Aula de História
com o professor:
Ellington Alexandre
A Igreja na Idade
Média
FASES:
1. Organização interna
2. Aproximação dos poderes políticos
3. Ápice (séculos XI ao XII)
4. Crise e separação entre...
DEUS
APÓSTOLOS
BISPOS
(anciãos)
• Igreja = ponto de encontro entre romanos e germanos
• Século IV
- Cristianismo como religião oficial do Império Romano
-...
“(...) Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a
remissão dos pecados. Se é possív...
• Bispo de Roma se sobrepõe aos outros = Papa (pai de todos os cristãos)
“Um só Deus, uma só Igreja” manter a unidade
WHY?...
Monges
Secular – voltados para atividades em sociedade
• CLERO
Regular – vivem em solidão; seguem uma Regra
• Servir a Deu...
Rei Igreja
• Papa + Chefe Franco X Lombardos  Pepino, o Breve nomeado Rei; doação
de terras para Papa no século VII forma...
A morte do Usurário e do Mendigo.
Gautier de Coincy (1177-1236)
Imagem disponível em
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m.b...
Mapa de Psalter (século 1250) uma das páginas de ilustrações
de um livro de salmos do século XIII.
Disponível em
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Ápice do poder da Igreja
• Paz de Deus (final do século X)
- Fragmentação do Império Carolíngio
- Revoltas camponesas
- Ab...
Ápice do poder da Igreja
•Questão das Investiduras
- Henrique IV (Alemanha) depõe o Papa; Gregório VII excomungou o
impera...
A Inquisição
• Criada pela Igreja no século XIII
• Objetivos: vigiar, investigar, interrogar, julgar e punir pessoas suspe...
Cátaros: extermínio dos puros.
Cátaros (Final do século XII)
“Eles recusavam o ritual da hóstia
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Crise
• Crescimento das críticas ao pretendido controle eclesiástico sobre a
sociedade
• Divisões dentro do clero (surgime...
Bibliografia
• FRANCO Jr, Hilário. Idade Média.
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  1. 1. Aula de História com o professor: Ellington Alexandre
  2. 2. A Igreja na Idade Média
  3. 3. FASES: 1. Organização interna 2. Aproximação dos poderes políticos 3. Ápice (séculos XI ao XII) 4. Crise e separação entre poderes Igreja/Estado
  4. 4. DEUS APÓSTOLOS BISPOS (anciãos)
  5. 5. • Igreja = ponto de encontro entre romanos e germanos • Século IV - Cristianismo como religião oficial do Império Romano - Sustento: esmolas de fiéis; isenção de impostos - Tribunal próprio (laicos submetidos à ele eventualmente) - Celibato era apenas recomendado; tornou-se obrigatório depois de um tempo. • Concílios - Reunião de bispos de todas regiões para discutir questões de doutrina - 1º Concílio de Nicéia em 325 d.C. (Imp. Constantino I)= posicionamento sobre o arianismo (condenado pelo Concílio) - Papel: definição e estruturação da Igreja
  6. 6. “(...) Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos? (...) Onde quer que estejais, em casa, em viagem, comendo ou em reuniões, não profira vossa boca palavras torpes e obscenas, e exortai os vizinhos e vossos próximos a que falem sempre o que é bom e belo, e não palavras más ou maledicência. Evitai as danças organizadas nas festas religiosas, com suas canções torpes e obscenas: a língua, com a qual o homem deveria louvar a Deus, é então usada para ferir a si mesmo. E ainda que eu creia que, com a ajuda de Deus e graças a vossos esforços, erradicados estão daqui aqueles desgraçados costumes herdados do paganismo. (...). E, se conhecerdes quem ainda lança clamores à lua nova, exortai-o e mostrai-lhe quão grande é este pecado de ousar confiar-se à proteção da lua – que, simplesmente, por ordem de Deus, esconde-se de tempos em tempos – por meio de seus gritos e imprecações sacrílegas. E se virdes alguém dirigir votos junto a fontes ou a árvores e ir procurar, como já dissemos, charlatães, videntes e adivinhos, pendurar no próprio pescoço – ou no de outros – amuletos diabólicos, talismãs, ervas ou âmbar, repreendei-o duramente, dizendo que quem cometer estes males perderá a consagração do Batismo.” O bispo Cesário de Arles (470-543), em um sermão numa paróquia rural.
  7. 7. • Bispo de Roma se sobrepõe aos outros = Papa (pai de todos os cristãos) “Um só Deus, uma só Igreja” manter a unidade WHY? • Não intencionalidade na busca por poder no século IV • Prestígio de Roma • Sobreposição da estrutura eclesiástica à estrutura civil de Roma • Centro do Império = centro da Igreja • Manobra política do Imperador • Século VIII – Doação de Constantino – poder imperial sobre o Ocidente para a o Papa romano
  8. 8. Monges Secular – voltados para atividades em sociedade • CLERO Regular – vivem em solidão; seguem uma Regra • Servir a Deus em ascese e contemplação: silêncio, clausura, desprendimento material • Regra de São Bento em 534 d.C.b – “Ora et labora” - Ordem Beneditina: evangelização da zona rural • Outras Ordens monásticas: Cluny, Cisterciences, Mendicantes
  9. 9. Rei Igreja • Papa + Chefe Franco X Lombardos  Pepino, o Breve nomeado Rei; doação de terras para Papa no século VII formando o Estado Pontifício. • Vinculação do episcopado ao poder real • Regulamentação do pagamento do dízimo (obrigatório a partir do século VI sob pena de excomunhão) • Com Carlos Magno: - Clérigos no conselho real - Cânones com força de lei - Monarca intervinha em nas funções eclesiásticas podendo nomear e punir bispos - Conquistas territoriais dos Carolíngios permitiu a cristianização de outros povos - Igrejas próprias - Renascimento Carolíngio: poder espiritual > poder temporal, logo bispo > rei
  10. 10. A morte do Usurário e do Mendigo. Gautier de Coincy (1177-1236) Imagem disponível em <http://www.idademedianaescola.co m.br/#!__livro-de-imagens> Acesso em <13/05/2014>
  11. 11. Mapa de Psalter (século 1250) uma das páginas de ilustrações de um livro de salmos do século XIII. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104 -59702000000400009> Acesso em <13/05/2014> Representa a perspectiva medieval TO, segundo a qual Jerusalém se situa ao centro do mapa (vale dizer, do mundo, uma vez que a Terra era o centro do mundo); no topo do mapa, abaixo do Cristo Pantocrático, claramente inspirado nas figuras bizantinas, cujos braços abertos guardam o mundo, o Paraíso Terrestre. Nota-se a presença de ícones bíblicos, tais como a Arca de Noé, a Torre de Babel, entre outros. É interessante perceber que as recentes descobertas geográficas, fruto das cruzadas do século XII, não são aplicadas à representação cartográfica, sendo o mapa marcado pelo ensejo de ensinar os fiéis, e não de representar corretamente o espaço físico (Pelletier, 1989). Seguindo no sentido horário, no segundo e no primeiro quadrantes encontra-se a Ásia, região dos filhos de Sem, netos de Noé, localizando-se Jerusalém ao centro, à beira do mar Negro, e o Paraíso Terrestre ao topo, tão longe dos homens quanto poderia estar, perdido pelo pecado original. A arca de Noé aparece perto da Torre de Babel, entre a Ásia e a África. No quarto quadrante aparece o continente negro e monstruoso, a África, povoado por Ham, o mais moreno dos filhos de Noé. Neste continente figuram elefantes, dragões, monstros e ainda, como um oásis de cristandade em meio aos infiéis, o reino do lendário Preste João, hoje conhecido como Etiópia.
  12. 12. Ápice do poder da Igreja • Paz de Deus (final do século X) - Fragmentação do Império Carolíngio - Revoltas camponesas - Abusos por parte dos cavaleiros – juramento de respeito ao clero e aos bens dos humildes - Proibição do uso armas alguns dias por semana e proibia a luta em dias de celebrações religiosas como a Páscoa e Pentecostes - Objetivo: “preservar a ordem religiosa, social e política desejada por Deus” - “Reprimir (Trégua de Deus) e exportar (Guerra Santa) a atividade guerreira dos laicos” • Reforma Gregoriana (século XI) – Papa Gregório VII - Reafirmava a ideia do poder espiritual (Igreja) acima do poder temporal (Reis) - Ofícios eclesiásticos não poderiam ser concedidos por laicos
  13. 13. Ápice do poder da Igreja •Questão das Investiduras - Henrique IV (Alemanha) depõe o Papa; Gregório VII excomungou o imperador e liberou seus súditos da fidelidade devida  Henrique IV elege outro Papa e marcha contra Roma - Acordo entre Papa Urbano II e o Rei francês Filipe I põe fim a Questão das Investiduras (conflitos entre Reis e Igreja continuam) •Concílio de Latrão (1215) - Obrigatoriedade da confissão particular uma vez por ano - Manuais de Confissão: tentam “prever” possíveis confissões para normatizar as ações dos clérigos; busca absolvição (diferente dos Manuais de Inquisição)
  14. 14. A Inquisição • Criada pela Igreja no século XIII • Objetivos: vigiar, investigar, interrogar, julgar e punir pessoas suspeitas de heresia • Similar aos processos da justiça secular do período “(...) a Inquisição não agiu de forma inovadora, no sentido de ter sido a única a atuar de forma violenta, ter um julgamento injusto. Ela atuava sob a influência do contexto em que estava inserida, onde a Justiça era bem mais deficitária, morosa e falha, se comparada a todo aparato jurídico disponível atualmente.” (Ferreira, p. 7, 2011) • Seria, muitas vezes, menos brutal nos processos do que a justiça secular “Talvez a fonte de renda mais importante, por ser a que maiores controvérsias proporcionava, era a dos confiscos. Segundo as leis canônicas, um herege era punido não só em sua pessoa como em seus bens, que eram apreendidos e confiscados. Se o herege não se arrependia, era “entregue” ao braço secular e queimado; se se arrependia, reconciliava-se com a Igreja; em ambos os casos, porém, sofria a perda de suas propriedades. (KAMEN, 1966, p. 189)” • O Papa Inocêncio IV (1243 - 1254) instituiu algumas regras com relação à utilização da tortura
  15. 15. Cátaros: extermínio dos puros. Cátaros (Final do século XII) “Eles recusavam o ritual da hóstia sagrada (em suas cerimônias, bastante simples, havia apenas a repartição do pão). Tampouco aceitavam o papel subalterno que o papado romano reservava para as mulheres – para o catarismo, o ser humano não admitia distinção entre sexos. A elas era permitido, inclusive, celebrar ritos religiosos. (SILVA, 2008)” • Cruzada Albigense (Cátaros também conhecidos como “albigenses”, pois muitos deles viviam na cidade Albi)
  16. 16. Crise • Crescimento das críticas ao pretendido controle eclesiástico sobre a sociedade • Divisões dentro do clero (surgimento de novas Ordens e grupos heréticos) • Cisma do Ocidente (1378-1417) - Dois Papas: em Roma e Avignon (sede do Papado desde 1309) • Desenvolvimento do nacionalismo - Pretendiam ter autonomia eclesiástica
  17. 17. Bibliografia • FRANCO Jr, Hilário. Idade Média. • SANTOS, Ricardo Costa dos. Representações Medievais (a idéia de pecado, morte e vida eterna nas iluminuras). Disponível em <www2.uefs.br/ppgldc/publicacoes/n7/n7.ricardo.pdf> Acesso em <13/05/2014> • FERREIRA, Aline Guedes. Inquisição Católica: em busca de uma desmistificação da atuação do Santo Ofício. Disponível em <http://www.ufrb.edu.br/simposioinquisicao/wp- content/uploads/2012/01/Aline-Ferreira.pdf> Acesso em <14/05/2014> • SILVA, Pedro. O Extermínio dos puros. Disponível em <http://maniadehistoria.wordpress.com/historia-dos-cataros/> Acesso em <14/05/2014>

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