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A MORTE DE
   ELISEU
1º Trimestre de
      2013
    Lição 13
Pr. Moisés Sampaio de Paula




                              1
TEXTO ÁUREO

• "E sucedeu que, enterrando
  eles um homem, eis que
  viram um bando e lançaram
  o homem na sepultura de
  Eliseu; e, caindo nela o
  homem e tocando os ossos
  de Eliseu, reviveu e se
  levantou sobre os seus pés"
• (2 Rs 13.21).

                   Pr. Moisés Sampaio de Paula   2
VERDADE PRÁTICA


• O último milagre relacionado
  à vida de Eliseu demonstra o
  poder e o exemplo de um
  homem que ama e teme a
  Deus.



                  Pr. Moisés Sampaio de Paula   3
INTERAÇÃO
Nesta última lição do trimestre estudaremos os derradeiros dias do
  profeta Eliseu.
• Ele foi um homem fiel ao Senhor até o fim dos seus dias. Todavia,
  como homem ele era mortal. Não temos como escapar, um dia
  enfrentaremos a morte.
• Eliseu começou bem seu ministério profético e o encerrou também
  com excelência.
• Ele viveu todos os seus dias como servo do Senhor e com certeza
  pode declarar como o apóstolo Paulo: "Combati o bom combate,
  acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me
  está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia [...]"
  (2 Tm 4.7).
• Que quando chegar o nosso dia, possamos também declarar estas
  mesmas palavras.


                            Pr. Moisés Sampaio de Paula                4
OBJETIVOS
• Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
1.Conscientizar-se sobre a brevidade da vida e a
  eternidade de Deus.
2.Compreender a natureza da profecia final de
  Eliseu.
3.Explicar o propósito do último milagre de
  Eliseu.


                  Pr. Moisés Sampaio de Paula      5
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ELISEU
Pontos fortes e êxitos
• Foi sucessor de Elias como profeta de Deus.
• Teve um ministério que durou mais de 50 anos.
• Teve um grande impacto sobre quatro nações: Israel, Judá, Moabe e Síria.
• Foi um homem íntegro que não tentou enriquecer-se à custa dos outros.
• Fez muitos milagres para ajudar aqueles que estavam sofrendo
   necessidades.

Lições de vida
• Aos olhos de Deus uma medida de grandeza é a disposição para servir aos
   pobres como também aos poderosos.
• Um substituto eficaz não só aprende com o seu mestre; também constrói
   sobre as realizações de seu mestre.

                             Pr. Moisés Sampaio de Paula                     6
Esboço da Lição
 I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU
    1. A velhice de Eliseu.
    2. O sofrimento de Eliseu.
 II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU
    1. A ação de Deus na profecia.
    2. A participação humana na profecia.
 III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU
    1. A eternidade e fidelidade de Deus.
    2. A honra de Eliseu.
 IV. O LEGADO DE ELISEU
    1. Legado sócio-cultural.
    2. Legado espiritual.

                           Pr. Moisés Sampaio de Paula   7
Palavra chave: Morte

• Término das
  atividades vitais do
  ser humano sobre
  a terra.




                 Pr. Moisés Sampaio de Paula   8
MORTE, UMA REALIDADE BÍBLICO-
             EXISTÊNCIAL
•   A morte é uma realidade atestada na Bíblia e na experiência humana. O sentido da
    palavra morte, na Bíblia, é bastante amplo, e apresenta aspectos distintos. É
    preciso diferenciar a morte física da espiritual. Para tanto, devemos explicitar que
    a palavra morte significa separação, e não o final da vida, como se costuma
    pensar nos dias atuais.
     1. A primeira morte, a respeito da qual trata a Bíblia, é a biológica, quando as
         funções corporais param.
     2. A segunda morte, a espiritual, está relacionada ao julgamento final (Mt. 8.22;
         Lc. 15.15.32; Ef. 2.1-3; Cl. 2.13; I Tm. 5.6; Ap. 2.11; 20.14; 21.8).
•   O materialismo predominante na sociedade contemporânea tem conduzidos
    muitos à angústia em face da morte. Para alguns filósofos, como Heidegger, o
    homem é um ser-para-a-morte, não pode escapar desta. Para outros, como Jean
    Paul Sartre, ela é um tremendo absurdo, que nos conduz ao desespero. Mas essa
    não é a realidade bíblica, as pessoas morrem, mas Jesus, que é Senhor da Vida,
    tem Seus propósitos (Jo. 11.25,26). Paulo, em I Co. 15.55, destaca que, ao final, o
    ferrão da morte será aniquilado. Isso acontecerá por ocasião da ressurreição,
    quando o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.57).
                                  Pr. Moisés Sampaio de Paula                          9
Os meus tempos estão nas tuas mãos
          (Salmo 31.15).
• O poder de Deus é capaz de curar e livrar o ser humano de
  tragédias, mas nem todas as pessoas recebem a cura e são
  libertas de eventos trágicos. Eliseu faleceu com pouca
  saúde e pouco vigor físico, e Estevão padeceu
  tragicamente apedrejado (2 Reis 13.20-21; Atos 7.55-56).
• Nesta situaçãio, usemos o nosso espaço de tempo na
  esfera física submetendo-nos à vontade Senhor.
  Julguemos a nós mesmos, para que o momento da nossa
  partida deste mundo - seja de maneira natural ou
  motivada por doença ou tragédia - nos conduza para a
  felicidade eterna na presença de Deus.
• O profeta Eliseu deixou de caminhar neste mundo e foi
  recebido por Deus. E Estevão, recebendo pedradas, teve a
  oportunidade de ver Jesus Cristo à direita de Deus, em pé,
  aguardando o momento em que seu espírito se separaria
  do corpo e iria ao seu encontro nos céus (Atos 7.55 - 56).

                          Pr. Moisés Sampaio de Paula          10
• "Preciosa é à vista do
  SENHOR a morte dos
  seus santos." -
  Salmos 116.1.




                   Pr. Moisés Sampaio de Paula   11
INTRODUÇÃO
Nesta lição, acompanharemos
os últimos passos do profeta
Eliseu. Constataremos que
Eliseu foi, de fato, um gigante
espiritual. Mas, como todos
os homens, estava sujeito às
limitações comuns a todos os
mortais - nasceu, cresceu,
envelheceu           e     morreu.
Fica, portanto, em destaque o
fato de que os homens fazem
história, mas Deus é o Senhor
da história.          Pr. Moisés Sampaio de Paula   12
I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU

                    A doença não conseguiu
                    impedir o profeta Eliseu de
                    continuar sendo a voz
                    profética do Deus de
                    Israel.

                           1. A velhice de Eliseu.
                           2. O sofrimento de Eliseu.
           Pr. Moisés Sampaio de Paula              13
I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU
                 1. A velhice de Eliseu.
•   Os estudiosos acreditam que Eliseu
    deveria estar com a idade aproximada de
    oitenta anos. Eliseu fora chamado ainda
    jovem para o ministério profético, mas
    agora estava velho e doente.
•   Às vezes, idealizamos de tal forma os
    homens de Deus, que acabamos nos
    esquecendo de que eles também são
    humanos. Envelhecem, adoecem e
    também morrem.
•   O texto bíblico deixa bem patente o lado
    humano do profeta. Fora um grande
    homem de Deus e ainda o era, mas ainda
    assim era um homem.
                              Pr. Moisés Sampaio de Paula   14
I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU
                  2. O sofrimento de Eliseu.
•   O mesmo texto que trata da doença e
    velhice de Eliseu fala também do seu
    sofrimento (2 Rs 13.14,20). Eliseu
    estava doente, e isso sem dúvida
    causava-lhe algum sofrimento. Eliseu
    envelheceu e padeceu. Mas o foco aqui
    não é o sofrimento em si, mas como
    Deus trata o profeta nesse momento
    de sua vida e como ele responde a isso.
    Mesmo alquebrado pela idade, Eliseu
    continuava com o mesmo vigor
    espiritual de antes. Possuía ainda a
    mesma visão da obra de Deus. Em
    nada a doença, ou quaisquer outras
    coisas, impediu-o de continuar sendo a
    voz profética do Deus de Israel.
                          Pr. Moisés Sampaio de Paula   15
Pr. Moisés Sampaio de Paula   16
II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU

                      Aprendemos mediante a
                      última profecia de Eliseu que
                      uma fé tímida obtém uma
                      vitória igualmente tímida.

                     1. A ação de Deus na
                       profecia
                     2. A participação humana na
                       profecia.
            Pr. Moisés Sampaio de Paula         17
II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU
              1. A ação de Deus na profecia.
• Eliseu, por exemplo, refletindo os
  desígnios divinos, dizia ao
  profetizar: "Assim diz o Senhor" (2
  Rs 2.21; 3.16). A expressão "flecha
  do livramento do SENHOR" (2 Rs
  13.17) possui sentido semelhante. A
  profecia tem sua origem em Deus e
  não no homem. Eliseu não
  profetizou para depois se inspirar,
  mas foi primeiramente inspirado
  para depois profetizar (2 Rs 3.15).
                        Pr. Moisés Sampaio de Paula   18
• Hoje está na moda o jargão:
  "Eu profetizo sobre a
  tua vida". Embora muito
  bonito e vestido de
  roupagens espirituais, tal
  jargão não passa de orgulho
  e afetação humana. Isso por
  uma razão bem simples:
  nenhuma profecia, que se
  ajuste ao modelo bíblico,
  tem seu ponto de partida no
  querer humano, mas na
  vontade soberana de Deus
  (2 Pe 1.20,21).
                       Pr. Moisés Sampaio de Paula   19
II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU
                           2. A participação humana na profecia.
•   Vimos que uma profecia genuinamente bíblica
    tem sua origem em Deus. Todavia, a Escritura
    mostra também que existe a participação do
    homem nesse processo. A indignação de Eliseu
    quanto à relutância do rei Jeoás de Israel em
    continuar a atirar as suas flechas, símbolo do
    livramento do Senhor contra os sírios, é
    bastante significativa. (2 Reis 13.14-19.)
•   Deixa clara a decepção do profeta com a falta
    de discernimento e perseverança do rei. Faltou
    fé a Jeoás! Ele pensava certamente tratar-se de
    uma mera cerimônia na qual ele teria apenas
    uma participação técnica. A sua vitória seria do
    tamanho da resposta que ele desse ao profeta.
    Deveria ter ferido a terra cinco ou seis vezes,
    mas fez apenas três. Uma fé tímida obtém uma
    vitória igualmente tímida. Em o Novo
    Testamento, o Senhor Jesus irá por em
    destaque essa verdade (Mt 9.29).Pr. Moisés Sampaio de Paula   20
Uma fé tímida
                         obtém uma vitória
                         igualmente tímida.


Pr. Moisés Sampaio de Paula              21
III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU

                     Mesmo depois de morto,
                     Eliseu foi lembrado como
                     um autêntico homem de
                     Deus

                     1. A eternidade e fidelidade
                       de Deus
                     2. A honra de Eliseu
            Pr. Moisés Sampaio de Paula       22
III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU
                1. A eternidade e fidelidade de Deus
•     Eliseu já estava morto quando ocorre
     algo que desafia a razão humana (2 Rs
     13.20,21). Temos aqui dois aspectos
     dos atributos de Deus :
1.   Deus é eterno. Ele não morre quando
     morre um homem de Deus, nem
     tampouco deixa de cumprir a sua
     Palavra quando as circunstâncias
     parecem dizer o contrário.
2.   Deus é fiel e zela pela sua Palavra para
     a cumprir. Ao permitir que o toque nos
     restos mortais de Eliseu desse vida a um
     morto, Deus mostrava ao rei Jeoás que
     a morte de Eliseu não iria impedir aquilo
     que há algum tempo ele havia
     prometido a ele.              Pr. Moisés Sampaio de Paula   23
• Não devemos fazer
  comparações nem
  questionar os atos
  divinos (Jo 21.19-23).
                     Pr. Moisés Sampaio de Paula   24
III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU
             2. A honra de Eliseu
•   Além da fidelidade e da eternidade de
    Deus, que ficam bem patentes nesse
    último milagre de Eliseu, há ainda mais
    uma lição que o texto deixa em relevo.
    Aqui é possível perceber que, mesmo
    morto, o nome de Eliseu continuaria a
    ser lembrado como um autêntico
    homem de Deus. Elias subiu ao céu
    vivo, Eliseu deu vida mesmo estando
    morto.
•   Os intérpretes destacam que esse
    milagre, envolvendo os restos mortais
    de Eliseu, mostra que o Senhor possui
    planos diferenciados para cada um de
    seus filhos. A Bíblia fala de homens,
    cujas ações continuam falando mesmo
    depois de haverem morrido (Hb 11.4).
                          Pr. Moisés Sampaio de Paula   25
IV. O LEGADO DE ELISEU

                Como povo de Deus, não
                podemos viver isolados,
                mas aproveitar as
                oportunidades para
                abençoar os menos
                favorecidos.

                1. O legado sócio-cultural
                2. O legado espiritual
       Pr. Moisés Sampaio de Paula           26
IV. O LEGADO DE ELISEU
              1. Legado sócio-cultural.
•   Já estudamos que Eliseu supervisionava as
    escolas de profetas (2 Rs 6.1). Esse sem
    dúvida foi um dos seus maiores legados.
    Todavia, Eliseu fez muito mais; teve uma
    participação ativa na vida espiritual, moral
    e social da nação. Enquanto Elias era um
    profeta do deserto, Eliseu teve uma
    atuação mais urbana. Eliseu tinha acesso
    aos reis e comandantes militares, e possuía
    influência suficiente para deles pedir algum
    favor (2 Rs 4.13). Como povo de Deus, não
    podemos viver isolados, mas aproveitar as
    oportunidades para abençoar os menos
    favorecidos.
                               Pr. Moisés Sampaio de Paula   27
IV. O LEGADO DE ELISEU
              2. Legado espiritual.
•   Há uma extensa lista de obras e
    milagres operados através do profeta
    Eliseu. Sem dúvida, eles demonstram
    seu grande legado. Podemos enumerar
    alguns: abertura do Jordão (2 Rs
    2.13,14); a purificação da nascente de
    água (2 Rs 2.19-22); o azeite da viúva
    (2 Rs 4.1-7); o filho da sunamita (2 Rs
    4.8-37); a panela envenenada (2 Rs
    4.38-41); a multiplicação dos pães (2 Rs
    4.42-44); a cura de Naamã (2 Rs 5.1-19)
    e o machado que flutuou (2 RS 6.1-7).


                               Pr. Moisés Sampaio de Paula   28
Conclusão
• Assim termina a vida do profeta
  Eliseu. Um grande homem de
  Deus que nunca deixou de ser
  servo.
• Começou pondo água nas mãos
  de Elias (2 Rs 3.11), um gesto
  claro de sua presteza em servir, e
  foi exaltado por Deus.
• Mesmo sem ter escrito uma
  linha, levanta-se como um dos
  maiores profetas bíblicos de
  todos os tempos. Devemos imitá-
  lo em sua vida de serviço e amor
  a Deus.
                      Pr. Moisés Sampaio de Paula   29
Pr. Moisés Sampaio de Paula   30
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
•   Subsídio Bibliográfico
•   "Joás visitou Eliseu devido ao grande respeito que tinha pelo profeta, que estava
    próximo de falecer. Sua saudação: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus
    cavaleiros!, foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi
    levado ao céu (2 Rs 2.12).
•   O fato de Joás utilizar esta expressão é uma indicação de que ele reconhecia a
    proximidade da morte de Eliseu. A ordem relacionada ao uso do arco e das flechas
    estava relacionada com a Síria, que era a nação que oprimia Israel. Uma flecha
    lançada em direção ao oriente simbolizava a vitória em Afeca; as setas lançadas ao
    solo simbolizavam a vitória de Israel sobre a Síria.
•   Eliseu se indignou muito contra Joás, por saber que confiar e se apoiar em outras
    nações era uma atitude errada. Era necessário ter uma completa confiança em
    Deus para que fossem ajudados contra as nações estrangeiras que procuravam
    oprimir Israel. O poder miraculoso associado aos ossos de Eliseu tinha a finalidade
    de mostrar a Joás que o poder do Deus de Israel seria manifestado sobre a Síria,
    mesmo após a morte do profeta" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 2. 1. ed. Rio de
    Janeiro: CPAD, 2005, pp. 360-61).



                                  Pr. Moisés Sampaio de Paula                        31

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A Morte de Eliseu: o último profeta de Deus

  • 1. A MORTE DE ELISEU 1º Trimestre de 2013 Lição 13 Pr. Moisés Sampaio de Paula 1
  • 2. TEXTO ÁUREO • "E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés" • (2 Rs 13.21). Pr. Moisés Sampaio de Paula 2
  • 3. VERDADE PRÁTICA • O último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus. Pr. Moisés Sampaio de Paula 3
  • 4. INTERAÇÃO Nesta última lição do trimestre estudaremos os derradeiros dias do profeta Eliseu. • Ele foi um homem fiel ao Senhor até o fim dos seus dias. Todavia, como homem ele era mortal. Não temos como escapar, um dia enfrentaremos a morte. • Eliseu começou bem seu ministério profético e o encerrou também com excelência. • Ele viveu todos os seus dias como servo do Senhor e com certeza pode declarar como o apóstolo Paulo: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia [...]" (2 Tm 4.7). • Que quando chegar o nosso dia, possamos também declarar estas mesmas palavras. Pr. Moisés Sampaio de Paula 4
  • 5. OBJETIVOS • Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: 1.Conscientizar-se sobre a brevidade da vida e a eternidade de Deus. 2.Compreender a natureza da profecia final de Eliseu. 3.Explicar o propósito do último milagre de Eliseu. Pr. Moisés Sampaio de Paula 5
  • 6. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA ELISEU Pontos fortes e êxitos • Foi sucessor de Elias como profeta de Deus. • Teve um ministério que durou mais de 50 anos. • Teve um grande impacto sobre quatro nações: Israel, Judá, Moabe e Síria. • Foi um homem íntegro que não tentou enriquecer-se à custa dos outros. • Fez muitos milagres para ajudar aqueles que estavam sofrendo necessidades. Lições de vida • Aos olhos de Deus uma medida de grandeza é a disposição para servir aos pobres como também aos poderosos. • Um substituto eficaz não só aprende com o seu mestre; também constrói sobre as realizações de seu mestre. Pr. Moisés Sampaio de Paula 6
  • 7. Esboço da Lição I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU 1. A velhice de Eliseu. 2. O sofrimento de Eliseu. II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU 1. A ação de Deus na profecia. 2. A participação humana na profecia. III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU 1. A eternidade e fidelidade de Deus. 2. A honra de Eliseu. IV. O LEGADO DE ELISEU 1. Legado sócio-cultural. 2. Legado espiritual. Pr. Moisés Sampaio de Paula 7
  • 8. Palavra chave: Morte • Término das atividades vitais do ser humano sobre a terra. Pr. Moisés Sampaio de Paula 8
  • 9. MORTE, UMA REALIDADE BÍBLICO- EXISTÊNCIAL • A morte é uma realidade atestada na Bíblia e na experiência humana. O sentido da palavra morte, na Bíblia, é bastante amplo, e apresenta aspectos distintos. É preciso diferenciar a morte física da espiritual. Para tanto, devemos explicitar que a palavra morte significa separação, e não o final da vida, como se costuma pensar nos dias atuais. 1. A primeira morte, a respeito da qual trata a Bíblia, é a biológica, quando as funções corporais param. 2. A segunda morte, a espiritual, está relacionada ao julgamento final (Mt. 8.22; Lc. 15.15.32; Ef. 2.1-3; Cl. 2.13; I Tm. 5.6; Ap. 2.11; 20.14; 21.8). • O materialismo predominante na sociedade contemporânea tem conduzidos muitos à angústia em face da morte. Para alguns filósofos, como Heidegger, o homem é um ser-para-a-morte, não pode escapar desta. Para outros, como Jean Paul Sartre, ela é um tremendo absurdo, que nos conduz ao desespero. Mas essa não é a realidade bíblica, as pessoas morrem, mas Jesus, que é Senhor da Vida, tem Seus propósitos (Jo. 11.25,26). Paulo, em I Co. 15.55, destaca que, ao final, o ferrão da morte será aniquilado. Isso acontecerá por ocasião da ressurreição, quando o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.57). Pr. Moisés Sampaio de Paula 9
  • 10. Os meus tempos estão nas tuas mãos (Salmo 31.15). • O poder de Deus é capaz de curar e livrar o ser humano de tragédias, mas nem todas as pessoas recebem a cura e são libertas de eventos trágicos. Eliseu faleceu com pouca saúde e pouco vigor físico, e Estevão padeceu tragicamente apedrejado (2 Reis 13.20-21; Atos 7.55-56). • Nesta situaçãio, usemos o nosso espaço de tempo na esfera física submetendo-nos à vontade Senhor. Julguemos a nós mesmos, para que o momento da nossa partida deste mundo - seja de maneira natural ou motivada por doença ou tragédia - nos conduza para a felicidade eterna na presença de Deus. • O profeta Eliseu deixou de caminhar neste mundo e foi recebido por Deus. E Estevão, recebendo pedradas, teve a oportunidade de ver Jesus Cristo à direita de Deus, em pé, aguardando o momento em que seu espírito se separaria do corpo e iria ao seu encontro nos céus (Atos 7.55 - 56). Pr. Moisés Sampaio de Paula 10
  • 11. • "Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos." - Salmos 116.1. Pr. Moisés Sampaio de Paula 11
  • 12. INTRODUÇÃO Nesta lição, acompanharemos os últimos passos do profeta Eliseu. Constataremos que Eliseu foi, de fato, um gigante espiritual. Mas, como todos os homens, estava sujeito às limitações comuns a todos os mortais - nasceu, cresceu, envelheceu e morreu. Fica, portanto, em destaque o fato de que os homens fazem história, mas Deus é o Senhor da história. Pr. Moisés Sampaio de Paula 12
  • 13. I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU A doença não conseguiu impedir o profeta Eliseu de continuar sendo a voz profética do Deus de Israel. 1. A velhice de Eliseu. 2. O sofrimento de Eliseu. Pr. Moisés Sampaio de Paula 13
  • 14. I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU 1. A velhice de Eliseu. • Os estudiosos acreditam que Eliseu deveria estar com a idade aproximada de oitenta anos. Eliseu fora chamado ainda jovem para o ministério profético, mas agora estava velho e doente. • Às vezes, idealizamos de tal forma os homens de Deus, que acabamos nos esquecendo de que eles também são humanos. Envelhecem, adoecem e também morrem. • O texto bíblico deixa bem patente o lado humano do profeta. Fora um grande homem de Deus e ainda o era, mas ainda assim era um homem. Pr. Moisés Sampaio de Paula 14
  • 15. I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU 2. O sofrimento de Eliseu. • O mesmo texto que trata da doença e velhice de Eliseu fala também do seu sofrimento (2 Rs 13.14,20). Eliseu estava doente, e isso sem dúvida causava-lhe algum sofrimento. Eliseu envelheceu e padeceu. Mas o foco aqui não é o sofrimento em si, mas como Deus trata o profeta nesse momento de sua vida e como ele responde a isso. Mesmo alquebrado pela idade, Eliseu continuava com o mesmo vigor espiritual de antes. Possuía ainda a mesma visão da obra de Deus. Em nada a doença, ou quaisquer outras coisas, impediu-o de continuar sendo a voz profética do Deus de Israel. Pr. Moisés Sampaio de Paula 15
  • 16. Pr. Moisés Sampaio de Paula 16
  • 17. II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU Aprendemos mediante a última profecia de Eliseu que uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida. 1. A ação de Deus na profecia 2. A participação humana na profecia. Pr. Moisés Sampaio de Paula 17
  • 18. II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU 1. A ação de Deus na profecia. • Eliseu, por exemplo, refletindo os desígnios divinos, dizia ao profetizar: "Assim diz o Senhor" (2 Rs 2.21; 3.16). A expressão "flecha do livramento do SENHOR" (2 Rs 13.17) possui sentido semelhante. A profecia tem sua origem em Deus e não no homem. Eliseu não profetizou para depois se inspirar, mas foi primeiramente inspirado para depois profetizar (2 Rs 3.15). Pr. Moisés Sampaio de Paula 18
  • 19. • Hoje está na moda o jargão: "Eu profetizo sobre a tua vida". Embora muito bonito e vestido de roupagens espirituais, tal jargão não passa de orgulho e afetação humana. Isso por uma razão bem simples: nenhuma profecia, que se ajuste ao modelo bíblico, tem seu ponto de partida no querer humano, mas na vontade soberana de Deus (2 Pe 1.20,21). Pr. Moisés Sampaio de Paula 19
  • 20. II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU 2. A participação humana na profecia. • Vimos que uma profecia genuinamente bíblica tem sua origem em Deus. Todavia, a Escritura mostra também que existe a participação do homem nesse processo. A indignação de Eliseu quanto à relutância do rei Jeoás de Israel em continuar a atirar as suas flechas, símbolo do livramento do Senhor contra os sírios, é bastante significativa. (2 Reis 13.14-19.) • Deixa clara a decepção do profeta com a falta de discernimento e perseverança do rei. Faltou fé a Jeoás! Ele pensava certamente tratar-se de uma mera cerimônia na qual ele teria apenas uma participação técnica. A sua vitória seria do tamanho da resposta que ele desse ao profeta. Deveria ter ferido a terra cinco ou seis vezes, mas fez apenas três. Uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida. Em o Novo Testamento, o Senhor Jesus irá por em destaque essa verdade (Mt 9.29).Pr. Moisés Sampaio de Paula 20
  • 21. Uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida. Pr. Moisés Sampaio de Paula 21
  • 22. III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU Mesmo depois de morto, Eliseu foi lembrado como um autêntico homem de Deus 1. A eternidade e fidelidade de Deus 2. A honra de Eliseu Pr. Moisés Sampaio de Paula 22
  • 23. III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU 1. A eternidade e fidelidade de Deus • Eliseu já estava morto quando ocorre algo que desafia a razão humana (2 Rs 13.20,21). Temos aqui dois aspectos dos atributos de Deus : 1. Deus é eterno. Ele não morre quando morre um homem de Deus, nem tampouco deixa de cumprir a sua Palavra quando as circunstâncias parecem dizer o contrário. 2. Deus é fiel e zela pela sua Palavra para a cumprir. Ao permitir que o toque nos restos mortais de Eliseu desse vida a um morto, Deus mostrava ao rei Jeoás que a morte de Eliseu não iria impedir aquilo que há algum tempo ele havia prometido a ele. Pr. Moisés Sampaio de Paula 23
  • 24. • Não devemos fazer comparações nem questionar os atos divinos (Jo 21.19-23). Pr. Moisés Sampaio de Paula 24
  • 25. III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU 2. A honra de Eliseu • Além da fidelidade e da eternidade de Deus, que ficam bem patentes nesse último milagre de Eliseu, há ainda mais uma lição que o texto deixa em relevo. Aqui é possível perceber que, mesmo morto, o nome de Eliseu continuaria a ser lembrado como um autêntico homem de Deus. Elias subiu ao céu vivo, Eliseu deu vida mesmo estando morto. • Os intérpretes destacam que esse milagre, envolvendo os restos mortais de Eliseu, mostra que o Senhor possui planos diferenciados para cada um de seus filhos. A Bíblia fala de homens, cujas ações continuam falando mesmo depois de haverem morrido (Hb 11.4). Pr. Moisés Sampaio de Paula 25
  • 26. IV. O LEGADO DE ELISEU Como povo de Deus, não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para abençoar os menos favorecidos. 1. O legado sócio-cultural 2. O legado espiritual Pr. Moisés Sampaio de Paula 26
  • 27. IV. O LEGADO DE ELISEU 1. Legado sócio-cultural. • Já estudamos que Eliseu supervisionava as escolas de profetas (2 Rs 6.1). Esse sem dúvida foi um dos seus maiores legados. Todavia, Eliseu fez muito mais; teve uma participação ativa na vida espiritual, moral e social da nação. Enquanto Elias era um profeta do deserto, Eliseu teve uma atuação mais urbana. Eliseu tinha acesso aos reis e comandantes militares, e possuía influência suficiente para deles pedir algum favor (2 Rs 4.13). Como povo de Deus, não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para abençoar os menos favorecidos. Pr. Moisés Sampaio de Paula 27
  • 28. IV. O LEGADO DE ELISEU 2. Legado espiritual. • Há uma extensa lista de obras e milagres operados através do profeta Eliseu. Sem dúvida, eles demonstram seu grande legado. Podemos enumerar alguns: abertura do Jordão (2 Rs 2.13,14); a purificação da nascente de água (2 Rs 2.19-22); o azeite da viúva (2 Rs 4.1-7); o filho da sunamita (2 Rs 4.8-37); a panela envenenada (2 Rs 4.38-41); a multiplicação dos pães (2 Rs 4.42-44); a cura de Naamã (2 Rs 5.1-19) e o machado que flutuou (2 RS 6.1-7). Pr. Moisés Sampaio de Paula 28
  • 29. Conclusão • Assim termina a vida do profeta Eliseu. Um grande homem de Deus que nunca deixou de ser servo. • Começou pondo água nas mãos de Elias (2 Rs 3.11), um gesto claro de sua presteza em servir, e foi exaltado por Deus. • Mesmo sem ter escrito uma linha, levanta-se como um dos maiores profetas bíblicos de todos os tempos. Devemos imitá- lo em sua vida de serviço e amor a Deus. Pr. Moisés Sampaio de Paula 29
  • 30. Pr. Moisés Sampaio de Paula 30
  • 31. AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO • Subsídio Bibliográfico • "Joás visitou Eliseu devido ao grande respeito que tinha pelo profeta, que estava próximo de falecer. Sua saudação: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!, foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi levado ao céu (2 Rs 2.12). • O fato de Joás utilizar esta expressão é uma indicação de que ele reconhecia a proximidade da morte de Eliseu. A ordem relacionada ao uso do arco e das flechas estava relacionada com a Síria, que era a nação que oprimia Israel. Uma flecha lançada em direção ao oriente simbolizava a vitória em Afeca; as setas lançadas ao solo simbolizavam a vitória de Israel sobre a Síria. • Eliseu se indignou muito contra Joás, por saber que confiar e se apoiar em outras nações era uma atitude errada. Era necessário ter uma completa confiança em Deus para que fossem ajudados contra as nações estrangeiras que procuravam oprimir Israel. O poder miraculoso associado aos ossos de Eliseu tinha a finalidade de mostrar a Joás que o poder do Deus de Israel seria manifestado sobre a Síria, mesmo após a morte do profeta" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 2. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 360-61). Pr. Moisés Sampaio de Paula 31