Estados mentais de risco para esquizofrenia:É possível a prevenção?Ary Gadelha de Alencar Araripe NetoPROESQ/LINC/PRISMA
Esquizofrenia•Atinge entre 0,4 a 0,7% da população em geral•Acomete indivíduos no auge do seu potencialprodutivo•Curso cos...
Sobrecarga da Doença             DALY - Disability Adjusted Life Year (15-44 anos)                     HIV/AIDSUnipolar de...
Teoria do Neurodesenvolvimento                Precoces      •Complicações obstétricas        •Infecções perinatais        ...
Fases da Esquizofrenia                        Prodrômica          Pré-Mórbida                                           Ps...
Histórico • Karl Jasper (1913) – Humor delirante   (wahnstimmung) • Klaus Konrad (1958) – Die Beginnende   Schizophrenia  ...
As apresentações clínicas pré-mórbidas passam a sercompreendidas e investigadas como manifestações dosprocessos biológicos...
Estágio prodrômico •Critérios definidores de síndromes prodrômicas:   •Critérios de ultra-alto risco   •Sintomas básicos  ...
Ultra alto risco   •Sintomas positivos atenuados;   •Sintomas psicóticos breves e intermitentes;   •Risco genético e deter...
Arch gen Psychiatry 2008;65: 28-37•   291 indivíduos que preencheram critérios para UHR foram    acompanhados por 2 anos e...
Sintomas Básicos  Conceito criado por Gerd Huber (1966):“ Alterações sutis, vivenciadas subjetivamente como  problemas na ...
Arch gen Psychiatry 2001;58: 158-164•   Presença de 1 BS, sens. 98% e espec. de 59%, VPP 70%•   10 BS reunidos, sens. de 7...
Retirado de Klostekötter et al, 2009
Identificar marcadores comportamentais capazesde predizer a evolução para psicose                  Pródromos              ...
Marcadores Neuro-biológicos
Neuropsicologia ródromos Vs Controles saudáveis onversão Vs Não-conversão ombinação de principais fatores preditivos aumen...
Neuroimagem estruturalPerda de volume corticalprogressiva   entre  indivíduosque converteram para psicose;                ...
Neuroimagem molecularDesregulação dopaminérgica inicia antes do primeiro episódiopsicótico.                               ...
TratamentoÉ possível a prevenção?
Autor/Ano               Grupo de            Tamanho              Desfecho                                Tratamento       ...
Tratar ou não tratar? “probably at-risk, certainly ill” Os que não converteram apresentavam maior  isolamento      socia...
Como tratar? Intervenção fase-específica EIPS   Intervenção psicológica e redução de estressores    psicossociais.   E...
É possível prevenir a Esquizofrenia?  – Prevenção Primária    • Evitar a conversão    • Prevenir Fatores de risco    • Pro...
Caso 1D.J.H.Y., fem, 12 anos, cursando 6ª série e reside com os pais•Os pais relatam que sempre foi muito tímida, mesmo no...
Caso 2•   E.L.S., masc, 15 anos, cursando o 1º colegial, reside com o pai e 02 irmãos.•   Paciente tem bom desempenho esco...
re ve nç  ão                        São Paulo e Porto Alegre                        Crianças entre                        ...
re ve nç ã o
Um longocaminho…
Primeiros passos…
Equipe•   Ary Gadelha         •   André Zugman           • Elaine – Ass Social•   Ana Soledade        •   Bruno           ...
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  • Morel 1852 - Démence Précoce Forma peculiar e rápida de degeneração mental de início na adolescência, caracterizada por isolamento, negligência e estranhos maneirismos, e evoluindo com deterioração intelectual
  • 1 – Não só esses indivíduos apresentam maiores taxas de conversão, mas também apresentam pior desempenho cognitivo 2 – Quando os indivíduos em pródromo são comparados a controles saudáveis, apresentam pior desempenho em vários domínios cognitivos, com destaque para memória de trabalho, planejamento e fluência verbal 3 – Medidas cognitivas melhoram a capacidade de predição de conversão para psicose em indivíduos em pródromo (go/no go e QI verbal)
  • Quando comparados indivíduos que converteream e que não converteram, os indivíduos que converteram tiveram maior contração de superfície cortical
  • 4 ensaios clínicos randomizados. N são pequenos T odos demonstraram redução na taxa de conversão, alguns não significativo 2 demonstraram efeitos
  • Pax clinica prodromo

    1. 1. Estados mentais de risco para esquizofrenia:É possível a prevenção?Ary Gadelha de Alencar Araripe NetoPROESQ/LINC/PRISMA
    2. 2. Esquizofrenia•Atinge entre 0,4 a 0,7% da população em geral•Acomete indivíduos no auge do seu potencialprodutivo•Curso costuma ser crônico e debilitante.•Poucos indivíduos voltam para funcionamentocompatível com as expectativas pré-morbidas. Mathers 2006, Tohen 2000, Lieberman 2005, Swartz 2007
    3. 3. Sobrecarga da Doença DALY - Disability Adjusted Life Year (15-44 anos) HIV/AIDSUnipolar depressive disorders Road traffic accidents Tuberculosis Alcohol use disorders Self inflicted injuries Iron-deficiency anemia Schizophrenia Bipolar affective disorder Violence 0 0 2 2 4 4 66 88 10 10 12 12 Percent of Total Source: WHO – World Health Report, 2001
    4. 4. Teoria do Neurodesenvolvimento Precoces •Complicações obstétricas •Infecções perinatais Tardios Uso de drogas Estresse crônico 0 5 10 15 20 (Idade em anos)
    5. 5. Fases da Esquizofrenia Prodrômica Pré-Mórbida Psicose0 5 10 15 20 (Idade em anos)
    6. 6. Histórico • Karl Jasper (1913) – Humor delirante (wahnstimmung) • Klaus Konrad (1958) – Die Beginnende Schizophrenia – Trema – Humor delirante – Apofania – Anástrofe – Apocalipse - Ruptura – Consolidação – Fase residual
    7. 7. As apresentações clínicas pré-mórbidas passam a sercompreendidas e investigadas como manifestações dosprocessos biológicos subjacentes.
    8. 8. Estágio prodrômico •Critérios definidores de síndromes prodrômicas: •Critérios de ultra-alto risco •Sintomas básicos Miller et al., 2003; Klosterkötter et al., 2001
    9. 9. Ultra alto risco •Sintomas positivos atenuados; •Sintomas psicóticos breves e intermitentes; •Risco genético e deterioração funcional Conteúdo incomum do pensamento Grandiosidade Idéias persecutórias Anormalidades perceptuais Discurso desorganizado
    10. 10. Arch gen Psychiatry 2008;65: 28-37• 291 indivíduos que preencheram critérios para UHR foram acompanhados por 2 anos e meio.• 82 converteram - VPP de 35% para as síndromes prodrômicas isoladas.• Foram identificados 5 fatores relacionados a conversão para psicose.• A combinação de 3 desses fatores eleva o VPP para 74 a 81%• Tempo para conversão menor que 1 ano
    11. 11. Sintomas Básicos Conceito criado por Gerd Huber (1966):“ Alterações sutis, vivenciadas subjetivamente como problemas na vontade, afeto, discurso, pensamento, percepção, atividade motora e tolerância ao stress”.
    12. 12. Arch gen Psychiatry 2001;58: 158-164• Presença de 1 BS, sens. 98% e espec. de 59%, VPP 70%• 10 BS reunidos, sens. de 74% e espec. de 88%, VPP76,2% (COPER)• O tempo médio de duração da fase prodrômica foi de 5,6 anos.
    13. 13. Retirado de Klostekötter et al, 2009
    14. 14. Identificar marcadores comportamentais capazesde predizer a evolução para psicose Pródromos X Estados mentais de Risco
    15. 15. Marcadores Neuro-biológicos
    16. 16. Neuropsicologia ródromos Vs Controles saudáveis onversão Vs Não-conversão ombinação de principais fatores preditivos aumenta sensibilidade e especificidade. Pflueger et al., 2007; Riecher-Rössler et al., 2009, Welham et al., 2010
    17. 17. Neuroimagem estruturalPerda de volume corticalprogressiva entre indivíduosque converteram para psicose; Sun et al., 2009
    18. 18. Neuroimagem molecularDesregulação dopaminérgica inicia antes do primeiro episódiopsicótico. (Howes, 2009)
    19. 19. TratamentoÉ possível a prevenção?
    20. 20. Autor/Ano Grupo de Tamanho Desfecho Tratamento comparação dos gruposMcGorry et al., 2002 1.TCC + risperidona 31 1. Redução na conversão em 2.Terapia de suporte 28 6 meses (9,7 Vs 35%), p=0,026 2. Não houve diferença com 1 ano de seguimentoMorrison et al., 2004 1. TCC 29 1.Redução na conversão em 1 2. Monitoramento 29 ano (6% vs 26%), p<0,05 2. Redução na conversão em 3 anos – grupo TCC McGlashan et al., 1.Olanzapina 31 1. Redução nas taxas de 2006 2.Placebo 29 conversão, mas não foi significativa 2. Altas índices de efeitos colaterais Amminger et al., 1. Omega 3 41 1. Redução significativa nas 2010 2. Placebo 40 taxas de conversão (4,9% Vs 27,5%, p=0,004
    21. 21. Tratar ou não tratar? “probably at-risk, certainly ill” Os que não converteram apresentavam maior isolamento social, pior desempenho acadêmico, maiores taxas de desemprego Maior chance de desenvolver um transtorno psiquiátrico. Fusar-Poli et al., 2009 ;Ruhrmann et al., 2010
    22. 22. Como tratar? Intervenção fase-específica EIPS  Intervenção psicológica e redução de estressores psicossociais.  Evitar prejuízo social, acadêmico, profissional. LIPS  Intervenção farmacológica Klosterkötter et al., 2009
    23. 23. É possível prevenir a Esquizofrenia? – Prevenção Primária • Evitar a conversão • Prevenir Fatores de risco • Promover saúde mental – fatores protetores – Prevenção Secundária • Evitar os prejuízos – Prevenção Terciária • Reabilitação
    24. 24. Caso 1D.J.H.Y., fem, 12 anos, cursando 6ª série e reside com os pais•Os pais relatam que sempre foi muito tímida, mesmo no ambiente familiar.Preferência por atividades solitárias. Apresenta dificuldades escolares e desocialização, com poucos amigos na escola e/ou na rua em que mora.•Há 01 ano acredita que a mãe pode ler e controlar os seus pensamentos àdistância; considera essa percepção estranha e não acha que isso sejapossível. Mesmo assim sente-se muito incomodada. Estes pensamentosocorrem até 02 vezes por semana, mas com duração inferior a uma hora.Esses sintomas pioraram no último ano.•Não tem história pessoal de uso de drogas ou esquizotipia; não tem históriafamiliar de psicose.•CAARMS: + (conteúdo mental incomum, moderadamente grave)•KSADS:TDAH subclínico (atenção), enurese atual, fobia social•SOFAS: 65
    25. 25. Caso 2• E.L.S., masc, 15 anos, cursando o 1º colegial, reside com o pai e 02 irmãos.• Paciente tem bom desempenho escolar, sem repetições. Poucos amigos e prefere atividades solitárias ou que envolvam os familiares. Pueril.• Desde a infância, tem episódios caracterizados por sensação de estranheza ao entrar em ambientes conhecidos ou desconhecidos; relata “sentir o clima” do ambiente e ser capaz de prever o que aconteceu ali antes da sua entrada. Há 01 ano, houve intensificação destes sintomas, que passaram a ter freqüência diária e duração inferior a uma hora. No mesmo período, passou a apresentar alterações perceptuais auditivas que não consegue explicá-las ou evitar evitar e que o incomodam.• Não tem história pessoal de uso de drogas ou esquizotipia; não tem história familiar de psicose.• CAARMS: +• KSADS: -• SOFAS: 70
    26. 26. re ve nç ão São Paulo e Porto Alegre Crianças entre 6 to 12 anos (9937) 34 schools SP23 schools
    27. 27. re ve nç ã o
    28. 28. Um longocaminho…
    29. 29. Primeiros passos…
    30. 30. Equipe• Ary Gadelha • André Zugman • Elaine – Ass Social• Ana Soledade • Bruno • Eliane – Auxiliar de• Bruno Sini • Dalton Roston Enf.• Cristiano Noto • Elson Asevedo • Ricardo – Auxiliar • Admin• Elisa Brietzke Luis Dieckman • Sintia –• Paula Ramalho • Rodrigo Mansur Secretaria/Auxiliar• Pedro Pan • Graccielle Rodrigues de Pesquisa• Juliana Castro• Pedro Weingartner• Lisandra• Catarina

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