Curso sobre     Fundamentos da Educação        Pedagogia     Histórico-Crítica     Prof. Ms. Adnilson José da SilvaUnivers...
O estudo das teorias /       Programa                       tendências a que se                                      filia...
Trabalho              latim tripallium           Instrumento de tortura           formado por três paus
Modelos de produção industrial  Taylorismo /                Toyotismo                  Volvismo    Fordismo    Sistema    ...
No novo modelo (toyotista e volvista) de produção requer as            seguintes habilidades e competências:   Organizar e...
“A procura de homens regula necessariamente aprodução de homens como de qualquer outramercadoria. Se a oferta é muito maio...
1. O sistema de produção industrialcaracterizado pelo paradigmamecânico é oa) taylorista / fordistab) toyotistac) volvista
2. O sistema de produção industrial emque o trabalhador precisa desenvolvercapacidades para implementar novastecnologias e...
3. No modelo produtivo chamado detoyotismo, os trabalhadores passaram aa) desenvolver atividades laboraisindividualmenteb)...
4. Na medida em que se superou oparadigma mecânico de produção, rumo àsconfigurações flexíveis dos sistemasindustriais,a) ...
5. Em relação à evolução dos modelos eprodução industrial, pode-se dizer que a escolaa) foi atualizada, reforçando os cont...
6. Considerando que cada grupo que se tornahegemônico, ocupando e exercendo o poderpolítico, se vale de intelectuais que d...
A Pedagogia Histórico-Críticaé uma teoria marxista da Educação  como Marx concebe a educação?é uma teoria embasada na dial...
Modernidade industrialRevolução industrial (Europa, século XVIII)                                               incorporaç...
Para Marx, o trabalho é uma capacidade exclusivamente humana        O homem planeja antes de executar o trabalho.         ...
Nas obras Manuscritos Econômico-fiosóficos, A SagradaFamília, A Ideologia Alemã e A Miséria da Filosofia,Marx e Engels tes...
A divisão do trabalho torna o trabalhador “cada vez maisunilateral e dependente” por exigir especializações semprecrescent...
Com a automatização                                                             O trabalho                                ...
Alienação“Quanto mais o trabalhador produz, menos tem de consumir; quantomais valores cria, mais sem valor e desprezível s...
A PHC se orienta por um modelo de sujeito que supera o estado de alienação. Trata-se da pessoa onilateral, formada pelo pr...
Embora não tenham escrito exclusivamente sobreeducação, Marx e Engels falam de um modelo depessoa onilateral.A pessoa onil...
7. O conceito marxista de alienação nasce daconstatação de que no sistema capitalista deproduçãoa) o trabalhador se desenv...
8. A divisão do trabalho torna o trabalhador “cada vez maisunilateral e dependente” por exigir especializações semprecresc...
9. A onilateralização é um processo pelo qual ossujeitosa) se tornam dependentes do sistema produtivopara poderem desenvol...
10. É correto afirmar quea) A politecnia é a base formadora necessária paraproporcionar a superação da unilateralidade em ...
11. O conceito marxista de politecnia pode serentendido comoa) a oposição dialética entre formação geral,formação profissi...
12. Respectivamente, a formação unilateral e aformação onilateral designam as situações em queo trabalhadora) “[...] trans...
Com base em Marx se explicitam as relações entre                                   TRABALHO                               ...
Relações entre EDUCAÇÃO, TRABALHO e CIDADANIA         O                             O TRABALHO alienado            TRABALH...
13. Sobre as relações entre educação e trabalho,pode-se afirmar quea) a educação onilateral está relacionada aotrabalho al...
14. Sobre as relações entre trabalho e educação, épossível dizer quea) o trabalho politécnico está relacionado àeducação a...
15. Sobre as relações entre trabalho e cidadania,diz-se quea) o trabalho alienado se relaciona àmarginalização políticab) ...
16. Sobre as relações entre trabalho e cidadania, écorreto afirmar quea) a centralidade política não está para o trabalhop...
17. Sobre as relações entre educação e cidadania,pode-se afirmar quea) a educação unilateral está para a centralidadepolít...
18. Sobre as relações entre cidadania e educação,é correto afirmar quea) a centralidade política está para odesenvolviment...
A PHC prevê uma ascensão epistemológica, ou      seja, uma evolução no conhecimento.  SOPHÓI         Aqui a pessoa sabe di...
19. Aqui a pessoa consegue entender o queacontece no mundo, sem as sombras das dúvidase do medo. Entende a si mesma e o me...
20. Aqui a pessoa aprende muita coisa boa, masainda está presa a algumas idéias que nãocorrespondem à realidade. Por exemp...
21. Aqui a pessoa sabe diferenciar o BEM e o MALe tem CONHECIMENTO para agir no mundo semque ninguém a explore, a engane e...
22. Entende-se que a evolução epistemológicaocorrea) em uma evolução qualitativa ascendente quedispensa processos de negaç...
23. É errado afirmar quea) o senso comum (epistéme) compreende asaprendizagens decorrentes de processossistemáticosb) o se...
24. É correto afirmar quea) à epistéme corresponde o conhecimentocientífico e cultural desenvolvidoassistematicamenteb) o ...
A dialética é considerada                 como a mais elaborada                   forma de filosofia.                     ...
A dialética se deflagra mediante a                    dinâmica entre dois elementos,                  implicando em um ter...
A dialética se caracteriza pela           continuidade, assim:TESE                      ANTÍTESE          SÍNTESE         ...
25. É correto afirmar quea) a dialética vem do grego dialetiké e significadiálogob) a dialética é considerada como a mais ...
26. O elemento que deflagra o processo dialético éa) a teseb) a antítesec) a síntese
27. Uma situação dada, posta, que ocupa lugar naconsciência como verdade, crença, convicção, échamada, na dinâmica dialéti...
28. É correto que a síntesea) é uma atualização da teseb) é um aperfeiçoamento da antítesec) nega tanto a tese quanto a an...
29. São características da dialética:a) a provisoriedade, a continuidade e a contradiçãob) a contradição, a continuidade e...
30. Há dialética quando se percebea) concessão entre os elementos envolvidos nodiálogob) contradição entre os elementos en...
A PHC se embasa na dialética MATERIALISTA                   e se opõe à dialética IDEALISTA.    dialética                 ...
A dialética é considerada                 como a mais elaborada                   forma de filosofia.                     ...
Vamos rever a ascensão epistemológica, dialeticamente.  SOPHÓI           Diz respeito às atitudes adotadas pelo           ...
31. Segundo a dialética idealistaa) de Hegel, a dinâmica da dialética se dá emplano mentalb) de Marx e Engels, a dinâmica ...
32. Segundo a dialética materialistaa) de Hegel, a dinâmica da dialética se dá emplano mentalb) de Marx e Engels, a dinâmi...
33. Tudo ocorre antes em nível material, histórico,e somente depois, em nível mentala) equivale a afirmar que o desenvolvi...
34. A “(...) a estrutura econômica da sociedade é a base realsobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política ...
35. Dialeticamente,a) a sophói confirma a síntese entre doxa eepistémeb) a sophói é um aperfeiçoamento da doxac) a doxa é ...
36. Diz respeito às atitudes adotadas pelo sujeito,com conhecimento e valores, tendo em vista suasintenções pessoais e pol...
RELEMBRANDO... Relações entre EDUCAÇÃO, TRABALHO e CIDADANIA         O                               O TRABALHO alienado  ...
Na introdução de uma antologia de textos de autoriade Marx e Engels sobre educação e ensino,organizada por MASPERO (s/d), ...
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37. As tendências pedagógicas de esquerdaa) não têm orientação socialista e materialista-dialéticab) têm orientação libera...
38. As tendências pedagógicas de direitaa) têm orientação socialista e materialista-dialéticab) não têm orientação liberal...
39. São teorias não-críticas da educaçãoa) a Escola Tradicional, a PHC e o Tecnicismob) a Escola Tradicional, a Escola Nov...
40. São teorias crítico-reprodutivistasa) a Teoria da Escola como Aparelho Ideológico doEstado e a Teoria da Escola como V...
41. As teorias crítico-reprodutivistasa) são cinco: de Bourdieu, de Passeron, deBaudelot, de Stablet e de Althusserb) são ...
42. A PHCa) faz a crítica do capitalismo e não apresenta PPPb) faz a apologia do capitalismo e apresenta PPPc) faz a críti...
Teorias não críticasEscola Tradicional               Excluído é o sujeito ignorante de               conhecimento enciclop...
Teorias não críticasEscola Nova              Excluído é o sujeito deslocado              socialmente, frente às           ...
Teorias não críticasTecnicismo Excluído é o sujeito incompetente para as funções produtivas sofisticadas. Enfoca a capacit...
A função social da escola é vista de maneiras   diferentes nas diversas tendências pedagógicasTeorias não críticas       F...
43. Para a Escola Tradicional, segundo SAVIANI,a) excluído é o sujeito ignorante de conhecimentoenciclopédicob) excluído é...
44. De acordo com SAVIANI, a Escola Novaconsidera quea) excluído é o sujeito ignorante de conhecimentoenciclopédicob) excl...
45. No Tecnicismo,a) excluído é o sujeito ignorante de conhecimentoenciclopédicob) excluído é o sujeito deslocado socialme...
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47. Caracteriza a Escola Novaa) a promoção da disciplinarização docomportamento de acordo com o modelo industrialb) o desl...
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DIÁLOGO         é contraPersonalismo               MANDO       COMBATE  condena                       o                   ...
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síncrese            análise            síntese    todo           processo que            todo   caótico        eu empreend...
A avaliação, na PHC, é DIALÉTICA                  TESE                          ANTÍTESE A TESE é uma                     ...
Nesse caso, além da   A aprendizagem                      aprendizagem da norma culta, é                                  ...
Cipriano Luckesi                          Avaliação  Classificatória                             Diagnósticaas notas são u...
O centro da teoria de Luckesi é a DIALÉTICA                 TESE                          ANTÍTESEA TESE é uma            ...
FERNANDES, Florestan (org.) MARX e ENGELS: História.São Paulo: Ática, 1984.GASPARIN, João Luiz. Um didática para a Pedagog...
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Curso de iniciação à Pedagogia Histórico-Crítica

  1. 1. Curso sobre Fundamentos da Educação Pedagogia Histórico-Crítica Prof. Ms. Adnilson José da SilvaUniversidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO Guarapuava - PR
  2. 2. O estudo das teorias / Programa tendências a que se filiam esses autores permite compreender os sentidos das suas propostas, superando,Pedagogia Histórico-Crítica assim, a simples memorização.Educação, trabalho ecidadania Fundamentos político-pedagógicosFunção social da escolaoutros... A abordagem é embasada também nos conteúdos constantes do Edital do Concurso Público, e ajuda a entendê-los melhor.
  3. 3. Trabalho latim tripallium Instrumento de tortura formado por três paus
  4. 4. Modelos de produção industrial Taylorismo / Toyotismo Volvismo Fordismo Sistema Sistema Sistema MECÂNICO ELÉTRICO ELETRÔNICO de produção de produção de produção o trabalhador os trabalhadores agem em grupos age sozinho os trabalhadores dependem os trabalhadores de um supervisor central tomam decisões a escola ensina o os currículos incluem relações humanas,controle do tempo e do criatividade e formação continuada espaço HABILIDADES e COMPETÊNCIAS
  5. 5. No novo modelo (toyotista e volvista) de produção requer as seguintes habilidades e competências: Organizar e dirigir situações de trabalhoAdministrar a progressão dos processos Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação São também as “novasEnvolver os demais sujeitos em seu trabalho competências para ensinar”, Trabalhar em equipe segundoParticipar da gestão coletiva PERRENOUD Utilizar novas tecnologiasAdministrar sua própria formação continuada
  6. 6. “A procura de homens regula necessariamente aprodução de homens como de qualquer outramercadoria. Se a oferta é muito maior que a procura ,então parte dos trabalhadores cai na miséria ou nafome. Assim, a existência do trabalhador torna-sereduzida às mesmas condições que a existência dequalquer outra mercadoria. O trabalhador transformou-se numa mercadoria e terá muita sorte se puderencontrar um comprador. E a procura, à qual estásujeita a vida do trabalhador, é determinada pelocapricho dos ricos e dos capitalistas.”(MARX, 2004, p. 66, com grifos do original)
  7. 7. 1. O sistema de produção industrialcaracterizado pelo paradigmamecânico é oa) taylorista / fordistab) toyotistac) volvista
  8. 8. 2. O sistema de produção industrial emque o trabalhador precisa desenvolvercapacidades para implementar novastecnologias e tomar decisões referentesao incremento dos processos produtivoséoa) taylorista / fordistab) toyotistac) volvista
  9. 9. 3. No modelo produtivo chamado detoyotismo, os trabalhadores passaram aa) desenvolver atividades laboraisindividualmenteb) dominar todo o processo produtivoc) desenvolver atividades laboraiscoletivamente
  10. 10. 4. Na medida em que se superou oparadigma mecânico de produção, rumo àsconfigurações flexíveis dos sistemasindustriais,a) extrapolou-se o modelo taylorista /fordista e se exigiu dos trabalhadores novashabilidades e competências laboraisb) valorizou-se ainda mais as capacidadesde cálculo e de domínio das relaçõesespaço-temporais nos ambientes fabrisc) a figura do supervisor central se tornouainda mais necessária
  11. 11. 5. Em relação à evolução dos modelos eprodução industrial, pode-se dizer que a escolaa) foi atualizada, reforçando os conteúdos decálculo, classificação e disciplina corporalb) ficou desatualizada, restrita aos saberesmatemáticos, lingüísticos e de educação físicabasilaresc) foi atualizada em seus currículos, maisdirecionada para as capacidades criativas, derelações humanas e de liderançaempreendedora
  12. 12. 6. Considerando que cada grupo que se tornahegemônico, ocupando e exercendo o poderpolítico, se vale de intelectuais que disseminam asua ideologia, pode-se afirmar que a passagem dosgovernos FHC e de Jaime Lerner e a ascensão dosgovernos Lula e Requião implicarama) na substituição de Saviani por Perrenoud comoreferência para as políticas educacionaisb) na substituição de Perrenoud por Saviani comoreferência para as políticas educacionaisc) na substituição de Saviani por Marx comoreferência para as políticas educacionais
  13. 13. A Pedagogia Histórico-Críticaé uma teoria marxista da Educação como Marx concebe a educação?é uma teoria embasada na dialética materialista e nomaterialismo histórico/dialético o que é dialética materialista? o que é materialismo histórico/dialético?é uma teoria da Educação filiada às políticas de esquerda o que são políticas de esquerda? quais são as tendências pedagógicas de esquerda? o que são políticas de direita? quais são as tendências pedagógicas de direita?
  14. 14. Modernidade industrialRevolução industrial (Europa, século XVIII) incorporação de tecnologia no processo produtivo êxodo rural formação de cidades concentração de renda X aumento da pobreza
  15. 15. Para Marx, o trabalho é uma capacidade exclusivamente humana O homem planeja antes de executar o trabalho. O trabalho deve satisfazer o homem. PORÉM no sistema capitalista o trabalho desumaniza o homem, gerando a alienação.
  16. 16. Nas obras Manuscritos Econômico-fiosóficos, A SagradaFamília, A Ideologia Alemã e A Miséria da Filosofia,Marx e Engels testificam que em função “do idiotismodo ofício, gerado pela divisão do trabalho” o“indívíduo não vai além de um desenvolvimentounilateral, mutilado”, sendo “considerado pelaeconomia política como besta de carga ou peão, umanimal reduzido às mais estritas necessidadescorporais”. Essa é a tal da alienação.O sujeito alienado é unilateral, ou seja, temdesenvolvidas somente as capacidades de produçãoindustrial, sem que evoluam as suas capacidadespolíticas e estéticas.
  17. 17. A divisão do trabalho torna o trabalhador “cada vez maisunilateral e dependente” por exigir especializações semprecrescentes que têm como objetivo a adaptação dos sujeitosàs máquinas e aos processos industriais. (MARX)
  18. 18. Com a automatização O trabalho humano foi substituído pelas máquinas. Gerou-se um grande número de desempregados. O homem continua perdendo sua “humanidade”.“Para qualificar o escravo, Aristóteles emprega a expressãoinstrumento animado. (...) O robô é isso: uma máquina quedispensa o operador, um instrumento que trabalha sozinho e,portanto, um instrumento animado.”SAUTET, Marc. Um café para Sócrates. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p. 262-3
  19. 19. Alienação“Quanto mais o trabalhador produz, menos tem de consumir; quantomais valores cria, mais sem valor e desprezível se torna; quanto maisrefinado o seu produto, mais desfigurado o trabalhador; quanto maiscivilizado o produto, mais desumano o trabalhador; quanto maispoderoso o trabalho, mais impotente se torna o trabalhador; quantomais magnífico e pleno de inteligência o trabalho, mais o trabalhadordiminui em inteligência e se torna escravo da natureza.” (MARX, Manuscritos econômico- filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2004. p. 113) Tempos Modernos. Charles Chaplin
  20. 20. A PHC se orienta por um modelo de sujeito que supera o estado de alienação. Trata-se da pessoa onilateral, formada pelo princípio da politecnia. Mas, o que é POLITECNIA?Como antítese à unilateralização, o conceito marxista depolitecnia propõe “(...) a síntese dialética entre formação geral,formação profissional e formação política, promovendo oespírito crítico no sentido de uma qualificação individual e dodesenvolvimento autônomo e integral dos sujeitos comoindivíduos e atores sociais, possibilitando não só a sua inserçãomas a compreensão e o questionamento do mundo tecnológicoe do mundo sociocultural que os circundam.” (DELUIZ, 1996)
  21. 21. Embora não tenham escrito exclusivamente sobreeducação, Marx e Engels falam de um modelo depessoa onilateral.A pessoa onilateral é o oposto da pessoa unilateral.A formação unilateral A formação onilateral (alienadora) (politécnica) “[...] a ratificação do“[...] o trabalhador homem como sertransformou-se numa genérico lúcido”.mercadoria” (MARX) (MARX) formado formado para o exclusivamente trabalho, para apara a produção política e para as artes
  22. 22. 7. O conceito marxista de alienação nasce daconstatação de que no sistema capitalista deproduçãoa) o trabalhador se desenvolve na mesma medidaem que se desenvolve o seu trabalhob) o trabalhador se beneficia do seu trabalho comofator de evolução espiritualc) o trabalhador se caracteriza como meroinstrumento produtivo
  23. 23. 8. A divisão do trabalho torna o trabalhador “cada vez maisunilateral e dependente” por exigir especializações semprecrescentes que têm como objetivo a adaptação dos sujeitosàs máquinas e aos processos industriais. (MARX) Issosignifica quea) a unilateralização decorre do processo de alienação eimpede o sujeito de desenvolver sua sensibilidade e suacapacidade críticab) a unilateralização combate a alienação ao exigir dotrabalhador que desenvolva sua sensibilidade e suacapacidade críticac) a unilateralização decorre da alienação ao exigir dotrabalhador que desenvolva sua sensibilidade e suacapacidade crítica
  24. 24. 9. A onilateralização é um processo pelo qual ossujeitosa) se tornam dependentes do sistema produtivopara poderem desenvolver as capacidades decrítica e a sensibilidade estéticab) superam a alienação e desenvolvem ascapacidades de crítica e a sensibilidade estéticac) cristalizam as relações entre a evolução dosmeios de produção e as suas liberdades individuais
  25. 25. 10. É correto afirmar quea) A politecnia é a base formadora necessária paraproporcionar a superação da unilateralidade em que aformação voltada exclusivamente para capacitação produtivamantém o trabalhador.b) A politecnia é a base formadora necessária paraproporcionar a superação da onilateralidade em que aformação voltada exclusivamente para capacitação produtivamantém o trabalhador.c) A politecnia não é a base formadora necessária paraproporcionar a superação da unilateralidade em que aformação voltada exclusivamente para capacitação produtivamantém o trabalhador.
  26. 26. 11. O conceito marxista de politecnia pode serentendido comoa) a oposição dialética entre formação geral,formação profissional e formação políticab) a síntese dialética entre formação unilateral,formação profissional e formação políticac) a síntese dialética entre formação geral,formação profissional e formação política
  27. 27. 12. Respectivamente, a formação unilateral e aformação onilateral designam as situações em queo trabalhadora) “[...] transformou-se numa mercadoria” (MARX)e é formado para o trabalho, para a política e paraas artesb) é formado para o trabalho, para a política epara as artes e “[...] transformou-se numamercadoria” (MARX)c) nda
  28. 28. Com base em Marx se explicitam as relações entre TRABALHO alienado EDUCAÇÃO X unilateral politécnico X CIDADANIA onilateral marginalização política X centralidade política
  29. 29. Relações entre EDUCAÇÃO, TRABALHO e CIDADANIA O O TRABALHO alienado TRABALHO politécnico implica uma implica uma XEDUCAÇÃO unilateral EDUCAÇÃO onilateralque colabora para uma que colabora para uma CIDADANIA de CIDADANIA demarginalidade política. centralidade política.
  30. 30. 13. Sobre as relações entre educação e trabalho,pode-se afirmar quea) a educação onilateral está relacionada aotrabalho alienadob) a educação unilateral está relacionada aotrabalho politécnicoc) a educação unilateral está relacionada aotrabalho alienado
  31. 31. 14. Sobre as relações entre trabalho e educação, épossível dizer quea) o trabalho politécnico está relacionado àeducação alienadorab) o trabalho alienado está relacionado à educaçãoonilateralc) o trabalho politécnico está relacionado àeducação onilateral
  32. 32. 15. Sobre as relações entre trabalho e cidadania,diz-se quea) o trabalho alienado se relaciona àmarginalização políticab) o trabalho politécnico se relaciona àmarginalização políticac) o trabalho alienado se relaciona à centralidadepolítica
  33. 33. 16. Sobre as relações entre trabalho e cidadania, écorreto afirmar quea) a centralidade política não está para o trabalhopolitécnicob) a centralidade política está para toda forma detrabalhoc) nda
  34. 34. 17. Sobre as relações entre educação e cidadania,pode-se afirmar quea) a educação unilateral está para a centralidadepolíticab) a educação onilateral está para a centralidadepolíticac) a educação onilateral não está para acentralidade política
  35. 35. 18. Sobre as relações entre cidadania e educação,é correto afirmar quea) a centralidade política está para odesenvolvimento da sensibilidade e da capacidadecríticab) a marginalidade política está para odesenvolvimento da sensibilidade e da capacidadecríticac) nda
  36. 36. A PHC prevê uma ascensão epistemológica, ou seja, uma evolução no conhecimento. SOPHÓI Aqui a pessoa sabe diferenciar o BEM e o MAL e tem CONHECIMENTO para agir no sabedoria mundo sem que ninguém a explora, a engane e a faça sofrer. EPISTÉME Aqui a pessoa consegue entender o que acontece no mundo, sem as sombras dasconhecimento dúvidas e do medo. Entende a si mesma e o científico meio em que vive. Sabe do presente e do passado. Tem melhores condições de trabalhar e de apreciar as artes e a cultura. DOXA Aqui a pessoa aprende muita coisa boa, massenso comum ainda está presa a algumas idéias que não correspondem à realidade. Por exemplo: pode ter bom coração, mas acredita em mula-sem-cabeça e deixa que políticos corruptos a enganem.
  37. 37. 19. Aqui a pessoa consegue entender o queacontece no mundo, sem as sombras das dúvidase do medo. Entende a si mesma e o meio em quevive. Sabe do presente e do passado. Temmelhores condições de trabalhar e de apreciar asartes e a cultura.a) nível doxológicob) nível epistemológicoc) nível filosófico (sophói)
  38. 38. 20. Aqui a pessoa aprende muita coisa boa, masainda está presa a algumas idéias que nãocorrespondem à realidade. Por exemplo: pode terbom coração, mas acredita em mula-sem-cabeça edeixa que políticos corruptos a enganem.a) nível doxológicob) nível epistemológicoc) nível filosófico (sophói)
  39. 39. 21. Aqui a pessoa sabe diferenciar o BEM e o MALe tem CONHECIMENTO para agir no mundo semque ninguém a explore, a engane e a faça sofrer.a) nível doxológicob) nível epistemológicoc) nível filosófico (sophói)
  40. 40. 22. Entende-se que a evolução epistemológicaocorrea) em uma evolução qualitativa ascendente quedispensa processos de negaçãob) em uma evolução qualitativa descendente queinclui processos de negaçãoc) em uma evolução qualitativa ascendente queinclui processos de negação
  41. 41. 23. É errado afirmar quea) o senso comum (epistéme) compreende asaprendizagens decorrentes de processossistemáticosb) o senso comum (doxa) compreendeaprendizagens decorrentes de processosassistemáticosc) nda
  42. 42. 24. É correto afirmar quea) à epistéme corresponde o conhecimentocientífico e cultural desenvolvidoassistematicamenteb) o conhecimento científico e culturaldesenvolvido pela humanidade compreende asophóic) nda
  43. 43. A dialética é considerada como a mais elaborada forma de filosofia. DialéticaDo grego dialetiké debate O debate é a arte da negação. Mas, como ocorre a negação dialética?
  44. 44. A dialética se deflagra mediante a dinâmica entre dois elementos, implicando em um terceiro, assim: TESE ANTÍTESEA TESE é uma A ANTÍTESEsituação dada, nega a TESE. posta, queocupa lugar na consciênciacomo verdade, SÍNTESE crença, convicção. A SÍNTESE nega tanto a TESE quanto a ANTÍTESE, e se constitui como a nova situação dada, posta, ocupando lugar na consciência como nova verdade, crença, convicção.
  45. 45. A dialética se caracteriza pela continuidade, assim:TESE ANTÍTESE SÍNTESE TESE ANTÍTESE SÍNTESE TESE ANTÍTESE eternamente...
  46. 46. 25. É correto afirmar quea) a dialética vem do grego dialetiké e significadiálogob) a dialética é considerada como a mais elaboradaforma de filosofiac) a dialética é a arte da confirmação
  47. 47. 26. O elemento que deflagra o processo dialético éa) a teseb) a antítesec) a síntese
  48. 48. 27. Uma situação dada, posta, que ocupa lugar naconsciência como verdade, crença, convicção, échamada, na dinâmica dialética,a) de sínteseb) de antítesec) de tese
  49. 49. 28. É correto que a síntesea) é uma atualização da teseb) é um aperfeiçoamento da antítesec) nega tanto a tese quanto a antítese
  50. 50. 29. São características da dialética:a) a provisoriedade, a continuidade e a contradiçãob) a contradição, a continuidade e a permanênciac) a permanência e a provisoriedade
  51. 51. 30. Há dialética quando se percebea) concessão entre os elementos envolvidos nodiálogob) contradição entre os elementos envolvidos nodebatec) concessão entre os elementos envolvidos nodebate
  52. 52. A PHC se embasa na dialética MATERIALISTA e se opõe à dialética IDEALISTA. dialética dialética IDEALISTA MATERIALISTA “(...) a estrutura econômica da idéia sociedade é a base Hegel Marx e Engels real sobre a qual se eleva uma a dinâmica dasuperestrutura jurídica p a dinâmica da dialética seedá qual e política à a dialética se dá em planocorrespondem formas = u em plano mental sociais determinadas t material de consciência.” a (MARX) tudo ocorre tudo ocorre antes em nível antes em nível prática mental, e material, social somente materialismo histórico, e depois, emhistórico/dialético somente nível material depois, em nível mental
  53. 53. A dialética é considerada como a mais elaborada forma de filosofia. Dialética O Ã Ç A G E NDo grego dialetiké debate O debate é a arte da negação. dialética materialista
  54. 54. Vamos rever a ascensão epistemológica, dialeticamente. SOPHÓI Diz respeito às atitudes adotadas pelo sujeito, com conhecimento e valores, tendo sabedoria em vista suas intenções pessoais e políticas. RELAÇÃO DE NEGAÇÃO EPISTÉME Compreende o conhecimento científico e cultural acumulado pela humanidade econhecimento ensinados sistematicamente (pela escola). científico RELAÇÃO DE NEGAÇÃO DOXA Compreende as opiniões aprendidassenso comum assistematicamente.
  55. 55. 31. Segundo a dialética idealistaa) de Hegel, a dinâmica da dialética se dá emplano mentalb) de Marx e Engels, a dinâmica da dialética se dáem plano mentalc) nda
  56. 56. 32. Segundo a dialética materialistaa) de Hegel, a dinâmica da dialética se dá emplano mentalb) de Marx e Engels, a dinâmica da dialética se dáem plano mentalc) nda
  57. 57. 33. Tudo ocorre antes em nível material, histórico,e somente depois, em nível mentala) equivale a afirmar que o desenvolvimento dasidéias precede a prática socialb) equivale a afirmar que o desenvolvimento dasidéias é posterior à prática socialc) equivale a afirmar que o desenvolvimento daprática social é posterior ao que ocorre no níveldas idéias
  58. 58. 34. A “(...) a estrutura econômica da sociedade é a base realsobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política eà qual correspondem formas sociais determinadas deconsciência.” Essa afirmação de Marxa) a) equivale a afirmar que o desenvolvimento das idéiasprecede a prática socialb) equivale a afirmar que o desenvolvimento das idéias ésempre posterior à prática socialc) equivale a afirmar que o desenvolvimento da prática socialsempre é posterior ao que ocorre no nível das idéias
  59. 59. 35. Dialeticamente,a) a sophói confirma a síntese entre doxa eepistémeb) a sophói é um aperfeiçoamento da doxac) a doxa é negada pela epistéme e pela sophói
  60. 60. 36. Diz respeito às atitudes adotadas pelo sujeito,com conhecimento e valores, tendo em vista suasintenções pessoais e políticas:a) conhecimento doxológicob) conhecimento filosóficoc) conhecimento científico
  61. 61. RELEMBRANDO... Relações entre EDUCAÇÃO, TRABALHO e CIDADANIA O O TRABALHO alienado TRABALHO politécnico implica uma implica uma XEDUCAÇÃO unilateral EDUCAÇÃO onilateralque colabora para uma que colabora para uma CIDADANIA de CIDADANIA demarginalidade política. centralidade política. O que há de ideológico nisso? A função social da escola!!!
  62. 62. Na introdução de uma antologia de textos de autoriade Marx e Engels sobre educação e ensino,organizada por MASPERO (s/d), lê-se queTalvez exista alguma nostalgia do artesão perdidonos socialistas utópicos, porém, não em Marx eEngels. Sua pretensão não é retornar a situaçõespré-capitalistas nem criar o oásis do pré-capitalismoe artesanato na sociedade industrial. (...) Marx eEngels não pretendem voltar atrás, mas sim ir afrente, não pretendem voltar ao artesanato mas simsuperar o capitalismo, e essa superação só pode serealizar a partir do próprio capitalismo, acentuandosuas contradições, desenvolvendo suaspossibilidades. (p. 4)
  63. 63. Mas o que há no capitalismo como possibilidadesque poderiam servir à causa da superação dohomem unilateral?Certamente, o fantástico desenvolvimento científicoe tecnológico do qual o capital de serve que, seapropriado pela totalidade das pessoas, passaria aservir à coletividade sem se configurar comopropriedade material privada.
  64. 64. A democratização dos conhecimentos produzidospela humanidade e dos benefícios proporcionadospor esses conhecimentos em nível material eespiritual constitui o ambiente do homem onilateral.Este éum nexo recíproco pelo qual o indivíduo não podedesenvolver-se onilateralmente se não há umatotalidade de forças produtivas, e uma totalidade deforças produtivas não pode ser dominada a não serpela totalidade dos indivíduos livrementeassociados; é, em suma, o desenvolvimento originale livre dos indivíduos na sociedade comunista.(MANACORDA, op. cit., p. 79)
  65. 65. Em forma de conclusão, os tipos humanosconsiderados pelo pensamento marxista sãobasicamente dois: o homem unilateral e o homemonilateral. Para se conhecer as qualidades doprimeiro recorre-se aos determinantes históricos desua condição e aos mecanismos que garantem a suareprodução e permanência; no tocante ao segundo,se defende uma alteração radical na estruturaeconômica e na superestrutura jurídico-política eideológica para a sua realização.O homem onilateral é o projeto antropológico dapedagogia marxista.
  66. 66. A PHC no quadro das tendências pedagógicas ESQUERDA DIREITA socialista capitalista materialismo neo liberalismo dialético positivismo Crítico- reprodutivistas Não críticasTeoria da Escola Dualista Escola Tradicional Escola Nova Teoria da Escola como Violência Simbólica TecnicismoTeoria da Escola como Aparelho Ideológico do Estado Para além da críticaPedagogia Histórico-Crítica
  67. 67. 37. As tendências pedagógicas de esquerdaa) não têm orientação socialista e materialista-dialéticab) têm orientação liberal e positivistac) nda
  68. 68. 38. As tendências pedagógicas de direitaa) têm orientação socialista e materialista-dialéticab) não têm orientação liberal e positivistac) nda
  69. 69. 39. São teorias não-críticas da educaçãoa) a Escola Tradicional, a PHC e o Tecnicismob) a Escola Tradicional, a Escola Nova e oTecnicismoc) a Escola Tradicional, a Escola Nova e a PHC
  70. 70. 40. São teorias crítico-reprodutivistasa) a Teoria da Escola como Aparelho Ideológico doEstado e a Teoria da Escola como ViolênciaSimbólicab) a Teoria da Escola como Violência Simbólica e aPHCc) a Teoria da Escola Dualista e a PHC
  71. 71. 41. As teorias crítico-reprodutivistasa) são cinco: de Bourdieu, de Passeron, deBaudelot, de Stablet e de Althusserb) são três: de Bourdieu e Passeron, de Baudelot eStablet e de Althusserc) são três: de Marx e Engels, de Saviani e deGasparin
  72. 72. 42. A PHCa) faz a crítica do capitalismo e não apresenta PPPb) faz a apologia do capitalismo e apresenta PPPc) faz a crítica do capitalismo e apresenta PPP
  73. 73. Teorias não críticasEscola Tradicional Excluído é o sujeito ignorante de conhecimento enciclopédico. Repassa conteúdos em quantidade, estanques, e sem articulação conceitual que permita a crítica.
  74. 74. Teorias não críticasEscola Nova Excluído é o sujeito deslocado socialmente, frente às instituições democráticas. Desloca o eixo do conteúdo para os processos de aprendizagem. Promete a inclusão total e promove uma pseudo- inclusão social. Além de não efetivar o que prometeu, ainda eliminou o que se tinha antes, ou seja, a valorização do conteúdo.
  75. 75. Teorias não críticasTecnicismo Excluído é o sujeito incompetente para as funções produtivas sofisticadas. Enfoca a capacitação instrumental de pensamento e de ação corporal. Promove a disciplinarização do comportamento de acordo com o modelo industrial. Destitui a importância dos conteúdos humanísticos em favor da hipervalorização ds ciências exatas.
  76. 76. A função social da escola é vista de maneiras diferentes nas diversas tendências pedagógicasTeorias não críticas Função social da escolaEscola Tradicional Ensinar conteúdos para combater a ignorância enciclopédica. Escola Nova Ensinar para incluir socialmente.Escola Tecnicista Ensinar para capacitar tecnicamente para o setor produtivo.
  77. 77. 43. Para a Escola Tradicional, segundo SAVIANI,a) excluído é o sujeito ignorante de conhecimentoenciclopédicob) excluído é o sujeito deslocado socialmente,frente às instituições democráticasc) excluído é o sujeito incompetente para asfunções produtivas sofisticadas
  78. 78. 44. De acordo com SAVIANI, a Escola Novaconsidera quea) excluído é o sujeito ignorante de conhecimentoenciclopédicob) excluído é o sujeito deslocado socialmente,frente às instituições democráticasc) excluído é o sujeito incompetente para asfunções produtivas sofisticadas
  79. 79. 45. No Tecnicismo,a) excluído é o sujeito ignorante de conhecimentoenciclopédicob) excluído é o sujeito deslocado socialmente,frente às instituições democráticasc) excluído é o sujeito incompetente para asfunções produtivas sofisticadas
  80. 80. 46. É um diferencial da Escola Tradicionala) promover a disciplinarização do comportamentode acordo com o modelo industrialb) deslocar o eixo do conteúdo para os processosde aprendizagemc) repassar conteúdos em quantidade, estanques,e sem articulação conceitual que permita a crítica
  81. 81. 47. Caracteriza a Escola Novaa) a promoção da disciplinarização docomportamento de acordo com o modelo industrialb) o deslocamento do eixo do conteúdo para osprocessos de aprendizagemc) o repasse de conteúdos em quantidade,estanques, e sem articulação conceitual quepermita a crítica
  82. 82. 48. O Tecnicismo se destaca pora) promover a disciplinarização do comportamentode acordo com o modelo industrialb) deslocar o eixo do conteúdo para os processosde aprendizagemc) repassar conteúdos em quantidade, estanques,e sem articulação conceitual que permita a crítica
  83. 83. Teorias crítico-reprodutivistasseguem orientação marxista e foram concebidas no campoda sociologia por teóricos europeus. Descrevemmecanismos sociais de segregação, de alienação e dedominação, destacando o papel reprodutivista da educaçãona escola: a escola reproduz a segregação em umasociedade dividida em classes opostas e caracterizadas pelaposse dos meios de produção pela burguesia dominante eda força de trabalho pelo proletariado dominado.São as teorias:O Sistema de Ensino como Violência SimbólicaA Escola como Aparelho Ideológico do EstadoA Escola Dualista
  84. 84. Teorias crítico-reprodutivistas O Sistema de Ensino como Violência Simbólica Bourdieu e Passeron. São marginalizados os membros de grupos ou de classes sociais dominados. A marginalização é dupla: é SOCIAL porque é SIMBÓLICA não possuem porque não força material possuem força (capital axiológica financeiro) (capital cultural).A escola repassa a todos os valores da classe dominante,negligenciando os valores do proletariado. O efeito é um contingentede educados pobres financeira e culturalmente, dados a desejar acondição impossível do dominador.
  85. 85. Teorias crítico-reprodutivistas A Escola como Aparelho Ideológico do Estado Louis Althusser São marginalizados os expropriados, a classe trabalhadora. O Estado mantém aparelhos ideológicos que agempela força da ideologia e e também aparelhos repressivosdepois pela repressão que agem antes pela repressão e(escolas, igrejas, meios de depois pela ideologia (polícia,comunicação social...) exército...)Os aparelhos ideológicos do Estado são utilizados pelo Estado afavor do capital pelo convencimento (ideologia) ou pela força(repressão) e colaboram para manter (reproduzir) a divisãosocial em classes econômicas.
  86. 86. Teorias crítico-reprodutivistas A Escola Dualista Baudelot e Stablet São marginalizados os expropriados, a classe trabalhadora. A escola é organizada em dois níveis básicos: Secundário Superior (SS): os trabalhadores que gerenciam Primário Profissional (PP): os trabalhadores que executamCritica a divisão do trabalho, que reproduz na escola e noslocais de trabalho a mesma estrutura social, dividida emclasses, em que uns mandam e outros obedecem.
  87. 87. A função social da escola é vista de maneiras diferentes nas diversas tendências pedagógicas Teorias crítico- Função social da escola reprodutivistas Teoria da Escola como Violência Denunciam que a Simbólica função social da escola é a de atender ao Teoria da Escola capitalismo, excluindo como Aparelho conteúdos críticos,Ideológico do Estado formando mão-de-obra especializada e dócil e reproduzindo a Teoria da estrutura de classes. Escola Dualista
  88. 88. Comparando:Teorias não críticas Teorias crítico-reprodutivistasEscola Tradicional Sistema de Ensino comoEscola Nova Violência SimbólicaTecnicismo A Escola como Aparelho Ideológico do Estado A Escola DualistaMantêm a idéia de que a Consideram a escola comoescola é uma instituição uma instituição articulada naisolada da sociedade. sociedade.Colaboram para manter a Fazem a crítica do capitalismoestrutura de classes. e de suas estratégias educacionais de reprodução da estrutura de classes.Apresentam propostas de Apesar de fazerem a crítica,ação (PPP). não apresentam proposta de ação (PPP).
  89. 89. 49. As teorias crítico-reprodutivistas consideramquea) a escola reproduz a segregação em umasociedade dividida em classes opostas ecaracterizadas pela posse dos meios de produçãopela burguesia dominante e da força de trabalhopelo proletariado dominadob) a escola contradiz a segregação em umasociedade dividida em classes opostas ecaracterizadas pela posse dos meios de produçãopela burguesia dominante e da força de trabalhopelo proletariado dominadoc) a escola é independente e indiferente à asegregação em uma sociedade dividida em classesopostas e caracterizadas pela posse dos meios deprodução pela burguesia dominante e da força detrabalho pelo proletariado dominado
  90. 90. 50. É errado afirmar quea) as teorias crítico-reprodutivistas da educaçãoseguem orientação marxista e foram concebidasno campo da sociologia por teóricos europeusb) as teorias crítico-reprodutivistas da educaçãofazem a crítica do capitalismo, todavia, nãoapresentam PPPc) nda
  91. 91. 51. Segundo a teoria do Sistema de Ensino comoViolência Simbólicaa) a escola repassa a todos os valores da classedominante, negligenciando os valores doproletariado. O efeito é um contingente deeducados pobres financeira e culturalmente, dadosa desejar a condição impossível do dominadorb) o Estado age em favor do capital peloconvencimento (ideologia) ou pela força(repressão) e colaboram para manter (reproduzir)a divisão social em classes econômicasc) a divisão do trabalho reproduz na escola e noslocais de trabalho a mesma estrutura social,dividida em classes, em que uns mandam e outrosobedecem
  92. 92. 52. Para Louis Althussera) a escola repassa a todos os valores da classedominante, negligenciando os valores doproletariado. O efeito é um contingente deeducados pobres financeira e culturalmente, dadosa desejar a condição impossível do dominadorb) o Estado age em favor do capital peloconvencimento (ideologia) ou pela força(repressão) e colaboram para manter (reproduzir)a divisão social em classes econômicasc) a divisão do trabalho reproduz na escola e noslocais de trabalho a mesma estrutura social,dividida em classes, em que uns mandam e outrosobedecem
  93. 93. 53. De acordo comas teorizações de Baudelot eStableta) a escola repassa a todos os valores da classedominante, negligenciando os valores doproletariado. O efeito é um contingente deeducados pobres financeira e culturalmente, dadosa desejar a condição impossível do dominadorb) o Estado age em favor do capital peloconvencimento (ideologia) ou pela força(repressão) e colaboram para manter (reproduzir)a divisão social em classes econômicasc) a divisão do trabalho reproduz na escola e noslocais de trabalho a mesma estrutura social,dividida em classes, em que uns mandam e outrosobedecem
  94. 94. Prosseguindo: Teorias não críticas Teorias crítico-reprodutivistas Escola Tradicional Sistema de Ensino como Escola Nova Violência Simbólica Tecnicismo A Escola como Aparelho Ideológico do Estado A Escola Dualista Teoria para além da crítica Pedagogia Histórico-Crítica Faz a crítica da Apresenta proposta Considera a escolaeducação capitalista de ação (PPP) como instituição articulada à sociedade
  95. 95. A função social da escola é vista de maneiras diferentes nas diversas tendências pedagógicasTeoria para além Função social da escola da crítica Ensinar os conteúdos referentes ao conhecimento produzido e acumulado pela humanidade, Pedagogia articular educação, trabalho eHistórico-Crítica cidadania em perspectiva politécnica e onilateral, proporcionar a ascensão dialética do senso comum à consciência filosófica.
  96. 96. Não confundir !!!Para Libâneo:Tendências liberais Tendências progressistasEscola Tradicional Libertadora (Paulo Freire)Escola Nova Libertária (anarquista)Tecnicismo Crítico-Social dos Conteúdos (PHC)Libâneo erra:1. ao colocar a PHC na mesma categoria da PedagogiaLibertadora (Freireana)2. ao negligenciar aspectos políticos e econômicos ligadosàs teorias pedagógicas; tais aspectos revelas as relaçõesentre educação, trabalho e cidadania
  97. 97. Não confundir !!! A PHC, de A PedagogiaDermeval Saviani, Libertadora, de é DIALÉTICA. Paulo Freire, é DIALÓGICA. DEBATE DIÁLOGO luta de classes concessão solidariedade
  98. 98. E a prática pedagógica? São elementos daprática pedagógica: PLANEJAMENTO ENSINO Como esses AVALIAÇÃO elementos se articulam na PHC? DIALETICAMENTE !!!
  99. 99. A dialética se caracteriza pela continuidade, assim:TESE ANTÍTESE SÍNTESE TESE ANTÍTESE SÍNTESE TESE ANTÍTESE eternamente...
  100. 100. Para Gasparin: TESE ANTÍTESE SÍNTESE Prática Problematização PráticaSocial Inicial Social Final Instrumentalização Catarse Condição Espaço de Nova provisória ação didática condição provisória Centro da ação dialética senso conhecimento consciência comum científico filosófica
  101. 101. 54. É correto afirmar sobre a PHC, que essa teoriada educaçãoa) faz a crítica da educação capitalista, apresentaproposta de ação (PPP) e considera a escola comoinstituição articulada à sociedadeb) faz a crítica da educação capitalista, nãoapresenta proposta de ação (PPP) e considera aescola como instituição articulada à sociedadec) faz a crítica da educação capitalista, apresentaproposta de ação (PPP) e não considera a escolacomo instituição articulada à sociedade
  102. 102. 55. Ensinar os conteúdos referentes aoconhecimento produzido e acumulado pelahumanidade, articular educação, trabalho ecidadania em perspectiva politécnica e onilateral eproporcionar a ascensão dialética do senso comumà consciência filosóficaa) é função social da escola negada pela PHCb) denota que a PHC não supera a crítica à escolacapitalistac) nda
  103. 103. 56. Ao propor uma didática para a PHC, Gasparinconsidera que a escola devea) apresentar a antítese ao senso comum,considerado como prática social inicialb) salvaguardar as visões de mundo trazidas pelosalunos, com cuidados didático-pedagógicosadequadosc) nda
  104. 104. 57. Gasparin considera que a ação didática devese constituir comoa) forma de valorizar a doxab) prática social finalc) centro da ação dialética
  105. 105. 58. São passos que proporcionam a antítese noprocesso didático dialéticoa) a prática social final, a problematização e acatarseb) a prática social final, a problematização e ainstrumentalizaçãoc) nda
  106. 106. 59. Pode-se afirmar que a cada novaaprendizagem os sujeitos são colocadosa) em uma condição provisória de seudesenvolvimentob) em uma prática social final absolutac) em um nível doxológico sintetizado a partir desua prática social inicial
  107. 107. 60. É incorreto afirmar que a PHC prevêa) dialeticamente, uma ascensão do senso comumao conhecimento científicob) dialogicamente, uma ascensão do senso comumà consciência filosófica passando peloconhecimento científicoc) nda
  108. 108. Comparandoa Pedagogia Histórico-Crítica com o pensamento pedagógico de Paulo Freire
  109. 109. Paulo FreirePensa a Educação em um contexto político caracterizadopelo PERSONALISMO e em um contexto existencialcaracterizado pela PSICANÁLISE. Como é que Personalismo é? diálogoPensamento libertador Freireano conscientização Psicanálise
  110. 110. DIÁLOGO é contraPersonalismo MANDO COMBATE condena o o INDIVIDUALISMO COLETIVISMO próprio do próprio do CAPITALISMO SOCIALISMO dominação luta de classes valoriza a solidariedade a concessão o diálogo
  111. 111. Conflitos modernos: três golpes no orgulho do homem Nicolau Charles Sigmund Copérnico: Darwin: Freud:“A Terra não “O ser “O homemé o centro do humano é o não exerce universo.” resultado de total controle um processo consciente de evolução sobre si natural, tal mesmo e qual os sobre a outros cultura.” animais.”
  112. 112. “Acredito que paraum zelosotrabalhador semprehaverá um lugar,por mais modestoque seja, entre asfileiras dahumanidadelaboriosa.”Sigmund Freud(1856 – 1939)
  113. 113. ID Conceito SENTIDO de vida. Corresponde a aspectos naturais da existência. EROS THANATOS Pulsão de VIDA Pulsão de MORTE Princípio do PRAZER Princípio de DESTRUIÇÃO
  114. 114. SUPEREGO Conceito APRENDIDO de vida. Corresponde a aspectos CULTURAIS da existência. CERTO ERRADO O que é “moral”. O que é “imoral”. O que PODE. O que NÃO PODE. SOCIALMENTE ACEITO. CONDENÁVEL.
  115. 115. ID X SUPEREGODESEJO X LEIPRAZER X OBRIGAÇÃOQUERO!!! X NÃO PODE!!!-sexo-bater Como fica o sujeito neste conflito? O sujeito nasce deste conflito!
  116. 116. ID SUPEREGO EGOConceito PENSADO de vida.Aspectos RESOLUTÓRIOS da existência.Aqui surge o EU (ego) em esforço debusca para resolver os conflitos entreo ID (desejo de prazer / agressividade)e o SUPEREGO (lei / proibição).
  117. 117. ID SUPEREGOEu quero! Não pode! ENTÃO EGO Pensando melhor... Mas, e quando o conflito não se resolve assim, pacificamente?
  118. 118. NÍVEL CONSCIENTEpensamento, imaginação, meditaçãoNÍVEL SUBCONSCIENTEmemórias, conhecimento acumuladoNÍVEL INCONSCIENTEmedos, desejos proibidos, experiênciasvergonhosas, necessidades egoístas,motivações violentas contidas
  119. 119. Quando, mediante forte REPRESSÃO ou RECALQUE, o EGO não consegue resolverpacificamente o conflito, a fim de aliviar o sofrimentoconsciente este mesmo conflito é remetido ao nível INCONSCIENTE.Lá, os desejos, medos... não resolvidos permanecem latentes e chegam mesmo a resultar em neuroses e psicoses. Os sintomas mais comuns destes conflitos recalcados são os sonhos e os atos falhos. Épossível, também, a somatização (percebida através de dores inexplicadas).
  120. 120. A cura psicanalítica criada por Freud prevê trêstécnicas:- associação livre- interpretação de sonhos- hipnoseas quais buscam GARIMPAR o inconsciente a fim deconhecer os objetos de conflito e trazê-los para o nívelconsciente para enfrentamento e superação...Ou seja, para um conflito consciente.
  121. 121. CONSCIENTIZAÇÃO Segundo a Psicanálise Segundo Pedagogia Freireana Quando eu conheço os É no nível da consciência que É pela aprendizagem que meus problemas e conseguimos conhecer e conseguimos conhecer e procuro agir de acordo resolver os nossos problemas, resolver os nossos problemas, com a minha necessidade criticamente. criticamente. social e pessoal, eu sou autônomoQuando eu me deparo claramente Quando eu aprendo claramentecom os meus problemas, eu entro sobre os meus problemas, eu em crise. entro em crise.Enquanto eu nãoautonomia Pedagogia da sou consciente Enquanto eu não aprendo sobre dos meus problemas, o meu as razões dos meus problemas, osofrimento tende a se prolongar; meu sofrimento tende a se é preciso ter consciência deles prolongar; é preciso aprender para resolvê-los. para resolver.
  122. 122. Avaliação pedagógicaGasparin: a dialética e o sujeitoLuckesi: a dialética e o processo
  123. 123. síncrese análise síntese todo processo que todo caótico eu empreendo cosmético pararealidade que realidade que compreender não compreendocompreendo, e apreender a que me realidadeinteressa e a qual querocompreender A avaliação pedagógica é um trabalho de verificação dessa evolução
  124. 124. A avaliação, na PHC, é DIALÉTICA TESE ANTÍTESE A TESE é uma A ANTÍTESE situação dada, nega a TESE. posta, que ocupa lugar na É a minha atitude consciência de ANÁLISE como verdade, SÍNTESE inteligente sobre o crença, objeto. convicção. A SÍNTESE nega tanto a TESE quanto a ANTÍTESE, e se constitui como a nova situaçãoÉ a percepção dada, posta, ocupando lugar na consciênciaconsciente de como nova verdade, crença, convicção. que há algoSINCRÉTICO, É a minha percepção consciente caótico, que SINTÉTICA de um todo cosmético. eu nãocompreendo.
  125. 125. Nesse caso, além da A aprendizagem aprendizagem da norma culta, é preciso verificar a aprendizagem da linguagem do domínio de diferentes ocorre entre pessoas linguagens para diversos em processos interpsicológicos contextos. e proporciona o desenvolvimento. a aprendizagem idéia p p a a materialismo uhistórico/dialético = u t t a a o que ocorre entre pessoas prática em processos interpsicológicos social
  126. 126. Cipriano Luckesi Avaliação Classificatória Diagnósticaas notas são usadas permite conhecer a para fins de situação e o sentido classificação de da prática alunos, de acordo pedagógica para com os seus reorientá-la de desempenhos acordo com as QUANTITATIVOS necessidades Dialéticainstrumento estático e freador do a avaliação deflagra processo de um processo crescimento QUALITATIVO de alteração de concepções e de práticas pedagógicas
  127. 127. O centro da teoria de Luckesi é a DIALÉTICA TESE ANTÍTESEA TESE é uma A ANTÍTESEsituação dada, nega a TESE. posta, queocupa lugar na É a necessidade de consciência mudança apontadacomo verdade, SÍNTESE pela avaliação da crença, minha prática. convicção. A SÍNTESE nega tanto a TESE quanto a ANTÍTESE, e se constitui como a nova situação É a minha dada, posta, ocupando lugar na consciência prática como nova verdade, crença, convicção.pedagógica! É a minha NOVA prática pedagógica!
  128. 128. FERNANDES, Florestan (org.) MARX e ENGELS: História.São Paulo: Ática, 1984.GASPARIN, João Luiz. Um didática para a PedagogiaHistórico-Crítica. Campinas, SP: Autores Associados, 2001.MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. Trad. AlexMartins. São Paulo: Martin Claret, 2003.SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. Campinas, SP:Autores Associados, 2002.SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica: primeirasaproximações. Campinas, SP: Autores Associados, 2000.

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