SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 27
Baixar para ler offline
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
ATENÇÃO À
CRIANÇA
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Há robustas evidências científicas dos campos da
neurociência e epigenética indicando que, crianças que tem
interações saudáveis continuadas com pessoas que cuidam
bem delas tornam-se melhor preparadas, biológica e
emocionalmente, para enfrentar e superar estresses e
adversidades do dia a dia.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Objetivos dessa apresentação:
• Apresentar a importância do Desenvolvimento Infantil (DI);
• Destacar o papel do ambiente e do cuidado adequados à promoção do
DI;
• Elencar as possibilidades de monitoramento do DI e da ativação de
práticas parentais positivas no contexto da Atenção Primária à Saúde
(APS).
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Introdução
Problemas relacionados à promoção do Desenvolvimento Infantil (DI) na Atenção Primária:
• Apesar da disponibilidade da Caderneta de Saúde da Criança em todo o território
nacional, há pesquisas indicando o baixo preenchimento dos marcos do DI;
• Uma pesquisa realizada junto à sociedade apontou a falta de conhecimento sobre a
importância do cuidado adequado para a promoção do DI.
Fundação Maria Cecilia SoutoVidigal, 2013
Do período da gestação até os primeiros dois anos de vida o cérebro do bebê pode fazer
até 1 milhão de sinapses por segundo. São janelas de oportunidades para o
desenvolvimento cognitivo, emocional e social.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Promoção do Desenvolvimento Infantil Integral: desafio internacional
Janela de Oportunidade
do desenvolvimento
cerebral: da gestação até
os 3 anos de idade
Proteção às adversidades
nesse período
Qualidade dos programas
que apoiam as famílias
Ampliar o escopo dos
programas existentes
Cuidar da sobrevivência e
do desenvolvimento
integral
Revista Lancet 2016
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
População-alvo com potência para modificar o panorama:
Profissionais das redes básicas de saúde, educação e assistência social que interagem no
cotidiano com famílias de gestantes e crianças até 3 anos.
• A rede de Atenção Básica tem a oportunidade de contato longitudinal e de vínculo
junto às famílias para construir o cuidado promotor do DI integral, desde a gestação até
os três anos de vida das crianças.
• A construção desse cuidado contribui com as equipes de Atenção Básica no seu papel de
promoção da saúde.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Conceitos-chave para a compreensão do
Cuidado Promotor do Desenvolvimento Infantil Integral
AnosMeses
C. Nelson. In From Neurons to neighborhoods, 2000
Vias (sensoriais, visão, audição)
Linguagem
Funções executivas
• Se houver estimulação e ambiente adequados, o
cérebro do feto, RN e bebê pode realizar até um
milhão de novas conexões ou sinapses.
• Essa formação assegura o melhor desenvolvimento
cerebral que está relacionado a melhores indicadores
de saúde física, mental e relacionamentos sociais mais
estáveis.
Períodos sensíveis para o desenvolvimento cerebral
-6 -3 0 6 9 1 4 12 16
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• As primeiras experiências afetam a qualidade da
arquitetura do cérebro ao estabelecerem uma base
robusta ou frágil para todo o aprendizado, saúde e
comportamento.
• O vídeo mostra, com palavras e imagens simples, como a
interação com os adultos é importante para o
desenvolvimento dos bebês.
Conceitos-chave para a compreensão do
Cuidado Promotor do Desenvolvimento Infantil Integral
O jogo de ação e reação modela os circuitos do cérebro
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Material de apoio:
• Jogo da Ação e Reação
• Fundamentos científicos do Vínculo e Afeto no
processo de desenvolvimento integral
Conceitos-chave para a compreensão do
Cuidado Promotor do Desenvolvimento Infantil Integral
Importância do Vínculo e Afeto para o Cuidado
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Desafio: Ativar as práticas parentais positivas das famílias que atendemos deve ser tarefa de
todos os setores, inclusive da Saúde
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Desafio:
Ativar as práticas parentais
positivas das famílias que
atendemos deve ser tarefa
de todos os setores,
inclusive da Saúde.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Política e Programa
– Alavancas para
Inovação
Saúde Pública
Cuidado de criança
e Educação cedo
Bem-estar da
criança
Intervenções
precoces
Estabilidade
econômica e
familiar
Desenvolvimento
comunitário
Atenção Primária à
Saúde
Ações de setores
privados
Capacidades do
Cuidados e da
Comunidade
Tempo e
comprometimento
Recursos
financeiros,
psicológicos e
institucionais
Habilidades e
conhecimentos
Fundamentos da
Saúde
Relacionamentos
estáveis e
responsivos
Ambientes
seguros com
suporte
Nutrição
apropriada
Biologia da Saúde
Adaptações ou
disposições
psicológicas
- Cumulativo
através do tempo
- Firmado durante
períodos sensíveis
Preconcepção
Pré-natal
Vida adulta
Saúde e
Desenvolvimento
ao longo do
tempo de Vida
Infância
Primeira
Infância
Adolescência
Center on the Developing
Child, Harvard, 2010
Modelo para a Reconceitualização de Políticas e Programas de Primeira
Infância para o Fortalecimento da Saúde ao Longo da Vida
Lugar de trabalho
Programas
Vizinhança
Lar
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Possibilidades de inclusão da Parentalidade no cotidiano dos serviços
Ampliação da Clínica no âmbito dos programas e otimização de instrumentos disponíveis:
Pré-natal: dimensão emocional da aceitação da gestação no PN (construção do vínculo);
Pré-natal do Homem (construção do vínculo); Participação do Acompanhante no Parto;
Visita Domiciliar do Puerpério: avaliação de necessidades
emocionais (uso da escala de depressão pós parto -EDPS
para identificar casos), fortalecimento da rede de suporte
familiar e social para apoiar a mãe na amamentação e no
cuidado do RN;
Puericultura: Incluir as dimensões amor, segurança, brincadeira e estímulo na construção do cuidado do bebê,
segundo a realidade da família e as características e ritmo dos bebês. Uso da Caderneta de Saúde da Criança
para ampliar o diálogo sobre o DI e o cuidado promotor do mesmo.
Adoção de
perspectiva
salutogênica
Ampliação do
diálogo
Aumento da auto-
estima e resiliência
das famílias
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Potências quando se trata da Estratégia Saúde da Família (ESF)
• Uma das possibilidades da ESF é realizar ações de saúde, tanto curativas como
preventivas, através de um maior envolvimento das equipes com a população atendida.
• Esse contato mais próximo possibilita ampliar o objeto de atuação da área da saúde para
além da dimensão biológica, incluindo as dimensões sociais e humanas relacionadas à
saúde.
• Os desafios das novas tecnologias em saúde passam pela identificação e apreensão dos
trabalhadores desse novo objeto de trabalho, deslocando-o da doença para a vida, para
as necessidades dos indivíduos, grupos e coletividade.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Implica a ressignificação da contribuição da sabedoria, da atitude, dos compromissos e
da responsabilidade do profissional com a utilização de tecnologias que apoiem a
construção de práticas transformadoras na superação do modelo biomédico.
• O diferencial de resolubilidade da Atenção Primária à Saúde está centrado na
continuidade da atenção, na diversidade de ações sobre as dimensões sociais e
subjetivas relacionadas aos problemas e no vínculo estabelecido entre a população e os
profissionais.
Potências quando se trata da Estratégia Saúde da Família (ESF)
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da
Atenção Primária à Saúde (APS)
• Reconhecimento e uso da Rede Social de
Apoio (RSA)
• Gestante percebe ajuda da família?
• Práticas ampliadas no Pré-Natal
• Existe estímulo por parte da ESF à
participação do pai/acompanhante no
pré-natal e parto?
Período da Gestação
• Ambiente intrauterino adequado
• A gestante evita automedicação,
fumo, consumo de álcool e outras
drogas?
• A gestante conhece os sinais de
risco para a gestação de cada
trimestre gestacional?
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
• Apoio da família e Rede Social de Apoio no puerpério
• A puérpera sente tristeza depois que o bebê nasceu? Como e com que frequência?
Sabe quem acionar da sua RSA se tiver tristeza?
• A puérpera recebe ajuda/apoio da família depois do nascimento do bebê? Como e de
quem?
• A puérpera se sente segura para ser mãe?
• A mãe amamenta o bebê exclusivamente com leite materno?
• Sinais de perigo para saúde da mãe e do bebê
• A mãe conhece os riscos para sua saúde no puerpério?
• A mãe conhece os riscos para a saúde do bebê?
Período do Puerpério Visita Domiciliar na primeira semana de vida
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Construção da Rotina (Amor e Segurança)
• A mãe/família demonstra afeto pelo bebê no cuidado diário? Como?
• A rotina de cuidados é centrada nas necessidades da criança? Dê um exemplo das 24
horas.
• A mãe/família evita que a criança presencie cenas/situações de violência agressividade
e brigas? Por que?
• A família reconhece e usa o apoio da Rede Social e Família? A quem costuma ajuda?
• Alimentação: Como é a hora da mamada/alimentação?
• Saúde: A mãe/família sabe quando deve levar o bebê ao serviço de saúde? Quando e por
quê?
• Higiene: Como organiza a troca de fraldas e banho?
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
De 1 semana a 1 ano
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Brincadeira e Vínculo
• O bebê fica em diferentes locais e posições? Quais?
• Quais são os tipos de brinquedos que a mãe/família costuma dar para o bebê brincar?
• A mãe/família costuma pegar o bebê no colo quando não está chorando? Como
demonstra amor e atenção?
• A mãe conhece e usa a Caderneta de Saúde da Criança para acompanhar o DI?
• A família costuma dedicar quanto tempo para brincar e contar histórias para a criança?
• Prevenção de Acidentes
• Onde o bebê dorme? Você acha que é um ambiente seguro? Por quê?
• E quando está acordado, onde o bebê costuma ficar?
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
De 1 semana a 1 ano
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Amor e segurança
• A mãe/família demonstra afeto pelo
bebê no cuidado diário? Como?
• A rotina de cuidados é centrada nas
necessidades da criança? Dê um
exemplo das 24 horas.
• A mãe/família evita que a criança
presencie cenas/situações de violência
agressividade e brigas? Por quê?
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
De 2 a 3 anos
• A família reconhece e usa o apoio da
Rede Social e Família? A quem
costuma pedir ajuda?
• Como a família costuma colocar limites
para a criança? Dê um exemplo.
• A família costuma criar oportunidades
para a criança brincar com outras
crianças?
• A família costuma criar oportunidades
para a criança participar das atividades
da vida cotidiana da família? Como?
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Brincadeira e Vínculo
• Quais são os tipos de brinquedos que a mãe/família costuma dar para o bebê brincar?
• A mãe/família costuma pegar o bebê no colo quando não está chorando? Como
demonstra amor e atenção?
• A mãe conhece e usa a Caderneta de Saúde da Criança para acompanhar o DI?
• A família costuma dedicar quanto tempo para brincar e contar histórias para a
criança?
• A família conta com livros e revistas para a criança brincar?
• A criança costuma frequentar outros ambientes fora de casa? Quais?
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
De 2 a 3 anos
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Alimentação
• Como é a alimentação da criança em um dia comum?
• A família ensina a criança a se alimentar sozinha?
• Como costuma ser o ambiente na hora da refeição da criança?
• Higiene
• A família incentiva que a criança aprenda a se lavar, pentear o cabelo e escovar os
dentes sozinha? Como faz isso?
• Como está se dando o processo para a criança deixar de usar a fralda? Alguém já
orientou a família?
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
De 2 a 3 anos
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
• Saúde: A mãe/família sabe quando deve levar o bebê ao serviço de saúde? Quando e
por quê?
• Prevenção de Acidentes
• E quando está acordada, onde a criança costuma ficar?
• A criança fica fora do alcance de objetos que podem queimá-la, envenená-la e
machucá-la?
• A criança tem oportunidades de brincar dentro e fora de casa, sem perigos de queda,
atropelamento, afogamento e violência?
• É ensinado para a criança o manejo seguro de garfo ou faca, brincar com animais
domésticos, etc.?
Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS
De 2 a 3 anos
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Potenciais da inclusão da Parentalidade e do DI no cotidiano da ESF
Os principais aspectos da abordagem familiar centram-se nas seguintes premissas:
• Importância da participação da família no desenvolvimento da criança;
• Valorização da rotina como forma/elemento de estimulação da criança;
• Relevância de instrumentalizar a família a reconhecer as diferentes necessidades da
criança em cada fase do seu desenvolvimento;
• Contribuição das experiências e oportunidades que a família oferece que facilitam as
conquistas da criança no seu desenvolvimento.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A contribuição dos profissionais da Atenção Primária à
Saúde é necessária e valiosa para a construção de uma
sociedade mais equânime por meio da promoção do
Desenvolvimento Infantil e da parentalidade positiva nos
grupos em que atua.
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Referências
• Almeida, Ana Claudia de, Mendes, Larissa da Costa, Sad, Izabela Rocha, Ramos, Eloane Gonçalves, Fonseca, Vânia Matos, & Peixoto, Maria Virginia Marques. (2016). Uso de
instrumento de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança no Brasil – Revisão sistemática de literatura. Revista Paulista de Pediatria, 34(1), 122-131.
https://dx.doi.org/10.1016/j.rppede.2015.12.002.
• Palombo C NT et al . Uso e preenchimento da caderneta de saúde da criança com foco no crescimento e desenvolvimento. Revista Escola de Enfermagem. USP, São Paulo , v. 48, p.
59-66, 2014. Silva FB, Gaíva MAM, Mello DF.
• BLANCO E SILVA, F., GAÍVA, M. A. M., MELLO, D. F. Utilização da caderneta de saúde da criança pela família: percepção pelos profissionais. Texto Contexto Enfermagem, Abr-Jun v.
24(2), p. 407-14, 2015.
• Primeiríssima infância da gestação aos três anos: percepções e práticas da sociedade brasileira sobre a fase inicial da vida/[organizadores Eduardo Marino e Gabriela Aratangy
Pluciennik]. — São Paulo: Fundação Maria Cecilia SoutoVidigal, 2013.
• Series from the Lancet journals. Advancing Early Childhood Development: From Science to Scale. The Lancet. 2016.
• National Research Council (US) and Institute of Medicine (US) Committee on Integrating the Science of Early Childhood Development; Shonkoff JP, Phillips DA, editors. From
Neurons to Neighborhoods: The Science of Early Childhood Development. Washington (DC): National Academies Press (US); 2000. PubMed PMID: 25077268.
• Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Caderno 1: Formação em pré-natal, puerpério e amamentação: práticas ampliadas – Coleção Primeiríssima Infância da
FMCSV.
• Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Caderno 5: Formação em humanização do parto e nascimento – Coleção Primeiríssima Infância da FMCSV.
• Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Caderno 6: Formação em Puericultura: Práticas Ampliadas – Coleção Primeiríssima Infância da FMCSV.
• Mapeamento de Boas Práticas em PI. Boletim do Instituto de Saúde Volume 19 – nO 1 – Julho 2018 ISSN 1518-1812 / On Line: 1809-7529
• Fundamentos da família como promotora do desenvolvimento infantil: parentalidade em foco/ organizadores Gabriela Aratang Pluciennik, Márcia Cristina Lazzari, Marina Fragata
Chicaro. — 1. ed. — São Paulo: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – FMCSV, 2015.
• Importância dos vínculos familiares na primeira infância : estudo II / organização Comitê Científico do Núcleo Pela Infância. Redação: Beatriz de Oliveira Abuchaim [et. al.]. 1. ed.
— São Paulo : Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal – FMCSV, 2016. — (Série Estudos do Comitê Científico: NCPI 2).
ATENÇÃO À
CRIANÇA
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
Material de 16 de outubro de 2019
Disponível em: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
Eixo: Atenção à Criança
Aprofunde seus conhecimentos acessando artigos disponíveis na biblioteca do Portal.
O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aleitamento Materno
Aleitamento Materno Aleitamento Materno
Aleitamento Materno blogped1
 
Crescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCrescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCamila Oliveira
 
AMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃOAMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃOblogped1
 
RECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da Saúde
RECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da SaúdeRECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da Saúde
RECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da SaúdeProf. Marcus Renato de Carvalho
 
Slide Aleitamento materno
Slide Aleitamento materno Slide Aleitamento materno
Slide Aleitamento materno Juliana Maciel
 
O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar
O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolarO desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar
O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolarWagner Luiz Garcia Teodoro
 
Hospitalização infantil de 0 a 17 anos
Hospitalização infantil de  0 a 17 anosHospitalização infantil de  0 a 17 anos
Hospitalização infantil de 0 a 17 anosMichelle Santos
 
Saúde do Adolescente
Saúde do AdolescenteSaúde do Adolescente
Saúde do Adolescenteyolandasergia
 

Mais procurados (20)

Atenção Integral a Crianças com Agravos Prevalentes na Infância e com Doenças...
Atenção Integral a Crianças com Agravos Prevalentes na Infância e com Doenças...Atenção Integral a Crianças com Agravos Prevalentes na Infância e com Doenças...
Atenção Integral a Crianças com Agravos Prevalentes na Infância e com Doenças...
 
Caderneta de Saúde da Criança: Avaliação dos Marcos do Desenvolvimento
Caderneta de Saúde da Criança: Avaliação dos Marcos do DesenvolvimentoCaderneta de Saúde da Criança: Avaliação dos Marcos do Desenvolvimento
Caderneta de Saúde da Criança: Avaliação dos Marcos do Desenvolvimento
 
Aleitamento Materno
Aleitamento Materno Aleitamento Materno
Aleitamento Materno
 
SAÚDE DA CRIANÇA: ENFERMAGEM
SAÚDE DA CRIANÇA: ENFERMAGEMSAÚDE DA CRIANÇA: ENFERMAGEM
SAÚDE DA CRIANÇA: ENFERMAGEM
 
Crescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCrescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantil
 
Cuidados com o rn
Cuidados com o rnCuidados com o rn
Cuidados com o rn
 
Cuidados ao recém nascido
Cuidados ao recém nascidoCuidados ao recém nascido
Cuidados ao recém nascido
 
AMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃOAMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃO
 
Atenção à Saúde do Idoso
Atenção à Saúde do Idoso Atenção à Saúde do Idoso
Atenção à Saúde do Idoso
 
Amamentação
AmamentaçãoAmamentação
Amamentação
 
Doenças comuns em crianças.
Doenças comuns em crianças.Doenças comuns em crianças.
Doenças comuns em crianças.
 
RECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da Saúde
RECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da SaúdeRECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da Saúde
RECÉM-NASCIDO: Cuidados com o pré termo. Vol. 4. Ministério da Saúde
 
Puericultura
PuericulturaPuericultura
Puericultura
 
Organização postural do recém-nascido pré-termo na unidade neonatal: o uso do...
Organização postural do recém-nascido pré-termo na unidade neonatal: o uso do...Organização postural do recém-nascido pré-termo na unidade neonatal: o uso do...
Organização postural do recém-nascido pré-termo na unidade neonatal: o uso do...
 
Slide Aleitamento materno
Slide Aleitamento materno Slide Aleitamento materno
Slide Aleitamento materno
 
Aleitamento Materno - album seriado do MS/UNICEF
Aleitamento Materno - album seriado do MS/UNICEFAleitamento Materno - album seriado do MS/UNICEF
Aleitamento Materno - album seriado do MS/UNICEF
 
O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar
O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolarO desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar
O desenvolvimento infantil de 0 a 6 e a vida pré-escolar
 
Hospitalização infantil de 0 a 17 anos
Hospitalização infantil de  0 a 17 anosHospitalização infantil de  0 a 17 anos
Hospitalização infantil de 0 a 17 anos
 
Promoção e Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento Integral: Eixo ...
Promoção e Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento Integral: Eixo ...Promoção e Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento Integral: Eixo ...
Promoção e Acompanhamento do Crescimento e do Desenvolvimento Integral: Eixo ...
 
Saúde do Adolescente
Saúde do AdolescenteSaúde do Adolescente
Saúde do Adolescente
 

Semelhante a O Papel do Profissional da Atenção Primária na Promoção do Desenvolvimento Infantil

cad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptx
cad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptxcad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptx
cad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptxMiltonFernandes41
 
Aula Enfermagem pediatrica competencias.pptx
Aula Enfermagem pediatrica competencias.pptxAula Enfermagem pediatrica competencias.pptx
Aula Enfermagem pediatrica competencias.pptxpamelacastro71
 
Enfermagem pediatrica (1).pdf
Enfermagem pediatrica (1).pdfEnfermagem pediatrica (1).pdf
Enfermagem pediatrica (1).pdfGlendaRegoSoares1
 
Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...
Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...
Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Aula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptx
Aula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptxAula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptx
Aula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptxMárcio Cristiano de Melo
 
2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II
2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II
2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. IIbibliotecasaude
 
Resgate do Pediatra Geral
Resgate do Pediatra GeralResgate do Pediatra Geral
Resgate do Pediatra GeralLaped Ufrn
 
0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III
0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III
0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. IIIbibliotecasaude
 
2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf
2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf
2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdfassistentesocial1234
 
Intervenção precoce na infância em portugal
Intervenção precoce na infância em portugal Intervenção precoce na infância em portugal
Intervenção precoce na infância em portugal Debora_Marques
 
Nascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatal
Nascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatalNascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatal
Nascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatalProf. Marcus Renato de Carvalho
 

Semelhante a O Papel do Profissional da Atenção Primária na Promoção do Desenvolvimento Infantil (20)

cad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptx
cad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptxcad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptx
cad-6-PPT 1 - abordando o desenvolvimento infantil.pptx
 
Aula Enfermagem pediatrica competencias.pptx
Aula Enfermagem pediatrica competencias.pptxAula Enfermagem pediatrica competencias.pptx
Aula Enfermagem pediatrica competencias.pptx
 
Enfermagem pediatrica (1).pdf
Enfermagem pediatrica (1).pdfEnfermagem pediatrica (1).pdf
Enfermagem pediatrica (1).pdf
 
Organização da Atenção à Saúde da Criança: PNAISC como orientadora das práticas
Organização da Atenção à Saúde da Criança: PNAISC como orientadora das práticasOrganização da Atenção à Saúde da Criança: PNAISC como orientadora das práticas
Organização da Atenção à Saúde da Criança: PNAISC como orientadora das práticas
 
Enfermagem pediatrica.pdf
Enfermagem pediatrica.pdfEnfermagem pediatrica.pdf
Enfermagem pediatrica.pdf
 
Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...
Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...
Cuidados para o desenvolvimento na primeira infância: Plano de vinculação dos...
 
Aula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptx
Aula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptxAula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptx
Aula - Linhas de cuidado na saúde da criança.pptx
 
Saude_Mental_e_Gravidez_Folheto_DGS_2005
Saude_Mental_e_Gravidez_Folheto_DGS_2005Saude_Mental_e_Gravidez_Folheto_DGS_2005
Saude_Mental_e_Gravidez_Folheto_DGS_2005
 
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULARPROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR
 
2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II
2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II
2626-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. II
 
Resgate do Pediatra Geral
Resgate do Pediatra GeralResgate do Pediatra Geral
Resgate do Pediatra Geral
 
0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III
0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III
0769-L - Normas de atenção à saúde integral do adolescente - Vol. III
 
Aspectos Psicoafetivos e Abordagem Familiar no contexto da Prematuridade
Aspectos Psicoafetivos e Abordagem Familiar no contexto da PrematuridadeAspectos Psicoafetivos e Abordagem Familiar no contexto da Prematuridade
Aspectos Psicoafetivos e Abordagem Familiar no contexto da Prematuridade
 
2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf
2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf
2_A_IMPORTANCIA_DA_PRIMEIRA_INFANCIA.pdf
 
Calendário de Consultas da Criança: Acompanhando o Crescimento e o Desenvolvi...
Calendário de Consultas da Criança: Acompanhando o Crescimento e o Desenvolvi...Calendário de Consultas da Criança: Acompanhando o Crescimento e o Desenvolvi...
Calendário de Consultas da Criança: Acompanhando o Crescimento e o Desenvolvi...
 
Intervenção precoce na infância em portugal
Intervenção precoce na infância em portugal Intervenção precoce na infância em portugal
Intervenção precoce na infância em portugal
 
Reunião sobre Primeira Infância: Pastoral da Criança
Reunião sobre Primeira Infância: Pastoral da CriançaReunião sobre Primeira Infância: Pastoral da Criança
Reunião sobre Primeira Infância: Pastoral da Criança
 
Nascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatal
Nascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatalNascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatal
Nascimento Seguro: uma proposta para diminuir a mortalidade neonatal
 
Janelas de Oportunidades
Janelas de OportunidadesJanelas de Oportunidades
Janelas de Oportunidades
 
Unidades Neonatais em tempos de COVID-19: aspectos Psicoafetivos do Cuidado a...
Unidades Neonatais em tempos de COVID-19: aspectos Psicoafetivos do Cuidado a...Unidades Neonatais em tempos de COVID-19: aspectos Psicoafetivos do Cuidado a...
Unidades Neonatais em tempos de COVID-19: aspectos Psicoafetivos do Cuidado a...
 

Mais de Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)

Mais de Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz) (20)

Disbioses, Infecções Genitais e Infertilidade
Disbioses, Infecções Genitais e InfertilidadeDisbioses, Infecções Genitais e Infertilidade
Disbioses, Infecções Genitais e Infertilidade
 
Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico em Pediatria
Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico em PediatriaPrevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico em Pediatria
Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico em Pediatria
 
Ansiedade e Depressão no Climatério
Ansiedade e Depressão no ClimatérioAnsiedade e Depressão no Climatério
Ansiedade e Depressão no Climatério
 
Diabetes Mellitus na Gestação: estratégias de organização e hierarquização da...
Diabetes Mellitus na Gestação: estratégias de organização e hierarquização da...Diabetes Mellitus na Gestação: estratégias de organização e hierarquização da...
Diabetes Mellitus na Gestação: estratégias de organização e hierarquização da...
 
Prevenção do Câncer de Colo: quando a colposcopia é indicada?
Prevenção do Câncer de Colo: quando a colposcopia é indicada?Prevenção do Câncer de Colo: quando a colposcopia é indicada?
Prevenção do Câncer de Colo: quando a colposcopia é indicada?
 
Desospitalização de Crianças com CCC: panorama da atenção domiciliar no Brasil
Desospitalização de Crianças com CCC: panorama da atenção domiciliar no BrasilDesospitalização de Crianças com CCC: panorama da atenção domiciliar no Brasil
Desospitalização de Crianças com CCC: panorama da atenção domiciliar no Brasil
 
O Pré-natal e a Promoção do Parto Normal
O Pré-natal e a Promoção do Parto NormalO Pré-natal e a Promoção do Parto Normal
O Pré-natal e a Promoção do Parto Normal
 
Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...
Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...
Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...
 
Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...
Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...
Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas:...
 
Diabetes Mellitus na Gestação: alterações metabólicas associadas
Diabetes Mellitus na Gestação: alterações metabólicas associadasDiabetes Mellitus na Gestação: alterações metabólicas associadas
Diabetes Mellitus na Gestação: alterações metabólicas associadas
 
Luto Perinatal
Luto PerinatalLuto Perinatal
Luto Perinatal
 
Anafilaxia na Infância: Apresentação Clínica e Manejo
Anafilaxia na Infância: Apresentação Clínica e ManejoAnafilaxia na Infância: Apresentação Clínica e Manejo
Anafilaxia na Infância: Apresentação Clínica e Manejo
 
Diabetes Mellitus na Gestação: Cuidados no Parto e Puerpério
Diabetes Mellitus na Gestação: Cuidados no Parto e PuerpérioDiabetes Mellitus na Gestação: Cuidados no Parto e Puerpério
Diabetes Mellitus na Gestação: Cuidados no Parto e Puerpério
 
Retomada da Cobertura Vacinal: Desafios e Perspectivas no Brasil
Retomada da Cobertura Vacinal: Desafios e Perspectivas no BrasilRetomada da Cobertura Vacinal: Desafios e Perspectivas no Brasil
Retomada da Cobertura Vacinal: Desafios e Perspectivas no Brasil
 
Cuidados com a Saúde Bucal na Gestação
Cuidados com a Saúde Bucal na GestaçãoCuidados com a Saúde Bucal na Gestação
Cuidados com a Saúde Bucal na Gestação
 
Hábitos Saudáveis e a Prevenção do Câncer de Mama: é possível?
Hábitos Saudáveis e a Prevenção do Câncer de Mama: é possível?Hábitos Saudáveis e a Prevenção do Câncer de Mama: é possível?
Hábitos Saudáveis e a Prevenção do Câncer de Mama: é possível?
 
Fibrose Cística: como diagnosticar?
Fibrose Cística: como diagnosticar?Fibrose Cística: como diagnosticar?
Fibrose Cística: como diagnosticar?
 
Osteogênese Imperfeita
Osteogênese ImperfeitaOsteogênese Imperfeita
Osteogênese Imperfeita
 
Diabetes Mellitus na Gestação: Tratamento e Cuidados no Pré-natal
Diabetes Mellitus na Gestação: Tratamento e Cuidados no Pré-natalDiabetes Mellitus na Gestação: Tratamento e Cuidados no Pré-natal
Diabetes Mellitus na Gestação: Tratamento e Cuidados no Pré-natal
 
Desafios na Introdução Alimentar
Desafios na Introdução AlimentarDesafios na Introdução Alimentar
Desafios na Introdução Alimentar
 

Último

Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................paulo222341
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfHELLEN CRISTINA
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfHELLEN CRISTINA
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfHELLEN CRISTINA
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfvejic16888
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdfHELLEN CRISTINA
 
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxAULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxmikashopassos123
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfivana Sobrenome
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSProf. Marcus Renato de Carvalho
 

Último (9)

Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxAULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 

O Papel do Profissional da Atenção Primária na Promoção do Desenvolvimento Infantil

  • 1. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO À CRIANÇA O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
  • 2. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Há robustas evidências científicas dos campos da neurociência e epigenética indicando que, crianças que tem interações saudáveis continuadas com pessoas que cuidam bem delas tornam-se melhor preparadas, biológica e emocionalmente, para enfrentar e superar estresses e adversidades do dia a dia.
  • 3. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Objetivos dessa apresentação: • Apresentar a importância do Desenvolvimento Infantil (DI); • Destacar o papel do ambiente e do cuidado adequados à promoção do DI; • Elencar as possibilidades de monitoramento do DI e da ativação de práticas parentais positivas no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS).
  • 4. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Introdução Problemas relacionados à promoção do Desenvolvimento Infantil (DI) na Atenção Primária: • Apesar da disponibilidade da Caderneta de Saúde da Criança em todo o território nacional, há pesquisas indicando o baixo preenchimento dos marcos do DI; • Uma pesquisa realizada junto à sociedade apontou a falta de conhecimento sobre a importância do cuidado adequado para a promoção do DI. Fundação Maria Cecilia SoutoVidigal, 2013 Do período da gestação até os primeiros dois anos de vida o cérebro do bebê pode fazer até 1 milhão de sinapses por segundo. São janelas de oportunidades para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.
  • 5. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Promoção do Desenvolvimento Infantil Integral: desafio internacional Janela de Oportunidade do desenvolvimento cerebral: da gestação até os 3 anos de idade Proteção às adversidades nesse período Qualidade dos programas que apoiam as famílias Ampliar o escopo dos programas existentes Cuidar da sobrevivência e do desenvolvimento integral Revista Lancet 2016
  • 6. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL População-alvo com potência para modificar o panorama: Profissionais das redes básicas de saúde, educação e assistência social que interagem no cotidiano com famílias de gestantes e crianças até 3 anos. • A rede de Atenção Básica tem a oportunidade de contato longitudinal e de vínculo junto às famílias para construir o cuidado promotor do DI integral, desde a gestação até os três anos de vida das crianças. • A construção desse cuidado contribui com as equipes de Atenção Básica no seu papel de promoção da saúde.
  • 7. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Conceitos-chave para a compreensão do Cuidado Promotor do Desenvolvimento Infantil Integral AnosMeses C. Nelson. In From Neurons to neighborhoods, 2000 Vias (sensoriais, visão, audição) Linguagem Funções executivas • Se houver estimulação e ambiente adequados, o cérebro do feto, RN e bebê pode realizar até um milhão de novas conexões ou sinapses. • Essa formação assegura o melhor desenvolvimento cerebral que está relacionado a melhores indicadores de saúde física, mental e relacionamentos sociais mais estáveis. Períodos sensíveis para o desenvolvimento cerebral -6 -3 0 6 9 1 4 12 16
  • 8. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • As primeiras experiências afetam a qualidade da arquitetura do cérebro ao estabelecerem uma base robusta ou frágil para todo o aprendizado, saúde e comportamento. • O vídeo mostra, com palavras e imagens simples, como a interação com os adultos é importante para o desenvolvimento dos bebês. Conceitos-chave para a compreensão do Cuidado Promotor do Desenvolvimento Infantil Integral O jogo de ação e reação modela os circuitos do cérebro
  • 9. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Material de apoio: • Jogo da Ação e Reação • Fundamentos científicos do Vínculo e Afeto no processo de desenvolvimento integral Conceitos-chave para a compreensão do Cuidado Promotor do Desenvolvimento Infantil Integral Importância do Vínculo e Afeto para o Cuidado
  • 10. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Desafio: Ativar as práticas parentais positivas das famílias que atendemos deve ser tarefa de todos os setores, inclusive da Saúde
  • 11. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Desafio: Ativar as práticas parentais positivas das famílias que atendemos deve ser tarefa de todos os setores, inclusive da Saúde.
  • 12. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Política e Programa – Alavancas para Inovação Saúde Pública Cuidado de criança e Educação cedo Bem-estar da criança Intervenções precoces Estabilidade econômica e familiar Desenvolvimento comunitário Atenção Primária à Saúde Ações de setores privados Capacidades do Cuidados e da Comunidade Tempo e comprometimento Recursos financeiros, psicológicos e institucionais Habilidades e conhecimentos Fundamentos da Saúde Relacionamentos estáveis e responsivos Ambientes seguros com suporte Nutrição apropriada Biologia da Saúde Adaptações ou disposições psicológicas - Cumulativo através do tempo - Firmado durante períodos sensíveis Preconcepção Pré-natal Vida adulta Saúde e Desenvolvimento ao longo do tempo de Vida Infância Primeira Infância Adolescência Center on the Developing Child, Harvard, 2010 Modelo para a Reconceitualização de Políticas e Programas de Primeira Infância para o Fortalecimento da Saúde ao Longo da Vida Lugar de trabalho Programas Vizinhança Lar
  • 13. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Possibilidades de inclusão da Parentalidade no cotidiano dos serviços Ampliação da Clínica no âmbito dos programas e otimização de instrumentos disponíveis: Pré-natal: dimensão emocional da aceitação da gestação no PN (construção do vínculo); Pré-natal do Homem (construção do vínculo); Participação do Acompanhante no Parto; Visita Domiciliar do Puerpério: avaliação de necessidades emocionais (uso da escala de depressão pós parto -EDPS para identificar casos), fortalecimento da rede de suporte familiar e social para apoiar a mãe na amamentação e no cuidado do RN; Puericultura: Incluir as dimensões amor, segurança, brincadeira e estímulo na construção do cuidado do bebê, segundo a realidade da família e as características e ritmo dos bebês. Uso da Caderneta de Saúde da Criança para ampliar o diálogo sobre o DI e o cuidado promotor do mesmo. Adoção de perspectiva salutogênica Ampliação do diálogo Aumento da auto- estima e resiliência das famílias
  • 14. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Potências quando se trata da Estratégia Saúde da Família (ESF) • Uma das possibilidades da ESF é realizar ações de saúde, tanto curativas como preventivas, através de um maior envolvimento das equipes com a população atendida. • Esse contato mais próximo possibilita ampliar o objeto de atuação da área da saúde para além da dimensão biológica, incluindo as dimensões sociais e humanas relacionadas à saúde. • Os desafios das novas tecnologias em saúde passam pela identificação e apreensão dos trabalhadores desse novo objeto de trabalho, deslocando-o da doença para a vida, para as necessidades dos indivíduos, grupos e coletividade.
  • 15. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Implica a ressignificação da contribuição da sabedoria, da atitude, dos compromissos e da responsabilidade do profissional com a utilização de tecnologias que apoiem a construção de práticas transformadoras na superação do modelo biomédico. • O diferencial de resolubilidade da Atenção Primária à Saúde está centrado na continuidade da atenção, na diversidade de ações sobre as dimensões sociais e subjetivas relacionadas aos problemas e no vínculo estabelecido entre a população e os profissionais. Potências quando se trata da Estratégia Saúde da Família (ESF)
  • 16. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da Atenção Primária à Saúde (APS) • Reconhecimento e uso da Rede Social de Apoio (RSA) • Gestante percebe ajuda da família? • Práticas ampliadas no Pré-Natal • Existe estímulo por parte da ESF à participação do pai/acompanhante no pré-natal e parto? Período da Gestação • Ambiente intrauterino adequado • A gestante evita automedicação, fumo, consumo de álcool e outras drogas? • A gestante conhece os sinais de risco para a gestação de cada trimestre gestacional?
  • 17. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS • Apoio da família e Rede Social de Apoio no puerpério • A puérpera sente tristeza depois que o bebê nasceu? Como e com que frequência? Sabe quem acionar da sua RSA se tiver tristeza? • A puérpera recebe ajuda/apoio da família depois do nascimento do bebê? Como e de quem? • A puérpera se sente segura para ser mãe? • A mãe amamenta o bebê exclusivamente com leite materno? • Sinais de perigo para saúde da mãe e do bebê • A mãe conhece os riscos para sua saúde no puerpério? • A mãe conhece os riscos para a saúde do bebê? Período do Puerpério Visita Domiciliar na primeira semana de vida
  • 18. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Construção da Rotina (Amor e Segurança) • A mãe/família demonstra afeto pelo bebê no cuidado diário? Como? • A rotina de cuidados é centrada nas necessidades da criança? Dê um exemplo das 24 horas. • A mãe/família evita que a criança presencie cenas/situações de violência agressividade e brigas? Por que? • A família reconhece e usa o apoio da Rede Social e Família? A quem costuma ajuda? • Alimentação: Como é a hora da mamada/alimentação? • Saúde: A mãe/família sabe quando deve levar o bebê ao serviço de saúde? Quando e por quê? • Higiene: Como organiza a troca de fraldas e banho? Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS De 1 semana a 1 ano
  • 19. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Brincadeira e Vínculo • O bebê fica em diferentes locais e posições? Quais? • Quais são os tipos de brinquedos que a mãe/família costuma dar para o bebê brincar? • A mãe/família costuma pegar o bebê no colo quando não está chorando? Como demonstra amor e atenção? • A mãe conhece e usa a Caderneta de Saúde da Criança para acompanhar o DI? • A família costuma dedicar quanto tempo para brincar e contar histórias para a criança? • Prevenção de Acidentes • Onde o bebê dorme? Você acha que é um ambiente seguro? Por quê? • E quando está acordado, onde o bebê costuma ficar? Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS De 1 semana a 1 ano
  • 20. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Amor e segurança • A mãe/família demonstra afeto pelo bebê no cuidado diário? Como? • A rotina de cuidados é centrada nas necessidades da criança? Dê um exemplo das 24 horas. • A mãe/família evita que a criança presencie cenas/situações de violência agressividade e brigas? Por quê? Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS De 2 a 3 anos • A família reconhece e usa o apoio da Rede Social e Família? A quem costuma pedir ajuda? • Como a família costuma colocar limites para a criança? Dê um exemplo. • A família costuma criar oportunidades para a criança brincar com outras crianças? • A família costuma criar oportunidades para a criança participar das atividades da vida cotidiana da família? Como?
  • 21. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Brincadeira e Vínculo • Quais são os tipos de brinquedos que a mãe/família costuma dar para o bebê brincar? • A mãe/família costuma pegar o bebê no colo quando não está chorando? Como demonstra amor e atenção? • A mãe conhece e usa a Caderneta de Saúde da Criança para acompanhar o DI? • A família costuma dedicar quanto tempo para brincar e contar histórias para a criança? • A família conta com livros e revistas para a criança brincar? • A criança costuma frequentar outros ambientes fora de casa? Quais? Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS De 2 a 3 anos
  • 22. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Alimentação • Como é a alimentação da criança em um dia comum? • A família ensina a criança a se alimentar sozinha? • Como costuma ser o ambiente na hora da refeição da criança? • Higiene • A família incentiva que a criança aprenda a se lavar, pentear o cabelo e escovar os dentes sozinha? Como faz isso? • Como está se dando o processo para a criança deixar de usar a fralda? Alguém já orientou a família? Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS De 2 a 3 anos
  • 23. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Saúde: A mãe/família sabe quando deve levar o bebê ao serviço de saúde? Quando e por quê? • Prevenção de Acidentes • E quando está acordada, onde a criança costuma ficar? • A criança fica fora do alcance de objetos que podem queimá-la, envenená-la e machucá-la? • A criança tem oportunidades de brincar dentro e fora de casa, sem perigos de queda, atropelamento, afogamento e violência? • É ensinado para a criança o manejo seguro de garfo ou faca, brincar com animais domésticos, etc.? Brechas para incluir a discussão da Parentalidade e do DI no cotidiano da APS De 2 a 3 anos
  • 24. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Potenciais da inclusão da Parentalidade e do DI no cotidiano da ESF Os principais aspectos da abordagem familiar centram-se nas seguintes premissas: • Importância da participação da família no desenvolvimento da criança; • Valorização da rotina como forma/elemento de estimulação da criança; • Relevância de instrumentalizar a família a reconhecer as diferentes necessidades da criança em cada fase do seu desenvolvimento; • Contribuição das experiências e oportunidades que a família oferece que facilitam as conquistas da criança no seu desenvolvimento.
  • 25. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL A contribuição dos profissionais da Atenção Primária à Saúde é necessária e valiosa para a construção de uma sociedade mais equânime por meio da promoção do Desenvolvimento Infantil e da parentalidade positiva nos grupos em que atua.
  • 26. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Referências • Almeida, Ana Claudia de, Mendes, Larissa da Costa, Sad, Izabela Rocha, Ramos, Eloane Gonçalves, Fonseca, Vânia Matos, & Peixoto, Maria Virginia Marques. (2016). Uso de instrumento de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança no Brasil – Revisão sistemática de literatura. Revista Paulista de Pediatria, 34(1), 122-131. https://dx.doi.org/10.1016/j.rppede.2015.12.002. • Palombo C NT et al . Uso e preenchimento da caderneta de saúde da criança com foco no crescimento e desenvolvimento. Revista Escola de Enfermagem. USP, São Paulo , v. 48, p. 59-66, 2014. Silva FB, Gaíva MAM, Mello DF. • BLANCO E SILVA, F., GAÍVA, M. A. M., MELLO, D. F. Utilização da caderneta de saúde da criança pela família: percepção pelos profissionais. Texto Contexto Enfermagem, Abr-Jun v. 24(2), p. 407-14, 2015. • Primeiríssima infância da gestação aos três anos: percepções e práticas da sociedade brasileira sobre a fase inicial da vida/[organizadores Eduardo Marino e Gabriela Aratangy Pluciennik]. — São Paulo: Fundação Maria Cecilia SoutoVidigal, 2013. • Series from the Lancet journals. Advancing Early Childhood Development: From Science to Scale. The Lancet. 2016. • National Research Council (US) and Institute of Medicine (US) Committee on Integrating the Science of Early Childhood Development; Shonkoff JP, Phillips DA, editors. From Neurons to Neighborhoods: The Science of Early Childhood Development. Washington (DC): National Academies Press (US); 2000. PubMed PMID: 25077268. • Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Caderno 1: Formação em pré-natal, puerpério e amamentação: práticas ampliadas – Coleção Primeiríssima Infância da FMCSV. • Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Caderno 5: Formação em humanização do parto e nascimento – Coleção Primeiríssima Infância da FMCSV. • Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Saúde. Caderno 6: Formação em Puericultura: Práticas Ampliadas – Coleção Primeiríssima Infância da FMCSV. • Mapeamento de Boas Práticas em PI. Boletim do Instituto de Saúde Volume 19 – nO 1 – Julho 2018 ISSN 1518-1812 / On Line: 1809-7529 • Fundamentos da família como promotora do desenvolvimento infantil: parentalidade em foco/ organizadores Gabriela Aratang Pluciennik, Márcia Cristina Lazzari, Marina Fragata Chicaro. — 1. ed. — São Paulo: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – FMCSV, 2015. • Importância dos vínculos familiares na primeira infância : estudo II / organização Comitê Científico do Núcleo Pela Infância. Redação: Beatriz de Oliveira Abuchaim [et. al.]. 1. ed. — São Paulo : Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal – FMCSV, 2016. — (Série Estudos do Comitê Científico: NCPI 2).
  • 27. ATENÇÃO À CRIANÇA portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Material de 16 de outubro de 2019 Disponível em: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Eixo: Atenção à Criança Aprofunde seus conhecimentos acessando artigos disponíveis na biblioteca do Portal. O PAPEL DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL