Afinal, quem são os Malês?
A expressão malê vem de imalê, que na língua iorubá, idioma
nativo da África Ocidental signific...
Entenda melhor ...
• O que é o islamismo?
Maiores religiões existentes.
Fundado pelo Profeta Maomé.
É a verdade que Alá (D...
- Os segredos de Alá revelados ao Profeta Maomé
- Quando mais rápido uma pessoa lê o Alcorão, é mais
certeza de alcançar o...
RAMADÃO
. Período de renovação da fé,
. Prática mais intensa da
caridade
. Maior proximidade dos
valores sagrados
. Leitur...
A Revolta dos Malês
Com essas breves explicações, partiremos para o que nos trouxe até aqui.
A guerra dos Revoltosos.
. Trazidos para a Bahia – traficados
. Obrigados a servir seus “senhores”
.Por serem extremantes inteligentes,
podiam faze...
•Razões/Motivos para a Revolta
-Preconceito
-Dificuldade de ascenderem socialmente
ALGUNS HISTORIADORES AFIRMAM QUE ALGUNS...
Pacifico Licutan, que ensinava aos demais escravos os costumes islâmicos e os
ensinava a língua árabe, fora preso, pois o ...
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O plano foi “tomando corpo” de forma gradual. De inicio, os
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•Os escravos foram delatados para o
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Descobertos antes da hora, os malês tiveram que iniciar o seu levante ali
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Os negros malês foram derrotados.
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Mesmo sem sucesso na revolta, os malês enfraqueceram a elite
baiana, com sua capacidade de articulação de um plano bastant...
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Revolta do males com o professor Ellington Alexandre

  1. 1. Afinal, quem são os Malês? A expressão malê vem de imalê, que na língua iorubá, idioma nativo da África Ocidental significa muçulmano. Portanto os malês eram especificamente os muçulmanos de língua iorubá e que também eram alfabetizados em árabe. Foram os primeiros muçulmanos a pisar no Brasil.
  2. 2. Entenda melhor ... • O que é o islamismo? Maiores religiões existentes. Fundado pelo Profeta Maomé. É a verdade que Alá (Deus) revelou a Maomé (Profeta). Os muçulmanos acreditam: -No fim do mundo. -Em apenas um deus: Alá -No juízo final. Quando Maomé morreu a mensagem dele foi preservada no Alcorão
  3. 3. - Os segredos de Alá revelados ao Profeta Maomé - Quando mais rápido uma pessoa lê o Alcorão, é mais certeza de alcançar o paraíso. - Eles rezam 5 vezes ao dia. - Sempre virados para a cidade de Meca. - Templo de Caaba. Alcorão
  4. 4. RAMADÃO . Período de renovação da fé, . Prática mais intensa da caridade . Maior proximidade dos valores sagrados . Leitura mais assídua do Alcorão . Correção pessoal e autodomínio. Mês do ritual de jejum, sempre em que eles ficam sem comida, bebida, sem relações sexuais e sem pensamentos negativos. Só quem come e faz tudo são as grávidas, idosos e crianças.
  5. 5. A Revolta dos Malês Com essas breves explicações, partiremos para o que nos trouxe até aqui. A guerra dos Revoltosos.
  6. 6. . Trazidos para a Bahia – traficados . Obrigados a servir seus “senhores” .Por serem extremantes inteligentes, podiam fazer trabalhos para outras pessoas além de seus “proprietários”. . Eram chamados de Negros de Ganho ou Escravos de Ganho. .Exerciam tarefas remuneradas (ex.: alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros) .Entregavam ao seu “senhor” uma quota diária do pagamento recebido. .Pagavam apenas uma parte para o seu senhor, ficando com a outra parte, a maioria deles conseguia assim pagar a sua alforria. . Imposição do Catolicismo .Não havia liberdade religiosa escondidos continuavam suas orações e com seus costumes do islã .Eles se reunião nas casas dos escravos já libertos para realizarem suas orações. A Bahia vivia em uma época de grandes insurreições.
  7. 7. •Razões/Motivos para a Revolta -Preconceito -Dificuldade de ascenderem socialmente ALGUNS HISTORIADORES AFIRMAM QUE ALGUNS DONOS DE ESCRAVOS, CASTRAVAM OS HOMENS, CORTAVAM O BICO DOS SEIOS DAS MULHERES. TINHA MÉDICOS QUE FAZIAM EXPERIÊNCIAS COM CRIANÇAS. Os revoltosos da época eram cerca de 1.500 estavam insatisfeitos com: - Escravidão dos Africanos -Imposição do Catolicismo. -O preconceito voltado para eles. -Logo depois, a mesquita de Vitória – o reduto dos muçulmanos – foi destruída e dois importantes líderes religiosos da região foram presos. -As autoridades haviam proibido qualquer tipo de manifestação religiosa que não fosse católica.
  8. 8. Pacifico Licutan, que ensinava aos demais escravos os costumes islâmicos e os ensinava a língua árabe, fora preso, pois o seu “senhor” não pagou suas as dividas aos frades e fora levado como pagamento, sendo preso na cadeia. Num primeiro momento os escravos juntaram o dinheiro para tirar Licutan da prisão, porém as autoridades não aceitaram. Daí mais um motivo que os levou a programar um motim para o dia 25 de janeiro de 1835, logo após o mês do Ramadão.
  9. 9. Por serem Negros do Ganho, tinham “certa facilidade para andarem pela ruas, apesar da violência. •Pai Inacio •Ahuna •Manuel Calafate •Luiza Mahin
  10. 10. O plano foi “tomando corpo” de forma gradual. De inicio, os escravos ajudavam uns aos outros, organizando formas de pagar a alforria de escravos que ainda estavam presos. Depois, compraram armas e munições. Alguns deles, tinham experiências com armas, o que dava maiores esperanças aos malês.
  11. 11. Exemplo de Organização dos Escravos
  12. 12. Todo o plano foi escrito em árabe. Eles eram muito organizados. O plano era aproveitar a festa de Nossa Senhora da Guia, na igreja do Bonfim, no dia 25 de janeiro, fim do Ramadã, e data que conforme a tradição local os africanos ficariam livres da vigilância dos seus senhores, para reunir uma coluna rebelde na Vitória (BA). A ideia dos malês era libertar o líder espiritual Licutan e os escravos ainda presos, render e matar e confiscar todos os bens dos brancos e mulatos, fazer de alguns seus escravos e fazer a implantação de uma monarquia islâmica por toda a extensão da Bahia, acabando com a imposição católica. Aqui vale a pena frisar que os crioulos e pardos nascidos no Brasil também eram tidos como inimigos pelos rebeldes africanos. Além dos escravos malês, também participaram (em menor numero), alguns escravos nagôs e haussás, também da África Ocidental.
  13. 13. •Os escravos foram delatados para o Juiz de Paz de Salvador. •Cercaram os revoltosos na casa de Manuel Calafate, na Ladeira da Praça. *Na madrugada do dia 25 de janeiro, o juiz, o tenente e dois soldados chegaram à porta dos rebeldes. *Não contavam com uma surpresa: cerca de 60 rebeldes estavam naquela casa. *Os saldados ao tentarem forçar a porta para entrar foram surpreendidos com um grande número de escravos que estavam armados e saíram gritando “mata soldado”! DELATADOS Há controvérsias sobre quem foi o autor da delação, mas o fato é que o plano dos malês foi delatado para o Juiz, e este rapidamente acionou os soldados das forças oficiais que, bem preparados e armados,
  14. 14. Descobertos antes da hora, os malês tiveram que iniciar o seu levante ali mesmo, na madrugada do dia 25. Portando espadas e amuletos – principalmente papéis com trechos do Alcorão e rezas fortes bem dobrados foram colocados em bolsinhas de couro costuradas -, eles vestiram-se de branco para ir às ruas. E uma de suas armas mais forte foi a capoeira! A maioria das armas eram espadas, o que desequilibrava a luta, favorecendo as tropas do governo, munidas de armas de fogo. Mas o que impressionou as autoridades da época é que apesar do desespero de ter que fazer a revolução às pressas, os rebeldes Malês procuraram seguir a tática estabelecida nos planos iniciais da revolta: eles queriam se apossar de toda região do Recôncavo.
  15. 15.  Depois de afugentar os soldados, uma parte dos revoltosos saiu pelas ruas acordando os companheiros e convocando-os para a luta, enquanto a maioria deles foi até a prisão, no subsolo da Câmara Municipal, para conseguir armas, novas adesões e libertar Licutan.  A tentativa fracassou: no confronto, muitos insurgentes e alguns guardas saíram feridos.  Novamente em marcha, o grupo fez uma pausa no Convento das Mercês, onde tinham um aliado  Os escravos queria chegar aos engenhos e assim se encontrarem com os escravos que viviam próximos a Salvador, mas para isso era necessário passar pelo passar pelo Quartel da Cavalaria, em Água de Meninos. Aí, a situação se inverteu: os rebeldes pela primeira vez não queriam atacar o quartel, mas apenas passar, enquanto os soldados tomaram a iniciativa de atacar os revoltosos. O preço pago pelo descuido foi o fracasso do levante. Cerca de 500 revoltosos foram cercados no local
  16. 16. Os revoltososinvadiramlocais como: Praça do Palácio( onde se encontrava a Câmara Municipal) Terreiro de Jesus Pelourinho Largo do Teatro ( Praça Castro Alves) Forte de São Pedro Quartel da Lapa (Atual Colégio Central) A Barroquinha Cidade Baixa Taboão
  17. 17. Os negros malês foram derrotados. A rebelião acabou com aproximadamente 7 mortos do lado das tropas imperiais e cerca de 70 do lado dos malês. Alguns foram mortos, outros aprisionados, condenados à morte, deportados de volta à África. Qual teria sido o destino da rebelião, se ela tivesse sido vitoriosa. Nem todos os africanos muçulmanos existentes na Bahia em 1835 participaram da revolta. As autoridades usaram a posse de papéis malês como prova de rebeldia e por isso muitos inocentes foram presos e condenados. O enredo mostra a resistência permanente de homens e mulheres vivendo seus anseios e limites numa sociedade escravista fortemente marcada pela exclusão social e racial. Mesmo com a revolta dos malês esmagada pelas forças imperiais, o movimento serviu para demonstrar que havia FORÇA ENTRE OS NEGROS.
  18. 18. Mesmo sem sucesso na revolta, os malês enfraqueceram a elite baiana, com sua capacidade de articulação de um plano bastante elaborado a favor de todos os escravos, se destacando entre as demais revoltas do período regencial.

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