Apresenta+º+úo1

389 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
389
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
12
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Apresenta+º+úo1

  1. 1. 1. NOÇÕES BÁSICAS DE:1.1. FILOLOGIA“Estudo do texto escrito na perspectiva de sua produção material, da sua transmissão através do tempo e da sua edição. O que é essencial no texto que constitui o objecto da filologia é o seu registo em suporte material, ficando os textos orais excluídos das preocupações desta disciplina. O termo evoluiu de uma acepção muito lata, romântica sobretudo, que englobava estudos literários e linguísticos, para o conceito estrito de disciplina concentrada na recriação das coordenadas materiais e culturais que presidiram à fabricação e sobrevivência de um texto escrito. A orientação última é a de preparar a edição do texto, daí que a filologia culmine na crítica textual. Tem ainda, como disciplinas auxiliares, a codicologia, a bibliografia material, a manuscriptologia e a paleografia, segundo as quais se descreve e interpreta a dimensão material do texto: o livro, o documento e a letra que o enformam”. (MARQUILHAS, s.d).
  2. 2. Houaiss apresenta quatro acepções de filologia as quais enumeramos a seguir:1. estudo das sociedades e civilizações antigas através de documentos e textos legados por elas, privilegiando a língua escrita e literária como fonte de estudos .2. estudo rigoroso dos documentos escritos antigos e de sua transmissão, para estabelecer, interpretar e editar esses textos .3. o estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas (p.ex., filologia latina, filologia germânica etc.); gramática histórica .4. estudo científico de textos (não obrigatoriamente antigos) e estabelecimento de sua autenticidade através da comparação de manuscritos e edições, utilizando-se de técnicas auxiliares (paleografia, estatística para datação, história literária, econômica etc.).
  3. 3. O que significa editar?Fazer a edição de (filme, programa de rádio ou televisão etc.);Publicar (obra) por meio de impressão ou outra modalidade de reprodução; dar à luz;Pôr fora, entregar; dar, produzir, render; apresentar, mostrar; produzir, fazer; citar (uma lei), nomear, eleger.Editar significa tornar público, mostrar publicar.Preparar um texto ou imagem para publicar verificando conteúdo, erros, aprimorando a linguagem (AULETE).Publicar obra por meio de impressão ou outra modalidade de reprodução. (HOUISS).
  4. 4. MODELOS DE EDIÇÃO. CAMBRAIA, César Nardelli. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005. Textos Monotestemunhais1. Edição fac-similada: É uma reprodução por meio de instrumento mecânico, portanto, uma cópia fiel do manuscrito. O grau de interferência do editor é zero. Tem a vantagem do acesso direto ao documento, mas gera problemas pois quem não tem prática de ler os manuscritos não compreenderá a leitura. É necessário o especialista transcrever o texto usando um tipo de edição mais adequada.2. Edição Diplomática: Modelo fiel ao manuscrito, mas com interferência do editor, embora em grau baixo. O editor reproduz o modelo rigorosamente conservador com os sinais abreviativos, sinais de pontuação, paragrafação, translineação, separação vocabular, os erros, os borrões.Tem como vantagem de facilitar a leitura, mas por outro lado é desvantajoso pelo fato de ser consultada pelos especialistas. Apesar de rigorosa apresenta subjetividade, pois deriva da leitura de um especialista.
  5. 5. 3. Edição diplomático-interpretativa, semidiplomática ou paleográficaÉ um tipo com grau médio de interferência do editor, este desenvolve as abreviaturas, com a finalidade de facilitar a leitura por pessoas não especializadas em ler manuscritos. O editor poderá acrescentar algumas notas, mas não modifica a língua preservando todas as marcas fonéticas, ortográficas, lexicais, morfossintáticas, pontuação, acentuação etc.É o modelo adequado para os pesquisadores que estudam a história da língua. É o modelo que adotamos, cujas normas foram definidas. Ao filólogo e ao linguísta interessa um texto mais próximo do modelo original para observar os usos da língua no momento da elaboração do texto. Ao outros pesquisadores, nem tanto, a um historiador curioso poderá interessar, mas para quem se concentra no fato em si, não tem tanta importância a forma de registro linguístico.
  6. 6. 4. Edição interpretativa: Este modelo permite ao editor maior interferência, atingindo grau muito alto. O editor pode desenvolver as abreviaturas e fazer conjecturas, o texto passa pelo processo de uniformização gráfica, mas não pode interferir na uniformização fonológica, lexical, morfológica e sintática. Tem como vantagem oferecer um texto acessível ao grande público, já que as dificuldades de leitura desaparecem com a uniformização.Quando a interferência chega ao grau máximo, temos um edição modernizada. Neste modelo pode se fazer a uniformização fonológica, sintática, morfológica, lexical, de pontuação, paragrafação, acentuação. Estas operações constituem apenas uma das leituras possíveis do manuscrito.Como exemplo podemos relacionar os documentos da Memória Colonial do Ceará. Nesta ediçaõ são atualizadas todas as ocorrências acima. Por exemplo: ribeira do Acaracu se atualiza para ribeira do Acaraú, ribeira do Jagoaribe para ribeira do Jaguaribe
  7. 7. EDIÇÃO DE TEXTOS POLITESTEMUNHAIS1. Edição crítica2. Edição genéticaNeste momento não nos interessa, lidamos com textos manuscritos monotestemunhais. O modelo adotado é o semidiplomático. As normas para nossa edição são as seguintes:
  8. 8. 1.2 DIPLOMÁTICAÉ a ciência que se ocupa da estrutura formal dos atos escritos de origem governamental e/ou notarial. (Bellotto,2002).A diplomática tem origem latina, na acepção original refere-se a diploma, um escrito dobrado em dois.Por sua vez, diploma era o ato expedido por papas, reis e altas autoridadesDiplomática é também a ciência que estuda a gênese, forma e transmissão de documentos arquivísticos e sua relação com os fatos representados nele e com seu autor com fim de identificar, avaliar e comunicar sua verdadeira natureza. (CENCETTI APUD BERWANGER E LEAL).
  9. 9. É também “uma ciência auxiliar da história que trata dadescrição e da explicação da forma dos actos escritos”. (Dic.de História de Portugal e do Brasil, p. 823, 827).A diplomática nasceu da necessidade de distinguir, nos atosescritos, os falsos dos verdadeiros, pelo estudo preciso daforma de que estes devem se revestir. Como ciênciaorganizada, tem origem no século XVII, com a edição da obraDe Re Diplomatica Libri Sex (1681), escrito pelo mongebeneditino da congregação Saint-Germain-des-prés, Dom JeanMabillion. Porém, no séc. XII já havia esforços paraestabelecer regras de crítica documental, como bem assinalamBerwanger e Leal (2008).
  10. 10. O objeto de estudo da Diplomática é a estrutura formal dodocumento. Este deve ter a mesma estrutura semântica dediscurso, quando a sua finalidade é referente à mesmaproblemática jurídica e/ou administrativa. Assim, por exemplo,uma portaria de nomeação de funcionário terá seus dadosobrigatórios sempre iguais, diferindo apenas nos dados pontuais,tais como os nomes da repartição, do interessado, da autoridadeque o nomeia, a data etc. (BELLOTTO, 2008, p.6).A ESTRUTURA DE UM DOCUMENTO DIPLOMÁTICO.O texto diplomático é uma união de três partes:
  11. 11. O documento diplomático é definido como o registrolegitimado do ato administrativo ou jurídico, o qual, por suavez, é consequência do fato administrativo ou jurídico.(BELLOTTO, 2007).“O documentos diplomáticos são aqueles de naturezaestritamente jurídica que refletem, no ato escrito, as relaçõespolíticas, legais, sociais e administrativas entr eo estado eocidadão...” (BELLOTTO, 2007, p.51).
  12. 12. 1. O protocolo inicial, que se constitui de: invocação,titulação, direção e saudação. o protocolo inicial, que éparte introdutória em que se destacam a invocaçãodivina, a titulação da autoridade, a titulação da pessoaque emite e a direção, ou seja, nomeia para quem sedirige o documento2. O texto propriamente dito, que, por sua vez, apresenta:preâmbulo (prologus ou exordium). no qual se justifica acriação do ato – Segundo Spina (1994), consiste empreparar o ouvinte para o que vem a seguir;a notificação, serve para dar conhecimento do ato quese vai promulgar; a exposição ou narração, passo no qual sãoapresentadas as causas ou prerrogativas que levaram apromulgação do ato;
  13. 13. o dispositivo, que é o assunto propriamente dito em quese determina o que se deseja com tal ato;notificação (notificatio ou promulgatio), exposição (narratio),dispositivo (dispositio), sanção (sanctio ou minatio), corroboração(valoratio ou corroboratio).a sanção, seção em que se apresentam as penalidades no caso dedescumprimento e a corroboração ou cláusulas finais, que dispõesobre os meios que asseguram a execução do dispositivo.
  14. 14. 3. O protocolo final ou escatocolo apresenta a subscrição(subcriptio) e a data (datatio). O protocolo final ouescatocolo é a parte conclusiva em que se apresentama subscrição/assinatura do emissor do documento e adatação tópica, isto é, o local onde o texto foi emitidoe a cronológica, a datação dia, mês e ano. Muitasvezes, a localização pode ser uma cidade, um palácio,um logradouro, a câmera de uma vila. Por último, aprecação em que se legitima o documento por meiode carimbos, selos, assinaturas de testemunhas.
  15. 15. CARTA DE SESMARIA - documento diplomático testemunhalcomprobatório, descendente.Diploma passado por autoridade suprema ou delegada, emgeral governadores e capitães generais, quando possuir essedireito fixado em regimento, para conceder datas de terra.Protocolo inicial: nome e titulação da autoridade. Texto:começa pelo nome do interessado, seguido do tamanho da datade terra e de sua localização geográfica. Protocolo final:comporta as datas tópica e cronológica e as assinaturas.
  16. 16. 1. Protocolo inicial: nome e titulação.Domingos Simois Jurdaõ Cavalleiro professo naordem dechristo, Capitão Mor da Capitania doSiará grande e go- vernador daFurtaleza denossa Senhora deAsumpção por sua Magestade que Deus guarde etc.
  17. 17. 2. Texto: nome do interessado, medidas da terra e localização geográfica.Faço saber aos que esta minha Car-tadedata e Sismaria virem que amim merepresentou a dizer em sua Petiçaõ por escripto oCapitão Domingos Pe-reira chaves cujoteor é oseguinte Senhor Capitam Mor Diz o capitão Domingos Pereira chaves moradorem Pernambuco queelleSupplicante tem Seus gados vacuns e cavalares e não tem terras proprias em que os possa Criar que[[que]] no Riacho do Figueiredo estam tres Leguas em que elle Supplicante está Cituado ha dezoito para desenove an-nos pouco mais oumenos, eComo da data que sepedio no dito Riacho na hera denoventa enove era um pacto comos mais interecados digo os mais [...] lugar oCoronel João da Costa Monteiro que neste tempo hera Alferes odi-to naRibeira de Jagoaribe ecomo este não povoou nem per sy nem por outrem notermo da ley ficou terra pres-cripta, quer elle Supplicante Sua Carta de data dadita prescriçaõ visto tellas povoadas e deffendidas a tantas pe-nas, eComo denhuma Sorte Sepodem pisuir terras sem titullo por tanto Pede a vossa mercê Seja Servido man-dar lhepassar Sua Carta dedata eSismaria ficando elles Suplicante hum com os mais Socios visto estarem as di-tas terras prescriptas pella ley ereceberá mercê//
  18. 18. 3. Protocolo final ou escatocolo: datas tópica e cronológica e assinatura. villa daFurtaleza, vinte enove deMayo demilSeteCentos trinta eSinco// Estava arubrica//

×