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Os discursos sobre a surdes e o discurso dos surdos

1. O documento discute os diferentes conceitos de surdez e surdo, destacando que surdez refere-se à perda auditiva enquanto surdo refere-se à cultura e identidade visual. 2. Há diferentes abordagens sobre surdez produzidas por ouvintes e surdos, sendo que as produzidas por surdos enfatizam a diferença linguística e cultural. 3. O documento explora a relação de poder entre surdos e ouvintes ao longo da história, mostrando como os surdos eram vistos de forma preconceitu

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PERLIN E MIRANDA
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Gladis Perlin – UFSC – 1ª doutora surda do Brasil e da América Latina
Conceito de ser surdo
Se vocês nos perguntarem aqui: o que é ser
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de Vista, Florianópolis, nº 5, p. 218, 2003.
Temos uma resposta: ser surdo é uma questão de vida.
Não se trata de uma deficiência, mas de uma experiência
visual. Experiência visual significa a utilização da visão,
(em substituição total a audição), como meio de
comunicação.
Conceito de ser surdo
PERLIN E MIRANDA (2003) trazem o conceito de ser
surdo, voltado a uma diferença linguística, uma vez que o
que o difere é apenas a sua experiência de vida que
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PERLIN, G.; MIRANDA, W. Tendência – Surdos: o narrar e a política. Ponto
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Os discursos sobre a surdes e o discurso dos surdos

  • 1. Mirian L. F. Santos Silva Mestranda FE/UNICAMP OS DISCURSOS SOBRE A SURDEZ E O DISCURSO DOS SURDOS APOIO: REALIZAÇÃO: DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - VALINHOS
  • 2. PRODUÇÃO ACADÊMICA (ON LINE) DE PESQUISADORAS PÓS-DOUTORAS SURDAS NO BRASIL: TEMAS EM DEBATE GLADIS PERLIN - UFSC MARIANNE STUMPF – UFSC SILVIA ANDREIS- WITKOSKI – UTFPR
  • 3. “considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura, principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais” – Libras (BRASIL, 2005, p.1) DEFINIÇÃO DE PESSOA SURDA (Decreto 5626/2005 que regulamenta a Lei 10436/2002, define no artigo 2°)
  • 4. PERLIN E MIRANDA SÃO PESQUISADORES SURDOS Wilson de Oliveira Miranda - UFSM Gladis Perlin – UFSC – 1ª doutora surda do Brasil e da América Latina
  • 5. Conceito de ser surdo Se vocês nos perguntarem aqui: o que é ser surdo? PERLIN, G.; MIRANDA, W. Tendência – Surdos: o narrar e a política. Ponto de Vista, Florianópolis, nº 5, p. 218, 2003. Temos uma resposta: ser surdo é uma questão de vida. Não se trata de uma deficiência, mas de uma experiência visual. Experiência visual significa a utilização da visão, (em substituição total a audição), como meio de comunicação.
  • 6. Conceito de ser surdo PERLIN E MIRANDA (2003) trazem o conceito de ser surdo, voltado a uma diferença linguística, uma vez que o que o difere é apenas a sua experiência de vida que acontece através da representação visual. PERLIN, G.; MIRANDA, W. Tendência – Surdos: o narrar e a política. Ponto de Vista, Florianópolis, nº 5, p. 218, 2003.
  • 7. Desta experiência visual surge a cultura surda representada pela língua de sinais, pelo modo diferente de ser, de se expressar, de conhecer o mundo, de entrar nas artes, no conhecimento científico e acadêmico. Conceito de ser surdo/Cultura surda A cultura surda comporta a língua de sinais, a necessidade do intérprete, de tecnologia de leitura.
  • 8. Conceito de ser surdo Para Perlin, Pós Doutora Surda em Educação: “os surdos se descobrem na diferença” PERLIN, G. História de vida surda: identidades em questão – Dissertação de Mestrado, UFGRS, Porto Alegre, 1998 p. 32 e 33. SER SURDO É UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE! “O ouvinte constrói seus significados na audição, os surdos na visão”.
  • 9. Relatório assinala que “no Brasil, 4,6 milhões possuem deficiência auditiva e 1,1 milhão são surdas, totalizando aproximadamente 5,7 milhões de pessoas, de acordo com o censo do IBGE.” (BRASIL, 2014, p. 3) Para realizar o levantamento o Censo utilizou três categorias: “não consegue de modo algum” (supostamente, ouvir e escutar), “grande dificuldade” ou “alguma dificuldade”. Os Surdos e a surdez desta maneira foram inscritos na ordem de dificuldade em escutar e ouvir Relatório sobre a Política Linguística de Educação Bilíngue -Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. BRASIL. Relatório sobre a Política Linguística de Educação Bilíngue – Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Grupo de Trabalho, designado pelas Portarias n° 1.060/2013 e n° 91/2013 do MEC/SECADI. Brasília: MEC, 2014b. 23 p. Disponível em: < http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=56513> Acesso: 20 mar. 2017.
  • 11. De acordo com o manual de Educação Infantil: Saberes e práticas da inclusão, dificuldades de comunicação e sinalização – Surdez, do Ministério da Educação e Cultura, (MEC, 2006, p. 19) A surdez “consiste na perda maior ou menor da percepção normal dos sons”. http://portal.mec.gov.br/par/192-secretarias-112877938/seesp- esducacao-especial-2091755988/12654-saberes-e-praticas-da-inclusao- educacao-infantil Conceito de surdez
  • 12. Pela área da saúde e, tradicionalmente, pela área educacional, o indivíduo com surdez pode ser considerado: - Parcialmente surdo (com deficiência auditiva – DA) a) Pessoa com surdez leve – indivíduo que apresenta perda auditiva de até quarenta decibéis. Essa perda impede que o indivíduo perceba igualmente todos os fonemas das palavras. Em geral, esse indivíduo é considerado desatento, solicitando, frequentemente, a repetição daquilo que lhe falam. Conceito de surdez/surdo
  • 13. b) Pessoa com surdez moderada – indivíduo que apresenta perda auditiva entre quarenta e setenta decibéis. É frequente o atraso de linguagem e as alterações articulatórias, havendo, em alguns casos, maiores problemas linguísticos. - Surdo a) Pessoa com surdez severa – indivíduo que apresenta perda auditiva entre setenta e noventa decibéis. Este tipo de perda vai permitir que ele identifique alguns ruídos familiares e poderá perceber apenas a voz forte, podendo chegar até aos quatro ou cinco anos sem aprender a falar. Conceito de surdez/surdo
  • 14. b) Pessoa com surdez profunda – indivíduo que apresenta perda auditiva superior a noventa decibéis. A gravidade dessa perda é tal que o priva das informações auditivas necessárias para perceber e identificar a voz humana, impedindo-o de adquirir a língua oral. Conceito de surdez/surdo SURDO NÃO OUVE – PRECISA DA LIBRAS COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO. D.A. DEFICIENTE AUDITIVO – PODE OUVIR
  • 15. Atualmente, muitos surdos e pesquisadores consideram que o termo “surdo” refere-se ao indivíduo que percebe o mundo por meio de experiências visuais e opta por utilizar a língua de sinais, valorizando a cultura e a comunidade surda. (MEC, 2006, p. 19-20). Conceito de surdez
  • 16. Surdez X Surdo REZENDE também doutora em Educação e pesquisadora surda, discute a questão da surdez, e afirma que os discursos sobre os surdos os constitui: “como sujeitos a serem corrigidos pela medicina, pela biotecnologia e pelo implante coclear estão enredados dentro do jogo de normalização do padrão ouvinte. São discursos científicos e saberes médicos, ciência à qual somos assujeitados e ainda mesmo resistentes para uma tecnologia de controle dos corpos surdos”. (REZENDE, 2012, p. 30) Professora do INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos - RJ
  • 17. Klein (2001) afirma que os discursos sobre a surdez se originam e são produzidos num campo de lutas entre diversos saberes que buscam se legitimar nas diversas práticas institucionais. “Esses saberes, articulam-se através de jogos de poder que devem ser entendidos em sua historicidade”, tendo em vista que o jogo discursivo está diretamente ligado a um momento histórico no qual há diferentes formações discursivas em jogo. (KLEIN, 2001, p. 9) Surdez X Surdo KLEIN, M. Movimentos surdos e os discursos sobre a surdez, educação e trabalho: a constituição do surdo trabalhador. In ANPED, RJ, 2001.
  • 18. Padden e Humphires pesquisadores surdos americanos discutem a metáfora do silêncio associada à surdez: [...] Segundo eles, o entendimento de que as pessoas surdas vivem em um mundo sem som, frequente entre as pessoas que ouvem, traz um conhecimento errado em relação às pessoas surdas e sua cultura, uma vez que ligam o silêncio a uma incapacidade de comunicação humana, e até mesmo a uma falha para conhecer o mundo. O silêncio é considerado uma condição da pessoa surda a partir da experiência acústica dos ouvintes. (KLEIN, 2001, p.10) Surdez X Surdo
  • 19. Ser surdo com identificação naquilo que rompe nos aspectos que envolvem, a educação no que nos entendia como deficientes. Nosso impulso é para que ela não mais fique nas malhas da “correção”, mas nas orientações fundamentais que despertam nossa diferença para as condições de existência. (PERLIN e STROBEL, 2008, p. 2) Surdez X Surdo
  • 20. Surdez X Surdo Segundo a professora mestra e pesquisadora surda da UFMS - Shirley Vilhalva: Sobre SURDEZ você precisa estudar: 1. Orelhas; 2. Audiometria; 3. Impedanciometria; 4. AASI - Aparelho de Amplificação Sonora Individual; 5. IC - Implante Coclear; 6. Educação Auditiva e seus procedimentos; 7. Treinamento Fonoarticulatório sistematicamente mínimo - 5 anos sem interrupção, e 8. Tecnologia e Audição - Sobre SURDO você precisa estudar: 1. Povo Surdo; 2. Língua de Sinais; 3. Cultura Surda; 4. Identidade Surda; 5. Identidade linguística; 6. Movimento Surdo; 7. Educação Bilíngue; 8. Metodologia de Ensino de Língua de Sinais como L1; 9. Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa como L2;
  • 21. 10. Escrita da Língua de Sinais; 11. Tecnologia e Materiais em Língua de Sinais; 12. Bilinguismo para Surdo; 13. Português para Surdo; 14. Literatura Surda; 15. Artes Visuais e Artes Surdas; 16. Política Linguística e a Língua de Sinais; 17. História sobre Surdos; 18. História da Língua de Sinais; 19. História da Educação do Surdo no Mundo e no Brasil; 20. Artefatos linguísticos; 21. Cultura surda na diversidade linguística; 22. Língua de Sinais na área etno educacionais; 23. Língua de Sinais nas terras indígenas; 24. Tradutores Intérpretes da Língua de Sinais - surdos e ouvintes; 24. Família Bilíngue e Amigos de Surdo - Estudos Sociais em movimento surdo; 25. CODA S e Familiares Surdos; Surdez X Surdo
  • 22. 26. Pais Ouvintes e Filhos Surdos; 27. Escola Bilíngue Língua de Sinais como Língua de Instrução para surdos e ouvintes; 28. Crianças Surdas e a Língua de Sinais; 29. Crianças Surdocegas e sua educação específica; 30. Surdos com outras deficiências e a Língua de Sinais; 31. Surdo com Alta Habilidade; 32. Surdos e as áreas disciplinares na educação a distancia; 33. Currículo para Disciplina de Língua de Sinais; 34. Língua de Sinais e as legislações na Política Pública e Linguística; 35. Vida Social e Desportiva no Movimento Surdo; 36. Profissionais Surdos: Acesso, Permanência e Conclusão em sua formação universitária; 37. Surdos Moradores de Rua e a Língua de Sinais; 38. Surdos do Movimento Sem Terra e a Língua de Sinais; 39. Surdos Ciganos e a Língua de Sinais; 40. Outras coisinhas a mais que não me lembro no momento. Surdez X Surdo
  • 23. Conceitos importantes: Relação de poder Surdos X Ouvintes STROBEL doutora surda produziu uma tabela das representações dos sujeitos surdos em diferentes olhares: DIFERENTES OLHARES NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS HISTORICISMO HISTÓRIA CULTURAL HISTÓRIA CRÍTICA STROBEl, karin. História da Educação de surdos. UFSC, Florianópolis, SC, 2009, p. 32.
  • 24. HISTORICISMO Em Estudos Surdos, PERLIN (2003), esclarece que para os surdos, a definição de historicismo é a história concebida na visão do colonizador, isto é, do ouvintismo. HISTÓRIA CRÍTICA Para STROBEL (2006, p. 32) “Pode haver historicismo e história cultural que se misturam e usam o jogo de „camuflagem‟ que aqui indica como „espaço‟ diante dos olhos como incompleto, como fragmento, corte, máscara, escudo, representação e/ou fingimento. HISTÓRIA CULTURAL “É uma nova forma de a história de surdos trabalhar dando lugar à cultura e não mais a historia escrita sob as visões do colonizador”. A História Cultural reflete os movimentos mundiais de surdos procurando não ter uma tendência em priorizar apenas os fatos vivenciados pelos educadores ouvintes (...) e sim procurar levar através de relatos, depoimentos, fatos vivenciados e observações de povo surdo... (STROBEL, 2006, p. 31)
  • 25. HISTORICISMO Os surdos narrados como deficientes e patológicos Os surdos são categorizados em graus de surdez A educação deve ter um caráter clinico- terapêutico e de reabilitação A língua de sinais é prejudicial aos surdos. HISTÓRIA CRÍTICA Os surdos narrados como “coitadinhos” que precisam de ajuda para se promoverem, se integrar Os surdos têm capacidade, mas dependentes. A educação como caridade, surdos “precisam” de ajuda para apoio escolar, porque tem dificuldades de acompanhar. A língua de sinais é usada como apoio ou recurso. HISTÓRIA CULTURAL Os surdos narrados como sujeitos com experiências visuais As identidades surdas são múltiplas e multifacetadas A educação de surdos deve ter respeito à diferença cultural A língua de sinais é a manifestação da diferença linguística- cultural relativa aos surdos
  • 28. SURDO NÃO É MUDO ATOR SURDO – LEO CASTILHO - VÍDEO
  • 29. Conceitos importantes: Povo Surdo Karen Strobel Doutora em Educação Especial e pesquisadora surda define que: “Povo surdo é grupo de sujeitos surdos que usam a mesma língua, que têm costumes, história, tradições comuns e interesses semelhantes”. STROBEL, K. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013, p. 37.
  • 30. Para Strobel, “Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidade surdas. Isto significa que abrange a línguas, as ideias, as crenças, os costumes e os hábitos do povo surdo”. (STROBEL, 2013, p. 29) Conceitos importantes: Cultura Surda
  • 31. Conceitos importantes: Comunidade Surda De acordo com os surdos Padden e Humphries apud Strobel, 2013, p. 37. Comunidade Surda é um grupo de pessoas que vivem num determinado local, partilham os objetivos comuns dos seus membros, e que por diversos meios trabalham no sentido de alcançarem estes objetivos. Uma comunidade surda pode incluir pessoas que não são elas próprias Surdas, mas que apoiam ativamente os objetivos da comunidade e trabalham em conjunto com as pessoas Surdas para os alcançar.
  • 32. A maior dificuldade que os surdos encontram é a comunicacional. Os surdos do nosso país têm sua língua materna, a LIBRAS, mas poucas pessoas sabem esta língua! Para entender melhor a dificuldade que os surdos enfrentam, imagine-se visitando um país onde você não conhece a língua e não consegue se comunicar. É assim que os surdos se sentem, mas com uma diferença: eles estão no seu próprio país! (FOMIN, 2011) Dificuldades enfrentadas pelo Povo Surdo
  • 33. O fato dos pais desconhecerem a Língua de Sinais cria um desconforto e uma situação muito complicada dentro do próprio lar. Muitas vezes isso acontece quando os pais se sentem impotentes diante das barreiras da comunicação com o próprio filho, e com isso o filho se torna um estranho dentro de sua casa. Dificuldades enfrentadas pelo Povo Surdo “Minha filha entrou no meu mundo quando ela nasceu. Eu entrei no Mundo dela quando aprendi Libras”. Samuel Camargo
  • 34. [...] Acredito que os adultos ouvintes que privam seus filhos da língua de sinais nunca compreenderão o que se passa na cabeça de uma criança surda. Há a solidão, e a resistência, a sede de se comunicar e algumas vezes, o ódio. A exclusão da família, da casa onde todos falam sem se preocupar com você. Porque é preciso sempre pedir, puxar alguém pela manga ou pelo vestido para saber, um pouco, um pouquinho, daquilo que se passa em sua volta. Caso contrário, a vida é um filme mudo, sem legendas. (LABORIT, 1994, p. 59). Dificuldades enfrentadas pelo Povo Surdo
  • 35. EDUCAÇÃO DE SURDOS EDUCAÇÃO BILÍNGUE LIBRAS LÍNGUA DE INSTRUÇÃO L1 LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA L2 PEDAGOGIA SURDA DE/PARA CULTURA SURDA CURRÍCULOPROFESSOR SURDO/ PROFESSOR BILÍNGUE METODOLOGIA VISUAL/ GESTUAL ALUNO SURDO (PARES) TRADUTOR/ INTÉRPRETE DE LIBRAS SW – ESCRITA DE SINAIS LETRAS LIBRAS LETRAS LIBRAS GLOSSÁRIO
  • 36. Chega uma hora que o sorriso some... As lágrimas sangram diretamente do coração... Principalmente quando o ser surdo tem que ficar provando que ele também é capaz!!! Que ele pode fazer a diferença, é só dar oportunidade... Que ele pode mudar o mundo, o mundo em sua volta... Ser surdo bom para muitos é surdo morto intelectualmente!!! Shirley Vilhalva 9/7/2016 SURDOS X INCLUSÃO
  • 37. Obrigada! Contato: britan@uol.com.br “TUDO O QUE FERE A DIGNIDADE HUMANA, FERE OS PRINCÍPIOS DA INCLUSÃO”.