animais e algas marinhas, resultando na produção de luz, por meio da oxidação de uma proteína chamada Luciferina por uma enzima chamada Luciferase. • Bactérias luminescentes aprisionadas em pontos específicos do corpo de algumas espécies de peixes. Como neste caso não há o controle nervoso deste processo, comumente existem membranas que podem cobrir e descobrir o sítio luminoso de acordo com a necessidade do peixe. • A função ecológica da bioluminescência é ainda pouco compreendida, mas já se sabe que em muitos casos está associada a: • - iluminação do campo de visão - atração de presas através de iscas luminosas - reconhecimento de diferentes espécies - reconhecimento de parceiros sexuais - adaptações contra predação • - formação de sociedades de defesa de espécie é processo característico em peixes das regiões profundas dos oceanos, onde há a rarefação ou mesmo a ausência total de luz natural.
  11. 11. Inteligência • Sabemos o que é inteligência ? – Podemos avaliar se algum sistema em particular (natural ou artificial) é ou não inteligente – Podemos determinar diversos atributos para um sistema que consideremos inteligente – Não temos uma definição geral e completa para o que seja inteligência • Podemos dizer algumas coisas sobre a inteligência – existe em diferentes níveis (intensidades) – atua sobre diferentes domínios (múltiplas inteligências) – é uma propriedade composta e derivada – em seres humanos, pode ser desenvolvida
  12. 12. Inteligência • Quem se interessa por estudá-la ? – Filósofos - para entendê-la – Educadores - para desenvolvê-la em seres humanos – Engenheiros - para criar sistemas que a possuam • Desde quando a estudam ? – Desde os primeiros filósofos gregos • Áreas do conhecimento que lhe são afins – Filosofia (do pensamento), Pedagogia (desenvolvimento da inteligência), Biologia celular (comunicação celular), Medicina (sistemas imunológicos), Etologia (inteligência nos animais), Psicologia e Psiquiatria (distúrbios da inteligência), Engenharia dos Materiais (materiais inteligentes), Política (como negociar), Retórica (como convencer), Computação (sistemas inteligentes), etc ...
  13. 13. Taxonomia das Inteligências • Inteligência Natural (Análise) – Inteligência de compostos materiais – Inteligência em compostos orgânicos – Inteligência celular – Inteligência em animais – Inteligência no homem • desenvolvimento, terapêutica em distúrbios, modelagem, uso • Inteligência Artificial (Síntese) – dispositivos mecânicos/materiais – dispositivos eletrônicos (computadores) – software
  14. 14. Inteligência e Semiótica • O que tem a haver Inteligência com Semiótica ? – Semiótica é o estudo dos processos de significação • como signos são criados • como signos são usados • como signos “significam” – uma das vertentes mais recentes no estudo dos sistemas inteligentes, identifica a capacidade de processar signos como a fonte da inteligência, em todas as classes de sistemas • Ou seja, – um sistema é inteligente porque processa signos – sua inteligência dependerá da quantidade e dos tipos de signos que está apto a processar – estudar semiótica é a chave para o entendimento dos sistemas inteligentes, e a criação de sistemas que sejam mais inteligentes
  15. 15. O SIGNO E SUAS RELAÇÕES - Signo em si: Qualisigno (Tone), Sinsigno (Token), Legisigno (type); - Signo em relação com o Objeto: Índice, Ícone e Símbolo; - Signo em relação com o Interpretante: Rema, Dicisigno, Argumento. - Qualisigno (Tone): "é uma qualidade que é um Signo" (tom de voz, vestuário, etc); - Sinsigno (Token ou "ocorrência"): "é uma coisa ou evento existente e real que é um Signo" (por exemplo, todos os /o/ deste texto); - Legisigno (Type ou "tipo"): "é uma lei que é um Signo" (traduz- se nos sinsignos, que são as suas "ocorrências"; exemplo: o artigo definido "o", que se traduz nos /o/ deste e de outros textos); -
  16. 16. A relação signo - objeto Ícone: "é um signo que se refere ao Objeto que denota apenas em virtude dos seus caracteres próprios, caracteres que ele igualmente possui quer um tal Objeto realmente exista ou não"; "qualquer coisa, seja uma qualidade, um existente individual ou uma lei, é Ícone de qualquer coisa, na medida em que for semelhante a essa coisa e utilizado como um seu signo" (inclui, como sub- categorias, as imagens, os diagramas e as metáforas; exemplos: fotografias, desenhos, diagramas, fórmulas lógicas e algébricas, imagens mentais, etc.); - Índice: "é um signo que se refere ao Objeto que denota em virtude de ser realmente afetado por esse Objeto" (funda-se não na semelhança, como o Ícone, mas na conexão física com o Objeto; exemplos: dedo apontado para um objeto, catavento, fumo como sintoma do fogo, pronome /este/, referido a um objeto, os quantificadores lógicos, etc.); - Símbolo: é um signo que se refere ao Objeto que denota em virtude de uma lei, normalmente uma associação de idéias gerais que opera no sentido de fazer com que o Símbolo seja interpretado como referindo-se àquele Objeto" (exemplos de Peirce: todas as palavras, frases, livros e outros signos convencionais); -
  17. 17. O que é signo para Peirce Um signo, ou representamem, é algo que, sob certo aspecto ou de algum modo, representa alguma coisa para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente ou talvez um signo melhor desenvolvido. Ao signo, assim criado, denomino interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto. Coloca-se no lugar desse objeto, não sob todos os aspectos, mas com referência a um tipo de idéia que tenho, por vezes, denominado o fundamento do representamem.
  18. 18. UMA VISÃO CALIDOSCÓPICA: Associações cambiante de ações e sensações A significação se realiza apenas através da dialética do sentido e da referência. Signo é algo semelhante a representamen. Aparentemente o signo é mais concreto ("token") e o representamen, mais abstrato ("tipo"); ambos traduzem a dicotomia presença/ausência. Em Peirce, há oscilação entre a perspectiva do signo centrada no objeto [signo como algo que se aplica ao objeto] e centrada no interpretante [o objeto dissolve-se, vira hipótese abstrata, só valem os signos].
  19. 19. GROUND OU FUNDAMENTO Interpretante é quando o signo cria no espírito da pessoa um signo equivalente". O signo representa algo desse objeto inicial, esse aspecto representado é o ground ou fundamento. Ground é a forma como o objeto é visto, o perfil segundo o qual ele é atraído na representação. O ground dilacera o objeto; é o ângulo pelo qual se apreende o objeto. [Ver def. em Nota 10] Objeto dinâmico e objeto imediato: Objeto dinâmico é o objeto tal qual ele é: real, imaginável ou não, que vem determinar o signo à sua representação. Objeto imediato é o objeto tal qual o signo o representa.
  20. 20. O OBJETO DO SIGNO O objeto dinâmico também está no universo dos signos: se signo é um tipo de emanação do objeto, também o objeto é uma emanação do signo final " O objeto dinâmico só difere do signo por transcendê-lo”. A representação é muito limitada: o signo não pode fazer conhecer nem reconhecer o objeto: apenas o representa, diz algo sobre ele. O signo assim indica o objeto dinâmico. O intérprete o descobre por "experiência colateral". Ex.: A frase "O sol é azul". O objeto dinâmico [a variedade de acepções do sol] é representado por uma descrição exaustiva do Sol. Essa descrição torna possível o aparecimento do objeto imediato através do ground instituinte do signo. O objeto dinâmico é internalizado em graus, os três tipos de signos: ícone, índice e símbolo, que correspondem a relações de similitude, modificação efetiva e associação regulada.
  21. 21. A construção de interpretantes Se o signo deve engendra um interpretante, este último pode ser apenas potencial: "um ser in futuro bastaria". O interpretante de um signo é o conjunto de todos os fatos conhecidos relativos a seu objeto. Que significa aqui "conhecer"? A experiência induzida pelo signo é tanto centrada no ground (na parte) quando no objeto dinâmico (no todo), mas é pelo ground que se fixa o quadro de referência da interpretabilidade.
  22. 22. A SEMIOSE Ou seja, para se compreender o signo deve-se considerar a) as convenções do sistema de símbolos b) a experiência colateral. Ex. médicos e paciente. Sentido de um signo: a significação não é questão da relação do signo com um objeto, mas da relação do signo com um interpretante. O sentido se constrói pela seqüência de interpretantes: "Por sentido (meaning) de um termo nós entendemos o geral inteiro. A regra dessa seqüência é a simples regra da tradução de um signo em outro, ou semiose
  23. 23. Do Símbolo à coisa viva O conjunto dos interpretantes de um termo constitui-se pelo conjunto de marcas semânticas, marcas para cuja interpretação é preciso ultrapassar um positivismo estreito para aí incluir formas de vida. Remissão ao infinito: Um signo é tudo aquilo que conduz qualquer coisa outra (seu interpretante) a remeter a um objeto, ao qual ele mesmo remete (seu objeto) da mesma maneira, tornando-se o interpretante, por sua vez, um signo e assim sucessivamente ad infinitum.
  24. 24. No limite: um objeto absoluto . O objeto da representação não sendo outra coisa senão uma representação cuja primeira representação é o interpretante - assim, uma seqüência sem fim de representações, cada uma representando a que a precede - pode ser concebida como tendo um objeto absoluto como limite, o sentido de uma representação não pode ser outra coisa que sua representação: regressão ao infinito. O interpretante é uma representação que recebe a chama da verdade; como representação, ele tem mais uma vez seu interpretante. Sem tal regressão ao infinito não há signo verdadeiro. A regressão se abre antes do 1º representamen, interpretante do signo precedente, o que leva à impossibilidade de um conhecimento verdadeiramente primeiro. Pivô de todo processo semiótico, o interpretante fornece-lhe sua lei de funcionamento.
  25. 25. Não há signo sem interpretante: Meu interpretante é qualquer coisa que se vincula essencialmente a tudo que opera como signo. Um signo é somente um signo em ato por receber uma interpretação, isto é, pelo fato que ele determina um outro signo do mesmo objeto. Interpretante e realidade ou como encontrar objetos reais e dar nascimento à experiência concreta? O interpretante lógico final: ele é a associação entre o mundo dos sentidos e o objeto dinâmico.
  26. 26. Há três interpretantes: A) Imediato: é uma abstração consistindo em uma possibilidade. Está no fato de que todo signo tem de ter sua própria interpretabilidade antes de ter um intérprete. Está associado a um ground que define o tipo de interpretabilidade. Caso do doente: "A febre aumenta". B) Dinâmico: é um acontecimento real único, a coisa acontecendo agora. É aquilo de onde extraio a experiência em cada ato de interpretação. (São atualizações da interpretação imediata). Caso do doente, constatação enquanto signo: "Seu estado físico está piorando" C) Final: é para lá que tende o interpretante real. É a interpretação: para onde convergem os diversos interpretantes dinâmicos
  27. 27. Do interpretante final No plano cosmológico, até a natureza tem "hábitos": são as leis e as regularidades. Assim, o sentido último ou o interpretante final de um signo pode ser concebido como uma lei física testada por uma regra operatória. O interpretante final (hábito) vem ligar entre si os diferentes interpretantes de um signo a fim de constituir um sistema onde só haveria uma simples coleção de fatores. O interpretante final unifica signo, objetos e interpretantes para possibilitar a emergência de um sentido. O sentido depende da relação triádica mas não se reduz a eles; logo, não é empiricamente observável. (à "idealismo objetivo“) O interpretante final não é um signo como os outros (os outros são interpretáveis pelo interpretante final para assim serem unificados). Ele é final na medida em que permite uma ação concreta em relação ao objeto representado. Contudo, o fato de não ter necessidade de interpretantes para funcionar não o impede de poder engendrar interpretantes, isto é, de ser um signo viabilizando uma nova abertura de análise semiótica.
  28. 28. Um idealismo condicional .Considera-se que a semiose pára a todo momento, mas se reinicia sempre - qual fênix - dando origem a novos processos interpretativos. Com isso Peirce recusa a "coisa em si" kantiana*. (Kant refuta os fenômenos como "coisa em si“). A construção de sistemas semióticos não deve ter um fim. Todo o sistema é uma configuração provisoriamente estabilizada em um fluxo infinito. Peirce intui, através da noção de interpretante, a diacrônica desestruturação e reestruturação de sistemas semióticos. É o que ele chama de sinequismo finalista: a continuidade como algo de primeira importância para a filosofia. A coalescência (ou junção), o devir contínuo, o devir governado por leis só são fases de um só e mesmo processo de crescimento da razão.
  29. 29. O FALIBILISMO O falhibilismo ou falibilismo: um enunciado abstrato será inexato e parcial...Nenhum conhecimento é absolutamente preciso, nem sequer em matemática. A interpretação: em qualquer ponto do processo cognitivo aparece um signo que remete a uma interpretação posterior (é o papel do interpretante) e que é precedido por um ponto, resultante de todas as interpretações passadas.
  30. 30. RELAÇÃO ENTRE OBJETOS Objeto imediato e objeto dinâmico estão irremediavelmente dissociados. O processo semiótico está associado a todos os grounds possíveis de um signo. O objeto imediato irá se enriquecer na medida em que se realiza a gênese interpretativa. "Objeto imediato completo" é o sentido do signo. .
  31. 31. IMPOSSÍVEL PENSAR O QUE SE ESTÁ PENSANDO A diferença, então, entre objeto imediato completo e interpretante é a diferença entre uma interpretação que seria a "última" e uma interpretação sempre provisória. Aqui, o sentido do signo é tal que o futuro sempre determina em um certo sentido o passado. Toda explicação é virtual. Sentido é o totalmente virtual. Nenhum pensamento atual tem sentido, valor intelectual, pois o sentido não está no que é pensado atualmente, mas naquilo a que este pensamento pode ser ligado, no que ele é representado por pensamentos que o seguem.
  32. 32. OS INTERPRETANTES EM PEIRCE O interpretante imediato “é o interpretante tal e como se mostra na compreensão imediata do signo em si mesmo, ainda de modo individual e não coletivo; Nota : Para a lingüística só existe o significado como a interpretação convencional, dentro de um contexto cultural, dentro de normas, produto de uma estrita aplicação do código lingüístico, requerendo uma estabilidade que permite a comunicação e o intercambio lingüísticos.
  33. 33. O interpretante dinâmico “é o efeito real que o signo, enquanto signo, determina realmente." É variável, pois é o resultado da relação efetiva do signo com seu usuário, estando ainda dentro de todas as interpretações pessoais imagináveis: uma nuvem branca no céu pode evocar em mim desde uma simples sensação de paz, (interpretante dinâmico emotivo) ou me remeter a um objeto, como a um carneirinho, p.ex. – (interpretante dinâmico energético), ou ainda remeter a uma lei natural que são gotículas de água cristalizadas (interpretante dinâmico lógico) . Trata-se, ainda de interpretante subjetivo ou interpretante relativo.
  34. 34. interpretante final Interpretação para onde convergem os diversos interpretantes dinâmicos. O caráter teleológico do processo semiótico: Cada signo assume seu sentido não somente em relação ao ground mas também em relação a um fim interpretativo. Há uma idéia de "progresso" da gênese interpretativa: interpretantes dinâmicos são "melhores" que outros, pois se aproximam do interpretante final. Interpretante final como "hábito" e a "parada" da semiose: Um conceito é (a construção de) um hábito ("Hábitos imutáveis tornam-se leis físicas“).
  35. 35. FINAL COMO SIMPLES PAUSA Pode-se ver interpretante final em dois sentidos: comportamental [A coisa se comporta assim, logo será, desta maneira] e cosmológico. Cosmologicamente, toda reação a um signo produz uma mudança de atitude: depois de ter recebido uma série de signos e de os ter interpretado igualmente, nossa forma de ser e de agir no mundo se transforma de maneira passageira ou definitiva, surgindo o interpretante final. Nesse nível, pode-se dizer que a semiose infinita dos interpretantes pára. Essa parada, certamente, não é um final no sentido cronológico, pois nossa vida não tem fim e é cheia de mudanças de hábitos, mas se pode dizer que se produziram modificações na experiência e que a ligação entre semiose e realidade física
  36. 36. O INTERPRETANTE: Santaella e Nöth O Interpretante é o significado do signo, ao mesmo tempo que se constitui em outro signo", portanto, o processo de significação é sempre um processo infinito, caracterizado por sua continuidade e crescimento, ou seja, pela semiose; Interpretante Dinâmico, como o efeito realmente produzido pelo signo num ato de interpretação concreto e singular, portanto, segundo Santaella (1995, p.77), é o efeito determinado efetivamente produzido sobre um determinado intérprete, em uma ocasião e em um determinado estágio de sua consideração sobre o signo. Pode ser: emotivo, energético e lógico O Interpretante é um signo mental mais desenvolvido, ou seja, uma cognição subseqüente produzida na mente do intérprete pelo objeto do signo (Nöth, 1995, p.107), NÖTH, Winfried. Panorama da semiótica: De Platão a Peirce., S P: Annablume, 1995.
  37. 37. O SIGNO - INTERPRETANTE FINAL Rema (Termo): "é um Signo que , para o seu Interpretante, é um signo de possibilidade qualitativa, ou seja, é entendido como representando esta e aquela espécie de Objeto possível" (é ou um termo simples, ou uma descrição, ou uma função; por exemplo: "Sócrates", "alto", "e", “x e y” etc.); -Dicisigno (Proposição simples): "é um Signo que, para o seu Interpretante, é um signo de existência real" (uma proposição como, por exemplo, "Sócrates é mortal"); -- Argumento: "é um Signo que, para o seu Interpretante, é Signo de lei (é um raciocínio complexo, por exemplo um silogismo).
  38. 38. EXEMPLOS DE ICONES, ÍNDICES E SIMBOLOS Exemplo 1. Um homem, que caminha com uma criança, levanta o braço para o ar e aponta, dizendo: "Lá está um balão". A criança pergunta: "O que é um balão?". Responde o homem: "É parecido com uma grande bolha de sabão". Neste exemplo verifica-se que: o braço apontado para o ar funciona como um Índice (denota um individual), a redondidade da bolha de sabão funciona como um Ícone, e as palavras funcionam como Símbolos, ao serem interpretadas convencionalmente. Exemplo 2. Se eu digo "Todo homem ama uma mulher", isso equivale a dizer "Tudo o que for um homem ama algo que é uma mulher". Nesse exemplo, verifica-se que: "tudo o que" (quantificador universal) e "algo que" (quantificador particular) funcionam como Índices; " homem", "ama" e "mulher" funcionam como Símbolos, ou seja, de modo cultural do verbal. Exemplo 3. A diz a B: "Há um fogo". B pergunta: "Onde?". Responde B: "A cerca de mil metros daqui". Neste exemplo, "metros" e "daqui" funcionam como Índices, e os restantes signos como Símbolos.
  39. 39. PEIRCE E A REALIDADE A Teoria da Realidade de Charles Sanders Peirce aponta para uma complexificação do conceito de realidade, na medida em que propõe uma Realidade composta por 3 categorias denominadas respectivamente: Primeiridade, Segundidade e Terceiridade. Para esse filósofo a Segundidade é a categoria que melhor se enquadraria em nossa concepção das coisas existentes. É no âmbito da Segundidade que as coisas vem à existência, que as coisas se opõe umas às outras, e que pela oposição atestam suas existências. A Terceiridade é uma categoria eidética, que ocorre no campo das idéias, da generalidade, onde habitam as leis do universo, originadas pela força do hábito. A própria concepção de universo como expressão de uma mente maior e absoluta, aponta para a complexidade do conceito de Realidade
  40. 40. crítica ao nominalismo latente nas posições de alguns autores Arlindo Machado, Bill Nichols, Brian Winston e Edmond Couchot (Machado – 1993 e 1997; Winston – 1995 e 1996; Nichols – 1991; Couchot – 1993). > São autores que, em maior ou menor grau, duvidam da indicialidade dos signos eletrônicos audiovisuais. > Encontram-se afirmações de que os sistemas eletrônicos analógicos, em função das características físicas de sua imagem, iniciaram um processo de ruptura da crença da revelação do mundo através dos sistemas audiovisuais. > Outros insistem que com o surgimento da imagem e sons digitais, e sua infinita capacidade manipulativa, toda a ligação com o real teria desaparecido completamente.
  41. 41. O caso do vídeo analógico em Arlindo Machado Arlindo afirma que a fugacidade da imagem produzida pela varredura de feixes de eletróns no cinescópio rompe com a representação do real: “A questão da realidade não se coloca, portanto, no universo do vídeo da mesma forma como se coloca em outros sistemas expressivos baseados na imagem técnica. É possível mesmo que essa questão nem se coloque, ou que dela nem se cogite. Ter ou não ter uma referência material no mundo dito objetivo é um dilema destituído de sentido para a imagem eletrônica, pois as figuras que ela exibe jamais resultam intactas, inteiras, imediatamente reconhecíveis como reflexo especular.” (Machado, 1993:52)
  42. 42. Bill Nichols e a invalidação das imagens digitais No caso da invalidação das imagens digitais como índices do mundo, o argumento usado aponta para o fato da organização numérica dessa imagem não possuir nenhuma referência na realidade. “Técnicas de amostragem digital, através das quais uma imagem é constituída por bits digitais (números), que são objetos de infinita modificação, torna (...) a natureza indicial da fotografia obsoleta. A imagem é transformada em uma série de bits, um padrão de escolhas entre sim/não, registradas dentro da memória de um computador. Uma versão modificada daquele padrão não será em nenhum sentido derivada do “original”: ela se torna, ao invés, um novo original.” (Nichols, 1991 : 268) Nichols afirma que seus estudos de representação da realidade estariam limitados às imagens não-digitais ! (1991: 05)
  43. 43. O INDICE PEIRCEANO Há um equívoco fundamental nessas afirmações, pois não existe possibilidade de negação da característica indiciática dos signos audiovisuais eletrônicos analógicos ou digitais à partir de suas características físico-tecnológicas. Pelo contrário, uma análise detalhada permite compreender esses signos muito mais pelas suas semelhanças com os tradicionais signos indiciáticos fotográficos (fotoquímicos) do que pelas suas diferenças. Para tanto basta que se considere a definição de Signo Indiciático em C.S.Peirce (Nöth – 1990), e algumas questões técnicas fundamentadas pela Teoria da Amostragem, desenvolvida por Shannon e Nyquist (Wilson – 1983; Mathias & Patterson – 1985; Pohlmann – 1990).
  44. 44. O INDICE de acordo com Peirce um signo é um índice quando ele “está conectado fisicamente com seu objeto”, o que “envolve a existência do objeto como uma entidade individual”. Afirma-se ainda que os termos sinal, índice e sintoma podem ser considerados sinônimos. (Nöth - 1990) Nas palavras de Peirce: “Uma fotografia, por exemplo, não somente excita uma imagem, tem uma aparência, mas em virtude de sua conexão óptica com o objeto, é evidência que aquela aparência corresponde à realidade.” (CP 4:447)
  45. 45. A Teoria da Amostragem Afirma que é possível recuperar-se totalmente um sinal contínuo a partir de uma coleção de amostras do sinal original, obtidas em um determinado período de tempo. Isto é, os fenômenos que na Realidade apresentam-se como continuidades infinitesimais podem ser recuperados em toda a sua extensão utilizando-se como ponto de partida uma coleção finita de amostras discretas daquela continuidade. Para isso é necessário que as amostras sejam feitas em quantidade suficiente para que a informação contida no sinal original possa ser recuperada posteriormente. Assim, devem existir, no mínimo, duas amostras para cada ciclo de um sinal, para que ele possa ser recuperado posteriormente.
  46. 46. O MÉTODO DA AMOSTRAGEM É através do método da Amostragem que a Ciência tem feito asserções a respeito da realidade; que as imagens tem sido produzidas nas emulsões fotoquímicas e nos CCDs das câmeras de vídeo; e que também tem sido realizada a transformação dos sinais analógicos em sinais digitais. Além disso, é também através do procedimento da amostragem que os órgãos do sentido são capazes de organizar coerentemente as informações a respeito do ambiente e contribuir para a construção do Umwelt.
  47. 47. O OLHO HUMANO No olho humano existem milhões de células sensíveis à luz, denominadas cones e bastonetes, distribuídos sobre a superfície retiniana. Essas células ao receberem luz emitem impulsos nervosos que são transmitidos ao cérebro. Toda a infinidade de luzes incidentes sobre a superfície retiniana é representada através de uma amostra finita de impulsos nervosos enviados ao cérebro. Além disso, o olho não fica parado ao focalizar uma cena, ele se move promovendo uma varredura do espaço, produzindo amostras que serão recompiladas pelo cérebro. É a Teoria da Amostragem no âmbito dos seres vivos.
  48. 48. Os raios luminosos atravessam a córnea, o cristalino, o humor aquoso e o humor vítreo e atingem a retina. Existe muita semelhança entre o olho e uma máquina fotográfica. Tanto na máquina quanto no olho, os raios luminosos atravessam um meio transparente e são dirigidos para uma superfície sensível à luz. Na máquina fotográfica, o meio transparente é a lente e a superfície sensível à luz é o filme. No olho, a luz atravessa a córnea, o humor aquoso e o cristalino e se dirige para a retina, que funciona como o filme fotográfico em posição invertida; a imagem formada na retina também é invertida.
  49. 49. A Teoria da Amostragem no processo representacional No filme fotográfico a imagem é formada através de uma amostragem espacial bidimensional das incidências luminosas sobre o fundo de uma câmara escura, realizada pelos cristais de sais de prata e cada grão de prata metálica, pós-revelação, representa uma amostra da luz incidente sobre a emulsão fotográfica. Através de uma Curva de Transferência de Modulação, tradicionalmente utilizada em fotografia, é possível apreciar a incidência da Teoria da Amostragem. Esse tipo de curva, exprime a capacidade de uma emulsão representar um quadro de barras verticais no qual existe uma diminuição da largura e da distância relativa entre as barras. É um quadro que possui uma grande variação da freqüência espacial de intensidades de luz, durante uma varredura horizontal desse quadro. Os dados da curva são produzidos por um Microdensitômetro, que é um tipo de fotômetro que ao fornecer ao filme exposto um fino feixe luminoso desenvolve a medição da capacidade de resposta da emulsão para cada variação de intensidade luminosa do quadro que foi fotografado.
  50. 50. Curva de Transferência Trata-se de uma análise da capacidade de resolução espacial bidimensional do filme (Wilson – 1983). Essa curva, representa uma função amostrante, que pode ser expressa pela fórmula senx/x (seno de x, divido por x). De acordo com a Teoria da Amostragem essa função amostrante, na forma senx/x, encontra-se no domínio da freqüência.
  51. 51. O VÍDEO No caso do vídeo, o tema da amostragem espacial também ocorre, uma vez que nos dispositivos de cargas acopladas, os CCDs das câmeras eletrônicas, existem centenas de milhares de células fotoelétricas, denominadas de PIXELS, distribuídos sobre a superfície fotossensível do CCD. Porém, mais além dessa função amostrante espacial, haverá também uma transformação das respostas elétricas de cada PIXEL, em uma variação temporal de cargas na corrente elétrica produzida na saída do aparato. Ou seja, aquilo que no filme fotográfico era uma função amostrante apenas do espaço, no caso do CCD, transforma-se também em uma função amostrante temporal.
  52. 52. OS PIXELS A variação de carga elétrica em cada linha de PIXELS deve ser transformada em uma corrente elétrica cuja freqüência deverá ser capaz de responder à amostragem das intensidades luminosas feitas em cada célula fotoelétrica que compõe o dispositivo. A curva que representa a capacidade de resposta de um CCD a um quadro de barras verticais, tem a mesma forma “senx/x” que a Curva de Transferência de Modulação de um filme fotográfico. ( Mathias & Patterson – 1985; Thorpe - 1994) Por decorrência lógica isso atesta a incidência da Teoria da Amostragem no processamento da imagem eletrônica
  53. 53. Nos sistemas audiovisuais digitais A corrente elétrica variável de saída do CCD, ou da Cápsula do Microfone, deverá ser transformada, ou transduzida, em uma corrente elétrica do tipo sim/não, contendo uma seqüência numérica binária que representará amostras temporais dos valores contínuos de amplitude daquela corrente elétrica analógica original (Pohlmann – 1990). O sistema eletrônico de digitalização do sinal analógico, um Conversor Analógico-Digital, é apenas um tipo de transdutor que desempenhará duas funções principais: uma Amostragem propriamente dita e uma Quantização. A Amostragem é feita através de uma freqüência de amostragem, que tem por função definir um certo número de amostras necessárias para se recuperar o sinal analógico. Essa freqüência, de acordo com a Teoria da Amostragem, deve ser pelo menos duas vezes maior que a maior freqüência da faixa de freqüências do sinal analógico. Os sistemas de áudio digital possuem freqüências de amostragem da ordem de 40.000 Hertz (ou 40.000 amostras por segundo), pois a faixa de freqüências sonoras audíveis situam-se entre 20 e 20.000 Hertz (ou 20.000 Ciclos por segundo).
  54. 54. A QUANTIZAÇÃO A Quantização é a determinação dos valores de amplitude de cada amostra, expressos através de números binários. A título de exemplo considere um sistema digitalizador regido por números binários de 8 bits, que são compostos por palavras binárias que contém 8 combinações possíveis de “zeros” e “uns”. Um sistema de quantização de valores de amplitude baseado em números de 8 bits, poderão representar apenas 256 valores diferentes dentro de uma faixa de valores contínuos contidos entre a máxima e mínima amplitude do sinal analógico.
  55. 55. CONVERSÃO ANALÓGICA DIGITAL A quantização realiza portanto uma espécie de amostragem no âmbito dos valores de amplitude. Dessa forma, um conversor analógico-digital produz seqüências de palavras binárias que representam o sinal analógico fornecido na entrada do sistema. Essa seqüência de números binários estará disponível para quaisquer manipulações lógicas, antes de ser reconvertida à sua forma analógica original, para poder ser novamente percebida pelos nossos sensores biológicos. O retorno à forma analógica é obtido graças a um aparato eletrônico, denominado Conversor Digital-Analógico, localizado na saída do sistema e que faz exatamente o inverso que o conversor analógico-digital fez na entrada. Todas essas operações (FIGURA 03) são realizadas através de contatos elétricos, operacionalmente processados por circuitos eletrônicos lógicos regidos pelos Operadores pertencentes à Álgebra de Boole (Pohlmann – 1990).
  56. 56. A IDIOSSINCRASIA LÓGICO-REAL entre universo e pensamento Em nenhuma das etapas perde-se o contato físico, o que efetivamente liga o signo ao seu objeto. Além disso configura-se claramente um processo de Semiose, onde o signo pode ser transformado em outro signo, gerando complexos processos de significação. Dessa forma, mesmo o sinal digitalizado a partir de um sinal analógico, permanece conectado de alguma forma a uma entidade individual, um objeto existente no mundo real. Para Peirce, existe uma Lógica Objetiva que rege as operações mentais no próprio universo. De acordo com Ivo Assad Ibri, isso é uma concepção: "... segundo a qual o Universo contém um processo lógico que lhe é próprio e que, por esta razão, é Real, ou seja, independente da idiossincrasia do pensamento humano." (Ibri, 1992, pag 119)
  57. 57. O INDICIÁTICO DA IMAGEM > A incidência da Teoria da Amostragem no processo fotoquímico de formação de imagens mostra que é esse processo inegavelmente indiciático; >a incidência da Teoria da Amostragem no processo eletrônico analógico e digital, dá o testemunho de sua indicialidade. Isto torna sem efeito as considerações nominalistas dos autores citados ao início deste artigo. conclusão: reafirma-se portanto um Realismo Filosófico como fonte de pensamento que deverá nutrir o raciocínio frente às questões colocadas hoje no âmbito do documentário. Reafirma-se ainda que as questões referentes às possibilidades manipulativas do sinal audiovisual digital, não poderão ser utilizadas como prova cabal da perda de referência com o mundo real. Essas questões, importantes em si mesmas deveriam ser transferidas para uma discussão de ordem Ética, Política ou Ideológica, e nunca mais serem utilizadas como especulação a respeito da negação do estatuto Epistemológico dos Sistemas Audiovisuais
  58. 58. Para aprofundar nesse assunto ver Bibliografia: COUCHOT, Edmond. "Da representacão à simulação: evolução das técnicas e das artes da figuração." em Parente, André (org). Imagem Máquina, a era das tecnologias do virtual. Organizado por André Parente. Rio de Janeiro, Editora 34, 1993. GODOY-DE-SOUZA, Hélio Augusto. Documentário, Realidade e Semiose, os sistemas audiovisuais como fontes de conhecimento. Tese de Doutorado, Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade de São Paulo, 1999. IBRI, Ivo Assad. Kosmos Noêtós, a arquitetura metafísica de Charles S. Peirce. São Paulo, Perspectiva / Holon, 1992. IBRI, Ivo Assad. Kosmos Poiétikós, criação e descoberta na Filosofia de Charles S. Peirce. Tese de Doutorado, Depto. de Filosofia - USP, 1994. MACHADO, Arlindo. A Arte do Vídeo. 2ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1990. MACHADO, Arlindo. A ilusão especular, introdução à fotografia. São Paulo, Braziliense, 1984. MACHADO, Arlindo. Máquina e Imaginário. São Paulo, EDUSP, 1993. MATHIAS, Harry & PATTERSON, Richard. Electronic Cinematography, achieving photographic control over the video image. Belmont, Wadsworth, 1985. NICHOLS, Bill. Representing Reality, issues and concepts in documentary. Indiana, Indiana University Press, 1991. POHLMANN, Ken C. Principles of Digital Audio. 2ª ed. Indiana, SAMS, 1990. THORPE, L. J. a Brief History of the CCD. Em Americam Cinematographer Video Manual. Holywood, ASC Press, 1994. UEXKÜLL, Jacob von. A stroll through the worlds of animals and men: A picture book of invisible worlds. Semiotica 89-4 (1992) UEXKÜLL, Thure von. Introduction: The sign theory of Jacob von Uexküll. Semiotica 89-4 (1992) VIEIRA, Jorge de Albuquerque. Semiótica, Sistemas e Sinais. Tese de Doutorado em Comunicacão e Semiótica. São Paulo, PUC/SP, 1994. WILSON, Anton. Cinema Workshop. 4ª ed. Hollywood. A.S.C. Holding Corp, 1983. WINSTON, Brian. Claiming the Real, the documentary film revisited. Londres, BFI Publishing, 1995. WINSTON, Brian. Technologies of Seeing, photography, cinematography and television. Londres, BFI Publishing, 1996. Professor de Fotografia, Cinema e Video - Departamento de Comunicação e Artes - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Mestre em Artes/Cinema - ECA-USP - São PauloDoutor em Comunicação e Semiótica - COS- PUCSP - São Paulo

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