SlideShare uma empresa Scribd logo

História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos

Curso desenvolvido para a ministração de aulas de História Eclesiástica I no Seminário Teológico Shalom. O curso envolve a exposição da história da igreja cristã, dos tempos de Jesus aos tempos atuais, passando pelo seu surgimento e desenvolvimento, domínio com a conversão de Constantino, ascensão papal, movimentos reformadores e avivalistas da era moderna, até os movimentos ecumenista e pentecostal do séc. XX. Esta aula apresenta a vida de Paulo, dos pais apostólicos e como era o governo e a vida da igreja nos seus primórdios.

1 de 29
Baixar para ler offline
Os Primórdios da Igreja
Paulo e os Pais Apostólicos
História Eclesiástica I
Pr.André dos Santos Falcão Nascimento
Blog: http://prfalcao.blogspot.com
Email: goldhawk@globo.com
SeminárioTeológico Shalom
Paulo de Tarso – ambiente social
 Primeiro a efetivamente pregar para o mundo gentio, dedicando
sua vida ao trabalho entre esses povos.
 Dedicou-se a pregar o evangelho até os confins do Império
Romano (Rm. 11.13, 15.16).
 Apesar de seu objetivo, não negligenciou seu povo, sempre
pregando primeiro nas sinagogas judaicas, antes de pregar ao
povo em geral.
 Possuía três esferas sociais: judeu fariseu, educado pelo grande mestre Gamaliel; cidadão
deTarso, principal cidade da Cicília; e cidadão romano livre, usando de seus privilégios
quando estes o ajudavam na sua missão (At. 16.37, 25.11).Alguns estudiosos entendem
que sua cidadania veio por herança de seu pai.
Paulo de Tarso – ambiente social
 Com base religiosa judaica e o Império Romano pacificado à força
como espaço político em que vivia, Paulo conseguiu transitar entre
as cidades pregando o evangelho e enfrentando a perseguição judia e
imperial (durante o reinado de Nero), a rivalidade de outros
sistemas de religião, como o imperial e os cultos de mistério, e os
sistemas filosóficos de sua época.
 A arqueologia é a principal ferramenta usada para datar sua vida e escritos, pois ele afirma que
Paulo estava em Corinto há 18 meses quando Gálio se tornou procônsul. Uma inscrição em
pedra descoberta em Delfos menciona que Gálio começou seu trabalho na Ásia no 26º ano de
Cláudio (ano 51 ou 52 d.C.). Desta forma, a visita de Paulo teria começado em 50.A partir
deste março, data-se seus escritos, viagens e vida.
A obra de Paulo
 Propagador do evangelho
 Missionário sábio e dedicado, expandiu o evangelho ao ocidente de forma
estratégica, começando seu trabalho na cidade mais estrategicamente
localizada na região e usando os convertidos para levar a mensagem às
cidades e campos adjacentes. Possivelmente por esse método que ele não
visitou Colossos (Cl. 2.1), com irmãos de Éfeso sendo os responsáveis
pela evangelização daquela cidade.
 Inicialmente pregava nas sinagogas enquanto era bem recebido. Quando surgia oposição, partia para
uma proclamação direta do evangelho aos gentios em qualquer lugar que julgasse adequado.
 Após fundar uma igreja, a organizava com presbíteros e diáconos, de forma que ela se autogovernasse.
 Para não ser um fardo para as igrejas recém-criadas, assumia seu próprio sustento.
 Insistia que a igreja local deveria se autossustentar, autopropagar e autodisciplinar.
A obra de Paulo
 Propagador do evangelho
 Demonstrava dependência do Espírito Santo para escolher qual o local
que deveria pregar o evangelho, sempre buscando campos inalcançados.
 Apesar de estimular o autogoverno, não deixava as igrejas locais sem
supervisão, pois costumava visitar novamente as igrejas que fundava ou
escrever-lhes cartas para encorajá-las e fortalecê-las (At. 15.36).
 As publicações de Paulo
 Paulo sempre buscava se informar a respeito da situação das igrejas que fundara através de visitantes
que vinham destas igrejas (1 Co. 1.11) ou de relatos de agentes que enviava para visitar as igrejas (1
Ts. 3.6). Quando a situação local parecia exigir, ele escrevia cartas sob a inspiração do Espírito Santo
para tratar os problemas específicos.
A obra de Paulo
 As publicações de Paulo – assuntos abordados
 Dúvidas escatológicas (1 e 2Ts).
 Relacionamento prático de igreja em ambiente pagão (1 Co.)
 Defesa de seu apostolado (2 Co.)
 Relação da lei judaica com o cristianismo (Gl).
 Explicação sistemática do evangelho (Rm).
 Combate a pré-gnosticismo (Cl).
 Problemas específicos (Ef., Fp.)
 Relação de senhor e escravo que se tornam cristãos (Fm.)
 Orientações pastorais (1 e 2Tm.,Tt).

Recomendados

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1Moisés Sampaio
 
Estudos os evangelhos
Estudos os evangelhosEstudos os evangelhos
Estudos os evangelhosAndré Rocha
 
O evangelho segundo Lucas
O evangelho segundo LucasO evangelho segundo Lucas
O evangelho segundo LucasMoisés Sampaio
 
A história da igreja cristã
A história da igreja cristãA história da igreja cristã
A história da igreja cristãFilipe
 
Curso de Bibliologia
Curso de BibliologiaCurso de Bibliologia
Curso de BibliologiaSergio Silva
 
Aula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja ApostólicaAula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja ApostólicaMarcia oliveira
 
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 -  Terceiro Período - A Igreja ImperialAula 3 -  Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja ImperialAdriano Pascoa
 
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja ApostólicaAula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja ApostólicaAdriano Pascoa
 
Bibliologia - IBADEP: AULA 01
Bibliologia - IBADEP: AULA 01Bibliologia - IBADEP: AULA 01
Bibliologia - IBADEP: AULA 01Coop. Fabio Silva
 
Panorama do NT - Colossenses
Panorama do NT - ColossensesPanorama do NT - Colossenses
Panorama do NT - ColossensesRespirando Deus
 
Introdução ao Antigo Testamento
Introdução ao Antigo TestamentoIntrodução ao Antigo Testamento
Introdução ao Antigo TestamentoViva a Igreja
 
História da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos Tempos
História da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos TemposHistória da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos Tempos
História da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos TemposAndre Nascimento
 
Historia da igreja I aula 2
Historia da igreja I  aula 2Historia da igreja I  aula 2
Historia da igreja I aula 2Moisés Sampaio
 
A história da igreja cristã
A história da igreja cristãA história da igreja cristã
A história da igreja cristãFilipe
 
Panorama do NT - 1Coríntios
Panorama do NT - 1CoríntiosPanorama do NT - 1Coríntios
Panorama do NT - 1CoríntiosRespirando Deus
 

Mais procurados (20)

Slides panorama do velho testamento 2
Slides   panorama do velho testamento 2Slides   panorama do velho testamento 2
Slides panorama do velho testamento 2
 
Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1
 
Estudos os evangelhos
Estudos os evangelhosEstudos os evangelhos
Estudos os evangelhos
 
O evangelho segundo Lucas
O evangelho segundo LucasO evangelho segundo Lucas
O evangelho segundo Lucas
 
Hermenêutica
HermenêuticaHermenêutica
Hermenêutica
 
A história da igreja cristã
A história da igreja cristãA história da igreja cristã
A história da igreja cristã
 
Curso de Bibliologia
Curso de BibliologiaCurso de Bibliologia
Curso de Bibliologia
 
Aula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja ApostólicaAula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja Apostólica
 
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 -  Terceiro Período - A Igreja ImperialAula 3 -  Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
 
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja ApostólicaAula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
 
Bibliologia - IBADEP: AULA 01
Bibliologia - IBADEP: AULA 01Bibliologia - IBADEP: AULA 01
Bibliologia - IBADEP: AULA 01
 
Panorama do NT - Colossenses
Panorama do NT - ColossensesPanorama do NT - Colossenses
Panorama do NT - Colossenses
 
Introdução ao Antigo Testamento
Introdução ao Antigo TestamentoIntrodução ao Antigo Testamento
Introdução ao Antigo Testamento
 
Panorama do NT - Marcos
Panorama do NT - MarcosPanorama do NT - Marcos
Panorama do NT - Marcos
 
História da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos Tempos
História da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos TemposHistória da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos Tempos
História da Igreja I: Aula 2 - Cristo e a Plenitude dos Tempos
 
História da Igreja #7
História da Igreja #7História da Igreja #7
História da Igreja #7
 
Historia da igreja I aula 2
Historia da igreja I  aula 2Historia da igreja I  aula 2
Historia da igreja I aula 2
 
5. O Evangelho de Lucas
5. O Evangelho de Lucas5. O Evangelho de Lucas
5. O Evangelho de Lucas
 
A história da igreja cristã
A história da igreja cristãA história da igreja cristã
A história da igreja cristã
 
Panorama do NT - 1Coríntios
Panorama do NT - 1CoríntiosPanorama do NT - 1Coríntios
Panorama do NT - 1Coríntios
 

Destaque

História da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesa
História da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesaHistória da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesa
História da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesaAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivência
História da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivênciaHistória da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivência
História da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivênciaAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e hereges
História da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e heregesHistória da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e hereges
História da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e heregesAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja Católica
História da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja CatólicaHistória da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja Católica
História da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja CatólicaAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)
História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)
História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)Andre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papal
História da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papalHistória da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papal
História da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papalAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internas
História da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internasHistória da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internas
História da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internasAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e Escolástica
História da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e EscolásticaHistória da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e Escolástica
História da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e EscolásticaAndre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)
História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)
História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)Andre Nascimento
 
História da Igreja I: Aula 13: Oposição Externa
História da Igreja I: Aula 13: Oposição ExternaHistória da Igreja I: Aula 13: Oposição Externa
História da Igreja I: Aula 13: Oposição ExternaAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e Brasil
História da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e BrasilHistória da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e Brasil
História da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e BrasilAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XX
História da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XXHistória da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XX
História da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XXAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 7: Cristianismo Americano
História da Igreja II: Aula 7: Cristianismo AmericanoHistória da Igreja II: Aula 7: Cristianismo Americano
História da Igreja II: Aula 7: Cristianismo AmericanoAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 8: Movimentos Racionalistas
História da Igreja II: Aula 8: Movimentos RacionalistasHistória da Igreja II: Aula 8: Movimentos Racionalistas
História da Igreja II: Aula 8: Movimentos RacionalistasAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)
História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)
História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)Andre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os Anabatistas
História da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os AnabatistasHistória da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os Anabatistas
História da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os AnabatistasAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano II
História da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano IIHistória da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano II
História da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano IIAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 1: Pré Reforma
História da Igreja II: Aula 1: Pré ReformaHistória da Igreja II: Aula 1: Pré Reforma
História da Igreja II: Aula 1: Pré ReformaAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-Wesley
História da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-WesleyHistória da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-Wesley
História da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-WesleyAndre Nascimento
 
História da Igreja II: Aula 5: Igrejas Reformadas
História da Igreja II: Aula 5: Igrejas ReformadasHistória da Igreja II: Aula 5: Igrejas Reformadas
História da Igreja II: Aula 5: Igrejas ReformadasAndre Nascimento
 

Destaque (20)

História da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesa
História da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesaHistória da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesa
História da Igreja I: Aula 5 - Em posição de defesa
 
História da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivência
História da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivênciaHistória da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivência
História da Igreja I: Aula 4 - A batalha pela sobrevivência
 
História da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e hereges
História da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e heregesHistória da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e hereges
História da Igreja I: Aula 6 - Império, bárbaros e hereges
 
História da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja Católica
História da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja CatólicaHistória da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja Católica
História da Igreja I: Aula 7: Desenvolvimento da Igreja Católica
 
História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)
História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)
História da Igreja I: Aula 8: Império e Cristianismo Latino Teutônico (1/2)
 
História da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papal
História da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papalHistória da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papal
História da Igreja I: Aula 10: O apogeu do poder papal
 
História da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internas
História da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internasHistória da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internas
História da Igreja I: Aula 12: Tentativas de mudanças internas
 
História da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e Escolástica
História da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e EscolásticaHistória da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e Escolástica
História da Igreja I: Aula 11: Cruzadas, Reformas Monásticas e Escolástica
 
História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)
História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)
História da Igreja I: Aula 9: Império e Cristianismo Latino Teutônico (2/2)
 
História da Igreja I: Aula 13: Oposição Externa
História da Igreja I: Aula 13: Oposição ExternaHistória da Igreja I: Aula 13: Oposição Externa
História da Igreja I: Aula 13: Oposição Externa
 
História da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e Brasil
História da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e BrasilHistória da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e Brasil
História da Igreja II: Aula 11: Protestantismo na AL e Brasil
 
História da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XX
História da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XXHistória da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XX
História da Igreja II: Aula 13: A Igreja no Século XX
 
História da Igreja II: Aula 7: Cristianismo Americano
História da Igreja II: Aula 7: Cristianismo AmericanoHistória da Igreja II: Aula 7: Cristianismo Americano
História da Igreja II: Aula 7: Cristianismo Americano
 
História da Igreja II: Aula 8: Movimentos Racionalistas
História da Igreja II: Aula 8: Movimentos RacionalistasHistória da Igreja II: Aula 8: Movimentos Racionalistas
História da Igreja II: Aula 8: Movimentos Racionalistas
 
História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)
História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)
História da Igreja II: Aula 12: Protestantismo na AL e Brasil (parte 2)
 
História da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os Anabatistas
História da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os AnabatistasHistória da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os Anabatistas
História da Igreja II: Aula 4: Reforma Radical: Muntzer e os Anabatistas
 
História da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano II
História da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano IIHistória da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano II
História da Igreja II: Aula 14: Pentecostalismo, Ecumenismo e Vaticano II
 
História da Igreja II: Aula 1: Pré Reforma
História da Igreja II: Aula 1: Pré ReformaHistória da Igreja II: Aula 1: Pré Reforma
História da Igreja II: Aula 1: Pré Reforma
 
História da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-Wesley
História da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-WesleyHistória da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-Wesley
História da Igreja II: Aula 10: Movimentos Espiritualistas pós-Wesley
 
História da Igreja II: Aula 5: Igrejas Reformadas
História da Igreja II: Aula 5: Igrejas ReformadasHistória da Igreja II: Aula 5: Igrejas Reformadas
História da Igreja II: Aula 5: Igrejas Reformadas
 

Semelhante a História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos

06c ist - revisão de hdi e eclesio
06c   ist - revisão de hdi e eclesio06c   ist - revisão de hdi e eclesio
06c ist - revisão de hdi e eclesioLéo Mendonça
 
Sebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte viSebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte viSandra Vale
 
Sebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte viSebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte viSandra Vale
 
O Cristianismo
O CristianismoO Cristianismo
O CristianismoAEDFL
 
Aula nº 1 introdução
Aula nº 1   introduçãoAula nº 1   introdução
Aula nº 1 introduçãoWelton Dias
 
Lição 9 Confrontando os Inimigos da Cruz
Lição 9 Confrontando os Inimigos da CruzLição 9 Confrontando os Inimigos da Cruz
Lição 9 Confrontando os Inimigos da CruzAntonio Fernandes
 
Slide cristianismo hist. das religiões
Slide cristianismo   hist. das religiõesSlide cristianismo   hist. das religiões
Slide cristianismo hist. das religiõesJoás Silva
 
03 ist - história da igreja i
03   ist - história da igreja i03   ist - história da igreja i
03 ist - história da igreja iLéo Mendonça
 
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aulaPIB Penha
 
4 história do cristianismo -4ª aula
4  história do cristianismo -4ª aula4  história do cristianismo -4ª aula
4 história do cristianismo -4ª aulaPIB Penha
 

Semelhante a História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos (20)

06c ist - revisão de hdi e eclesio
06c   ist - revisão de hdi e eclesio06c   ist - revisão de hdi e eclesio
06c ist - revisão de hdi e eclesio
 
Atos dos apostolos
Atos dos apostolos Atos dos apostolos
Atos dos apostolos
 
Sebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte viSebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte vi
 
Sebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte viSebenta espiritualidade parte vi
Sebenta espiritualidade parte vi
 
O Cristianismo
O CristianismoO Cristianismo
O Cristianismo
 
Cristianismo (1)
Cristianismo (1)Cristianismo (1)
Cristianismo (1)
 
Aula nº 1 introdução
Aula nº 1   introduçãoAula nº 1   introdução
Aula nº 1 introdução
 
Lição 9 Confrontando os Inimigos da Cruz
Lição 9 Confrontando os Inimigos da CruzLição 9 Confrontando os Inimigos da Cruz
Lição 9 Confrontando os Inimigos da Cruz
 
6- Patristica.pptx
6- Patristica.pptx6- Patristica.pptx
6- Patristica.pptx
 
Slide cristianismo hist. das religiões
Slide cristianismo   hist. das religiõesSlide cristianismo   hist. das religiões
Slide cristianismo hist. das religiões
 
Comunidades cristãs
Comunidades cristãsComunidades cristãs
Comunidades cristãs
 
Comunidades cristãs
Comunidades cristãsComunidades cristãs
Comunidades cristãs
 
03 ist - história da igreja i
03   ist - história da igreja i03   ist - história da igreja i
03 ist - história da igreja i
 
01.pptx
01.pptx01.pptx
01.pptx
 
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
 
4 história do cristianismo -4ª aula
4  história do cristianismo -4ª aula4  história do cristianismo -4ª aula
4 história do cristianismo -4ª aula
 
Identidade Nazarena - M2
Identidade Nazarena - M2Identidade Nazarena - M2
Identidade Nazarena - M2
 
HISTÓRIA DA IGREJA 2.pptx
HISTÓRIA DA IGREJA 2.pptxHISTÓRIA DA IGREJA 2.pptx
HISTÓRIA DA IGREJA 2.pptx
 
História da Igreja #3
História da Igreja #3História da Igreja #3
História da Igreja #3
 
A doutrina da igreja
A doutrina da igrejaA doutrina da igreja
A doutrina da igreja
 

Mais de Andre Nascimento

Aula Jonatas 76: A ceia do senhor
Aula Jonatas 76: A ceia do senhorAula Jonatas 76: A ceia do senhor
Aula Jonatas 76: A ceia do senhorAndre Nascimento
 
Aula Jonatas 75: Um corpo estranho
Aula Jonatas 75: Um corpo estranhoAula Jonatas 75: Um corpo estranho
Aula Jonatas 75: Um corpo estranhoAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13
Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13
Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13Andre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2a
Pensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2aPensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2a
Pensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2aAndre Nascimento
 
Aula Jonatas 74: O valor da adoração
Aula Jonatas 74: O valor da adoraçãoAula Jonatas 74: O valor da adoração
Aula Jonatas 74: O valor da adoraçãoAndre Nascimento
 
Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6
Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6
Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6Andre Nascimento
 
Aula Jonatas 73: Obra x manobra
Aula Jonatas 73: Obra x manobraAula Jonatas 73: Obra x manobra
Aula Jonatas 73: Obra x manobraAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11
Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11
Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11Andre Nascimento
 
Aula Jonatas 72: A lição da figueira
Aula Jonatas 72: A lição da figueiraAula Jonatas 72: A lição da figueira
Aula Jonatas 72: A lição da figueiraAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19
Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19
Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19Andre Nascimento
 
Aula Jonatas 71: O fim dos tempos
Aula Jonatas 71: O fim dos temposAula Jonatas 71: O fim dos tempos
Aula Jonatas 71: O fim dos temposAndre Nascimento
 
Aula Jonatas 70: Vencendo os obstáculos
Aula Jonatas 70: Vencendo os obstáculosAula Jonatas 70: Vencendo os obstáculos
Aula Jonatas 70: Vencendo os obstáculosAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3
Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3
Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3Andre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1b
Pensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1bPensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1b
Pensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1bAndre Nascimento
 
Aula Jonatas 68: O ofertante vem antes da oferta
Aula Jonatas 68: O ofertante vem antes da ofertaAula Jonatas 68: O ofertante vem antes da oferta
Aula Jonatas 68: O ofertante vem antes da ofertaAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23
Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23
Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23Andre Nascimento
 
Aula Jonatas 67: Misericórdia quero
Aula Jonatas 67: Misericórdia queroAula Jonatas 67: Misericórdia quero
Aula Jonatas 67: Misericórdia queroAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6
Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6
Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6Andre Nascimento
 
Aula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de Davi
Aula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de DaviAula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de Davi
Aula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de DaviAndre Nascimento
 
Pensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11a
Pensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11aPensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11a
Pensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11aAndre Nascimento
 

Mais de Andre Nascimento (20)

Aula Jonatas 76: A ceia do senhor
Aula Jonatas 76: A ceia do senhorAula Jonatas 76: A ceia do senhor
Aula Jonatas 76: A ceia do senhor
 
Aula Jonatas 75: Um corpo estranho
Aula Jonatas 75: Um corpo estranhoAula Jonatas 75: Um corpo estranho
Aula Jonatas 75: Um corpo estranho
 
Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13
Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13
Pensamentos Elevados #15: O amor 1 Co 13.13
 
Pensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2a
Pensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2aPensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2a
Pensamentos Elevados #14: Multiplicadores Jd 2a
 
Aula Jonatas 74: O valor da adoração
Aula Jonatas 74: O valor da adoraçãoAula Jonatas 74: O valor da adoração
Aula Jonatas 74: O valor da adoração
 
Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6
Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6
Pensamentos elevados #13: Fé hb11.1 3,6
 
Aula Jonatas 73: Obra x manobra
Aula Jonatas 73: Obra x manobraAula Jonatas 73: Obra x manobra
Aula Jonatas 73: Obra x manobra
 
Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11
Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11
Pensamentos Elevados #12: O sangue Lv 17.11
 
Aula Jonatas 72: A lição da figueira
Aula Jonatas 72: A lição da figueiraAula Jonatas 72: A lição da figueira
Aula Jonatas 72: A lição da figueira
 
Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19
Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19
Pensamentos Elevados #10: Uma oportunidade Lc. 21.8, 12-19
 
Aula Jonatas 71: O fim dos tempos
Aula Jonatas 71: O fim dos temposAula Jonatas 71: O fim dos tempos
Aula Jonatas 71: O fim dos tempos
 
Aula Jonatas 70: Vencendo os obstáculos
Aula Jonatas 70: Vencendo os obstáculosAula Jonatas 70: Vencendo os obstáculos
Aula Jonatas 70: Vencendo os obstáculos
 
Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3
Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3
Pensamentos Elevados #9: Esperança viva 1 Pe 1.3
 
Pensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1b
Pensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1bPensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1b
Pensamentos Elevados #7: Ame até o fim jo13.1b
 
Aula Jonatas 68: O ofertante vem antes da oferta
Aula Jonatas 68: O ofertante vem antes da ofertaAula Jonatas 68: O ofertante vem antes da oferta
Aula Jonatas 68: O ofertante vem antes da oferta
 
Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23
Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23
Pensamentos Elevados #8: Santos! Jo 14.23
 
Aula Jonatas 67: Misericórdia quero
Aula Jonatas 67: Misericórdia queroAula Jonatas 67: Misericórdia quero
Aula Jonatas 67: Misericórdia quero
 
Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6
Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6
Pensamentos Elevados # 6: Misericórdia quero Os 6.6
 
Aula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de Davi
Aula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de DaviAula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de Davi
Aula Jonatas 66: Jesus Cristo, filho de Davi
 
Pensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11a
Pensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11aPensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11a
Pensamentos Elevados #5: A tristeza de Deus Ez 33.11a
 

Último

DIZIMOS - Também é para nós cristãos?.docx
DIZIMOS  - Também é  para nós cristãos?.docxDIZIMOS  - Também é  para nós cristãos?.docx
DIZIMOS - Também é para nós cristãos?.docxJose Moraes
 
Oração Pedindo Sabedoria E Discernimento
Oração Pedindo Sabedoria E DiscernimentoOração Pedindo Sabedoria E Discernimento
Oração Pedindo Sabedoria E DiscernimentoPaz Amor Harmonia
 
6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.
6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.
6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.MARIODLETICIA
 
Novena Do Seguimento De Cristo
Novena Do Seguimento De CristoNovena Do Seguimento De Cristo
Novena Do Seguimento De CristoPaz Amor Harmonia
 
Novena A Santo Inácio De Loyola
Novena A Santo Inácio De Loyola Novena A Santo Inácio De Loyola
Novena A Santo Inácio De Loyola Paz Amor Harmonia
 
Oração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E Proteção
Oração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E ProteçãoOração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E Proteção
Oração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E ProteçãoPaz Amor Harmonia
 
A Couraça De São Patrício
A Couraça De São PatrícioA Couraça De São Patrício
A Couraça De São PatrícioPaz Amor Harmonia
 
Vibração Pelo Planeta Terra
Vibração Pelo Planeta Terra Vibração Pelo Planeta Terra
Vibração Pelo Planeta Terra Paz Amor Harmonia
 
Orações A São Camilo De Léllis
Orações A São Camilo De LéllisOrações A São Camilo De Léllis
Orações A São Camilo De LéllisPaz Amor Harmonia
 
Limpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo Miguel
Limpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo MiguelLimpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo Miguel
Limpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo MiguelPaz Amor Harmonia
 
Bíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.ppt
Bíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.pptBíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.ppt
Bíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.pptIgrejadoVerbo
 

Último (20)

Novena De Santo Onofre
Novena De Santo OnofreNovena De Santo Onofre
Novena De Santo Onofre
 
DIZIMOS - Também é para nós cristãos?.docx
DIZIMOS  - Também é  para nós cristãos?.docxDIZIMOS  - Também é  para nós cristãos?.docx
DIZIMOS - Também é para nós cristãos?.docx
 
Oração Pedindo Sabedoria E Discernimento
Oração Pedindo Sabedoria E DiscernimentoOração Pedindo Sabedoria E Discernimento
Oração Pedindo Sabedoria E Discernimento
 
6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.
6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.
6000 sermoes prontos para pregar em qualquer lugar.
 
Novena Do Seguimento De Cristo
Novena Do Seguimento De CristoNovena Do Seguimento De Cristo
Novena Do Seguimento De Cristo
 
Carta de Cuaresma 2024 reflexion grupo 3 PT.pdf
Carta de Cuaresma 2024 reflexion grupo 3 PT.pdfCarta de Cuaresma 2024 reflexion grupo 3 PT.pdf
Carta de Cuaresma 2024 reflexion grupo 3 PT.pdf
 
Novena A São José
Novena A São JoséNovena A São José
Novena A São José
 
Orações Cristãs Diárias
Orações Cristãs DiáriasOrações Cristãs Diárias
Orações Cristãs Diárias
 
Novena A Santo Inácio De Loyola
Novena A Santo Inácio De Loyola Novena A Santo Inácio De Loyola
Novena A Santo Inácio De Loyola
 
Novena De Santa Teresinha
Novena De Santa TeresinhaNovena De Santa Teresinha
Novena De Santa Teresinha
 
Oração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E Proteção
Oração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E ProteçãoOração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E Proteção
Oração Aos Três Arcanjos - Círculo De Luz E Proteção
 
Novena De Santa Marta
Novena De Santa MartaNovena De Santa Marta
Novena De Santa Marta
 
A Couraça De São Patrício
A Couraça De São PatrícioA Couraça De São Patrício
A Couraça De São Patrício
 
Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 2
Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 2Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 2
Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 2
 
Vibração Pelo Planeta Terra
Vibração Pelo Planeta Terra Vibração Pelo Planeta Terra
Vibração Pelo Planeta Terra
 
Orações A São Camilo De Léllis
Orações A São Camilo De LéllisOrações A São Camilo De Léllis
Orações A São Camilo De Léllis
 
Reflexão para grupos sobre a carta de Quaresma 2024 Parte 1
Reflexão para grupos sobre a carta de Quaresma 2024 Parte 1Reflexão para grupos sobre a carta de Quaresma 2024 Parte 1
Reflexão para grupos sobre a carta de Quaresma 2024 Parte 1
 
Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 4
Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 4Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 4
Carta da Quaresma 2024 Reflexão para grupos Parte 4
 
Limpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo Miguel
Limpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo MiguelLimpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo Miguel
Limpeza Espiritual 21 Dias Arcanjo Miguel
 
Bíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.ppt
Bíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.pptBíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.ppt
Bíblia Sagrada - livro II de Salmos - 42-72 - slides powerpoint.ppt
 

História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos

  • 1. Os Primórdios da Igreja Paulo e os Pais Apostólicos História Eclesiástica I Pr.André dos Santos Falcão Nascimento Blog: http://prfalcao.blogspot.com Email: goldhawk@globo.com SeminárioTeológico Shalom
  • 2. Paulo de Tarso – ambiente social  Primeiro a efetivamente pregar para o mundo gentio, dedicando sua vida ao trabalho entre esses povos.  Dedicou-se a pregar o evangelho até os confins do Império Romano (Rm. 11.13, 15.16).  Apesar de seu objetivo, não negligenciou seu povo, sempre pregando primeiro nas sinagogas judaicas, antes de pregar ao povo em geral.  Possuía três esferas sociais: judeu fariseu, educado pelo grande mestre Gamaliel; cidadão deTarso, principal cidade da Cicília; e cidadão romano livre, usando de seus privilégios quando estes o ajudavam na sua missão (At. 16.37, 25.11).Alguns estudiosos entendem que sua cidadania veio por herança de seu pai.
  • 3. Paulo de Tarso – ambiente social  Com base religiosa judaica e o Império Romano pacificado à força como espaço político em que vivia, Paulo conseguiu transitar entre as cidades pregando o evangelho e enfrentando a perseguição judia e imperial (durante o reinado de Nero), a rivalidade de outros sistemas de religião, como o imperial e os cultos de mistério, e os sistemas filosóficos de sua época.  A arqueologia é a principal ferramenta usada para datar sua vida e escritos, pois ele afirma que Paulo estava em Corinto há 18 meses quando Gálio se tornou procônsul. Uma inscrição em pedra descoberta em Delfos menciona que Gálio começou seu trabalho na Ásia no 26º ano de Cláudio (ano 51 ou 52 d.C.). Desta forma, a visita de Paulo teria começado em 50.A partir deste março, data-se seus escritos, viagens e vida.
  • 4. A obra de Paulo  Propagador do evangelho  Missionário sábio e dedicado, expandiu o evangelho ao ocidente de forma estratégica, começando seu trabalho na cidade mais estrategicamente localizada na região e usando os convertidos para levar a mensagem às cidades e campos adjacentes. Possivelmente por esse método que ele não visitou Colossos (Cl. 2.1), com irmãos de Éfeso sendo os responsáveis pela evangelização daquela cidade.  Inicialmente pregava nas sinagogas enquanto era bem recebido. Quando surgia oposição, partia para uma proclamação direta do evangelho aos gentios em qualquer lugar que julgasse adequado.  Após fundar uma igreja, a organizava com presbíteros e diáconos, de forma que ela se autogovernasse.  Para não ser um fardo para as igrejas recém-criadas, assumia seu próprio sustento.  Insistia que a igreja local deveria se autossustentar, autopropagar e autodisciplinar.
  • 5. A obra de Paulo  Propagador do evangelho  Demonstrava dependência do Espírito Santo para escolher qual o local que deveria pregar o evangelho, sempre buscando campos inalcançados.  Apesar de estimular o autogoverno, não deixava as igrejas locais sem supervisão, pois costumava visitar novamente as igrejas que fundava ou escrever-lhes cartas para encorajá-las e fortalecê-las (At. 15.36).  As publicações de Paulo  Paulo sempre buscava se informar a respeito da situação das igrejas que fundara através de visitantes que vinham destas igrejas (1 Co. 1.11) ou de relatos de agentes que enviava para visitar as igrejas (1 Ts. 3.6). Quando a situação local parecia exigir, ele escrevia cartas sob a inspiração do Espírito Santo para tratar os problemas específicos.
  • 6. A obra de Paulo  As publicações de Paulo – assuntos abordados  Dúvidas escatológicas (1 e 2Ts).  Relacionamento prático de igreja em ambiente pagão (1 Co.)  Defesa de seu apostolado (2 Co.)  Relação da lei judaica com o cristianismo (Gl).  Explicação sistemática do evangelho (Rm).  Combate a pré-gnosticismo (Cl).  Problemas específicos (Ef., Fp.)  Relação de senhor e escravo que se tornam cristãos (Fm.)  Orientações pastorais (1 e 2Tm.,Tt).
  • 7. A obra de Paulo  Princípios da teologia de Paulo  Felicidade e utilidade, objetivos básicos ansiados por todos os homens, dependem da obtenção da graça de Deus, obtida por quem faz a vontade de Deus.  As obras da lei somente resultam no conhecimento do pecado, deixando o homem sem esperança para executar a vontade de Deus expressa nessa lei.  A Cruz é o ponto de partida para a vida espiritual, não a lei.  Cristo, como homem perfeito e Deus, podia oferecer-se na Cruz em lugar do homem pecador e assumir o fardo do pecado humano (Gl. 3.10,13).Ao homem, basta aceitar a obra que Cristo já fez por ele pela fé (Rm. 5.1).  A ética paulina desenvolve-se a partir da união pessoal do crente com Cristo pela fé, equilibrando-se por uma relação horizontal na qual o crente se une aos irmãos pelo amor cristão expresso numa vida moral.  Este sistema ético não abole a lei, mas o seu cumprimento mais elevado na família, comunidade e sociedade em geral.  Entendia a história como linear sobrenatural cataclísmica e pessimista.
  • 8. A obra de Paulo  Como polemista, lutou pela pureza da doutrina cristã de seu tempo, tentando convencer os desviados a voltarem à fé. Entre as polêmicas que enfrentou, estão:  Salvação: Gentios devem adotar e seguir a Lei? Questão levantada por visita de judaizantes a Antioquia, com autoridade deTiago para pregar a visão deste grupo. Resultou no Concílio de Jerusalém, que liberou os gentios da circuncisão e exigiu apenas a abstenção de sangue, coisas sufocadas e imoralidade sexual.  Racionalismo Grego:Tentativa de um grupo de intelectualizar o cristianismo, sustentando que havia uma diferença entre o espírito bom e a matéria má. O elo entre o espírito puro e a matéria má é uma hierarquia de seres celestiais, à qual pertencia Cristo e os anjos, que deveriam receber culto por estarem nessa hierarquia (Cl. 2.8,18s). A salvação era alcançada por atos ascéticos de negação do corpo mal e por um conhecimento (gnose) acessível somente a uma elite religiosa. Paulo responde reafirmando a suficiência de Cristo (Cl. 1.13-20) e a plena manifestação de Deus (Cl 1.19, 2.9).
  • 9. Literatura primitiva  A literatura neotestamentária não foi a única produzida pela igreja primitiva, porém é a única considerada inspirada pelo Espírito Santo para nos ensinar. No entanto, sabemos que diversos textos foram produzidos pela igreja neste período.Alguns tinham caráter religioso (evangelhos apócrifos, de cunho gnóstico), mas foram descartados como heréticos pelas igrejas e lideranças locais. Outros possuíam caráter didático e não se aferiam potencial inspirado.  Os escritos desta igreja primitiva, produzidos por homens denominados Pais da Igreja, tinham intenções diversas, desde interpretação das Escrituras até apologia de defesa do cristianismo perante o Império Romano e defesa da fé contra falsas doutrinas.  O termo “Pai da Igreja” se origina do título “Pai” dado aos bispos no ocidente. Passou a ser mais usado no séc. III para descrever os defensores ortodoxos da igreja e os expoentes de sua fé.  O estudo das obras destes grandes homens é denominado de Patrística.
  • 10. Literatura primitiva  Podemos dividir os Pais da Igreja em quatro tipos:  Pais Apostólicos: Discípulos diretos dos apóstolos (segunda geração de cristãos), edificam a interpretação da vida de Cristo para os crentes. Estão entre eles Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna e Papias.  Pais Apologetas: Defendem o cristianismo dos questionamentos feitos por pagãos gregos ou romanos. Entre eles estãoTertuliano de Cartago e Justino Mártir.  Pais Polemistas: Lutam contra as falsas doutrinas levantadas no seio da igreja. Seus maiores expoentes são Ireneu de Lião, Clemente deAlexandria, e Orígenes.  Pais Sistemáticos: Estruturam o estudo bíblico científico. Entre eles, estão Jerônimo,Ambrósio e Agostinho.
  • 11. Literatura dos Pais Apostólicos  Clemente de Roma (c. 30-100)  Presbítero principal da igreja de Roma (hoje listado como o quarto papa), escreveu uma epístola aos Coríntios no ano 95 para exortar os cristãos que estavam em revolta com os presbíteros locais.  A carta é divida nas seguintes partes:  Recordação do espírito excelente da igreja nos primeiros tempos (Cap.1-3)  Exortações sobre amor, arrependimento e humildade (4-38)  Problemas específicos (39-59.2)  Sucessão apostólica (42-44): Presbíteros e diáconos comissionados pelos apóstolos, que foram comissionados por Cristo. Clemente pede obediência aos líderes “democraticamente escolhidos” (44.3).  Oração (59.3-61)  Exortação final à unidade (62-65)
  • 12. Literatura dos Pais Apostólicos  Clemente de Roma (c. 30-100)  A Primeira Carta de Clemente aos Coríntios é valiosa por suas informações a respeito da igreja primitiva no final do séc. I.Aqui, podemos identificar:  A elevada posição dos bispos ou presbíteros na jovem igreja.  A unidade cristã através da obediência ao bispo.  Separação entre clero e laicato (40.5)  Grande quantidade de citações doAT (cerca de 150).  Referência fartamente citada ao ministério de Paulo (5.5-7 -Teoria das duas prisões de Paulo e período intermediário de liberdade)  Salvação por meio do sangue de Cristo (7.14)
  • 13. Literatura dos Pais Apostólicos  Inácio deAntioquia (c. 38 – 98 ou 107)  Inácio, bispo deAntioquia da Síria, enviou cartas de agradecimento às igrejas das cidades que visitou a caminho de seu martírio, em Roma, para ser devorado por leões nos jogos imperiais. Evitou qualquer gesto que pudesse impedi-lo de tornar-se o “pão puro de Cristo” a ser triturado pelos dentes das feras.  As sete cartas foram escritas por volta de 110 e algumas são de autoria contestada.As cartas são: Epístola a Policarpo de Esmirna, aos Efésios, aos Esmirnionitas, aos Filadelfos, aos Magnésios, aos Romanos e aosTrálios.
  • 14. Literatura dos Pais Apostólicos  Inácio deAntioquia (c. 38 – 98 ou 107)  Alertou as igrejas que havia visitado a respeito das heresias gnósticas e docéticas que invadindo as igrejas.  Docetismo: Cristo era um ser puramente espiritual, livre de qualquer contaminação de um corpo material.Apenas um fantasma sofreu na cruz, segundo este grupo (Epístola a Esmirna, cap. 1). Inácio insiste na revelação de Cristo em carne como antídoto a tal doutrina (Epístola aosTrálios, 9-10).  Também trabalhou o conceito da obediência ao bispo, como forma de manter a unidade. (um presbítero de cada igreja havia se tornado um bispo monárquico, ao qual os outros presbíteros deveriam obedecer).  Também foi o primeiro a usar a palavra católica (Esmirna 8) para se referir à igreja, mas não exaltou o bispo de Roma como superior aos outros bispos.A única superioridade é interna, do bispo sobre os presbíteros. Sem a ordem tripla, não haveria igreja.
  • 15. Literatura dos Pais Apostólicos  Policarpo de Esmirna (c. 70-155)  Discípulo de João, foi bispo de Esmirna por muitos anos, antes de ser martirizado em 155, queimado numa estaca após julgamento diante do procônsul romano, onde disse que não poderia falar mal do Cristo a quem tinha servido por 86 anos e que nunca lhe fizera mal.  Conhecido por sua carta aos filipenses que lembra a carta de Paulo à mesma igreja. Foi redigida em 110 em resposta a uma carta dos filipenses.  Faz muitas citações diretas e indiretas doAT e do NT, além de repetir informações recebidas de João.  O interesse de Policarpo com a carta era exortar os filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza mesmo ao preço de morte, se necessário, pois eles haviam sido salvos pela fé em Cristo.
  • 16. Literatura dos Pais Apostólicos  Epístola de Barnabé (ou Pseudo-Barnabé)  Escrita por outro que não o Barnabé do NT, apesar de muitos Pais da Igreja considerarem a carta do Barnabé bíblico, foi escrita por volta de 130 por um cristão deAlexandria.  A carta pretendia ajudar os convertidos do paganismo a combater os grupos judaizantes dentro da igreja. Usa os 17 primeiros capítulos para bater no assunto e mostrar que a vida e a morte de Cristo são completamente satisfatórias para a salvação.  Os 4 últimos capítulos são para contrastar os dois caminhos de vida:“O Caminho da Luz” e O” Caminho dasTrevas”, relembrando os dois caminhos do Didaquê.  Trabalha bastante a interpretação alegórica doAT, citando como exemplo os 318 servos de Abraão (Gn. 14.14) como sendo uma referência à morte de Cristo na cruz, pois 300, em grego, tem a forma da cruz, e 18 são as duas primeiras letras do nome de Jesus. Esta prática de interpretação, recebida de Filo deAlexandria, seria depois organizada por Orígenes.
  • 17. Literatura dos Pais Apostólicos  Epístola a Diogneto  Possivelmente enviada ao tutor homônimo do imperador MarcoAurélio, apresenta uma defesa racional do cristianismo contra a loucura da idolatria (caps. 1-2) e inadequação do judaísmo (3-4), mostrando o cristianismo como uma crença superior (5-12) por suas crenças, caráter e benefícios que oferece.  Segunda Epístola de Clemente aos Coríntios  Sermão que não foi escrito por Clemente, foi redigido por volta de 150 com o interesse em uma interpretação correta de Cristo, na crença na ressureição do corpo e na pureza da vida do cristão.  Papias (c. 60 – c.130)  Bispo de Herápolis, escreveu Interpretações dos Ditos do Senhor para registrar informações de cristãos mais idosos que conheceram os apóstolos. Pode ter sido discípulo de João.Trata da vida e das palavras de Cristo. Documento que se perdeu, tem fragmentos preservados nos escritos de Eusébio e Ireneu.
  • 18. Literatura dos Pais Apostólicos  O Pastor, de Hermas  Concebido a partir doApocalipse, escrito por volta de 150 por Hermas, considerado pelo autor do Cânon Muratoriano como irmão de Pio, bispo de Roma entre 150 e 155.  Escrito em forma de apocalipse, rico em símbolos e visões, seu objetivo é moral e prático, chamando os cristãos ao arrependimento. Bebeu da fonte da história do autor, escravo liberto de uma senhora romana que enriqueceu e negligenciou a própria família, que acabou enveredando pelo caminho do pecado. Ele e sua esposa se arrependeram e confessaram seu pecado, mas os filhos se rebelaram contra a fé.  Com mensagens dadas a Hermas por uma mulher e um anjo, conclama ao arrependimento e à vida santa. Possui duas seções:A primeira, com cinco visões e a segunda, com dez comparações ou parábolas cujo tema é o significado do arrependimento na vida.
  • 19. Literatura dos Pais Apostólicos  Didaquê  Também conhecido como Ensino dos 12 Apóstolos, foi descoberto em 1873 em uma biblioteca de Constantinopla e publicado em 1883. É um manual de instrução eclesiástica elaborado possivelmente antes da metade do segundo século.Alguns chegam a datá-lo no final do primeiro século, por conta das semelhanças com as práticas do NT.  Possui 4 partes:A primeira seção fala dos Caminhos daVida e da Morte de Pseudo-Barnabé (cap. 1-6).A segunda fala sobre alguns problemas litúrgicos, como o batismo, o jejum e a ceia (7-10). A terceira tem instruções para distinguir os falsos profetas dos verdadeiros e como encontrar oficiais dignos, além de outros assuntos (11-15). Por fim, trabalha a necessidade de uma vida vigilante e coerente diante da vinda do Senhor (cap. 16).  Detalhes interessantes do texto são o batismo triplo por imersão em água corrente ou outra água, ou por aspersão em casos especiais (locais com pouca água) e o falso profeta como alguém que procura alimento e acolhida sem retribuir à Igreja em termos de inspiração espiritual.
  • 20. Governo da Igreja Primitiva  Ofícios não estratificados, com uma dupla chamada: Interna, pelo Espírito Santo para o ofício, e externa, pelo voto democrático da igreja e ordenação pelos apóstolos. Não havia uma classe especial de sacerdotes à parte para ministrar um sistema sacerdotal de salvação, pois tanto os oficiais da igreja como os membros eram sacerdotes com o direito de acesso direito a Deus através de Cristo (Ef. 2.18).  Os oficiais podem ser divididos em duas classes:  Carismáticos: Escolhidos por Cristo e dotados de dons espirituais próprios (Ef. 4.11,12; 1 Co. 12-14), com funções inspiradoras.  Administrativos: Funções organizacionais, apesar de que, com a morte dos apóstolos, os presbíteros assumiram muitas responsabilidades espirituais. Eram escolhidos pela congregação após orarem pedindo a orientação do Espírito Santo e depois da indicação pelos apóstolos.
  • 21. Governo da Igreja Primitiva  Oficiais Carismáticos  Responsáveis pela preservação da verdade do Evangelho e sua proclamação inicial.  Selecionados por Cristo através do Espírito Santo para liderar a igreja.  Paulo divide em apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e/ou mestres (alguns estudiosos entendem que os dois últimos são uma função só).  Apóstolos:Testemunhas da vida, morte e ressurreição de Cristo (At. 1.22, 1 Co. 1.1, 15.8) e que tenham sido chamados pessoalmente por Cristo. Paulo baseou seu apostolado numa chamada direta do Cristo vivo.
  • 22. Governo da Igreja Primitiva  Oficiais Carismáticos - Apóstolos  Pedro: Líder da igreja primitiva nos 12 primeiros capítulos, morreu crucificado de cabeça para baixo em Roma, segundo a tradição.  Tiago, filho de Zebedeu: Decapitado por HerodesAgripa em 44.  Tiago, irmão de Cristo: Líder no Concílio de Jerusalém, foi, segundo a tradição, morto a pauladas depois de ser jogado do pináculo do templo.  André: Crucificado em cruz em forma de X.  João: O mais longevo dos apóstolos, morreu em Éfeso, após o exílio da ilha de Patmos, cancelado com a morte de Domiciano.  Filipe: Possivelmente morreu de morte natural em Hierápolis, após queda de Jerusalém.  JudasTadeu: Possivelmente martirizado na Pérsia.  Simão zelote: Crucificado.  Bartolomeu: Possivelmente martirizado na Índia.  Tiago Menor, Bartolomeu, Matias, Mateus: Pouco se sabe sobre seus paradeiros.
  • 23. Governo da Igreja Primitiva  Oficiais Carismáticos  Profetas: Proclamavam ou pregavam o evangelho, antecipavam ou previam o futuro em casos especiais (Ágabo, emAt. 11.28, 21.10-14).A igreja sofreu com pessoas que se arrogavam este cargo, como demonstrado no Didaquê.  Evangelistas: Pessoas com o dom específico de proclamar o evangelho. Filipe foi um que exerceu este dom (At. 21.8), mas pouco se sabe sobre suas funções específicas. Possivelmente trabalhou como missionário itinerante.  Pastores/mestres:A Bíblia não parece demonstrar que as duas funções são diferentes, contudo sabemos que a Bíblia regula sobre como provar se um mestre é autêntico (2 Jo. 1-11). O Didaquê também versa sobre a questão (11.1-2).
  • 24. Governo da Igreja Primitiva  OficiaisAdministrativos  Oficiais democraticamente escolhidos “com o consenso de toda igreja” (Clemente, 1 Coríntios 44; Didaquê 15;Atos 6.5; 13.2,3).  Tinham como tarefa executar as funções administrativas dentro da igreja local.  Operavam e exerciam sua autoridade no seio da igreja local.  Funções surgiram da necessidade de delegação de funções para tirar o fardo dos sobrecarregados apóstolos.  O exemplo da sinagoga com seus anciãos que presidiam os negócios locais tenha sido um fator na criação desses ofícios.
  • 25. Governo da Igreja Primitiva  Oficiais Administrativos  Presbítero (ou ancião): Posto mais elevado na congregação local. Há quem defenda a separação entre este ofício e o de bispo, mas a Bíblia parece relacionar os dois termos como sinônimos (At. 20.17, 28; Fp. 1.1;Tt. 1.5,7). O que se sabe é que esta separação ocorreu posteriormente no seio da igreja, com o bispo adquirindo posição hierárquica superior aos demais presbíteros da igreja local. Precisavam ter qualificações claras (1.Tm. 3.1-7,Tt. 1.5-9) e eram responsáveis pela direção do culto e administração e disciplina da comunidade.  Diáconos (ministros, servos): Subordinados aos presbíteros, porém precisavam das mesmas qualidades exigidas dos presbíteros (At. 6.3, 1Tm. 3.8-13). Eram responsáveis pela ministração da caridade e, posteriormente, passaram a auxiliar os presbíteros na distribuição dos elementos da Ceia à congregação. Há um exemplo claro de diaconisa na Bíblia, Febe (Rm. 16.1) e de profetisas (as filhas de Filipe,At. 21.9), mas não há orientação para que as mulheres ensinassem na igreja (1 Cr. 14.34, 1Tm. 2.12).
  • 26. O culto da Igreja Primitiva  Desde o início, a igreja buscou uma forma organizada de culto (1 Co. 14.40), em espírito (Jo. 4.24) e com reuniões de pessoas em locais diversos, como casas (At. 12.12, Rm. 16.5,23, Cl. 4.15, Fm. 1-4), templo (At. 5.12), auditórios públicos de escolas (At. 19.9) e sinagogas, quando permitido (At. 14.1,3; 17.1; 18.4).  Dois cultos eram realizados no primeiro dia da semana, dia do culto por ser o dia em que Cristo ressuscitou dos mortos. O matutino incluía leitura da Bíblia (Cl. 3.16), exortação pelo presbítero principal, orações e cânticos (Ef. 5.19). O vespertino era precedido pelo banquete do amor, ou ágape.Tal banquete desaparece no final do primeiro século e a ceia passa a ser celebrada no culto da manhã.  Ordens de culto primitivas podem ser encontradas na Primeira Apologia de Justino Mártir e no Didaquê.  Os dois sacramentos da igreja eram o batismo (por imersão) e a Ceia, apesar de que o batismo poderia ser por aspersão se não houvesse rio ou grande quantidade de água à disposição.A Ceia era somente para os batizados.
  • 27. A vida da Igreja Primitiva  Cada igreja tomava para si a responsabilidade de assistência aos pobres e doentes, com as ofertas coletadas no culto sendo para este destino.  Os diáconos eram responsáveis por contar as ofertas e distribuí-las aos pobres e necessitados, enquanto as mulheres ajudavam fazendo roupas aos necessitados (At. 9.36).  Apesar de não atacar a escravidão, o Cristianismo minou tal instituição ao lembrar a senhor e escravo conversos que eram irmãos.  O convívio entre cristãos e pagãos não foi condenado, no que não fosse prejudicial aos princípios cristãos (1 Co. 5.10; 10.20-33). Porém, Paulo exortou a separação total de práticas ligadas à idolatria ou imoralidade pagãos.
  • 28. A vida da Igreja Primitiva  Nada que viesse a prejudicar o Corpo de Cristo deveria ser feito (1 Co. 6.12), como impedir que pessoas se aproximassem de Cristo ou desviasse cristãos mais fracos (1 Co. 8.13; 10.24) e evitar tudo o que não glorificasse a Deus (1 Co. 6.20; 10.31), como frequência a teatros, estádios, jogos ou templos pagãos.  Todo cristão deveria cumprir suas obrigações cívicas, incluindo pagamento de taxas e oração pelas autoridades.A única razão para desobediência era caso fossem orientados a cometer atos que atentassem contra Cristo e seus ensinamentos, por ser Deus a maior autoridade a quem deviam obediência absoluta.  A Igreja Primitiva tinha os pobres e a classe média baixa entre seus maiores grupos sociais, com um número menor de ricos e nobres. Ela era mais forte nas cidades e se estendia da Espanha à Índia.
  • 29. Fontes  Texto base: CAIRNS, Earle E. O Cristianismo através dos séculos:uma história da igreja cristã.3 ed. Trad. Israel Belo deAzevedo eValdemar Kroker. São Paulo:Vida Nova, 2008.  Textos auxiliares:  DREHER, Martin N. Coleção História da Igreja, 4 vols. 4 ed. São Leopoldo: Sinodal, 1996.  GONZALEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo. 10 vols. São Paulo:Vida Nova, 1983