UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
PRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊN...
MÚSICA: CÁLICE
(chico buarque)
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálic...
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca...
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é sa...
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhan...
Obs. Mané era um antigo amigo do Chico nos tempos da Consolação e do Sambafo.
Benedito canta pra ele um chorinho que conta...
Depois, Benedito fala dos bens materiais, que ambiciona para si, sonha com um
alambique pro Mané e pão para o povo. Se gab...
Tentando disfarçar Juliana, a voz sugere a Ben Silver que apresente a sua mãe,
e quando ele diz ter ela falecido, o Capeta...
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Módulo 5 avulso teatro

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA PRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID LETRAS PROJETO: CLIC CULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AO POPULAR PROFESSORES: FLÁVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVA GABRIELA SANTANA DE OLIVEIRA LÍGIA ALBUQUERQUE QUEIROZ PRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUES VANESSA KISHIMA DO BÚ MÓDULO 05: TEATRO ALUNO:_____________________________________ www.projetoclicraul.blogspot.com
  2. 2. MÚSICA: CÁLICE (chico buarque) Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor e engolir a labuta? Mesmo calada a boca resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa? Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada, prá a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa. Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice
  3. 3. Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue De muito gorda a porca já não anda (Cálice!) De muito usada a faca já não corta Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!) Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade? Mesmo calado o peito resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!) Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!) Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!) Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!) Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!) Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!) Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!) Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!) PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES (Geraldo Vandré) Caminhando e cantando E seguindo a canção Somos todos iguais Braços dados ou não
  4. 4. Nas escolas, nas ruas Campos, construções Caminhando e cantando E seguindo a canção Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer Pelos campos há fome Em grandes plantações Pelas ruas marchando Indecisos cordões Ainda fazem da flor Seu mais forte refrão E acreditam nas flores Vencendo o canhão Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer Há soldados armados Amados ou não Quase todos perdidos De armas na mão Nos quartéis lhes ensinam Uma antiga lição: De morrer pela pátria E viver sem razão Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer Nas escolas, nas ruas Campos, construções Somos todos soldados Armados ou não Caminhando e cantando E seguindo a canção
  5. 5. Somos todos iguais Braços dados ou não Os amores na mente As flores no chão A certeza na frente A história na mão Caminhando e cantando E seguindo a canção Aprendendo e ensinando Uma nova lição Vem, vamos embora Que esperar não é saber Quem sabe faz a hora Não espera acontecer. PEÇA: RODA VIVA I ATO: Um humilde e presunçoso cantor chamado Benedito Silva se apresenta ao público. Em seguida, Anjo entra em cena mostrando a receita do sucesso, dando uma de protetor e rapidamente discute os percentuais das partes nos lucros, determinando que ficará com vinte por cento de tudo. Benedito acha muito, mas Anjo passa uma receita inversa para mostrar-lhe a porcaria que era, diante do que iria ficar, e declamando a algo que exalta à moda, à propaganda e ao estrangeiro. Entra em cena Juliana, que se identifica como esposa de Benedito. Anjo não gosta e diz a ela que Benedito vai mudar completamente, inclusive de nome, enquanto tenda seduzí-la discretamente. Juliana lhe dá um chega pra lá e ele declama seus dotes de Anjo da Guarda. Benedito volta à cena todo brilhoso, Juliana estranha, reclama e o compara a uma bicha louca, no que Benedito diz: New Look. Entra em cena o personagem Mané, debruçado numa mesa com copo e garrafa de cachaça.
  6. 6. Obs. Mané era um antigo amigo do Chico nos tempos da Consolação e do Sambafo. Benedito canta pra ele um chorinho que conta dos seus planos e mudanças, no que Mané responde: – Você nunca me enganou! Em seguida, Anjo descobre um pseudônimo para Benedito Silva: Ben Silver, passa uma receita de sucesso baseada na obediência à televisão, fala da onipotência da câmera e da imensa platéia que ela dá e o artista não vê. Juliana canta a primeira parte da composição Sem Fantasia: Vem, meu menino vadio Vem, sem mentir pra você Vem, mas vem sem fantasia Que da noite pro dia Você não vai crescer Vem, por favor, não evites Meu amor, meus convites Minha dor, meus apelos Vou te-envolver nos cabelos Vem perder-te-em meus braços Pelo-amor de Deus Vem que-eu te quero fraco Vem que-eu te quero tolo Vem que-eu te quero todo meu Em seguida, entram em cena Anjo e Capeta, juntos, cantando a marcha: Nós somos velhos amigos Nós somos os maiorais Quando nós tamos unidos Ai dos mortais Eles se alegram com pouco E depois ficam pra trás Nós tamos sempre na onda E não passamos jamais Não somos como o otário Que nunca sabe o que faz Depois de almoçar c´o vigário Jantamos com Satanás Capeta grita: - Extra! Extra! Faz propaganda de Ben Silver, no que é interrompido por Anjo, que anuncia a chegada de Sua Eminência o IBOPE. Em seguida Anjo declama um poema que trata dos poderes do Ibope entre a venerada televisão e o povo.
  7. 7. Depois, Benedito fala dos bens materiais, que ambiciona para si, sonha com um alambique pro Mané e pão para o povo. Se gaba da fama vindoura no que Mané diz ser uma merda. Fim do primeiro ato. II ATO Pelo fato do segundo ato da peça ser muito mais denso que o primeiro, o dividi em 3 outras partes, mas convém salientar que ela ocorreu somente em dois atos. Benedito abre o segundo ato cantando, em resposta para Juliana, a segunda parte da composição Sem Fantasia: Eu quero te dizer Que o instante de te ver Custou tanto penar Não vou me arrepender Só vim te convencer Que eu vim pra não morrer De tanto te esperar Eu quero te contar Das chuvas que apanhei Das noites que varei No escuro a te buscar Eu quero te mostrar As marcas que ganhei Nas lutas contra o rei Nas discussões com Deus E agora que cheguei Eu quero a recompensa Eu quero a prenda imensa Dos carinhos teus Obs. Os 4 últimos versos são cantados de forma simultânea com os 4 versos abaixo, fazendo coincidir os sons de Teus e Meu, num bonito efeito de interpretação poética. Vem que-eu te quero fraco Vem que-eu te quero tolo Vem que-eu te quero todo Meu Entra em cena uma câmera, com musiqueta prefixo, e uma voz anunciando se tratar do programa O Artista na Intimidade.
  8. 8. Tentando disfarçar Juliana, a voz sugere a Ben Silver que apresente a sua mãe, e quando ele diz ter ela falecido, o Capeta entra novamente em cena: - Extra! Ben Silver é casado! Suas fãs o condenam pela traição de seus sonhos, pois é o povo quem faz o ídolo e ao povo ele pertence. Volta o Capeta: - A César o que é de César! Extra! Anjo intervém e dá uma grana pro Capeta argumentando ser Juliana irmã de Ben Silver. A quantia leva Capeta a achar que ela não era “tão irmã assim”, no que Anjo retruca “ser irmã até demais”. Terminadas as negociações do parentesco, Capeta brada: - Extra! Desmentido o casamento de Ben Silver, sua mulher era sua irmã! Na cena seguinte Benedito se queixa dos fãs a Mané: - Eles pensam que a gente vai melhorar alguma coisa…eles pensam que a gente é o dono da verdade……Parece que eles não têm mais em quem acreditar, sabe? Então eles confiam na gente. Eles esperam que a gente, não sei o quê… Apesar de várias tentativas de Mané cortar o papo, Benedito continua: - Mas a gente não calcula em que vai dar e quando a gente quer parar, cadê força? Então a gente se deixa levar…covarde…envergonhado... Obs. Esse fragmento da peça certamente explica a pensamentos pertencentes a outras composições vinouras, tais como: E aí me dá uma tristeza no meu peito Feito um despeito de eu não ter como lutar (Gente Humilde) Ou mesmo pertencente à outra composição da própria peça, Roda Viva: A gente vai contra a corrente Até não poder resistir Na volta do barco é que sente O quanto deixou de cumprir FIM......

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