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Revistas científicas: sustentabilidade e internacionalização

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Apresentação feita por Piotr Trzesniak no V Ciclo de Debates Periódicos UFSC realizado no dia 31 de maio de 2017 na Biblioteca Central da UFSC.

Publicada em: Ciências
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Revistas científicas: sustentabilidade e internacionalização

  1. 1. Revistas científicas: sustentabilidade e internacionalização Muito agradecido! Piotr Trzesniak (piotreze@gmail.com) Universidade Federal de Itajubá Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de Santa Catarina Maio, 2017 Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não adaptada.
  2. 2. Bem... Sustentabilidade... Sob ponto de vista estrito, serve, mas  ...já em 1972 foi mais ou menos reservada para a temática ambiental  Associa-se a desenvolvimento sustentável, um desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades. Isso pode trazer confusão se empregamos sustentabilidade em outros contextos, para empreendimentos em geral.  A gente poderia pensar em outra palavra para esses casos, como auto-suficiência, perenidade, ... P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 02/18
  3. 3. Isto posto... Falemos de “presentabilidade” Algo óbvio que as novas mídias trouxeram de novo para a difusão da pesquisa, mas que reluta em desaparecer: o fascículo  Só serve para atrasar a publicação...  Terminou a tramitação do artigo? Publique-o imediata- mente!! Segurá-lo para reunir como x outros, a fim de formar um fascículo, é um desserviço para o avanço do conhecimento.  O fascículo foi a unidade básica da difusão do conheci- mento na era Gutenberg. Hoje, é um anacronismo A unidade básica é agora o artigo. P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 03/18
  4. 4. O que isso implica? Antes, várias informações importantes para a credibilidade do artigo vinham no fascículo:  Retaguarda institucional da revista  Editor e Corpo Editorial  Direitos Agora, que o artigo tem vida própria, onde estão essas informações? Resposta: devem vir no artigo (mini-expediente) (mais sobre isso depois) P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 04/18
  5. 5. Não está convencido? Responda depressa: como o pesquisador do século XXI busca suas referências?  Por revista?  Por portal de periódicos?  Por repositório?  Por indexador (SciELO, RedALyC, Spell, WoS, Scopus)?  Por macroportal (como o da Capes)?  Por “força bruta selvagem” (Google)? E o que recupera?, artigos isolados! P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 05/18
  6. 6. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” Porém esse novo contexto permite identificar mais um conceito que tende/tenderá a desaparecer ou mudar muito: o próprio conceito de revista!  Servia para uma primeira e bruta delimitação temática, importante para a recuperação tradicional, mas desne- cessária para as ferramentas de busca das novas mídias  Atualmente, delimitar a busca é algo muito mais flexível, definido pelo pesquisador ou, melhor, pelo profissional de Ciência da Informação que o assiste.  Um enorme bônus: quebrar os limites das áreas do conhecimento. P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 06/18
  7. 7. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” Pode ser que, por razões operacionais, se mantenham alguns megaportais temáticos, mas, de revistas, a gente já pode abrir mão.  PLOS ONE (2006), da Public Library of Science, a primeira megarevista e a maior, até setembro de 2016 (~1700 artigos em 2007; ~30000 em 2013 e em 2014; ~22000 em 2016).  Scientific Reports (2011), da Nature Publishing Group, a maior megarevista a partir de setembro de 2016. Mas... muita calma nessa hora!!! P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 07/18
  8. 8. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” Sim, muita calma nessa hora.  Podemos abrir mão do conceito usual de revista, mas não do processo editorial, comandado por um editor! Na criação do conhecimento, quanto valor cada fase agrega?  A pesquisa:  A preparação do compuscrito:  O processo editorial:  A publicação propriamente dita: P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 08/18
  9. 9. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” Sim, muita calma nessa hora.  Podemos abrir mão do conceito usual de revista, mas não do processo editorial, comandado por um editor! Na criação do conhecimento, quanto valor cada fase agrega?  A pesquisa: 45% a 65%  A preparação do compuscrito: 15% a 25%  O processo editorial: 20% a 30%  A publicação propriamente dita: 0% P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 09/18
  10. 10. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” O processo editorial é a essência do conceito de revista e, dele, a gente não pode abrir mão. É a maior contribuição que as revistas dão à criação do conhecimento Periodicidade, publicar em dia, número de artigos são condi- ções subalternas obrigatórias, mas não agregam valor ao conhecimento... No caso da PLOS ONE:  Nos quatro primeiros anos, usou 40000 revisores.  Trabalha com 6000 acadêmicos de todo o mundo.  Cada compuscrito passa, em média, por 2,9 especialistas. P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 10/18
  11. 11. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” Então como ficam os problemas da publicação científica, nessa perspectiva?  Como garantir a perenidade de um processo editorial de máxima qualidade (não necessariamente a das revistas) ?  Como internacionalizar o resultado das pesquisas (não necessariamente as revistas) produzidas no Brasil? P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 11/18
  12. 12. Isto posto... Falemos de “futurabilidade” O que vamos ter no Brasil?  Megarevistas (recebe/processa/publica)?  Certificadores de qualidade científica (recebe/processa/certifica, mas não publica)  Megaportais (apenas publicam artigos certificados)? Epa!. Esses dois últimos, a rigor, a gente já têm: revistas convencionais e indexadores:  As primeiras revisam e certificam, mas não tem o tráfego,  Os últimos tem a publicação e o tráfego, mas não revisam! P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 12/18
  13. 13. E o Publons vem aí... P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 13/18
  14. 14. A formatação do artigo para os novos tempos: internacionalização A barra de versões, colocada no topo da primeira página, oferece links ativos para:  versões do mesmo artigo em outros idiomas;  uma versão, no idioma corrente, preparada especificamente para impressão;  as versões anterior e seguinte do mesmo artigo. P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 14/18
  15. 15. A formatação do artigo para os novos tempos: mini-expediente Informações importantes para a credibilidade do artigo, que vinham antes no fascículo:  Retaguarda institucional da revista  Editor e Corpo Editorial  Direitos, Logo, Site, ISSN,.... P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 15/18
  16. 16. A formatação do artigo para os novos tempos: histórico editorial P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 16/18 Além das informações-padrão:  quem revisou;  quem recomendou  que versão é (associada à barra superior)  data de publicação.
  17. 17. A formatação do artigo para os novos tempos: referência completa encabeçando o resumo Esse é um bônus para a formatação... Bônus para internacionalizar:  associar-se a uma revista similar publicada fora do Brasil e dobrar “seu” (de ambos) número de fascículos/ano.  Encontrar um co-editor afiliado a uma instituição não brasileira que capte e processe ao menos um fascículo/ano com artigos “locais” P Trzesniak: Revistas científicas, sustentabilidade e internacionalização. UFSC/Florianópolis, Maio, 2017 - 17/18
  18. 18. Revistas científicas: sustentabilidade e internacionalização Piotr Trzesniak (piotreze@gmail.com) Universidade Federal de Itajubá Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de Santa Catarina Maio, 2017 Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não adaptada.

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