Refletindo sobre evolução no ensino de Biologia

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Refletindo sobre evolução no ensino de Biologia

  1. 1. Refletindo sobre… “VALORES EM DISPUTA E TENSÕES NO ENSINO DO CONCEITO DE EVOLUÇÃO NOS TEMPOS ATUAIS” Autor do texto: Luís Fernando Marques Dorvillé 1
  2. 2. Organizando o debate...    1. O que o texto diz? 2. O que o texto não diz? 3. O que eu digo pro texto? 2
  3. 3. 1. O que o texto diz?  Introdução  O pensamento religioso não desapareceu e nem está restrito a pessoas ingênuas ou menos informadas  Os conceitos científicos disputam espaço com ideias religiosas  Atualidade do conflito entre os pensamentos religiosos e científicos. Ex.: ensino religioso nas escolas públicas  “Quais os limites dos campos de ação dos conhecimentos científico e religioso nas sociedades contemporâneas, marcadamente nos seus espaços públicos?” 3
  4. 4.  Introdução  Oposição entre criacionismo fixista e evolucionismo  Tendência, em vários estudantes, de encarar o processo evolutivo como direcionado e associado à noção de progresso, com ápice na espécie humana  Evolução como eixo central e unificador da Biologia  Conflitos estão presentes também na história da construção do neodarwinismo (paralelo com a história da ciência) 4
  5. 5.  Diferentes posturas 1. A universidade e a escola são espaços só para o pensamento científico. 2. O conhecimento científico é o mais válido por se aproximar mais do real. 3. A ciência é uma das possíveis formas de apreensão do real e está sujeita a falhas, descontinuidades e é fruto das ideias hegemônicas em determinada época.  Qual dessas abordagens deve ser adotada por professores de Ciências e Biologia na sala de aula? Qual o papel desses profissionais? 5
  6. 6.  Embates e disputas  Stephen Jay Gould (2002): Ciência e Religião ocupam-se de domínios completamente distintos e não mutuamente excludentes.  Mesmo tendo procedimentos epistemológicos distintos, ambas convivem e se digladiam na cabeça de muitos de nossos alunos em vários pontos de tensão, buscando uma acomodação mais ou menos satisfatória.  Richard Dawkins (2005): Defende a recusa em participar de debates com criacionistas para não dar legitimidade a esse debate  Mas, sem comunicação não há ensino 6
  7. 7.  Mahner e Bunge (1996): defendem que a educação religiosa é incompatível com a educação científica, havendo uma primazia do conhecimento científico sobre os demais na explicação do mundo no qual vivemos.  Essa maior valoração da ciência está sustentada pelo seu maior rigor metodológico (observação neutra e isenta do real, percebendo-o como ele é)  Política geral de verdade de cada sociedade (Foucault, 2005): “tipos de fala que ela acolhe e faz funcionar como verdadeiras, centradas na forma do discurso e nas várias instituições que o produzem”  O papel outrora do pensamento religioso passou a ser ocupado pela Ciência. 7
  8. 8.  Ensino de evolução e valores  Fracasso do ensino de evolução em termos da transmissão do conteúdo científico  Não se pode ignorar as crenças  Esbenshade (1993): em muitos casos, os alunos compreendem os conceitos científicos expostos, tendo bom desempenho nas avaliações, mas os conceitos não têm qualquer significado maior para os alunos e após cursar tais disciplinas, continuam lançando mão das mesmas explicações religiosas que trouxeram quando entraram na faculdade.  Ensino de Ciências deveria envolver o ensino de História e Filosofia da Ciência (cultura científica, diversas visões da Ciência, sua história e epistemologia) 8
  9. 9.  A tarefa de ensinar envolve algo mais do que apenas a transmissão correta de conteúdos  Importância da emergência de uma nova epistemologia da ciência, o construtivismo  Pós-positivismo (Kuhn e Lakatos): conhecimento subjetivo, tentativo e uma representação relativa da realidade  A construção do conhecimento deve considerar os saberes prévios que os alunos possuem sobre o assunto abordado  Modelo de mudança conceitual (Geelan e Posnet et al)  Movimento das concepções alternativas (Gilbert & Swift)  Mudança de perfis conceituais (Mortimer) 9
  10. 10.  Muitos estudantes criam compartimentos distintos para o conhecimento científico e para os saberes cotidianos  A tarefa de ensinar, segundo Tardiff (2002), envolve uma tarefa de convencimento do aluno, não havendo neutralidade completa possível  Importância e direito do aluno ter acesso ao conjunto das explicações fornecidas pelas Ciências para entender o mundo à sua volta. Não como única verdade e não sem uma perspectiva crítica da própria Ciência.  Buscar um equilíbrio entre a ação dogmática de um cientificismo e o respeito às crenças dos alunos  O maior obstáculo é o dogmatismo, que dificulta o diálogo entre visões diferentes 10
  11. 11. “O erro talvez esteja em esperar que todos os alunos, oriundos dos mais diversos contextos culturais, adotem igualmente os mesmos pontos de vista na explicação dos diversos fenômenos naturais, após expostos aos conteúdos científicos.” 11
  12. 12. Possibilidades de abordagens com os alunos.. Conhecimento religioso, como o científico, é produto de uma época e de uma visão de mundo “...uma vez que, mesmo diante da revelação do sagrado por meio de qualquer tipo de experiência, o homem teve que racionalizá-la e depois exprimi-la em palavras.” (p. 76) Conhecimento, como qualquer outro, apresenta múltiplas interpretações. 12
  13. 13. Dialogando com uma experiência concreta no 7º ano  Evolução como um processo subjacente, introduzido pouco a pouco e de forma permanente, durante todo o ano  Opção pelo trabalho com a lógica evolutiva e o raciocínio biológico em oposição ao ensino conteudista e de mera classificação e descrição dos grupos de seres vivos 13
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  16. 16. Vídeo “Nós, os fantásticos seres vivos: uma breve história sobre Evolução” 16
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  31. 31. 31
  32. 32. 32
  33. 33. Lista de exercícios do 2º bimestre 33
  34. 34. Teste do 2º bimestre 34
  35. 35. Algumas respostas: “a) O reino Monera é o mais primitivo pois está mais próximo do ancestral. O reino Animalia é o mais derivado pois está mais longe do ancestral.” “b) Ele é o organismo mais abundante no planeta, pois surgiu antes da história evolutiva.” "O Reino mais primitivo é o Reino Monera e o mais derivado é o Reino Animalia." "O Reino mais primitivo é o reino Monera por ser o mais próximo do ancestral comum." "Reino Monera é o mais primitivo e o mais derivado é o reino Animalia porque ele tem organismo mais complexos." 35
  36. 36. "O mais primitivo é o Reino Monera e derivado Reino Animallia." "O Reino Monera é o mais primitivo porque está mais próximo do organismo ancestral comum e o mais derivado é o Reino Animalia porque está mais distante do ancestral." "O reino mais simples é o Reino Monera. O reino mais derivado é o Reino Animalia. O Reino Monera é mais simples, pois é o mais próximo do ancestral comum. O Reino Animalia é o mais derivado por ser o mais distante." "O mais primitivo é o Reino Monera e o mais derivado é o Reino Animal porque o Reino Monera possui o organismo procarionte e o Reino Animal, não." 36
  37. 37. Prova do 2º bimestre 37
  38. 38. Prova do 4º bimestre 38
  39. 39. Algumas respostas: “b) Sim. Pois são da mesma linhagem." "b) Sim, porque no gráfico as aves saíram dos répteis." "b) Sim. Porque na árvore filogenética ela está bem perto dos dinossauros." "b) Sim, pois a galinha e o dinossauro tem um parentesco em comum." "b) Sim, porque ela é parecida com o pterodáctilo." "b) Porque o esqueleto dela é parecido com o do dinossauro." "b) Nãão! Porque não tem nada a ver galinha com dinossauro, né, professor!" 39
  40. 40. "b) Sim, porque é parente dos répteis, dinossauros, e tem semelhança, p. ex., põe ovos, etc." "b) Sim, porque um dos descendentes dos dinossauros eram as aves." "b) Sim porque a galinha não tem braço e nem os dinossauros.“ "b) Sim, porque a galinha é uma ave. E as aves são descendentes dos dinossauros." "b) Sim. Pois está ligado pelas linhas do tempo." "b) Sim, porque os dinossauros são descendentes de aves e a galinha é uma ave." "b) Sim, por dinossauros por ovos assim como a galinha, só muda o tamanho!" 40
  41. 41. Aluna: O que passa na cabeça de um professor quando ve um aluno querendo nada ? Da atençao aos que querem ? Ou nao desiste dele ?  Professor: Depende de muitas coisas Depende do que esse professor acredita que seja educar Depende do momento pelo qual esse aluno esteja passando Depende do pq esse aluno não esteja querendo nada (se é que o professor consiga saber o motivo) São tantas coisas... rs  Aluna: Ah entendi ... Depende bem Vc tem alguma religiao ? E qual sua opiniao sobre.isso ?  Professor: Já tive Eu nasci em uma família judaica e fui judeu por muitos anos Há alguns anos, eu sou ateu Respeito quem tem religião e entendo vários motivos pras pessoas terem suas religiões  Aluna: O que fez "largar" sua religião ? Professor: Foram tantas coisas e foram muitos anos até eu ir "me decidindo" e me resolvendo quanto a isso a primeira coisa que me incomodava, qd eu tinha mais ou menos a sua idade, era a segregação  Aluna: Ah entendi ... Percebeu que pergunto muito né kkkkkkkkk  Professor: e acho isso ótimo, Mariana! (nome fictício) eu era assim tb 41
  42. 42. me incomodava que algumas pessoas tratassem quem não era da sua religião da mesma forma isso foi a primeira coisa Aluna: Isso eu tb vejo muito ...  Professor: Eu era muito espiritualizado e sensitivo e cheguei a ser relativamente religioso qd era pequeno No ensino fundamental, estudei em uma escola judaica (da minha religião naquele momento) e praticamente só tinha contato com judeus Qd fui pro ensino médio, passei a ter contato com amigos de outras religiões, alguns ateus e etc E alguns preconceitos foram caindo Aí, qd entrei na faculdade de Biologia, passei a questionar um pouco mais Professor: e aprendi sobre evolução aí, passei a ter outra cabeça e outra ideia sobre Deus e religiões resumindo muitos anos, foi isso! rsrsrs Aluna: Agora entendi melhor ...  Professor: mas pq a sua pergunta? Aluna: Pq o Senhor nao foi de falar muito sobre isso , daí surgiu a curiosidade 42
  43. 43. Professor: Bom, é pq não surgiu muito espaço nem momento pra falar sobre isso Não tenho problemas em falar sobre isso, não A dificuldade é só pq nem todos encaram bem essa questão Nem todo mundo lida bem com isso  Aluna: É verdade ... Mas vc pensa ainda bem diferente sem preconceitos e com respeito Professor: Sim Assim que tem que ser, né Pq cada um de nós é diferente do outro  Aluna: Claro , claro  Professor: E temos que respeitar cada um Só vamos ter preconceitos quando não conhecemos e qd não respeitamos esses diferentes modos de ser pré-conceito = formar opinião sem conhecer antes todos caímos no risco de ter preconceitos o problema maior é quando estes preconceitos viram discriminação ou seja, qd usamos nossas ideias pré-formadas pra tratar as pessoas de forma diferenciada  Aluna: Ai vai uma coisa levando a outra ...assim nunca evoluímos , normalmente as pessoas q discriminam nao tem conhecimento algum sobre aquilo  Professor:  43

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