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Ano Lectivo:
                                AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PIAS                                       2009/2010
                        Escola Básica Integrada com Jardim de Infância de Pias
                                                                                                        9º Ano
                                 Língua Portuguesa
                     2ª Ficha de Avaliação Sumativa (Versão A)
                      ª
                                                                                                 4 Dezembro 2009
Professora: Susana Banha ………………………………
                         …………………………………………..………………… Duração: 85 minutos
Nome: ____________________________________
      ______________________________________________________________                 Turma: _____          N.º: _____

         • Não é permitido o uso de corrector.
         • Todas as questões devem ser respondidas na folha de respostas (folha de teste), com caneta azul
                                  m
           ou preta. As questões cuja resposta for dada no enunciado não serão alvo de correcção.

                                               GRUPO I

A. Lê o texto A. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado a seguir ao texto. De seguida,
   responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

                                                TEXTO A
     YANN ARTHUS-BERTRAND
                 BERTRAND
     UM FOTÓGRAFO PELA CAUSA

     AS SUAS IMAGENS AÉREAS TÊM APENAS UM FIM – MOSTRAR A TERRA PARA QUE AS
     PESSOAS A PRESERVEM
 5   POR LUÍS RIBEIRO

         Yann despertou para a fotografia aérea por acidente. Encontrava se no Quénia, nos finais da
                                                                  Encontrava-se
     década de 70, a estudar uma família de leões quando, deslumbrado com as savanas, decidiu
     apreciar as paisagens a partir de um balão de ar quente. Levou uma máquina fotográfica com ele.
         No regresso a França, publicou um livro com fotos dos animais. Passou a dedicar à fotografia,
                                                                                    dedicar-se
10   a única linguagem, acreditava ele, capaz de descrever a beleza da natureza. […]
         Mas as imensas paisagens africanas que ficaram registadas na sua câmara, durante os passeios
     de balão, nunca o abandonaram. Em 1991, Yann Arthus Bertrand, hoje com 61 anos, funda a
                                                          Arthus-Bertrand,
     Altitude, a primeira agência dedicada à fotografia de altitude. O projecto da sua vida, no entanto, só
     chegaria em 1994. Depois de várias recusas de patrocinadores para um ensaio aéreo que
15   recolhesse imagens por todo o mundo, recebe, na véspera do Natal de 1993, a melhor das prendas:
                                                        véspera
     a UNESCO1 seria sua parceira. Começava uma aventura que terminaria no livro A Terra Vista do
     Céu, publicado em 1999: uma gigantesca colecção de imagens dos quatro cantos do mundo, tiradas
         ,
     de altitudes entre os 20 e os 2 mil metros, e, de longe, a obra mais importante do seu género (a
     base de dados total tem 3 mil fotos). Oito anos após o seu lançamento, os números do sucesso são
20   espantosos: três milhões de exemplares vendidos, traduções para 24 línguas e exposiçexposições que já
     atraíram mais de 100 milhões de visitantes.

     Ecologista obstinado
         Yann Arthus-Bertrand nasceu em 1946, em Paris, numa família de joalheiros. Aos 17 anos,
                      Bertrand
     começa a sua vida profissional como assistente de realização, carreira que abandonará quatro anos
25   mais tarde para gerir uma reserva natural no Sul de França. Aí fica até à viagem para o Quénia, em
     1976.
         O seu trabalho como fotógrafo manteve sempre o mesmo objectivo ambientalista: mostrar o
     encanto da Terra para sensibilizar as pessoas a protegê-la. Sendo um ecologista de convicções,
                                                                la.
     tenta garantir que o impacto negativo do seu trabalho no ambiente seja nulo: o dióxido de carbono
30   emitido pelos helicópteros é compensado através de investimentos em energias renováveis e na
     reflorestação.
                                                                 Luís Ribeiro, Visão, 7 de Junho de 2007 (texto adaptado)
                                                                                    ,


 Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 1
VOCABULÁRIO:
      1 UNESCO – Sigla de United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, Organização das Nações

                 Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

     1. As afirmações apresentadas (de A a G) referem-se a acontecimentos biográficos de Yann Arthus-
        Bertrand.
        Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem cronológica desses acontecimentos, do mais
        antigo ao mais recente. Começa a sequência pela letra F.
        A.   Funda a agência Altitude, dedicada à fotografia aérea.
        B.   Viaja para o Quénia para estudar uma família de leões.
        C.   Consegue uma parceria com a UNESCO.
        D.   Publica o livro A Terra Vista do Céu.
        E.   Expõe as suas fotografias para milhões de pessoas.
        F.   Nasce numa família de joalheiros, em Paris, em 1946.
        G.   É gestor de uma reserva natural no Sul de França.

     2. Forma frases completas, de acordo com o sentido do texto A, ligando os elementos do quadro A aos
        quatro elementos do quadro B que lhes correspondem. Escreve o número do item (2.1. a 2.4.) e a
        letra correspondente à alternativa que escolheres.
        Quadro A
         2.1. A expressão “um fim” (l. 3) pode ser substituída por…
         2.2. Na frase “Yann despertou para a fotografia aérea por acidente.” (l. 6), a expressão “por
              acidente” significa que esse facto se deveu a…
         2.3. Nas linhas 28 a 31, o autor do texto explica como Yann Arthus-Bertrand…
         2.4. Yann Arthus-Bertrand é apresentado como “um fotógrafo pela causa” (l. 2), sendo a causa a que
              o título se refere…
        Quadro B
         A. …a divulgação da fotografia de altitude.
         B. …a luta pela protecção do Planeta.
         C. …investe em energias renováveis, para suportar os gastos das suas viagens aéreas.
         D. …procura compensar o ambiente do excesso de dióxido de carbono resultante das suas viagens.
         E. …um acontecimento casual.
         F. …um termo.
         G. …uma finalidade.
         H. …uma situação desastrosa.

     3. “O projecto da sua vida, no entanto, só chegaria em 1994.” (linhas 13-14).
        Explica em que consistia o projecto da vida de Yann Arthus-Bertrand.

B. Lê, com atenção, o texto B, extraído do conto “Mestre Finezas”, de Manuel da Fonseca. Posteriormente,
   responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
                                                    TEXTO B
          Lembro-me muito bem de como tudo se passava. Minha mãe tinha de fingir-se zangada. Eu saía
      de casa, rente à parede, sentindo que aquilo era pior que ir para a escola.
          Mestre Finezas puxava um banquinho para o meio da loja e enrolava-me numa enorme toalha.
      Só me ficava a cabeça de fora.
 5        Como o tempo corria devagar!
          A tesoura tinia e cortava junto das minhas orelhas. Eu não podia mexer-me, não podia bocejar
      sequer. “Está quieto, menino”, repetia Mestre Finezas segurando-me a cabeça entre as pontas duras
      dos dedos: “Assim, quieto!” Os pedacitos de cabelo espalhados pelo pescoço, pela cara, faziam
      comichão e não me era permitido coçar. Por entre as madeixas caídas para os olhos via-lhe, no
10    espelho, as pernas esguias, o carão severo de magro, o corpo alto, curvado. Via-lhe os braços
      compridos, arqueados como duas garras sobre a minha cabeça. Lembrava uma aranha.
          E eu — sumido na toalha, tolhido numa posição tão incómoda que todo o corpo me doía — era

 Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 2
para ali uma pobre criatura indefesa nas mãos de Mestre Ilídio Finezas.
           Nesse tempo tinha-lhe medo. Medo e admiração. O medo resultava do que acabo de contar. A
15     admiração vinha das récitas dos amadores dramáticos da vila.
           Era pelo Inverno. Jantávamos à pressa e nessas noites minha mãe penteava-me com cuidado.
       Calçava uns sapatos rebrilhantes e umas peúgas de seda que me enregelavam os pés. Saíamos. E, no
       negrume da noite que afogava as ruas da vila, eu conhecia pela voz famílias que caminhavam na
       nossa frente e outras que vinham para trás. Depois, ao entrar no teatro, sentia-me perplexo no
20     meio de tanta luz e gente silenciosa. Mas todos pareciam corados de satisfação.
           Daí a pouco, entrava num mundo diferente. Que coisas estranhas aconteciam! Ninguém ali
       falava como eu ouvia cá fora. E mesmo quando calados tinham outro aspecto; constantemente a
       mexerem os braços. Mestre Finezas era o que mais se destacava. E nunca, que me recorde, o pano
       desceu, no último acto, com Mestre Finezas ainda vivo. Quase sempre morria quando a cortina
25     principiava a descer e, na plateia, as senhoras soluçavam alto.
           Ora havia também um outro motivo para a minha admiração. Era o violino. Mestre Finezas,
       quando não tinha fregueses, o que era frequente durante a maior parte do dia, tocava violino. E,
       muita vez, aconteceu eu abandonar os companheiros e os jogos e quedar--me, suspenso, a ouvi-lo,
       de longe.
30         Era bem bonito. Uma melodia suave saía da loja e enchia a vila de tristeza.
           Passaram anos. Um dia, parti para os estudos. Voltei homem. Mestre Finezas é ainda a mesma
       figura alta e seca. Somente tem os cabelos todos brancos.
           Mestre Finezas passa necessidades. Vive abandonado da família, com a mulher entrevada, num
       casebre próximo do castelo. Eu sou um dos raros fregueses e o seu único confidente.
35         Na cadeira, com a cara ensaboada, eu revivo a infância e sonho o futuro. Mestre Finezas já nem
       sonha; recorda só.
           De novo, a mão lhe treme junto da minha cara. No espelho vejo-lhe o busto mirrado, os cabelos
       escorridos e brancos. Oiço-lhe a voz desencantada:
           — A navalha magoa-te?
40         Uma onda de ternura por aquele velho amolece-me. Dá-me vontade de lhe dizer que não, que a
       navalha não magoa, que nem sequer a sinto. O que magoa é ver a presença da morte alastrando
       pelas paredes escuras da loja, escorrendo dos papéis caídos do tecto, envolvendo-o cada vez mais,
       dobrando-lhe o corpo para o chão.
           Mas Mestre Finezas parece nada disto sentir. Salta de um assunto para outro com facilidade.
45     Preciso de tomar atenção para lhe seguir o fio do pensamento. Agora faz-me queixas da vila. E
       termina como sempre:
           — Esta gente não pensa noutra coisa que não seja o negócio, a lavoura. Para eles, é a única
       razão da vida.
           Volto a cabeça e olho-o. Sei o que vai dizer-me. Vai falar-me do abandono a que o votaram. Vai
50     falar-me do teatro, da música, da poesia. Vai repetir-me que a arte é a mais bela coisa da vida. Mas
       não. Já nos entendemos só pelo olhar. Mestre Finezas salta por cima de tudo isto e ergue a navalha
       num lance teatral:
           — O que sabem eles da arte? Tu que estudaste, tu sabes o que é arte. Eles hão-de morrer sem
       nunca terem gozado os mais belos momentos que a vida pode dar.
                                               Manuel da Fonseca, Aldeia Nova, Editorial Caminho, 1984 (texto com supressões)

     1. Selecciona, em cada item (1.1. a 1.5.), a alternativa que permite obter a afirmação adequada ao
        sentido do texto. Escreve o número do item e a letra correspondente a cada alternativa que
        escolheres.
       1.1. Quando era criança, o narrador tinha medo de cortar o cabelo, porque Mestre Finezas…
            A. ...lhe batia com os dedos na cabeça.
            B. …o obrigava a ficar quieto.
            C. …usava uma tesoura muito velha.
            D. …o proibia de olhar para o espelho.
       1.2. Porém, o narrador admirava Mestre Finezas por ele…
            A. …se destacar nas peças em que entrava.
            B. …saber fazer papéis cómicos.
            C. …ensaiar as récitas da vila.
            D. …o levar ao teatro todas as noites.
Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 3
1.3. Quando Mestre Finezas tocava violino, o narrador…
        A. …ia ao teatro para o ouvir.
        B. …juntava-se aos outros fregueses para o aplaudir.
        C. …parava de brincar para o escutar.
        D. …aproximava-se dele para o ouvir melhor.
   1.4. Agora, já adulto, o narrador, ao reencontrar Mestre Finezas…
        A. …projecta com ele um futuro risonho.
        B. …conta-lhe a sua vida.
        C. …retira-o da pobreza em que vive.
        D. …sente por ele uma grande ternura.

   1.5. Nas suas confidências ao narrador, Mestre Finezas considera que a arte…
        A. …não é necessária à sobrevivência do homem.
        B. …origina momentos de beleza inesquecíveis.
        C. …é valorizada pelas pessoas da vila.
        D. …se expressa apenas no teatro.

 2. Responde de forma completa e estruturada às questões que te são colocadas. Salvo indicação em
    contrário, utiliza as tuas próprias palavras.
   2.1. Na primeira parte do texto, o narrador refere-se a si próprio como “uma pobre criatura indefesa
        nas mãos de Mestre Ilídio Finezas” (linha 14).
        Aponta os motivos que o levavam a sentir desta forma.

   2.2. O “negrume da noite que afogava as ruas da vila” (linha 19) impedia o narrador de ver quem, como
        ele, caminhava para o teatro.
        Indica o modo como ele reconhecia as outras pessoas.

   2.3. O teatro amador tinha, de facto, grande popularidade na vila (linhas 19-22).
        Transcreve do texto uma citação que mostre que se tratava de um acontecimento que:
        2.3.1. atraía muita gente;
        2.3.2. gerava contentamento.

   2.4. Centra a tua atenção na figura do velho barbeiro (linhas 34-38).
        Caracteriza-o, tendo em conta o seu aspecto físico e as suas condições de vida.

   2.5. “Oiço-lhe a voz desencantada” (linha 42).
        Explica o valor expressivo do adjectivo utilizado nesta frase.

 3. Selecciona a opção / as opções verdadeira(s), indicando a(s) letras(s) correspondente(s) à(s)
    alternativa(s) que escolheres.

        No final do texto (a partir da linha 44), o narrador…
        A. …mostra-se humano e compreensivo com Mestre Finezas.
        B. …explica ao velho homem que ele está prestes a morrer.
        C. …não presta atenção às confidências do amigo.
        D. …percebe que o gosto pela arte mantém vivo Ilídio Finezas.

 4. “-O que sabem eles da arte? Tu que estudaste, tu sabes o que é arte.” (linha 53).
    Das palavras de Mestre Finezas deduz-se que quem estuda sabe mais de arte do que os restantes. Num
    pequeno texto, com um mínimo de 50 e um máximo de 100 palavras, expõe a tua opinião sobre o
    assunto.



Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 4
GRUPO II
1. Atenta na lista de palavras que se segue:

                        bocejar comichão facilidade incómoda medo música
                             não nunca parede quieto récitas também

    1.1. Organiza as palavras em três grupos de acordo com a posição da sílaba tónica.
         Grupo A – Palavras esdrúxulas
         Grupo B – Palavras graves
         Grupo C – Palavras agudas
         Indica a letra do grupo (A, B, C) e, à frente, transcreve as palavras que o compõem.

    1.2. Para cada uma das classes de palavras apresentadas transcreve uma palavra da lista.
        1.2.1. advérbio;
        1.2.2. adjectivo;
        1.2.3. nome comum;
        1.2.4. nome concreto;
        1.2.5. nome abstracto;
        1.2.6. verbo.

2. Atenta na frase “O narrador não diz a verdade a Mestre Finezas.”. Transcreve:
   2.1. o sujeito;
   2.2. o predicado;
   2.3. o complemento indirecto.

3. Classifica as orações sublinhadas nas frases abaixo:
   3.1. Ilídio Finezas é actor e também toca violino.
   3.2. Mestre Finezas já está velho, mas continua a valorizar a arte.

4. As palavras abaixo foram distribuídas pelos grupos A, B, C e D, segundo o seu processo de formação. A cada
   grupo corresponde um processo diferente.

                  GRUPO A                  GRUPO B                   GRUPO C                    GRUPO D
          hospitalizar              desfazer                   abonecar                  pontapé
          realização                compor                     envelhecer                girassol
          calmamente                amoral                     avermelhar                couve-flor
          saltitar                  infiel                     amanhecer                 malmequer

   Integra, nos grupos A, B, C ou D, cada uma das palavras seguintes, de acordo com o respectivo processo de
   formação.

    reconto; chuviscar; ilegal; apodrecer; prever; crueldade; paredão; ensurdecer; bancarrota; saca-rolhas

   Escreve o número do item, a letra do grupo e as palavras correspondentes.


                                                  GRUPO III
   A fotografia, a música e o teatro são, apenas, duas das muitas actividades com que os jovens podem ocupar
os seus tempos livres.
   Escreve um texto (mínimo de 160 e máximo de 220 palavras) em que exponhas a tua opinião sobre o modo
como os jovens ocupam actualmente o seu tempo livre.



                                                                                     Bom Trabalho!
 Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 5

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Memórias de cortes de cabelo na barbearia de Mestre Finezas

  • 1. Ano Lectivo: AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PIAS 2009/2010 Escola Básica Integrada com Jardim de Infância de Pias 9º Ano Língua Portuguesa 2ª Ficha de Avaliação Sumativa (Versão A) ª 4 Dezembro 2009 Professora: Susana Banha ……………………………… …………………………………………..………………… Duração: 85 minutos Nome: ____________________________________ ______________________________________________________________ Turma: _____ N.º: _____ • Não é permitido o uso de corrector. • Todas as questões devem ser respondidas na folha de respostas (folha de teste), com caneta azul m ou preta. As questões cuja resposta for dada no enunciado não serão alvo de correcção. GRUPO I A. Lê o texto A. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado a seguir ao texto. De seguida, responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas. TEXTO A YANN ARTHUS-BERTRAND BERTRAND UM FOTÓGRAFO PELA CAUSA AS SUAS IMAGENS AÉREAS TÊM APENAS UM FIM – MOSTRAR A TERRA PARA QUE AS PESSOAS A PRESERVEM 5 POR LUÍS RIBEIRO Yann despertou para a fotografia aérea por acidente. Encontrava se no Quénia, nos finais da Encontrava-se década de 70, a estudar uma família de leões quando, deslumbrado com as savanas, decidiu apreciar as paisagens a partir de um balão de ar quente. Levou uma máquina fotográfica com ele. No regresso a França, publicou um livro com fotos dos animais. Passou a dedicar à fotografia, dedicar-se 10 a única linguagem, acreditava ele, capaz de descrever a beleza da natureza. […] Mas as imensas paisagens africanas que ficaram registadas na sua câmara, durante os passeios de balão, nunca o abandonaram. Em 1991, Yann Arthus Bertrand, hoje com 61 anos, funda a Arthus-Bertrand, Altitude, a primeira agência dedicada à fotografia de altitude. O projecto da sua vida, no entanto, só chegaria em 1994. Depois de várias recusas de patrocinadores para um ensaio aéreo que 15 recolhesse imagens por todo o mundo, recebe, na véspera do Natal de 1993, a melhor das prendas: véspera a UNESCO1 seria sua parceira. Começava uma aventura que terminaria no livro A Terra Vista do Céu, publicado em 1999: uma gigantesca colecção de imagens dos quatro cantos do mundo, tiradas , de altitudes entre os 20 e os 2 mil metros, e, de longe, a obra mais importante do seu género (a base de dados total tem 3 mil fotos). Oito anos após o seu lançamento, os números do sucesso são 20 espantosos: três milhões de exemplares vendidos, traduções para 24 línguas e exposiçexposições que já atraíram mais de 100 milhões de visitantes. Ecologista obstinado Yann Arthus-Bertrand nasceu em 1946, em Paris, numa família de joalheiros. Aos 17 anos, Bertrand começa a sua vida profissional como assistente de realização, carreira que abandonará quatro anos 25 mais tarde para gerir uma reserva natural no Sul de França. Aí fica até à viagem para o Quénia, em 1976. O seu trabalho como fotógrafo manteve sempre o mesmo objectivo ambientalista: mostrar o encanto da Terra para sensibilizar as pessoas a protegê-la. Sendo um ecologista de convicções, la. tenta garantir que o impacto negativo do seu trabalho no ambiente seja nulo: o dióxido de carbono 30 emitido pelos helicópteros é compensado através de investimentos em energias renováveis e na reflorestação. Luís Ribeiro, Visão, 7 de Junho de 2007 (texto adaptado) , Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 1
  • 2. VOCABULÁRIO: 1 UNESCO – Sigla de United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. 1. As afirmações apresentadas (de A a G) referem-se a acontecimentos biográficos de Yann Arthus- Bertrand. Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem cronológica desses acontecimentos, do mais antigo ao mais recente. Começa a sequência pela letra F. A. Funda a agência Altitude, dedicada à fotografia aérea. B. Viaja para o Quénia para estudar uma família de leões. C. Consegue uma parceria com a UNESCO. D. Publica o livro A Terra Vista do Céu. E. Expõe as suas fotografias para milhões de pessoas. F. Nasce numa família de joalheiros, em Paris, em 1946. G. É gestor de uma reserva natural no Sul de França. 2. Forma frases completas, de acordo com o sentido do texto A, ligando os elementos do quadro A aos quatro elementos do quadro B que lhes correspondem. Escreve o número do item (2.1. a 2.4.) e a letra correspondente à alternativa que escolheres. Quadro A 2.1. A expressão “um fim” (l. 3) pode ser substituída por… 2.2. Na frase “Yann despertou para a fotografia aérea por acidente.” (l. 6), a expressão “por acidente” significa que esse facto se deveu a… 2.3. Nas linhas 28 a 31, o autor do texto explica como Yann Arthus-Bertrand… 2.4. Yann Arthus-Bertrand é apresentado como “um fotógrafo pela causa” (l. 2), sendo a causa a que o título se refere… Quadro B A. …a divulgação da fotografia de altitude. B. …a luta pela protecção do Planeta. C. …investe em energias renováveis, para suportar os gastos das suas viagens aéreas. D. …procura compensar o ambiente do excesso de dióxido de carbono resultante das suas viagens. E. …um acontecimento casual. F. …um termo. G. …uma finalidade. H. …uma situação desastrosa. 3. “O projecto da sua vida, no entanto, só chegaria em 1994.” (linhas 13-14). Explica em que consistia o projecto da vida de Yann Arthus-Bertrand. B. Lê, com atenção, o texto B, extraído do conto “Mestre Finezas”, de Manuel da Fonseca. Posteriormente, responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas. TEXTO B Lembro-me muito bem de como tudo se passava. Minha mãe tinha de fingir-se zangada. Eu saía de casa, rente à parede, sentindo que aquilo era pior que ir para a escola. Mestre Finezas puxava um banquinho para o meio da loja e enrolava-me numa enorme toalha. Só me ficava a cabeça de fora. 5 Como o tempo corria devagar! A tesoura tinia e cortava junto das minhas orelhas. Eu não podia mexer-me, não podia bocejar sequer. “Está quieto, menino”, repetia Mestre Finezas segurando-me a cabeça entre as pontas duras dos dedos: “Assim, quieto!” Os pedacitos de cabelo espalhados pelo pescoço, pela cara, faziam comichão e não me era permitido coçar. Por entre as madeixas caídas para os olhos via-lhe, no 10 espelho, as pernas esguias, o carão severo de magro, o corpo alto, curvado. Via-lhe os braços compridos, arqueados como duas garras sobre a minha cabeça. Lembrava uma aranha. E eu — sumido na toalha, tolhido numa posição tão incómoda que todo o corpo me doía — era Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 2
  • 3. para ali uma pobre criatura indefesa nas mãos de Mestre Ilídio Finezas. Nesse tempo tinha-lhe medo. Medo e admiração. O medo resultava do que acabo de contar. A 15 admiração vinha das récitas dos amadores dramáticos da vila. Era pelo Inverno. Jantávamos à pressa e nessas noites minha mãe penteava-me com cuidado. Calçava uns sapatos rebrilhantes e umas peúgas de seda que me enregelavam os pés. Saíamos. E, no negrume da noite que afogava as ruas da vila, eu conhecia pela voz famílias que caminhavam na nossa frente e outras que vinham para trás. Depois, ao entrar no teatro, sentia-me perplexo no 20 meio de tanta luz e gente silenciosa. Mas todos pareciam corados de satisfação. Daí a pouco, entrava num mundo diferente. Que coisas estranhas aconteciam! Ninguém ali falava como eu ouvia cá fora. E mesmo quando calados tinham outro aspecto; constantemente a mexerem os braços. Mestre Finezas era o que mais se destacava. E nunca, que me recorde, o pano desceu, no último acto, com Mestre Finezas ainda vivo. Quase sempre morria quando a cortina 25 principiava a descer e, na plateia, as senhoras soluçavam alto. Ora havia também um outro motivo para a minha admiração. Era o violino. Mestre Finezas, quando não tinha fregueses, o que era frequente durante a maior parte do dia, tocava violino. E, muita vez, aconteceu eu abandonar os companheiros e os jogos e quedar--me, suspenso, a ouvi-lo, de longe. 30 Era bem bonito. Uma melodia suave saía da loja e enchia a vila de tristeza. Passaram anos. Um dia, parti para os estudos. Voltei homem. Mestre Finezas é ainda a mesma figura alta e seca. Somente tem os cabelos todos brancos. Mestre Finezas passa necessidades. Vive abandonado da família, com a mulher entrevada, num casebre próximo do castelo. Eu sou um dos raros fregueses e o seu único confidente. 35 Na cadeira, com a cara ensaboada, eu revivo a infância e sonho o futuro. Mestre Finezas já nem sonha; recorda só. De novo, a mão lhe treme junto da minha cara. No espelho vejo-lhe o busto mirrado, os cabelos escorridos e brancos. Oiço-lhe a voz desencantada: — A navalha magoa-te? 40 Uma onda de ternura por aquele velho amolece-me. Dá-me vontade de lhe dizer que não, que a navalha não magoa, que nem sequer a sinto. O que magoa é ver a presença da morte alastrando pelas paredes escuras da loja, escorrendo dos papéis caídos do tecto, envolvendo-o cada vez mais, dobrando-lhe o corpo para o chão. Mas Mestre Finezas parece nada disto sentir. Salta de um assunto para outro com facilidade. 45 Preciso de tomar atenção para lhe seguir o fio do pensamento. Agora faz-me queixas da vila. E termina como sempre: — Esta gente não pensa noutra coisa que não seja o negócio, a lavoura. Para eles, é a única razão da vida. Volto a cabeça e olho-o. Sei o que vai dizer-me. Vai falar-me do abandono a que o votaram. Vai 50 falar-me do teatro, da música, da poesia. Vai repetir-me que a arte é a mais bela coisa da vida. Mas não. Já nos entendemos só pelo olhar. Mestre Finezas salta por cima de tudo isto e ergue a navalha num lance teatral: — O que sabem eles da arte? Tu que estudaste, tu sabes o que é arte. Eles hão-de morrer sem nunca terem gozado os mais belos momentos que a vida pode dar. Manuel da Fonseca, Aldeia Nova, Editorial Caminho, 1984 (texto com supressões) 1. Selecciona, em cada item (1.1. a 1.5.), a alternativa que permite obter a afirmação adequada ao sentido do texto. Escreve o número do item e a letra correspondente a cada alternativa que escolheres. 1.1. Quando era criança, o narrador tinha medo de cortar o cabelo, porque Mestre Finezas… A. ...lhe batia com os dedos na cabeça. B. …o obrigava a ficar quieto. C. …usava uma tesoura muito velha. D. …o proibia de olhar para o espelho. 1.2. Porém, o narrador admirava Mestre Finezas por ele… A. …se destacar nas peças em que entrava. B. …saber fazer papéis cómicos. C. …ensaiar as récitas da vila. D. …o levar ao teatro todas as noites. Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 3
  • 4. 1.3. Quando Mestre Finezas tocava violino, o narrador… A. …ia ao teatro para o ouvir. B. …juntava-se aos outros fregueses para o aplaudir. C. …parava de brincar para o escutar. D. …aproximava-se dele para o ouvir melhor. 1.4. Agora, já adulto, o narrador, ao reencontrar Mestre Finezas… A. …projecta com ele um futuro risonho. B. …conta-lhe a sua vida. C. …retira-o da pobreza em que vive. D. …sente por ele uma grande ternura. 1.5. Nas suas confidências ao narrador, Mestre Finezas considera que a arte… A. …não é necessária à sobrevivência do homem. B. …origina momentos de beleza inesquecíveis. C. …é valorizada pelas pessoas da vila. D. …se expressa apenas no teatro. 2. Responde de forma completa e estruturada às questões que te são colocadas. Salvo indicação em contrário, utiliza as tuas próprias palavras. 2.1. Na primeira parte do texto, o narrador refere-se a si próprio como “uma pobre criatura indefesa nas mãos de Mestre Ilídio Finezas” (linha 14). Aponta os motivos que o levavam a sentir desta forma. 2.2. O “negrume da noite que afogava as ruas da vila” (linha 19) impedia o narrador de ver quem, como ele, caminhava para o teatro. Indica o modo como ele reconhecia as outras pessoas. 2.3. O teatro amador tinha, de facto, grande popularidade na vila (linhas 19-22). Transcreve do texto uma citação que mostre que se tratava de um acontecimento que: 2.3.1. atraía muita gente; 2.3.2. gerava contentamento. 2.4. Centra a tua atenção na figura do velho barbeiro (linhas 34-38). Caracteriza-o, tendo em conta o seu aspecto físico e as suas condições de vida. 2.5. “Oiço-lhe a voz desencantada” (linha 42). Explica o valor expressivo do adjectivo utilizado nesta frase. 3. Selecciona a opção / as opções verdadeira(s), indicando a(s) letras(s) correspondente(s) à(s) alternativa(s) que escolheres. No final do texto (a partir da linha 44), o narrador… A. …mostra-se humano e compreensivo com Mestre Finezas. B. …explica ao velho homem que ele está prestes a morrer. C. …não presta atenção às confidências do amigo. D. …percebe que o gosto pela arte mantém vivo Ilídio Finezas. 4. “-O que sabem eles da arte? Tu que estudaste, tu sabes o que é arte.” (linha 53). Das palavras de Mestre Finezas deduz-se que quem estuda sabe mais de arte do que os restantes. Num pequeno texto, com um mínimo de 50 e um máximo de 100 palavras, expõe a tua opinião sobre o assunto. Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 4
  • 5. GRUPO II 1. Atenta na lista de palavras que se segue: bocejar comichão facilidade incómoda medo música não nunca parede quieto récitas também 1.1. Organiza as palavras em três grupos de acordo com a posição da sílaba tónica. Grupo A – Palavras esdrúxulas Grupo B – Palavras graves Grupo C – Palavras agudas Indica a letra do grupo (A, B, C) e, à frente, transcreve as palavras que o compõem. 1.2. Para cada uma das classes de palavras apresentadas transcreve uma palavra da lista. 1.2.1. advérbio; 1.2.2. adjectivo; 1.2.3. nome comum; 1.2.4. nome concreto; 1.2.5. nome abstracto; 1.2.6. verbo. 2. Atenta na frase “O narrador não diz a verdade a Mestre Finezas.”. Transcreve: 2.1. o sujeito; 2.2. o predicado; 2.3. o complemento indirecto. 3. Classifica as orações sublinhadas nas frases abaixo: 3.1. Ilídio Finezas é actor e também toca violino. 3.2. Mestre Finezas já está velho, mas continua a valorizar a arte. 4. As palavras abaixo foram distribuídas pelos grupos A, B, C e D, segundo o seu processo de formação. A cada grupo corresponde um processo diferente. GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D hospitalizar desfazer abonecar pontapé realização compor envelhecer girassol calmamente amoral avermelhar couve-flor saltitar infiel amanhecer malmequer Integra, nos grupos A, B, C ou D, cada uma das palavras seguintes, de acordo com o respectivo processo de formação. reconto; chuviscar; ilegal; apodrecer; prever; crueldade; paredão; ensurdecer; bancarrota; saca-rolhas Escreve o número do item, a letra do grupo e as palavras correspondentes. GRUPO III A fotografia, a música e o teatro são, apenas, duas das muitas actividades com que os jovens podem ocupar os seus tempos livres. Escreve um texto (mínimo de 160 e máximo de 220 palavras) em que exponhas a tua opinião sobre o modo como os jovens ocupam actualmente o seu tempo livre. Bom Trabalho! Versão A ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 5