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A Vinha de
Nabote
1º Trimestre de 2013
       7ª Lição
    Pr. Moisés Sampaio de Paula



                                  1
Texto Áureo

"Não erreis: Deus não se
 deixa escarnecer; porque
 tudo o que o homem
 semear, isso também
 ceifará" (Gl 6.7).



               Pr. Moisés Sampaio de Paula   2
Verdade Prática

• A trama orquestrada
  pela rainha Jezabel e o
  rei Acabe contra Nabote
  demonstra quão danoso
  é render-se aos desejos
  da cobiça e de uma
  satisfação pessoal.
                Pr. Moisés Sampaio de Paula   3
Objetivos da Lição
• Identificar o objeto da cobiça de
  Acabe.
• Citar as causas da cobiça.
• Conscientizar-se dos frutos e
  consequências da cobiça.


                Pr. Moisés Sampaio de Paula   4
Introdução


             • Acabe matou Nabote e apropriou-se de
               suas terras. Todavia, não pôde usufruir
               do fruto de seu pecado, porque o
               Senhor, através do profeta Elias, o
               denunciou e o disciplinou. É triste
               saber que soberanos, governantes e
               reis injustos governam, mas é mais
               maravilhoso saber que um Rei justo
               governa todo o universo.

               Pr. Moisés Sampaio de Paula           5
ESPÍRITO DO MUNDO
• o mundo onde vivemos é orientado por um estilo de vida
  materialista, hedonista e pragmatista. Todavia, o Evangelho
  demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente
  contrário ao mundano.
   – Materialismo - É o ceticismo a respeito da existência daquilo
     que é transcendental. Um estilo de vida pautado somente nas
     coisas materiais. Após essa vida, dizem os materialistas, tudo
     acaba.
   – Hedonismo - Ética pautada na busca intensa pelo prazer
     inteiramente pessoal. O sexo, a paz interior e a prosperidade
     são os sonhos de vida do ser humano.
   – Pragmatismo - É o estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Os
     relacionamentos de ordem sentimental, espiritual e pro¬ssional
     são baseados numa perspectiva de barganha.


                          Pr. Moisés Sampaio de Paula                6
Esboço da Lição
I. O OBJETO DA COBIÇA
  1. O direito à propriedade no Antigo Israel.
  2. A herança de Nabote.
II. AS CAUSAS DA COBIÇA
  1. A casa de campo de Acabe.
  2. A horta de Acabe.
III. O FRUTO DA COBIÇA
  1. Falso testemunho.
  2. Assassinato e apropriação indevida.
IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA
  1. Julgamento divino.
  2. Arrependimento e morte.
                      Pr. Moisés Sampaio de Paula   7
Palavra chave: Cobiça

• Desejo desmedido pelo
  poder, dinheiro, bens
  materiais, glórias etc;
  ambição.
• a cobiça pode acabar
  com algumas amizades.
• Obstinação intensa para
  conseguir algo.

                 Pr. Moisés Sampaio de Paula   8
Significado na Bíblia
• palavra “cobiçar” no hebraico “epithumeõ”
  significa, “fixar o desejo em” (formado de epi,
  “sobre”, usado intensivamente, e thumos,
  “paixão”), quer de coisas boas ou ruins, por
  conseguinte, “almejar, desejar ardentemente,
  ambicionar”, é usado em (At 20.33) com o
  significado de “desejar mal”, acerca de
  “desejar dinheiro e vestuário”.

                   Pr. Moisés Sampaio de Paula      9
Sinônimo de cobiça
• Ambição, avidez, cupidez, ganância, inveja,
  mercantilismo e sede.

Observação:
Cupidez - Ação, qualidade ou próprio de cúpido.
  Ambição, geralmente, por propriedades e/ou bens
  materiais; desejo excessivo por riquezas; ambição,
  cobiça: dominado pela cupidez, abandonou seus
  principais valores morais.

                    Pr. Moisés Sampaio de Paula   10
Cobiça:O que a Bíblia diz
• "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não
  cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus
  servos ou servas, nem seu boi ou jumento,
  nem coisa alguma que lhe pertença". (Êxodo
  20:17)




                  Pr. Moisés Sampaio de Paula   11
Origem da cobiça
• Tiago 4:1-2 “Donde vêm as guerras e
  contendas entre vós? Porventura não vêm
  disto, dos vossos deleites, que nos vossos
  membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes;
  logo matais. Invejais, e não podeis alcançar;
  logo combateis e fazeis guerras. Nada
  tendes, porque não pedis.”



                  Pr. Moisés Sampaio de Paula     12
Cobiça- uma das causas da apostasia
• 1 Timóteo 6:10 “Porque o amor ao dinheiro é
  raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns
  se desviaram da fé, e se traspassaram a si
  mesmos com muitas dores.”




                  Pr. Moisés Sampaio de Paula     13
I. O OBJETO DA COBIÇA


                      • Não devemos cobiçar aquilo que é
                        do próximo, nem tampouco jogar
                        fora aquilo que o Senhor nos
                        confiou como despenseiros.

                              1. O direito à propriedade no
                              Antigo Israel.
                              2. A herança de Nabote.


            Pr. Moisés Sampaio de Paula                 14
I. O OBJETO DA COBIÇA
      1. O direito à propriedade no Antigo Israel.
                         • De acordo com o livro de Levítico, a terra
                           pertencia ao Senhor (Lv 25.23). O
                           israelita da Antiga Aliança estava
                           consciente de que o Senhor lhe havia
                           dado o direito de explorar a terra como
                           uma concessão. Assim sendo, ele não
                           poderia vender aquilo que lhe fora dado
                           como herança divina. O livro de Números
                           destaca esse fato: "Assim, a herança dos
                           filhos de Israel não passará de tribo em
                           tribo; pois os filhos de Israel se chegarão
                           cada um à herança da tribo de seus pais"
                           (Nm 36.7).

                 Pr. Moisés Sampaio de Paula                      15
Herança: O bem maior para o povo
era a terra.
• Quando alguém se endividava ele procurava vender tudo o
  que possuía para não se desfazer da terra.
• A maior herança que um pai poderia deixar para o filho era a
  terra.
• A possessão da terra garantia a vida. Com ela as famílias
  plantavam ou criavam seus rebanhos.
• Quando não havia outra solução a terra era vendida.
• Mas havia uma determinação do Senhor para garantir a volta
  da terra para a família que a possuía, era o “ano do Jubileu”.



                         Pr. Moisés Sampaio de Paula               16
O ano do Jubileu
• A cada cinqüenta anos toda família que tinha vendido sua
  terra recuperava a posse dela. Na verdade não era uma venda
  e sim, um arrendamento que tinha o seu valor calculado
  conforme o número de anos que faltavam para o jubileu.

 “Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os
        dias das setes semanas de anos serão quarenta e nove anos. Então no mês
      sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação
           fareis passar a trombeta por toda a vossa terra. E santificareis o ano
    qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano
     do jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à
    sua família. O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem segareis o
   que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não tratadas.
     Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. Neste ano
                do jubileu tornareis cada um à sua possessão…” Lv 25:8-13

                                Pr. Moisés Sampaio de Paula                         17
I. O OBJETO DA COBIÇA
      2. A herança de Nabote.

                        •    Acabe queria a vinha de Nabote de qualquer
                             jeito. Diante da insistência do rei, Nabote
                             contra argumentou: não poderia desfazer-se
                             de sua herança (1 Rs 21.3. Jezabel, que viera
                             de um reino pagão, ficou escandalizada com
                             esse fato, pois entre os reinos gentios os
                             governantes não eram apenas soberanos,
                             eram também tiranos (1 Rs 21.5-7). Dessa
                             forma, ela arquitetou um plano para apossar-
                             se da vinha de Nabote (1 Rs 21.8-14).
                        •    Quantas pessoas têm consciência da
                             ilegalidade de determinada coisa, mas como
                             Acabe ficam à procura de justificativas que a
                             tornem legal. Cuidado! Deus há de julgar os
                             tiranos e malfeitores.
                Pr. Moisés Sampaio de Paula                           18
Quem era Nabote?
• Nabote deriva-se do árabe e quer dizer “rebento” ou
  “fruto”.
• Era um israelita da cidade de Jezreel, que vivia no
  tempo de Acabe, rei das dez tribos, e tinha uma bela
  vinha perto do palácio real. Acabe cobiçou a sua
  propriedade, mas Nabote, em conformidade da lei (Lv
  2L23, 24), recusou vendê-la. Pôs Jezabel em campo os
  seus artifícios e foi Nabote morto a pedrada, por
  motivo de uma falsa acusação, apoderando-se o rei da
  sua vinha (1 Rs 21.1 a 16). Então o profeta Elias
  assegurou ao rei, que o seu pecado lhe acarretaria
  terrível retribuição (1 Rs 21.17 a 24), o que na verdade
  aconteceu (2 Rs 9).
                       Pr. Moisés Sampaio de Paula       19
Jezreel – local da vinha de Nabote




             Pr. Moisés Sampaio de Paula   20
Vale de Jezreel




                                            • A cobiça transforma
                                              indivíduos comuns
                                              em criminosos
              Pr. Moisés Sampaio de Paula                     21
II. AS CAUSAS DA COBIÇA

                           É uma verdade que muitas
                           pessoas, mesmos sendo ricas, não
                           se satisfazem com o que têm.
                           Querem mais e mais, e assim
                           mesmo não conseguem encontrar
                           satisfação.
                              1. A casa de campo de Acabe.
                              2. A horta de Acabe.



            Pr. Moisés Sampaio de Paula                22
II. AS CAUSAS DA COBIÇA
      1. A casa de campo de Acabe.


                           O livro de 1 Reis destaca que Acabe
                           possuía uma segunda residência em
                           Jezreel (1 Rs 18.45,46). Era uma casa
                           de verão. A vinha de Nabote estava,
                           pois, localizada próxima à residência
                           de Acabe (1 Rs 21.1). O rei Acabe
                           possuía uma casa real, uma casa de
                           campo, mas não estava satisfeito
                           enquanto não possuísse a pequena
                           vinha do seu súdito, Nabote


               Pr. Moisés Sampaio de Paula                   23
Nenhum ser humano
      conseguirá satisfazer-se
      plenamente se o centro da
      sua satisfação não estiver em
      Deus.




Pr. Moisés Sampaio de Paula           24
II. AS CAUSAS DA COBIÇA
      2. A horta de Acabe.


                       •    Acabe estava dominado pelo desejo de "ter",
                            de "possuir". Somente a casa de verão, que
                            sem dúvida era majestosa, não lhe satisfazia,
                            queria agora construir ao seu lado uma horta
                            para que seus desejos pudessem ser
                            realizados. Não se importava em quebrar o
                            mandamento divino: "Não cobiçarás" (Êx
                            20.17). Mais do que qualquer motivação
                            externa, Acabe estava totalmente dominado
                            pelos desejos cobiçosos de seu coração.




               Pr. Moisés Sampaio de Paula                           25
A velha desculpa
• Jamais devemos
  incorrer no erro
  de achar que os
  fins justificam
  os meios, e
  assim quebrar a
  Palavra      do
  Senhor na busca
  de um desejo
  meramente
  egoísta.

                     Pr. Moisés Sampaio de Paula   26
Ruinas do Palácio de Acabe


                                       • Jezreel era um centro
                                         israelita administrativa
                                         importante durante e
                                         depois do tempo do rei
                                         Acabe, que tinha o seu
                                         palácio de verão aqui.
                                         No entanto, esta é a
                                         única estrutura de
                                         qualquer tipo que
                                         permanece no local.


         Pr. Moisés Sampaio de Paula                           27
As 3 propostas de Acabe
1. Dá-me a tua vinha, para que me sirva de
  horta, pois está vizinha ao lado da minha casa;
2. Te darei por ela outra vinha melhor:
3. Se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em
  dinheiro.
  Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de
  que eu te dê a herança de meus pais. (1Rs 21:3)



                     Pr. Moisés Sampaio de Paula      28
Vinha em horta
• Vinha, na Bíblia é sinônimo de lavoura, de plantação,
  de seara, de ministério, de obra, de realização. Fala
  daquilo que o Senhor colocou em nossas mãos para
  fazermos;
• A palavra hebraica para vinha é “kerem”, ela está
  distribuída ao longo do Antigo Testamento pelo menos
  92 vezes.
• O diabo quer transformar a Vinha (permanente) em
  horta (passageiro)
• Devemos defender a vinha do Senhor que nos foi dada
  por herança, mesmo que isto lhe custe a vida.

                     Pr. Moisés Sampaio de Paula      29
Outra vinha
• Quantos têm deixado de cuidar da vinha do
  Senhor para cuidar de empresas, para cuidar de
  projetos políticos, para cuidar de associações, de
  Conselhos disto ou daquilo;
• O Senhor não nos chamou para cuidar de outras
  vinhas. Por mais interessante que seja o projeto e
  por mais parecido que seja com a vinha do
  Senhor, não vale à pena!;
• O inimigo fará tudo o que for preciso para nos
  ver fora do projeto de Deus para nossas vidas!
                    Pr. Moisés Sampaio de Paula    30
Qual o teu preço?
• O inimigo tem argumentos convicentes e
  melhora cada vez mais a proposta;
• Se você não aceita sua vinha ser transformada
  em horta; Se você não troca a sua vinha por
  outra melhor, então venda-a;
• Quanto vale o teu chamado? Quanto vale a
  vinha do Senhor que está sob tua
  responsabilidade?

                  Pr. Moisés Sampaio de Paula   31
Aviso
• Então lhes disse: "Cuidado! Fiquem de
  sobreaviso contra todo tipo de ganância; a
  vida de um homem não consiste na
  quantidade dos seus bens". (Lucas 12:15)




                  Pr. Moisés Sampaio de Paula   32
III. O FRUTO DA COBIÇA

                    • As atitudes de Acabe foram
                      acontecendo como reação em
                      cadeia. É evidente que um
                      desejo pecaminoso não pode dar
                      frutos bons

                              1. Falso testemunho.
                              2. Assassinato e apropriação
                              indevida.


            Pr. Moisés Sampaio de Paula                 33
III. O FRUTO DA COBIÇA
       1. Falso testemunho.


                       • Jezabel envolveu várias pessoas nesse
                         intento, incluindo os nobres do reino (1
                         Rs 21.8). Nobres sem nenhuma nobreza!
                         Escreveu uma carta e selou com o anel
                         de Acabe.
                       • Por conseguinte, com o pleno
                         consentimento do marido, engendrou o
                         plano, a fim de que Nabote, o Jezreelita,
                         fosse acusado de ter blasfemado contra
                         Deus e contra o rei (1 Rs 21.10).
                       • Um simples desejo que evoluiu para
                         cobiça e falso testemunho.
               Pr. Moisés Sampaio de Paula                    34
Pr. Moisés Sampaio de Paula   35
III. O FRUTO DA COBIÇA
       2. Assassinato e apropriação indevida.

                            A trama precisava ser bem feita
                            para não gerar desconfiança. E por
                            isso um jejum deveria ser
                            proclamado, como sinal de
                            lamento por haver Nabote
                            blasfemado contra o Deus de
                            Israel (1 Rs 21.9). Uma prática
                            religiosa foi usada para dar uma
                            roupagem espiritual ao caso.
                            Como foi planejado, Nabote e sua
                            família foram apedrejados e
                            mortos injustamente! (1 Rs 21.13).
                Pr. Moisés Sampaio de Paula               36
Pecado atrai pecado
                      • Quantas vezes a Bíblia é
                        usada para justificar
                        práticas pecaminosas!
                        Resolvido o problema,
                        agora o rei apoderar-se-
                        ia da vinha de Nabote (1
                        Rs 21.16). Um abismo
                        chama outro abismo. O
                        pecado havia evoluído
                        da cobiça para o
                        assassinato!

            Pr. Moisés Sampaio de Paula        37
os males que seguiram a cobiça
• MENTIRA. Os anciãos resolveram atender aos intentos de Jezabel. Como
  podemos ver sempre há homens prontos a venderem seu testemunho por
  dinheiro a fim de que sirva aos maus propósitos daqueles que os
  alugam.“E os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam
  na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava
  escrito nas cartas que lhes mandara”(I Rs 21.11).
• FALSO TESTEMUNHO. O veredito de morte já estava predeterminado, por
  Jezabel. Mas, era necessário elaborar um falso julgamento com um
  simples aspecto de justiça, para que, à vista do povo, desse a impressão
  de ser um julgamento leal, arranjou-se duas testemunhas, conforme pedia
  a Lei (Dt 17.6,7); mas eram falsas. “E ponde defronte dele dois filhos de
  Belial, que testemunhem contra ele” (I Rs 21.10-a).
• ASSASSINATO. Por fim, a trama culminou na execução de Nabote, pois o
  levaram para fora da cidade e o apedrejaram. A injustiça estava
  claramente executada, pois Nabote foi executado por um crime que
  jamais cometeu “Então mandaram dizer a Jezabel: Nabote foi apedrejado,
  e morreu” (I Rs 21.14).

                             Pr. Moisés Sampaio de Paula                 38
Como vercer a cobiça
• Assim, façam morrer
  tudo o que pertence
  à natureza terrena
  de             vocês:
  imoralidade sexual,
  impureza,     paixão,
  desejos maus e a
  ganância, que é
  idolatria.
  (Colossenses 3:5)

                   Pr. Moisés Sampaio de Paula   39
IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA


                         Na cobiça que dominou
                         Acabe, vemos o julgamento
                         divino, e também
                         arrependimento e morte.

                              1. Julgamento divino.
                              2. Arrependimento e morte.



            Pr. Moisés Sampaio de Paula             40
IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA
       1. Julgamento divino.


                       • Tão logo Acabe apossou-se da vinha de
                         Nabote, ordena Deus ao profeta Elias que
                         se apresente ao rei e lhe proclame o juízo
                         divino: "Falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o
                         Senhor: Porventura, não mataste e
                         tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais,
                         dizendo: Assim diz o Senhor: No lugar em
                         que os cães lamberam o sangue de
                         Nabote, os cães lamberão o teu sangue,
                         o teu mesmo" (1 Rs 21.19,20).



               Pr. Moisés Sampaio de Paula                     41
Podemos enganar a Deus?
• Alguém pode enganar aos homens, mas nunca
  ao Senhor. Diante dEle todas as coisas estão
  patentes (Hb 4.13).




                  Pr. Moisés Sampaio de Paula   42
IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA
      2. Arrependimento e morte.


                          Duas atitudes podem ser tomadas diante
                           de uma sentença divina de julgamento:
                            1. arrepender-se ou
                            2. rejeitar a correção.

                             Acabe arrependeu-se, mas mesmo assim
                            não teve como se livrar das
                            consequências de suas ações (1 Rs 22.29-
                            40; 2 Rs 1.1-17). O pecado sempre tem
                            seu alto custo!


               Pr. Moisés Sampaio de Paula                      43
COMO DEUS AGE ANTE AS
INJUSTIÇAS
• Quanto as injustiças Ele age com:
1. IMPARCIALIDADE (sem fazer acepção de
   pessoas) (Dt 10.17; II Cr 19.7; Rm 2.11; Ap
   20.12);
2. JUSTIÇA (Êx 34.7; Nm 14.18; Na 1.3) e
3. MISERICÓRDIA para aqueles que se
   arrependem, livrando-os da condenação (Jr
   18.7,8; Jn 3.4-10; Jl 2.12-14; At 3.19; 17.31).

                    Pr. Moisés Sampaio de Paula      44
Pr. Moisés Sampaio de Paula   45
Pr. Moisés Sampaio de Paula   46
Conclusão
• Todas as nossas ações terão consequências, e algumas delas
  extremamente amargosas.
• Deveríamos medir nossas intenções primeiramente pela Palavra de
  Deus e somente assim evitaríamos dar vazão aos nossos instintos.
• Nossas ações glorificariam a Deus em vez de satisfazer nossos egos.
  Acabe fracassou porque esqueceu-se da Palavra de Deus,
  preferindo ouvir e seguir a orientação de uma pagã que nada sabia
  sobre a Lei do Senhor.

     Constatamos que o pecado não
      compensa. Quando alguém quebra
      a Palavra de Deus, na verdade é ele
      quem está se quebrando!


                          Pr. Moisés Sampaio de Paula              47
Subsidio Bíblico
• O 'dia de jejum' que Jezabel proclamou sugere que ela havia
  convocado os anciãos em assembleia para identificar a causa de
  algum recente desastre ou dificuldade (cf. Jl 1.14-18). Alguns
  sugerem que a acusação feita pelos dois 'vilões' era que Nabote
  abandonara a promessa feita em nome de Deus para vender sua
  terra ao rei.
• O fracasso em manter um juramento feito em nome de Deus seria
  blasfêmia. Nesse caso, após a execução de Nabote, o rei podia
  legalmente tomar posse da propriedade em disputa. 2 Reis 9.26
  acrescenta que os filhos de Nabote foram assassinados ao mesmo
  tempo.
• Com nenhum herdeiro vivo, aparentemente não havia ficado
  ninguém para disputar a reclamação de Acabe pela terra"
  (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de
  Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed. Rio de Janeiro:
  CPAD, 2010, p. 238).

                          Pr. Moisés Sampaio de Paula                 48
Subsidio Bíblico
• "Tendo Nabote sido tirado do caminho, Acabe toma posse da vinha.
• Os anciãos de Jezreel enviaram despreocupadamente a notícia a
  Jezabel, como se fosse uma notícia agradável: Nabote foi
  apedrejado e morreu (v.14). Aqui observamos que: tão obsequiosos
  estavam os anciãos de Jezreel para obedecer as ordens de Jezabel,
  que ela enviara de Samaria para assassinar Nabote, quanto estavam
  obsequiosos os anciãos de Samaria para obedecer as ordens de Jéu
  para assassinar os setenta filhos de Acabe, embora nada fosse feito
  segundo a lei (2 Rs 10.6,7).
• Aqueles tiranos, que com suas ordens perversas corrompem as
  consciências dos seus magistrados inferiores, no fim podem talvez
  receber o troco caindo sobre eles, e aqueles que se dispõem a fazer
  uma coisa cruel por eles estarão prontos a fazer outra coisa cruel
  contra eles" (HENRY, Mattew. Comentário Bíblico do Antigo
  Testamento: Josué a Ester. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.534).


                           Pr. Moisés Sampaio de Paula               49
Contato


          Pr. Moisés Sampaio
              É pastor auxiliar na Assembléia de Deus em Rio
              Branco, Acre, Brasil.

          •   Site: www.moisessampaio.com
          •   Face: www.facebook.com/prmoisessampaio
          •   Blog: http://prmoisessampaio.blogspot.com.br
          •   E-mail: prmoisessampaio@gmail.com
          •   Fone: (68)9971-3335

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A vinha de Nabote

  • 1. A Vinha de Nabote 1º Trimestre de 2013 7ª Lição Pr. Moisés Sampaio de Paula 1
  • 2. Texto Áureo "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7). Pr. Moisés Sampaio de Paula 2
  • 3. Verdade Prática • A trama orquestrada pela rainha Jezabel e o rei Acabe contra Nabote demonstra quão danoso é render-se aos desejos da cobiça e de uma satisfação pessoal. Pr. Moisés Sampaio de Paula 3
  • 4. Objetivos da Lição • Identificar o objeto da cobiça de Acabe. • Citar as causas da cobiça. • Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça. Pr. Moisés Sampaio de Paula 4
  • 5. Introdução • Acabe matou Nabote e apropriou-se de suas terras. Todavia, não pôde usufruir do fruto de seu pecado, porque o Senhor, através do profeta Elias, o denunciou e o disciplinou. É triste saber que soberanos, governantes e reis injustos governam, mas é mais maravilhoso saber que um Rei justo governa todo o universo. Pr. Moisés Sampaio de Paula 5
  • 6. ESPÍRITO DO MUNDO • o mundo onde vivemos é orientado por um estilo de vida materialista, hedonista e pragmatista. Todavia, o Evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano. – Materialismo - É o ceticismo a respeito da existência daquilo que é transcendental. Um estilo de vida pautado somente nas coisas materiais. Após essa vida, dizem os materialistas, tudo acaba. – Hedonismo - Ética pautada na busca intensa pelo prazer inteiramente pessoal. O sexo, a paz interior e a prosperidade são os sonhos de vida do ser humano. – Pragmatismo - É o estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Os relacionamentos de ordem sentimental, espiritual e pro¬ssional são baseados numa perspectiva de barganha. Pr. Moisés Sampaio de Paula 6
  • 7. Esboço da Lição I. O OBJETO DA COBIÇA 1. O direito à propriedade no Antigo Israel. 2. A herança de Nabote. II. AS CAUSAS DA COBIÇA 1. A casa de campo de Acabe. 2. A horta de Acabe. III. O FRUTO DA COBIÇA 1. Falso testemunho. 2. Assassinato e apropriação indevida. IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA 1. Julgamento divino. 2. Arrependimento e morte. Pr. Moisés Sampaio de Paula 7
  • 8. Palavra chave: Cobiça • Desejo desmedido pelo poder, dinheiro, bens materiais, glórias etc; ambição. • a cobiça pode acabar com algumas amizades. • Obstinação intensa para conseguir algo. Pr. Moisés Sampaio de Paula 8
  • 9. Significado na Bíblia • palavra “cobiçar” no hebraico “epithumeõ” significa, “fixar o desejo em” (formado de epi, “sobre”, usado intensivamente, e thumos, “paixão”), quer de coisas boas ou ruins, por conseguinte, “almejar, desejar ardentemente, ambicionar”, é usado em (At 20.33) com o significado de “desejar mal”, acerca de “desejar dinheiro e vestuário”. Pr. Moisés Sampaio de Paula 9
  • 10. Sinônimo de cobiça • Ambição, avidez, cupidez, ganância, inveja, mercantilismo e sede. Observação: Cupidez - Ação, qualidade ou próprio de cúpido. Ambição, geralmente, por propriedades e/ou bens materiais; desejo excessivo por riquezas; ambição, cobiça: dominado pela cupidez, abandonou seus principais valores morais. Pr. Moisés Sampaio de Paula 10
  • 11. Cobiça:O que a Bíblia diz • "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença". (Êxodo 20:17) Pr. Moisés Sampaio de Paula 11
  • 12. Origem da cobiça • Tiago 4:1-2 “Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis.” Pr. Moisés Sampaio de Paula 12
  • 13. Cobiça- uma das causas da apostasia • 1 Timóteo 6:10 “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” Pr. Moisés Sampaio de Paula 13
  • 14. I. O OBJETO DA COBIÇA • Não devemos cobiçar aquilo que é do próximo, nem tampouco jogar fora aquilo que o Senhor nos confiou como despenseiros. 1. O direito à propriedade no Antigo Israel. 2. A herança de Nabote. Pr. Moisés Sampaio de Paula 14
  • 15. I. O OBJETO DA COBIÇA 1. O direito à propriedade no Antigo Israel. • De acordo com o livro de Levítico, a terra pertencia ao Senhor (Lv 25.23). O israelita da Antiga Aliança estava consciente de que o Senhor lhe havia dado o direito de explorar a terra como uma concessão. Assim sendo, ele não poderia vender aquilo que lhe fora dado como herança divina. O livro de Números destaca esse fato: "Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se chegarão cada um à herança da tribo de seus pais" (Nm 36.7). Pr. Moisés Sampaio de Paula 15
  • 16. Herança: O bem maior para o povo era a terra. • Quando alguém se endividava ele procurava vender tudo o que possuía para não se desfazer da terra. • A maior herança que um pai poderia deixar para o filho era a terra. • A possessão da terra garantia a vida. Com ela as famílias plantavam ou criavam seus rebanhos. • Quando não havia outra solução a terra era vendida. • Mas havia uma determinação do Senhor para garantir a volta da terra para a família que a possuía, era o “ano do Jubileu”. Pr. Moisés Sampaio de Paula 16
  • 17. O ano do Jubileu • A cada cinqüenta anos toda família que tinha vendido sua terra recuperava a posse dela. Na verdade não era uma venda e sim, um arrendamento que tinha o seu valor calculado conforme o número de anos que faltavam para o jubileu. “Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das setes semanas de anos serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra. E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano do jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família. O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não tratadas. Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. Neste ano do jubileu tornareis cada um à sua possessão…” Lv 25:8-13 Pr. Moisés Sampaio de Paula 17
  • 18. I. O OBJETO DA COBIÇA 2. A herança de Nabote. • Acabe queria a vinha de Nabote de qualquer jeito. Diante da insistência do rei, Nabote contra argumentou: não poderia desfazer-se de sua herança (1 Rs 21.3. Jezabel, que viera de um reino pagão, ficou escandalizada com esse fato, pois entre os reinos gentios os governantes não eram apenas soberanos, eram também tiranos (1 Rs 21.5-7). Dessa forma, ela arquitetou um plano para apossar- se da vinha de Nabote (1 Rs 21.8-14). • Quantas pessoas têm consciência da ilegalidade de determinada coisa, mas como Acabe ficam à procura de justificativas que a tornem legal. Cuidado! Deus há de julgar os tiranos e malfeitores. Pr. Moisés Sampaio de Paula 18
  • 19. Quem era Nabote? • Nabote deriva-se do árabe e quer dizer “rebento” ou “fruto”. • Era um israelita da cidade de Jezreel, que vivia no tempo de Acabe, rei das dez tribos, e tinha uma bela vinha perto do palácio real. Acabe cobiçou a sua propriedade, mas Nabote, em conformidade da lei (Lv 2L23, 24), recusou vendê-la. Pôs Jezabel em campo os seus artifícios e foi Nabote morto a pedrada, por motivo de uma falsa acusação, apoderando-se o rei da sua vinha (1 Rs 21.1 a 16). Então o profeta Elias assegurou ao rei, que o seu pecado lhe acarretaria terrível retribuição (1 Rs 21.17 a 24), o que na verdade aconteceu (2 Rs 9). Pr. Moisés Sampaio de Paula 19
  • 20. Jezreel – local da vinha de Nabote Pr. Moisés Sampaio de Paula 20
  • 21. Vale de Jezreel • A cobiça transforma indivíduos comuns em criminosos Pr. Moisés Sampaio de Paula 21
  • 22. II. AS CAUSAS DA COBIÇA É uma verdade que muitas pessoas, mesmos sendo ricas, não se satisfazem com o que têm. Querem mais e mais, e assim mesmo não conseguem encontrar satisfação. 1. A casa de campo de Acabe. 2. A horta de Acabe. Pr. Moisés Sampaio de Paula 22
  • 23. II. AS CAUSAS DA COBIÇA 1. A casa de campo de Acabe. O livro de 1 Reis destaca que Acabe possuía uma segunda residência em Jezreel (1 Rs 18.45,46). Era uma casa de verão. A vinha de Nabote estava, pois, localizada próxima à residência de Acabe (1 Rs 21.1). O rei Acabe possuía uma casa real, uma casa de campo, mas não estava satisfeito enquanto não possuísse a pequena vinha do seu súdito, Nabote Pr. Moisés Sampaio de Paula 23
  • 24. Nenhum ser humano conseguirá satisfazer-se plenamente se o centro da sua satisfação não estiver em Deus. Pr. Moisés Sampaio de Paula 24
  • 25. II. AS CAUSAS DA COBIÇA 2. A horta de Acabe. • Acabe estava dominado pelo desejo de "ter", de "possuir". Somente a casa de verão, que sem dúvida era majestosa, não lhe satisfazia, queria agora construir ao seu lado uma horta para que seus desejos pudessem ser realizados. Não se importava em quebrar o mandamento divino: "Não cobiçarás" (Êx 20.17). Mais do que qualquer motivação externa, Acabe estava totalmente dominado pelos desejos cobiçosos de seu coração. Pr. Moisés Sampaio de Paula 25
  • 26. A velha desculpa • Jamais devemos incorrer no erro de achar que os fins justificam os meios, e assim quebrar a Palavra do Senhor na busca de um desejo meramente egoísta. Pr. Moisés Sampaio de Paula 26
  • 27. Ruinas do Palácio de Acabe • Jezreel era um centro israelita administrativa importante durante e depois do tempo do rei Acabe, que tinha o seu palácio de verão aqui. No entanto, esta é a única estrutura de qualquer tipo que permanece no local. Pr. Moisés Sampaio de Paula 27
  • 28. As 3 propostas de Acabe 1. Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha ao lado da minha casa; 2. Te darei por ela outra vinha melhor: 3. Se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em dinheiro. Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais. (1Rs 21:3) Pr. Moisés Sampaio de Paula 28
  • 29. Vinha em horta • Vinha, na Bíblia é sinônimo de lavoura, de plantação, de seara, de ministério, de obra, de realização. Fala daquilo que o Senhor colocou em nossas mãos para fazermos; • A palavra hebraica para vinha é “kerem”, ela está distribuída ao longo do Antigo Testamento pelo menos 92 vezes. • O diabo quer transformar a Vinha (permanente) em horta (passageiro) • Devemos defender a vinha do Senhor que nos foi dada por herança, mesmo que isto lhe custe a vida. Pr. Moisés Sampaio de Paula 29
  • 30. Outra vinha • Quantos têm deixado de cuidar da vinha do Senhor para cuidar de empresas, para cuidar de projetos políticos, para cuidar de associações, de Conselhos disto ou daquilo; • O Senhor não nos chamou para cuidar de outras vinhas. Por mais interessante que seja o projeto e por mais parecido que seja com a vinha do Senhor, não vale à pena!; • O inimigo fará tudo o que for preciso para nos ver fora do projeto de Deus para nossas vidas! Pr. Moisés Sampaio de Paula 30
  • 31. Qual o teu preço? • O inimigo tem argumentos convicentes e melhora cada vez mais a proposta; • Se você não aceita sua vinha ser transformada em horta; Se você não troca a sua vinha por outra melhor, então venda-a; • Quanto vale o teu chamado? Quanto vale a vinha do Senhor que está sob tua responsabilidade? Pr. Moisés Sampaio de Paula 31
  • 32. Aviso • Então lhes disse: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". (Lucas 12:15) Pr. Moisés Sampaio de Paula 32
  • 33. III. O FRUTO DA COBIÇA • As atitudes de Acabe foram acontecendo como reação em cadeia. É evidente que um desejo pecaminoso não pode dar frutos bons 1. Falso testemunho. 2. Assassinato e apropriação indevida. Pr. Moisés Sampaio de Paula 33
  • 34. III. O FRUTO DA COBIÇA 1. Falso testemunho. • Jezabel envolveu várias pessoas nesse intento, incluindo os nobres do reino (1 Rs 21.8). Nobres sem nenhuma nobreza! Escreveu uma carta e selou com o anel de Acabe. • Por conseguinte, com o pleno consentimento do marido, engendrou o plano, a fim de que Nabote, o Jezreelita, fosse acusado de ter blasfemado contra Deus e contra o rei (1 Rs 21.10). • Um simples desejo que evoluiu para cobiça e falso testemunho. Pr. Moisés Sampaio de Paula 34
  • 35. Pr. Moisés Sampaio de Paula 35
  • 36. III. O FRUTO DA COBIÇA 2. Assassinato e apropriação indevida. A trama precisava ser bem feita para não gerar desconfiança. E por isso um jejum deveria ser proclamado, como sinal de lamento por haver Nabote blasfemado contra o Deus de Israel (1 Rs 21.9). Uma prática religiosa foi usada para dar uma roupagem espiritual ao caso. Como foi planejado, Nabote e sua família foram apedrejados e mortos injustamente! (1 Rs 21.13). Pr. Moisés Sampaio de Paula 36
  • 37. Pecado atrai pecado • Quantas vezes a Bíblia é usada para justificar práticas pecaminosas! Resolvido o problema, agora o rei apoderar-se- ia da vinha de Nabote (1 Rs 21.16). Um abismo chama outro abismo. O pecado havia evoluído da cobiça para o assassinato! Pr. Moisés Sampaio de Paula 37
  • 38. os males que seguiram a cobiça • MENTIRA. Os anciãos resolveram atender aos intentos de Jezabel. Como podemos ver sempre há homens prontos a venderem seu testemunho por dinheiro a fim de que sirva aos maus propósitos daqueles que os alugam.“E os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que lhes mandara”(I Rs 21.11). • FALSO TESTEMUNHO. O veredito de morte já estava predeterminado, por Jezabel. Mas, era necessário elaborar um falso julgamento com um simples aspecto de justiça, para que, à vista do povo, desse a impressão de ser um julgamento leal, arranjou-se duas testemunhas, conforme pedia a Lei (Dt 17.6,7); mas eram falsas. “E ponde defronte dele dois filhos de Belial, que testemunhem contra ele” (I Rs 21.10-a). • ASSASSINATO. Por fim, a trama culminou na execução de Nabote, pois o levaram para fora da cidade e o apedrejaram. A injustiça estava claramente executada, pois Nabote foi executado por um crime que jamais cometeu “Então mandaram dizer a Jezabel: Nabote foi apedrejado, e morreu” (I Rs 21.14). Pr. Moisés Sampaio de Paula 38
  • 39. Como vercer a cobiça • Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. (Colossenses 3:5) Pr. Moisés Sampaio de Paula 39
  • 40. IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA Na cobiça que dominou Acabe, vemos o julgamento divino, e também arrependimento e morte. 1. Julgamento divino. 2. Arrependimento e morte. Pr. Moisés Sampaio de Paula 40
  • 41. IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA 1. Julgamento divino. • Tão logo Acabe apossou-se da vinha de Nabote, ordena Deus ao profeta Elias que se apresente ao rei e lhe proclame o juízo divino: "Falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o Senhor: Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o Senhor: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo" (1 Rs 21.19,20). Pr. Moisés Sampaio de Paula 41
  • 42. Podemos enganar a Deus? • Alguém pode enganar aos homens, mas nunca ao Senhor. Diante dEle todas as coisas estão patentes (Hb 4.13). Pr. Moisés Sampaio de Paula 42
  • 43. IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA 2. Arrependimento e morte. Duas atitudes podem ser tomadas diante de uma sentença divina de julgamento: 1. arrepender-se ou 2. rejeitar a correção. Acabe arrependeu-se, mas mesmo assim não teve como se livrar das consequências de suas ações (1 Rs 22.29- 40; 2 Rs 1.1-17). O pecado sempre tem seu alto custo! Pr. Moisés Sampaio de Paula 43
  • 44. COMO DEUS AGE ANTE AS INJUSTIÇAS • Quanto as injustiças Ele age com: 1. IMPARCIALIDADE (sem fazer acepção de pessoas) (Dt 10.17; II Cr 19.7; Rm 2.11; Ap 20.12); 2. JUSTIÇA (Êx 34.7; Nm 14.18; Na 1.3) e 3. MISERICÓRDIA para aqueles que se arrependem, livrando-os da condenação (Jr 18.7,8; Jn 3.4-10; Jl 2.12-14; At 3.19; 17.31). Pr. Moisés Sampaio de Paula 44
  • 45. Pr. Moisés Sampaio de Paula 45
  • 46. Pr. Moisés Sampaio de Paula 46
  • 47. Conclusão • Todas as nossas ações terão consequências, e algumas delas extremamente amargosas. • Deveríamos medir nossas intenções primeiramente pela Palavra de Deus e somente assim evitaríamos dar vazão aos nossos instintos. • Nossas ações glorificariam a Deus em vez de satisfazer nossos egos. Acabe fracassou porque esqueceu-se da Palavra de Deus, preferindo ouvir e seguir a orientação de uma pagã que nada sabia sobre a Lei do Senhor. Constatamos que o pecado não compensa. Quando alguém quebra a Palavra de Deus, na verdade é ele quem está se quebrando! Pr. Moisés Sampaio de Paula 47
  • 48. Subsidio Bíblico • O 'dia de jejum' que Jezabel proclamou sugere que ela havia convocado os anciãos em assembleia para identificar a causa de algum recente desastre ou dificuldade (cf. Jl 1.14-18). Alguns sugerem que a acusação feita pelos dois 'vilões' era que Nabote abandonara a promessa feita em nome de Deus para vender sua terra ao rei. • O fracasso em manter um juramento feito em nome de Deus seria blasfêmia. Nesse caso, após a execução de Nabote, o rei podia legalmente tomar posse da propriedade em disputa. 2 Reis 9.26 acrescenta que os filhos de Nabote foram assassinados ao mesmo tempo. • Com nenhum herdeiro vivo, aparentemente não havia ficado ninguém para disputar a reclamação de Acabe pela terra" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 238). Pr. Moisés Sampaio de Paula 48
  • 49. Subsidio Bíblico • "Tendo Nabote sido tirado do caminho, Acabe toma posse da vinha. • Os anciãos de Jezreel enviaram despreocupadamente a notícia a Jezabel, como se fosse uma notícia agradável: Nabote foi apedrejado e morreu (v.14). Aqui observamos que: tão obsequiosos estavam os anciãos de Jezreel para obedecer as ordens de Jezabel, que ela enviara de Samaria para assassinar Nabote, quanto estavam obsequiosos os anciãos de Samaria para obedecer as ordens de Jéu para assassinar os setenta filhos de Acabe, embora nada fosse feito segundo a lei (2 Rs 10.6,7). • Aqueles tiranos, que com suas ordens perversas corrompem as consciências dos seus magistrados inferiores, no fim podem talvez receber o troco caindo sobre eles, e aqueles que se dispõem a fazer uma coisa cruel por eles estarão prontos a fazer outra coisa cruel contra eles" (HENRY, Mattew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento: Josué a Ester. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.534). Pr. Moisés Sampaio de Paula 49
  • 50. Contato Pr. Moisés Sampaio É pastor auxiliar na Assembléia de Deus em Rio Branco, Acre, Brasil. • Site: www.moisessampaio.com • Face: www.facebook.com/prmoisessampaio • Blog: http://prmoisessampaio.blogspot.com.br • E-mail: prmoisessampaio@gmail.com • Fone: (68)9971-3335 Pr. Moisés Sampaio de Paula 50