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O LÉXICO É...• “... numa perspectiva cognitivo-representativa, a codificação darealidade extralinguísticainteriorizada no ...
“LÉXICO é o conjunto de todas as palavras pertencentes dealguma forma a um idioma, passíveis de serem empregadasem seus vá...
• Qual é a verdadeira extensão do léxico?• Quantas palavras e quantos morfemas estão contidos no  léxico?• O léxico é algo...
LÉXICO E GRAMÁTICA• Lexicalização de elementos gramaticais.  Ex¹: (estar) de permeio atempadamente (= tempo e horas)  Ex²:...
VARIEDADES DO LÉXICO• O léxico de uma língua não é um todo homogêneo.                            DiassistemaPalavras de to...
Tipos de ArcaísmosArcaísmos gráficos               Ex: Queiroz, VillelaArcaísmos fonéticos             Ex: toiro - touroAr...
Jargão – Línguas setoriais de especialidadeLinguagem do desporto               Linguagem da publicidade   Linguagem dos “m...
Intercâmbio entre a língua comum e as demais variedades •    Não há limite fixo e claro entre as variedades de uma língua ...
Processos tradicionaisModelo greco-latino        Ex: anemodinamómetro , aeronave.Modelos híbridos           Ex: burocracia...
Exemplificação com o domínio das variedades sociais• As variedades sociais compreendem fatores como a “idade”, o  “sexo”, ...
Variedades sociais e “registos”• Registos são as variedades do código que dependem da  situação e que se realizam sem acre...
NeologismosImplica algo de novo que entra na língua.Alteração no classema            Processar – pessoa/instituição       ...
COMPOSIÇÃO DO LÉXICO DO PORTUGUÊS• O Latim no Léxico do Português - Duas marcas essenciais: o fundo latino e as formações ...
Exemplo:       VITIUM             CIRCULUM              SOLIDUM        Viço                 Circo                Soldo    ...
• Formações Novas - Os empréstimos greco-latinos: componente técnico- científica, nos domínios que assumiram os modelos gr...
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• Formas de Estrangeirismos  - Declarados (flash, lobby)  - Disfarçados (opportunity – “valor de ocasião”)  - Necessários:...
PALAVRAS-CHAVE DO SÉCULO XX- Palavras por meio das quais mostram-se os mitos, ascrenças, os esquemas mentais, os receios e...
Internacionalismos• INGLÊS:            • FRANCESISMOS:       film                recessão       jazz                relanc...
CONCLUSÃO• O nosso vocabulário fundamental e básico e asestruturas que a ele subjazem continuam a ter a suaraiz no latim. ...
• Será preocupante o número de estrangeirismos que nosinunda o português?• A defesa da língua não passará pela defesa da c...
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O lexico do portugues adrana josino e jessica nobrega

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O lexico do portugues adrana josino e jessica nobrega

  1. 1. PERSPECTIVAÇÃO GERAL Mário VilelaAlunas: Adriana Josino e Jéssica Nóbrega Professor: Expedito Ximenes
  2. 2. LÉXICO DICIONÁRIO VOCABULÁRIO VOCÁBULOGLOSSÁRIO TERMO LEXICOLOGIA PALAVRA (LEXEMA) LEXICOGRAFIA GRAMÁTICA
  3. 3. O LÉXICO É...• “... numa perspectiva cognitivo-representativa, a codificação darealidade extralinguísticainteriorizada no saber de umadada comunidade linguística”. Shared Knowledge• “... numa perspectivacomunicativa, o conjunto depalavras por meio das quais osmembros de uma comunidadelinguística comunicam entre si”.
  4. 4. “LÉXICO é o conjunto de todas as palavras pertencentes dealguma forma a um idioma, passíveis de serem empregadasem seus vários níveis linguísticos. O léxico constitui uminventário aberto, em parte mutável por representar a [...]visão de mundo e a cultura do povo que a usa”. (BASSETTO –USP e ABF) Disponível em: < http://www.filologia.org.br/ixcnlf/16/14.htm>. Acesso em 17/09/2012.“[...] se ... as disciplinas se interessam pelo mesmo objetomaterial, a linguagem, cada uma delas se distingue da outrapela especificidade do seu objeto formal, isto é, pelo seuparticular ângulo de enfoque”. (LYONS, 1977, p. 26)
  5. 5. • Qual é a verdadeira extensão do léxico?• Quantas palavras e quantos morfemas estão contidos no léxico?• O léxico é algo móvel e fluido, ou é algo fixo e fixado?• Quais são os processos de formação e renovação do léxico?• Quais os limites do léxico e quais as disciplinas que têm fronteira com o léxico?
  6. 6. LÉXICO E GRAMÁTICA• Lexicalização de elementos gramaticais. Ex¹: (estar) de permeio atempadamente (= tempo e horas) Ex²: inconclusivo (= não é conclusivo)• Gramaticalização de elementos lexicais. Ex¹: mediante (que faz a mediação) Ex²: durante (que dura)
  7. 7. VARIEDADES DO LÉXICO• O léxico de uma língua não é um todo homogêneo. DiassistemaPalavras de todos os dias Palavras dos especialistasPalavras de língua falada Palavras da língua escritaPalavras “velhas” Arcaísmos e neologismos
  8. 8. Tipos de ArcaísmosArcaísmos gráficos Ex: Queiroz, VillelaArcaísmos fonéticos Ex: toiro - touroArcaísmos morfológicos Ex: soides, estaides, estejaidesArcaísmos sintáticos Ex: Isto é um ver se te vias.Arcaísmos lexicais Ex: escaleira, ceia, parlatório
  9. 9. Jargão – Línguas setoriais de especialidadeLinguagem do desporto Linguagem da publicidade Linguagem dos “media” Linguagem da informática• Há variedades geográficas e sociais.
  10. 10. Intercâmbio entre a língua comum e as demais variedades • Não há limite fixo e claro entre as variedades de uma língua dentro de uma mesma língua. Mudar – de roupa/campo Especializações Trocar – de roupa Cambiar – domínio bancário magnéticoFenômeno generalizado de futebol Campo gravitacional Línguas técnicas - Inglês – física nuclear ou informática Pontos definidos Greco–latino - medicina
  11. 11. Processos tradicionaisModelo greco-latino Ex: anemodinamómetro , aeronave.Modelos híbridos Ex: burocracia, filmoteca e mediateca Ite – inflamação agudaProcessos com Ex: artrite,dermatiteespecialização de afixos Ose – infecção crônica Ex: artrose,cirrose• A adoção deste ou daquele processo na constituição de unidades do léxico obedece a condicionamentos econômicos, culturais e históricos.
  12. 12. Exemplificação com o domínio das variedades sociais• As variedades sociais compreendem fatores como a “idade”, o “sexo”, a “proveniência”, a “classe social”, o “nível de instrução” etc. Ex: altamente: “muito”, “espetacular bazar/vazar: “fugir apressadamente” curtir: “desfrutar algo” meu: “camarada”, “companheiro” tosco: “imbecil”, “incapaz”.
  13. 13. Variedades sociais e “registos”• Registos são as variedades do código que dependem da situação e que se realizam sem acrescentar qualquer coisa ao código, mas que representam apenas escolhas entre as diversas possibilidades oferecidas pelo próprio código. Ex: Golpe com a palma da mão – bofetada, lambada, estalada, tabefe, bufete, bife, senapismo, tapa. • Nos “registos”, desempenham uma função importante o que designamos por “papéis” assumidos por participantes nos atos comunicativos.
  14. 14. NeologismosImplica algo de novo que entra na língua.Alteração no classema Processar – pessoa/instituição Processamento - de textoAbranger paradigmas inteiros Cota – cotizar – cotizaçãode formação Orquestra – sinfônicaPuramente semânticos Orquestrar - uma ação políticaProcessos de condensação Televisão – tele-escolaMecanismos complexos Inflação galopante
  15. 15. COMPOSIÇÃO DO LÉXICO DO PORTUGUÊS• O Latim no Léxico do Português - Duas marcas essenciais: o fundo latino e as formações novas.• Fundo Latino O herdado O fundamental O tradicional O popular O mais numeroso e mais frequente O que se submete às mutações previstas nas leis fonéticas
  16. 16. Exemplo: VITIUM CIRCULUM SOLIDUM Viço Circo Soldo Vício Círculo Sólido“Para Coseriu, a possibilidade de delimitar uma sincronia é, atécerto ponto, uma ficção, pois a todo momento, em qualquerlíngua, convivem mecanismos gramaticais e recursos lexicais quesão fruto de diferentes momentos da história. O velho convivecom o novo...” (MUSSALIN; BENTES, 2004, p. 80)
  17. 17. • Formações Novas - Os empréstimos greco-latinos: componente técnico- científica, nos domínios que assumiram os modelos greco-latinos para a sua constituição. - Os empréstimos das línguas que o português foi encontrando ao longo do seu caminho histórico (quer como resultante do “encontro de culturas e histórias”, quer como resultante da necessidade de denominar novas realidades.
  18. 18. • Os empréstimos / estrangeirismos no léxico do português “Se a língua é um elemento aglutinador da sociedade e da comunidade - comunidade linguística – é também um dos seus produtos mais genuínos. Sociedade e língua estão constantemente a intrometer-se uma com a outra, a marcarem-se sem se demarcar.” Estar de lança em riste Vida Militar Arma de dois gumes Andar de vento em popa Pescar em água turvas Pesca e Vida Marítima Matar dois coelhos com uma cajadada Trabalho no Campo Ter o caldo entornado
  19. 19. Computador Assistido por computadorPrograma Casa inteligente ArquivoMemória Teletexto
  20. 20. • Formas de Estrangeirismos - Declarados (flash, lobby) - Disfarçados (opportunity – “valor de ocasião”) - Necessários: fatos ou objetos novos (café – turco; zero - árabe) - De Luxo (leader, flirt, baby-sitter, boom, sexy, show)• Termos de tradução impossível ou traduções empobrecedoras• Aparecimento de novas disciplinas e áreas
  21. 21. PALAVRAS-CHAVE DO SÉCULO XX- Palavras por meio das quais mostram-se os mitos, ascrenças, os esquemas mentais, os receios e os temores donosso tempo.Exemplos:• Crise • Globalização• Assédio sexual • Mass-media• Declaração de falência • Talk-shows“... as palavras formam um campo linguístico através de umcampo conceitual e exprimem uma visão de mundo deacordo com a reconstituição que elas possibilitam”. (ABBADE,2009, p. 88)
  22. 22. Internacionalismos• INGLÊS: • FRANCESISMOS: film recessão jazz relance miss terciário relax terciarização hobby pluralismo whisky reciclagem cocktail terceiro mundo reporter terceiro mundista smoking crescimento zero check-up permissivismo best-seller qualidade de vida
  23. 23. CONCLUSÃO• O nosso vocabulário fundamental e básico e asestruturas que a ele subjazem continuam a ter a suaraiz no latim. Entretanto, diante da globalização e dodomínio de polos econômicos, palavras estrangeirassão inseridas em nosso léxico.“Na língua, como no comércio, tudo passa pelacompetitividade: apenas os produtos atraentes serãocompetitivos. A nossa literatura não é pobre: pobre seráa nossa língua se não a descrevermos e estudarmosdevidamente.”
  24. 24. • Será preocupante o número de estrangeirismos que nosinunda o português?• A defesa da língua não passará pela defesa da criação de maisobjetos, de mais conceitos, de mais ideias fabricadas nos paíseslusófonos?• A defesa da língua deverá passar pela defesa da cultura, dainvestigação, da inovação, do desenvolvimento, da criaçãofilosófica e artística, pela produção da riqueza.• Façamos da língua o veículo do nosso querer e ser.

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