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III CONFERÊNCIAS POLÍTICAS DE COIMBRA | Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado

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Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, na abertura da terceira edição do ciclo de “Conferências Políticas”, este ano dedicado ao tema “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial”.

INTERVENÇÃO TAMBÉM DISPONÍVEL NO CANAL DA CMC NO YOUTUBE:
https://www.youtube.com/watch?v=NU_9J0pIc00

O ciclo, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Coimbra e a Fundação Bissaya Barreto, divide-se em três painéis: “Economia e Conflito”; “A Sociedade e a Mobilização Tecnológica”; “Portugal, a Democracia e as (Novas) Guerras”.
A iniciativa, que decorre na Casa Municipal da Cultura, tem a coordenação científica de Alexandre Franco de Sá (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) congregando a intervenção de personalidades prestigiadas do meio político, académico, social e económico nacional.

O primeiro painel, moderado pela jornalista da RTP Fátima Campos Ferreira, contou com a participação de Francisco Louçã, Jaime Ramos, Manuel Carvalho da Silva e Maria do Rosário Gama.

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III CONFERÊNCIAS POLÍTICAS DE COIMBRA | Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado

  1. 1. 1 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA, MANUEL MACHADO, NA ABERTURA DA TERCEIRA EDIÇÃO DO CICLO DE CONFERÊNCIAS POLÍTICAS DE COIMBRA Casa Municipal da Cultura Coimbra 15 de Novembro de 2014 Vale a versão lida
  2. 2. 2 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura • Senhora Presidente da Fundação Bissaya Barreto • Sr.ª Vereadora, Doutora Carina Gomes • Ilustres Conferencistas: Sr.s Dr.s - Francisco Louçã, Jaime Ramos, Carvalho da Silva e Maria do Rosário Gama • Sr.ª moderadora, Dr.ª Fátima Campos Ferreira • Sr. Doutor Alexandre Franco de Sá • Meus caros amigos, concidadãos • Minhas senhoras e meus senhores, Aceitem, antes de mais, as nossas cordiais saudações de boas vindas. É com grande gosto que a Câmara Municipal de Coimbra e a Fundação Bissaya Barreto se associam para promover, no decurso deste mês de Novembro, o 3º Ciclo de Conferências Políticas, em Coimbra, desta vez, dedicado ao tema “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial”, sob coordenação científica do Doutor Alexandre Franco de Sá (Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), a quem agradeço, como Presidente da Câmara, o trabalho empreendido, mais uma vez, na organização destas conferências na nossa cidade, e que acolherão figuras públicas de relevo, ligadas ao meio político, académico, socioeconómico e da comunicação social. O objetivo é assinalar o 1º centenário da deflagração da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), acontecimento decorrente da ação da Mão Negra que mudou o mundo contemporâneo e redimensionou o cenário bélico alargando-o, levando a uma redefinição geopolítica internacional, produzindo consequências políticas, económicas e sociais que moldaram o (novo) mundo. Num exercício de memória, que aviva os horrores da guerra, tratando-se de um assunto que, à passagem dos 100 Anos, há que reconhecê-lo, marca a actualidade, e tendo Portugal participado no conflito em Angola, em Moçambique… e em França, ao lado das forças aliadas, Coimbra lembra uma
  3. 3. 3 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura etapa relevante do nosso processo histórico promovendo estas sessões de reflexão e debates sobre o passado, o presente e o futuro. Assim, o tema destas III Conferências Políticas identifica a Guerra que, na perspectiva do seu coordenador científico, “foi sentida de todos os lados das barricadas e das trincheiras pela geração que a viveu como algo simultaneamente trágico e fascinante, terrível e sedutor, no qual um mundo novo, emergindo por entre escombros, ruínas e devastações, anunciava o fim da segurança de uma era burguesa cuja ordem e familiaridade parecia desde então algo romântico e anacrónico. Dir-se-ia que o tempo que hoje habitamos, um tempo imprevisível, cheio de incertezas e de desafios, de perturbações e de crises, encontra na Primeira Guerra Mundial a sua antecipação e o seu anúncio”. É, portanto, também, para fazer o balanço – um balanço pesado, diga-se de passagem... – é para fazer o balanço, 100 anos depois, que se organizam aqui, na Casa Municipal da Cultura, estas Conferências Políticas evocando o Centenário da 1ª Grande Guerra e convocando-nos para refletirmos sobre “O Povo e a Dor”. Efectivamente, a 1ª Grande Guerra foi – quase na totalidade por más razões – um momento marcante, não só da história contemporânea, mas da história inteira da humanidade. Foi um episódio de ruptura, com vários e profundos cortes, um momento “de saturação e de explosão” como já lhe ouvi chamar, com efeitos muito prolongados, efeitos estruturais, para Portugal, para a Europa e para o mundo. O centro das decisões globais começou a deslocar-se do eixo Londres-Paris-Berlim (que, às vezes, incluía Moscovo) em direção a Nova Iorque e a Washington. Foi necessária a Guerra de 1939-45 para que o centro do poder ocidental passasse a ser a América. Mas foi na 1ª Grande Guerra que essa alteração estrutural teve início. A Europa, essa, sofreu nas trincheiras com mais de 9 milhões de combatentes mortos, e passou ao “final de 25 séculos” povoados de impérios com vocação planetária, desde Alexandre Magno ao império Britânico, passando pela expansão Portuguesa que, também, construiu um império, mais ou menos vago, que se distendia desde o Minho até Timor e já passara pelo Brasil... O início do fim desses impérios, que a 1ª Grande Guerra pôs em marcha, induziu o deslocamento do poder, do dinheiro e da
  4. 4. 4 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura liderança tecnológica, primeiro para Ocidente, e, depois, já nos nossos dias, para Oriente. Tudo isto estava já em marcha entre 1914 e 1918. Em Portugal as coisas foram ainda piores. A pobreza estrutural do país, o efeito terrível que a não entrada da “revolução industrial” em Portugal acarretou para o avolumar da diferença de poder de compra dos portugueses face aos europeus dos países industrializados, e a crescente insatisfação social e conflitualidade política que tudo isto provocou, foram expostos de forma lancinante nos anos da Grande Guerra. O país não estava preparado para viver habitualmente, muito menos estava preparado para fazer a guerra. As consequências foram devastadoras. O sofrimento indizível, a dor do povo imensa. Foram precisamente as agruras desses anos da 1ª Grande Guerra que mataram a 1ª República em Portugal. É necessário recordar que nessa Europa dos anos 10 do séc. XX só Portugal, França e Suíça eram repúblicas. Foi a guerra que liquidou a 1ª República e, pior!, foi essa guerra que estigmatizou, por longas décadas, as forças progressivas e de cariz democrático em Portugal por, alegadamente, terem permitido aquele “desastre nacional”. É importante refletir sobre o que realmente aconteceu! Quero, por isso, mais uma vez, saudar com muito ênfase todos os que aqui vieram escutar e prestar o seu contributo a este esforço de memória, de reflexão e de debate que o tema exige e reclama. E quero saudar, não só os que aqui compareceram hoje, mas também aqueles que virão às duas sessões seguintes. E, igualmente, quero fazer um agradecimento especial aos oradores e moderadores destas sessões, e também a quem as concebeu e organizou, reconhecendo neles invulgares e valiosas capacidades de reflexão histórica, de reflexão filosófica e também – e sobretudo – de reflexão política. É que só a política – a reflexão política e a ação política – nos poderá fazer evitar os indícios de que o horror, um novo horror, se desenha no horizonte. O tema de hoje - “Economia e Conflito” - deve fazer-nos lembrar que foram as motivações económicas – ou seja, a manutenção das colónias – o cimento político que uniu as forças partidárias em Portugal, e impeliu todas as tendências militares beligerantes, na decisão de entrar na Grande Guerra de 1914. Mas, também neste caso, a ganância acompanhou a motivação para guerra – sendo que a
  5. 5. 5 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura ganância, neste caso, era de mais matérias-primas e de braços africanos, mais mão-de-obra para o trabalho do industrialismo europeu. O que mais inquieta é que, hoje, nesses territórios de África e Américas que deixaram de ser colónias e que passaram a ser países independentes, há muito mais matérias-primas, do que havia há 100 anos. Agora são mais conhecidas e ainda mais cobiçadas. E o que se receia é que a ganância que elas, hoje, voltam a despertar inflija ao povo novas dores, novas guerras, novos sofrimentos. Na próxima sessão o tema a abordar será “A Sociedade e a Mobilização Tecnológica”. E eu não posso deixar de me lembrar de um dos professores que mais admirei, o Prof. Simões Lopes, ensinar nas suas aulas de economia que o desenvolvimento tecnológico tinha como finalidade última tornar o homem mais livre. Mais livre porque mais senhor do seu destino, e mais livre por ter mais tempo livre para dedicar à cultura, ao lazer e à vida em sociedade. Pois bem, o que realmente aconteceu na Grande Guerra foi que a mobilização tecnológica do século XIX e do início do século XX, apesar de ter trazido aspectos inovadores para o desenvolvimento, também redundou no apuramento, e no aumento exponencial perverso, da capacidade de matar seres humanos em larga, em larguíssima escala. Isto não é progresso da Humanidade! Em vez de libertar, a tecnologia capturou a liberdade das pessoas. E deu-lhes morte de forma massiva. E, sobretudo, refinou as capacidades de uns poucos dominarem e explorarem os outros, desenfreadamente e sem escrúpulos, à escala planetária. A terceira conferência - “Portugal, a Democracia e as (novas) Guerras” - reconduz-nos a uma das maiores inquietações do nosso tempo: como podem as democracias, nomeadamente a democracia portuguesa, participarem e conduzirem desmandos guerreiros, atacando a soberania nacional, como aqueles que foram lançados no Iraque ou no Afeganistão? Manter as democracias como baluartes de paz, de convivência entre povos e de respeito pelas diferentes culturas e religiões, é tarefa central que se coloca a todos nós que refletimos sobre os vírus que, há 100 anos, levaram os países a declararem guerra uns aos outros.
  6. 6. 6 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura Nestas questões – e com isto concluo – há um imperativo central: a defesa da liberdade e da paz. É o exercício da liberdade que permitirá reduzir a dor do povo. Este é, a meu ver, o caminho que devemos trilhar para promover o progresso da Humanidade. E este é o desígnio que, aqui partilhamos, porque é preciso acabar com o sofrimento da sociedade em que vivemos e recriar a esperança nas pessoas, para uma vida melhor na terra que habitamos. Muito obrigado. Manuel Machado /Presidente da Câmara Municipal de Coimbra /15-11-2014
  7. 7. 7 Conferências Políticas III – “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra Dias 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura III Conferências Políticas de Coimbra “O Povo e a Dor – Centenário da I Guerra Mundial” Coimbra - 15, 22 e 29 de novembro de 2014 | 16h00 | Casa Municipal da Cultura Organização: Câmara Municipal de Coimbra e Fundação Bissaya Barreto Programa:  Dia 15 de novembro – 1º painel - dedicado ao tema que, no entender de Alexandre Franco de Sá, está na origem mais fundamental dos grandes conflitos e perturbações na sociedade contemporânea: “Economia e Conflito”. Oradores: Francisco Louçã, Jaime Ramos, José Miguel Júdice, Manuel Carvalho da Silva e Maria do Rosário Gama. Moderadora: Fátima Campos Ferreira, jornalista da RTP.  Dia 22 de novembro – 2º painel - é debatido o tema dedicado aos conflitos abertos por uma era tecnológica “A Sociedade e a Mobilização Tecnológica” para refletir sobre uma guerra que foi pensada como uma “batalha de materiais”. Oradores: Joana Amaral Dias, João Teixeira Lopes, José Manuel Canavarro, José Pacheco Pereira e Miguel Morgado. Moderador: João Fernando Ramos, jornalista da RTP.  Dia 29 de novembro – 3º painel - o ciclo encerra com a reflexão focada no tema “Portugal, a Democracia e as (novas) Guerras”… contemporâneas, a partir da herança de uma guerra que deixou atrás de si como legado os esforços mais consistentes na consolidação da paz. Oradores: Alexandre Franco de Sá, Amadeu Carvalho Homem, António Arnaut, Diogo Freitas do Amaral e Elina Fraga. Moderador: João Fernando Ramos, jornalista.

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